Harry segurando um Cedric desmaiado apareceu na frente de todos fazendo as arquibancadas explodirem em comemoração. A comoção aumentou ainda mais quando notaram que Hogwarts havia ganhado o Torneio.
Madame Pomfrey rapidamente se aproximou, acordou Cedric e nos levou para a ala hospitalar enquanto murmurava seu descontentamento em relação ao torneio.
Enquanto a medibruxa o examinava, eu só pode pode observar tudo em um topor. Ele ainda não conseguia acreditar no que tinha acontecido a momentos atrás.
Durante tudo isso, eu tentava de todas as maneiras contar o que tinha acontecido e nem uma única palavra saia da minha boca.
Depois que fui liberado e ainda não conseguindo falar sobre o que tinha acontecido, eu segui até a torre da Grifinória tentando evitar qualquer pessoa que eu encontrasse pelo caminho.
Eu dei a senha para o retrato e entrei no salão comunal, ignorando todas as pessoas que tentaram cumprimentá-lo, indo diretamente para seu quarto.
Ele tinha ficado sozinho durante todo o Torneio Tribruxo. Ron e Hermione, junto com o restante da escola ainda achavam que ele tinha mentido e colocado seu nome no Cálice de Fogo.
Quando ele ia fechar as cortinas, uma coruja entrou pela janela do quarto e pousou em sua cama. Era uma coruja cinza com pequenas manchas escuras em suas penas e olhos dourados.
Eu tirei o pergaminho dela e ela prontamente voou pela janela.
Eu não sabia de quem era a coruja e nem a mensagem, então cautelosamente abri o pergaminho.
Harry.
Acabei de deixar um pequeno presente para você na forma de um rato traidor no jardim de Amélia Bones, chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia.
Você pode querer avisar ao seu padrinho Sírius Black para se apresentar ao departamento de Aurores para um depoimento com Veritasserum.
Lorde Voldemort.
PS: Agradeça por não ter tornado o Fidélius de memória doloroso, não queremos que você se machuque, não é pequeno leão.
Assim que eu terminei de ler a nota ela começou a se queimar, não deixando nenhum vestígio de existência.
Eu sai da torre da Grifinória e fui direto ao escritório do diretor.
Chegando em frente a gárgula na porta, ela simplesmente o deixou passar. Eu subi as escadas, bati na porta e a abri.
Dentro estava o diretor Dumbledore e em frente a ele o professor Snape.
-"Primeiro Harry, parabéns por vencer o torneio Tribruxo. Agora, o que te traz a minha sala?" Pergunta o diretor humoradamente.
Eu tentei de todos os modos falar o que tinha acontecido, mas nenhuma palavra saia da minha boca.
-"Ora, vamos garoto. O diretor não tem tempo pra desperdiçar com suas bobagens." Disse o professor Snape dando um olhar azedo.
-"E-eu não posso, senhor. É importante, mas ele fez alguma coisa comigo e eu não posso falar sobre isso." Eu disse, derrotado.
O diretor olhou para o professor Snape, preocupação marcando suas feições, e acenou.
O professor Snape pegou sua varinha e a apontou para mim.
-"Legilimens." Ele fez o feitiço e prontamente caiu de joelhos, gritando em dor.
Diretor Dumbledore imediatamente ficou de pé e foi até o professor de poções, que havia parado de gritar, mas ainda estava claramente em dor.
O diretor o ajudou a se sentar e os dois me encararam.
-"Harry, o que aconteceu?" Perguntou o diretor.
-"Eu já disse, eu não consigo falar." Eu falo com uma carranca.
-"Isso tem haver com o Lorde das Trevas?" Perguntou professor Snape e eu tentei acenar afirmativamente, mas também não consegui me mover.
-"Isso é muito preocupante." Acenou o diretor, franzindo o cenho.
-"Senhor, ele enviou uma carta pra mim." Eu conto e o professor Snape acenou com a mão, fazendo sinal para continuar. -"Ela queimou depois que eu li, dizia que ele tinha deixado um rato traidor no jardim de Amélia Bones como um presente pra mim e que eu poderia querer avisar a Sírius para ir até aos Aurores para um depoimento por Veritasserum." Eu suspiro aliviado por ter conseguido contar pelo menos isso.
-"Obrigado por ter vindo, meu menino. Eu vou ver o que consigo fazer." Disse Dumbledore em dispensa.
Eu voltei para a torre da Grifinória e acabei caindo na cama exausto.
X-X-X
Ele estava no seu escritório na mansão Riddle esperando o mestre de poções Severus Snape, o qual ele tinha chamado pela marca.
Houve um movimento nas proteções e pouco tempo depois uma batida na porta do escritório.
-"Entre Severus." Eu falei e ele entrou.
-"Meu senhor." Falou Severus se ajoelhando.
-"Sente-se Severus, eu tenho uma pequena tarefa para você. Harry Potter." Voldemort disse e antes que o professor de poções pudesse falar, ele o interrompeu. -"Não, eu não quero que você o mate. Muito pelo contrário, eu quero que você o proteja com a sua vida, Severus." Disse ele, para o incrédulo professor, que se recompôs depois de um momento e acenou afirmativamente.
-"E eu posso perguntar o porquê, meu senhor?" Perguntou Severus hesitante
-"Ele é valioso demais para ser posto em perigo. Ele deve ser protegido com tudo o que está ao meu alcance." Respondeu Voldemort fervorosamente. -"E eu não quero saber de você o tratando como tem tratado ele durante esses anos, não importa a sua história com James Potter. Agora, me dê seu braço esquerdo." Ele ordenou, colocou a ponta da varinha na marca negra e sibilou.
-"Você não será capaz de falar sobre qualquer coisa sem a minha permissão expressa. Isso é tudo, está dispensado Severus." Voldemort falou, acenando descuidado.
Severus fez uma reverência e se virou para ir embora.
-"Ah Severus, falhe em sua missão e eu vou te torturar tão lenta e dolorosamente que você desejaria passar o resto da vida sob um Crucio." Ameaçou Voldemort com um sorriso sinistro, fazendo o mestre de poções estremecer.
X-X-X
No dormitório masculino do 4 ano da torre da Grifinória, Harry Potter acordava extremamente confuso, não tendo certeza do que acabava de ver em seu sono.
