Capítulo 25 - Nascimento

Hatake Sakura exibia uma enorme e redonda barriga de cinco meses.

Linda... estava linda como uma boneca de porcelana. Sua pele branca brilhava e reluzia. Seus lábios cheios estavam mais rosados do que usualmente já eram, e seus cabelos estavam sedosos e volumosos como nunca estiveram; definitivamente a gravidez lhe fez bem.

A casa de Sakura era bem localizada, grande e arejada, por isso não viram necessidade de comprar outro estabelecimento. Depois de casamos mudaram-se para lá.

- Kashi-kun! Isso parece uma delícia! – os olhos de Sakura brilharam com a mesa farta e apetitosa do almoço preparado por ele.

- E ainda preparei sua sobremesa favorita.

- Assim você definitivamente me transformará numa bola humana.

- Você está cada dia mais linda, minha hime. Sem falar que merece todos os mimos que puder dar.

- Olha, estão chutando. Sinta! – levou sua mão à barriga, com um meigo sorriso.

- Uh, nossos filhos estão bem animados aí. Parece que já são ninjas desde o ventre da mãe. – Sakura riu divertida.

- Agora, vamos comer ou vai esfriar.

- Nossa, Kashi-kun. Que delicia! Você é bom em tudo que faz.

- Certamente – disse com um timbre grave e engraçado, todo orgulhoso. - Espera pra ver nossos filhos! – Sakura deu uma gloriosa gargalhada.

- Claro e muito modesto também. - Voltaram a rir, divertidos pela pequena brincadeira.

- A cada segundo, amo mais você, papai.

- Não mais do que eu, mamãe. - Beijou-a com extremo carinho. Tocou seus lábios como se fossem um tesouro delicado e imensurável.

Ouviram à campainha que interrompeu o momento delicado do casal. Kakashi rapidamente subiu a máscara e levantou-se para atender a porta.

Fechou o semblante...

A visita, de maneira nenhuma, era bem vinda. Cruzou os braços em frente ao peito e fechou a passagem mostrando que, definitivamente, não ia deixar que entrasse.

- O que veio fazer aqui, Sasuke?

- Posso entrar?

Kakashi levantou uma sobrancelha e acionou imediatamente o sharingan.

- Não precisa disto. Estou partindo da vila numa missão de tempo indeterminado. Eu vim me desculpar... com vocês... antes de ir.

- Espere, só permitirei que entre se Sakura for de acordo.

- Hm

Kakashi fechou a porta e caminhou até a cozinha. Sakura se fartava com o doce delicioso que Kakashi havia feito pra ela. Lambia os beiços e os dedos um a um. Kakashi riu com a visão. Ela era linda!

- Quem era, Kashi-kun?

- Bem... – Kakashi coçou a nuca mostrando que estava nervoso – Uchiha Sasuke. Ele quer entrar e falar conosco. Disse que vai deixar a vila e que veio se desculpar. Eu farei o que você desejar.

O coração de Sakura disparou. Ficou alguns segundos parada e pensativa.

- Está bem. Deixe-o entrar. Melhor resolver logo isso e libertar-me de uma vez! – sua voz era decidida e firme.

Kakashi não disse nada, concordou com a cabeça e virou-se caminhando à porta de entrada. Abriu e encarou o rapaz de olhos negros que esperava de braços cruzados em silêncio.

- Seja rápido, por favor. – abriu espaço para que o moreno entrasse.

Ele retirou os sapatos, deixando-os na entrada como era o costume. Os nível da tensão era demonstrado pelos passos pesados de ambos os homens.

Caminharam até a sala e Sasuke estacou ao ver a enorme e redonda barriga da ex-esposa. Depois do dia em que espionou o casal fazer amor, ele mesmo pediu para sua psiquiatra para ser internado. Chegou a conclusão que devia mesmo estar com problemas sérios, ninguém em sã consciência fica se torturando ao assistir a ex-mulher fazer amor com outro homem. Então, desde esse dia, ficou em tratamento intensivo até Akemi lhe dar alta. Estava decidido a afastar-se e pediu a Hokage para coloca-lo numa missão extensa. Sendo assim, esta era a primeira vez que via a senhora Hatake Sakura com a enorme barriga maior do que o normal para uma gestante de cinco meses.

Mesmo já sabendo que ela estava grávida e de gêmeos, paralisou no lugar ao ver a gravidez da ex-mulher. Seus olhos começaram a secar com o choque de vê-la assim: gravidíssima aumentando o clã Hatake e não o clã Uchiha...

- Sente-se, Uchiha Sasuke. – disse Sakura tirando-o de seus turbulentos pensamentos. Ele piscou algumas vezes procurando reorganizar seu psicológico. Achou por bem acatar ao pedido e sentou-se.

- Serei breve. – ele começou – Não vim aqui para me demorar.

Encarou-a nos olhos de uma forma profunda. A lagoa verde que eram os olhos dela estava ainda mais vibrante e enorme. Uma leve maquiagem esfumaçada ao redor deles dava-lhe uma expressividade assustadora. A boca avermelhada e cheia, ligeiramente aberta, era extremamente sensual.

Ele a amava, mas admitira seus sentimentos tarde de mais. Ele a perdeu definitivamente para o Hatake. Deveria seguir em frente e deixa-la ser feliz. Sasuke a analisou uma última vez, arrependido. Certamente, se arrependimento matasse, já estaria morto e enterrado pela milionésima vez.

- Eu peço desculpas. Tratei-a indevidamente e não lhe dei o merecido valor. Não soube ouvir seus conselhos médicos quando tentou me alertar sobre... – sua voz falhou e ele trincou o maxilar, nervoso. - ... a infertilidade.

Murmurou, envergonhado sentindo-se humilhado, baixando os olhos. Aquilo estava sendo mais difícil do que lutar na quarta guerra ninja. Continuou:

- Eu me envergonho e me arrependo dos meus atos e por isso venho pedir perdão. Não espero que perdoe, afinal, reconheço, minhas atitudes foram egoístas.

Sakura estava com lágrimas nos olhos. Nunca imaginou ouvir estas palavras saindo da boca de Sasuke. Nunca imaginou vê-lo a sua frente, pedindo perdão.

- Vou partir numa longa missão para Konoha com Hana Akemi e Yamanaka Ino.

- A chefe do hospital especial? Por que ela foi destinada para uma missão?

- Ela tem dons oculares essenciais para o sucesso da missão, Ino faz transferência de mente e eu, sharingan e rinnegan.

- Compreendo.

- Akemi será a líder da missão.

- Nossa, quem ficará na direção do hospital?

- Não sei... Bem, preciso ir. - Sasuke olhou para Kakashi que manteve-se sério e observador. - Kakashi, cuide dela, coisa que eu não soube fazer. Desejo felicidades a vocês e ao bebê.

- São gêmeos... – Sakura murmurou com os olhos cheios de lágrimas e Sasuke sentiu um aperto no peito novamente. Engoliu em seco... e xingou-se internamente de todos os palavrões que conhecia. Também já tinha esta informação mas ser confrontado tão duramente por seus demônios era algo perturbador.

Lembrou-se de tudo que passou, por única e exclusivamente culpa dele mesmo. Se não fosse por sua estupidez, seria pai de gêmeos também. Mesmo fruto de uma inseminação artificial, ainda sim, seriam seus filhos, sua genética, seu clã. Admitiu e compreendeu as atitudes de Karin. Depois de todo seu tratamento decidiu que se ela ainda o quisesse iria seguir em frente com ela. No entanto, Karin, depois de fazer autoanalise percebeu que prender alguém que não a ama era uma enorme falta de respeito a si própria. Ela mesma pediu o divórcio.

- Felicidades a família... Hatake. – foi muito difícil pronunciar esta frase. Seu timbre foi obscuro; a voz entrecortada e arranhada criou um clima pesaroso, entretanto, ao mesmo tempo um alivio e uma liberdade ia inundando aos poucos os corações de todos os envolvidos na trama.

- Sasuke – Sakura disse emocionada – Seja feliz...

- Tentarei – já de costas e em pé disse unicamente esta palavra e despediu-se – Até algum dia.

- Sasuke espere um pouco. – Sakura levantou-se e entrou, embrenhando-se casa adentro.

Voltou com a cópia de um livro de jutsos médicos antigos.

- Entregue a Karin, talvez ajude. – disse Sakura ainda sem saber que estavam separados.

Sasuke olhou o livro e compreendeu imediatamente do que se tratava.

- Separei-me de Karin. – ele murmurou. Sua expressão era indecifrável - Ela pediu o divórcio e está namorando com seu psiquiatra.

Sakura entreabriu a boca. A vida é uma roda gigante, num dia você está em cima, noutro embaixo. Isto é inegável!

- Bem, mostre-o a Dr. Akemi, ela é uma iryo-nin magnifica e seu médica então... Ela saberá o que fazer.

- Obrigado, Sakura. – aceitou o livro e saiu o mais rápido que pode, deixando o casal sozinho.

Kakashi aproximou-se e a aconchegou entre seus braços. Acariciava sua enorme barriga, muito maior do que o normal. O calor natural e o perfume amadeirado masculino a acalmavam e ela acabou fechando os olhos para melhor apreciar as carícias oferecida pelo marido.

- Como está se sentindo?

- Não sei dizer ao certo... acho que me sinto livre!

- Parece que, enfim, ele está crescendo?

- Sim... parece que sim... fico feliz! No fundo sempre quis que ele fosse feliz, ele já sofreu muito na vida, afinal!

Kakashi puxou a esposa e a beijou carinho. Por minutos seguidos ele a beijou, delicado, dedicado e apaixonado.

A vida cotidiana de Kakashi e Sakura estava maravilhosa. Sakura já estava com uma enorme e considerável barriga de sete meses. Arrumava-se para ir ao casamento de Neji e Tenten.

Estava feliz pela amiga...

O casamento seguiu ao estilo tradicional. Tenten estava linda e Neji era um lindíssimo homem. Toda a familia Hyuuga estava presente. Hinata sorria pela felicidade do primo. De tanto lutarem os anciãos do clã aceitaram Tenten e o elegeram novo sucessor dos Hyuuga. Isto foi uma grande vitória.

A festa estava tranquila e deliciosa. Sakura precisou ficar sentada o tempo todo pois seus pés estavam inchados e seus filhos estavam agitados chutando, dançando dentro de seu ventre.

Kakashi conversava com Naruto e Guy, riam e se divertiam com um copinho de saquê. Sakura puxou uma das mãos do esposo e a trouxe para tocar seu ventre para que assim ele pudesse sentir a algazarra que seus filhos faziam.

- Nossa! Como estão agitados meus filhotes – ele disse de olhos arregalados.

- Estão assim tem algum tempo. Minhas costas doem...

- Quer ir pra casa?

- E perder a festança que ajudei a preparar? De jeito nenhum! – sorriu

E assim seguiu a vida...

Nove meses...

Sakura estava deitada no colo de seu esposo que lia seu livro preferido enquanto acariciava a redonda e gigantesca barriga da esposa. Ela a apoiara em almofadas, deixando-as por baixo para que deitasse numa posição mais confortável.

- Sabe, até hoje não li estes livrinhos do mestre Jiraya!

- Pois devia, são os maiores textos literários que já li.

- Leia pra mim um trecho, então.

Ele sorriu e começou a recitar alguns trechos do livro. Ele tinha razão, Jiraya era um excelente romancista e sabia usar as palavras de uma forma única. Mesmo nas partes mais picantes onde continha cenas de sexo explicito, ele narrava com total maestria e sem nenhum tipo de vulgaridade.

- Quem diria que o ero-sennin, como o chamava Naruto, pensasse desta maneira.

- Jiraya era um homem sábio, Saky-chan!

Ela passou uma das mãos pela barriga e neste momento sentiu um líquido quente escorrer entre suas pernas.

- Kashi-kun?

- Hum?

- Preciso que fique calmo e me ajude a levantar... Minha bolsa estourou. – o liquido a escorrer pelas pernas eram a prova disto.

Ignorando completamente a recomendação para estar calmo, Kakashi levantou e mais nervoso do que uma pilha elevou a esposa no colo.

- Ei, meu amor, qual a parte de ficar calmo você não entendeu? Calma, temos tempo!

- Impossível ficar calmo quando meus filhos querem nascer!

Sakura sorriu e acariciou seu rosto beijando seus lábios. Subiu a máscara.

- Acho que você esqueceu de fazer isto. – ela disse – Ai... - levou uma das mãos à barriga. – Precisa pegar a bolsa que já está preparada.

- Sim, sim, não esqueci dela.

Passou a mão na bolsa rosa que já estava estrategicamente posicionada e rapidamente correu com Sakura para o hospital.

Moravam bem no coração de Konoha, consequentemente, próximo ao hospital. Entrou hospital a dentro com Sakura entre os braços. A secretária que já conhecia a médica, olhou a cena e imediatamente compreendeu o que estava acontecendo.

- Vá chamar a Hokage. – disse a um dos ninjas próximos. - Ela ordenou que quando chegasse a hora fazia questão de fazer o parto.

- Venha, sente-a na cadeira, Kakashi-sama.

Delicadamente, ele a colocou sobre o lençol branco que forrava o estofado castanho escuro da cadeira de hospital.

- Kakashi! Fique nesta sala e espere a Godaime. Ela decidirá se poderá ou não participar do parto. – a enfermeira indicou o local onde o prateado deveria esperar.

- Está bem, está bem. – sentou-se e começou a balançar os calcanhares pra cima e para baixo, num ritmo acelerado. Entrelaçou os dedos em frente ao rosto. Não percebeu que seu sharingan estava acionado e algumas pessoas que estavam ali também, se afastaram um pouco.

Não tardou muito, Tsunade e Naruto estavam já presentes. Kakashi levantou-se num salto quando viu os dois.

- Yo, Kakashi-sensei. Parece que está super nervoso, hum? – Naruto soltou um sonoro riso divertido. – Relaxa, do contrário não vai conseguir entrar na sala de parto e vai perder a coisa mais linda do universo.

- Certo, certo... juro que estou tentando me manter calmo.

- Kakashi-sensei, seu sharingan está acionado, você percebeu isso? – Naruto comentou com o ar mais sacana que conseguiu.

Kakashi o ignorou...

- Vamos, Kakashi. Vista o avental branco e coloque a máscara cirúrgica. – Tsunade disse firme. – Naruto, preciso que volte e fique responsável por tudo enquanto eu faço o parto de Sakura.

- Certo, Tsunade o-b?chan. – ele disse e saiu correndo antes de receber um soco forte pois ela o olhou raivosa ao ouvir o apelido que mais odiava.

Entraram no quarto e Sakura estava já posicionada sentindo contrações desordenadas. Doíam e ela gritava...

- Kakashi, fique ao lado de Sakura e a apoie – Tsunade ordenou.

- Vamos, querida, respire. Você sabe o que deve fazer.

- Como isso dói! – ela rosnou e gritou logo a seguir, apertando uma das mãos de Kakashi. Apertou tanto que quase quebrou seus ossos.

- Nossa! Acho melhor você apertar algo que não seja humano, caso contrário terei de engessar o braço do seu marido depois que terminar o parto. – ofereceu outra coisa para ela segurar. Sakura não reclamou, segurou aquilo e apertou com todas as forças.

As contrações dilaceravam mas ainda estavam desnorteadas.

- Respire, Sakura. – ordenou Tsunade.

E aos poucos as contrações começaram a vir mais intensamente de forma mais compassadas e mais rápido.

- Vamos Sakura, faça força... eles estão vindo!

Kakashi colocou uma de suas mãos quentes no ventre da esposa para acalma-la e passar o calor paternal aos filhos.

- Ahhhhhhhh – ela gritava.

- Força, meu amor, já vai acabar! – o homem tentava dar apoio a esposa que sofria com o nascimento.

- Vamos lá, Sakura, concentre seu chakra e faça força. Já posso ver a cabeça do bebê.

Quando Tsunade disse, concentre seu chakra e faça força, como se acendesse uma luz no fim do túnel, não perdeu tempo, fez o que sua mestra ordenara.

E com um grito alucinado de Sakura a Hokage puxou a cabecinha careca da criança recém-nascida. Kakashi via a cena com lágrimas nos olhos e guardava cada segundo daquele momento abençoado com seus olhos que memorizavam tudo nos mínimos detalhes. Era melhor do que uma filmagem, ele guardava com o sentimento maravilhoso e incontrolável do pai que vê os filhos nascerem.

- É um menino lindo! – Tsunade disse sentindo os olhos lacrimejarem.

- Que lindo, nosso bebê! – Sakura disse estendendo os braços em direção a criança e Tsunade passou o primeiro bebê para ela. Chorava ao segurar o primeiro filho no colo. Kakashi chorava também e abraçou a mulher o e primeiro filho.

- Sakumo! – disse Sakura e passou o bebê para Kakashi que arregalou ambos os olhos vermelhos encharcados de lágrimas ao ouvir o nome dado a seu primeiro filho. - Uma homenagem a seu pai! – ela sorriu.

- Vamos lá, querida, ainda não acabou... o outro quer nascer! – Tsunade disse percebendo as contrações aumentarem num ritmo constante.

Sentindo uma contração enlouquecedora, Sakura concentrou novamente seu chakra e fez muita força...

- Ahhhhhh – seu grito foi misturado ao choro do bebê ainda coberto pelo sangue materno.

- É uma linda menina! Vocês tem um lindo casal! – Tsunade chorava junto com os pais e passou o segundo filho para que Sakura o segurasse.

- Sayumi! – olhou para Kakashi e entregou a filha que chorava sem parar.

- Minha princesinha... - Kakashi embalava o bebê com lágrimas nos olhos.

Sakura estava exausta e fechou os olhos adormecendo.

- Agora precisa me entregar seus bebês, voltar para a sala de espera e nos deixar terminar aqui.

- O que houve com Sakura? – Kakashi desesperou-se ao ver a mulher desacordada.

- Ela desmaiou, está exausta. É normal! Vá, acompanhe Midori e espere na sala ao lado...

Algum tempo depois Kakashi entrou no quarto e Sakura estava amamentando um dos bebês enquanto Tsunade ninava o outro.

A visão da mulher amamentar o pequenino ser era lindo. Uma penugem branca com uma tonalidade puxada para o rosa era algo de outro mundo. O tufinho parecia uma nuvem feita de algodão doce de cereja. Era de tirar lágrimas dos olhos. O bebê batia no seio inchado de leite da mãe enquanto sugava o máximo que podia.

Ele se aproximou e acariciou os cabelos rosados da esposa.

A presença masculina desviou a atenção do bebê que levou os incríveis olhos verdes claros em direção ao recém chegado.

- Ela tem seus olhos!

- Segure-o, Kakashi. – Tsunade entrega o pequeno pacotinho com uma penugem branca quase florescente para o Hatake. – Vou deixa-los a vontade. Dizendo isto saiu do quarto.

- Mas é tão bonitinho, meu meninão! – o prateado disse e o bebê o encarou mostrando, digníssimas orbes verdes fazendo Kakashi rir. - Ele também puxou seus incríveis e curiosos olhos de esmeraldas.

- Mas os cabelos prateados não negam o pai danado que tem...

- Com certeza...

Kakashi sentou-se na cama e abraçou a esposa, depois a beijou.

- Amo vocês... - Kakashi disse e tinha olhos marejados. – Obrigado, por me tornar o homem mais feliz do universo. Obrigado por me dar esta linda família!

continua...