Capítulo 9 - Desordeiros X Teste de gravidez
Acordaram no dia seguinte, todos enrolados e empoleirados um no outro.
- Bom dia, minha esposinha deliciosa.
- Bom dia, deus da sedução.
- Podemos repetir a dose quando quiser. – sorriu minimamente, malicioso.
- Nossa! Você é... caramba! Não tenho palavras... Você é maravilhoso, Hatake Kakashi.
- Vamos levantar? Temos que terminar a missão.
- Sim, quero embora o mais rápido possível. Não suporto mais essa missão.
E assim seguiu os dias, enquanto Kakashi vendia os remédios e buscava informações, a moça rosada, que agora era uma beldade ruiva, a muito custo começou a criar a simpatia pelos moradores locais e com isso tentava encontrar alguma pista sobre a tal plantação de alucinógeno e os traficantes. Mas nada... nenhuma pista, nenhuma dica... Ela chegou a duvidar e a questionar se realmente havia alguma coisa ali que levantasse tais suspeitas.
Um dia muito nublado, a kunoichi estava na venda da cidade para comprar farinha e ouviu sons de homens criando, entre seus timbres uma espécie de melodia, isto somado a tambores.
- O que é isto? – Sakura escolhia maças, elevou a cabeça e perguntou a senhora.
- Rápido criança, entre e se esconda. – disse a doba da venda com os olhos esbugalhados e aterrorizados pelo medo. Seus dentes rangiam e seu olho direito tremia num evidente acesso de pânico e tiques nervosos.
- Mas...
- Rápido, não me pergunte nada. Entre na cabana e não deixe que a vejam em hipótese nenhuma. Se eles a encontrarem irão lhe chantagear e a usar como fazem com todos daqui ou a roubar para vender como escrava.
Sakura, então, foi obrigada a acatar o pedido da senhora. Entrou na cabana e escondeu-se. Claro, ela melhor do que ninguém sabia se esconder. Ocultou seu chakra, não sabia com quem estava lidando. Ela escolheu uma posição estratégica onde podia ver o rosto e ouvir perfeitamente a conversa entre eles.
Viu, então, vários homens com uma bandana verde na cabeça e um símbolo em forma de tulipas desenhada. Este homem era alto, tinha uma cicatriz no rosto horizontal. Seus olhos eram escuros e penetrantes.
- Yo, Oba-san. – ele disse roubando uma fruta da vendinha, mastigando-a descaradamente. – O carregamento, onde está?
- A safra deste ano foi totalmente destruída, terão que esperar o próximo.
- Não seja tola, Oba-san. Pensam que podem nos enganar? – ele apontou uma adaga afiada na garganta da anciã. – Não me diga que não restou nenhuma?
- Não, perdemos toda a plantação.
- Tsc – ele retirou a adaga do pescoço da anciã que engoliu em seco. – Pena! Teremos que arrumar outra moeda de troca! – ele disse encarando a senhora como um pequeno demônio.
- Vocês não podem, não podem traficar as moças da cidade.
- A senhora escolhe, é isto ou matamos todos.
- Kaoro... você me vergonha! Foi criado com carinho pra ser o líder desta vila e nos guiar para um futuro próspero e honesto. Errei em sua criação!
- Sim, a senhora errou feio, querida avó! – ele levantou o braço alto e acertou em cheio o rosto da anciã abrindo uma ferida em sua boca. – Agora, oba-san, as moças da cidade, primeiro, claro eu irei me saciar com elas. – sua gargalhada alta e sarcástica assemelhava-se a de um maníaco psicopata.
- Pessoal, peguem todas as garotas, bonitas e feias... Podem experimentar primeiro, claro...
Ele gritou e os homens começaram a rir e a caçar as garotas, batendo e ameaçando com espadas afiadas os homens que por ventura tentavam os impedir.
Sakura já não podia mais se segurar, pegou uma faca que encontrou dentro da venda e preparou-se. Neste momento, sentiu o chakra de Kakashi aproximar-se, ele vinha rápido, e parecia que em menos de cinco minutos já estaria ali. Ela sorriu animada e murmurou... - Reforços.
- Vocês não podem fazer isto, Kaoro, eu lhe suplico! – a senhora agarrou-se à roupa negra do rapaz, em suplica desesperada - Deixe as moças da aldeia, mate-me, faça qualquer coisa, mas deixe as meninas em paz. Nós plantaremos tudo novamente... e...
- Tsc, agora, já era, vovó... tarde de mais... – ele disse e levantou a mão para bater novamente na senhora que instintivamente fechou os olhos e ficou esperando a pancada forte, entretanto, não sentiu, algo o impediu.
- Não... toque... nela... seu canalha! – a kunoichi ruminou entre os dentes, segurando seu braço com força impedindo de chegar ao seu alvo.
- Hum... que delicia, carne nova no pedaço e linda. – ele assobiou a olhando de cima a baixo de forma indecente - Adoro as mais difíceis. – ele disse maligno.
- Asqueroso! – a ruiva Sakura disse com nojo e cuspiu em seu rosto.
O homem riu debochado e imediatamente, segundos depois mudou a expressão para uma assassina: - Você me paga por isso, sua vadia!
- Criança eu avisei para se esconder... – a senhora estava aterrorizada.
- Seu miserável – Sakura rangeu os dentes e concentrou somente um pouco de chakra no punho apertando o braço do homem, fazendo-o gritar de dor. Depois ela simplesmente, o socou certeiro, no meio do olho fazendo-o voar até uma casa, quebrando sua parede externa com a intensidade do soco.
- Ninguém vai levar, nada daqui... nenhuma pessoa... nenhum planta... muito menos a paz destas pessoas que lutam tanto para serem felizes. Eu não vou permitir.
Os homens viram a cena e imediatamente se reunirão ao redor da kunoichi ruiva.
- Hum... para uma garota franzina até que parece ter bastante força. – o homem do centro disse. – mas duvido que consiga bater em todos nós juntos.
- Odeio canalhas! – ela disse tremendo de ódio, estalando os dedos. Manteve a faca que tinha pego dentro da venda apertando o cabo com raiva e caminhos decidida e corajosa para o meio de quinze homens armados dos pés a cabeça com um sorrisinho sarcástico.
Eles a cercaram e ela ficou tranquila e calma. Sorriu, Kakashi estava a menos de cinco segundos próximo.
- Cinco... quatro... três... dois... um... – murmurou
Caboom...
Todos ouviram um enorme estrondo como um raio vindo de deus ao cair dos céus em cima daqueles homens.
Sakura saltou muito alto e aterrissou perto da vendinha.
- Não toquem... na minha... mulher. – o prateado que agora era um delicioso moreno soletrou vagarosamente a frase depois de fazer quase um estrago naquele grupo de bandidos.
Aqueles homens não eram ninjas, assim, não precisou muito mais do que isto.
- Que pena... você foi tão rápido e eficaz que nem consegui me divertir. – Sakura murmurou em seu ouvido – Queria dar alguns socos neles.
Kakashi e Sakura basicamente deixaram todos desacordados somente com dois socos. A senhora estava com os olhos arregalados e ficou estática olhando os bandidos estirados pelo chão.
- Pronto, vocês estão livre deles. – Sakura disse meiga aproximando-se da dona da vendinha. A senhora agarrou-se a menina, abraçando-a, e despejou prantos e prantos sobre sua blusa.
- Obrigada, criança. Obrigada! Teremos uma divida eterna com vocês. – ela chorava copiosamente. Sakura teve vontade de usar ninjutsos médicos para cura-la e acalma-la, mas conteve-se. Eles já haviam se exposto muito e não poderia mostrar que era uma iryou-nin.
Enquanto isso Kakashi amarrava os homens desacordados em nós muito apertados, impossível de serem soltos e em troncos de árvores.
- Vamos chamar as autoridades. Não se aproximem deles ou falem com eles. – os dois ninjas disfarçados disseram. Viraram de costas e foram para a floreta.
Rapidamente desfizeram seu disfarce, escondidos de qualquer olhar curioso.
À coloração exótica dos fios de cabelos, bastava lava-los com uma espécie de tônico reverso, vestiram seus uniformes de jounin, Kakashi voltou a colocar a máscara e retirou as lentes claras. Sakura tirou as lentes escuras e suspirou.
- Pena que terá que usar isso outra vez. Mas eu entendo, é por uma boa causa. - Roubou-lhe um beijo abaixando o tecido.
- E eu que pensei que iria poder me aproveitar da história de marido e mulher! – resmungou aborrecido. – não deu tempo nem de beijar direito! Esquece a história de agradecer a Tsunade-sama.
- Ahhh, não seja injusto... – Sakura riu maliciosa e corou violentamente ao lembrar da noite em que Kakashi usou seu jutso clone das sombras para aumentar a excitação entre eles e o albino riu captando exatamente o que ela pensava.
Seguiram para buscar ajuda de soldados locais. Mantiveram a história de que dois comerciantes ambulantes pediram ajuda porque os habitantes do vilarejo conseguiram prender traficantes de escravos.
Seguiram junto com os guardas para se assegurarem de que iriam prender os homens e que todos no distrito iriam estar bem.
Chegaram lá os homens estavam gritando e esperneando mas isto não foi suficiente para liberta-los. Foram presos e os habitantes poderiam, por fim, viver sossegados e em paz.
- Senhora! O casal que veio nos avisar agradeceu a hospedagem e disse que precisava seguir viagem. A senhora está bem? – a kunoichi perguntou preocupada. A senhora esboçou uma triste feição.
- Pena, gostava daquelas crianças e queria agradece-los novamente. Eles são pessoas muito boas.
- Deixe-me ajuda-la. – disse Sakura e levou seu chakra até seu rosto curando seu machucado.
- Obrigada, minha filha. Qual seu nome?
- Sakura, senhora!
- Você me lembra Yuri-chan, não sei porque, até mesmo porque aquela criança tem os olhos escuros e os cabelos muito vermelhos.
- Prontinho, senhora! – ela sorriu desconcertada.
- Bem... obrigada minha filha.
- Sakura, vamos? – Kakashi a chama. –Temos uma missão a terminar.
- Hai-hai, Kakashi sensei! – ela sorriu em retorno - Até algum dia, senhora! – acenou para a anciã que sorria aliviada e começaram a correr em direção ao castelo onde estaria o daymiou.
...
Enquanto Sakura e Kakashi viviam sua missão de infiltração, Naruto e Sasuke estavam numa outra missão de reconhecimento. Isto impossibilitou o Uchiha de visitar Karin como havia prometido na noite anterior.
A missão dos dois rapazes havia terminado em dez dias e mais do que rápido, assim que estavam de volta, Sakuke seguiu para o esconderijo onde Karin vivia.
Chegou lá já tarde e a ruiva levou um susto quando o viu, mas correu para o receber.
- Sasuke-kun, fiquei lhe esperando no dia seguinte logo que partiu!
- Não pude vir, estava numa missão.
- Ah!
- Vem, precisamos fazer meu filho. – ele ordenou autoritário, fazendo-a sorrir como uma criança feliz que havia acabado de ganhar um doce.
Ela omitiu a informação que o seu período fértil já havia passado e mesmo se quisesse muito, era quase impossível ficar grávida, no entanto, agora nada realmente importava. O primordial era tê-lo dentro dela, independente de como ou porquê.
E assim... em mais uma noite Sasuke possuiu Karin de uma forma dominadora e brutal, quase num coito animal. Ele era assim, a vida lhe ensinara a ser assim. Ele era o reflexo do que o mundo o transformara. Em essência Sasuke era gentil e amigo, no entanto, essa personalidade foi extinta há muito tempo e substituída por uma natureza bruta e obscura. As coisas não tomaram um rumo muito feliz para o Uchiha e ele fez escolhas erradas, corroborando o rumo e a influência estranha que a roda do destino lhe impusera.
Ele a possuiu várias vezes, era só o tempo de descansar e já estava preparado novamente. Sasuke sabia ser arrogante e autoritário, mas também sabia ser decidido. Agora seu objetivo de vida era reconstruir seu clã, fosse com quem fosse. Se olhasse por um outro lado, esta característica chegava a ser admirável.
No dia seguinte, o shinobi estava exausto. Karin o cansava, ela não reclamava como Sakura fazia. Sakura exigia mais carinho, Karin não. Estava sempre pronta para ele, sem resmungar ou nada semelhante a isto.
Levantou e vestiu seu uniforme.
- Já vai? – ela pergunta ligeiramente triste.
- Sim, Tsunade está me enchendo de missões. Não poderei dizer quando voltarei.
- Está tudo bem, vou ficar esperando, eu sempre te espero! – ela disse com olhar apaixonado, ligeiramente doentio.
Sua fixação nele era incrivelmente doentia, admirava o nível de seu chakra e a capacidade energética de Sasuke a deixava encantada. Mesmo depois de praticamente a matar junto a Danzou ela o perdoou.
Sem mais uma palavra ele sai deixando-a com seus pensamentos e inseguranças. Será que a inseminação artificial havia dado certo? Será que estaria grávida dele? Será que seria a futura senhora Uchiha?
Incrível como a médica rosada nunca percebeu que o problema era ele, matutava Karin. Mas pensando muito bem, jamais o Uchiha iria admitir que o problema nunca fora ela, e sim ele... Era orgulhoso demais para isto. Talvez não tenha sido tão esperta o suficiente para roubar o sêmen dele quando estava em transe induzido, assim como ela fez. Iria ignorar este fato. Iria conseguir engravidar de uma maneira ou de outra. Ela sabia do segredo do Sasuke e ela seria a única capaz de dar-lhe o que ele mais desejava, seu clã de volta. Ela iria tomar o lugar da rosada e não permitiria que mais ninguém o ocupasse. Sorriu diabolicamente de frente à estes pensamentos.
Passaram-se os dias e Sasuke nunca mais veio ao esconderijo à procura de Karin. Ela não se preocupava com este tempo até mesmo agradecia, precisava ter certeza de que tudo havia corrido como seu planejamento.
Sua felicidade foi incrível quando seu período atrasou, mostrando os primeiros indícios de que poderia estar grávida. Manteve-se tranquila, esperando a época certa para ter certeza absoluta.
Assim, passado algum tempo, a época para fazer exame de sangue e confirmar as suas suspeitas havia chegado.
Logo de manhã, assim que acordou, foi imediatamente preparar para o exame de sangue, que confirmaria sua gravidez. Sentia o estômago borbulhar de nervoso. Criou um clone que retirou seu sangue e pessoalmente começou o exame para ter certeza de que tudo tinha corrido como ela esperava.
Pulou de alegria, como uma desvairada, quando viu o resultado: Positivo.
- Sasuke-kun, me aguarde. Teremos um bebê. – sorriu anasalado acariciando sua barriga que ainda estava lisa.
Isto era o que ela sonhava, era o que ela mais desejava, no entanto, o decorrer dos fatos não foram exatamente como ela imaginara...
Continua...
