[set place, Maués]

[set date 25, month september, year 2014]

[last chapter]

- Alô?

- "Eddie Peugeot, meu patrão favorito!"

- Shelly Marsh.

- "Chefe, acabei de chegar para a sua cidade! Cheguei de avião!"

- Por que você veio para Maués?

- "Venha me buscar aqui no aeroporto, chefe! Eu não quero ficar esperando essa merda toda!"

Eddie desliga o celular, concluindo a ligação, enquanto o Freddy...

- Quem é essa Shelly, mano?

- Não sabe? Uma funcionária nossa lá de São Paulo, ela veio para visitar a nossa cidade, e teremos que buscá-la.

- Então borimbora, mano!

[start new chapter]


[Rua Francisco Magnani, Santa Luzia/Centro, Maués, Amazonas – 16:34min]

[on board, Fiat Uno Mille Way 2012, dark blue colour]

- Shelly Marsh... – diz Freddy, observando o currículo digital da pessoa que acabou de citar pelo seu iPad, enquanto o irmão dirige o carro no qual estão a caminho do aeroporto.

"Shelley Marsh

Natural de South Park, Colorado, Estados Unidos da América

Data de nascimento: 26 de Novembro de 1985

Profissão: Analista de sistemas, programadora, e diretora de conteúdo.

Filiação: Randy Kern Marsh e Sharon Marsh..."

- Ela é morena – diz Freddy, detalhando o que vê pelo currículo – nascida nos Estados Unidos... mas – Freddy olha para o irmão que está guiando o veículo – mano, ela fala português?

- Ela fala sim, assim como o irmão dela.

- Ela tem um irmão, assim comigo com você?

- Assim como você, o irmão dela é caçula.

- E ela é boa?

- Às vezes.

- Como assim, "às vezes"?

- Tem coisas que, às vezes, você não tem que exagerar, ou "o bicho come". O temperamento dela é baixíssimo, e as chances de levar uma porrada dela é altíssima. Ah, e outra coisa, ela é muito boca suja.

- Como assim?

- Ela fala muitas vezes a palavra "merda" e chama alguém também dessa palavra.

- Ah...

- E isso fica também na sua conta, Freddy. Não mexa com ela por nenhuma coisa intrometida ou se torna uma das vítimas dela, assim como o irmão dela há anos. Trate-a muito bem.

- Certo... peraí... como assim, o irmão dela foi...

- Ela me confessou que batia muito no irmão por conta, na época, ter um aparelho externo que a deixou muito feia, e muito pê da vida. Daí que os dois tiveram um tempo de desentendimentos, até que finalmente tiraram o aparelho dela.

- Será que eles fizeram as pazes?

- Ela não falou sobre isso quando nós conversamos pessoalmente no meu escritório.

- Ah tá... por pouco eu não tive um aparelho desses que você falou, senão ficaria muito feio.

- Nem eu, graças a Deus, já tivemos aparelhos normais nos dentes.

- E que arte marcial ela pratica, mano?

- A mesma que eu praticava junto com judô, muay-thai.

- Ah... tá bom, mano – Freddy encerra a conversa e volta a olhar no iPad.

Freddy ainda observa o currículo da pessoa em que ele e o irmão estavam papeando enquanto ouve uma música boa... uma música nostálgica do Aerosmith, porém no fone de ouvido conectado no seu iPad. Enquanto isso, Eddie tem mais uma visão enquanto dirige com cuidado a caminho do aeroporto...


[flashback vision]

"Eddie, meu chefe... estou aqui para apenas te apresentar o meu novo namorado... como nós dois somos de Campinas, ele também tem o sotaque de lá, assim como eu."

"Ah... Oi... Eddie Peugeot, é o meu nome."

"Renan Hamilton-Button, ou simplesmente Renan. Sou o novo namorado da Kerol Mori-Neiva."

"Muito prazer, aliás, bem-vindo ao Grupo Eddie e Seus Peugeots Produções, aqui em Itaquera em São Paulo."

"Belo prédio, não... E eu já tive uma passagem aqui durante a Copa do Mundo, quando fui encarregado como repórter lá em Recife."

"Ah, e eu não sabia mesmo! Isto é, bem-vindo de novo!"

"E eu já te conhecia pela tevê, no "Maués Alerta", pelos shows da sua banda... e por sinal, sou integrante da outra banda, o "Quentin Tarantino's", e eu toco o baixo."

"E eu toco guitarra na minha banda..."

BZZZZ...

[flashback interrupted]


- MANO?

- Freddy? – Eddie se desperta ao olhar ao irmão.

- Você fez o trânsito ficar um caos agora há pouco!

- Como assim?

- Você cruzou o cruzamento sem parar e fez muita gente das motos a se acidentar junto com os dos carros.

- Merda... – lamenta – porra, Freddy, eu tive uma visão agorinha... me lembrando daquele traste daquele "Sansão" se apresentando ao lado daquela "Azul é a Cor Mais Quente" para mim.

- Eu mandei muitas mensagens quando tu começou a adicioná-lo no seu perfil, dizendo que é uma pessoa não muito confiante. Ele segue diversas páginas HIPÓCRITAS de politicagem, como "Praga Política", "BrasilSeteAUmaHoras"...

- Ele que se foda. É mais um dos que se acha o líder dessa nação corrompida. Militante de merda...

- Por que tu não tira-lo do seu perfil?

- A "Azul é a Cor Mais Quente" fez uma cláusula que me impede de tirá-lo do meu perfil. Caso eu descumpra essa exigência, ela quer 50% das ações do Grupo! – revela, tendo o medo de perder a sua empresa multimídia para a tal apelidada moça – Essa cláusula ela mesma fez para o contrato quando contratei o namorado dela, e isso tem que cumprir a duração até dezembro, tendo opção de renovação. Que filha da puta.

- Mano... tu virou o escravo dela – Eddie tenta negar, gaguejando, mas...

- Você tem razão... eu virei o escravo dela – lamenta – e o pior, ela é inteligente em manipulação, ameaça, chantagem...

- E filha da putagem – completa Freddy.

- Isso.

- Primeiro, quase morri nas mãos daquele tal de "Cartman" – lembra – agora tu, maninho, admite que é escravo dessa "duas-caras manipuladora conservadora hipócrita de cabelo azul".

- Prefiro chamá-la de "Azul é a Cor Mais Quente" porque o cabelo dela é igual daquela mocinha do filme desse nome.

- Tu tinha o cabelo azul antes de tu pintar de preto, mano. Tu era o mais charmoso na escola na época. Foi por isso que você se apaixonou pela... – Eddie olha – não quero falar o nome dela senão tô fudido – termina Freddy.


[Rua São João, Bairro Mirante do Éden]

- Mano.

- Diga, Freddy, agora que estamos chegando.

- Agora que acabei de ver o perfil da tal da Shelly, ela era feia quando era criança, como vi pela foto que ela tem no álbum. Olha que aparelho ridículo! – mostra Freddy ao irmão, no qual Eddie observa rapidamente, mas volta a focar no volante – agora com essas fotos recentes... Meu Deus do Céu...

- O que houve?

- Como ela é... gostosa...

- Puta que pariu, Freddy... – Eddie não gosta desse tipo de reação do irmão às garotas, inclusive da sua atual namorada – lá vem você com essa palavra irritante.

- Olha como ela está, mano – mostra de novo, dessa vez uma foto do "selfie" da Shelly no espelho – sem aparelho, linda, com belos peitos – Eddie se irrita ao ouvir essa... palavra saindo da boca do irmão – e bombada, mano! – referindo a musculatura bem definida como a foto mostra.

- Freddy, vamos fazer um acordo, ok?

- Ok, mano.

- Não diga a palavra "gostosa" quando você olhar ou quando você falar com ela. Senão, imagine o pior de levar uma finalização de muay-thai dela por conta disso!

- Ok, mano – Freddy começa a sentir calafrios com medo de citar a palavra proibida pelo irmão na frente da nova visitante, com essa ameaça que o irmão acabou de dizer.

- Olha lá.


[Aeroporto de Maués]

Os irmãos Peugeot finalmente chegam ao aeroporto, no qual estacionam ao lado de uma estátua bem na frente do local, porém a uma distância à frente. Os dois saem do carro e logo aguardam a saída de uma pessoa pela porta principal do aeroporto.

- Ela vem, mano?

- Espera, Freddy.

Por trás do local, já que o aeroporto não é daqueles aeroportos tão modernos das capitais, por conta da cidade amazonense sendo média, com mais de 50 mil habitantes, pouco perto das outras principais cidades do estado como Parintins, Coari, Itacoatiara, e longe da capital Manaus (em quesito população, não distância, já que são aproximadamente 247 quilômetros em linha reta), apenas uma pista de voo, uma biruta, uma casinha de combate a incêndios, e o prédio principal de pequeno porte, por onde fazem o "check-in" da passagem, e depois, sai no outro lado para a pista e consequentemente, para o avião. É raro ver um avião de grande porte, como Boeing modelos 737, 747 e 777 e Airbus pousar em Maués... mas é impossível devido a falta de suportes que os aeroportos gigantes e modernos possui, como escadaria de descida – apenas aviões de pequeno porte, como mono e bimotor, até jatos como Learjet, modelo de avião que o Eddie pegou para vir para a cidade, e também aviões da Aeronáutica do Exército (exceto as caças, os jatos de combate), pousam no aeroporto.

Pela entrada e saída da frente do prédio principal do aeroporto, sai uma moça carregando uma bagagem lilás, e suas características são mostradas o seguinte – cabelos castanhos volumosos, olhos castanhos, uma jaqueta jeans sem mangas sobre uma camiseta preta, calça rosa longa e justa, sapatos marrons, um batom realçado de cor preta, dois brincos de argolas, um pingente prata com um símbolo de uma cabeça de caveira, duas pulseiras nos pulsos, e uma musculatura bem definida (não muito). Estatura é mais média (chegando à altura do Freddy, que tem uma estatura pouquinho alta que ela, mas pouquinho baixa que o irmão, que tem 1,74 metros), seios grandes, e para completar, cabelos amarrados e com expressão facial de neutralidade.

"Puta que pariu, que mulher é essa? Como ela é... gostosa, principalmente as tetas dela" – pensa Freddy... da sua maneira, no qual o loiro fica boquiaberto, enquanto o irmão não, apenas atento com braços cruzados. A morena observa a presença dos irmãos, que estão esperando ela. De repente, Eddie percebe a expressão do irmão, e belisca o braço dele por trás. Freddy sente a dor, mas não perde o foco.

- Irmãos Peugeot, estou certa? – diz a morena – o chefe mais gostosão de todos os tempos – observa o Eddie, elogiando com sarcasmo – e o seu irmãozinho, diferente do meu.

- Como foi a viagem, Shelly? – pergunta Eddie.

- Tranquila... ao contrário daquela merda de trânsito lá em São Paulo que demorava muito pra chegar lá em Congonhas pra pegar um avião. Lá em Manaus foi quase uma merda, mas não chegou perto do que senti em São Paulo quando fui para o aeroporto pra pegar o outro avião.

- Eddie Peugeot, esse é o meu nome, primeiramente – aperta as mãos os dois, calorosamente – bem-vinda a minha terra. Aqui é Maués.

- Obrigada, chefe – diz Shelly, recepcionada pelas boas-vindas do patrão em sua "terra natal", já que ele nasceu inicialmente em Portugal, mas morou por 28 anos em Maués, e até hoje, ele considera a cidade como a sua "terra natal" – afinal, quem é você, irmãozinho do patrão? – questiona, ao olhar o Freddy, já que o loiro fica completamente vermelho e com vergonha.

"Puta que pariu, ela tá me olhando! Como vou dizer se ela é muito gostosa? Nem posso falar essa palavra senão, tô fudido!" – pensa, enquanto o loiro fica com tremeliques, e gagueja, enquanto tenta buscar alguma palavra boa para recepcioná-la, e principalmente, se apresentar. Observa de baixo para cima e...

- Meu no-no-nome... é-é-é-é... Freddy... – diz, gaguejando e com vergonha, e ainda desvia o olhar, olhando para o irmão.

- Para um irmãozinho do patrão até você é bonitinho com seu belo cabelo e melhor que o meu – diz Shelly, enquanto beija a bochecha do loiro, que está completamente envergonhado, com olhos fechados e tremendo de medo, principalmente do aviso do irmão sobre a reação dela sendo muito pior.

"Ai, meu Deus... não quero ter olho roxo não..." – pensa Freddy, antes do beijo – "Peraí, ela me beijou?" – pensa, depois do beijo. Depois, o loiro para de se amedrontar e volta olhar à morena.

- Já que eu cheguei aqui na sua terra natal, chefe... estou querendo procurar uma moradia para ficar por uns... dias.

- Eu conheço uma moradia onde você poderá morar, Shelly.

- E quem vai dirigir pra mim? – os irmãos levantam a mão, mas o Eddie levantou em quesito de décimos à frente do Freddy. O loiro fica frustrado.

- Merda, vou ter que sentar por trás... cacete – reclama o loiro, que entra pela porta do passageiro, porém, ajusta o banco de passageiro para entrar e sentar no banco de trás.

Enquanto isso, Eddie e Shelly já guardam a bagagem que a morena trouxe no porta-malas do carro, e em seguida, os dois entram no carro em seus respectivos lugares: Eddie no banco do motorista, e Shelly, no banco de passageiro. Logo depois, o trio deixa o aeroporto rumo ao local onde irão deixar a Shelly numa... moradia para ficar.


[on board, Fiat Uno Mille Way 2012, dark blue colour]

- Cidade diferente, né? – diz a morena – bem diferente daquela caótica São Paulo. É muito trânsito e congestionamento.

- Aqui em Maués também é caótica, só que no quesito política. Estamos em plena corrida eleitoral, mais conhecida como "a corrida dos bandidos que querem manipular o público e assassinar parentes dos eleitores". Eu fui vítima dessa corrida quatro anos atrás.

- E o que aconteceu?

- Aqueles safados, bandidos, e baderneiros do Partido Vermelho assassinaram o meu primo às vésperas das eleições. Até hoje, eu carrego esse meu ódio mortal a esse partido, que agora está governando a minha cidade natal. Isso é muito ruim pra mim.

- Pior é que esse partido de merda só quer ganhar a eleição roubando... e interferindo nas pesquisas do Ibope. Agora eles estão liderando na pesquisa.

- E o Freddy me chamou pra vir para a cidade apenas para ajudá-lo para tentar invadir os dados secretos dessas campanhas eleitorais.

- Eu acho que é um pouco difícil tentar invadir os dados secretos, chefe – avisa Shelly – porque se houver o ápice do segundo turno, você deveria tentar invadir os dados dos dois partidos que estarão no segundo turno. Nesse momento, o clima ainda é regular, apesar dessa tensão entre três partidos: Vermelho, Azul, e Amarelo. Daqui a pouco, a Laranja quer tentar interferir nessa...

- A "Azul é a Cor Mais Quente" é eleitora assumida do Partido Laranja – avisa Eddie.

- Aham – concorda – Lá, mano – diz Freddy – poderá descobrir toda a verba usada nas campanhas, e depois, a origem desse dinheiro usado. Isso só no segundo turno quando na véspera das votações.

- Aham – ruge Eddie – agora, Shelly, por que você veio para Maués?

- Porque fiquei tão interessada para conhecer essa cidade, chefe – explica a morena – e agora finalmente estou aqui e é melhor do que aquela merda de São Paulo.

- E cadê o seu irmão, Shelly? – pergunta Freddy.

- Nem se fale dele – responde a morena – até hoje aquele merda do meu irmão não deu uma palavrinha pra mim. Mandei muitas mensagens para ele e agora ele não respondeu! Tentei ligar pra ele, mas nada. Depois tentei ligar para o... namoradinho dele... e também nada! Estou achando que ele sumiu com o... namoradinho, para dar o rabo.

- Dar o quê? – pergunta o loiro.

- Dar o rabo, dar o cu – responde a morena.

Shelly e Freddy continuam conversando, enquanto Eddie...


[flashback vision]

- Eddie!

- Fala, primo, como vai nesse seu treinamento?

- Meu treinamento está ótimo, muito bem avaliado pelo delegado. Ele me disse que estou me tornando um profissional que um dia, serei atleta olímpico do tiro ao alvo, só que a arma é diferente dessa aqui que estou usando.

- Legal.

- Ah, primo. Vou contar um segredo pra você. Se um dia, quando eu morrer, essa arma aqui, será sua para a sua própria defesa. Tem um bando de idiotas e traíras nas ruas no ano das eleições que querem te foder, principalmente o Partido Vermelho, para forçar o voto a eles.

- Aham.

- E essa arma, que você já usou em alguns treinamentos de tiro como convidado, vai ser sua um dia.

- Certo.

[flashback vision ends]


[Mansão do Eddie Peugeot, Santa Luzia]

O trio finalmente retorna para a mansão, entrando pelo portão principal, e depois, estaciona dentro da garagem. Eddie e Shelly são os primeiros a sair, enquanto Freddy é o último, saindo pelo banco de trás, porém ajeita o banco do passageiro para sair. A morena tira a sua bagagem no porta-malas, enquanto os irmãos caminham calmamente para dentro da mansão.

- Onde fica a moradia? – pergunta a morena.

- Nós temos umas suítes "VIPs" – gesticula as aspas – lá no segundo andar. Por lá, tem uma cama boa de dormir, um armário para guardar roupa, banheiro... parece um hotel – todos caminham subindo pela escadaria central, e depois, caminham pelo segundo piso.

- Belo interior, chefe – elogia o interior da mansão, bem no estilo "Scarface" – imagine se eu pudesse comprar uma mansão dessas?

- Aqui no Brasil, Shelly, só tem aqui esse tipo de mansão. O verdadeiro está lá em Miami e custa uns bilhões de dólares. Aqui, fiz do meu jeito – diz Eddie.

- E está lindo, chefe – elogia a morena – pelo menos não é de...

- Lógico que não – responde de imediato – não sou o Tony Montana, mas sou fanzaço do filme, e daí que inspirei para reformar a minha casa pra virar uma mansão. Ah, e essas cores não são do Flamengo – ironiza Eddie, já que as cores da pintura das paredes do interior são semelhantes do clube rubro-negro carioca (apesar do próprio Eddie ser corintiano).

O trio entra no corredor das suítes no lado direito, por onde Shelly escolhe um dos três suítes para morar. Ela escolhe o número 5, o suíte do meio, e logo entra junto com o Freddy.

- Uau – Shelly fica surpresa – legal essa suíte, com essa bela pintura da parede, essa cama... E o banheiro?

- Naquela porta aí pertinho – informa Freddy, no qual a morena abre e observa por dentro – Aí tem vaso, pia, e chuveiro para as necessidades, banho e higiene.

- Gostei, Freddy.

- Aqui tem um armário para guardar as roupas que estão na sua bagagem e – Freddy observa a porta aberta, no qual o corredor está vazio e o Eddie ausente no local – e rapidinho, vou lá para baixo só para procurar... uma ferramenta. Já volto – diz o loiro, saindo do quarto e procura o irmão.

"Onde será que o mano foi?" – pensa.


Enquanto isso, num lugar subterrâneo da mansão, Eddie Peugeot está presente, procurando no seu baú secreto um objeto que ele está procurando. De repente...

- Mano?

- Freddy.

- O que "tu tá" procurando?

Eddie encontra uma caixa dentro, e logo tira-lo colocando em numa pequena mesa.

- Essa caixa.

- Essa caixa? – questiona o loiro – o que será que tem aí dentro, mano?

Eddie não demora muito para abrir e revelar o que tem por dentro do objeto, surpreendendo o irmão: é um revólver semiautomática Glock 18 de terceira geração, com três magazines e duas caixas pequenas de munição de nove milímetros. Há um registro escrito com o nome do Donaldo bem na área onde segura o revólver.

- Dias depois do funeral do Donaldo – explica Eddie – o delegado lá do Exército me visitou trazendo uma caixa com esse revólver que ele carregou e usou nos treinamentos de tiro por lá. Eu visitava lá o campo onde observava muito bem o nosso primo treinando o tiro do revólver. Durante o intervalo, fui conversar com ele e ele disse que um dia, a arma dele que usou no treinamento, será minha.

- Nossa – o loiro fica surpreso – então ele deixou essa arma para você.

- O delegado me disse que ele recebeu uma carta escrita pelo Donaldo dias depois da morte, e na carta, estava escrito que a arma que ele usava nos treinamentos de tiro deveria ser entregue para mim. Era uma espécie de herança.

- Então... tu vai usar essa arma para a sua própria defesa, mesmo ninguém sabendo que tu está armado?

- Lógico que sim, Freddy. Lembre o que aconteceu com nós dois quando formos pegos pelo Cartman lá na estrada?

- Hm... "tô" lembrado.

- Nós não tínhamos uma arma sequer para nos defender. Pior é que estávamos um passe para morrer porque eles estavam apontados nas nossas cabeças.

- Certo, mano – concorda Freddy – mas é essa arma que você vai usar durante esse progresso de tentar descobrir essa gente ruim, mano?

- Se um capanga do Cartman tentar me impedir, essa é a arma que usarei. E ela estará bem guardada em mim em caso de ataque deles, e também dos militantes do Vermelho, no caso deles, será bem na cabeça, o mesmo lugar onde mataram o nosso primo.

- Credo, isso é letal!

- E é letal, Freddy! – explica o justiceiro – nós estamos vivendo num sistema fraudado, corrompido no Brasil, e hoje os policiais estão reprimindo mais, e milícias políticas mais fortificadas! Em breve, estaremos tentando invadir os dados secretos das campanhas eleitorais para descobrir toda a verdade. E esta arma – coloca o magazine de munição dentro da arma e saca em seguida – será o meio principal para confrontar essas milícias e militantes. Essa é a nossa justiça – você concorda? – guarda a arma e estende a mão.

- Concordo, mano – aperta a mão do irmão, calorosamente – isso é pelo nosso primo e pela paz.

- E pelo bem, Freddy. Vamos tentar invadir os dados em breve, e tentar segurar o Eric Cartman, antes que os nossos planos vão pros ares.

- Irmãos Peugeot unidos novamente.

- Unidos novamente.

- Eles precisam saber que o Eddie Peugeot voltou para ficar – Eddie ri.

Os irmãos deixam o porão pela escadaria que dá acesso ao piso principal, com o acordo acertado e, mesmo com a presença da Shelly na mansão, os dois pretendem planejar um ataque cibernético nas campanhas eleitorais caso haja o segundo turno das eleições, e confrontar as milícias e os militantes políticos, principalmente, como vingança do assassinato do primo Donaldo, ocorrido em 2010. Porém...


"São dois caras, chamados Eddie e Freddy, sobrenomes Peugeot. Eles são irmãos inseparáveis, meio gays, mas o primeiro é o mais corajoso e valente, enquanto o segundo... é meio ruim e meio gay, mas pervertido quando olhei o rosto dele olhando para uma morena no aeroporto."

"Eddie e Freddy? Ah, eu conheço eles. Eles estavam roubando um dos carros dos meus sócios, e pegamos lá na estrada, e fizemos um acordo. Eles estão trabalhando para a gente. E quem é essa morena que está falando?"

"Eu não sei, essa morena nem eu conheço. Mas eu tenho algumas fotografias que tirei de longe que mostra o encontro dos três no aeroporto."

"Mande para mim essa foto, quero identificar essa morena que você está falando."

[waiting...]

"Ei, cara, consegui reconhecer essa tal morena na foto que você me mandou."

"Quem é?"

"Conheci ela por um bom tempo, ela é irmã de um ex-amigo meu, e o nome dela é Shelly Marsh."

"Shelly Marsh?"

"Estou desconfiando que o Eddie esteja querendo formar um grupo próprio para atrapalhar os meus planos e a minha parceria dos meus amigos que estão correndo pelo Brasil."

"E o que você vai fazer?"

"Eu digo o que VOCÊ vai fazer."

"E o que eu faço?"

"O meu parceiro está tentando rastrear o número do celular dela e irei passar o número para você."

"Ok, e agora?"

"Finja que você é um homem que está procurando parceiro de trabalho, que odeia o governo, quer tentar estragar as campanhas eleitorais e blá, blá, blá..."

(CONTINUA)

[end chapter]