Capítulo 5

Mágico

O homem a viu recuar quando ele a beijou. O rosto dela estava cheio de de dúvidas e ela parecia chocada por ter sido beijada por ele.

- Eu senti o seu beijo.- ela disse.

- É claro que você sentiu meu beijo.- falou ele. – Você sentiu porque eu estou vivo!

Ana passou as mãos pelos cabelos, nervosa.

- Eu acho que eu cometi um erro.- disse. – Você não é o afogado!

- Moça, eu não me afoguei porque você me salvou! Eu estava em um barco... - ele começou a se lembrar de algumas coisas desconexas. – Havia piratas...mas eu estava na Califórnia...

- Eu pensei que você fosse o meu milagre.- Ana disse com pesar. – O seu nome nem é Sawyer, não é?

- Eu não me lembro do meu nome.

- Preciso ir.- ela disse de repente. – Eu volto mais tarde.

- Como assim volta mais tarde?- retrucou ele. – Aonde você vai?

- Eu preciso ver o meu filho!

- Você tem um filho?- ele indagou achando que ela parecia muito jovem para ser mãe mas ela assentiu. – Ouça, moça sei que está desapontada porque aparentemente eu não sou quem você esperava que eu fosse, mas se você precisa de ajuda eu posso te ajudar. Você me ajuda a sair dessa ilha e eu te ajudo no que você quiser.

Ana-Lucia pensou um pouco e respondeu:

- Eu volto mais tarde. Eu prometo.

Ela se virou para ir embora.

- Ei, eu nem sei seu nome!

- Ana-Lucia.- ela disse.

- Ana-Lucia, eu preciso de roupas e sapatos para poder sair daqui. – Você pode conseguir isso pra mim?

Ela olhou para ele com a expressão triste.

- Por favor... – ele implorou.

- .- ela disse e deixou a caverna.

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Ana sentiu-se devastada quando deixou a caverna. Ela tinha certeza que o homem que tirara da água era o afogado, o milagre que precisava para mudar sua vida, mas no final ele não passava de um náufrago a quem ela tinha salvado.

Ela caminhou ao longo da praia e sentiu vontade de chorar, porém engoliu as lágrimas. Nem tudo estava perdido ainda. Talvez se ela ajudasse aquele homem, ele a ajudaria também. Foi o que ele disse. Se ela conseguisse um barco para eles deixarem as ilhas desventuradas, ele poderia quem sabe levá-la à Santiago aonde ela poderia começar uma nova vida com seu filho, longe do marido que ela não amava. Mas como poderia fazer isso?

A voz da avó veio então em sua mente: "Tudo pode acontecer. Mas isto só funciona se acreditarmos. Não existe magia sem crença."

Naquele momento, Ana-Lucia tomou uma decisão. Ela sairia de Paraíso, das ilhas desventuradas e ganharia o mundo com seu filho. Ele merecia viver uma vida melhor do que a que ela tivera. Com esse pensamento, ela caminhou de volta para o barco do pai que a levaria de volta para casa disposta a enfrentar o marido.

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Daniel tinha passado parte da manhã ajudando outros pescadores a coletar camarão das redes espalhadas ao redor da praia. Seu sogro Manuel lhe dissera que aquela seria uma excelente atividade para curar a ressaca e pôr os pensamentos em ordem.

Quando ele retornou à sua casa pouco depois do almoço encontrou Ana-Lucia terminando de amarrar uma trouxa de lençóis aonde ela tinha colocado seus poucos pertences e os do filho Pedro.

- Ana!- exclamou ele ao vê-la. - O que está fazendo?

- Eu estou indo embora. Não fico mais nem um minuto aqui. E também vou levar o meu filho.

- Como é que é?- retrucou Daniel. – Vocês não vão à lugar nenhum!

Ana-Lucia colocou a trouxa de lado e disse:

- Quero ver como vai me impedir? Dando soco no meu outro olho?

Ela tocou o arroxeado ao redor de seu olho, fruto do soco que ele lhe dera na noite anterior.

- Como pôde, Daniel? Como pôde fazer isso comigo na frente do nosso filho en la noche de navidad?- Ana bradou.

Ele não respondeu. Ana-Lucia pegou sua trouxa e saiu do quarto. Daniel a seguiu pela casa.

- Eu disse que você não vai a lugar nenhum!- gritou ele empurrando Ana-Lucia contra a mesa da cozinha. A trouxa dela caiu no chão e se abriu espalhando parte de seus pertences. Daniel foi para cima dela. Ana gritou. Eles lutaram no chão. Ele tentou estapeá-la mas Ana virou o rosto. Ela enfiou a mão por debaixo de sua longa saia florida e tirou uma faca que tinha escondida, presa à um elástico em sua coxa direita e cortou o marido no braço superficialmente, o suficiente para assustá-lo.

Daniel saiu de cima dela e tocou o ferimento em seu braço que sangrava.

- Vadia!- ele gritou.

Ana se levantou do chão e continuou apontando a faca pra ele.

- Não chega perto de mim!- ela gritou de volta, se abaixando com cuidado para arrumar a trouxa novamente e fechá-la. – Eu vou embora!- ela completou quando colocou a trouxa nas costas.

- Isso não vai ficar assim!- avisou Daniel com rispidez. – Vai ter volta!

Ana-Lucia deixou a casa, segurando o fôlego e as lágrimas e correu para a casa dos pais disposta a pegar seu filho e mudar-se para a casa de Margarida em seguida.

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Quando Ana-Lucia chegou em casa esbaforida, Teresa preocupou-se.

- Ana, hija, o que aconteceu?- ela perguntou ajudando-a com a trouxa.

- Eu saí de casa.- ela respondeu simplesmente. – Cadê o meu filho?

- Está lá fora no quintal com o Manuel ajudando-o a preparar iscas.

Ana passou pela casa direto para a porta dos fundos.

- Pedrinho!- ela chamou. – Pedrinho!

O garoto ouviu a voz da mãe e largou o que estava fazendo imediatamente para ir até ela.

- Mami!- ele gritou quando a encontrou na porta do quintal. Ana o pegou no colo e o embalou em seus braços.

- Chiquito!- ela murmurou enquanto uma lágrima rolou de seus olhos. – Onde está o seu trenzinho?

- O tenzinho?- repetiu ele.

- !

O menino apontou para dentro da casa e Ana disse a ele:

- Vai buscar o trenzinho. Nós vamos pra casa da abuela Margarida.

Pedrinho assentiu e quando Ana o colocou no chão, o menino correu para dentro da casa. Teresa apareceu nesse momento.

- Como assim, Ana, você saiu de casa?- perguntou Teresa.

- Saiu de casa?- questonou Mauoel, surpreso.

- Sim, eu saí de casa.- confirmou Ana-Lucia entredentes. Ela ainda estava muito zangada com a atitude de Daniel. – E não volto mais pra lá!

- Ana, você não pode fazer isso!- disse Manuel.

- Papa, o senhor viu que ele me deu um soco na frente do meu filho!

- Mas ele não vai mais fazer isso!- assegurou Teresa. – Nós conversamos com ele.

- Isso não é verdade!- exclamou Ana. – Quando eu disse pra ele que ia embora, ele tentou me machucar de novo, mas eu cortei ele no braço com uma faca.

Teresa deixou sair um suspirou de espanto e levou as mãos à boca.

- Ele vai vir atrás de mim.- disse Ana. – Eu preciso que vocês o segurem na vila até que eu possa pensar no que fazer.

- Ana-Lucia, você não quer ser uma mulher largada do marido. Ainda é muito jovem pra fazer uma bobagem dessas. O seu filho precisa de um pai!- disse Manuel.

- Não, o meu filho precisa de mim, só de mim!- respondeu ela.

- Deixa, Manuel.- pediu Teresa. – A Ana precisa de um tempo pra pensar.

- Eu trouxe o seu barco de volta, papa. – falou Ana. Ela entrou de volta na casa em seguida com a mãe. – Pedrinho, você já está pronto, hijo?- ela chamou o filho.

O menino apareceu saltitante carregando seu trenzinho. Ana pegou sua trouxa, colocou nas costas e pegou a mão do filho.

- Eu vou pedir pro Javier te levar de jipe para a casa da Margarida.

- Não precisa, mama.- disse Ana.

- Por Dios, niña não vais fazer o menino andar tanto até a casa da tua abuela.

- Certo.- Ana-Lucia finalmente concordou.

Teresa foi atrás de seu vizinho Javier que logo trouxe o jipe para levar Ana e Pedrinho para a casa de Margarida.

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Um pouco mais tarde, já em segurança na casa da avó, Ana-Lucia colocou o filho para tirar uma longa soneca de fim de tarde em uma rede que balançava suavemente na varanda. Margarida bordava sentada em um banquinho de madeira ao lado da rede. Assim que o menino dormiu, Ana perguntou à avó:

- Abuela, a senhora ainda tem aquelas roupas antigas do abuelo Astolfo?

- Sí.- respondeu Margarida. – Por que perguntas?

- Será que eu posso pegar algumas delas? É para ajudar um amigo.

- Que amigo?- indagou Margarida franzindo o cenho.

- Um amigo que precisa de roupas.- Ana-Lucia respondeu vagamente.

- Lucita, estás muito estranha, niña. Isso desde hoje de manhã. O que você está aprontando?

- Nada, abuela. Só quero ajudar um amigo.

- Hum!- resmungou a avó antes de dizer: - As roupas estão naquele baú embaixo da minha cama.

Ana-Lucia correu para dentro da casa e ainda ouviu Margarida dizer:

- Tem pão, ovos e marmelada na cozinha se o teu amigo também precisar de comida.

- Gracias, abuela.- gritou Ana de volta.

Margarida sorriu voltando a cuidar do seu bordado.

- Eu sabia que essa menina estava escondendo alguma coisa na caverna.

Pedrinho choramingou na rede e Margarida o embalou cantando uma antiga canção de ninar.

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Ana-Lucia estava muito ansiosa para voltar à caverna. Ficou surpresa quando retornou e encontrou o homem misterioso com uma aparência mais limpa, o rosto corado.

- Hey, você voltou!- ele disse, feliz.

- Me desculpe pela minha saída repentina.- disse ela. – Eu estou com alguns problemas...

- O seu olho roxo diz muita coisa, moça. – comentou ele.

Ela colocou a cesta que trazia com a comida e as roupas no chão.

- Eu trouxe roupas para você e sapatos, são peças antigas do meu falecido avô. Eu espero que sirvam.

Ana retirou as roupas de dentro da cesta e entregou para ele.

- Muito obrigado, Ana-Lucia.- ele disse. – Eu realmente aprecio o seu gesto.- acrescentou ele cansado de usar o cobertor para cobrir sua nudez.

Ela se virou de costas enquanto ele se vestia.

- Eu pensei no que você me falou sobre te ajudar.

- E?- indagou ele arrumando o suspensório que tinha vindo com a camisa para segurar as calças que eram um pouco largas para ele.

- Eu quero te ajudar sim, mas você disse que também poderia me ajudar.

- E eu posso te ajudar no que você precisar.- respondeu ele.

Ana finalmente se virou para vê-lo nas roupas do avô e ficou encantada. Ele era mesmo um homem muito bonito e agora que parecia estar recuperado era mais bonito ainda. Alto, atlético, com profundos olhos azuis e preciosos cabelos loiros. Ele parecia um dos herois das histórias de aventura que sua avó contava. Ana nunca tinha visto um homem tão belo em toda a sua vida.

- Está tudo bem?- ele indagou. – Fiquei muito rídiculo nessas roupas?- ele deu uma volta ao redor de si.

- Vocé é lindo!- ela disse com espontaneidade.

Ele sorriu surpreso com o comentário e disse:

- Ah, você só está dizendo isso porque eu tomei um banho no lago. – brincou ele tentando discontrair. – É incrível o que o poder da limpeza pode fazer por uma pessoa. Eu sei que a minha barba ainda não me faz parecer humano, mas se você conseguir-me um barbeador...

- Eu gosto da sua barba.- ela disse, tocando o rosto dele.

O homem pigarreou sentindo-se um pouco nervoso diante da espontaneidade dela.

- Você disse que trouxe comida?- ele indagou.

Ana deu um pedaço de pão com marmelada para ele. Ela então quebrou alguns ovos em uma caçarola de estanho que tinha trazido anteriormente, encheu um terço dela com água do lago e cozinhou-os. Logo eles estavam comendo juntos.

- Obrigado pela deliciosa refeição, Ana-Lucia.- disse o homem, educadamente.

- Já que você não se lembra do seu nome, posso continuar te chamando de Sawyer?

- Pode.- respondeu ele. – Mas da onte tirou esse nome? Você também mencionou que esperava que eu fosse o afogado. O que isso quer dizer?

- Ah era uma história que a minha avó contava quando eu era criança.

- Vai me contar a história?- ele sugeriu. – Parecia tão importante pra você.

Ana-Lucia balançou a cabeça negativamente.

- Já não importa mais.- disse. – Por que me beijou hoje de manhã?

A pergunta o surpreendeu.

- Pra mostrar pra você que eu estou vivo. Você parecia tão decidida a não acreditar em mim.- ele pausou e disse, por fim: - Desculpe por ter te beijado.

- Por que está se desculpando? Eu gostei do beijo.

Ele suspirou: - Sabia que é muito perigoso falar assim com um homem estranho dentro de uma caverna? Você é muito linda, Ana-Lucia, mas também me parece muito jovem. Quantos anos tem?

- Dezessete.- ela respondeu . – Não sou tão jovem assim.

- Bom, da onde eu venho...

- Califórnia...- disse ela.

- Isso!- respondeu ele. - As moças da sua idade estão terminando ainda o colegial. Algumas se casam depois disso. Outras, as feministas ainda vão para a Universidade. Mas você disse que tem um filho?

- Tenho.- respondeu ela. – Ele tem dois anos.

- Você é muito jovem para ter um filho de dois anos, Ana-Lucia, principalmente se estiver casada com um cafajeste. Foi o seu marido quem machucou o seu olho?- ele inquiriu.

- Ele me deu um soco na frente do meu filho. Era noite de Natal.- ela contou com pesar.

- Sinto muito.- disse ele tocando delicadamente a roxura no olho dela.

- Eu preciso ir embora dessa ilha.- disse Ana. – Eu e o meu filho. Eu vou conseguir um barco pra você e você Sawyer vai tirar nós dois daqui.

Ele assentiu e indagou: - Pra onde você quer ir?

- Pra Califórnia.- ela respondeu com um sorriso.

Sawyer a mirou intensamente naquele momento. Ela era mesmo muito linda e inocente. Mas ao mesmo tempo em que era inocente ela parecia determinada.

- Onde está o seu filho agora?

- Com a minha avó. Fugi com ele pra casa dela. Eu não ia ficar na minha casa esperando o Daniel me bater de novo.

- Ele foi um covarde!- falou Sawyer.

Ana ousou tocar o rosto dele com as pontas dos dedos, acariciando-lhe a barba mal- feita e sentindo os dedos arrepiaram diante do toque da pele áspera dele.

- Ana, eu acho melhor você voltar pra casa da sua avó esta noite. O seu filho pode estar precisando de você.

- E por que?- ela indagou. – Meu filho está bem cuidado com ela.

- Se você não for...eu vou querer te beijar de novo.- ele advertiu tocando os lábios dela devagar. – Essa tua boca é tão linda.

- Eu quero que você me beije de novo.- ela revelou.

- Por que?

- Porque o seu beijo foi mágico.- ela respondeu sem perceber que fitava a boca dele com desejo. – Eu nunca fui beijada dessa maneira pelo meu marido...eu nem sabia que podia ser beijada assim...

- Assim como?- perguntou ele se aproximando dela perigosamente. As bocas deles se tocaram, umedecendo uma a outra. Sawyer então colocou a língua para fora e tocou o interior da boca de Ana. Ela suspirou. Ele a beijou por uns momentos e se afastou dela.

- Foi isso que quis dizer com mágica?- ele indagou.

Ela assentiu e se aproximou dele novamente, beijando-o. Ela tentou fazer a mesma coisa com a língua dela na dele e dessa vez foi Sawyer quem suspirou.

- Ei, pequena...- sussurrou ele. – Melhor você ir para casa.

Ana deu um olhar intenso a ele, cheio de desejo e desatou os nós que lhe prendiam a blusa vermelha tomara que caia que ela usava. O tecido deslizou pelos lados do corpo dela revelando seus pequenos e túmidos seios para ele.

- Menina... – ele falou tentando controlar o desejo que sentia por ela naquele momento. - ...não brinca com fogo não...

Mas Ana-Lucia sentou no colo dela. Ela se sentia tomada de uma excitação muito forte que nunca sentira antes. Ela estava hipnotizada pelo homem misterioso, seu corpo clamava pelo dele e ela precisava aplacar aquele desejo.

Sawyer a segurou pela cintura e beijou os seios dela, um por um, sugando-os em seguida, se deleitando com os mamilos amorenados dela. Ana jogou a cabeça para trás e deixou que ele a sugasse o quanto quisesse.

- Me possui, Sawyer... – ela pediu . – Te quiero...tomame...

Ele não conseguiu resistir aos gemidos roucos dela e a deitou no chão da caverna entre os cobertores da cama improvisada que ela tinha feito pra ele. Beijou a barriga dela e ergueu-lhe a saia, abaixou a calcinha dela e beijou-lhe o sexo devagar. Ana moveu os quadris pra cima quando ele tocou seu botão de prazer com a língua. Ela nunca tinha sentido aquela sensação de prazer antes.

Sawyer deslizou um dedo dentro dela para ter certeza de que ela estava pronta para recebê-lo. Gemeu quando a sentiu molhada e receptiva a ele.

- Ai, menina, o que estás fazendo comigo?- disse ele.

Ana-Lucia observou com curiosidade enquanto ele se despia de todas as suas roupas na frente dela e sentiu-se encantada com a beleza e virilidade do corpo dele. Daniel fora o único homem a quem ela tinha visto nu na vida e nem de longe ele se parecia com Sawyer.

Quando ele se deitou em cima dela, sussurrou-lhe ao ouvido:

- Você está pronta, mi amor?

- Si, Si...- ela respondeu deslizando suas mãos pelo peito macio e forte dele com alguns poucos fios loiros.

Ele a penetrou devagar. Ambos gemeram longamente ao contato íntimo de seus corpos. Quando ele começou a se mover dentro dela, Ana-Lucia sentiu seu interior queimando e se expandindo em contrações musculares de prazer que a fizeram gritar.

- Você está bem?- ele perguntou com a respiração entrecortada,se movendo ora devagar, ora mais rápido. Ana gritou novamente e gemeu palavras initenligíveis em espanhol, empurrando seu quadril contra o dele, dançando no mesmo ritmo.

Eles continuaram se movendo rumo ao prazer absoluto, o som de seus gemidos e gritos de prazer ecoavam pela caverna deserta, protegendo-os da realidade lá fora. Apenas um pensamento tomava a mente de Ana naquele momento: Sim ele era mágico e ela jamais duvidaria disso novamente.

Continua...