Uma vez, a muito tempo atrás, eu havia ouvido da boca de um grande sábio que a mudanças das coisas estavam em mim mesma, não haverá no mundo alguém que me ame mais do que eu mesma, e não terá amor maior do que de seus pais a você e seu amor por um filho. Amor entre homem e mulher é passageiro então não faça promessas que não serão cumpridas. Você nunca amara um homem para sempre. Mas se apaixonara sempre que puder até seus últimos dias juntos. Ou o que seja isso.

E agora eu percebo isso, não que o que seja que eu sentia por Edward tenha sumido totalmente, mas, qual o sentido de amar alguém por dois? Não! Eu não sou assim, tantos segredos, tantas mentiras mal contadas, sua mania de sempre estar no controle das coisas, a irritante mania de não saber ouvir 'não' e sempre me deixar marcada como um gado. Eu por acaso tenho cara de vaca para ser marcada por cupões? Não me responda!

Mas aqui nesse momento, olhando para aqueles oito lobos à minha frente, meus pelos se arrepiavam de uma forma tão gostosa como se eu pertencesse a eles. Dou um passo à frente com minha mão erguida em direção ao enorme lobo branco que estava ao lado do lobo vermelho, que eu tinha certeza ser Jacob. Ouço o rosnado vindo do lobo de pelagem branca ... ou seria um cinza? Não! Cinza, com toda certeza era cinza, ela era linda. Ela? Sim, ela. Tenho certeza que era uma femêa.

Não recuei, nem mesmo quando o lobo de pelagem avermelhada rosnou em nossa direção, o grande corpo acinzentado tremia, eu não queria que ela sentisse medo, e eu não queria ter medo. – Não vou te machucar. - Sussurro e a vejo me olhar assustada. - Assim como eu sei que você não vai me machucar. - Me aproximo alguns passos a mais e sinto seu pelo macio tocando meus dedos em uma sensação boa e confortante. Um leve choque passou por todo meu corpo e a vejo choramingar se abaixando a minha frente até ficar na minha altura ao se deitar, de sua garganta havia um som como um leve choro de emoção. Olhei ao meu redor e vejo que todos os outros lobos estavam na mesma posição como se estivessem sofrendo com tanta emoção ao mesmo tempo, e o único que se mantem em quatro patas é o grande lobo negro, e ao vê-lo acabo esquecendo onde estou, de quem era, por que estava ali e qual era meu objetivo de vida. Vejo um futuro e um passado, mas o presente era ainda incerto, vejo seu sofrimento e sua confusão e sinto a forte ligação estranha de algo se passando por toda minha corrente sanguínea indo até meu coração e tudo que passava em minha cabeça era um único nome que só havia ouvido uma única vez: Sam Uley.

Quando dei um passo para me aproximar, o grande lobo rosna alto e avança em minha direção fazendo com que eu vá para trás caindo de bunda ao chão, Jacob entra em minha frente e os dois começam a brigar entre grandes mordidas e rosnados. E achei estranho quando me vi com a preocupação em direção ao lobo negro e não ao meu amigo. E fiquei assustada quando vi Jacob ir com os dentes em direção a garganta do lobo negro. – PARA! – E tudo o que acontece logo em seguida é uma grande confusão que nem mesmo eu teria a resposta.

—_

— Vocês são lobos! – aquilo não era uma pergunta, e aquilo estava bem claro em meu tom de voz. Vejo os olhos negros de todos os sete lobos me fitarem com ironia. - MAS QUE PORRA FOI AQUELA NA FLORESTA, JACOB BLACK?! Você perdeu a noção? Então faz o favor de acha-la novamente e se manter nela! Você poderia se machucar, poderia ter machucado alguém, poderia...- paro de falar ao olhar em seus olhei e ver puro deboche. - Não me olhe assim! - rosno e vejo seu corpo tremer.

—Não te olhar assim ?! qual o seu problema Bella? Cansou de ficar chorando pelo sanguessuga e veio até aqui me torrar a paciência? O que diabos você estava fazendo na droga daquela floresta?!

— Fale direito comigo Jacob, eu tenho um grande respeito por você, como uma irmã mais velha..., mas assim como um irmã eu peço respeito como tal! Não fale o que não sabe. - Aponto o dedo para sua cara vendo ainda assim, seu corpo tremer por completo. - Eu estava na floresta pois seu pai me disse que você não estava em casa, o que é bem obvio do que estava fazendo agora, senti vontade de caminhar e fui. A porra de Forks inteira é rodada por verde e florestas! OUVIU? FLORESTAS E VERDES! Para de jogar na minha cara o que aconteceu em meses atrás, eu mudei, eu ...- respirei fundo e fechei meus olhos. Imagens de certo lobo negro ainda rondavam minha cabeça e queria entender o que havia acontecido logo depois que eu os havia pedido para 'parar'.

—Bella, eu...

—O que foi aquilo na floresta? – sussurro o interrompendo e o vejo olhar para o bando todo. - Então?

—Não sabemos, Isabella! Mas podemos ir até o velho Billy e pergunta, os anciões devem ter respostas para o que aconteceu. - Olho para o garoto que havia me respondido, e por incrível que pareça eu sabia seu nome mesmo ele não tendo me dito. Isso é assustador e bizarro.

—Tudo bem, obrigada Embry! – o vejo olhar assustado para os garotos e depois me olhar e assentir. – Eu não sei como faço isso, não sei como fiz aquilo, não sei ao menos como sei o nome de todos vocês d se for possível. Não sei como posso sentir a emoção de vocês e nem sei como Jacob ainda não se transformou para me atacar, eu...espero que Billy tenha todas as respostas se não irei enlouquecer. - Sussurro a mim mesma, mesmo sabendo que eles ouviriam. E aquilo fazia tudo o mais estranho porque, eles eram...lobos! Meu Deus!

— Você está levando isso na calmaria até demais, será que ela está em um estado de negação ou choque? Dizem que um tapa bem dado resolve tudo e... - Todos e até mesmo sua própria irmã lhe dá um tapa na cabeça e gritam em um sonoro: "Cale a boca Seth!" Que me fez rir fracamente.

—_

— Sentem-se, se acomodem. Contarei a lenda para Isabella, o que todos já sabem, mas ela não, ou...- olha para o filho que abaixa a cabeça. - ...não toda, não é mesmo Jacob?

—Pai, eu...- levantando a mão cala o filho, olha para mim e começa a falar.-

" Há milhares de anos antes da chegada dos colonizadores ao Novo Mundo, os Quileutes já viviam nas terras de James Island., ilha da First Beach, em La Push.
Acredita-se que o contato com os europeus se deu no início do ano de 1700, porém, o primeiro contato oficial com os brancos foi datado do ano de 1855, quando os indígenas assinaram o Tratado de Olympia, no qual deveriam se mudar para Taholah e deixar suas terras livres. Foi somente em 1889, mesmo ano em que Washington se tornou um estado, que o presidente Benjamin Harrison os cedeu uma milha de terra em La Push, contando com 252 habitantes. De acordo com suas crenças antigas, eles foram transformados em lobos por um viajante. Por ser um povo originalmente espirituoso, eles acreditam que ao atingir a puberdade, os meninos da tribo poderiam sair em busca de seus poderes supernaturais. A sociedade Quileute foi gerada de "grupos de casas". Cada casa tinha um chefe, os nobres e os plebeus. Desta forma, o parentesco e o sangue determinavam a estrutura do comando da tribo. Os Quileutes têm sido poucas pessoas desde o início", Billy disse: "E ainda somos poucas pessoas, mas nós nunca desaparecemos. Isso é porque sempre houve a mágica em nosso sangue.Não era a mágica de mudar de forma – isso veio depois. Primeiro, nós éramos espíritos guerreiros". "No começo, a tribo se assentou nesse porto e se transformaram em habilidosos construtores de barco e pescadores. Mas a tribo era pequena, e o porto era rico em peixes. Haviam outros que desejavam as nossas terras, e nós éramos poucos para enfrenta-los. Uma tribo maior se moveu contra nós, e nós entramos em nossos navios para escapar deles. "Kaheleha não foi o primeiro espírito guerreiro, mas nós não lembramos de outras histórias que venham antes dessa. Nós não lembramos de quem foi o primeiro a descobrir esse poder, ou como ele havia sido usado antes dessa crise. Kaheleha foi o primeiro grande Espírito Chefe na nossa história. Nessa emergência, Kaheleha usou a sua magia para defender as nossas terras. "Ele e todos os seus guerreiros abandonaram o navio – não seus corpos, mas seus espíritos. As suas mulheres cuidaram de seus corpos e das ondas, e os homens levaram seus espíritos de volta ao nosso porto. "Eles não podiam tocar fisicamente a tribo inimiga, mas eles tinham outros meios. As histórias nos contam que eles puderam fazer um vento feroz soprar nos acampamentos inimigos; eles podiam fazer um grande grito no vento que aterrorizou seus inimigos.
As histórias também nos contam que os animais podiam ver os espíritos guerreiros e compreende-los; os animais os licitavam. Kaheleha levou o seu exército de espíritos e criou o caos entre os intrusos. Essa tribo invasora tinha grandes bandos de cães grandes, furiosos que eles usavam para puxar seus trenós no norte congelado. Os espíritos guerreiros fizeram com que os cães se virassem contra seus mestres e trouxessem uma poderosa infestação de morcegos das cavernas nos penhascos. Eles usaram o vento gritante para ajudar os cães a confundir os homens. Os cães e os morcegos venceram. Os sobreviventes fugiram, dizendo que o porto era amaldiçoado. Os cachorros correram livres quando os espíritos guerreiros os libertaram. Os Quileute retornaram para seus corpos e suas esposas, vitoriosos. "as outras tribos vizinhas, os Hoh e os Makah, fizeram acordos com os Quileute. Eles não queriam nada com a nossa magia. Nós vivemos em paz com eles. Quando um inimigo vinha contra nós, os espíritos guerreiros os afastavam. "Gerações se passaram. Então veio o primeiro grande Espírito Chefe, Taha Aki. Ele era conhecido por sua sabedoria, e por ser um homem de paz. As pessoas viviam bem e contentes sob seus cuidados. "Mas haviam um homem, Utlapa, que não estava contente." "Utlapa era um dos espíritos guerreiros mais fortes do Chefe Taha Aki – um homem poderoso, mas um homem ganancioso também. Ele achava que as pessoas deviam usar sua magia para expandir suas terras, escravizar os Hoh e os Makah e construir um império. "Agora, quando os guerreiros se transformavam em seus espíritos, eles podiam ouvir os pensamentos uns dos outros. Taha Aki viu o que Utlapa sonhava, e ficou bravo com Utlapa. Utlapa foi ordenado a deixar o povo, e nunca usar o seu espírito de novo. Utlapa era um homem poderoso, mas os guerreiros do chefe eram um número que ele. Ele não teve escolha a não ser ir embora. O furioso excluído se escondeu na floresta nas proximidades, esperando pela chance para se vingar de seu chefe. "Mesmo em tempo de paz, o Chefe Espírito era vigilante na proteção ao seu povo. Frequentemente ele ia para um lugar secreto, sagrado, nas montanhas. Ele deixava o seu corpo para trás e andava pelas florestas e pela costa, para ter certeza de que nenhuma ameaça se aproximava. "Um dia, quando o Chefe Taha Aki saiu para fazer o seu trabalho, Utlapa o seguiu. No início, Utlapa apenas planejava matar o chefe, mas seu plano tinha suas desvantagens. Com certeza os espíritos guerreiros iam procura-lo e destruí-lo, e eles podiam persegui-lo mais rápido do que ele podia fugir. Enquanto ele se escondia nas rochas o observava o chefe se seu povo. Utlapa esperou até que ele tivesse certeza de que o chefe havia viajado certa distância com seu ser espírito. "Taha Aki soube o instante em que Utlapa se juntou a ele no mundo dos espíritos, e soube do plano de assassinato de Utlapa. Ele correu de volta para o seu local secreto, mas mesmo os ventos não foram rápidos o suficiente para salva-lo. Quando ele retornou, o seu corpo já tinha ido embora. O corpo de Utlapa estava abandonado, mas Utlapa não tinha deixado Taha Aki com uma escolha – ele havia cortado a garganta do seu próprio corpo com as mãos de Taha Aki. "Taha Aki seguiu o seu próprio corpo pela montanha. Ele gritou com Utlapa, mas Utlapa o ignorou como se ele fosse apenas o vento. "Taha Aki observou com desespero enquanto Utlapa pegava o seu lugar como chefe dos Quileute. Por algumas semanas, Utlapa não fez nada além de se certificar de que todos acreditavam que ele era Taha Aki. Aí as mudanças começaram – a primeira ordem de Utlapa foi que qualquer guerreiro entrasse no mundo dos espíritos. Ele clamou que tinha uma visão do perigo, mas na verdade ele estava com medo. Ele sabia que Taha Aki estaria esperando pela chance de contar a sua história. O próprio Utlapa estava com muito medo de entrar no mundo dos espíritos, sabendo que Taha Aki rapidamente clamaria seu corpo. Então seus sonhos de conquista com um exército de espíritos guerreiros eram impossíveis, e ele teve que se contentar em reinar sobre a tribo. Ele se tornou um fardo – procurando privilégios que Taha Aki nunca havia pedido, se recusando a trabalhar junto dos seus guerreiros, se casando com uma segunda jovem esposa, e depois uma terceira, apesar da esposa de Taha Aki ainda viver – em algum lugar desconhecido da tribo. Taha Aki observou furioso sem poder fazer nada. "Eventualmente, Taha Aki tentou matar seu próprio corpo para salvar a tribo dos desmandos de Utlapa. Ele trouxe um lobo feroz das montanhas, mas Utlapa se escondeu atrás de seus guerreiros. Quando o lobo matou um jovem que estava protegendo seu falso chefe, Taha Aki sentiu um terrível pesar. Ele ordenou que o lobo fosse embora. "Todas as histórias nos contam que não eram fácil ser um espírito guerreiro. Era mais assustador do que excitante estar fora do seu próprio corpo. Era por isso que eles só usavam sua magia em tempos de necessidade. As viagens solitárias do chefe para manter guarda eram um fardo e um sacrifício. Ficar sem corpo era desorientador, desconfortável, aterrorizante. Taha Aki esteve longe de seu corpo por tanto tempo que chegou um ponto que ele sentiu agonia. Ele sentiu que estava sentenciado – a nunca cruzar a linha para a terra final onde todos os seus ancestrais esperavam, preso naquele nada torturante para sempre. "O grande lobo seguiu o espírito de Taha Aki se contorcia e se estorcia em agonia pelas florestas. O lobo era muito grande para a sua espécie, e lindo. Taha Aki de repente ficou com inveja do animal. Pelo menos ele tinha um corpo. Pelo menos ele tinha uma vida. Até a vida como um animal seria melhor do que essa horrível consciência vazia. "E aí Taha Aki teve a idéia que mudou todos nós. Ele pediu ao lobo que dividisse o espaço com ele, para compartilharem. O lobo permitiu. Taha Aki entrou no corpo do lobo com alívio e gratidão. Não era o seu corpo humano, mas era melhor do que o buraco negro do mundo dos espíritos. "Para começar, o homem e o lobo voltaram à vila no porto. As pessoas correram com medo, gritando para que os guerreiros viessem. Os guerreiros correram para encontrar o lobo com suas lanças. Utlapa, é claro, ficou seguramente escondido. "Taha Aki não atacou seus guerreiros. Ele se afastou lentamente deles, falando com seus olhos e tentando uivar as canções do seu povo. Os guerreiros começaram a notar que o lobo não era um animal qualquer, que havia uma influência espiritual nele. Um guerreiro ancião, um homem chamado Yut, decidiu desobedecer a ordem do falso chefe e tentar se comunicar com o lobo. "Assim que Yut cruzou para o mundo espiritual, Taha Aki saiu do lobo – o animal esperou pacientemente pelo seu retorno – para falar com ele. Yut compreendeu a verdade em um instante, e deu as boas-vindas ao lar a seu chefe. "A essa hora, Utlapa veio ver se o lobo havia sido derrotado. Quando ele viu Yut caído sem vida no chão, cercado por guerreiros protetores, ele se deu conta do que estava acontecendo. Ele pegou sua faca e correu para matar Yut antes que ele pudesse retornar ao seu corpo. "Traidor', ele gritou, e os guerreiros não sabiam o que fazer. O Chefe havia proibido viagens espirituais, e era a decisão do chefe como punir aqueles que desobedecessem. "Yut pulou de volta para o seu corpo, mas Utlapa estava com a faca em seu pescoço em com uma mão em sua boca. O corpo de Taha Aki era forte, e Yut era fraco com a idade. Yut nem sequer pôde dizer uma palavra para alertar os outros antes que Utlapa o silenciasse para sempre. "Taha Aki observou enquanto o espírito de Yut ia embora para as terras finais das quais Taha Aki havia sido barrado para sempre. Ele sentiu uma grande raiva, mais poderosa do que qualquer coisa que ele já havia sentido. Ele entrou no lobo novamente, com a intenção de rasgar a garganta de Utlapa. Mas, enquanto ele se juntava ao lobo, uma grande mágica aconteceu. "A raiva de Taha Aki era a raiva de um homem. O amor que ele tinha pelo seu povo e o ódio que ele sentia pelo seu opressor era vasto demais para o corpo do lobo, humano demais. O lobo estremeceu, e – ante os olhos dos guerreiros chocados e de Utlapa – ele se transformou em homem. "O novo homem não se parecia com o corpo de Taha Aki. Ele era muito mais glorioso. Ele era uma interpretação fresca do espírito de Taha Aki. Os guerreiros reconheceram ele imediatamente, no entanto, pois eles conheciam o espírito de Taha Aki. "Utlapa tentou correr, mas Taha Aki tinha a força de um lobo em seu novo corpo. Ele agarrou o ladrão e arrancou o espírito dele antes que ele pudesse pular do corpo roubado. "As pessoas ficaram muito felizes quando se deram conta do que estava acontecendo. Taha Aki rapidamente arrumou as coisas, trabalhando novamente com o seu povo e devolvendo as jovens esposas às suas famílias. A única mudança que ele não desfez foi a proibição das viagens espirituais. Ele sabia que isso era muito perigoso, agora que a idéia de roubar uma vida estava por ali. Os espíritos guerreiros já não existiam. "Desse ponto em diante Taha Aki eram mais do que apenas um lobo ou um homem. Eles o chamavam, Taha Aki, de o Grande Lobo. Ele liderou a tribo por muitos, muitos anos, pois ele não envelhecia. Quando o perigo ameaçava, ele reassumia seu eu lobo para lutar ou assustar o inimigo. As pessoas viviam em paz. Taha Aki foi pai de muitos filhos, e alguns deles descobriram que, depois que eles atingiam a maturidade, eles também podiam se transformar em lobos. Os lobos eram todos diferentes, porque eles eram espíritos lobos e refletiam o que o homem era por dentro." "Alguns dos filhos se tornaram guerreiros com Taha Aki, e não mais envelheceram. Os outros, que não gostaram da transformação, se recusaram a se juntar ao bando de homens lobos. Esses começaram a envelhecer novamente, e a tribo descobriu que os homens lobo podiam envelhecer como qualquer outra pessoa, se desistissem de seus espíritos guerreiros. Taha Aki viveu o tempo de vida de três homens. Ele havia se casado com uma terceira esposa depois da morte das duas primeiras, e encontrou nela a sua verdadeira esposa espiritual. Apesar de ele ter amado as outras, essa era algo mais. Ele decidiu desistir de seu espírito lobo para morrer quando ela morreu.
"Foi assim que a mágica veio até nós, mas esse não é o fim da história..."

- "Essa foi a história dos espíritos guerreiros"- o Velho Quil começou numa voz de tenor.- "Essa é a história do sacrifício da terceira esposa."Muitos anos depois de Taha Aki ter desistido de seu espírito lobo, quando ele já era um homem velho, um problema começou ao norte, com os Makah. Várias mulheres jovens da tribo deles havia desaparecido, e eles colocaram a culpa nos lobos das redondezas, a quem eles temiam e desconfiavam. Os homens-lobo ainda podiam ouvir os pensamentos uns dos outros enquanto em sua forma de lobo, assim como seus ancestrais haviam feito enquanto estavam na forma de espíritos. Eles sabiam que nenhum em seu grupo era o culpado. Taha Aki tentou pacificar o chefe de Makah, mas havia medo demais. Taha Aki não queria ter uma guerra em suas mãos. Ele já não era um guerreiro para liderar seu povo. Ele encarregou seu filho lobo mais velho, Taha Wi, de encontrar o verdadeiro culpado antes que as hostilidades começassem. "Taha Wi liderou os outros cinco lobos em seu bando em uma procura pelas montanhas, procurando por alguma evidência sobre o desaparecimento das Makah. Eles se depararam com uma coisa que eles nunca haviam visto antes - um cheiro doce, estranho na floresta que queimava seus narizes a ponto de doer." "Eles não sabiam que criatura podia ter deixado aquele cheiro, mas eles o seguiram"- O Velho Quil continuou. Sua voz tremendo não era tão majestosa como a de Billy, mas havia um estranho tom de urgência penetrante nela.- "Eles acharam traços fracos de cheiro humano, e de sangue humano, pela trilha. Eles estavam certos de que esse era o inimigo que eles estavam procurando. "A jornada deles os levou para tão longe ao norte que Taha Wi mandou metade do bando, os mais novos, de volta para o porto para avisar Taha Aki. "Taha Wi e seus dois irmãos não retornaram. "Os irmãos mais novos procuraram pelos seus ancestrais, mas só encontraram silêncio. Taha Aki lamentou por seus filhos. Ele desejava vingar a morte dos filhos, mas ele já era velho." "Eles foi ao chefe de Makah ainda com as roupas da manhã e o contou o que havia acontecido. O chefe de Makah acreditou em seu pesar, e as tensões acabaram entre as tribos. "Um ano depois, duas donzelas de Makah desapareceram de suas casas na mesma noite. Os Makah chamaram os lobos Quileute imediatamente, que encontraram o mesmo fedor doce em todo lugar no vilarejo dos Makah. Os lobos foram caçar de novo. "Apenas um retornou. Ele era Yaha Uta, o filho mais velho da terceira esposa de Taha Aki, e o mais novo no bando. Ele trouxe algo consigo que nunca havia sido antes pelos Quileute - um cadáver estranho, frio de pedra, que ele carregava aos pedaços. Todos aqueles que tinham o sangue de Taha Aki, até mesmo aqueles que não eram lobos, podiam sentir o cheiro forte da criatura morta. Esse era o inimigo dos Makah. "Yaha Uta descreveu o que havia acontecido: ele e seus irmãos haviam encontrado a criatura, que se parecia com um homem, mas era duro como uma pedra de granito, com duas filhas de Makah. Uma garota já estava morta, branca e sem sangue no chão. A outra estava nos braços da criatura, a boca dele em seu pescoço. Ela podia estar viva quando eles chegaram na cena odiosa, mas a criatura rapidamente quebrou seu pescoço e jogou seu corpo sem vida no chão enquanto eles se aproximavam. Seus lábios brancos estavam cobertos com o sangue dela, e seus olhos brilhavam vermelhos. "Yaha Uta descreveu a força feroz e a velocidade da criatura. Um de seus irmãos rapidamente se tornou uma vítima quando subestimou aquela força. A criatura o partiu como se fosse um boneco. Yaha Uta e seus irmãos foram mais cautelosos. Eles trabalharam juntos, chegando nas criaturas pelos seus lados, manobrando-a. Eles tiveram que atingir o limite de sua força e de sua velocidade de lobo, coisa que eles jamais haviam testado antes. A criatura era dura como pedra e fria como gelo. Eles descobriram que seus dentes podiam machucá-lo. Eles começaram a rasgar a criatura em pequenos pedaços enquanto lutavam com ela. "Mas a criatura aprendeu com velocidade, a logo estava compatível com as manobras deles. Ele pôs as mãos no irmão de Yaha Uta. Yaha Uta encontrou uma abertura em seu pescoço, e atacou. Os dentes dele arrancaram a cabeça da criatura, mas as mãos continuaram apertando o seu irmão. "Yaha Uta rasgou a criatura em pedaços irreconhecíveis, rasgando os pedaços numa tentativa desesperada de salvar seu irmão. Ele estava atrasado, mas, no final, a criatura foi destruída. "Ou assim eles pensaram. Yaha Uta espalhou os pedaços para os anciões examinarem. Uma mão destroçada estava ao lado de um pedaço do braço de granito da criatura. Dois pedaços se tocaram quando os anciões os uniram com pontos, e a mão foi em direção ao braço, tentando se unir novamente. "Aterrorizados, os anciões tocaram fogo no que restou. Uma grande nuvem de fumaça forte, vil, poluiu o ar. Quando já não haviam nada além das cinzas, eles separaram as cinzas em pequenos sacos e os separou a grandes espaços uns dos outros - uns no oceano, alguns na floresta, alguns nas cavernas dos penhascos. Taha Aki usava um dos saquinhos em seu pescoço, para que ele pudesse ser avisado se um dia a criatura tentasse se juntar de novo".— O Velho Quil pausou e olhou pra Billy. Billy puxou uma fita de couro do seu pescoço. Preso na ponta havia um velho saquinho, escurecido com o tempo. Algumas pessoas ofegaram. Eu posso ter sido uma delas.- "Eles o chamaram de O Frio, O Bebedor de Sangue, e viveram com medo de que ele não estivesse sozinho. Eles só tinham mais um lobo protetor, o jovem Yaha Uta. "Eles não tiveram que esperar muito. A criatura tinha uma parceira, outra bebedora de sangue, que veio até os Quileute em busca de vingança. "As histórias dizem que A Mulher Fria era a coisa mais linda que os olhos humanos já haviam visto. Ela parecia com a deusa do alvorecer quando entrou na vila naquela manhã; o sol estava brilhando pelo menos dessa vez, e ele cintilava na pele branca dela e iluminava seu cabelo loiro que chegava nos joelhos." "O rosto dela era mágico em sua beleza, os olhos eram pretos em seu rosto. Alguns caíram de joelhos para adorá-la. "Ele perguntou alguma coisa em uma voz alta, penetrante, em uma linguagem que ninguém nunca tinha ouvido. As pessoas ficaram abobalhadas, sem saber o que dizê-las. Não havia ninguém com o sangue de Taha Aki entre as testemunhas a não ser um garotinho. Ele se apertou a sua mãe e gritou que o cheiro estava machucando o nariz dele. Um dos anciões, que estava a caminho do conselho, ouviu o garoto e se deu conta do que havia chegado para eles. Ele gritou para que as pessoas corressem. Ela o matou primeiro. "Haviam vinte testemunhas da chegada da Mulher Fria. Dois sobreviveram, apenas porque ela ficou distraída com o sangue, e parou para saciar sua sede. Eles correram pra Taha Aki, que estava no conselho com os outros anciões, seus filhos, e sua terceira esposa. "Yaha Uta se transformou em seu espírito lobo assim que ele ouviu as notícias. Ele foi sozinho combater a bebedora de sangue. Taha Aki, e sua terceira esposa, e seus anciões seguiram ele. "No início eles não conseguiram encontrar a criatura, só as evidências de seu ataque. Corpos estavam quebrados, alguns completamente sem sangue, espalhados pela estrada por onde ela havia aparecido. Aí eles ouviram os gritos e correram para o porto. "Vários Quileute haviam corrido para os navios para se refugiarem. Ela nadou atrás deles como um tubarão, e quebrou o casco do navio deles com sua incrível força. Quando o navio afundou, ela agarrou aqueles que tentaram fugir a nado, e quebrou eles também. "Ela viu o grande lobo na costa, e esqueceu dos nadadores flutuando. Ela nadou tão rápido que se transformou num vulto, pingando e gloriosa, ela veio ficar de pé na frente de Yaha Uta. Ela apontou para ele uma vez com seu dedo branco e fez outra pergunta incompreensível. Yaha Uta esperou. "Foi uma luta apertada. Ela não era tão boa lutadora quanto o seu parceiro havia sido. Mas Yaha Uta estava sozinho - não havia ninguém para distraí-la da fúria com ele. "Quando Yaha Uta perdeu, Taha Aki gritou em desafio. Ele tropeçou para a frente e se transformou em um lobo ancião, com pêlo branco. O lobo era velho, mas esse era o Espírito Homem de Taha Aki, e sua raiva o tornou forte. A luta recomeçou. "A terceira esposa de Taha Aki havia acabado de ver seu filho morrer diante de seus olhos. Agora o seu marido lutava, e ela não tinha esperanças de que ele pudesse vencer. Ela havia ouvido cada palavra que a vítima havia dito no conselho. Ela havia ouvido a história da primeira vitória de Yaha Uta, e ela sabia que a distração de seus irmãos haviam salvado ele. "A terceira pegou uma faca do cinto de um dos filhos que estava ao seu lado. Eles eram todos filhos jovens, ainda não eram homens, e ela sabia que eles morreriam quando o seu marido falhasse.

"A terceira esposa correu em direção à Mulher Fria com a adaga erguida. A Mulher Fria sorriu, pouco distraída da sua luta com o lobo velho. Ela não tinha medo de uma mulher humana fraca e nem da faca que não causaria nenhum arranhão em sua pele, e ela estava prestes a dar o golpe de misericórdia em Taha Aki.

"E aí, a terceira esposa fez algo que A Mulher Fria não estava esperando. Ela caiu de joelhos aos pés da bebedora de sangue e enfiou a faca em seu próprio coração. "O sangue escorreu pelos dedos da terceira esposa e espirrou na Mulher Fria. A bebedora de sangue não pôde resistir à luxuria do sangue fresco que estava deixando o corpo da terceira esposa. Instintivamente, ela se virou para a mulher que estava morrendo, por um segundo inteiramente consumida pelo sangue. "Os dentes de Taha Aki se fecharam no pescoço dela.

"Aquele não foi o fim da batalha, mas agora, Taha Aki não estava mais sozinho. Vendo a mãe deles morrer, dois filhos mais novos sentiram tanta raiva que se lançaram para a frente como seus espíritos lobos, apesar de ainda não serem homens. Com seu pai, eles exterminaram a criatura. "Taha Aki nunca se reuniu à tribo. Ele nunca se transformou em homem de novo." "Ele deitou por um dia ao lado do corpo da terceira esposa, rosnando toda vez que alguém tentava encostar nela, e aí ele foi para a floresta e nunca mais retornou. "Problemas com os frios eram raros e aconteciam de vez em quando.
Os filhos de Taha Aki guardaram a tribo até que seus filhos fossem velhos o suficiente para ficarem em seu lugar. Nunca houveram mais de três lobos de cada vez. Era o suficiente. Ocasionalmente um bebedor de sangue aparecia por essas terras, mas eles eram pegos de surpresa, sem esperar os lobos. De vez em quando um lobo morria, mas eles nunca foram dizimados de novo como da primeira vez. Eles haviam aprendido como lutar com os frios, e eles passaram o conhecimento de lobo para lobo, de mente de lobo para a mente de lobo, de espírito para espírito, de pai para filho. "O tempo passou, e os descendentes de Taha Aki já não se transformavam mais em lobos quando atingiam a idade adulta. Só muito raramente, se um frio estava por perto, os lobos retornavam, e o bando continuava pequeno. "Um grupo maior chegou, e os seus próprios bisavôs se prepararam para lutar contra eles. Mas o líder falou com Ephraim Black como se fosse um homem, e prometeu não machucar os Quileute. Os seus estranhos olhos amarelos davam alguma espécie de prova do que ele dizia sobre eles não serem iguais aos outros bebedores de sangue. Os lobisomens estavam em menor número; não havia necessidade de os frios pedirem um acordo sendo que eles podiam ter vencido a batalha. Ephraim aceitou. Eles cumpriram com a sua parte, apesar de que a presença deles tendia a puxar outros. "E o número deles forçou o bando a atingir um número que a tribo nunca havia visto", o Velho Quil disse, e por um momento em seus olhos pretos, afundados nas rugas e na pele dobrada ao redor deles, pareceram parar em mim. "Exceto, é claro, no tempo de Taha Aki".- ele disse, e então suspirou.- "E então os filhos da nossa tribo carregam novamente o fardo e dividem o sacrifício que seus pais suportaram antes deles".

— e-e o que explica sobre...sobre...- sinalizo a todos e a mim e o que de fato aconteceu naquela floresta.

—Bella, você seria a ancora dos dois mundos ou o que poderia dizer três, já que de alguma forma você tem envolvimento com os frios. Você tem o poder do amor querida, e esse amor não pode ser vencido, a muito tempo atrás depois que toda essa história de primeiros lobos e frios aparecerem na terra, uma menina assim como você veio ao mundo para liderar os lobos perdidos e seu alfa, acreditando já ter estar com sua impressão, se encantou ao olhar os grandes olhos castanhos da garota chamada 'Fiona de La Belle', a garota italiana era uma filha da noite, entre um frio e uma loba os dois seres noturnos, ela veio ao mundo para trazer paz e união, sendo apenas uma humana, não possuía nenhum dos dons dos pais, nem a força nem a rapidez...mas não deu muito certo, e o que veio acontecer foi sua morte. Não se sabe direito a história de Fiona e os lobos, ela nunca foi contada corretamente. Mas acredito que você seja a Fiona e os meninos os seus lobos e você deverá os guiar querida.- Sue diz segurando minhas mãos.- Vê-los brigando hoje por um motivo desconhecido não lhe fez bem, e você os caminhou para o certo que é não brigar. E assim eles pararam por que de fato os lobos obedecem a seu alfa, mas a matilha obedece a você.

—Mas eu sou apenas uma grande humana frígio e idiota! – sussurro segurando as lagrimas ao olha-la os olhos.

— Às vezes os humanos conseguem ser mais forte do que qualquer outro ser sobrenatural, você não é idiota é uma guerreira e tem sentimentos que foram machucados de alguma maneira, e o que te faz ser humana é isso...você tem um amor incrível dentro de você meu bem. Não julgue, não clame e nem xingue a Deus por esse dom maravilhoso que ele deu a ti, agradeça a tudo tem um porquê e uma razão.

—Eu pedi a ele um motivo de viver.- sussurro olhando para nossas mãos.

—E ele deu...oito belos motivos. – olha para os meninos e depois me olha novamente.- Ou no momento sete. – ri sem graça ao ver que faltava um ali no meio.

— onde está Sam ? Ele é o alfa não deveria estar aqui para apoiar Isabella ? – ouço a voz acida de Leah em direção a mãe.

—Filha, por favor...

—Eu estou aqui, Leah! – olho em direção a voz e era como se todo o meu mundo tivesse parado. O que eu tinha que mandar para meus pulmões mesmo?