- Você está mais impaciente que o normal._Ouço a voz de John vindo até mim desde o banco do motorista, ele está nervoso também. Estamos parados em frente a empresa. Pedi um minuto para tentar me acalmar.

O dispositivo era na realidade um controle remoto, que aparentemente ativava um bomba que estava em algum lugar em Starling, e nos não fazíamos a mínima idéia da onde essa bomba poderia estar. Eu mesmo havia revisado centenas de vezes aqueles arquivos a procura da localização da bomba. E não havia encontrado nada. Nem uma dica, uma pista, ou uma anotação descuidada. Absolutamente nada.

E apesar de não querer envolver Felicity nessa missão de novo, não estava vendo outra opção. E isso estava me deixando com os nervos a flor da pele.

De certo modo meu humor era conveniente. Não tive paciência nenhuma com os bandidos durante essa semana, o que me fez pegá-los mais rápido para evitar mortes.

Mas por outro lado, o lado Oliver Queen CEO, meu temperamento só havia trazido problemas. Os russos que o digam.

- Tem uma bomba escondida na cidade que pode estar em qualquer lugar, um hospital, uma escola, ou até mesmo na QC._Falo me controlando enquanto sentia aquela sensação de novo. Uma mistura de expectativa com raiva, muita raiva. - E eu não faço nem a mínima idéia da onde ela está. Eu já fiz a procura em campo com Roy, você já falou com Lyla e ela já ajudou como pode, Speedy não sabe o que fazer. Então eu não estou com paciência. E nem estou querendo tê-lá._Praticamente sufoco as palavras segurando ao máximo minha frustração.

- Eu sei que estamos com as mãos atadas. E eu não estou menos frustrado, nervoso ou com raiva que você. Não saber aonde essa bomba está me aterroriza mais do que você imagina._Ele me olha pelo retrovisor, seus olhos dizem tudo. Sara. Lyla. Ele realmente tinha os melhores motivos para se preocupar. - Temos que esfriar a cabeça para podermos voltar ao jogo concentrados. Toda essa tensão não está nos deixando ver a saída.

- E se não houver uma saída?_Pergunto e suspiro tentando acreditar em sua palavras.

- Eu sou um ex-militar, você é o Arqueiro e temos o Arsenal._Ele diz seguro de si,mas sei que não tinha tanta certeza assim. Nenhum de nós tinha. - Ele não vai conseguir.

- Eu gostaria de acreditar nisso._ Meu celular para a mensagem de Thea onde ela dizia que não havia encontrado nada, pedia para não fazê-la pesquisar sobre a bomba novamente. - Thea não conseguiu nada de novo._ Inspiro profundamente e jogo meu celular no banco ao meu lado expirando devagar, tentando me acalmar ,mas sei que não vou conseguir. Eu só preciso socar alguma alguém. - Vamos para Cave, John. Não vou conseguir ser civilizado com ninguém hoje.

- Tem certeza?_ Ele me pergunta meio incerto e vejo que está olhando pra fora do outro lado da rua. Me inclino no banco e sigo seu olhar. - Por que não vai dar uma volta no parque para esfriar a cabeça?_ Não preciso olhar pra ele pra saber que ele estava com uma cara inocente, mas cheio de segundas intenções.

- Você me disse que não ia pressionar._ Acuso ríspido mas só para provocá-lo, minha irritação estava passando. Ah Srta. Smoak, se você soubesse o efeito que causa em mim…

- Oh não sou eu._ Se defende, e com alguma resistência deixo de olhar para Felicity que estava linda sentada naquele banco parecendo totalmente alheia ao mundo, e olho para ele. - É o destino._ Ele completa sem conseguir mais segurar a risada. Tento segurar a minha mas falho miseravelmente.

- Não estou em um bom dia._ Digo quando consigo parar de sorrir. Me nego a ir até lá e ser um completo idiota com ela por causa do meu humor negro.

- Hmm..._ Ele murmura olhando pra mim. E vejo que fui pego no flagra, mas antes que consiga dar uma desculpa ele continua. - Ontem seu dia também foi péssimo, e anteontem, e antes disso._ Ele se referia ao fato do "Arqueiro" estar vigiando Felicity de longe toda a semana.

Não tenho resposta para isso, não tenho como dizer que ele estava engando, mas também não vou assumir que ele estava certo. Me limito a desviar o olhar de volta a ela.

Felicity parecia sozinha ali. Não pelo óbvio, que ela realmente estava sozinha naquele banco, mas sozinha no geral. Ela se comportava como uma pessoa sozinha. Enquanto fazia a vigilância dela sem que ela percebesse pude notar isso. Não recebia visitas, ninguém telefonava para ela e vice-versa. Nada de amigos ou algo parecido. Não que a falta de um namorado na vida dela me incomodasse. Nem de longe. Mas ela era tão nova e sua vida parecia tão companhia era uma xícara de café ou chocolate quente, seu peixe e a TV.

A não ser quando ela começava a conversar com seu peixe. E depois se recriminava por isso dizendo que tinha que parar com aquilo, o que só indicava que ela conversava com ele frequentemente.

Sorrio lembrando quando invadi sua casa. Acho que nunca vou conseguir esquecer sua voz desafinada e doce ao mesmo tempo cantando a música de introdução de uma série sobre nerds.

- Ainda está aí?_ Me assusto com a voz de John do meu lado. Ele me encara divertido, o desgraçado sabia que tinha vencido. - Então, vamos para a Cave?_ Ele me pergunta sorrindo.

- Cala a boca._ Eu falo já abrindo a porta do carro,mas não consigo segurar meu sorriso.

No caminho até onde ela estava sentada, tento me lembrar a quanto tempo não me sentia assim, como um adolescente. Bem, desde a adolescência quando estava com Laurel, minha primeira namorada e última também.

Meu namoro com Laurel Lance tinha sido intenso e problemático. Intenso por seu meu primeiro amor,primeira paixão. Tudo era novo e incrível. Mas não tão incrível a ponto de me fazer ser fiel à ela. Essa havia sido a parte problemática. Seis anos de um namoro de idas e vindas, e todas por minha culpa. Quando o naufrágio ocorreu foi aonde comecei a pensar na minha vida e em tudo de errado que já tinha feito, e cheguei a conclusão que não havia sido o melhor namorado para Laurel e que devia consertar isso. Claro que quando voltei e me deparei com ela e Tommy, meu melhor amigo desde sempre, na cama dele foi uma surpresa que não esperava. Mas a sensação de que aquilo não estava errado também foi uma surpresa. Descobrir que não sentia mais nada por ela foi uma surpresa. Até hoje Tommy me pedia desculpas pelo modo que eu os tinha encontrado, e sempre era divertido fazê-lo pensar que me devia favores como uma forma de se desculpar. Queria que Laurel também pensasse assim.

- Ok, não consigo nem formular a frase na minha cabeça qual a chance disso escapar?_A voz de Felicity me desperta das minhas lembranças e percebo que estou parado atrás dela. E ela parece estar brigando consigo mesma. - Não mesmo. Dessa vez eu te peguei Smoak. Tá legal, essa frase ficou muito estranha._Diz com uma voz engraçada. Eu tento falar algo, mas só agora percebo o quanto estou nervoso. Tiros, bombas, espadas, flechas, tortura, e todo tipo de situação perigosa e tensa passam pela minha cabeça, e em todas elas eu conseguia me sair bem. Mas falar com a mulher que não saia da minha mente a uma semana parecia impossível.

Pensei em várias formas de falar com ela durante a semana mas em nenhuma nossa conversa começava casual.

' Vamos pelo profissional então'. Pensei.

Coloquei minha melhor cara de CEO e concordo com que ela havia dito, alto e claro para que ela notasse minha presença. E pela forma que seus ombros nus haviam ficado tensos e o modo que ela rapidamente se levantou, eu havia conseguido.

Ela se virou para mim totalmente em choque, pude ver pela sua expressão. Mas logo foi tomada pelo alívio como uma criança que escapa de ser pega pelo pai fazendo algo errado.

- Graças a Deus não disse alto a segunda conclusão._ Ela solta me confirmando o que eu achava, e despertando minha curiosidade.

- Qual é a segunda conclusão?_ Pergunto sem conseguir frear minha língua.

Ela parece estar entrando em choque novamente , e olha para os lados desesperada seus olhos buscando algo.

- Eu eu-e..._ Ela começa a gesticular com as mãos enquanto gagueja evitando olhar para mim, e eu sabia que ela estava nervosa com a minha presença. No quesito homem e mulher eu possuía anos de experiê se sentia atraída por mim do mesmo modo que eu me sentia por ela e eu até poderia ajudá-la agora, vendo-a se embolar com as palavras mas ela ficava tão linda envergonhada. E agora eu estava me sentindo um idiota por estar me divertindo com o constrangimento dela. De repente ela para de gesticular e virar sua cabeça de um lado ao outro e fecha os olhos parecendo ter desistido de pensar em qualquer coisa que estava pensando em me dizer. Aproveito esses pequenos segundos para admirar seu rosto. Os ombros a mostra pelo vestido sem mangas, pink era definitivamente a cor dela. Diferente das outras vezes que eu a vi, hoje ela estava mais arrumada que o normal. E mais alta, olho de relance para os sapatos altos também na cor pink. Também pude notar que estava maquiada por trás dos óculos. Toda essa produção causava sensações conflitantes dentro de mim. Ou ela havia acordado de bom humor e resolverá se arrumar para trabalhar, e deixar meu dia mais agradável ao olhar para ela, ou ia sair depois do expediente e transformar minha noite num inferno. - O que faz aqui Senhor Queen?_ A voz dela me desperta de novo dos meus pensamentos,mas por sorte ela só abre os olhos depois de fazer a pergunta.

- A praça é pública, Srta Smoak._ Com todas as coisas que eu poderia ter dito, eu solto justo a que não deveria. Queen você é um verdadeiro babaca.

- Sim claro, não estou dizendo na praça por que a praça não é minha, não posso proibir ninguém de visitá-la ou andar por ela, não é? Ainda você. Digo o Senhor!_ Ela se corrige rapidamente, e quero dizer novamente para ela esquecer as formalidades mas ela dispara em falar de novo.- Eu estava me referindo ao fato de estar aqui. Na minha frente, falando comigo._ O modo como ela fala faz parecer que ela não era digna de falar comigo. Mas eu sentia exatamente o contrário.

- Estava voltando para a empresa e a avistei aqui. Pensei que pudesse estar acontecendo algo e vim até aqui para saber se precisa de algo._ Digo tentando soar o mais solicito possí para ela esperando que ela confiasse em mim mais uma vez.

Ela apenas me encara. Parece relutante em dizer algo e não posso deixar de pensar que é algo sobre mim que está deixando-a assim.

- Ou se não quiser me dizer tudo bem. Mas eu gostaria de ajudar._ Garanto a ela, com todo a sinceridade que ainda posso ter.

Vejo seus ombros despencarem, a posição desconfortável de antes dar lugar a uma relaxada. Mas seu semblante de surpreso e angustiado, se torna cansada,rendida. E não sei como interpretar isso.

- Eu estou bem Sr. Quee-.

- Oliver._ Eu a interrompo antes que ela venha com formalidades. Eu só queria que ela dissesse meu nome. Não era pedir muito.- Não estamos na empresa. Felicity._ A chamo pelo nome pela primeira vez a encorajando a fazer o mesmo.

- Ok. Se você que assim._ Ela suspira se dando por vencida.- Eu estou bem, Oliver.

Assim que ela diz meu nome,sinto uma enorme satisfação e não tento reprimir o sorriso bobo que se formou em meus lábios. E vejo Felicity lutar muito para segurar o dela, o que só faz o meu aumentar. Por fim ela se da por vencida novamente, e me presenteia com o mesmo sorriso de dias atrás.

Não sei quanto tempo estamos sorrindo um para o outro, mas parece que não acaba.

De repente o celular dela toca e ela se desculpa atendendo-o.

- Alô?_ A expressão dela muda enquanto ouve seja lá o que for. Parece alarmada.- Obrigada Jen,já estou voltando._ E desliga. Olha para mim e vejo que ela precisa ir. - Desculpe Senh-, Oliver._ Ela se corrige rapidamente.- Preciso voltar ao trabalho.

- Aconteceu algo?_ Pergunto me lembrando da sua expressão alarmada.

- Nada. Só meu chefe que não gosta de atrasos e parece que estou atrasada._ Ela diz e depois parece pensar no que falou.- O normal, não é? Digo, não quis fazer nenhuma reclamação, ele não é o melhor chefe do mundo,mas também não é o pior, só está fazendo o trabalho dele cuidando para que tudo no setor saia da melhor forma possí favor não diga que falei isso dele._ Ela dispara tentando defender o chefe de seu setor e no final faz uma cara totalmente infantil e sexy quando me pede para não falar nada. E agora estou me sentindo um pervertido. Maldita cara de anjo.

- Seu segredo está a salvo comigo._ Sorrio para ela.

- Obrigada._ Ela me diz. Mas então estamos parados sorrindo de novo. Seu celular apita e ela se inclina pegando sua bolsa no banco. Ela hesita um instante antes de se afastar. - Obrigada pela preocupação. Comigo._ Ela acrescenta como se fosse algo impensável até o momento.

- Não é nenhum incomodo, acredite._ Devolvo. Ela sorri de novo e se afasta caminhando apressada pela grama. Então uma idéia me vem a mente. E eu me apresso a alcançá-la.- Felicity._ Ela se vira surpresa. E de repente estamos perto demais para minha sanidade mental. - Pode me emprestar seu celular um instante?_ Ela o entrega a mim prontamente mas está confusa. Gravo meu número particular na agenda rapidamente e devolvo o aparelho para ela com meu número e nome ainda na tela. Ela observa e me encara surpresa.- Para quando precisar conversar. Sou muito bom em guardar segredos._ Digo para ela que ainda está imóvel.

Ela parece indecisa sobre o que fazer em relação a isso mas seu celular apita novamente e ela sai correndo em direção a empresa. E antes de entrar olha mais uma vez para mim, sua expressão ainda pensativa, mas eu consigo ver um sorriso querendo se formar.

Quando ela some da minha vista, caminho até o carro novamente. John está do lado de fora escorado na porta me esperando.

- O ar fresco lhe fez bem Senhor Queen?_ Ele pergunta sarcástico com um sorriso discreto.

- Nem uma palavra._ Eu digo enquanto pego meu celular no banco de trás.

- Devo presumir que nosso passeio foi cancelado?_ Eu o encaro disfarçando meu novo estado de humor.

- Te encontro no escritório._ Digo me afastando mas podia jurar que o ouvi dizer algo como "Felicity-terapia".

Meu humor estava duzentos por cento melhor comparado a antes do almoço. Era como se todo o estresse do dia e minhas preocupações das noites tivessem me dado trégua por alguns minutos.

Porém assim que cheguei na minha sala havia uma pessoa me esperando.

- Laurel?_O que ela fazia aqui? Olhei em volta da sala esperando achar Tommy perto da mesinha onde ficavam bebidas e aperitivos, ou mesmo sentado em minha mesa, mas não. Ela estava sozinha. - Que surpresa._Tento disfarçar o incomodo em minha voz.

- Boa, espero._Ela devolve com um de seus sorrisos encantadores. Não seria hipócrita comigo mesmo e não admitir que Laurel Lance era uma bela mulher. E o tempo só tinha lhe favorecido,a mulher forte e competente de hoje lembrava em quase nada a adolescente que um dia eu havia sonhado que viveria para sempre ao meu lado. E hoje por ironia do destino eu não a queria comigo nem na mesma sala sozinhos.

- Claro que sim. Mas não esperava sua visita._Me apressei em comprimentá-la rapidamente, sem muita intimidade e ocupei meu lugar atrás da mesa da presidência.- A que devo a honra?_ Perguntei fazendo graça para disfarçar meu incomodo.

- Eu estava pensando se você já tem companhia para a festa de hoje. Porque poderíamos ir juntos. Como amigos, sinto falta da época que saíamos só por diversão._Ela estava claramente me chamando para sair com ela. Essa era a parte que me incomodava em Laurel desde eu tinha procurado por ela, e flagrado-a com Tommy. Ela estava certa de que ainda havia interesse por minha parte. E até havia, mas agora definitivamente não mais.

- Festa? Não estou sabendo de festa nenhuma._Pergunto realmente confuso.

- No Verdant._Minha pergunta parece ter dado certa segurança a ela que se senta a minha frente e começa a explicar mais da festa. - Antes de mais nada foi idéia da sua irmã. Eu disse que você não iria gostar de uma festa tão aberta._Ela parece não gostar nem um pouco da idéia pelo seu modo de falar.- Mas ela também disse que seria uma boa oportunidade de chamar a atenção para o Glades.

- Laurel você ainda não me disse do que se trata a festa._Eu a lembrei.

- Eu estava chegando lá senhor apressadinho._ Ela disse me fuzilando com seu olhos. Se tinha uma coisa que irritava Laurel, era apressá-la de alguma forma. Bailes da escola, casamentos, festas. Qualquer que seja a festividade, não apresse Laurel Lance nunca.- Sinceramente Ollie, não posso acreditar que você não se lembre de uma data tão importante. Principalmente pra você._Ela parecia surpresa pelo meu esquecimento mas nada me vinha em mente. Não era meu aniversário, ou de Thea, Walter, nem dela, até dos meu companheiros noturnos eu sabia a data de seu aniversários. Eu devia estar esquecendo alguém muito importante pela cara nervosa que estava recebendo, Tommy e eu costumávamos ter medo dessa cara. Tommy! Minha cara deve ter me denunciado por que Laurel jogou aos mãos pra cima murmurando um até que enfim.- Sim, Ollie. Tommy seu melhor amigo.

- Eu me esqueci completamente._Admiti envergonhado, me sentindo culpado. Como pude me esquecer dele? Ele foi uma das primeiras pessoas que tinham vindo me ver quando voltei para casa, organizou uma festa para mim, tratou de me integrar a civilização novamente. Como pude fazer isso?

- Não se preocupe tanto, nem o próprio Tommy lembra que dia é hoje._Olhei para ela não entendendo o que aquilo significava.- Merlin está pegando pesado na empresa com ele. Parece que o fato de Oliver Queen assumir os negócios da família, inspirou ele a encorajar Tommy a fazer o mesmo._Ela parecia um tanto sentida por ele. No lugar dele, com o pai que ele tinha eu também estaria.

- Parece que ele merece uma boa festa._Decidi que iria a festa, pelo meu amigo.- Está bem, podem contar com minha presença.

- Fácil assim?_Laurel pergunta desconfiada, eu apenas a encaro interrogando-a com o olhar.- Thea me disse que talvez tivesse que usar de chantagem emocional para convencê-lo. Ou sonífero. Palavras dela._Ela completa rindo do absurdo que havia falado. Se ela soubesse...

- Não se preocupem, não será necessário algo tão... Radical._Brinco. - Encontro vocês lá.

- Eu pensei que iríamos juntos._Ela solta, acabando com todo clima descontraído que estávamos compartilhando, e posso ver que ela realmente acreditava nisso.

- Laurel eu não vou com você._Digo calmamente, tento não ser rude com ela.

- Porque não?_Ela está surpresa com minha reação.- É só uma festa Oliver, não sou pedindo nada demais._Ela tenta me convencer.

- Laurel antes da minha volta você estava em um relacionamento com Tommy, agora eu não sei como estão as coisas entre vocês mas me parece que ir com você a festa dele, é no mínimo uma falta de respeito com ele._Eu explico meu ponto de vista calmamente como falaria com uma criança de cinco anos. Mas agora vinha a parte que eu estava evitando. Eu queria não ter que chegar a isso, que ela entendesse os sinais e me deixasse em paz. Mas nada na minha vida era fácil, não é? - E em relação ao que nos dois tivemos no passado, vamos deixar como esta. No passado._Olho diretamente nos olhos dela numa tentativa de fazê-lá ver que eu estava falando sério.

- Eu sei que você ficou chateado quando nos viu na casa dele._Ela acusou. E não estava errada,eu tinha ficado chateado me senti traído de alguma forma. Mas foi só isso.

- Já passou Laurel, foi apenas isso. Chateação._ Ela começa e se levantar da cadeira ajeitando sua bolsa e alisando seu blazer, mas tenho certeza que é apena uma desculpa para não me encarar e descobrir que realmente acabou. Eu não queria que fosse assim, solto um suspiro cansado.- Laurel…

- Não._ Ela me cortou.- Está tudo bem,minha meu trabalho aqui está feito. Nos vemos a noite._ Ela se despedi com um rápido aceno de mãos e praticamente corre porta à fora.

É a única forma de fazer vê-la que acabou. Pelo menos era isso que estava se repetindo em minha cabeça. Eu só esperava que não precisássemos ter esse tipo de conversa novamente.

Me concentro no trabalho que ainda tenho para hoje tentando não pensar em como iria conciliar o Arqueiro, Oliver Queen o playboy assediado pela mídia e Oliver Queen o melhor amigo numa mesma noite, no mesmo lugar e tempo.