Fazia 2 dias que Voldemort havia mandado o baú e nesse tempo eu tinha passado todo o tempo lendo e praticando feitiços. Os Dursleys ainda me mantinham trancado no quarto, só me deixando sair uma vez durante a noite para ir ao banheiro e me alimentando com apenas as sobras das refeições deles.

Eu contemplei a idéia de escrever para Sírius sobre a situação, mas rapidamente a descartei. Também havia outra pessoa que eu poderia escrever e pedir ajuda. Quando eu estava debatendo entre os benefícios de pedir ajuda a Voldemort de todas as pessoas, a coruja cinza entrou pela janela e pousou em frente a mim carregando uma carta e um pacote.

Eu rápidamente soltei o pacote e a carta, ela continuou pousada na gaiola e eu abri a carta.

Harry.

Eu acabei de seguir seus parentes trouxas até um restaurante em Londres, lancei um Crucio em seu tio trouxa repugnante, ameacei sua tia e azarei o seu primo para ele sentir toda e cada uma das dores que ele causou em outras pessoas.Abstenha-se de se sentir culpada por causa de algum sentido de nobreza Grifinória. Você pode culpar a mim pelo que eu me importo, mas a partir de agora você será tratado infinitamente melhor ou eu irei torturá-los.

Como eu não confio nos trouxas para não envenená-lo, eu continuarei enviando comida por Athena, a coruja pela qual eu enviei as outras cartas.

Além de comida, no pacote também há uma versão diferente da poção de restauração. Você tem que beber 3 poções de nutrição e fazer uma grande refeição antes de bebê-la. Ela vai corrigir qualquer dano pela negligência que você sofre, mas será um pouco doloroso.

E eu já lhe disse pequeno leão, eu darei qualquer coisa que você queira ou precise.

LordeVoldemort.

Ps: Os elfos domésticos ficaram entusiasmados por terem que cozinhar para alguém além de mim, por isso há um enorme banquete na caixa. Não se preocupe, a comida não ficará estragada e continuará na temperatura correta.

Os sentimentos guerreavam dentro de mim. Por um lado, eu queria me sentir culpado pelo que aconteceu, mas por outro eu estava satisfeito de que alguém me defenderia dos Dursleys, mesmo que seja do modo desnecessáriamente violento que Voldemort havia feito.

Eu abri a caixa e vi que Voldemort não havia brincado sobre haver um enorme banquete na caixa.

Eu rapidamente fiz uma refeição e voltei aos estudos.

X-X-X

Os dias rapidamente passaram e já era fim de julho.

Depois de terminar as atividades das férias, eu havia passado todo o mês lendo os livros do baú e praticando feitiços e poções dos anos anteriores e dos próximos anos. Eu descobri que eu sou realmente decente em poções quando o professor Snape não estava respirando no meu pescoço ou Malfoy jogando ingredientes no meu caldeirão.

Eu consegui todos os feitiços e poções do 1, 2, 3, 4 e 5 anos facilmente e boa parte dos do 6 e 7 ano.

Depois que Voldemort havia lidado com meus parentes, os Dursleys me tratavam da melhor maneira possível e nunca tentaram me contrariar. Parece que com a ameaça de tortura do Lorde das Trevas pairando sobre eles o fizeram repensar sobre o tratamento que haviam dado para mim.

Eu havia tomado a segunda versão da poção de restauração como Voldemort havia mandado e eu passei uma hora sentindo dores por todo o corpo, mas foi melhor do que a poção Cresce-Ossos.

Depois disso eu havia crescido alguns centímetros e preenchido mais.

Athena voava a cada dois trazendo uma ampla seleção de comidas que os elfos domésticos faziam, geralmente acompanhados de pequenas notas de Voldemort sobre coisas cotidianas e livros da biblioteca que eu deveria ler. Um dia eu resolvi testar se o Lorde das Trevas realmente faria um pedido meu e resolvi mandar uma nota por Athena.

Voldemort,Será que seus elfos domésticos fazem sanduíches para lanches?Harry

No dia seguinte Athena apareceu com uma caixa com sanduíches de vários recheios e uma estranha sensação de presunção e contentamento que eu não tinha certeza de onde vinha.

Hoje o dia antes do meu aniversário e Sírius iria me pegar dos Dursleys no dia seguinte, então eu tinha decidido passar o dia no centro de Londres e fazer uso do restante do dinheiro que Voldemort havia mandado no início do verão. Eu já havia saído durante o mês, aos sábados indo a compras e a programas que eu nunca tinha feito quando criança, mas meu primo havia feito.

Eu passei boa parte da manhã comprando coisas que me chamavam atenção, as encolhendo e colocando no bolso dos jeans novos, já que eu estava usando as roupas que Voldemort havia mandado e almocei em um restaurante.

Depois de sair do restaurante, eu estava passando ao lado de um beco quando eu fui puxado pela camisa para o beco. Antes que eu pudesse puxar minha varinha, eu ouvi um Incarcerous e a sensação de aparatar se fez presente e o mesmo cemitério da ressurreição de Voldemort apareceu.

Eu fui rapidamente levado para a suntuosa mansão ao lado do cemitério e fui direcionado ao que parecia um salão de entrada.

-"Barty, o que você está fazen-." Uma voz irada falou e se interrompeu quando Voldemort, parecendo um pouco mais novo que no dia do ritual de ressurreição se fez presente.

-"Eu capturei Harry Potter, meu senhor. Ele estava andando sozinho pelo centro de Londres e eu o trouxe." A voz do meu sequestrador se fez presente e um homem de mais ou menos 30 anos com cabelos castanhos e pele clara se ajoelhou em frente a Voldemort, que continuava olhando incrédulo entre mim e ele

-"Crucio." Voldemort apontou a varinha para o homem ajoelhado, que começou a gritar e se debater no chão em dor e depois de poucos minutos ele levantou a maldição. -"Eu ordenei que nenhum Comensal atacasse Harry Potter e você desobedeceu seu senhor. Vá embora e espere sua punição." Ele ordenou e o homem, Barty, fez uma reverência e saiu pelas portas da mansão.

Assim que o homem saiu, Voldemort veio até mim, acenou com a varinha.

As cordas que me prendiam se desfizeram e ele imediatamente começou a me verificar.

-"Você tem algum ferimento, pequeno leão? Eu realmente ordenei que nenhum Comensal atacasse você, mas parece que eu estou rodeado de um bando de incompetentes." Voldemort falou com o cenho franzido e eu o encarei confuso.

-"Ele só me amarrou e aparatou aqui, ele não me machucou." Eu falei e ele acenou parecendo satisfeito e então me puxou para um abraço esmagador.

-"Até quando você não procura problemas, eles te acham." Ele sussurrou e apoiou sua bochecha em minha cabeça, me fazendo ficar mais confuso ainda com os sentimentos que esse gesto trouxe. Não havia muitas pessoas que já me abraçaram na vida, mas o abraço de Voldemort fez se sentir certo e sua cicatriz deu formigamento agradável.

Voldemort finalmente o soltou e me encarou parecendo pensativo.

-"Eu aí mandá-lo por Athena, mas você está aqui, então eu suponho que posso te dar adiantado." Ele falou, pegou minha mão e me arrastou até o que parecia ser um escritório.

Eu me sentei em frente a escrivaninha e Voldemort foi para trás dela.

Ele abriu uma gaveta e empilhou 5 caixas de diferentes tamanhos decoradas com as cores da Sonserina em cima da escrivaninha.

-"Esses são seus presente de aniversário adiantado." Ele explicou e fez sinal para abri-lo.

Eu não estava entendendo o porquê de tudo e estava começando a pensar que a sanidade de Voldemort havia escorregado de vez.

'Mas enquanto isso, eu vou aproveitar a loucura.' eu pensei e peguei o primeiro presente.