p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Oliver POV/p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"John havia me ligado para falar sobre Waller. br /Como havíamos previsto ela não estava feliz com nosso pequeno desentendimento com seus homens na noite passada, o que significava que estávamos fora do caso. Não que nós fossemos lhe dar ouvidos. br /Era minha cidade. Meus amigos e família estavam em perigo, ela não teria escolha. br /Mas Dig também tinha dito que ela havia conseguido chegar a Felicity. Agora era só uma questão de tempo, e não seria muito. br /E falando em Felicity. Havia alguma coisa errada com Felicity. br /Se tinha alguma coisa que todos esses anos haviam me ensinado era ler as pessoas. E Felicity definitivamente estava com algum problema bem sério. br /As pesquisas que havia feito sobre ela não mostraram nenhum grande acontecimento ruim na vida dela. Nenhuma tragédia, ou trauma. E isso me deixava muito intrigado, ninguém tinha uma vida tão perfeita assim. br /E o tal namorado da faculdade também não havia sido mencionando. E isso era o pior. br /- John, preciso de outra pesquisa sobre Felicity._ Ele se assustou com minha entrada brusca na Cave. Por sorte nem Thea, ou Roy estavam presentes. br /- Algo errado?_ Ele se senta na mesa dos computadores começando a fazer o que pedi. Fico parado parado ao seu lado impaciente demais para esperar. Ele me empurra um relatório sobre os passos de Waller em relação a Felicity. br /Não fico surpreso em saber que ela já sabia tudo o que nos sabíamos sobre Felicity. Incluindo nosso recente relacionamento. br /Amasso o relatório o jogando do outro lado do porão. br /- Lyla está monitorando?_ Pergunto indo para o outro lado do porão. Precisava bater em algo. br /Deixo minha camisa pelo caminho e pego as /- Ela sabe até quantas vezes a Waller vai ao banheiro. Não vamos perdê-la de vista._ Ele garante tentando me acalmar. Sem sucesso. br /Prefiro ficar em silêncio enquanto desconto o que posso no saco de areia, meus pensamentos não eram muito sociáveis no momento. br /A todo momento a imagem de Felicity frágil e perturbada voltava a minha mente, e isso estava me matando. De algum modo a culpa era minha, eu sabia disso. br /Em compensação imaginar Waller chegando até ela, me fervia o /Elas não iriam se encontrar, já estava decidido. br /- Oliver._ John me chama me desconcentrando quando ia chutar o saco. Olho para ele e a cara dele não é boa.- É melhor você ver isso._ O modo como ele fala me assusta. Me apresso até o computador e vejo uma página de arquivo da A.R.G.U.S que parecia ser de uma ficha criminal. br /- Isso é impossível._ Murmuro surpreso demais com o que estava vendo. Sinto John me encarar mas não consigo parar de olhar aquilo. br /Felicity havia sido presa na época da faculdade. E isso não era o pior. Ela havia sido presa por causa do tal namorado. br /Os dois haviam criado um programa capaz de retardar a localização de qualquer pessoa. Nas mãos das pessoas certas, ou erradas, aquilo era extremamente perigoso. br /Na ficha não dizia muita coisa, a não ser que haviam sido os dois a criar o programa mas apenas Cooper, esse era o nome dele, havia usado o programa e fugido depois. Felicity havia sido obrigada pela polícia a caçar o namorado para não ir para cadeia. Ela não demorou a encontrá-lo, e a polícia o pegou. br /Depois de algumas semanas ele havia sido encontrado morto na cela. br /Felicity havia sido indiciada como cúmplice e pago com serviço comunitário. br /- Por que não encontramos isso antes?_ Eu digo ainda não acreditando no que tinha acabado de ler. John se mexeu inquieto na /- Ao que parece alguém que conhece muito bem de programas e toda essa tecnologia escondeu muito bem essas informações._ Seu tom era bem sugestivo. Como eu desconfiava, ela era um gênio desde sempre.- Lyla achou mais coisas sobre ela, nada referente à isso, mas ainda assim importantes. Talvez até mais que isso. Mas ainda não pode me enviar._ Ele avisou, e eu não sei o que pensar. br /- Eu nunca imaginária algo assim._ Confesso ao meu amigo. Estava me sentindo traído mesmo sem nenhum motivo. Eu devia ser o último a julgar alguém por ter um segredo tão obscuro assim, mas era ela que estava jogando o jogo da verdade. br /- Vocês se conhecem a dois dias. Sem contar o primeiro encontro._ Ele diz como se justificasse algo.- Não pode esperar que ela abra sua vida assim do nada. Confiança tem que ser conquistada, pensei que soubesse disso._ Ele disse sabiamente. Eu sabia disso, eu também não confiava nas pessoas. br /Mas meus motivos eram extraordinários, iam além do resto das pessoas. br /- Não sei o que fazer com essa informação._ Digo confuso.- Não sei o que fazer em relação a ela._ Encaro John pedindo silenciosamente que ele me iluminasse com a solução. br /- Não há o que fazer._ Ele diz me encarando atentamente analisando minhas reações.- Ou você espera que ela confie em você e ela mesma conte a você o que aconteceu. Uma ficha criminal não é grande coisa, ainda mais por causa de um idiota que brincou com ela. Agora, se você quer cair fora, ainda dá tempo. _ Ele da de ombros despreocupado. Eu o encaro sem entender o sentido do que ele havia dito. br /- Tempo do que?_ Pergunto olhando para ele com um pressentimento ruim. br /- De terminar o que nem começou._ Ele diz categoricamente para ter certeza que eu havia entendido. br /- Terminar o que nem começou._ Repito para entender melhor a seriedade dessa decisão. Possivelmente era a melhor saída. Antes que as coisas se complicassem ainda mais. Eu não precisava de mais problemas. Era o certo. Eu deveria fazer isso. br /- A menos que você não queira._ Ele diz com uma indiferença que eu sabia que ele não sentia. Eu não estava com paciência para joguinhos naquele momento. br /- Quer dizer logo o que está pensando?_ Digo mau humorado. Ele segura aquele sorriso idiota e se levanta parando perto de mim. br /- Você tem alguma idéia de quantas vezes sorriu nessa semana?_ Eu o encaro abismado com aquela pergunta. br /O que aquilo tinha a ver com meu talvez futuro rompimento de algo que nem havia começado com Felicity? br /- Eu vou precisar de mais, por que não entendi sua preocupação com meu bom humor._ Respondo honestamente sua pergunta sem cabimento. br /- Você quando não quer enxergar algo é pior que Lyla._ Ele resmunga e segura meus ombros já sem paciência comigo. O que não acabaria bem, já que eu também estava sem paciência com ele.- Oliver você realmente não se importa de parar de ver Felicity?_ Sua pergunta incisiva me pega de surpresa pela minha reação à ela. br /Claro que eu me importava de não ver mais Felicity. Eu me sentia bem com ela. Era algo novo, bonito. br /A pergunta de John estava começando a fazer sentido. br /Desde a tarde em que conheci Felicity Smoak eu estava diferente. Meu humor havia mudado. Andava menos carrancudo, mais leve. br /Ela era o ponto positivo no meu dia. E claramente ficava mais tranquilo a noite quando verificava que ela estava segura em sua casa. br /Felicity era uma boa pessoa, com princípios. E honesta apesar de tudo. br /Ela tinha problemas para confiar nas pessoas, eu também tinha o mesmo tipo de problema. Mas eu tinha a vantagem de saber o que ela estava escondendo, e poderia trabalhar na conquista da sua confiança com calma. Não podia deixar isso passar por tão pouca /- Temos problemas._ A voz de Roy apareceu do nada na Cave nos pegando de surpresa. Nós dois nos viramos para para ele preocupados.- E você não vai gostar._ Ele diz para mim e algo em sua voz me diz que ele tinha razão. Ele vai direto para seu traje e eu encaro John apreensivo. Eu não iria gostar. br /- O que houve?_ Digo já indo até meu traje. O dia hoje só piorava. br /O silêncio após minha pergunta me travou. Algo estava muito errado. Me viro para os dois que estavam se encarando com olhares bem significativos,eles me olham apreensivos. br /- O que houve?_ Repito lentamente, deixando claro que não ia repetir novamente. Roy me olhar preocupado. br /- Estou com medo da sua reação._ Ele admite. John vai até seus equipamentos e começar a se preparar calado. br /- Roy._ Ele levanta as mãos rendido e suspira se preparando para dizer. br /- Waller._ Ele começa e eu já sei o que ele vai dizer.- Ela pegou sua garota._ Ele termina de falar mas eu já estou com o arco e a aliava em seus devidos lugares. Comigo. br /- Como você descobriu isso?_ Escuto John perguntar mas estou concentrado escolhendo quais flechas levar. br /Se ela estivesse no Centro de Operações da A.R.G.U.S precisaria ser totalmente discreto para entrar. br /- Eu vi Oliver e Felicity no parque, foi totalmente por acaso, eu estava passando. E já estava indo embora quando reconheci um dos agentes da Waller. Ele estava seguindo eles eu pensei que ele estava atrás do Oliver por causa de ontem._ Ele explicava, e dava pra sentir a angústia em sua voz.- Então eu segui os dois até a casa da Felicity e o cara também. Mas você foi embora e ele não._ Eu sabia que ele estava se dirigindo a mim, mas não queria olhar para ele.- Eu sinto muito Oliver, mas eu estava sozinho contra todos aqueles homens e não tinha como impedir eles de levarem ela sem denunciar que eu era._ Ele realmente estava se sentindo mal por não ter feito nada. br /Mas não chegava nem perto de como eu me sentia. Felicity estava frágil hoje, estava vulnerável. Eu a deixei vulnerável. E agora deveria estar assustada, com medo e sozinha. br /Eu conhecia Waller muito bem, ela estava levando isso para o lado pessoal. Ela iria usar Felicity para me atingir. br /- Eu sabia que isso ia acontecer. Merda!_
Eu soco a maca forte o suficiente para amassá-la, precisava bater em algo novamente para me acalmar.-Se ela fizer algo à Felicity, eu juro que dessa vez eu mato ela._ Eu prometo a mim mesmo e isso me acalma um pouco, mas ainda estou irado. br /Eu não podia deixa-lá sozinha. br /Pego um dos comunicadores e me encaminho para a escada. br /- Oliver precisamos de um plano._ John me impede de sair entrando na minha frente.- Você não pode simplesmente chegar lá e pegar ela._ Ele tenta me persuadir mas eu não quero ouvir. Dou um olhar de aviso para ele se mover e ele o faz mesmo contra sua vontade.-Waller vai estar protegida e pode machucar a Felicity._ Ele tenta de novo, e dessa vez eu /'Droga. Pensa Oliver!'. Penso me obrigando a pensar com clareza. Mas não me viro para eles, não quero que me vejam assim. br /Escuto John tentar ligar para Lyla e pragueja em seguida. br /Esse era o próximo passo, cortar todos os meios de comunicação. O passo seguinte seria locomoção. E eu não podia deixá-los levarem Felicity para longe. br /- John._ Eu tento apressá-lo, minha paciência não iria aguentar muito. br /- Lyla não atende. Ela estava em casa, Oliver._ O pânico na voz dele me faz olhar para ele. Ele definitivamente estava em pânico. Sara e Lyla estavam em casa. Não posso pedir para ele me seguir dessa vez. br /- Vá para casa ver se elas estão bem e me ligue avisando._ Peço antes de sair correndo pela escada ignorando os pedidos de Roy para esperá-lo. br /Quando chego no lado de fora ainda está muito claro apesar do sol estar começando a se pôr, então teríamos que ir com o carro da equipe. br /Roy entrou no o carro comigo sem perguntar nada, e nós partimos em direção ao primeiro lugar que me veio a mente. br /O galpão. br /'Ollie'. A voz de Thea chega pelo comunicador quando estamos chegando perto do galpão. Iríamos ter que deixar o carro o mais longe possível para evitar sermos descobertos. br /- Speedy._ Respondo automaticamente, por que minha atenção está no mato que teríamos que entrar. br /'Me diz que você tem um bom plano'. Ela pede com preocupação em sua voz. Olho para Roy que também está com o seu comunicador ouvindo tudo. Ele me lança um olhar sugestivo e chegamos a mesma conclusão. br /- Não é o plano, mas vai dar certo._ Dou ênfase para fazê-lá acreditar que tínhamos um. A escuto suspirar pesadamente, e sei que ela não acreditou. br /'Você é um péssimo mentiroso Oliver. Vou ver como posso ajudar vocês daqui, tem que haver alguma coisa que eu possa fazer._ Sua voz sai agitada, ela estava tentando descobrir como nos ajudar. Observo Roy sorrir orgulhoso dela. br /- Obrigado Speedy._ Agradeço não só pela ajuda que ela estava oferecendo. Ela suspira de novo. br /'Só não se machuquem muito'. Ela brinca e dou por encerrada nossa conversa. br /Olho para Roy e ele assente uma vez pronto para qualquer coisa, e entramos no mato. br /Estranhamente não havia ninguém nos esperando na vegetação ao redor do galpão, ninguém estava fazendo a vigia. Faço um sinal e nós dois subimos em uma árvore que nos daria visão privilegiada. br /- Isso não é bom._ Roy comenta ao meu lado no galho. Eu me limito a balançar a cabeça concordando. Se não fosse pela luzes vindas de dentro ninguém diria que havia alguém do lado de dentro. br /- É uma armadilha._ Deduzo sem nem precisar pensar muito. br /- E nós vamos cair nela, certo?_ Ele parecia animado em ser capturado. Eu o encaro sem entender aonde ele queria chegar.- Eu não estou feliz com isso se é o que está pensando. Só quero pegar sua garota de volta._ Ele se apressa em explicar com medo da minha cara. Mas sei que ele também está se sentindo culpado. br /- Isso se Waller já não tiver contado a verdade a ela sobre quem eu sou._ Havia pensando nisso todo o trajeto. O que Felicity diria? Pedir para sair comigo era uma coisa. Pedir para aceitar o Arqueiro era outra completamente diferente. E eu havia praticamente a sequestrado no dia anterior. Eu havia sedado ela. br /- Um problema de cada vez. Vamos tirar Felicity de lá e depois resolvemos isso._ Olho para ele surpreso com suas palavras, mas ele encolhe os ombros encabulado. Ele tinha razão. Um problema de cada vez. br /- Vamos._ Eu digo. E nós dois saltamos da árvore aterrissando no chão com um baque /Eu faria Waller se lembrar do por que era melhor não mexer comigo./p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Felicity POV/p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Isso já estava ridículo. br /Ser convidada a ajudar era uma coisa, ser arrastada até aquele galpão contra a minha vontade era outra. br /'Convidada? Como você é sutil Felicity'. Penso zombando de mim mesma. br /Eu teria ajudado o Arqueiro de boa vontade mesmo se ele tivesse me obrigado. Eu tinha minha admiração bizarra por ele. Seria como ajudar o Robin Hood dos tempos modernos. br /Mas isso era ridículo. br /Olho para os lados, procurando alguma forma de me soltar daquela maldita cadeira, enquanto finjo estar mexendo na bomba. Não era legal amarrar alguém em uma cadeira de frente à uma bomba. E nem ao menos era uma cadeira confortável. Eu já havia dito tudo o que tinha dito ao Arqueiro mas a tal da Waller mas ela estava irredutível. br /Ela havia sido bem clara. Ela se encarregaria de impedir que o tal fabricante crie outra bomba e eu desarmaria essa. Sem mais opções. br /Pelo menos era uma distração dos meus sentimentos. br /- Não é hora pra isso, foco Felicity._ Repreendo a mim mesma empurrando Oliver, Cooper, e meus medos para o fundo de minha mente e me concentrando na bomba. br /Mas não havia o que fazer. Mesmo com todo esses equipamentos ao meu dispor, não havia o que fazer. br /- Ei._ Eu chamo o guarda perto da porta com aquela máscara que me dava arrepios. Ele vira a cabeça para mim e eu acho que estava me olhando.- Posso beber água ou vou ter que esperar isso também?_ Não quis soar petulante, mas não estava no meu melhor humor desde que fui amarrada e vendada na minha própria casa. Ele pareceu conversar com alguém mesmo estando parado ali sozinho, deveria ser algum comunicador e em seguida saiu por uma porta lateral me deixando sozinha. br /Tento mais uma vez puxar as cordas em volta dos meus tornozelos que me prendiam a cadeira mas elas nem se movem. A voz da minha mãe me dizendo que ficaria linda num uniforme de escoteira soa em minha cabeça. E me arrependo de não ter feito aquela vontade dela. br /Um grito agoniado do outro lado da mesma porta por onde ele havia saído me assustou e paro o que estava fazendo olhando para a porta. br /Na minha cabeça a única pessoa que poderia estar ali fazendo toda aquela bagunça era o dono dessa coisa enorme na minha frente. br /Em seguida ouço tiros e mais gritos, vários deles. br /Dois homens de preto entram no galpão parecendo fugir de algo e de colocam ao meu lado mas nenhum deles faz menção alguma de que iria me soltar. Mas antes que eu possa pedir para me soltarem ouço o zumbido de algo passando muito rápido e sinto meus pés livres. br /Olho para os meus pés imediatamente e vejo duas flechas verdes fincadas no chão com as cordas cortadas caídas em sua /O /Olho ao redor procurando por ele, mas ele não estava lá. br /- Eu não vou levar outra surra deles._Escuto um dos homens dizer nervoso ao meu lado e ele agarra meu braço me erguendo sem nenhum cuidado. br /- Ai._ Reclamo sentindo dor onde ele estava me apertando. br /- Não é uma boa idéia Tim, ele veio até aqui por causa dela e você vai usá-la como escudo?_ O outro diz tentando fazer o que se chamava Tim me /Ao invés de me soltar ele se escondia e atrás de mim literalmente me usando como um escudo. br /- Ele pode levá-lá se quiser, desde que não encoste em mim._ Tim diz atrás de mim. Apesar da sua valentia comigo ele estava com medo do Arqueiro. br /De repente as luzes do galpão se apagam, deixando somente a luz fraca do sol entrar pelas janelas altas e a bomba que brilhava como uma árvore de natal. br /- O que aconteceu?_ O guarda bonzinho indaga assustado apontando sua arma para todos os /- Ele prefere o escuro._ Consigo dizer e me orgulho da minha não ter saído trêmula ou fraca. O guarda atrás de mim me segura mais próxima a ele e também aponta sua arma para vários pontos escuro dos galpão. br /- Vamos do jeito fácil ou do difícil? Vamos deixar vocês escolherem._ Diz uma voz que eu não conhecia, não era mecanizada como a do Arqueiro, só podia ser o Arsenal. br /Me sinto lisonjeada pelos dois terem vindo por mim, mesmo que seja culpa deles. Afinal, eles foram pedir minha ajuda e me meteram nessa. br /Mas não significava que eles eram obrigados a me socorrerem, então eu deveria me sentir agradecida por isso. br /- Melhor decidirem logo, meu amigo não é tão paciente quanto parece._ Ele avisou e os dois guardas se olharam indecisos mas optaram por acatar a sugestão do Arsenal. br /Devagar os dois soltaram as armas que caíram no chão com um barulho metálico irritante e o guarda que estava me segurando pelo braço me empurrou para frente sem qualquer aviso. Eu não estava preparada para aquilo e tropecei nos meus próprios pés caindo de joelhos no chão, precisando usar as mãos para não ir de com a cara de encontro ao chão imundo. Na mesma hora sentir minha pele das mãos arder e os joelhos doerem. br /Me levantei com uma certa dificuldade e olhei brava para o guarda que havia me empurrado sem necessidade. Mas não tive tempo de dizer nada. br /Uma montanha de músculos verde passou por mim e agarrou o guarda pelo pescoço o jogando contra a parede com uma força descomunal. O guarda até tentou levantar mas o Arqueiro o prendo no chão com um pé em seu peito. br /Eu não sabia o que ele iria fazer, mas não parecia ser boa coisa. br /Minhas suspeitas se confirmaram quando eu o vi puxando um flecha e armando seu arco. br /- Arqueiro._ A voz do Arsenal soou mais próxima e eu o vi perto das sucatas dos carros. Me virei novamente para o Arqueiro vendo que ele não iria parar. br /- Espera._ Eu pedi não sabendo bem o porque. Só não queria que ele matasse um homem, ainda mais na minha frente.- Você vieram por mim, certo? Estou livre. Vamos embora, não precisar machucar ninguém._ Eu o vejo vacilar, mas ainda assim está mirando o homem no chão.- Por favor._ Completo dando um passo inconsciente na sua direção. Ele solta o que parece ser um grunhido e desarma seu arco. Não seguro meu suspiro de alívio. O homem no chão também relaxa visivelmente aliviado, mas o Arqueiro chutar sua máscara com força o fazendo desmaiar.- Desnecessário, mas melhor que a outra opção._ Pondero em voz alta e vejo pelo modo que ele se inclinou na minha direção que ele havia escutado.- Digo, obrigada. Aos dois._ Olho para trás e vejo que o Arsenal ainda está no mesmo local, ele balança a cabeça aceitando meu agradecimento e eu me sinto melhor com /- Vamos embora, antes que os demais cheguem._ A voz mecanizada do Arqueiro me assusta as não o deixo perceber. Ele passa por mim apressado de novo e sinto um cheiro familiar. Não sabia bem do que ou de quem, mas era /- Não temos muito tempo._ Arsenal diz indo até a porta e a abrindo com cautela e espiando do lado de fora.- Vamos._ Ele sai na frente e o Arqueiro espera por mim para sair. br /Saio com esperança de reconhecer o local onde estávamos, mas nada. A única a vista era mato. br /Eu sabia que ele haviam lutado do lado de fora mas aquilo era impressionante demais para ser verdade. br /- Vocês dois contra eles?_ A pergunta era mais para mim mesma do que para eles, mas Arsenal, que era mais simpático, não se importou em responder. br /- E ainda têm mais._ Ele parecia orgulhoso disso. Olhando para todos esses corpos caídos no chão, que deviam ser pelo menos vinte, eu também estaria orgulhosa. br /- Eles estão apenas desacordado ou._ Não consegui terminar a pergunta imaginando se alguém ali estava morto. Podia sentir meu estômago se rebelar. br /- Não estão mortos._ Foi o Arqueiro que respondeu ao meu lado. Olhei instintivamente para ele mas ele estava com a cabeça inclinada para o outro lado. br /Havia algo nele que me era familiar. br /Talvez já havíamos nos cruzado pelas ruas. Possivelmente era isso. br /Essa era uma das coisas que me atraia nele. O mistério. br /Sem falar mais nada ele caminha para as árvores que rodeavam o galpão e eu o segui com Arsenal atrás de /Eles eram quietos, reservados. Ninguém falou com ninguém, só andamos para algum lugar no meio de todo aquele mato e alguns insetos. Minha cabeça estava começando a doer por conta de todo estresse. Minhas pernas estavam começando a doer por causa da superfície do chão que não facilitava a caminhada e por todo o passeio com Oliver pela cidade. br /Eu estava muito cansada psicologicamente. E agora estava cansada também fisicamente. Depois de andar alguns metros decido tentar um diálogo com eles. Ou só com Arsenal, já que era provável que o Arqueiro não me respondesse. br /- Só por curiosidade, quando me trouxe aqui ontem eles não gostam muito, não é?_ Eu pergunto me lembrando do que o guarda havia dito sobre outra surra. br /- Não. Eles não tão amigáveis quanto nós._ Como previa foi Arsenal que me respondeu. br /- Amigáveis?_ Repito não muito certa disso, os homens desmaiado discordariam deles. br /- Não te obriguei a vir._ A voz do Arqueiro soou mais grave me assustando novamente. Ele estava se referindo ao dia anterior, enquanto abria caminho para mim por entre os arbustos, seria um bom momento para espiar seu rosto mas ali no meio de um monte de árvores estava escuro. E ele sabia disso, por isso não se mexeu quando passei por ele o encarando. br /- Certamente não, mas me sedou._ Jogo de volta deixando claro que não havia gostado do modo dele ser amigável comigo. Ele se empertigou todo parecendo assustador com todo aquele tamanho, mas eu não iria dar o braço a torcer. br /- Eu não te machuquei._ Ele aponta, é um bom ponto. Mas eu também tenho meus pontos. br /- Você me sedou duas vezes._ Rebato já não controlando minha /- Foi necessário._ Ele ainda diz mas não parece tão convicto quanto antes. br /- Um simples pedido para não olhar serviria._ Eu digo ainda irritada com ele. Ele ia rebater de volta mas a risada do Arsenal chamou nossa atenção. br /Ele estava parado casualmente encostado numa árvore com os braços cruzados sobre o peito nos encarando. E rindo pelo visto. Eu nem havia percebido que havíamos parado de caminhar. br /- Desculpem, mas não consegui me segurar._ Ele não estava parecendo constrangido. br /'Ótimo, passar vergonha na frente dos dois heróis da cidade era tudo o que precisava para terminar o dia'. Penso caçoando de mim mesma. br /- Somos o que?_ O Arqueiro pergunta me fazendo perceber que havia pensado alto de novo. br /- Eu disse alto, não disse?_ Olho para os dois e os dois balançam a cabeça confirmando.- Eu sabia que um dia isso ia acontecer._ Brigo comigo mesma. Dentre todas as pessoas que eu poderia ter confessado minha admiração por eles, mas principalmente pelo grandão de verde ali na minha frente, eles eram os únicos que não deviam saber. Mas agora que eu já havia deixado escapar pra eles, não faria mal nenhum confessar que eu admirava o trabalho deles - Ok, eu meio que admiro o que vocês fazem. Digo, essa coisa de pegar os caras maus e salvar as pessoas._ Eu não deveria me sentir constrangida, eu era a que estava fazendo o elogio mas mesma assim podia sentir o formigamento no /Os dois não disseram e nem tivemos tempo para continuar nossa conversa por que começamos a barulhos por todos os lados. br /- Vamos, agora._ O Arqueiro disse alarmado e me segurou pelo braço com uma delicadeza que nunca imaginaria que ele teria e começou a correr me puxando com ele. Olhei para trás mas Arsenal não estava mais lá.- Ele vai atrasá-los._ Ele solta como se estivesse lendo minha mente. br /- Ele vai ficar bem?_ Pergunto preocupada com ele, se alguma coisa acontecesse com ele nunca me perdoaria. br /- Ele tem aquele nome por uma razão._ Ele diz firme mas consigo identificar preocupação na voz dele.- Assim que chegarmos no carro você vai sair daqui. Não olhe para trás e nem hesite. E não vá para casa, entendeu?_ Ele me dava instruções de como sair daqui, mas a única coisa que passava na minha cabeça era que ele devia estar lá com o amigo e não aqui /- E para onde eu vou?_ Eu queria ir pra casa, me trancar no meu quarto e não sair de lá pelo próximo século. Ele não me responde, ao invés disso ele pára quase me fazendo trombar nele. Observo ele espiar entre as árvores por um instante antes de me puxar para sua frente me entregando uma chave de um carro. br /- Vá para qualquer lugar muito movimentado de onde você consiga fugir caso eles apareceram de novo._ Ele falava devagar, seria insultante a minha inteligência se eu não estivesse tão apavorada. br /Era domingo, não tinham muitos lugares que ficavam tão movimentados num domingo a tarde. br /- E se eles me acharem?_ Não queria pensar no que aconteceria se me encontrassem de novo. br /- Seja mais inteligente que eles. Não vai ser problema para você._ Ele estava me elogiando, um baita avanço.- Fique em movimento, e não use cartões ou seu celular. Agora vai._ Ele moveu um galho da árvore ao nosso lado e vi um carro preto sem placa, muito bonito apesar de não entender nada de carros. Vou em direção ao carro mas paro me virando para ele. br /- Como vou te devolver o carro?_ Ele ao que parece olha longamente, e inclina a cabeça para trás como se tivesse escutado algo. br /- Ainda vamos nos encontrar essa noite Felicity. Agora vai._ E sumiu mato adentro. E eu entrei no carro. br /O carro ligou na primeira tentativa o motor incrivelmente silencioso, e eu sai de lá. Eu não parei para pensar no que ele havia me dito e fiz o que ele mandou. br /- Não olhar para trás. Não hesitar. Procurar um lugar movimentado. Não usar cartões e não usar o celular. Pra onde eu vou?_ Indago a mim mesma me sentindo perdida. Não conhecia ninguém na cidade além de Oliver, e sua família. br /Ir para casa dele estava fora de questão. Nem ligar para ele, não podia colocá-lo em perigo. br /Minha única opção era ir para o centro da cidade e torcer para ninguém me perseguir mais essa noite. br /Que dia./p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"John havia me ligado para falar sobre Waller. br /Como havíamos previsto ela não estava feliz com nosso pequeno desentendimento com seus homens na noite passada, o que significava que estávamos fora do caso. Não que nós fossemos lhe dar ouvidos. br /Era minha cidade. Meus amigos e família estavam em perigo, ela não teria escolha. br /Mas Dig também tinha dito que ela havia conseguido chegar a Felicity. Agora era só uma questão de tempo, e não seria muito. br /E falando em Felicity. Havia alguma coisa errada com Felicity. br /Se tinha alguma coisa que todos esses anos haviam me ensinado era ler as pessoas. E Felicity definitivamente estava com algum problema bem sério. br /As pesquisas que havia feito sobre ela não mostraram nenhum grande acontecimento ruim na vida dela. Nenhuma tragédia, ou trauma. E isso me deixava muito intrigado, ninguém tinha uma vida tão perfeita assim. br /E o tal namorado da faculdade também não havia sido mencionando. E isso era o pior. br /- John, preciso de outra pesquisa sobre Felicity._ Ele se assustou com minha entrada brusca na Cave. Por sorte nem Thea, ou Roy estavam presentes. br /- Algo errado?_ Ele se senta na mesa dos computadores começando a fazer o que pedi. Fico parado parado ao seu lado impaciente demais para esperar. Ele me empurra um relatório sobre os passos de Waller em relação a Felicity. br /Não fico surpreso em saber que ela já sabia tudo o que nos sabíamos sobre Felicity. Incluindo nosso recente relacionamento. br /Amasso o relatório o jogando do outro lado do porão. br /- Lyla está monitorando?_ Pergunto indo para o outro lado do porão. Precisava bater em algo. br /Deixo minha camisa pelo caminho e pego as /- Ela sabe até quantas vezes a Waller vai ao banheiro. Não vamos perdê-la de vista._ Ele garante tentando me acalmar. Sem sucesso. br /Prefiro ficar em silêncio enquanto desconto o que posso no saco de areia, meus pensamentos não eram muito sociáveis no momento. br /A todo momento a imagem de Felicity frágil e perturbada voltava a minha mente, e isso estava me matando. De algum modo a culpa era minha, eu sabia disso. br /Em compensação imaginar Waller chegando até ela, me fervia o /Elas não iriam se encontrar, já estava decidido. br /- Oliver._ John me chama me desconcentrando quando ia chutar o saco. Olho para ele e a cara dele não é boa.- É melhor você ver isso._ O modo como ele fala me assusta. Me apresso até o computador e vejo uma página de arquivo da A.R.G.U.S que parecia ser de uma ficha criminal. br /- Isso é impossível._ Murmuro surpreso demais com o que estava vendo. Sinto John me encarar mas não consigo parar de olhar aquilo. br /Felicity havia sido presa na época da faculdade. E isso não era o pior. Ela havia sido presa por causa do tal namorado. br /Os dois haviam criado um programa capaz de retardar a localização de qualquer pessoa. Nas mãos das pessoas certas, ou erradas, aquilo era extremamente perigoso. br /Na ficha não dizia muita coisa, a não ser que haviam sido os dois a criar o programa mas apenas Cooper, esse era o nome dele, havia usado o programa e fugido depois. Felicity havia sido obrigada pela polícia a caçar o namorado para não ir para cadeia. Ela não demorou a encontrá-lo, e a polícia o pegou. br /Depois de algumas semanas ele havia sido encontrado morto na cela. br /Felicity havia sido indiciada como cúmplice e pago com serviço comunitário. br /- Por que não encontramos isso antes?_ Eu digo ainda não acreditando no que tinha acabado de ler. John se mexeu inquieto na /- Ao que parece alguém que conhece muito bem de programas e toda essa tecnologia escondeu muito bem essas informações._ Seu tom era bem sugestivo. Como eu desconfiava, ela era um gênio desde sempre.- Lyla achou mais coisas sobre ela, nada referente à isso, mas ainda assim importantes. Talvez até mais que isso. Mas ainda não pode me enviar._ Ele avisou, e eu não sei o que pensar. br /- Eu nunca imaginária algo assim._ Confesso ao meu amigo. Estava me sentindo traído mesmo sem nenhum motivo. Eu devia ser o último a julgar alguém por ter um segredo tão obscuro assim, mas era ela que estava jogando o jogo da verdade. br /- Vocês se conhecem a dois dias. Sem contar o primeiro encontro._ Ele diz como se justificasse algo.- Não pode esperar que ela abra sua vida assim do nada. Confiança tem que ser conquistada, pensei que soubesse disso._ Ele disse sabiamente. Eu sabia disso, eu também não confiava nas pessoas. br /Mas meus motivos eram extraordinários, iam além do resto das pessoas. br /- Não sei o que fazer com essa informação._ Digo confuso.- Não sei o que fazer em relação a ela._ Encaro John pedindo silenciosamente que ele me iluminasse com a solução. br /- Não há o que fazer._ Ele diz me encarando atentamente analisando minhas reações.- Ou você espera que ela confie em você e ela mesma conte a você o que aconteceu. Uma ficha criminal não é grande coisa, ainda mais por causa de um idiota que brincou com ela. Agora, se você quer cair fora, ainda dá tempo. _ Ele da de ombros despreocupado. Eu o encaro sem entender o sentido do que ele havia dito. br /- Tempo do que?_ Pergunto olhando para ele com um pressentimento ruim. br /- De terminar o que nem começou._ Ele diz categoricamente para ter certeza que eu havia entendido. br /- Terminar o que nem começou._ Repito para entender melhor a seriedade dessa decisão. Possivelmente era a melhor saída. Antes que as coisas se complicassem ainda mais. Eu não precisava de mais problemas. Era o certo. Eu deveria fazer isso. br /- A menos que você não queira._ Ele diz com uma indiferença que eu sabia que ele não sentia. Eu não estava com paciência para joguinhos naquele momento. br /- Quer dizer logo o que está pensando?_ Digo mau humorado. Ele segura aquele sorriso idiota e se levanta parando perto de mim. br /- Você tem alguma idéia de quantas vezes sorriu nessa semana?_ Eu o encaro abismado com aquela pergunta. br /O que aquilo tinha a ver com meu talvez futuro rompimento de algo que nem havia começado com Felicity? br /- Eu vou precisar de mais, por que não entendi sua preocupação com meu bom humor._ Respondo honestamente sua pergunta sem cabimento. br /- Você quando não quer enxergar algo é pior que Lyla._ Ele resmunga e segura meus ombros já sem paciência comigo. O que não acabaria bem, já que eu também estava sem paciência com ele.- Oliver você realmente não se importa de parar de ver Felicity?_ Sua pergunta incisiva me pega de surpresa pela minha reação à ela. br /Claro que eu me importava de não ver mais Felicity. Eu me sentia bem com ela. Era algo novo, bonito. br /A pergunta de John estava começando a fazer sentido. br /Desde a tarde em que conheci Felicity Smoak eu estava diferente. Meu humor havia mudado. Andava menos carrancudo, mais leve. br /Ela era o ponto positivo no meu dia. E claramente ficava mais tranquilo a noite quando verificava que ela estava segura em sua casa. br /Felicity era uma boa pessoa, com princípios. E honesta apesar de tudo. br /Ela tinha problemas para confiar nas pessoas, eu também tinha o mesmo tipo de problema. Mas eu tinha a vantagem de saber o que ela estava escondendo, e poderia trabalhar na conquista da sua confiança com calma. Não podia deixar isso passar por tão pouca /- Temos problemas._ A voz de Roy apareceu do nada na Cave nos pegando de surpresa. Nós dois nos viramos para para ele preocupados.- E você não vai gostar._ Ele diz para mim e algo em sua voz me diz que ele tinha razão. Ele vai direto para seu traje e eu encaro John apreensivo. Eu não iria gostar. br /- O que houve?_ Digo já indo até meu traje. O dia hoje só piorava. br /O silêncio após minha pergunta me travou. Algo estava muito errado. Me viro para os dois que estavam se encarando com olhares bem significativos,eles me olham apreensivos. br /- O que houve?_ Repito lentamente, deixando claro que não ia repetir novamente. Roy me olhar preocupado. br /- Estou com medo da sua reação._ Ele admite. John vai até seus equipamentos e começar a se preparar calado. br /- Roy._ Ele levanta as mãos rendido e suspira se preparando para dizer. br /- Waller._ Ele começa e eu já sei o que ele vai dizer.- Ela pegou sua garota._ Ele termina de falar mas eu já estou com o arco e a aliava em seus devidos lugares. Comigo. br /- Como você descobriu isso?_ Escuto John perguntar mas estou concentrado escolhendo quais flechas levar. br /Se ela estivesse no Centro de Operações da A.R.G.U.S precisaria ser totalmente discreto para entrar. br /- Eu vi Oliver e Felicity no parque, foi totalmente por acaso, eu estava passando. E já estava indo embora quando reconheci um dos agentes da Waller. Ele estava seguindo eles eu pensei que ele estava atrás do Oliver por causa de ontem._ Ele explicava, e dava pra sentir a angústia em sua voz.- Então eu segui os dois até a casa da Felicity e o cara também. Mas você foi embora e ele não._ Eu sabia que ele estava se dirigindo a mim, mas não queria olhar para ele.- Eu sinto muito Oliver, mas eu estava sozinho contra todos aqueles homens e não tinha como impedir eles de levarem ela sem denunciar que eu era._ Ele realmente estava se sentindo mal por não ter feito nada. br /Mas não chegava nem perto de como eu me sentia. Felicity estava frágil hoje, estava vulnerável. Eu a deixei vulnerável. E agora deveria estar assustada, com medo e sozinha. br /Eu conhecia Waller muito bem, ela estava levando isso para o lado pessoal. Ela iria usar Felicity para me atingir. br /- Eu sabia que isso ia acontecer. Merda!_
Eu soco a maca forte o suficiente para amassá-la, precisava bater em algo novamente para me acalmar.-Se ela fizer algo à Felicity, eu juro que dessa vez eu mato ela._ Eu prometo a mim mesmo e isso me acalma um pouco, mas ainda estou irado. br /Eu não podia deixa-lá sozinha. br /Pego um dos comunicadores e me encaminho para a escada. br /- Oliver precisamos de um plano._ John me impede de sair entrando na minha frente.- Você não pode simplesmente chegar lá e pegar ela._ Ele tenta me persuadir mas eu não quero ouvir. Dou um olhar de aviso para ele se mover e ele o faz mesmo contra sua vontade.-Waller vai estar protegida e pode machucar a Felicity._ Ele tenta de novo, e dessa vez eu /'Droga. Pensa Oliver!'. Penso me obrigando a pensar com clareza. Mas não me viro para eles, não quero que me vejam assim. br /Escuto John tentar ligar para Lyla e pragueja em seguida. br /Esse era o próximo passo, cortar todos os meios de comunicação. O passo seguinte seria locomoção. E eu não podia deixá-los levarem Felicity para longe. br /- John._ Eu tento apressá-lo, minha paciência não iria aguentar muito. br /- Lyla não atende. Ela estava em casa, Oliver._ O pânico na voz dele me faz olhar para ele. Ele definitivamente estava em pânico. Sara e Lyla estavam em casa. Não posso pedir para ele me seguir dessa vez. br /- Vá para casa ver se elas estão bem e me ligue avisando._ Peço antes de sair correndo pela escada ignorando os pedidos de Roy para esperá-lo. br /Quando chego no lado de fora ainda está muito claro apesar do sol estar começando a se pôr, então teríamos que ir com o carro da equipe. br /Roy entrou no o carro comigo sem perguntar nada, e nós partimos em direção ao primeiro lugar que me veio a mente. br /O galpão. br /'Ollie'. A voz de Thea chega pelo comunicador quando estamos chegando perto do galpão. Iríamos ter que deixar o carro o mais longe possível para evitar sermos descobertos. br /- Speedy._ Respondo automaticamente, por que minha atenção está no mato que teríamos que entrar. br /'Me diz que você tem um bom plano'. Ela pede com preocupação em sua voz. Olho para Roy que também está com o seu comunicador ouvindo tudo. Ele me lança um olhar sugestivo e chegamos a mesma conclusão. br /- Não é o plano, mas vai dar certo._ Dou ênfase para fazê-lá acreditar que tínhamos um. A escuto suspirar pesadamente, e sei que ela não acreditou. br /'Você é um péssimo mentiroso Oliver. Vou ver como posso ajudar vocês daqui, tem que haver alguma coisa que eu possa fazer._ Sua voz sai agitada, ela estava tentando descobrir como nos ajudar. Observo Roy sorrir orgulhoso dela. br /- Obrigado Speedy._ Agradeço não só pela ajuda que ela estava oferecendo. Ela suspira de novo. br /'Só não se machuquem muito'. Ela brinca e dou por encerrada nossa conversa. br /Olho para Roy e ele assente uma vez pronto para qualquer coisa, e entramos no mato. br /Estranhamente não havia ninguém nos esperando na vegetação ao redor do galpão, ninguém estava fazendo a vigia. Faço um sinal e nós dois subimos em uma árvore que nos daria visão privilegiada. br /- Isso não é bom._ Roy comenta ao meu lado no galho. Eu me limito a balançar a cabeça concordando. Se não fosse pela luzes vindas de dentro ninguém diria que havia alguém do lado de dentro. br /- É uma armadilha._ Deduzo sem nem precisar pensar muito. br /- E nós vamos cair nela, certo?_ Ele parecia animado em ser capturado. Eu o encaro sem entender aonde ele queria chegar.- Eu não estou feliz com isso se é o que está pensando. Só quero pegar sua garota de volta._ Ele se apressa em explicar com medo da minha cara. Mas sei que ele também está se sentindo culpado. br /- Isso se Waller já não tiver contado a verdade a ela sobre quem eu sou._ Havia pensando nisso todo o trajeto. O que Felicity diria? Pedir para sair comigo era uma coisa. Pedir para aceitar o Arqueiro era outra completamente diferente. E eu havia praticamente a sequestrado no dia anterior. Eu havia sedado ela. br /- Um problema de cada vez. Vamos tirar Felicity de lá e depois resolvemos isso._ Olho para ele surpreso com suas palavras, mas ele encolhe os ombros encabulado. Ele tinha razão. Um problema de cada vez. br /- Vamos._ Eu digo. E nós dois saltamos da árvore aterrissando no chão com um baque /Eu faria Waller se lembrar do por que era melhor não mexer comigo./p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Felicity POV/p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;" /p
p style="border: 0px; outline: 0px; font-size: 15.12px; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', 'GNU Unifont', Verdana, Helvetica, sans-serif; vertical-align: baseline; list-style: none; margin: 1.286em auto; padding: 0px; line-height: 1.5; color: #2a2a2a;"Isso já estava ridículo. br /Ser convidada a ajudar era uma coisa, ser arrastada até aquele galpão contra a minha vontade era outra. br /'Convidada? Como você é sutil Felicity'. Penso zombando de mim mesma. br /Eu teria ajudado o Arqueiro de boa vontade mesmo se ele tivesse me obrigado. Eu tinha minha admiração bizarra por ele. Seria como ajudar o Robin Hood dos tempos modernos. br /Mas isso era ridículo. br /Olho para os lados, procurando alguma forma de me soltar daquela maldita cadeira, enquanto finjo estar mexendo na bomba. Não era legal amarrar alguém em uma cadeira de frente à uma bomba. E nem ao menos era uma cadeira confortável. Eu já havia dito tudo o que tinha dito ao Arqueiro mas a tal da Waller mas ela estava irredutível. br /Ela havia sido bem clara. Ela se encarregaria de impedir que o tal fabricante crie outra bomba e eu desarmaria essa. Sem mais opções. br /Pelo menos era uma distração dos meus sentimentos. br /- Não é hora pra isso, foco Felicity._ Repreendo a mim mesma empurrando Oliver, Cooper, e meus medos para o fundo de minha mente e me concentrando na bomba. br /Mas não havia o que fazer. Mesmo com todo esses equipamentos ao meu dispor, não havia o que fazer. br /- Ei._ Eu chamo o guarda perto da porta com aquela máscara que me dava arrepios. Ele vira a cabeça para mim e eu acho que estava me olhando.- Posso beber água ou vou ter que esperar isso também?_ Não quis soar petulante, mas não estava no meu melhor humor desde que fui amarrada e vendada na minha própria casa. Ele pareceu conversar com alguém mesmo estando parado ali sozinho, deveria ser algum comunicador e em seguida saiu por uma porta lateral me deixando sozinha. br /Tento mais uma vez puxar as cordas em volta dos meus tornozelos que me prendiam a cadeira mas elas nem se movem. A voz da minha mãe me dizendo que ficaria linda num uniforme de escoteira soa em minha cabeça. E me arrependo de não ter feito aquela vontade dela. br /Um grito agoniado do outro lado da mesma porta por onde ele havia saído me assustou e paro o que estava fazendo olhando para a porta. br /Na minha cabeça a única pessoa que poderia estar ali fazendo toda aquela bagunça era o dono dessa coisa enorme na minha frente. br /Em seguida ouço tiros e mais gritos, vários deles. br /Dois homens de preto entram no galpão parecendo fugir de algo e de colocam ao meu lado mas nenhum deles faz menção alguma de que iria me soltar. Mas antes que eu possa pedir para me soltarem ouço o zumbido de algo passando muito rápido e sinto meus pés livres. br /Olho para os meus pés imediatamente e vejo duas flechas verdes fincadas no chão com as cordas cortadas caídas em sua /O /Olho ao redor procurando por ele, mas ele não estava lá. br /- Eu não vou levar outra surra deles._Escuto um dos homens dizer nervoso ao meu lado e ele agarra meu braço me erguendo sem nenhum cuidado. br /- Ai._ Reclamo sentindo dor onde ele estava me apertando. br /- Não é uma boa idéia Tim, ele veio até aqui por causa dela e você vai usá-la como escudo?_ O outro diz tentando fazer o que se chamava Tim me /Ao invés de me soltar ele se escondia e atrás de mim literalmente me usando como um escudo. br /- Ele pode levá-lá se quiser, desde que não encoste em mim._ Tim diz atrás de mim. Apesar da sua valentia comigo ele estava com medo do Arqueiro. br /De repente as luzes do galpão se apagam, deixando somente a luz fraca do sol entrar pelas janelas altas e a bomba que brilhava como uma árvore de natal. br /- O que aconteceu?_ O guarda bonzinho indaga assustado apontando sua arma para todos os /- Ele prefere o escuro._ Consigo dizer e me orgulho da minha não ter saído trêmula ou fraca. O guarda atrás de mim me segura mais próxima a ele e também aponta sua arma para vários pontos escuro dos galpão. br /- Vamos do jeito fácil ou do difícil? Vamos deixar vocês escolherem._ Diz uma voz que eu não conhecia, não era mecanizada como a do Arqueiro, só podia ser o Arsenal. br /Me sinto lisonjeada pelos dois terem vindo por mim, mesmo que seja culpa deles. Afinal, eles foram pedir minha ajuda e me meteram nessa. br /Mas não significava que eles eram obrigados a me socorrerem, então eu deveria me sentir agradecida por isso. br /- Melhor decidirem logo, meu amigo não é tão paciente quanto parece._ Ele avisou e os dois guardas se olharam indecisos mas optaram por acatar a sugestão do Arsenal. br /Devagar os dois soltaram as armas que caíram no chão com um barulho metálico irritante e o guarda que estava me segurando pelo braço me empurrou para frente sem qualquer aviso. Eu não estava preparada para aquilo e tropecei nos meus próprios pés caindo de joelhos no chão, precisando usar as mãos para não ir de com a cara de encontro ao chão imundo. Na mesma hora sentir minha pele das mãos arder e os joelhos doerem. br /Me levantei com uma certa dificuldade e olhei brava para o guarda que havia me empurrado sem necessidade. Mas não tive tempo de dizer nada. br /Uma montanha de músculos verde passou por mim e agarrou o guarda pelo pescoço o jogando contra a parede com uma força descomunal. O guarda até tentou levantar mas o Arqueiro o prendo no chão com um pé em seu peito. br /Eu não sabia o que ele iria fazer, mas não parecia ser boa coisa. br /Minhas suspeitas se confirmaram quando eu o vi puxando um flecha e armando seu arco. br /- Arqueiro._ A voz do Arsenal soou mais próxima e eu o vi perto das sucatas dos carros. Me virei novamente para o Arqueiro vendo que ele não iria parar. br /- Espera._ Eu pedi não sabendo bem o porque. Só não queria que ele matasse um homem, ainda mais na minha frente.- Você vieram por mim, certo? Estou livre. Vamos embora, não precisar machucar ninguém._ Eu o vejo vacilar, mas ainda assim está mirando o homem no chão.- Por favor._ Completo dando um passo inconsciente na sua direção. Ele solta o que parece ser um grunhido e desarma seu arco. Não seguro meu suspiro de alívio. O homem no chão também relaxa visivelmente aliviado, mas o Arqueiro chutar sua máscara com força o fazendo desmaiar.- Desnecessário, mas melhor que a outra opção._ Pondero em voz alta e vejo pelo modo que ele se inclinou na minha direção que ele havia escutado.- Digo, obrigada. Aos dois._ Olho para trás e vejo que o Arsenal ainda está no mesmo local, ele balança a cabeça aceitando meu agradecimento e eu me sinto melhor com /- Vamos embora, antes que os demais cheguem._ A voz mecanizada do Arqueiro me assusta as não o deixo perceber. Ele passa por mim apressado de novo e sinto um cheiro familiar. Não sabia bem do que ou de quem, mas era /- Não temos muito tempo._ Arsenal diz indo até a porta e a abrindo com cautela e espiando do lado de fora.- Vamos._ Ele sai na frente e o Arqueiro espera por mim para sair. br /Saio com esperança de reconhecer o local onde estávamos, mas nada. A única a vista era mato. br /Eu sabia que ele haviam lutado do lado de fora mas aquilo era impressionante demais para ser verdade. br /- Vocês dois contra eles?_ A pergunta era mais para mim mesma do que para eles, mas Arsenal, que era mais simpático, não se importou em responder. br /- E ainda têm mais._ Ele parecia orgulhoso disso. Olhando para todos esses corpos caídos no chão, que deviam ser pelo menos vinte, eu também estaria orgulhosa. br /- Eles estão apenas desacordado ou._ Não consegui terminar a pergunta imaginando se alguém ali estava morto. Podia sentir meu estômago se rebelar. br /- Não estão mortos._ Foi o Arqueiro que respondeu ao meu lado. Olhei instintivamente para ele mas ele estava com a cabeça inclinada para o outro lado. br /Havia algo nele que me era familiar. br /Talvez já havíamos nos cruzado pelas ruas. Possivelmente era isso. br /Essa era uma das coisas que me atraia nele. O mistério. br /Sem falar mais nada ele caminha para as árvores que rodeavam o galpão e eu o segui com Arsenal atrás de /Eles eram quietos, reservados. Ninguém falou com ninguém, só andamos para algum lugar no meio de todo aquele mato e alguns insetos. Minha cabeça estava começando a doer por conta de todo estresse. Minhas pernas estavam começando a doer por causa da superfície do chão que não facilitava a caminhada e por todo o passeio com Oliver pela cidade. br /Eu estava muito cansada psicologicamente. E agora estava cansada também fisicamente. Depois de andar alguns metros decido tentar um diálogo com eles. Ou só com Arsenal, já que era provável que o Arqueiro não me respondesse. br /- Só por curiosidade, quando me trouxe aqui ontem eles não gostam muito, não é?_ Eu pergunto me lembrando do que o guarda havia dito sobre outra surra. br /- Não. Eles não tão amigáveis quanto nós._ Como previa foi Arsenal que me respondeu. br /- Amigáveis?_ Repito não muito certa disso, os homens desmaiado discordariam deles. br /- Não te obriguei a vir._ A voz do Arqueiro soou mais grave me assustando novamente. Ele estava se referindo ao dia anterior, enquanto abria caminho para mim por entre os arbustos, seria um bom momento para espiar seu rosto mas ali no meio de um monte de árvores estava escuro. E ele sabia disso, por isso não se mexeu quando passei por ele o encarando. br /- Certamente não, mas me sedou._ Jogo de volta deixando claro que não havia gostado do modo dele ser amigável comigo. Ele se empertigou todo parecendo assustador com todo aquele tamanho, mas eu não iria dar o braço a torcer. br /- Eu não te machuquei._ Ele aponta, é um bom ponto. Mas eu também tenho meus pontos. br /- Você me sedou duas vezes._ Rebato já não controlando minha /- Foi necessário._ Ele ainda diz mas não parece tão convicto quanto antes. br /- Um simples pedido para não olhar serviria._ Eu digo ainda irritada com ele. Ele ia rebater de volta mas a risada do Arsenal chamou nossa atenção. br /Ele estava parado casualmente encostado numa árvore com os braços cruzados sobre o peito nos encarando. E rindo pelo visto. Eu nem havia percebido que havíamos parado de caminhar. br /- Desculpem, mas não consegui me segurar._ Ele não estava parecendo constrangido. br /'Ótimo, passar vergonha na frente dos dois heróis da cidade era tudo o que precisava para terminar o dia'. Penso caçoando de mim mesma. br /- Somos o que?_ O Arqueiro pergunta me fazendo perceber que havia pensado alto de novo. br /- Eu disse alto, não disse?_ Olho para os dois e os dois balançam a cabeça confirmando.- Eu sabia que um dia isso ia acontecer._ Brigo comigo mesma. Dentre todas as pessoas que eu poderia ter confessado minha admiração por eles, mas principalmente pelo grandão de verde ali na minha frente, eles eram os únicos que não deviam saber. Mas agora que eu já havia deixado escapar pra eles, não faria mal nenhum confessar que eu admirava o trabalho deles - Ok, eu meio que admiro o que vocês fazem. Digo, essa coisa de pegar os caras maus e salvar as pessoas._ Eu não deveria me sentir constrangida, eu era a que estava fazendo o elogio mas mesma assim podia sentir o formigamento no /Os dois não disseram e nem tivemos tempo para continuar nossa conversa por que começamos a barulhos por todos os lados. br /- Vamos, agora._ O Arqueiro disse alarmado e me segurou pelo braço com uma delicadeza que nunca imaginaria que ele teria e começou a correr me puxando com ele. Olhei para trás mas Arsenal não estava mais lá.- Ele vai atrasá-los._ Ele solta como se estivesse lendo minha mente. br /- Ele vai ficar bem?_ Pergunto preocupada com ele, se alguma coisa acontecesse com ele nunca me perdoaria. br /- Ele tem aquele nome por uma razão._ Ele diz firme mas consigo identificar preocupação na voz dele.- Assim que chegarmos no carro você vai sair daqui. Não olhe para trás e nem hesite. E não vá para casa, entendeu?_ Ele me dava instruções de como sair daqui, mas a única coisa que passava na minha cabeça era que ele devia estar lá com o amigo e não aqui /- E para onde eu vou?_ Eu queria ir pra casa, me trancar no meu quarto e não sair de lá pelo próximo século. Ele não me responde, ao invés disso ele pára quase me fazendo trombar nele. Observo ele espiar entre as árvores por um instante antes de me puxar para sua frente me entregando uma chave de um carro. br /- Vá para qualquer lugar muito movimentado de onde você consiga fugir caso eles apareceram de novo._ Ele falava devagar, seria insultante a minha inteligência se eu não estivesse tão apavorada. br /Era domingo, não tinham muitos lugares que ficavam tão movimentados num domingo a tarde. br /- E se eles me acharem?_ Não queria pensar no que aconteceria se me encontrassem de novo. br /- Seja mais inteligente que eles. Não vai ser problema para você._ Ele estava me elogiando, um baita avanço.- Fique em movimento, e não use cartões ou seu celular. Agora vai._ Ele moveu um galho da árvore ao nosso lado e vi um carro preto sem placa, muito bonito apesar de não entender nada de carros. Vou em direção ao carro mas paro me virando para ele. br /- Como vou te devolver o carro?_ Ele ao que parece olha longamente, e inclina a cabeça para trás como se tivesse escutado algo. br /- Ainda vamos nos encontrar essa noite Felicity. Agora vai._ E sumiu mato adentro. E eu entrei no carro. br /O carro ligou na primeira tentativa o motor incrivelmente silencioso, e eu sai de lá. Eu não parei para pensar no que ele havia me dito e fiz o que ele mandou. br /- Não olhar para trás. Não hesitar. Procurar um lugar movimentado. Não usar cartões e não usar o celular. Pra onde eu vou?_ Indago a mim mesma me sentindo perdida. Não conhecia ninguém na cidade além de Oliver, e sua família. br /Ir para casa dele estava fora de questão. Nem ligar para ele, não podia colocá-lo em perigo. br /Minha única opção era ir para o centro da cidade e torcer para ninguém me perseguir mais essa noite. br /Que dia./p
