Talk Dirty To Me

Ela tinha acabado de tirar a maquiagem quando ele entrou no quarto, jogando a capa sobre a cama, Venus havia descoberto que toda a aparência de organização e pragmatismo dele se aplicava ao trabalho, mas não exatamente ao quarto deles. E mais de uma vez havia usado a tendência dele a fazer bagunças contra Kunzite que sempre se fazia de desentendido. Ela se virou na cadeira girando o corpo em direção a ele conforme ele caminhava em sua direção, mas, quando Kunzite fez menção a envolver o rosto dela com as mãos, gesto que geralmente seguia um beijo na fronte, Venus recuou.

— Eu acho que isso não é uma boa ideia...

Ele deixou as mãos caírem, a decepção aparecendo na forma de um vinco em sua testa.

— Tão ruim assim?

— Bem, a coisa mais gentil que eu ouvi hoje de alguém que me tocou foi a Serenity dizendo que queria lamber cobertura de bolo dos meus peitos quando eu a ajudei a tirar a capa na sala do trono. Graças a Deusa somente alguns guardas estavam na sala. – Ele deixou escapar sua risada baixa e rouca. – Para, Kun, não é engraçado.

— Você tem que admitir que é um pouquinho – ele demonstrou com o indicador e o polegar.

— Eu nunca pensei que precisaria dos meus poderes darem a louca quando eu estou ovulando e forçando todo mundo a me querer cinquenta vezes mais do que eles geralmente já me querem e serem extremamente vocais sobre isso para você achar algo engraçado.

— Eu acho muitas coisas engraçadas.

Ela ergueu uma sobrancelha em descreça.

— Era pra isso ser uma piada?

Ele se aproximou um pouco mais e estendeu uma mão até o rosto dela, Venus fez que ia recuar de novo, mas ele, muito sério, fez que não com a cabeça. Ela engoliu em seco, mas ficou, o toque foi suave como as batidas as asas de uma borboleta quando ele afastou um fio de cabelo do rosto dela.

— E qual foi a pior coisa que você ouviu hoje?

— Ãh? – ela respondeu aérea.

Ele deu um de seus sorrisos enviesados aqueles que ele deixava escapar quando estava se sentindo terrivelmente satisfeito consigo mesmo. Venus odiava e amava aqueles sorrisos em igual medida.

— Você me disse que a Rainha lhe dizendo que queria lamber cobertura de bolo dos seus seios foi a melhor coisa que ouviu hoje... – E talvez fosse o modo como ele estava a olhando ou seu tom de voz ao dizer aquelas coisas, mas Venus começou a cogitar um passeio pela cozinha, mais especificamente no armário de confeitos de Jupiter. – Qual foi a pior coisa que você ouviu hoje?

Ela bufou e revirou os olhos.

— Jadeite foi me dar um abraço de surpresa pelas costas e disse que queria gozar no meu sovaco cabeludo. Eu não tenho um sovaco cabeludo!

A face dele se tornou dura como pedra.

— Eu vou matar aquele...

— Hey, hey! Não foi culpa dele, você sabe disso!

— Venus, ninguém sentiria falta dele.

— Eu sentiria! E a Mars, Serenity também. E o Endymion, eu suponho. E você também, no fundo, beeeeeeeeeeeeeem no fundo.

Ele não pareceu impressionado.

— Eu posso matar dele e você pode pedir para Rainha trazê-lo de volta.

— Não é você que sempre está dizendo para não usarmos nossos poderes de maneira supérflua.

— Que fique registrado que você quem está dizendo que trazer o Jadeite de volta seria um modo supérfluo de usar os poderes da Rainha.

— Você entendeu o que eu quis dizer, Kunzite.

Ele suspirou.

— Nós não tínhamos combinado não falar da pessoa com o nome começado por "J" neste quarto?

— Foi você quem perguntou.

— Certo, certo deixo passar essa. Vem, vamos para cama.

Ela pareceu incerta e lançou um olhar longo e cobiçoso para a cama, a capa dele ainda sobre a mesma, o forro de seda prateada reluzindo na meia luz.

— Você acha isso uma boa ideia?

Ele se curvou em direção a ela, Venus sentiu o corpo todo arrepiar quando uma mão dele acariciou a curva de seu pescoço e entrou pela nua, entremeando os dedos aos cabelos dela.

— Porque? Você não quer ouvir o que eu quero fazer com você? – ela podia sentir os lábios dele se movendo contra a orelha, a respiração quente dele contra a pele.

— Kunzite – ela gemeu o nome dele, ainda um pouco incerta, mas não ofereceu nenhuma resistência quando ele a pegou no colo e a levou para a cama, murmurando com detalhes tudo que ele queria e iria fazer com ela naquela noite.


N/A: Essa fic foi inspirada por Misfits! Sim, Misfits. LMAO

Eu odeio o poder da Alisha, mas eu estava pensando se a Venus não teria alguma variação dele e saiu isso. Plots assim são bem típicos de fics com alienígenas, por causa da biologia diferente deles, daí eu me lembrei que estou num fandom com um monte de aliens e nunca tinha tentado nada do tipo antes. Shame on me.