Bom, gente, é isso! Foi uma delícia escrever essa história! Já adianto minhas desculpas se tiver algum erro, pois foi um capítulo não betado. Era justamente o presente para a minha beta, então queria fazer uma surpresa haha se tiver algum errinho, me avisem! Também peço desculpas porque está ENORME. Sinto que não dividi bem os capítulos porque a ideia não era que ficasse tão grande. Mas enfim... Agora só falta o epílogo, e espero postar até o fim da semana.
Ah! E não esqueçam de deixar um review básico, um retorno crítico é sempre bom.
No mais, aproveitem!
Capítulo III
- Véspera de Natal -
O Salão Principal estava lindamente decorado para o jantar de Natal, com velas flutuando no teto e um pinheiro de quase cinco metros ornando a entrada. Alguns dos professores estavam aproveitando a licença fora do castelo, com suas respectivas famílias, assim como a maioria dos alunos.
A Srª Page havia ido embora uma semana antes do término do seu estágio, alegando assuntos urgentes nos EUA. Mas mais tarde Severo descobriu que a presença dela no castelo era um plano de Pomona e Minerva para fazer com que ele e Hermione agissem sobre os seus sentimentos. Severo realmente quis ficar bravo sobre isso, mas ele estava tão feliz, tão cheio de amor, que só tinha a agradecer às duas bruxas intrometidas.
O que levava à Hermione... As duas semanas desde o primeiro beijo deles foi um borrão. Era tudo tão novo e maravilhoso. Eles conversavam horas e horas como antes, mas a diferença é que agora ele não precisava esconder o seu olhar apaixonado quando olhava para ela, nem precisava ficar envergonhado quando ela o pegava olhando para a sua boca, desejando desesperadamente poder beijá-la, porque agora ele podia.
E Hermione o tocava o tempo todo. Quando estavam sentados no seu quarto, em frente a lareira, ela se enrolava em torno dele, deixando a cabeça descansar em seu ombro enquanto lia um livro, e quando ele menos esperava ela o beijava. E a cada dia Hermione o beijava mais intensamente, com mais ardor e paixão em um segundo do que em todas as fantasias de Severo juntas conseguiam reunir. Até que na última noite...
Severo sentiu o rosto esquentar só de lembrar, e resmungou para o prato vazio, fazendo com que Minerva e Hagrid o olhassem com curiosidade.
- Ela vai voltar logo, Severo. Anime-se. – Minerva disse, interpretando erroneamente a carranca dele.
Hermione havia ido para a França passar o Natal com os pais, e enquanto Severo adoraria passar o feriado com ela, entendia perfeitamente que ela precisava estar com eles. Mas não era isso que o preocupava. Não mesmo.
- Logo, logo nossa Hermione está de volta, professor Snape – Hagrid disse com a boca cheia, fazendo Severo se distrair um pouco das suas inseguranças. Ele temia que a equipe de professores não aprovasse o relacionamento deles, mas incrivelmente – ou não – todos já sabiam. E adoravam.
- Obrigada, Hagrid. – Severo disse, aproveitando que todos já estavam bem intoxicados de vinho élfico para notar sua saída.
- Ah, e Severo!
Merda.
- Sim, Minerva. – ele suspirou dramaticamente.
- Não deixe suas inseguranças te impedirem de ser feliz. – e com uma piscadela, Minerva voltou para o assunto na mesa dos professores, deixando o mestre de poções totalmente atordoado para trás.
E, sim, ela estava certa.
Ele amava Hermione com todo o seu ser, e ela o amava de volta. Mas e se ele não fosse o suficiente? Severo sabia muitas coisas da vida, mas como se relacionar não era uma delas. Ela aguentaria o seu mau humor? O seu sarcasmo? Sua personalidade? É claro que ele já sabia a resposta para todas essas perguntas, e era um retumbante 'sim'. Hermione já aturava e amava todas essas coisas nele desde que se tornaram amigos. Mas essas perguntas mascaravam a sua real preocupação. A que ele tentava veemente não pensar, não falar em voz alta, que era:
Severo Snape era virgem.
Sim, virgem.
Ele nunca havia tocado uma mulher. Na verdade, ele só havia beijado algumas poucas vezes antes de beijar Hermione, quando era adolescente, e depois a vida simplesmente o consumiu. Não havia tempo para sexo, não havia tempo para o prazer. Ele passara metade da vida achando que amava uma mulher, e a outra metade se culpando pela morte dela. Sem falar que ele não era o mais agradável dos homens, nem o mais bonito, e a sua personalidade também não ajudava.
"Hermione é louca por estar comigo", Severo pensou em voz alta, deixando o copo de whisky de lado para se olhar no espelho. Ele via um cabelo que, embora menos oleoso, ainda era muito fino, muito preto, muito sem graça. Via uma pele que, sim, estava mais rosada e menos pálida, mas o que mais? Seus dentes eram um pouco tortos, seus olhos, muito escuros. O corpo não era mais tão magro como durante a guerra, mas também não era escultural. Além disso, tinham as cicatrizes. Muitas, na verdade. E a pior de todas pouco acima do colarinho, uma linha vermelha e ainda visível mesmo sob os feitiços de desilusão.
Ele temia que se Hermione o visse assim, tão exposto e vulnerável, ela correria. Severo sabia que não deveria julgá-la de maneira tão superficial, mas eram suas inseguranças levando o melhor sobre ele. E se ele fizesse algo errado? E se só ler incansavelmente sobre o assunto não o ajudasse quando Hermione estivesse na sua frente ou, Merlin ajudasse, embaixo dele, nua? E se ele paralisasse?
Sua mente imediatamente o levou para a noite anterior, em que os beijos ficaram mais intensos que os anteriores, e antes que pudesse pensar sobre isso Hermione estava montada em seu colo, sua língua na dele, dedos delicados segurando sua nuca, os seios pressionados firmemente contra o seu peito... Deuses. Como ele queria tocá-los, prová-los.
E tudo estava indo muito bem até que Hermione moveu os quadris para sentir sua ereção, e ele não aguentou. Severo veio como um adolescente, o orgasmo mais poderoso da sua vida com a mulher de seus sonhos que, na verdade, era real. Mas logo a culpa e a vergonha o inundaram e antes que Hermione pudesse perceber ele a pegou com facilidade, embora bruscamente, e a colocou no sofá, levantando logo em seguida para tentar esconder o seu embaraço.
Severo deu um boa noite apressado e saiu do quarto – que a propósito era dele – com os pensamentos nublados e a perna bamba de desejo, mas se sentindo o homem mais patético. Como ele iria olhar para Hermione novamente depois disso? De certa forma ele estava até aliviado que ela não estava no castelo, pois só assim conseguia pensar racionalmente. A resposta óbvia era: converse com ela, seja sincero. Mas a verdade era muito patética. Um virgem de 40 anos? Certamente daria um filme. A opção mais segura seria afastá-la, para que ela percebesse a impropriedade de estar com alguém como Severo Snape, e assim ele poderia mergulhar na própria miséria novamente, lamentando a oportunidade perdida. Ou então el-
- Eu posso ouvir os seus pensamentos daqui. – uma voz suave e conhecida o fez saltar.
- Hermione? – ele perguntou, chocado. – O que está fazendo aqui? Não era para estar com os seus pais?
- Sim, mas eles perceberam que a minha mente e coração estavam em outro lugar. – ela sorriu, dando de ombros.
- Eu não entendo... – Severo estava completamente chocado que ela estava aqui, que tinha voltado para ele. Especialmente depois da maneira que a noite anterior havia acabado.
- Mas eu entendo agora. – Hermione disse, séria.
- Entende? – Severo fez de desentendido, cruzando os braços sobre o peito na tentativa de se proteger.
- Entendo porque tem se afastado. No começo imaginei que você estava tentando evitar o meu toque, porque todas as vezes que eu tentava ser mais...bem, ousada, você se afastava. Mas eu sentia o seu desejo por mim, então não podia ser isso. Depois pensei que você pudesse ter algum trauma em ser tocado. Uma guerra faz isso com as pessoas. Mas então, eu beijei você o tempo todo nos últimos dias e você pareceu gostar.
A cada passo que Hermione dava para mais próximo de Severo, suas barreiras iam desmoronando. Ele não podia pensar claramente com ela tão perto dele, desvendando tão bem os seus disfarces.
- E a que conclusão você chegou? – Severo finalmente perguntou.
- Do que você realmente tem medo, Severo? – ela perguntou de volta.
- Eu certamente não tenho medo, Senhori-
- Não ouse me chamar de Senhorita Granger, Severo! Já superamos isso a muito tempo! – Hermione estourou, se arrependendo no segundo seguinte ao ver Severo se encolher, demonstrando claramente o quanto o assunto o deixava vulnerável.
- Você tem medo de se entregar completamente para outra pessoa, medo de que eu veja você. Mas eu já vi você. Tenho visto você por muito tempo, e te amado com todo o meu ser. Então, fala comigo, Severo. Por favor. – ela pediu suavemente, suspirando aliviada quando viu que ele cedera.
Aproveitando a deixa, Hermione tocou a mão dele, sentindo-o tremer com o toque. Novamente aliviada por Severo não ter recuado, ela o levou até o sofá, esperando pacientemente que ele contasse o que estava os impedindo de seguir em frente.
- Você não entende. Eu não... Eu nunca... Merlin. – ele praguejou, seu rosto em chamas. E a visão do Severo tímido, sem palavras, veio como um tapa para Hermione.
- Você já fez isso antes? – ela finalmente perguntou. E quando Severo olhou para todos os lugares, exceto para ela, Hermione entendeu.
- Eu sei que é risível – Severo resmungou, ainda olhando para o chão.
- E por que seria risível?
- Um homem na minha idade que nunca tocou uma mulher? Hermione... – ele riu sem humor.
- Severo, olha para mim. – Hermione pediu, segurando o rosto dele em suas mãos delicadas. – Só uma coisa importa: você quer estar comigo?
- Nunca quis tanto uma coisa em toda a minha vida. – a sinceridade crua fez Hermione ofegar.
- E você quer me tocar?
- Sim.
- E quer que eu te toque?
- Eu... – Severo tentar desviar o olhar, mas Hermione o impediu.
- Sim ou não, Severo.
- Sim. – a palavra veio num sussurro, mas carregada de desejo e promessas. A voz trêmula dele era tudo que Hermione precisava para beijá-lo completamente.
Então ela o beijou. Como se a vida de ambos dependesse disso – e talvez dependesse. Porque não havia a menor possibilidade de felicidade num mundo em que não estivessem juntos. Quebrando o beijo suavemente, Severo tocou sua testa na dela e afastou um dos cachos rebeldes da sua testa, seu coração saltando com a visão da pele corada de Hermione.
Era perfeito.
- Eu amo você, Hermione – ele sussurrou, espalhando vários beijos pelo rosto dela, sentindo a pele macia sob seus lábios e se deliciando com a sensação de tê-la em seus braços.
- E eu amo você, Severo – ela sussurrou de volta, abraçando-o. – E nós não precisamos fazer nada que você não queira. Temos todo o tempo do mundo.
- Mas eu quero, Hermione. Quero tudo com você. Mas esse corpo... tenho cicatrizes. Muitas cicatrizes. Você é jovem, brilhante, linda. Está desperdiçando seu tempo comigo. – A primeira reação de Hermione foi se ofender pelas palavras de Severo, mas ela rapidamente se conteve ao olhar para a expressão genuína no rosto dele. Não era um jogo, era real; todas aquelas coisas horríveis que ele pensava de si mesmo eram preocupações verdadeiras, inseguranças firmemente encravadas na cabeça dele, e que não se dissipariam com facilidade.
- Entendo suas inseguranças, Severo. Sei que não duvida dos meus sentimentos por você, mas preciso que entenda de uma vez por todas que estou aqui e nada vai mudar isso. – ela sorriu, buscando o olhar dele.
- E se eu fizer algo errado? E se você não gostar? E se...
- Severo – ela interrompeu o fluxo de inseguranças dele com a ponta dos dedos, sorrindo – Isso é absurdo. É impossível que eu não goste do seu toque.
- Mas...
- E quanto as cicatrizes – ela se levantou, ganhando o olhar curioso de Severo – também tenho as minhas. Veja – Hermione disse quando puxou a manga esquerda para mostrar uma fina linha rosada no antebraço – queimei ajudando meus pais na cozinha quando tinha 12 anos; e aqui – ela apontou para um outro traço rosado no pulso – outro incidente na cozinha.
Severo riu da total inaptidão culinária de Hermione a medida que ela contava a história por trás das queimaduras, mapeando outras ao longo do braço e pulando propositalmente a marca deixada por Bellatrix para um outro momento.
- E esta foi quando caí do balanço no parquinho do bairro. Tinha 4 anos, e desde então não suporto alturas. – Severo tocou a pequena e quase imperceptível cicatriz na testa de Hermione, e os dois trocaram olhares para a ironia da situação.
- Pelo menos não parece um raio. – Severo disse sarcasticamente.
- Claro que você não poderia deixar passar essa – Hermione riu, passando para a próxima cicatriz. – Esta foi no Ministério, no quinto ano.
- O Departamento de Mistérios – Severo sussurrou, e Hermione assentiu.
- Dolohov me atingiu com uma maldição e fiquei incapacitada pelo resto da batalha. Foi Neville quem pegou minha varinha e me tirou de lá.
- Não sabia dessa parte. – Severo disse, olhando para ela – Sinto muito por não ter chegado a tempo, Hermione. – Severo disse, entrelaçando seus dedos nos dela e fazendo-a estremecer com a força do seu olhar.
- Não foi sua culpa, Severo. – Ela sorriu fracamente, tentando afastar as lembranças daquele dia fatídico. Mas antes que ela pudesse passar para outra cicatriz, sentiu o toque de Severo em seu ombro, traçando delicadamente a linha prateada com a ponta do dedo. Hermione estremeceu com a força do momento, fechando os olhos numa tentativa de parar o fluxo de emoções que a inundaram.
- Eu sinto mesmo assim – o sussurro dele contra a sua pele a fez arrepiar dos pés à cabeça. – Posso... posso te beijar aqui? – a voz dele era uma mistura de insegurança, expectativa, medo e desejo.
Hermione assentiu, não confiando em si mesma para formular uma resposta coerente. E se ela achava que beijar Severo era o paraíso, não estava preparada para a sensação dos lábios dele deslizando contra a pele sensível da clavícula, tomando todo o tempo no caminho até o pescoço enquanto as mãos a seguravam pela cintura. Hermione podia sentir, pela trepidação nos lábios, o quanto ele estava nervoso, e ela se perguntou vagamente se deveria dizer algo para encorajá-lo, para deixá-lo mais confortável, mas qualquer intenção se dissipou no ar quando ele finalmente falou, a voz baixa e rouca, sedutora e tímida, a mistura inebriante que a fazia queimar de prazer, a pergunta que ela tanto sonhou em ouvir:
- Posso fazer amor com você, Hermione?
- Deuses, sim! Você não se atreva a sair desse quarto, Severo Snape. – ela praticamente rosnou, jogando toda a cautela para os ares. Ela queria esse homem, e se ele a desejava como ela, por Merlim, ela o teria.
Antes que Severo pudesse reagir, seus braços estavam cheios de Hermione: o cheiro, a pele, os beijos... era inebriante. E num súbito momento de realização e autoconfiança, ele decidiu que podia até não ter experiência, mas tinha o instinto e muito material de leitura armazenado a seu favor – além, claro, da bruxa extremamente disposta no seu colo.
No seu colo!, a mente de Severo gritou, fazendo-o acordar do transe. Ele a segurou pela cintura e girou o seu corpo sobre o dela até o meio da cama, se deliciando com a sensação indescritível que era tê-la embaixo dele. Seus lábios tocaram os dela num beijo de tirar o fôlego, e antes que ele perdesse a coragem deixou uma das mãos vagarem pela cintura dela, mapeando seus contornos sobre a blusa. Ousado, ele soltou um botão, depois outro, e outro, até que o tecido leve abriu e revelou uma pele levemente dourada, suave ao toque, e seios pequenos protegidos por um sutiã de renda preto.
- Hermione? - sua recém confiança quase vacilou.
- Estava decidida a seduzi-lo hoje. – Hermione sorriu, embora o seu rosto estivesse em chamas.
- Merlim - Severo estremeceu de prazer. Ela tinha colocado a bendita peça para ele. Ele! Foda-se a insegurança, foda-se tudo.
Ele esticou seu corpo longo e magro em cima de Hermione, ambos gemendo com o contato, e Severo começou a distribuir pequenos beijos ao longo do pescoço até o topo dos seios, ganhando mais confiança à medida que os gemidos dela aumentavam. Que coisa extraordinária, Severo pensou, que ele pudesse tirar tais sons de uma mulher. E não qualquer mulher, mas a que ele amava.
Ainda incapaz de acreditar totalmente que ela estava ali, embaixo dele, seminua, Severo buscou seu olhar em busca de permissão para tocá-la mais intimamente, e o coração de Hermione quebrou com a constante insegurança dele.
- Você pode me tocar onde quiser, Severo. Não me importo. – e para provar o seu ponto (embora já estivesse mais do que provado), ela levou uma das mãos dele até o inchaço suave dos seus seios, fazendo-o pressionar com força. Ela se divertiu um pouco com a expressão em choque dele, mas qualquer indício de humor se perdeu quando ele apertou um seio e beijou o outro por cima do sutiã, porque Hermione estava perdida para o mundo. Definitivamente e completamente perdida. E a partir daquele ponto em diante ela soube que não precisaria mais dar permissões ou orientações, eles aprenderiam sobre o corpo um do outro apenas com o som tranquilo do vento batendo nos vitrais do quarto, a lareira crepitando e os gemidos e sussurros de amor como fundo.
Severo voltou a atenção para a boca de Hermione antes de puxá-la com ele para uma posição sentada, nunca quebrando o beijo. Suas mãos calosas tocaram o fecho do sutiã e, embora Hermione pudesse sentir que estavam um pouco trêmulas, ele fez a pequena peça deslizar facilmente dos seus ombros estreitos enquanto ela o ajudava a desabotoar a camisa, impaciente para sentir a pele dele em contato com a sua.
E, deuses, não era nada como ela imaginava que seria. Ele era realmente muito magro como ela suspeitava, mas seus braços eram fortes ao toque. O seu peitoral, onde ela tantas vezes sonhou se aconchegar, era firme e aveludado, vários pelos escuros contrastando com a pele pálida e fazendo o caminho do pecado até o umbigo e além. Lindo. Hermione não podia esperar nem um segundo para sentir o gosto dele na sua boca, mas sabia que deveria ir mais devagar para não assustá-lo. Era a primeira vez dele, e Hermione queria que fosse perfeito.
Interrompendo o beijo, ela se afastou sem quebrar o contato visual, sorrindo maliciosamente para ele enquanto deitava na cama, os cabelos castanhos e cheios espalhados no lençol branco e os seios rosados se intumescendo ainda mais na mistura de excitação e do ar frio de noite. Com um aceno, suas roupas debaixo também foram embora, e em meio segundo ela estava completamente nua e a mercê de Severo Snape.
Decidindo que ele merecia ser provocado um pouco – afinal de contas, ela esperava por aquele momento a quase quatro anos, Hermione deslizou as mãos pelo próprio corpo enquanto afastava as pernas uma da outra, abrindo-se totalmente para ele. Ela nunca se sentira tão selvagem, livre, poderosa e bonita quanto naquele momento, sob o escrutínio dele, a figura escura e imponente ajoelhada nos pés da cama, bebendo a visão deliciosa dela, seu núcleo escorrendo de desejo por ele, implorando pelo toque dele.
Era demais.
Severo nem confiava em si próprio para uma magia sem varinha simples que era tirar a própria roupa, então ele tropeçou nas próprias calças e cueca, jogando-as displicentemente no chão. Ele ardia pela mulher maravilhosa a sua frente. Hermione era a criatura mais linda, mais requintada, e o que ele poderia fazer a não ser se juntar a ela? E assim ele fez, tentando ignorar o seu coração que parecia querer sair pelo peito e as mãos que tremiam como um adolescente.
Eles precisaram de um momento para se recompor do choque que era sentir pele com pele, calor com calor, coração com coração; a medida que a surpresa ia se dissipando para dar lugar a névoa de prazer e desejo, Severo retirou os lábios dos dela para colocá-los no outro seio, sugando e mordiscando o mamilo, fascinado pela maneira em que se intumesciam com o seu toque enquanto Hermione gemia e se contorcia embaixo dele.
- Severo – ela ofegou, puxando os fios negros e escorregadios dele enquanto lutava para falar algo coerente. Era impossível, ela decidiu, especialmente porque no momento em que ela pensou em dizer alguma coisa o bruxo taciturno em cima dela espalmara sua mão esquerda entre as coxas, provocando, até que finalmente um dos dedos escorregou entre as suas dobras, pressionando aquele ponto que a fez gritar.
- Deuses! Severo, eu... Merlin! – ela engasgou, incapaz de se mover ao sentir a língua dele seguindo o caminho do um umbigo até chegar na parte interna das coxas, soprando suavemente os cachos molhados entre as suas pernas.
Mãos grandes espalmavam seus quadris quando ela sentiu, finalmente, a língua dele onde ela mais desejava. O primeiro toque foi rápido, tímido, como se estivesse testando o efeito que teria nela, como se temesse machucá-la. Mas Hermione deixou a cautela de lado para agarrar o couro cabeludo dele com força, encorajando-o a continuar.
Mesmo sem ter a força para abrir os olhos Hermione podia sentir o sorriso de satisfação dele na sua pele, e instintivamente seus quadris se movimentaram mais fundo na boca de Severo, buscando desesperadamente por um alívio que estava prestar a estourar. Mas ela queria esperar, queria vir com ele dentro dela, se expandindo entre as suas dobras molhadas e escorregadias, sentindo o prazer dele escorrer dela.
- Severo! – Hermione apertou meios às cegas os ombros dele, num sinal claro de que ele parasse.
- Fiz algo errado? – a voz de Severo era baixa e insegura.
- Não! Deuses, não! – Hermione o puxou para um beijo, sentindo o seu gosto na boca dele. – Quero vir com você dentro de mim.
Antes que Severo pudesse reagir, Hermione tocou a extensão do seu membro ereto com a palma da mão e o guiou para entrada, ambos estremecendo de prazer.
- Merlin – Severo rosnou, escondendo o rosto no pescoço de Hermione.
- Eu quero olhar para você Severo – ela sussurrou, tocando suavemente o queixo dele. Hermione sabia que ele ainda estava tímido e se sentindo muito exposto, mas ela precisava vê-lo, mostrar o seu amor, seu desejo, sua entrega. – Por favor.
E com o pedido simples Severo levantou o olhar e fez amor com ela. Lento. Suave. Intenso. Ele entrou nela devagar, receoso no início, mas Hermione empurrou o quadril em busca de mais contato, fazendo Severo soltar um rosnado que a fez estremecer de prazer. Desejando sentir o corpo de Severo ainda mais fundo, Hermione enrolou as pernas ao redor dele, dando mais acesso, e o membro dele se expandiu completamente dentro dela, fazendo-a engasgar com a sensação de completude.
- Porra – ela soltou, incapaz de articular em termos mais bonitos. Severo, no entanto, estava perdido demais nas sensações para falar. – Mais forte, Severo.
Ele saiu e entrou nela uma, duas, três vezes, preenchendo-a mais e mais a cada estocada. Os gemidos de ambos se misturavam ao som dos seus corpos em movimento, suas peles pegajosas do amor que faziam brilhavam a luz do fogo, mas tudo que conseguiam perceber era a presença um do outro, a realização de que estavam tão próximos quanto possível.
- Hermione, eu-
- Dentro de mim, Severo. Por favor, quero que você goze dentro de mim.
- Deuses. – ele estremeceu, não aguentando mais se segurar. Com uma das mãos ele tocou o clitóris dela, massageando rapidamente enquanto seu pênis a penetrava fundo.
- Me fode.
E com essas palavras, eles gozaram. Ambos completamente perdidos um no outro, na sensação de transcendência. De amor.
Severo desabou sobre ela, tremendo, e tudo que Hermione tinha forças para fazer era traçar a ponta dos dedos pelos braços dele, envolvendo-o num abraço.
Eles não tinham noção do tempo quando as respirações finalmente voltaram ao normal, e Severo rolou para o lado, trazendo Hermione para deitar a cabeça em seu peito. Foi Severo quem quebrou o silêncio.
- Deus, como eu te amo. Você é... uma força da natureza. Você me faz o homem mais feliz, Hermione.
Sua voz era pouco acima de um sussurro, e Hermione sorriu contra a pele dele, se aconchegando ainda mais no abraço.
- E você me faz a mulher mais feliz do mundo, Severo. Nunca imaginei que poderia me sentir tão desejada, tão amada. – ele beijou a testa dela, cobrindo-os contra o ar frio da noite.
- Meus pais estão ansiosos para conhecê-lo formalmente – Hermione falou depois de um tempo – como meu namorado.
Ele fez uma careta para o adjetivo, o que não passou despercebido por ela.
- Tudo bem, então – ela riu, beijando o peito dele – amante? Amigos com benefícios? – ela riu mais, se divertindo com a brincadeira. – Que tal... won won? Ou então-
- Esposa.
- O que?
- Seja minha esposa. Minha mulher. Minha amiga. Meu amor.
- Severo, eu-
- Case comigo, Hermione, e me faça o homem mais feliz e sortudo do mundo. – ele beijou a mão dela, olhando-a intensamente. E o que Hermione poderia responder?
- Sim. Sim, sim, sim! – ela pulou em cima dele, beijando-o e o deixando completamente sem fôlego. – Eu te amo, futuro marido.
- E eu amo você, futura esposa.
...
