Capítulo 16 - Ela sempre foi minha...
Sakura elevou o olhar e encarou profundamente os olhos culposos que falharam e voltaram-se para o chão, desconcertada e envergonhada pelos seus deprimentes atos. Aquela difícil conversa era definitiva.
- Seus cinco minutos estão correndo. – Sakura disse duramente.
- Desculpa, Sakura. – a loira disse cabisbaixa.
- Já que está aqui preciso dizer uma coisa que está atravessada na minha garganta, Ino.
A loira olhou-a e ficou a espera do pior. Fosse o que fosse ela precisava ouvir calada e resignada.
- A sua traição foi muito pior do que a dele. Você era minha melhor amiga e eu confiava em você profundamente. Você me apunhalou pelas costas. – seus olhos estavam cheios de lágrimas agora e ela tremia nitidamente. - Por que você fez isso comigo, Ino?
- Eu sentia inveja e não pude suportar perder pra você. Eu me arrependo a cada dia, a cada segundo. Sei que o que fiz não tem mais retorno mas queria que me perdoasse. No fim, eu acabei perdendo... perdendo a minha melhor amiga. Me perdoa, Sakura... Me perdoa... por favor...
A loira jogou-se no chão, humilhando-se, ajoelhando-se em frente a ela com as mãos entrelaçadas frente ao peito, chorando compulsivamente. Os soluços eram altos e a lamúria era angustiante.
- Ino... levante-se, por favor. Para com isso.
Sakura segurou-a pela mão e pediu para que ela sentasse no sofá. Ofereceu um copo de água para que ela se acalmasse e esperou um pouco para continuar aquela difícil conversa de acertos de contas.
- Antes de te continuar quero saber o que é o perdão pra você? (1)– a rosada perguntou encarando-a profundamente.
A loira elevou os olhos e ficou estática sem saber o que responder. Nunca havia pensado sobre isto em sua vida.
- O que é o perdão pra mim? Não sei responder sua pergunta muito bem, acho que nunca pensei no assunto... – ficou um segundo pensando no que responder, nervosa, como se sua vida dependesse disso. – No caso acho que o perdão é aceitar que estou arrependida e voltarmos pelo menos a dizer bom dia uma para a outra sem pedir mais nada além disso. – murmurou envergonhada e Sakura endureceu as feições.
- Pois eu vou te dizer que eu pensei muito sobre isso. O perdão pra mim é um processo de eximir o outro da culpa e da ofensa. É um exercício mental e emocional de não sentir mágoa ou ressentimentos sobre o que aconteceu. Se eu disser que não fiquei profundamente magoada com você estarei mentindo.
Ino observava-a boquiaberta, nunca imaginou que sua antiga amiga pensasse sobre estas coisas.
- Bem, agora vou te fazer outra pergunta e quero que seja absolutamente sincera – Sakura continuava a encara-la com suas safiras verdes cristalinas de uma forma profundamente assustadora. - Se você estivesse no meu lugar, o que faria? – e novamente Ino olhou para Sakura, acreditou que a conversa com ela fosse difícil, mas nunca imaginou que fosse assim tão assustadoramente difícil!
- Acho que... nunca mais olhava na sua cara! – ela respondeu e abaixou os olhos sentindo ainda mais culpa. Sakura suspirou.
- Olha, eu estou muito melhor agora do que antes, por um ângulo, tenho até que te agradecer por ter me libertado de uma pessoa que nunca me amou mas isto não justifica sua traição... vou lhe dizer o mesmo que disse ao Uchiha, siga sua vida em paz, busque sua felicidade mas não quero fazer mais parte dela. Inevitavelmente, iremos nos encontrar pela vila, mas a tratarei profissionalmente. Eu te agradeço por ter, indiretamente, me ajudado na minha liberdade emocional mas não consigo não sentir magoada pela sua traição. Desculpa, não consigo te perdoar por completo.
- Está tudo bem... eu já imaginava isso, pelo menos consegui falar com você, precisava me desculpar isto estava me matando. – sorriu triste – Fico aliviada em saber que está bem agora. Bom... vou andando, não quero mais te incomodar.
- Ino, vê se come alguma coisa e se cuida.
- Está bem. Até, Sakura.
- Até.
A loira saiu da casa rapidamente e nem precisou que a rosada lhe indicasse o caminho. Deixou a rosada sozinha dentro da sala.
- Você está bem? – Kakashi perguntou com os braços cruzados em frente do peito.
- Kashi-kun... você... estava ouvindo?
- Desculpe-me, ouvi parte da conversa.
- Sinto como se um enorme peso tivesse saído de cima de mim.
- Ainda bem, hime. Vamos tomar banho, você está abatida.
- Tem razão, meu sensei.
No dia seguinte a uma conversa desgastante e uma deliciosa e divina noite de descanso, um ninja ANBU bate à porta e pede para o casal ir imediatamente à sala da Hokage.
- Achei que teríamos cinco dias de folga! – resmungou Kakashi passando a mão pela cabeleira branca.
- Shishou não dá trégua. Só eu sei o que é ser sua pupila. – Sakura riu experimentando um gole do delicioso café gormet que seu noivo fazia todas as manhãs. Gemeu de prazer, revirando os olhos, sentido toda a explosão de sabores exóticos misturarem-se em sua boca. – Amo profundamente quem me dá carinho, afeto, noites de intenso prazer e às manhãs me faz café.
Suspirou... e foi interrompida por um beijo afetuoso, profundo e sensual.
- E beijos fogosos... – ela completou entregando-se ainda mais àquele momento magnífico enroscando os braços em seu pescoço – Mas é melhor irmos, shishou odeia atrasos.
- Sim, sim... eu melhor que ninguém sei disso.
Saíram com as mãos entrelaçadas até o edifício da quinta sem imaginar a missão que os esperava.
- Com licença, Tsunade shishou. – Sakura entreabriu a porta ligeiramente pedindo para entrar.
- Entrem, graças a Kami, chegaram. Estas pessoas estão me levando a loucura. – ela disse segurando-se para não quebrar a mesa ao meio.
O casal entrou e deu de cara com um grupo de quatro pessoas exóticas: uma menina de cabelos negros e olhos verdes, outra de cabelos azuis, dois rapazes lindos de olhos claros um de cabelo castanho escuro outro claro e... Uchiha Sasuke.
Sakura olhou ao redor e arqueou as sobrancelhas ao ver o sorrisinho sarcástico do ex-marido. "Eu mereço, primeiro a Ino, agora o Uchiha. Acho que Kami tirou a semana para me atazanar." Pensou e ignorou-o completamente, fingindo que ele não estava presente. Kakashi apertou o punho, segurando-se para não mata-lo.
- Como podem perceber estou num impasse irritante. – disse a quinta.
- Desculpe-me, shishou. Mas não consegui perceber. – ela foi sincera e teve medo da explicação.
- Vou explicar: Estas pessoas estão nos contratando para uma escolta. Eles são um grupo musical famoso em seu país e vão partir numa caravana para um evento perto da divisa com o País da Cachoeira. São patrocinados pelo maior comerciante do feudo da região e sua filha, Kana, é um dos componentes e a vocalista do grupo. Ou seja, ela que está pagando tudo. – apontou para a menina que estava impaciente.
Sakura esperou sua mestra soltar um longo e agoniado suspiro de irritação.
- Vou encurtar a história, perdi minha paciência. – ela disse. – A missão é a seguinte, você precisa se passar por filha do senhor na viagem porque existem pessoas que querem sequestrar a garota para chantagear o pai, enquanto ela se disfarça de um outro integrante do grupo.
- Hum – Sakura já irritada queria entender o que o Uchiha tinha a ver com isto.
- O problema é que esta garota exige que um dos ninjas seja o Uchiha.
- O que? A senhora quer que eu vá numa missão sozinha com o maldito demônio Uchiha? – perguntou alterada e nervosa como se estivesse a sós com a mestra.
- Não, Naruto, Kakashi, Uchiha e você disfarçada.
- Olha aqui, loira. – Kana disse irritada. – viemos aqui para saber de sua resposta e encontramos o gostosão na sala. Eu estou perdendo minha paciência diz logo o que resolveu. Estou oferecendo o dobro pra fazerem isto. Que espécie de ninjas são vocês?
- Mimada – Sakura murmurou quase inaudível.
- Kakashi será o lider da missão e Sasuke será o guarda particular desta garota. – Acho que ele merece isso... – murmurou a última frase quase inaudível, a Hokahe.
- Por que não nos dividimos, eles dois vão por um caminho enquanto nós seguimos outro? – Kakashi pergunta o óbvio e Tsunade revira os olhos, enquanto Naruto sorri sem graça.
- Por que não quero me separar do grupo. Estou pagando esta enorme quantia para ter proteção o suficiente para ir junto.
- Isto vai ser osso duro de roer. – Sakura murmura novamente e ai ela compreende um importante fator e acaba falando muito alto – Pera aí... vou ter que me disfarçar desta garota ridiculamente mimada e ainda aturar o maldito satanás rabugento?
- Ei sua rosada oxigenada. Ninguém me chama de mimada. – a garota fecha o punho com ódio e direciona para o rosto de Sakura que para sua mão no ar, segurando-a com sua palma.
Agarra seu punho fechado e aperta com um pouco de força.
- Meu cabelo é natural e... não se meta comigo, sua mi-ma-da. – ela soletra as sílabas devagar. Empurrou a garota para longe.
- Sakura, por que você rasgou a fotografia do antigo time sete? – Sasuke pergunta num relance, sem mais nem menos.
- Quando teremos que partir? – ignorou-o completamente.
- Amanhã de manhã – Naruto quem respondeu.
- Então até lá. – Kakashi se pronunciou. Estava se segurando e alguma coisa dizia que aquela missão não ia dar certo.
- Com licença, shishou... Naruto... Mimada-chan e seu grupo musical... Tenho que me preparar. – disse Sakura virando-se mas foi impedida pelas mãos de Sasuke que a segurou pelo pulso esquerdo, impedindo-a de seguir seu caminho.
- Não me ignore, Sakura. Responda minha pergunta – ele grunhiu entre os dentes.
- Eu... avisei... para nunca mais... me tocar, seu miserável.
Ela concentra muito chacka em seu punho direito e acerta-o em cheio no estômago, quase quebrando-lhe os ossos da coluna e fazendo-o cuspir uma boa quantidade de sangue.
- Que horror! - Kana exclama em pânico, tapando a boca com uma ambas as mãos.
- Dói né? Teme, seu baka... Mas você bem mereceu! – Naruto segurou um riso.
- Avisamos que eles não deveriam trabalhar juntos, mas você insistiu com o Sasuke, só posso mandar o Naruto junto para segura-los.
Kakashi virou-se e segurou seus ombros com ambas as mãos e confrontou-o bem dentro do olhos, com seu sharingan exposto.
- Não encoste um dedo nela, nunca mais, - rosnou - seu moleque. Permaneça no seu atual lugar, longe, ou você e eu teremos sérios problemas. – pronunciou cada palavra com fúria grunhindo cada a delas. Empurrou-o para longe, abraçou Sakura pela cintura, encaminhando-se com ela para fora.
- Qual o problema dele? – Sasuke pergunta segurando o estômago com uma mão limpando o canto da boca com a outra.
- Ele? Nenhum. Está totalmente dentro de seu direito de noivo dela. Já você, terá muitos se continuar a importuna-los. – Naruto falou zombeteiro.
Seus olhos estavam arregalados e ele, num pequeno surto gritou:
- O que? -ele berrou ofegante com os olhos esbugalhados – Como assim, Sakura está noiva do Kakashi?
- Teme, seu miserável. Segura a onda aí. Ela tem o direito de reconstruir a vida dela com quem quiser, além do mais depois da merda que fez não exerce nenhum direito sobre ela. Esqueceu que agora você é casado com a Karin e será pai de gêmeos? – o loiro disse e depois caiu na gargalhada. – Você só faz merda, seu teme idiota! – zombeteiro, não parava de rir – Bem feito pra você. Fez por merecer!
- Ei! O moreno gostosão é casado? – a garota que estava olhando aquela enorme confusão perguntou descrente.
- Pela milésima vez... eu avisei que ele não servia. – disse a quinta.
- Não o quero mais. – Kana resmungou cruzando os braços com um enorme bico, o que fez a Hokage virar-se para ela em câmera lenta, com chispas e raios fumegantes saindo de seus olhos.
- Agora depois disso tudo? – ela berrou sem acreditar.
- É... não o quero mais. – ela virou para outro lado fazendo birra. – Facilmente a cor-de-rosa o socou, não é tão forte quanto eu imaginava. – disse com descaso.
Tsunade bufafa, morrendo de ódio.
- Saiam todos daqui antes que seja eu a quebrar as costelas de cada um pessoalmente. Não os quero ver até a despedida que estou louca para que aconteça – Tsunade gritou furiosa, soltando fumaças pelos cabeços, bufando e com as bochechas vermelhas de ira.
Todos sairam correndo de dentro da sala atropelando-se entre eles tremendo de medo da Hokage, menos o loirinho que passou uma mão no cabelo.
- É, isso vai ser tenso!
Sasuke foi para o hospital procurar tratamento. Karin que estava sentada numa cadeira acariciando calmamente a barriga assustou-se quando viu o marido ensanguentado.
- Sasuke-kun! O que houve?
Karin começou a cura-lo emitindo uma luz verde.
Ele não disse nada, não conseguia. Seus olhos estavam vidrados, em choque pela informação dada por Naruro. O ciúmes entrou forte e não deixou espaço para raciocínio lógico. Era como um vírus maligno e incurável que sugava a sanidade, segando-o de qualquer senso de justiça, certo ou errado, bem ou mal. Nunca sentiu nada igual em sua vida, Sakura sempre foi-lhe fiel e nunca houve espaço pra este sentimento, nem nada semelhante a isto. A experiência de saber que agora ela pertenceria a outro, aqueceria a cama de outro, beijaria outro, acordaria ao lado de outro, pediria carinho a outro, amaria outro que não ele mesmo e este outro era ninguém menos que Hatake Kakashi! Aquilo o estava levando a loucura.
- Como Kakashi ousou toma-la para ele? Quem ele acha que é? Ele vai pagar caro... Ele me paga! – rosnava e falava alto, com muita raiva.
- O que aconteceu, Sasuke-kun? – a pobre coitada e iludida ruiva perguntava mas não era ouvida. Ele continuava naquele redemoinho de pensamentos obscuros e psicóticos. Começou a falar alto seus pensamentos, sem perceber que o fazia, muito menos sem reconhecer quem estava a sua frente. Só conseguia pensar em uma coisa:
- Sakura sempre foi minha. Sempre! – sua voz era grave e perigosa – Ela é minha, não vou permitir que ele roube o que é meu, vou recuperá-la. Ela vai voltar a ser minha! E aquele Kakashi, maldito ladrão, vai morrer pelas minhas mãos e vou toma-la de volta. Eu não vou permitir este casamento, vou matar Hatake Kakashi antes de se casar com Sakura. Ela sempre foi minha! Ela sempre foi minha!
Repetia como um mantra tremendo de tanto ódio.
Karin então, percebeu e concluiu o que ele estava falando. Parou o tratamento sem acreditar que ele estava falando tudo aquilo pra ela.
- Sasuke-kun. Nós somos casados agora. – disse com a voz embargada, mas ele não ouvia nada, estava cego pelo ciúme.
Saiu correndo da sala, deixando-a sozinha...
- Não acredito, ele estava assim por causa dela!? – riu anasalado do próprio sentimento desgraçado. – Mesmo depois de tudo que fiz, de lhe dar dois filhos ele nunca olhou pra mim de verdade.
E... Chorou...
A ruiva chorou, deprimida pelo abandono, chorou por muito tempo, fechada dentro de sua sala do hospital de Konoha.
Sentiu uma enorme pontada e arregalou os olhos avermelhados pela depressão, segurou a barriga e saiu pelos corredores, curvada para frente, sentindo a intensa dor. Apoiou-se na parede, e gritou por socorro.
As pontadas em seu ventre eram como enormes facadas que dilaceravam qualquer fio de consciência. A dor era insuportável...Gritava desnorteada...
Sentiu um líquido escorrer pelas pernas e desesperou-se completamente, gritou novamente por ajuda e caiu desmaiada em meio à poça de sangue que havia abaixo dela.
...
Sasuke correu pelos telhados da vila e parou em frente a casa de Sakura. Seus olhos estavam alucinados e vidrados. Não havia um fio de sanidade em sua mente.
Este era o primeiro lugar que iria procurar por Kakashi, a casa de Sakura. Viu as janela abertas e pulou para dentro daquele que sabia ser o quarto dela.
Vazio...
Ninguém estava ali. Resolveu averiguar os outros cômodos. Saiu cautelosamente e ouviu vozes vindas do andas de baixo. Não se importou com o que diziam muito menos em ocultar sua presença.
Entrou na sala, expondo sua negra obscuridade.
Kakashi pôs-se a frente de Sakura, protegendo-a.
Sharingan contra sharingan...
Ambos estavam com o doujutso ativado, sendo que Sasuke afastou a franja expondo o rinnegan também.
- Vou mata-lo, Kakashi por roubar minha mulher. - sua voz sombria, era capaz de arrepiar até os mais corajosos.
- Ficou louco, seu estúpido. – grita ela - Você quem me traiu. Esqueceu? Você está fora de si. Cai na real... Sua mulher é a Karin que está grávida de dois.
Mas ele não ouvia nada. Posicionou-se para luta e avançou em Kakashi que facilmente desviou.
Socos, chutes e pontapés... Todos eles eram desviados por Kakashi.
- Pare com isto, Sasuke, seu grande idiota! – Ela gritou desesperada.
Kakashi fez uma análise rápida e notou que seu estúpido ex-aluno estava obcecado, surtado e fora de si. Iria segui-lo onde quer que ele fosse. Então, resolveu em questão de segundos levar aquela luta ridícula e sem sentido para longe da vila. Rápido, saiu da casa sem dizer nada.
Como esperado, Sasuke o seguiu. Sakura sabia exatamente o que Kakashi planejava. Ela não tinha a menor chance e sabia disso então, o desespero falou mais alto e ela saiu correndo atrás de Naruto que era a única pessoa capaz de, talvez, parar aquela tragédia.
Correu, pulando o mais rápido que pode e invadiu o escritório de sua mestra pela janela mesmo, descancelada como uma louca.
- O Sasuke... Enlouqueceu e está atacando o Kakashi que levou a luta para fora da vila. – disse com os olhos verdes arregalados sem respirar, afoita e desnorteada.
- Não acredito, aquele teme só faz droga mesmo!
Naruto pulou a janela do escritório rápido como um relâmpago. Nem precisou procurar muito, já que um estrondo seguido de poeira ecoou na mata. Seguiu em direção aquele poeira cinza.
Sakura que estava ainda dentro da sala correu para pular e seguir o amigo loiro, mas Shizune chegou gritando e chamando sua atenção:
- Tsunade-sama... a Karin...
- O que tem ela! – a quinta gritou nervosa em retorno.
- Abortou espontaneamente as duas crianças e depois de entrar em um estado de choque, caiu num coma profundo.
- Meu Kami, que tragédia horrível. – Sakura ouviu sua mestra dizer antes de pular e ir ao encontro de Kakashi e Naruto.
Continua...
