Oliver POV

Não vou dizer que não pretendia beijar Felicity hoje a noite. Eu pretendia, eu queria muito mesmo e agora estávamos nos beijando. Mas em grande parte por ela, ela havia decidido que era a hora, ela havia me beijado, não que eu não tenha contribuído para isso, mas o primeiro passo foi dela.

E eu não poderia estar mais contente por isso.

No momento em que ela selou nossos lábios me controlei ao máximo meus instintos e me contive apenas segurando sua cintura. Deixaria ela guiar nosso beijo, pelo menos no começo. Não que ela estivesse ajuda do muito.

Sinto as pequenas mãos de Felicity se espalharem pelo meu tórax e subirem numa lenta tortura, passando por meus ombros, acariciando meu pescoço e em seguida segurando firme minha nuca, e num automaticamente meu braços se fecharam ao redor dela unindo nossos corpos por inteiro.

Eu estava usando todo o meu autocontrole para não jogá-la sobre a pia e beijá-la do modo que eu queria, mas se fizesse isso provavelmente faria amor com ela nessa mesma pia. Permiti que minhas mãos fizessem uma exploração minuciosa por suas costas, desde seus ombros até seu quadril. Aproveitando cada curva, e os pedaços de pele exposta, que aquele pedaço roxo de tecido deixava a mostra. Ela aproveitou minha pesquisa corporal nela, e mordeu meu lábio inferior me tirando qualquer pensamento de paciência. Se ela queria esquentar as coisas, não seria eu que iria impedi-la.

Mordo de volta sua boca e ela geme entregue. Essa é minha deixa.

Sem prévio aviso forço a entrada da minha língua em sua boca pegando-a totalmente desprevenida, o gosto de champagne e Felicity impregnam meus sentidos de tal forma que por um momento, por esse momento esqueço da onde estamos, e só me preocupo em saciar minha vontade dela. O contato mais íntimo da minha língua a pega de surpresa mas ela aceita de bom grado e logo sua língua e a minha estão na dança mais antiga de todas.

A da sedução.

Minhas mãos não conseguiam mais entender os comandos que meu cérebro enviava para elas, e passeavam por sus costas e quadril. Num movimento ousado, Felicity enfiou suas unhas em minha nuca, me aproximando mais ainda, e minhas mãos espalmaram suas nádegas a puxando contra meu corpo. E foi a pior e melhor coisa que fiz. Ter o corpo de Felicity tão junto ao meu, ouvindo seus gemidos de prazer e sua total entrega à mim jogaram meu autocontrole para o espaço. Meu corpo estava despertando. Eu não tinha mais controle sobre mim. Impulsionado pelo meu desejo de ter essa mulher, conduzi Felicity até que suas costas se chocaram contra a parede ao lado da pia e a prendi lá com meu corpo. Eu sabia, em algum lugar da minha mente que as coisas estavam indo rápido demais, que precisávamos conversar, que aqui não era local para fazer amor com Felicity pela primeira vez, meu lado racional sabia disso. Eu tinha plena consciência que se não parássemos enquanto eu ainda tinha um resquício de juízo, eu não conseguiria parar mais. Mas o lado primitivo sempre foi mais forte.

Desisto de tentar impedir qualquer avanço nosso a partir desse beijo, e deixo as coisas rolarem.

Felicity Smoak era uma pequena caixinha de surpresas, deliciosas surpresas. E eu pretendia provar cada uma delas.

Meu último pensamento racional, era que a culpa era toda dela.

Felicity POV

Minha mente gritava 'RÁPIDO DEMAIS, RÁPIDO DEMAIS'.

Mas meu corpo não era mais meu.

Desde o momento em que eu tomei a iniciativa de beijá-lo eu sabia que havia uma grande chance de perder qualquer pensamento racional em minha cabeça, mas era algo inevitável. E eu queria, muito mesmo.

Mas ao mesmo tempo aquilo me apavorava. Querer alguém com essa urgência, esse desejo incontrolável de ser tomada, de se submeter e exigir ao mesmo tempo era algo novo para mim. Mas muito bom.

Eu não queria parar pra pensar na diferença colossal entre minha experiência no campo sexual e a dele, porque seria humilhante para mim, mas parte dos meus medos vinham daí.

Eu era uma mulher adulta que desejava um homem, intimamente. E por pura sorte esse homem também me desejava, com a mesma urgência. Pelo menos era isso que ele estava passando. E também estava sendo gentil, esse pensamento fez meu coração pular uma batida mais forte.

Ele estava claramente sendo gentil comigo, me dando tempo para processar tudo o que estava acontecendo. Mas seu corpo estava tão impaciente quanto o meu, eu podia sentir suas mãos tremendo em minha cintura. Eu entendi seu recado, ele não me forçaria a nada, eu teria que agir por conta própria.

Deliberadamente espalmei minhas mãos por seu abdômen, sentindo a firmeza dos músculo. Eu tinha acertado, Oliver era forte. Subi lentamente minhas mãos explorando cada ondulação do seu corpo, passando por seu peitoral nitidamente malhado e encontrei seu pescoço. Ali consegui sentir sua pulsação tão acelerada como a minha, e isso me deu coragem para aprofundar nosso beijo.

No quesito sedução eu nunca havia sido testada antes, e começar por Oliver era assustador e excitante ao mesmo tempo.

Testei minhas unhas em sua nuca, e a resposta não poderia ser mais positiva. Ele soltou um pequeno grunhido me apertando em seus braços colando nossos corpos, suas mãos estavam por todas as partes, me causando arrepios quando tocavam minha pele nua pelo decote traseiro do meu vestido. Mas não pareciam fazer mais nada além disso, e eu precisava de mais.

Mordi sua boca incentivando ele a aprofundar o beijo. E ele me devolveu mordida, elevando minha pressão cardíaca, e sem qualquer aviso sua língua invadiu minha boca, entrando também no meu cerébro e bagunçando tudo. E então não sou mais uma pessoa, sou apenas sensações. Suas mãos pareciam fogo líquido por meu corpo queimando tudo, acalorando tudo, aqueles calores estavam de volta com força total. Minha respiração era algo impossível de controlar, e eu não estava preocupada com ela.

Oliver faz um movimento com a língua que me lança nas alturas, e pressiono minhas unhas em sua nuca sem nenhum cuidado, e sinto seu rosnado em minha boca. Isso o excitou acima do normal, e ele abriu suas mãos em minha bunda me puxando para si, e pude comprovar que ele realmente estava excitado, e não pude conter um gemido de pura excitação.

Eu sabia que estávamos em um caminho sem volta. Nenhum dos dois pararia, e Oliver parecia concordar comigo, porque no instante seguinte eu estava presa entre ele e uma parede, que estava gelada demais comparada ao meu corpo que eu sentia em brasas.

'Sem volta'. Foi meu último pensamento racional.