p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Felicity POV/p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"A primeira coisa que reparo quando volto a consciência e que está de dia e eu havia esquecido a janela aberta. Um descuido raro. br /A segunda, é que estou com a dor de cabeça da história da humanidade. Meus olhos ardem como se tivesse álcool neles, e eu já havia espirrando acidentalmente álcool neles então sabia a sensação. br /Mas nenhuma dessas coisas me importou o suficiente para evitar que pulasse na cama me sentando bruscamente e quase morrendo no processo. br /'Está bem, a cabeça importa sim'. Penso enquanto volto a deitar calmamente tentando não entrar em pânico com os flashes dos acontecimentos de ontem a noite passando diante dos meus olhos. br /Arqueiro. Arsenal. Bomba. Lugar escuro e macabro. Arqueiro e, Arqueiro. br /- O Arqueiro esteve aqui._ Sussurro ainda tentando acreditar.- Na minha sala, no meu quarto. Ele, ele me sedou!_ Lembro indignada. Ele havia me sedado. Duas vezes! Filho da mãe. Onde estavam os bons modos? Custava colocar uma máscara em mim? Um saco na cabeça? Se ele pedisse pra mim fechar os olhos e não abrir, eu faria isso. Ele era o Arqueiro!- Por isso tem pessoas não gostam dele, ele é mal educado. E grosso._ Me lembro perfeitamente da forma que ele me tratou no galpão. br /Rude. Não que eu esperasse outra coisa, ele era um Vigilante não um animador de festas infantis,mas mesmo assim um pouco de delicadeza não mataria. br /Ou mataria? br /Ele parecia muito tenso ontem. Não que ele não tenha motivos para estar, ele salva a cidade todas as noites. E agora aquela bomba. Aquilo era muito bem feito,era trabalho profissional. O que eu tinha dito era verdade, além de ser uma pessoa muito inteligente quem produziu a bomba devia ter muito dinheiro. Os mecanismos, o material usado era muito caro, do tipo que só pessoas ricas poderiam comprar. Mas quem iria querer destruir a cidade? Não conseguia pensar em nenhum motivo que levaria a uma socialite ou um magnata a explodir uma cidade. br /O prefeito era fora de questão. A cidade o adorava. br /Tirando essas pessoas não sobrava ninguém com recursos para isso. br /'A menos que seja de fora'. Penso e vou direto para o HD de armamento militar russo. E se fosse isso? br /Os tais russos que aparentemente eram amigos de Oliver estavam querendo acabar com a cidade? br /Mas se fosse assim teria alguma informação sobre aquela bomba nos arquivos que salvei, não teria? br /- Não posso pensar que ele está nesse plano de destruir tudo._ Recrimino a mim mesma por pensar que Oliver está metido nisso. Ele estava dedicado a empresa, já havia comparecido e até promovido vários eventos sociais. Ele não faria isso se fosse explodir tudo. Ou faria? br /Irritada comigo mesma por não conseguir tirar esse absurdo da cabeça, me levanto ignorando a ponta na minha cabeça e a tontura que quase me fizeram voltar para cama e vou ao banheiro. br /Banhos sempre me ajudaram a pensar. Não que eles estivessem surtindo algum efeito ultimamente,por que não estavam. br /E esse não foi diferente. br /Não quero pensar em como eu posso estar começando a me envolver com um possível mafioso, então decido não ficar em casa. O dia está lindo e quente, muito propício a uma tarde maravilhosa no parque. br /Estou saindo de casa com uma bolsa com um lanche para mais tarde, quando o telefone toca. br /Só podia ser minha mãe. Ele sempre me ligava nas horas menos oportunas. Era um dom. br /- Alô?_ Atendo meio sem jeito com a bolsa no ombro a segurando para não cair ao mesmo tempo que a segurava para não virar. As vezes acho que estava na profissão errada. br /-"Felicity Megan Smoak." _ Definitivamente era minha mãe. E estava brava comigo por alguma coisa. br /- Oi mãe._ Eu uso meu tom de sou a sua única filha não me mate. br /-"Oi minha bebezinha, eu estava com saudades."_ Agora ela está calma. Eu nunca vou conseguir acompanhar as mudanças de humor da minha mãe, é um fato. br /- Eu também. E como estão as coisas aí?_ Ela suspira e já sei que ai vem coisa. br /Para Donna Smoak suspirar só haviam duas razões. Ou ela comprou um par de sapatos maravilhoso, ou ela estava apaixonada. De novo. Nos últimos dois anos que estou em Starling ela já haviam tido uns quatro namorados e sempre dizia que amava a todos eles, sem excessão a nenhum. Não importava se eram bons sujeitos ou não, se a fizessem feliz ela se apaixonava. Simples assim. br /O que eu poderia dizer? Nunca havia sido o tipo de garota que cai de amores logo de cara. Havia feito isso uma única vez, para nunca mais. Claro, que eu sempre estou aqui para ela chorar suas lamentações depois mas isso é coisa de mãe e filha. br /- "Você não vai acreditar. Nem eu acredito ainda imagine você." _ Ela diz animada demais. Posso apostar que está dando pulinho onde quer que ela esteja. br /- Eu não vou precisar adivinhar, já que você vai me dizer._ Digo um pouco menos animada do que deveria, mas a bolsa no meu ombro estava começando a incomodar. br /- "Está bem, está bem." _ Ela então para de falar, o típico suspense Donna Smoak. Passam exatamente dez segundo e ela solta.- "Eu me casei." _ Ela completa com um gritando histérico mas não estou mais ouvindo. br /Minha mente pára. br /Como assim ela se casou? Com quem? Quando? Onde? Por que? Digo, e eu? br /A bolsa cai dos meus ombros e não me preocupo nem em olhar, sei que esta tudo derramado no chão. br /- Mãe, como assim você se casou?_ Eu pergunto calmamente, não tinha jeito daquilo ser verdade. br /-"Foi tudo muito rápido, Licity. Eu nem tive tempo de chamar ninguém. Quando eu vi, puff, estava casada."_ Ela está rindo e eu não sei o que /Minha mãe nunca havia se casado antes. A não ser com meu pai, claro. Mas depois dele ela só teve namorados. Vários deles. Mas não passava disso. br /Agora ela me ligava domingo de manhã pra avisar que havia se casado. Eu nem sabia que ela estava namorando de novo depois do último cara que ela arrumou. br /-"Licity? Você ainda está aí? Será que desliguei de novo? Não a luz verdinha está acesa,ela ainda está na linha. Felicity?"_ Ó céus, acho que vou desmaiar. br /Ela ainda nem aprendeu a usar o celular direito e está se casando sem mais nem menos. br /- Estou aqui, mãe. Só preciso desligar. Boa lua de mel._ Tento soar animada e desligo antes que ela diga mais alguma /Eu não devia estar me sentindo mal pela felicidade da minha mãe. Era errado. Ela merecia seguir com a sua vida e achar alguém legal e companheiro para passar o resto da sua vida. Mas a questão é que ela tinha o dedo podre para homens. A maior prova disso era um pai que eu nem lembrava o rosto. br /Só me resta a torcer para desta vez dar certo porque para ela chegar a se casar, a coisa devia ser sé /Olho para os meus pés onde a bolsa está toda melecada de café e faço uma careta. Um ótimo jeito de começar um domingo./p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"A ida ao parque foi totalmente esquecida com as novidades da minha mãe, mas ainda assim não queria ficar em casa. Talvez só mudasse os planos para algo menos alegre. br /Big Belly Burger. Voltar aqui sempre me animava. Podia estar sendo o pior dia da minha vida. br /A imagem de estar saindo de dentro desse uniforme horroroso e entrando pela porta da frente da QC era quase tão bom quanto o dia em que havia me formado no MIT. br /Desde a época que tinha trabalhado aqui, apenas o cozinheiro continuava o mesmo, os outros funcionários eram na grande parte adolescentes em busca do primeiro emprego e independência financeira. br /- O que vai querer?_ A voz nasalada da garota ruiva que estava muito aborrecida atraiu minha atenção. Ela não gostava de trabalhar aqui, e eu não podia culpá-la. br /- Um hambúrguer com frutas e um Milk Shake de morango._ Peço automaticamente. Ela anota tudo e se vira indo embora.- Pelo menos eu tentava ser simpática._ Eu medito lembrando que Susan uma das funcionárias velhas da minha época aqui sempre dizia para atender os clientes com um sorriso no rosto. Não importa o que acontecesse. br /- Isso é uma surpresa._ Eu me viro para a voz já conhecida de Diggle. Eu o encaro surpresa. br /- Eu poderia dizer o mesmo._ Devolvo com um sorriso. Ele sorri de volta, mas seu sorriso é discreto.- Não quer se sentar e tomar café comigo?_ Convido-o a se sentar comigo e puxo as coisas que estavam na mesa para o canto. br /- Eu adoraria mas estou esperando uma pessoa._ Ele conta com um sorrisinho que eu nunca tinha visto no rosto dele. br /- Tudo bem, não quero atrapalhar seu encontro._ Ele sorri ainda mais e olha para atrás de mim. Me viro e vejo uma mulher morena muito bonita sorrindo para ele,mas ela não está só. Olho surpresa para o embrulho rosa que está nos seus braços, dormindo tranquilamente alheia ao /- Você tem uma filha?_ Pergunto surpresa. Ele me olha e assente chamando a mulher com um gesto de mã /- Estas são Lyla minha esposa e Sara nossa filha._ Havia tanto orgulho na voz dele que era impossível não notar o quanto John Diggle amava sua esposa e sua filha. br /- Muito prazer. Felicity Smoak. Só Felicity é melhor._ Ela sorri para mim parecendo surpresa e troca um olhar significativo com Diggle me deixando curiosa. br /- Muito prazer Felicity._ A forma como ela diz meu nome me dá a impressão que ela já havia ouvido falar de mim antes. Mas devia ser só impressão. br /Sara estava dormindo tão bem e tranquila que não tive coragem de pedir para segurá-la. Eles se despediram dizendo que tinham um compromisso para comparecer e muito simpáticos foram embora. br /Era estranho como parecia que todos estavam em toda a parte de repente. A uma semana nunca havia encontrado nenhum deles, mas de lá para cá tudo parecia mudado. br /'Que bom. Fazer amigos nunca é ruim'. Penso animada. br /A garçonete traz o que eu havia pedido e eu agradeço, mas nem assim ela sorri. br /Pego o tablet na bolsa e decido ler para passar o tempo. br /Somente no terceiro capítulo do livro eu consigo uma imersão legal na história, ignorando tudo ao meu redor. br /Era minha parte favorita do livro, onde a mocinha encontrava o mocinho mas nada cliché acontecia. Nada de beijos esperados, ou troca de olhares ou sorrisos bobos. Na verdade ela atropelava ele, e ele brigava muito com ela. br /Totalmente inverso ao romance, mas ainda assim você sente que ali tem uma história. Essas são minhas histórias favoritas. Alguma coisa vai acontecer você só não sabe quando, onde e como. Mas vai acontecer. Era tão frustrante e cativante que chegava a dar raiva. br /O toque do meu celular me traz de volta tão subitamente que quase derrubo o milk shake em cima da mesa. Pego o celular na bolsa mas não reconheço o número. br /- Alô?_ Atendo desconfiada de quem possa estar me ligando, e pego alguns guardanapos limpando um pouco de milk shake que insistiu em cair na mesa. br /- Espero não estar interrompendo algo importante._ Escuto a voz de Oliver do outro lado da linha e sorrio involuntariamente. br /- Como conseguiu meu número?_ Pergunto não querendo parecer tão contente por ele ter ligado, mas o sorriso besta não queria sair do meu rosto. Desisto de tentar me concentrar em limpar a mesa e falar com Oliver, e jogo o guardanapo no prato vazio. br /- Sou seu chefe, tenho meus métodos._ Ele diz. A voz dele está começando a me fazer querer que ele estivesse aqui. br /- Não existe uma norma no contrato de trabalho que proíbe o relacionamento entre funcionários?_ Provoco ele, que ri. Eu queria que ele estivesse aqui. br /- Se essa norma existe com certeza não se aplica a nós._ Meu coração da um salto quando ele se refere a nós dois como um só.- E a segunda parte pode ser arranjada._ Ele diz me confundindo. br /- Que segunda parte?_ Indago confusa de verdade. br /- Olha para frente, Felicity._ Ele pede e eu faço ainda sem entender, travo meu olhar através do /Do lado de fora, na calçada. Encostado casualmente no carro, Oliver Queen está me encarando sorrindo. br /Ele desliga o celular e o guarda no bolso da calça. E eu tardiamente percebo que ainda estou segurando o meu contra a /Recolho minhas coisas com pressa da mesa e vou até o balcão pagar. Não me importo com o troco e saio. br /Ele ainda está lá, do mesmo jeito na mesma posição e com o mesmo sorriso. br /- Você está me seguindo?_ Pergunto assim que paro de frente pra ele. Ele sorri enquanto balança a cabeça negando. br /- A não ser que você ache perseguição Diggle me ligar, não estou te seguindo._ John Diggle. Claro. Seu sorriso aumenta enquanto ele olha para mim. br /- Ele tem uma linda família._ Digo de repente me lembrando da pequena /- O que vai fazer hoje?_ Ele me pega de surpresa com essa pergunta. Eu na o tinha planos para hoje. A não ser é claro esquecer minha aventura na noite anterior. br /- Depende._ Eu falo enigmática, ele me encara e levanta uma sobrancelha. Jesus, ele não tem idéia de como fica sexy assim. br /- Como?_ Ele pergunta confuso e eu sinto o chão sumir sob meu pés. br /- Eu disse alto?_ Minha voz sai esganiçada e eu podia sentir o calor tão familiar tomar conta do meu rosto. Por favor, que eu não tenha dito alto. Oliver sacode a cabeça sutilmente, e suspira. br /- Eu não ouvi nada. Juro._ Ele assegura quando eu não acredito. br /- Graças a Deus._ Murmuro aliviada, pelo menos uma vez não passei vergonha na frente dele. br /- Mas agora estou curioso._ Ele me olha analisando meu rosto, tenho certeza que estou corando violentamente. br /- E vai continuar._ Eu afirmo sorrindo. Ele estala a língua na boca fazendo um barulho engraçado. br /- Já ouvi as outras coisas que você disse sem querer. Qual o problema de ouvir essa?_ Ele insiste me olhando com uma meiguice que eu já sabia não ser dele. br /- Sua falsa cara de cachorro que caiu da mudança não me convence._ Eu provoco e ele sorri derrotado. br /- Vou ter que apelar para outros meios então._ Ele diz e me puxa para ele, rápido demais para que eu impeça, e estamos cara a cara. br /'Eu senti falta desse perfume'. Penso suspirando impotente a ele. br /- Eu não vou te dizer nada._ Reafirmo num fio de voz, e seu sorriso que não tem mais nada de meigo atraí meu olhar para seus lábios. br /- Com certeza não vai dizer nada._ Ela diz convicto, e vejo sua intenção nos seus olhos que estão grudados nos meus lá /Ele vai me beijar. No meio da rua. Com todos olhando e eu nem estou de saltos. br /- Oliver estamos no meio da rua._ Eu podia sentir o olhar das pessoas em nós. Todos prestando atenção. br /- Shh._ Ele pousa um dedo sobre meus lábios e em seguida acaricia meu queixo aproveitando para levantar meu rosto até o dele.- Você não ia falar, lembra?_ E por mais que eu esteja morrendo de vergonha de estarmos numa manhã de domingo, em frente meu antigo trabalho e numa rua movimentada, tudo perde importância quando ele desce seus lábios contra os meus me envolvendo com seus braços, seu cheiro. br /Gentilmente ele colocou a mão que estava no meu queixo na lateral do meu rosto ao mesmo tempo que mordiscava meu lábio inferior, ele estava mostrando quem iria comandar o beijo e eu não poderia pensa nada melhor. Mesmo sem precisar aprofundar o beijo ele já me tinha em suas mãos, e quando sentir sua língua pedindo passagem, cedi sem a menor resistência desistindo de qualquer pensamento racional./p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Oliver sabia exatamente onde tocar, quais botões apertar para me fazer esquecer tudo os redor. /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Suas mãos começaram uma exploração por minhas costas parando atrás da minha cabeça me mantendo no lugar. br /- Rua. Rua. Rua._ Ele começou a murmurar ainda me beijado e separou nossos lábios abruptamente, respirando pesado. E eu imediatamente queria sua boca novamente. br /Eu não podia dizer que estava melhor que ele. Minhas mãos, eu não sabia como, estavam em sua nuca, e eu estava esticada na ponta dos pés para facilitar nosso beijo. E a melhor parte era que eu não me lembrava de fazer aquilo. br /- Rua._ Repito, tentando fazer meus pensamentos voltarem a funcionar e braços soltarem ele. Sem sucesso. Ele encosta a testa na minha e me olha no fundo dos meus olhos, suas mãos descendo para minha cintura me prendendo no lugar, na hora, nele. br /- Você é um perigo Felicity Smoak._ Ele diz baixinho com sua voz sensual, enquanto esfrega seu nariz no meu. br /- Digo o mesmo Oliver Queen._ Devolvo no mesmo tom e ele fecha os olhos sorrindo. br /- Você não tem permissão de dizer meu nome desse jeito em público. A não ser que queira ser presa por atentado ao pudor._ Ele abre os olhos brincando comigo, mas entendo a ameaça velada e tenho um ataque de riso muito inconveniente, e Oliver apenas me observa abismado. br /- Você não deveria me dizer esse tipo de coisa._ Eu digo quando meu riso permite. Ele sorri culpado e me rouba um beijo rápido. Isso era tão /- E você não deveria me fazer dizer isso. A culpa é sua._ Ele sacode os ombros depositando a culpa em mim. Eu o encaro com falsa indignação. br /- Como assim minha culpa?_ Ele faz a cara mais inocente do mundo, e eu imediatamente descubro mais uma arma dele contra mim. br /Ele sorri aquele sorriso, meu preferido. br /- Senhor Queen._ Uma voz o chama atrás de mim e Oliver olha para frente, seu sorriso desaparece no mesmo instante. br /Tento me separar dele para virar também, mas ele não me solta. Seus braços estão firmes como aço ao meu redor, minha única opção é virar parte do corpo para avistar nossa pessoa inconveniente. br /Minha surpresa não poderia ter sido maior, um detetive. Mas não era qualquer detetive, era Quentin Lance. Ele era o policial que comandava as caças ao Arqueiro e sempre dava depoimentos muito constrangedores na televisão de como não havia conseguido pegá-lo. br /- Detetive._ Oliver responder, mas estava sério demais, o detetive também não parecia muito feliz em se encontrar com ele. br /- Vejo que está tendo um manhã bem agradável._ Lance me olhou indiferente, não mais que dois segundos e voltou a encarar Oliver. Mas eu me senti muito mal com aquele olhar. br /Me encolhi instintivamente nos braços de Oliver e ele me apertou protetoramente. br /- Sim. Minha manhã está ótima como pode ver._ Oliver responde insolente e eu percebo que tem algo entre esses dois. Ninguém podia compartilhar dessa animosidade sem ter suas razões. br /Meu cérebro trabalha tentando achar algum vínculo entre eles. Mas desde que Oliver havia voltado dos mortos ele não tinha se envolvido em problemas com a polícia. Era impossível que esse detetive mantivesse raiva dele desde quase seis anos atrás. br /Então minha cabeça da um clique. br /Detetive Quentin Lance. Lance. Laurel Lance. br /Não podia ser. Podia?br /Observo o detetive com mais afinco, procurando uma semelhança entre ele e Laurel, mas nada parece familiar. br /'Talvez Laurel seja parecida com a mãe'. Penso logicamente, mas estava criando um sentimento de desagrado pelo detetive pelo simples parentesco com ela. br /- Tenha um bom dia senhor Queen._ Lance diz por educação, mas sua voz e seu olhar cravado em Oliver diziam o contrário de suas palavras. br /- Igualmente Detetive._ Oliver devolveu no mesmo tom. br /Lance me olha como se achasse graça de algo, mas seu humor era negro. Ele inclina a cabeça minha direção o suficiente para as outras pessoas ao nosso redor que passavam pela rua não ouvirem. br /- Fique longe de barcos enquanto estiver com ele._ Ele me aconselha com os olhos em Oliver. Oliver me aperta ainda mais colando nossos corpos de uma forma não muito apropriada para o local, e posso sentir seu corpo tenso. Não havia entendido a mensagem de Lance mas Oliver sim. br /- O que quer dizer com isso?_ Pergunto à Lance. A única experiência de Oliver com barcos que eu tinha conhecimento acabou com ele perdido por cinco anos, ele não poderia estar falando daquilo, seria crueldade demais. O pai dele, Robert Queen havia morrido naquela viagem. Mas ele apenas me lança um sorriso vitorioso e olha para Oliver satisfeito com algo. br /- Adoraria lhe contar essa história, mas tenho certeza que o senhor Queen a sabe melhor do que eu._ Sinto Oliver inspirar profundamente e podia jurar que havia escutado seus dentes trincarem. Só podia ser essa viagem. Esse não parecia um assunto que ele queria que eu soubesse.- Foi um prazer revê-lo, Oliver._ E ele se vira, indo bora calmamente pela calçada,como se nada tivesse acontecido. br /Oliver relaxa visivelmente soltando o ar devagar. Ele estava nervoso. Seja lá o que essa conversar tenha significado parecia que bem pesado para ele. br /- Está tudo bem?_ Eu pergunto preocupada com ele, ele parecia aéreo, fora de si. Perdido em algum lugar. br /- Me desculpe por isso, não tenho um bom relacionamento com Quentin Lance._ Ele diz ainda olhando pela calçada onde o detetive estava caminhando, lá longe não passando de uma figura minúscula. Apoio minhas mãos em seus ombros, acariciando eles numa tentativa de chamar sua atenção de volta para aquele momento, e funciona. Mas seu olhar está triste. E isso me preocupa. br /- Está tudo bem, nunca gostei de policiais mesmo._ Dou de ombros tentando aliviar a tensão que ficou. Mas ele parecia muito afetado com aquele encontro.- O que acha de um passeio?_ Sugiro a primeira coisa que me passa pela cabeça mesmo sem ter noção do lugar que poderíamos visitar. br /- Um passeio?_ Ele pergunta estranhando minha idéia. br /- Sim. Desde que me mudei para cá, minha vida foi trabalho e mais trabalho, nunca tive tempo de conhecer a cidade. Não toda ela. E quem melhor para ser meu guia turístico do que Oliver Queen?_ Conforme eu pensava nessa idéia maluca eu comecei a gostar dela. Passear com Oliver pela cidade parecia ser um domingo perfeito para mim. br /- Com uma condição._ Ele barganha olhando nos meus olhos, com aquele brilho de volta e sua mãos espalmam meus quadris. Encaro ele o incentivando a falar.- Que você me deixe beijar e abraçar você sem se importar indo estivermos._ Ele estava usando aqueles voz e aquele sorriso, o que só me fazia pensar se alguém já conseguiu dizer não à esse homem. Eu devo ter dito alto de novo, porque ele balança a cabeça confirmando minhas suspeitas de que ninguém dizia não a ele./p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Oliver POV/p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Eu conhecia Starling City de cima a baixo, os bons e maus lugares para se frequentar. Tanto pelo Arqueiro quanto pelo playboy desmiolado. br /Mas as coisas pareciam diferentes, apesar de serem as mesmas. E a culpa era de Felicity. Vê-la tão entusiasmada com coisas simples e tão indiferentes para mim era refrescante. Ela não estava brincando quando disse que quase não conhecia a cidade, de fato ela não conhecia nada além dos cinquenta metros que rodeavam a QC, e o caminho para sua casa. Fiquei extremamente feliz de poder mostrar a cidade que eu tanto amava para ela, e muito aliviado também quando ela comentou que não tinha costume de andar pelo /Depois de almoçarmos um cachorro quente a pedido dela, decidimos caminhar pelo parque para aproveitar o belo dia. br /Ela me confessou que aquele era sua primeira opção para fazer naquele domingo, mas depois de uma ligação bem inacreditável de sua mãe ela decidiu algo menos agitado. br /Eu realmente tinha entrado no meio de algo, mas olhando pra ela agora, ela não parecia se importar. Eu não me sentia nem um pouco arrependido de atrapalhar seu domingo tranquilo. br /Mesmo se John não tivesse me ligado, dramático demais para ele, e me avisado que Felicity estava tomando café sozinha eu iria procurá-la. br /Durante toda a noite não havia conseguido me concentrar nem nos bandidos espalhados por toda a cidade, nem no jantar que minha mãe tinha me intimado a comparecer. E que por um acaso eu havia perdido e ainda tinha conseguido escapar do sermão dela na noite anterior, mas duvidava que escaparia de novo. Mas o que mais me preocupava era o silêncio de Felicity. br /Mesmo agora, depois de horas de passeio pela cidade na companhia dela, ela não havia deixado nem uma pista da noite anterior escapar. Era frustrante ela não soltar nada, nem por acidente. Mas a todo instantes eu pensava em um meio de perguntar a ela sobre a noite passada, minha curiosidade sobre o que ela falaria estava me deixando /- Essa foi uma péssima idéia._ Ela comentou parecendo arrependida de algo enquanto comia um sundae enorme.- Quando disse que queria conhecer a cidade, não me referia a todas essas sorveterias e restaurantes._ Ela reclama mas não para de comer o sorvete. br /- Não seria um bom guia turístico se não te mostrasse as maravilhas gastronômicas da cidade._ Me defendo e ela pondera minha resposta mas acaba concordando com um movimento de cabeç /- Depois desse._ Ela sinaliza o sundae em sua mão e faz uma careta engraçada.- E dos outros três, vou ter que ir caminhando para empresa por uma semana._ Ela não parece gostar dessa idéia. Apesar de Felicity ser muito atraente e ter um belo corpo ela não era do tipo que se exercitava por prazer, somente quando quando se fazia necessário. br /- Se você está preocupada com os sorvetes é melhor nem passarmos perto das lojas de doces._ Ela me olha indecisa por um segundo, mas concorda novamente mesmo não gostando. br /Ela nunca pararia de me surpreender? br /Na noite anterior eu estava esperando gritos e ameaças me expulsando de sua casa. Mas ao invés disso ela concordou em ajudar um ex-assassino, Vigilante procurado pela polícia, alguém que havia invadido sua casa. Com certeza ela não era só uma mulher inteligente e incrivelmente tentadora. Ela era intrigante demais. br /- Oliver?_ Ela chama um pouco mais alto do que era o seu normal por causa do barulho do parque, e me encara confusa. br /- O que?_ Eu estava perdido nos meus pensamentos de novo. Não estava sendo fácil me concentrar, todos os acontecimentos de ontem, depois daquele encontro com Lance. br /- Você me ouviu? Ouviu o que eu disse?_ Felicity que havia parado de caminhar estava parada há alguns metros de distância, me encarando atentamente, e isso me desconcertava. Eu havia esquecido da sua presença /- Desculpe._ Eu me desculpei me aproximando de novo.- Me desculpe Felicity, eu não sei onde estou com a cabeça._ Eu não podia dizer aonde realmente minha cabeça /- Está pensando no que o Detetive te disse, não é?_ Ela estava me olhando concentrada em cada expressão minha. Eu estava certo, Felicity era muito perceptiva, ela havia percebido o clima entre Lance é eu. Eu não tinha certeza de que conseguiria contorná-la.- Eu não estou pedindo para você me contar. Apenas, tudo bem._ Ela me garantiu me olhando como se realmente entendesse tudo que eu já havia passado. O que era loucura, mas era o que eu sentia, que ela podia me entender, na medida do possível. br /- As vezes é difícil controlar as lembranças._ Eu digo surpreendendo a mim mesmo. Eu não tinha idéia do porque havia dito isso à ela, mas eu desconfiava que tinha a ver com seu rosto e o modo que ele a me olhava. br /De todos os dias que eu poderia ter encontrado Lance, e me remoer com os fantasmas do meu passado, hoje definitivamente não era o dia certo pra /Felicity assente distraída como se soubesse qual a sensação de ser assaltado por lembranças indesejadas, ela joga o sorvete numa lixeira perto da onde estamos caminhando e caminha de volta à /- Então, qual o próximo ponto de parada senhor guia?_ Ela me surpreende mudando de assunto drasticamente mas com um sorriso /Felicity havia mudado de assunto para não me deixar desconfortável. Ela não tinha idéia do que aquilo significava para mim. br /- Você escolhe agora._ Eu digo dando a oportunidade dela escolher, mas a verdade era que eu não conseguia pensar em nenhum outro lugar naquele momento. br /- O local que eu quiser?_ Ela testa com um sorriso de quem iria aprontar algo, o que só me deixava apreensivo.- Qualquer lugar?_ Felicity continua com aquela cara de quem tinha um plano e se próxima ainda mais de mim. Eu apenas balanço a cabeça confirmando, eu não achava que ela tinha alguma idéia de como estava quebrando minhas barreiras aos poucos. Em cada sorriso, cada olhar. Ela rodeia minha cintura com seus braços me pegando de surpresa.- Eu prefiro ficar aqui._ Ela completa me olhando inquisitivo, me analisando. br /- Eu não vejo problema. Na verdade, eu adorei sua sugestão._ Eu digo sorrindo a rodeando com meus braços, ela sorri satisfeita com ela mesma. br /- Eu tenho ótimas idéias, eu sei._ Ela diz num tom presunçoso que eu desconfiava não ser tão falso assim. br /Rindo dela mesma ela deliberadamente sobe seus braços para meu pescoço e sinto seus dedos em minha nuca. br /- Senhorita Smoak você está tentando me distrair das minhas tais lembranças?_ Eu pergunto percebendo sua intenção. br /O mais estranho era que havia funcionado, eu não estava pensando nem nas minhas lembranças dolorosas ou no infeliz encontro com Lance. Nem mesmo a missão de ontem estava me preocupando agora. Eu só conseguia me concentrar em nós dois, e naquele momento tão raro na minha /- Está funcionando?_ Felicity pergunta com uma falsa cara de vergonha por ter sido pega no flagra, mas em seus olhos ela estava mesmo incerta sobre seu poder de persuasão. br /Mas eu sabia bem como acabar com aquela insegurança. br /Sem que ela percebesse o que iria fazer capturei seus lábios no meus num beijo surpresa. Ela arfa surpresa com meu ataque mas não foge à minha investida, ao invés disso ela responde com o mesmo entusiasmo. br /Beijar Felicity havia se tornado algo necessário. Indispensável. br /O modo como ela respondia a mim era indescritível. Como se fosse a coisa mais normal do mundo, como se fosse natural, certo./p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Felicity POV/p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Dor. Era a única coisa que eu via no olhar de Oliver. br /Ele não estava ali presente, sua mente estava distante desde a conversa com o detetive Lance e eu não podia culpá-lo. Lembrar o trágico acidente que marcou sua vida e ainda matou seu pai não devia ser algo fácil de se tirar da memória. br /Por mais que minhas tentativas de distração tenham dado certo, Oliver estava diferente do de algumas horas atrás. br /- Então você foi expulso de quatro faculdades?_ Eu dei ênfase à quantidade de faculdades que ele havia sido expulso por que era realmente inacreditável. Sinto ele dar de ombros e endireito meu corpo desencostando dele para olhá-lo nos olhos. Ele não parecia nem um pouco arrependido de ter esses feitos no seu currículo. Ele me puxa de volta colando minhas costas em seu peito novamente me cercando com seus braços, e ficamos sentados observando as crianças brincarem enquanto /- Não eram curso que eu queria ter feito._ Ele tenta se explicar mas sua voz não me convence, viro minha cabeça para olhá-lo e ele faz uma careta.- Na verdade eu não queria ter feito nada naquela época._ Ele admite, mas dessa vez tem a decência e ficar constrangido. br /- E como foram essas expulsões?_ Realmente alguém expulsou um Queen de algum lugar? Eles não eram a realeza da cidade? Seja lá o que live deveria ter feito para ser expulso teria que ter sido algo muito grave para causar uma expulsão. A expulsão dele. br /- A primeira por comparecer à aula bêbado e seminu. Vou ter que perguntar ao Tommy, não me lembro muito bem, mas tenho quase certeza de que assediei a professora na frente de todos._ Eu o encaro boquiaberta não acreditando no que ele estava me contando. br /- Pelado?_ Solto antes de pensar. Meu cérebro soltou a palavra que ele achou mais interessante, para minha vergonha.- Digo, assédio. Assediou a professora?_ Tento novamente, apesar estar sentindo tanto calor que minhas bochechas estavam formigando. br /Oliver me encara sorrindo educadamente mas sei que quer rir da minha /- Sim._ Ele diz carinhosamente compadecido com o nível do meu embaraço alisando minhas bochechas delatoras.- A segunda se eu não me engano foi por ter insultado o diretor no meio de uma palestra._ Aquilo não era motivo para uma expulsão. Uma suspensão talvez mas não uma expulsão.- Eu gritei aos quatro ventos que havia dormido com a filha dele na sala dele._ Devo ter dito alto de novo, por que Oliver completou sua aventura me deixando estarrecida de novo. br /- Na sala da direção da faculdade?_ Eu não acho que consiga ficar mais constrangida. Ele havia transado na sala do diretor. Ele assente achando graça de mim novamente.- As outras duas também têm algo relacionado a sexo?_ Não consegui segurar minha curiosidade. Ele desvia o olhar do meu constrangido de novo, afirmando minhas /Me afasto completamente dele sentando de frente para ele tentando ver melhor sua reaçã /Eu já havia conseguido deixar Oliver constrangido duas vezes. Acho que tinha um novo /- Se serve de desculpa para algo eu era jovem e inconsequente. Não pensava muito._ Ele tenta se justificar ainda evitando meus /- Oh, não você pensava. Só não era em estudar._ Eu digo ainda constrangida, mas era bom provocá-lo. Pelo menos daquela vez não era eu quem estava envergonhada. Meu comentário faz ele me encarar surpreso e ele sorriu /- Como foram seus anos de faculdade Felicity?_ Ele perguntou interessado mas eu não poderia dizer a verdade. Não agora, isso não era um assunto para um domingo perfeito como /- Fui a única garota de uma turma de sessenta e dois alunos. Foi interessante, mas não recomendo a ninguém._ Aquela realmente foi uma experiência única. Se não bastasse sessenta e um homens em uma sala com uma única mulher, eram sessenta e um nerds com uma mulher. Oliver me olhar /- Você estudou anos com sessenta e um homens?_ Eu não sabia como interpretar seu assombro então apenas balancei os ombros indiferente.- Mas devia ter algum namorado._ Ele diz incomodado, e eu gostei de pensar que não era a única com problemas com seu relacionamento /- Sim._ Não queria falar sobre Cooper, mas ele parecia realmente interessado na história.- Na verdade foi meu namorado por anos, desde o colegial._ Eu olho para ele torcendo para que não perguntasse mais nada. Oliver parece pensar no que eu disse e balança a cabeça concordando com seus próprios /- Então você sempre foi um gênio?_ Ele muda de assunto fingindo um interesse pelo meu intelecto mas me sinto agradecida pelo seu /- Gênio? Não chega a tanto, mas sim. Sempre fui muito inteligente._ Admito orgulhosa de mim mesma. Não era segredo para ninguém que eu sou a melhor no que faço e sou mais inteligente que a maioria das pessoas, não tinha porque mentir. Oliver acha graça da minha falta de modéstia e /Ele ia me dizer algo mas seu celular toca. Seja quem for devia ser importante pela cara que ele fez quando olhou o visor ele me pede um segundo levantando do banco e indo atender à alguns metros de mim. Ele parece nervoso pelo jeito desesperado que passava as mãos pelo cabelo e modo que falava. br /Eu já havia reparado nisso. Quando Oliver ficou nervoso no clube com aqueles dois idiotas ele falava com o maxilar travado, como se isso controlasse sua raiva. E ele estava assim agora. Ele me olhou demoradamente antes de dizer algo para a outra pessoa na linha e desligou. O modo como ele parecia hesitante em volta para o banco me preocupou e me levantei para ir até ele, mas ele retornou ao banco /- Está tudo bem?_ Perguntei quando ele parou em minha frente. Ele respirou fundo e me olhou comum sorriso educado, aquele que eu já sabia que tinha algo /- Felicity, você se incomodaria se terminássemos nosso passeio? Apareceu um problema muito sério que preciso resolver com urgência._ Eu não me importava de ir embora, não muito pelo menos teríamos outras oportunidades de passear e ficar juntos como hoje, mas ele estar tão preocupado com seja lá o que for estava me deixando /- Não, claro que não. Mas está tudo bem? Posso ajudar de alguma forma?_ Ofereci minha ajuda sem nem mesmo saber do que se tratava. Vê-lo tão contido de repente estava me /- Não._ O olhar que Oliver me deu não poderia ter outro significado senão pânico. Ele definitivamente não me queria metida nos seus assuntos. Era lógico que ele não queria ninguém estranho nos seus assuntos particulares, mas isso me magoou. Ele estava me colocando de fora. Ele segurou minhas mãos carinhosamente, e pela primeira vez desejei que ele não tivesse feito.- É um problema que somente eu posso resolver. Mas obrigado mesmo assim._ E lá vem outro sorriso /- Tudo bem. Podemos ir para casa agora._ Eu digo me desvencilhando do seu toque e caminhando de volta ao carro pelo mesmo caminho que havíamos tomado até /- Felicity._ Eu o ouço chamar mas não paro de caminhar. Quanto mais cedo chegar ao carro mais cedo chegaria em casa. E mais rápido ainda Oliver poderia resolver seja lá qual for seu problema.- Felicity._ Oliver chamou novamente mas dessa vez segurando meu braço me obrigando a encará-lo.- O que houve?_ Ele perguntou mesmo parecendo já saber a /- Nada. Você tem um problema pra resolver, certo?_ Forço ao máximo minha voz para soar indiferente. Não queria que ele visse como estava magoada com /- Você entendeu errado, eu não quis soar rude com você._ Eu vi verdade em seu olhar, mas mesmo assim não queria mais continuar ali com /- Só me leva pra casa._ Pedi desviando meu olhar dele. Ele me segurou um pouco mais forte antes de me soltar e eu continuei meu trajeto sem olhar para trás para ver se ele estava me seguindo ou nã /O caminho de volta foi silencioso e incomodo. Todo o trajeto minha mente me dizia para não deixá-lo ir embora daquele jeito, com algo inacabado entre nós. Mas meu orgulho não queria me deixar falar com ele. Eu estava magoada pelo modo que ele havia me posto de lado, mas também estava com medo dele entender isso com um adeus. br /Agora nós estávamos dentro do carro parado em frente minha casa e eu não sabia o que /- Então._ Eu não queria ser a primeira a falar, mas ele não parecia muito inclinado a falar.- Obrigada pelo passeio, e a excursão pela cidade._ Digo sinceramente, mas não estava certo. Tudo o que havíamos conquistado durante o dia parecia ter evaporado. Eu não conseguia nem olhar para /- Foi um prazer, acredite._ Ele diz e sinto ele me encarar. br /Balanço a cabeça sem um motivo certo, apenas por fazer, aperto mais meus dedos em minha bolsa e seguro a maçaneta da porta do carro indecisa do que /Eu realmente não queria ir embora assim. br /- Oliver._ Eu o chamo e me viro sem saber o que dizer, mas precisava dizer algo. Se depois disso nada acontecesse, pelo menos saberia que havia tentado. Ele me encara cheio de expectativa mas não tinha o que dizer, minha imaginação não havia chegado nessa parte. br /- Somos dois então._ Ele diz concordando com meu pensamento que claramente havia dito alto. br /Ficamos nos encarando por um tempo indefinido até que me dei conta de algo. br /Não importava o havia acontecido a pouco tempo, nosso quase desentendimento ou minha mágoa com ele naquele momento. br /Eu poderia esquecer tudo, o notebook, seus talvez amigos mafiosos, seus compromissos que eu não devia saber, minhas suspeitas. Tudo. Eu esqueceria tudo, se ele prometesse não me machucar, se ele prometesse não me deixar. br /Essa compreensão sobre uma parte da bagunça que estava minha mente estava me deixando vulnerável, exposta. Eu precisava sair dali. br /- Nos vemos amanhã?_ Pergunto disfarçando minha voz aflita com um sorriso e me arrependo logo em seguida quando ele me sorri de volta. br /- Claro. Almoça comigo?_ Ele pergunta capturando minha mão que graças aos céus não estava tremendo. O desespero tomando conta de mim. br /- Sim._ Concordo rapidamente querendo acabar com a conversa. Vejo Oliver se aproximar mais e congelo no lugar. br /Eu nunca pensei que um dia fosse desejar que ele não me beijasse, mas naquele momento aquilo me atiraria em um precipício de emoções que eu não estava preparada. Mas assim que ele encostou seus lábios nos meus, eu não tinha mais escolha. br /Oliver segurou minha cabeça no lugar com a mão livre, e entrelaçou os dedos das nossas mãos juntas. Eu não tinha mais defesas contra isso, nunca mais teria. br /Ele pede passagem com sua língua e deu cedo sem hesitação. br /Era impressionante como a compressão dos seus sentimentos mudava tudo. Não éramos mais dois corpos unidos pelo desejo de ter o que era oferecido naquele momento, haviam sentimentos em jogo. Meu coração estava em um possível ataque cardíaco. Meus pulmões não respondiam mais a minha vontade e meu cérebro tão brilhante, estava derretendo. Dando seu lugar lógico e racional ao inconstante e turbulento coração. Tudo havia mudado para mim. br /Eu respondo as investidas da sua língua tentando dizer sem palavras minha confusão, meu desespero. br /Sinto seus dedos apertando suavemente meus cabelos em minha nuca, ele começa a se afastar mas eu o prendo com minhas mãos. Ainda não estava preparada para soltá-lo. Ele cede e faz minha vontade, nosso beijo se intensificando mais. Mas se separa de repente me abraçando forte em seguida e eu o aperto em meus braços. br /- Eu sei que prometi esperar o seu tempo, mas se continuarmos nos beijando assim vou ter que quebrar minha promessa._ Ele admite com sua voz abafada, sua respiração ofegante exatamente como a minha. Eu o aperto mais forte breve te antes de soltá-lo. br /- Até amanhã Oliver._ Eu me despeço não respondendo ao seu comentário de propósito. Ele me olha atentamente e vejo que ele percebe que algo mudou. br /Ele junta minhas duas mãos e as levanta beijando cada palma antes de me olhar. br /Pelo visto teria que me acostumar com meu coração disparando sempre que ele me olhasse. br /- Até amanhã Felicity._ Eu ainda o olho mais uma vez antes de sair para o sol da tarde. br /Não olhei para trás para ver se ele ainda estava lá, apenas corri até minha porta sem me importar com o que ele pensaria e entrei a batendo com mais força que o normal. br /Senti minhas pernas trêmulas e meu coração batendo ainda mais descompassado, sem forças deixei meu corpo escorregar pela porta até o chão. br /- Eu estou apaixonada._ Eu digo pela primeira e sinto meu corpo convulsionar.- Eu estou apaixonada pelo Oliver._ O meu Deus, como eu deixei isso acontecer tão depressa? br /O que eu deveria fazer? br /Me afastar dele não era uma opção, não conseguiria. Deveria dizer a verdade e enfrentar a situação de frente, ou esperar que um milagre acontecesse e ele também estivesse se apaixonando por mim? br /Me assusto quando sinto uma lágrima rolar por minha bochecha mas não a seco. Não importava. Ninguém estava vendo mesmo. br /'Eu queria não estar tão sozinha'. Penso me sentindo solitária na minha própria casa. br /- Por favor Oliver, não me machuque._ Peço olhando para o teto mas minha prece indo mais além./p