Capítulo 5. -
I gotta take a little time
(Eu preciso achar um tempinho)
A little time to think things over
(Um tempinho para pensar melhor nas coisas)
I better read between the lines
(É melhor eu ler nas entrelinhas)
In case I need it when I'm colder
(Caso eu precise quando estiver mais fria)
In my life
(Na minha vida)
There's been heartache and pain
(Só tem havido sofrimento e dor)
I don't know
(E eu não sei)
If I can face it again
(Se eu posso encarar isso de novo)
Can't stop now
(Eu não posso parar agora)
I've traveled so far
(Eu já fui longe demais)
To change this lonely life
(Para mudar esta minha vida solitária)
I wanna know what love is
(Eu quero saber o que é o amor)
I want you to show me
(Eu quero que você me mostre)
I wanna feel what love is
(Eu quero sentir o que é o amor)
I know you can show me
(E eu sei que você pode me mostrar)
I Wanna Know What Love Is – Mariah Carey.
Era uma manhã ensolarada, mas apesar disso não estava tão quente como imaginavam. Duas moças caminhavam pela calçada, uma possuía um longo cabelo castanho avermelhado preso em um rabo de cavalo, trajava uma blusa de cor vermelho cereja de alça, saia jeans e um tênis all star, carregava consigo um jornal. A outra, por sua vez, possuía curtos cabelos castanhos, até a altura dos ombros, trajava uma blusa branca também de alça e um tênis all star, mas ao invés de saia usava uma bermuda jeans.
- Essa é a última casa que vamos olhar certo?
- Isso Jill, é a última casa, prometo. – Ela riu, parando em frente a uma casa.
- Ótimo, por que estou com fome. – A outra então parou, olhando para a garota ao seu lado. – É aqui?
- Uhum... – Suspirou. – Espero gostar mais dessa do que das outras.
- E por quê?
- Eu gostei do bairro...
- Agora só falta vermos a casa...
- Então vamos...
Ambas caminharam até a varanda da casa onde uma moça as aguardava, cumprimentaram-se e entraram no local. Observaram atentamente cada cômodo enquanto a corretora lhes falava um pouco sobre a casa.
- A casa possui dois andares, uma garagem, um quintal pequeno e uma varanda. –A parte interna da casa era de um tom branco, quase creme, enquanto a parte externa era da cor vinho. – No andar inferior encontra-se a cozinha e a sala, no andar superior ficam os dois quartos e os dois banheiros, totalizando seis cômodos.
- É essa. – Claire sorriu, realmente tinha gostado da casa.
- Tem certeza?
-Sim Jill, adorei a casa, e acho o bairro agradável.
- Ótimo, vou buscar no carro os documentos da casa para que você possa assinar. – A corretora sorriu, dirigindo-se até a entrada da casa, sendo acompanhada pelas duas moças.
Pouco tempo depois ela voltara, trazendo consigo a papelada da casa, entregando a Claire, juntamente com uma caneta para que a moça assinasse. A ruiva entregou a Jill a papelada, para que a morena analisasse, já que ela era advogada não custava nada verificar se estava tudo realmente em ordem.
- Obrigada Mary. - Claire entregou uma parte dos papéis junto com a caneta.
- Eu que agradeço. – A moça sorriu. – Depois vemos o restante.
Mary entregou as chaves para a ruiva, que agradeceu mais uma vez, então se despediu das duas e foi embora.
- Ok Claire, vamos comer, to morrendo de fome. – A barriga da morena roncou alto, fazendo a outra rir.
- Você procura um lugar e então me liga que eu vou te encontrar.
- Por que não vem logo comigo?
- Quero dar uma olhada no bairro. – Sorriu, guardando as chaves no bolso.
- Tudo bem, mas não demora a ir quando eu te ligar, ou não te espero pra almoçar. – Riu, fazendo a amiga rir também.
- Ta, pode ir.
Despediram-se, indo cada uma para um lado. Claire caminhava lentamente, olhando para as nuvens na maior parte do tempo, apesar de estar animada com a nova casa, seu semblante demonstrava um pouco de tristeza, apesar de não querer, não conseguia parar de pensar em um certo "alguém", o que a deixava frustrada, pois havia prometido a si mesma que iria esquecê-lo de uma vez por todas.
Parou a caminhada ao ouvir o toque do telefone em seu bolso, atendendo rapidamente a ligação.
- Caramba, você é rápida!
- Eu disse que estava com fome.
- Realmente. – Riu. – Onde você ta?
- Em uma lanchonete perto da sua nova casa... Fica a um quarteirão de distância...
- Certo já to indo. – Esperou até que Jill desligasse o telefone para então desligar também.
Pouco tempo tinha se passado desde que se separou da morena, então não estava tão longe da casa, mas mesmo assim apressou o passo, sabia que Jill não iria esperar muito.
Chegou logo até a casa, parando mais uma vez para atender ao telefone.
- Claire, o que você quer comer?
- Não é melhor esperar eu chegar pra ver isso com calma?
- É que eu já to na fila... E até você chegar...
- Ok Jill, entendi... – Ficou muda por um instante. – Pode ser um pedaço de lasanha...
- E se não tiver?
- Hum... Ai pode ser um hambúrguer..
- Certo, tchau. – E desligou o telefone.
- Droga, esqueci de perguntar o nome da lanchonete...
Ela então discava o número do telefone da morena, e por estar distraída, não ouviu os gritos ao longe. Só então, quando estava prestes a ser atropelada por algo que não havia identificado, que ouvira os gritos de "Sai da frente".
Fechou os olhos, esperando só a hora do impacto, o que para sua surpresa, não aconteceu. Alguém a tinha puxado, fazendo com que caísse sobre algo, que de certa forma era macio, no meio da rua.
- Mas que m... – Deixou a frase pela metade ao olhar para a "coisa" que amorteceu sua queda.
- Desculpe você está bem? – Um moreno alto, de olhos verdes e um tanto "sarado" lhe sorria, levantando-se e ajudando ela a se levantar.
- C-claro... – Não sabia o que dizer naquele instante, apesar de quase ter chamado o rapaz de "merda" a poucos minutos.
Um garotinho de aparentemente dez anos se aproximou dos dois, dando um sorriso amarelo em direção a ruiva.
- Hey moça, desculpa.. – Cruzou as mãos atrás da cabeça, sem graça.
- Não, tudo bem, a culpa é minha, deveria ter ouvido os gritos.
O garoto desculpou-se mais uma vez, e depois de levar um sermão do moreno, foi embora.
- Crianças... – Ela riu, mas logo fez uma careta ao sentir uma fisgada em seu joelho esquerdo.
- Ah não, você se machucou. – Ele a olhou preocupado, envolvendo-a pela cintura com um dos braços e a levando até a varanda da casa ao lado.
- Não é nada demais, deve ser só um arranhão. – Sorriu sem graça. – Não precisa se incomodar.
- Mas é claro que sim... – Acomodou a moça em um dos bancos que haviam na varanda. – De certa forma, a culpa é minha.
-Claro que não, se não fosse por você teria sido atropelada por aquela "coisa" que até agora não sei o que é.. – O rapaz riu, olhando-a.
- Carrinho de rolimã.. – Ela fez uma cara de "então era isso?", fazendo-o rir ainda mais. – Não quer entrar?
- Pra....?
- Poder cuidar do seu joelho...
- Não precisa, eu to legal oh.. – Tentou se levantar, fazendo uma careta de dor e sentando novamente.
- Vou buscar o kit de primeiros socorros, não sai daí... – Brincou, entrando na casa.
Não demorou muito para que o moreno voltasse trazendo consigo o kit de primeiros socorros.
- O garoto que quase te atropelou se chama Michael, é um bom menino, mas é um pouco pirado.
- Eu sei como é, ele me lembra meu irmão quando tinha essa idade. – Riu.
- Foi você quem comprou a casa ao lado, não é? – Sentou ao lado dela no banco, segurando sua perna esquerda e colocando sobre seu colo.
- Sim, fui eu... – Corou levemente com o gesto do rapaz, mas não se pronunciou.
- Fez uma bela escolha. – Sorriu, limpando cuidadosamente o machucado na perna da garota.
- Minha cunhada me ajudou na escolha. – Retribuiu o sorriso, sem notar a leve decepção no olhar do moreno.
- Ah, então... Quando você e seu.. Er, marido se mudam?
- Marido? – Olhou com espanto para ele. – Não, não sou casada.
- Mas você disse que a sua cunhada...
- Ela e namorada do meu irmão mais velho... – Riu.
- Claro, você acabou de dizer que tinha um irmão... – Riu também, passando uma pomada no machucado.
-Então, quer dizer que você vai ser o meu novo vizinho...
- Parece que sim... – Enfaixava calmamente o joelho da garota com uma gase.
- Acho que devemos nos apresentar então...
- Claro, que falta de educação a minha. – Sorriu, terminando de enfaixar, logo guardando os remédios dentro do kit.
- Eu sou Claire... – Retirou a perna que estava sobre o colo do rapaz, estendendo a mão direita para o mesmo. – Claire Redfield.
- Carlos... – Apertou a mão da moça, mantendo o sorriso. - Carlos Oliveira.
Ela retribuiu o sorriso, soltando a mão do moreno. Em poucos minutos iniciaram animadamente outra conversa, no entanto, o que nenhum dos dois percebeu era que naquele momento "alguém" sorria do outro lado da rua, observando-os.
Havia acordado cedo naquela manhã, estava de certa forma inquieto, e não ter dormido bem na noite anterior contribuiu para isso. Estava terminando de me arrumar, já tinha ligado para o Chris avisando que passaria lá para devolver a moto da Claire, ele se adiantou e me disse que ela não estava em casa, mas que eu poderia ir assim mesmo.
Terminei de me vestir, peguei as chaves da moto e de casa, colocando a última no bolso e saí. Subi na moto e então a liguei, tomando o rumo da casa do Chris.
Não levei muito tempo para chegar lá, assim que parei a moto e a estacionei no meio fio, vi o Chris parado em frente ao prédio, provavelmente me esperando. Medo. Foi isso que eu senti no momento em que o vi parado lá. O por quê? Não faço a menor idéia.
Não que eu achasse que ele iria me bater ou algo do tipo, até por que ele era meu melhor amigo e não faria uma coisas dessas comigo... Ou será que faria? "Deixa de ser idiota, não tem porque ter medo dele. Só porque ele sempre ganhava de você nas briguinhas quando eram crianças, e agora, ele é quase o dobro do seu tamanho?...É besteira" Pensei comigo.
Balancei a cabeça para os lado, afastando qualquer tipo de pensamento que me fizesse querer sair correndo dali, e então desci da moto, caminhando até onde ele estava.
- E aí Leon! – Acenou ao me ver se aproximando de onde ele estava.
- Oi Chris... - Parei ao seu lado, lhe entregando as chaves da moto.
- Você ta legal? – Pegou as Chávez, me olhando. – Parece meio... Pálido.
- Hã?.. Ah não, eu to legal sim... – Sorri meio amarelo para ele. – Então... Vou indo nessa...
- Qual é Leon, hoje é sábado, vamos almoçar.
- Mas...
- Ou você tem algo melhor para fazer? – Pensei um pouco, talvez não fosse má idéia.
- Certo... – Ele estava bem diferente da noite passada, levando em conta o que aconteceu... – Pra onde vamos?
- Tem uma lanchonete aqui perto, a comida de lá é boa.
- Então vamos.
Caminhamos por pouco tempo, realmente a lanchonete era perto de onde ele morava. Conversamos normalmente, sobre coisas bobas por assim dizer, e nenhum de nós tocou no assunto da noite anterior.
Logo chegamos na lanchonete, que por sorte não estava cheia, então foi fácil achar um lugar para sentarmos, não demorou muito para que a garçonete viesse nos atender.
- O que vão querer? – Ela sorriu, puxando uma caneta e um bloquinho do seu avental.
- Panquecas... – Falei enquanto ela anotava.
- Qual o especial de hoje?
- Bife grelhado com uma porção de batata frita e arroz.
- Vou querer esse mesmo! – Ela anotou o pedido do Chris.
- E para beber?
- Coca-cola... – Ele disse, e em seguida, ela olhou para mim.
- O mesmo que ele.
Anotou novamente em seu bloquinho, e então saiu. O silêncio pairou entre nós naquele instante, mas não durou muito tempo.
- E a Ângela, como está? - Ele perguntou como quem não quer nada...
- Bem... Ela vai passar essa semana na casa do irmão.
- Você foi vê-la hoje antes dela receber alta?
- Achei melhor nem ir, o Curtis estaria lá, e não tava afim de estragar meu dia arrumando briga com ele.
- Ele nunca foi com a sua cara mesmo... – Riu.
- Depois de saber da última briga com ela e que eu a deixaria, ele passou a me odiar ainda mais.
A conversa foi interrompida pela garçonete que veio entregar os pedidos, desculpou-se pela suposta demora e então saiu.
- Já sabe o que fazer em relação a você e a Ângela? – Ele perguntou enquanto cortava o bife em seu prato.
- Para ser sincero, não... Eu ainda quero me separar da Ângela, mas não sei se devo... – Falei enquanto cortava um pedaço da panqueca e comia.
- Quer um conselho de amigo? – Levou um pedaço do bife a boca, mastigando.
- Um conselho é bem vindo nesse momento. – Bebi um gole do refrigerante, esperando que ele falasse.
- Desiste de tentar algo com a Claire, e pense no seu futuro ao lado da Ângela e do seu filho.
- Mas... – Quase me engasguei naquele momento.
- Olha, não falo isso por mal nem nada. – Ele me olhava enquanto falava.
- Então por que esta falando?
- Você sabe que a Claire nunca – enfatizou a última palavra. – vai querer ficar com você sabendo que a Ângela espera um filho seu.
- Eu sei que você ta tentando me ajudar. – Suspirei. – Mas eu não vou desistir dela.
- Só que ela já desistiu de você, Leon.
- O que...
- Você é meu melhor amigo, e ela é minha irmã... – Ele bebeu um gole do refrigerante antes de continuar. – Eu sei que você gosta dela, mas se vocês insistirem nessa história, alguém vai acabar se ferrando.
- Chris...- O pior é que talvez ele tivesse razão no que estava dizendo.
- Seja você, a Claire ou a Ângela... Alguém vai acabar mal, e eu não quero que seja a Claire...
- Eu sei... Mas...
- Então desiste Leon.. Antes que tudo fique pior do que já está.
- Não tem como as coisas piorarem...
- Pra piorar sempre tem um jeito... Eu não quero me envolver nessa bola de neve, mas é quase impossível de não acontecer.
- Eu entendi Chris... – Sabia que ele estava se sentindo no meio de um fogo cruzado, e de certa forma não poderia e nem queria tomar parte de nenhum dos lados.
- Então vê se consegue se acertar com a Ângela, e deixa tudo como esta com a Claire, ela não vai ficar chateada, eu sei.
- Tudo bem... – Me dei por vencido. – Falando na Claire... Como ela está.. Depois de ontem?
- Bem... Hoje ela acordou até animada, e saiu com a Jill.
- Hum.. E onde elas foram? – Terminei de comer as panquecas, tomando outro gole do refrigerante.
- Comprar uma casa. – Me surpreendi um pouco com a resposta.
- Então quer dizer que ela veio mesmo pra ficar?! – Ele me olhou com uma cara estranha. – Curiosidade de amigo, juro!
- É, veio sim. – Riu.
-Achei que ela fosse querer morar com você.
- Eu também achei... – Ele estava com um olhar de cão sem dono, o que para um cara do tamanho do Chris ficava um tanto... Gay, por assim dizer. – Como as crianças crescem.
-....... – Não disse nada, apenas ri.
Terminamos de comer e continuamos a conversar sobre outras coisas. Ficamos na lanchonete por mais algum tempo, até que resolvemos ir embora.
- Foi bom conversar com você Chris.
- Sempre que precisar, é só chamar.
- Até outro dia...
-Até...
Despedimos-nos e cada um foi para um lado, apesar de a minha casa ficar na mesma direção da dele, fui por outro caminho, precisava pensar um pouco e ele percebeu isso.
Estava caminhando em um parque, caminhar ao ar livre me ajudava a pensar.
Fui até uma das muitas árvores e me sentei no gramado embaixo dela, observando o local, havia muitas crianças brincando por ali.
Aquela foi a primeira vez desde que soube da gravidez da Ângela que me imaginei sendo pai. Muita coisa mudaria dali pra frente, disso tinha certeza.
Caminhava a passos rápidos pela rua, estava com um pouco de pressa e sua feição demonstrava certa preocupação. "Será que aconteceu algo?", perguntava a si mesma. "Não, notícia ruim corre rápido, ela só deve ter se perdido", tentou tranqüilizar-se.
- Droga Claire, por que não atende esse maldito celular?
Parou na calçada do outro lado da rua, quase em frente a casa que a ruiva acabara de comprar. Estava prestes a ter um colapso nervoso, quando o som de uma risada a tirou de seus pensamentos.
Guardou o celular no bolso e olhou para o outro lado da rua. Sorriu ao ver a cena, era bom saber que apesar dos últimos acontecimentos Claire não tinha se deixado abalar. A julgar pela risada, o moreno ao lado dela não era só bonito, mas era divertido também, e ela estava curiosa para saber quem era.
- Claire sua danadinha... – Riu sozinha, falando consigo mesma.
Atravessou a rua, indo até a varanda onde os dois conversavam. Pigarreou para lhes chamar atenção, coisa que conseguiu na primeira tentativa.
- Oi Jill... – A ruiva sorriu sem graça.
- Eu estava preocupada com você sabia? – Colocou as mãos na cintura, fingindo estar realmente brava.
- Desculpe, deveria ter ligado...
- Deveria mesmo... – Riu. – Mas tudo bem, você tem uma boa desculpa... – Olhou para o moreno ao lado de Claire, fazendo a mesma corar.
- Hãm.. Jill, esse aqui é o Carlos. – Apontou para o rapaz ao seu lado.
- Sou Jill Valentine, cunhada da Claire. – Sorriu, estendendo a mão para ele.
- Carlos Oliveira. – Levantou-se e apertou a mão da morena. – O futuro vizinho da Claire.
- Hum... – Ela olhou para a perna da garota, que permanecia sentada no banco. – O que houve?
- Um pequeno acidente.. – Ela riu, levantando-se do banco com a ajuda de Carlos. – Depois eu te explico melhor.
- Vocês precisam de carona para ir pra casa? – Perguntou ele.
- Não Carlos, mas obrigada, viemos de carro. – A ruiva sorriu, ainda apoiada nele.
- Eu vou buscar o carro e já volto. – A morena então saiu, deixando os dois sozinhos.
Não demorou muito até que Jill voltasse com o carro, parando em frente a casa. Claire caminhou até lá com a ajuda de Carlos, que mesmo após ela ter dito que já conseguia andar, insistiu em acompanhá-la até o carro.
- Obrigada mais uma vez, Carlos. – Sorriu, deixando que ele fechasse a porta do carro.
- Então... Vai fazer alguma coisa hoje a noite?
- Bem.. Não tenho planos pra mais tarde..
- Você não... Gostaria de sair comigo mais tarde.. Pra sei lá, comer uma pizza, ou algo do tipo?. – Ele parecia ansioso pela resposta. – Claro, se não for problema, sabe, por causa do joelho...
- Eu... – Ela não sabia ao certo o que responder, mas logo foi interrompida por Jill.
- Ela adoraria. – A morena retirou um pedaço de papel e uma caneta do porta luvas, anotando algo e entregando a ele. – Número e endereço, as oito em ponto ela estará pronta.
- Claire...? – Ele pegou o pedaço de papel que lhe fora entregue por Jill, olhando em seguida para Claire.
- Cla-claro.. As oito em ponto.. – Sorriu, estava surpresa com a atitude da cunhada.
- Então até mais tarde... – Ele sorriu, despedindo-se das duas..
- Até...
- Tchau.. – E então foram embora.
- Ok, você vai me contar TUDO, entendeu?
- Sim senhora.. – Riu.
Claire foi contando a Jill detalhe por detalhe do que aconteceu naquela manhã, desde o seu passeio até o quase atropelamento, e o surgimento de Carlos. A morena ouvia com atenção toda a história, interrompendo algumas vezes só para fazer alguma piada.
Não demorou muito para que elas chegassem ao apartamento do Chris. Jill estacionou o carro do outro lado da rua, e então ambas saíram do carro.
Atravessaram a rua, e só então a morena notou a moto da Claire estacionada próxima ao meio fio.
- O Leon deve ter passado aqui.. – A ruiva falou mais para si mesma do que para a amiga.
- Olha Claire... – Parou em frente à amiga. – Eu sei que você ainda gosta do Leon, mas você precisa deixar isso pra trás.
- Jill, eu...
- E nada melhor que um novo amor para curar um antigo... – Sorriu maliciosamente para a garota.
- Acha mesmo que eu deveria sair com o Carlos?
- E por que não?
- Ah, não sei.. Eu acabei de conhecer ele hoje..
- E nunca vai conhecê-lo melhor se não der uma chance a ele...
- Mas..
- Vai dizer que não gostou dele?
- Bem, eu gostei, ele é bem divertido...
- E muito lindo, Claire, admita.
- É.. Isso também.. – Riu sem graça.
- Então vai lá, sai com ele, transa bastante e me diz como foi depois...
- JILL! – Arregalou os olhos
- Tudo bem, só tava brincando... – Riu. – Mas é sério, da uma chance pra ele, quem sabe dessa vez você não acerta?
- Hum... – Parecia estar meio pensativa, mas logo sorriu. – Tem razão.. É hora de seguir em frente...
- Assim que se fala...
A morena sorriu, puxando a ruiva pelo braço em direção ao prédio, parecia estar com pressa, e de certa forma estava. Queria muito que anoitecesse para que Claire fosse logo para o seu "encontro", algo lhe dizia que as coisas mudariam dali pra frente, e estava animada para que isso acontecesse.
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Demorei um pouco, mas ai está o 5º Capítulo! Estou terminando o 6º, mas por estar grande demais, ele será divido em duas partes.
Espero que gostem...
