[set place, Maués]
[set date, 27, month, september, year 2014]
[Lugar desconhecido – 29 de Setembro de 2014 – 09:45]
- Alô?
- (Renan Hawking.)
- Chefe.
- (Tudo bem com você?)
- Tudo, chefe. Eu estou ao caminho da praça porque o Eddie Peugeot me ligou para uma reunião por lá.
- (Beleza, porque uns colegas meus que chegaram e ele teve que buscá-los por mim, porém, sofreu um ataque de perguntas dos meus capangas detalhando mais sobre a vida dele.)
- Hehehe...
- (Olhe, engane mais o Eddie Peugeot porque eu irei desembolsar na sua conta uma grana extra. Você já enganou a Shelly, agora terá que enganar de novo o Eddie para deixá-lo putinho de vida!)
- Óbvio que eu irei tentar, chefe, não se preocupe!
- (Guarde o nosso segredo!)
- Não esquenta, chefe. Afinal, a nossa vitória será grande, e iremos dominar todo o país!
- (Isso mesmo!)
- Preciso ir, chefe, a gente se liga novamente.
[Praça de Alimentação, Centro – 09:59]
[last chapter]
- Eddie Peugeot, "como vai maninho"? – disse Renan, recepcionando-o.
- Como?
- "Como vai maninho"?
- Que porra é essa, hein?
- Vocês amazonenses não ficam falando "como vai maninho"?
- Eu não me acostumo falar com as gírias da região, só o meu irmão que gosta de falar.
- Ah, Eddie. Você devia se acostumar com os costumes da região.
- Mas eu adoro a cultura daqui da região. Afinal, você está com as nossas armas que pegamos, sem apuros?
- Óbvio, afinal, ninguém saberá quem está com as armas que roubamos.
Eddie vê a Shelly observando bem no canto, e sinaliza-a para ela vir.
- Olha quem está aqui, Renan.
- Ah, tá... a Shelly... – Shelly caminha em direção ao Renan, com as mãos para trás carregando o revólver, com a cara fechada, enquanto Renan abre os braços para "abraça-la" e sorri maliciosamente – "Como vai, maninha"?
- VOCÊ! – Shelly revela a arma e mira ao Renan – VOCÊ É UM MILITANTE DE MERDA! Você pensa que tu quer mexer com Shelley Marsh e Eddie A. Peugeot F.N., seu merda?
Renan, surpreso com a revelação da Shelly, levanta os braços e, ao virar ao Eddie, vê uma foto comprometedora do seu perfil na rede social, com os militantes do partido governista, sendo exposta pelo celular do Eddie.
[new chapter]
- Shelly, o que você está fazendo? – disse Renan, com as mãos para o alto.
- Fazendo? – replica a morena – O que VOCÊ estava fazendo com essa gente de merda!
- Calma, Shelly...
- CALMA? – Shelly dispara a arma para o alto, assustando as pessoas que passavam de perto.
- Ok, ok... eu confesso... sim, eu sou o militante do Partido Vermelho, do governo – Renan revela, amedrontado – mas eu só queria ajudar vocês dois.
- Ajudar... ajudar é o caralho! – disse Eddie – ajudar quer dizer servir-se de espião para um bando de bandidos, golpistas e assassinos do Vermelho.
- Eu não irei te contar, Renan... eu vou é acabar com você!
Shelly bem que tenta atirar a pistola bem na cabeça do seu agora ex-contato, mas o Renan consegue reagir e faz que a Shelly erre o alvo, atirando novamente para o alto, enquanto Eddie tenta ajudá-la, mas Renan consegue que os dois se chocam e consegue tentar escapar.
- O filho da puta está fugindo! Levante, Shelly, teremos que pegar aquele vagabundo!
Shelly se levanta e junto com Eddie, correm atrás do alvo.
- Eu não quero que esse merda tente fugir de novo!
Fora da praça, Renan Hawking corre, fugindo do Eddie e Shelly e, ao ver uma moto saindo com o motorista, Renan saca a arma, que na verdade era uma arma de brinquedo de uma réplica de um revólver, rendendo o motorista e consegue roubar a moto dele, uma Honda CB300R vermelha, escapando do local.
Enquanto isso, Eddie e Shelly observaram tudo o que Renan estava fazendo.
- Ah, não... ele vai fugir de novo? – reclama a morena.
- Calma, eu vou pedir um empréstimo para esse serviço – disse Eddie, que logo encontra um motorista saindo de moto com uma Honda CB300R preta – Preciso dessa moto urgente! Eu pago todo o conserto do dano o que eu fizer com ela e também o seguro se o senhor tiver, mas me empresta ela por um instante! – o motociclista aceita o pedido, acenando a cabeça, e sai da moto, no qual Eddie sobe na garupa junto com a Shelly.
Ambos saem do local e vão na cola do Renan pelas ruas de Maués.
[Rua João Verçosa]
- Lá está aquele merda! – disse a Shelly, ao perceber a presença diante do Renan Hawking de moto com a mochila – Vamos Eddie, nós não podemos perder aquele filho da puta!
- Deixe comigo, Shelly!
- Nossa, Eddie, você é tão experiente na moto como se fosse um piloto de Fórmula Peugeot!
- Eu tenho habilidades na moto também, Shelly, você pensa que eu só tenho habilidades no volante?
- O que será que aquela mochila dele está um pouco aberta...
- Ele não está abrindo a própria mochila? – de repente, percebe algumas notas de dinheiro saindo da mochila do Renan – Ah, merda...
- FILHO DA PUTA! ELE ESTÁ COM O NOSSO DINHEIRO! – grita Shelly, com raiva – PEGUE ELE!
- O que esse filho da puta estava fazendo com o nosso dinheiro? Propina do partido? Propina da prefeitura? Propina do governo?
- Eu não sei, Eddie, mas pegue esse filho da puta senão estamos fudidos!
- Caralho, é tanto dinheiro que está saindo da mochila que os pedestres estão pegando o dinheiro na rua! Olha a confusão que esse filho da puta está causando!
- Foda-se o dinheiro, Eddie, porque "dinheiro na mão é vendaval"! Foca nele e pegue!
- Estou focado nele, mas essas malditas notas de dinheiro podem atrapalhar a nossa visão!
- Foda-se.
Os dois continuam na cola da moto do Renan, enquanto que desviam do trânsito das ruas da cidade, e também das notas de dinheiro que acabam chamando a atenção dos pedestres que correm para recolhê-las.
- Eddie, eu te acreditava que eu iria te ajudar! Não foi isso que eu me envolvi com eles!
- AÊ MILITANTE DE MERDA! VAI PARA PUTA QUE PARIU CHUPAR A TETA DO GOVERNO DO VERMELHO! - grita Eddie.
- O dinheiro que eu estou carregando era para te dar em troca de trabalho! Você não entende, Eddie!
- O QUE EU NÃO ENTENDO É A PORRA DA SUA ALIANÇA COM ESSES VERMELHISTAS QUE MATARAM O MEU PRIMO EM 2010, FILHO DA PUTA!
- Eddie, nós fizemos um trato!
- TRATO DESFEITO! OU SE RENDA OU VAI CONHECER O SATANÁS NO INFERNO!
Eddie, descontrolado, começa a pisar fundo para tentar aproximar de vez com a moto do Renan.
- Eddie, você controla a moto, enquanto eu tentarei pular em cima dele e farei pará-lo!
- Shelly, isso é arriscado! Você poderá morrer na rua!
- Foda-se, Eddie! Eu quero é parar esse estelionatário filho da puta!
- Eu também, Shelly, mas eu tentarei um plano B para pará-lo.
- E o que é esse seu plano B?
- Segure firme – Eddie acelera mais e fica lado a lado com o Renan.
- Desista Eddie! - disse Renan – Você nunca conseguirá parar a gente e comigo mesmo!
- É mesmo?
Eddie vira a moto e acerta a traseira da outra moto, e faz Renan se desequilibrar e cair da moto. Eddie quase se desequilibra junto com a Shelly, mas consegue se estabilizar e depois volta para conferir Renan Hawking já com a moto no chão.
- Eddie, ele deve estar… - disse a Shelly.
- Ugh…
- Não. Está vivinho da silva – disse Eddie, vendo o Renan tentando se levantar.
- E o que iremos fazer com ele? - disse a Shelly.
- Vamos levar para um lugar secreto de que ele ficará por lá. Pegue a mochila dele e amarra ele todo.
- Eddie, você nunca conseguirá…
- Cala a boca, 171 – Eddie coloca um saco de pano, cobrindo toda a cabeça do Renan.
[Esconderijo, Bairro Donga Michiles]
Eddie e Shelly colocaram Renan, sem camisa e calça, apenas de cuecas, numa cadeira velha, ainda tendo a cabeça coberta com um saco de pano, e amarraram os braços por trás da cadeira. Como o local é abandonado, uma casinha de madeira com energia elétrica clandestina por gato, Eddie ilumina o espaço como se fosse um interrogatório, pois ambos irão interrogar Renan para saber de algumas informações sobre o envolvimento do Partido Vermelho em alguns lugares.
- Renan Hawking – diz Eddie – eu quero saber tudinho sobre o que o Partido Vermelho está fazendo os negocinhos de campanha e aqueles negocinhos que sempre fazem.
- Fale agora, ou cale-se para sempre, e sem vida – disse Shelly, cruzando os braços.
- Ok, ok. Eu digo – diz Renan – mas primeiro, eu quero um acordo com vocês.
- FODA-SE O ACORDO – diz Shelly, que espanca Renan com um chicote.
- Fale agora e sem acordo, ou é morte! – ameaça Eddie, ao sacar a sua arma e apontar pelo queixo – diga qual é o primeiro negócio que o Vermelho está fazendo!
- Ok, ok. Eu digo.
- E DIGA LOGO, MERDA! – grita Shelly, mirando o maçarico ao rosto do Renan, quando Eddie tira o saco da cabeça e o interrogado observa a chama próximo à ele.
- Ok, ok. Primeiro, eu obtive um contato com eles antes mesmo de encontrar com vocês na praça, dizendo que irão esperar por mim amanhã lá no abandonado porto no Mirante do Éden.
- E mais? – disse Eddie.
- Provavelmente eles estão querendo uma troca de informações em troca de dinheiro e material de campanha. Eu não sei muito sobre esse detalhe, acabei de ter recebido a ligação antes de vocês terem me capturado.
De repente, o celular do Renan toca. Eddie pega e observa apenas os números do contato que está ligando para o celular.
- De quem é esse número? – Eddie mostra os números do contato que está ligando, para o Renan.
- Atende, atende.
- Converse com eles, e pense que você escapou da gente naquela perseguição – Eddie atende a ligação e ativa o viva voz, para que ele e Shelly ouçam a conversa. A morena desativa o maçarico e guarda.
- Chefe?
- (Renan? Você está bem?)
- Sim, chefe! Eu consegui fugir do Eddie e da Shelly, eles estavam querendo atrás de mim!
- (Mas a gente viu na tevê que eles te pegaram...)
- Eu escapei e consegui me esconder deles! Eu estou numa casa no bairro... – Renan observa que Eddie está mirando com o revólver – Ramalho Júnior e estou me refugiando até que a situação se melhore.
- (Cuidado! Eles não vão desistir de te procurar!)
- Eu sei, chefe.
- (Renan, eu te aviso que amanhã você precisa ir para o porto abandonado no bairro Mirante do Éden porque alguns companheiros nossos chegarão por aí e você precisa estar por lá, e cuidado com Eddie e Shelly!)
- Eu sei, chefe, como lidar deles.
- (A nossa vitória será maior como nunca, Renan. Vamos vencer essas eleições!)
- E vamos mesmo.
"Fale que tipo de negócio amanhã!" – Eddie boceja para Renan sobre esta frase que ele bocejou.
- Que tipo de negócio será amanhã, chefe? – pergunta Renan, atendendo o pedido do Eddie.
- (O negócio é a vinda de candidatos e iremos pagar para você uma grana extra para dar as informações sobre o Eddie Peugeot. Nós iremos acabar com esse filho da puta de uma vez por todas. Seja expulsá-lo da cidade e do país, e acabar com a família dele e com pessoas relacionadas à ele. O poder dele não será mais grande.)
Eddie fecha o rosto, percebendo os planos iniciais.
- (Ainda, iremos enriquecer os nossos grupos e aliados para que iremos tomar não só esta cidade, mas também o país inteiro. Toda a população irá se render ao nosso poder e dizer que somos imbatíveis!)
Shelly olha para o Eddie, balançando a cabeça, pensando que "nunca serão imbatíveis".
- (E ainda, no dia da votação, quando houver o segundo turno, todos nós iremos fraudar as urnas eletrônicas para dar a nossa vitória!)
Eddie fecha o rosto ainda mais, mostrando a sua raiva.
- (Renan, você receberá uma grana preta a cada informação você dará para os candidatos que farão comícios e passeatas pela cidade pelo nosso partido. Todos saberão a verdade por trás do Eddie Peugeot. Lembre-se, venha amanhã para o porto que eles estarão esperando você!)
- Ok – encerra a ligação.
- FILHO DA PUTA! – Eddie estapeia o rosto do Renan, sabendo desse objetivo inicial do partido – VOCÊ É UM ESPIÃO DE VERDADE, UM TERRORISTA, UM GOLPISTA DESSE PARTIDO DE BANDIDOS!
- Eddie Peugeot, você poderá acabar com os nosso grupo, mas o partido você nunca conseguirá destruir – disse Renan, que leva cusparada do Eddie.
- Eu quero ver quem quer se resistir dessa merda de partido! EU PREFIRO DESTRUIR É O PLANALTO E O CONGRESSO LÁ EM BRASÍLIA!
- Eddie Peugeot, quem é o terrorista é você.
- E você é um espião contratado para me enganar! ESSE CELULAR QUE VOCÊ ACABOU DE ATENDER TERÁ TODAS AS LIGAÇÕES GRAMPEADAS E EXTRAÍDAS! Eu quero ver quem vai rir por último.
Eddie coloca de volta o saco na cabeça do Renan, e sai junto com a Shelly do esconderijo.
[Residência do Eddie Peugeot, Santa Luzia – 14:00hs]
[Escritório, segundo andar]
- O Renan vai ficar por lá? – disse a Shelly.
- Ele vai ficar por lá – diz Eddie, tirando o chip do celular do Renan – espero que ele não consiga fugir por lá, porque se ele fugir, o partido daquele filho da puta que o pariu vai mandar um exército para não só acabar comigo e com a minha família, mas com esta residência que eu reergui no lugar da que a minha mãe ergueu há 18 anos – Eddie coloca o chip no celular conectado ao seu notebook – O Partido Vermelho provavelmente poderá ter uma ligação com uma organização criminosa chamada Blackbox, de mascarados baderneiros e perigosos, aqueles que quebraram tudo nas manifestações em 2013, até mesmo tentaram acabar com a minha empresa.
- E quem são esses baderneiros de merda da Blackbox?
- Universitários que são radicalmente ligados aos partidos supremo-esquerdistas, que formam grupinhos de baderna para destruir locais de interesse, especialmente nas manifestações. E tem alunos de ensino médio que também são envolvidos com esse pessoal.
- Quem te falou isso, Eddie?
- A minha amada Karolyina, ela é jornalista e está fazendo um dossiê contra os grupos radicais de baderneiros nas manifestações de 2013.
- A Karolyina... ah, aquela pançudinha de cabelo azul e loiro que é a sua namorada.
- O meu irmão desconfia muito que esses Blackboxs possam se unir com o Vermelho e que se transforma em "Combine brasileira". Você sabe o que é Combine.
- Não me lembro...
- Combine é uma mega-facção universal imperial que domina a Terra nos eventos do jogo Half-Life 2, tendo a sua principal base a City 17. Surgiu quando Nihilanth foi derrotado e aconteceu uma massiva invasão da Xen na Terra. As forças militares não conseguiram destruir todos os alienígenas da Xen e houve a negociação da rendição da Terra, representado por Dr. Wallace Breen, então administrador da Black Mesa, que se tornou administrador-representante da Terra pela Combine.
- Explique mais, eu estou interessada nessa história.
- Meu irmão e eu jogamos muito esse jogo. Continuando: A Combine tem suas principais forças de segurança pela Terra como a Proteção Civil, que brutalmente abusam o poder de forçar o cidadão a trabalhar pela Combine, caso recusa, será preso e consequentemente haverá uma brutalidade de processo de transumanismo, ou se tornando um soldado da Combine, os soldados Overwatch. Até o processo de reprodução foi impossibilitado graças ao Suppression Field.
- Caramba, ninguém pode transar naquela ocasião.
De longe na entrada do escritório, Freddy observa o irmão conversando com a morena, ouvindo o papo.
- Agora, se você imagina, assim que o meu irmão imagina, se o Partido Vermelho se unisse aos Blackboxs e essas facções universitárias, podia se tornar a Combine Brasil. O Freddy – Eddie percebe a presença do irmão de longe – sempre fala que a sede da Combine Brasil pode ser em São Paulo, e não mais em Brasília. Podiam construir uma cidadela, a Citadel, por lá.
- E a política?
- Como eu já te expliquei, uma ditadura imperial opressor, terão a Proteção Civil, Overwatch, Elites e muita putaria que eles querem fazer com o povo. Trabalhar à força é o principal mandatário de merda. A única coisa é que eles não farão o processo de transumanismo.
- E quem seria o Administrador do Combine Brasil?
- Qualquer filho da puta, seja do Vermelho, dos Blackboxs ou das facções.
- E você pensa muito dessa conspiração que poderá acontecer?
- Eu não acredito em teoria de conspiração, Shelly. O meu irmão que fica temendo por essas teorias de conspiração que nunca aconteceram, como foi o caso do tal "calendário maia", dizendo que "o mundo vai acabar no dia 21 de dezembro de 2012", acabou nada. Estamos inteirinhos.
- Mas eles acreditam que você seria o conspirador contra a campanha deles?
- Eles acreditam e ainda me acusam de conspirador – Eddie saca a arma – eles saberão quem é o conspirador que acabou com o meu primo.
- E então, Eddie – disse a Shelly, que logo vira para trás e vê o irmão caçula do chefe – você acha que esse tal encontro no porto que o Renan contou lá no esconderijo, pode ser uma armadilha?
- Eu realmente estou muito desconfiando do Renan como ele nos contou sobre esse encontro com os candidatos lá no porto – Eddie olha pela janela, e depois vira de volta para a morena – ouça: você vai sozinha lá no porto, enquanto eu irei te observar de longe com um binóculo. Tenha cuidado, porque não sabemos o que eles podem te aprontar. Quando eles te perguntarem por que você veio ao invés do Renan, justifique que você é o amigo do Renan e ele estava doente.
- Certo, Eddie.
- Eu levarei câmeras também para fotografar os rostos desses candidatos que eu irei descobrir e enviar para Karolyina se possuem ligações com as facções.
- Mas Eddie, você não usará apenas um binóculo?
- Se eu posso te observar com um binóculo, eu também posso te observar com uma câmera com lente zoom – tira da gaveta da mesa uma câmera fotográfica Nikon com uma lente zoom de 80-400mm – na hora quando você conversar com esses candidatos.
-Aham – concorda a morena.
- E aí, preparada?
- Sim.
- E pela informação, esse barco que chegará pelo porto abandonado provavelmente chegará até as nove horas da manhã. Essa é a minha previsão.
[Porto abandonado, Mirante do Éden – 30 de Setembro – 09:00hs]
- (Shelly, você me escuta?)
- Sim, eu estou escutando, Eddie!
- (Você está vendo algum guarda do Vermelho, Shelly?)
- Aqui na entrada não, mas eu acho que eles devem estar lá na entrada da rampa.
- (Tome cuidado. Lembre-se do que nós planejamos.)
- OK, Eddie!
[Não muito longe dali]
Eddie, vestido com as mesmas roupas de sempre, com a exceção da jaqueta preta, e com uma mochila, está em cima de uma árvore num estabelecimento próximo ao porto abandonado, e é um ótimo privilégio para o homem de preto que está carregando um binóculo e uma câmera Nikon com lente zoom de 80-400mm, capazes do próprio conseguir observar de longe a negociação da Shelly com esses candidatos que o Eddie suspeita muito bem, além de um ponto eletrônico em que ele e a Shelly estão usando para se comunicarem.
De repente, Eddie observa com o seu binóculo a entrada da Shelly, que está de camiseta branca, calça rosa e sapatos pretos, ao passar da blitz dos guardas. Para o Eddie, objetivo cumprido: passar da blitz dos guardas sem desconfiá-los. Em seguida, aparece o barco, ou melhor, uma lancha, que traz os três candidatos do Partido Vermelho. Isso chama a atenção do Eddie e começa a trocar o binóculo para a câmera, ligando-a. Depois, Eddie mira e foca nos candidatos, que saem do barco, aumentando um pouco de zoom para poder enxerga-los.
[Rampa do porto abandonado]
- Você deve ser uma conhecida do Renan Hawking – disse um homem grisalhado com camisa polo vermelha, calça jeans e sapatos marrons – qual é o seu nome?
- Shelly Marsh – se apresenta a morena – ele me chamou para representa-lo porque ele teve...
- (Agorafobia!) – avisa Eddie em seu ponto eletrônico.
- Agorafobia, infelizmente. Ele teve que se submeter com esse pânico.
- É uma pena que ele podia estar presente com a gente nesse momento – disse o homem de cabelo curto grisalho com calvice, com as mesmas vestimentas do primeiro.
- Mas você poderia nos ajudar a retirar essas caixas que estão dentro do nosso barco? – disse o homem careca, também com as mesmas vestimentas do primeiro e do segundo – acabamos de chamar um transporte para leva-los para o diretório municipal.
- (Faça logo!)
- Sim... é claro, óbvio que eu quero ajudar vocês – disse a morena.
- Primeira as damas – disse o homem grisalhado, no qual a Shelly entra no barco.
- Obrigada – disse a morena, que sobe e entra no barco para observar por dentro, porém... – HMMMPF!
- Parada aí, mocinha – disse o mesmo homem grisalhado, que colocou na face da Shelly um pano molhado de clorofórmio, que aos poucos, desacorda a morena. Os outros dois homens entram no barco e um deles assume o comando do veículo – Sombra, leve-nos para bem longe!
- Sim, Almeida! – disse o homem de cabelo curto grisalho com calvice.
- Barros, segure essa moça enquanto eu fico de olho de quem poderá vir atrás de nós.
- Sim, senhor!
[Perto dali]
- Puta que pariu, eles pegaram a Shelly! Filhos da puta! – disse Eddie, desesperado ao ver a Shelly sendo sequestrada pelos militantes. Ao ver uma moto, modelo Honda XR 250 Tornado vermelho, sendo guardada por um homem, Eddie procura e conversa com ele.
- Senhor, me empresta esta moto com urgência!
- Quantos o senhor vai me dar? – pergunta o dono da moto, de camiseta preta e short jeans.
- Eu pago 500 reais mais o conserto de danos, agora me empreste já!
- Esse dinheiro é insuficien...
- INSUFICIENTE É A CARA QUE EU VOU TE DEFORMAR SE VOCÊ NÃO ME EMPRESTAR A PORRA DA MOTO JÁ! – ameaça, sacando de imediato o seu revólver Glock, deixando o dono da moto com mãos para o alto e amedrontado.
- Ok, ok! Por favor não me atire, eu aceito a sua proposta!
Eddie guarda o revólver, recebe as chaves do dono e em seguida, sobe na moto e sai de imediato.
- O senhor esqueceu o capacete! – disse o dono da moto.
- FODA-SE O CAPACETE! – grita Eddie, de longe.
[Bem distante dali, no Rio Maués-Açu]
- Essa moça é a… - disse Barros.
- Shelly Marsh, amiguinha daquele conspirador chamado Eddie Peugeot – disse Almeida – eu acho que ele nem deve estar sabendo que estamos com ela.
- Depois que fizemos com o primo dele, agora precisamos é procurar o irmão dele para ter o mesmo destino do primo, pra enfraquecê-lo de vez.
- Isso mesmo, porque a nossa vitória já está decretada.
De repente, o homem grisalhado percebe um movimento de uma moto, e logo ao pegar o seu binóculo, percebe um velho alvo que está atrás deles.
- Puta merda, é o Eddie Peugeot! - disse o grisalhado, ao ver um homem de cabelo preto, camisa laranja, calça preta e de moto – acelera essa porra dessa voadeira senão esse filho da puta alcança a gente.
- Mas como a gente está no rio se ele está lá na terra? – questiona Sombra, ainda pilotando a lancha – ele sabe nadar?
- Eu não sei. Mas acelera logo, porra, senão ele nos alcança!
Enquanto isso, Eddie acelera mais a moto, passando pelas ruas principais, mas não tira o foco ao barco que está andando pelo rio, mesmo desviando do trânsito que se encontra no seu olhar. Percebendo que precisará de um meio de transporte aquático, Eddie sabe quem poderá lhe fornecer um veículo para tentar chegar ao barco já na água.
- Ué, como este barco não está correndo? – reclama Almeida – Acelera esta porra logo!
- Estamos com pouca gasolina – alerta Sombra – nós não conseguiremos chegar até o outro lado do rio!
- Então vai no máximo, porra!
De repente, já no meio do rio após passar pela Praia da Ponta da Maresia, o barco já começa a perder a força, pois a gasolina está no fim.
- ACELERA ESSA PORRA, SOMBRA!
- Não dá mais, Almeida! Acabou a gasolina.
- Puta que pariu, agora nós estamos no meio do rio! O filho da puta do Eddie Peugeot vai nos pegar! Quem sabe nadar para fugir daqui carregando essa moça desacordada?
Todos, que olham ao Almeida, sequer levantam uma mão, já que ninguém aguentaria carregar a Shelly nadando até o outro lado do rio, por conta de ser fundo.
- Merda, agora estamos fudidos.
[Praia da Ponta da Maresia, Maresia]
- Eddie!
- Fala, Didi! – recepciona o homem de preto ao um velho amigo de tempos de colegial, que atualmente é sócio de uma oficina mecânica que fabrica veículos aquáticos como lanchas, voadeiras e jet-skis, como metalúrgico. Seu nome é Jorge Dinelly, ou Didi, devido ao seu sobrenome, e foi colega do Eddie Peugeot no terceiro ano do segundo grau, em 1996. Didi está vestindo uma camisa da Seleção da Croácia (tradicionalmente quadriculada em vermelho e branco) e uma calça curta jeans.
- Fazia anos que nós nunca se encontramos, né, Eddie?
- E como vai lá, fabricando essas voadeiras, lanchas e jet-skis fodas?
- Tudo tranquilo, Eddie.
- Falando em Jetski, você tem um pra me emprestar?
- Lógico, que eu tenho! Aqui estão as chaves! – entrega Didi ao Eddie.
- Obrigado – agradece Eddie, que sai apressado até o jet-ski, que antes tira os tênis e levanta aos poucos as golas da calça para não molhá-la, e depois sobe no veículo, liga e pisa fundo – EI! ESQUECEU O COLETE SAL...
- NÃO PRECISO DELE! – avisa Eddie, à distância.
O trio dos militantes do Partido Vermelho acaba de deixar o barco, nadando rumo de volta a cidade, porém sem a Shelly, que foi deixada de fora no barco.
- VAMOS, NÃO PODEMOS – suspira Almedia – SEREM CAÇADOS POR ELE!
- Sorte sua de ter deixado aquela moça lá no barco! – suspira Sombra – Vai ser facinho pra ele pegar aquela gostosa.
- Deixa essa moça de lado e teremos que avisar pro chefe que ele voltou – disse Barros.
Em seguida, aparece o jet-ski com o Eddie Peugeot ao bordo, e depara-se que o barco está vazio, apenas com a Shelly Marsh desacordada. Para evitar que o jet-ski saia das proximidades do barco, Eddie encontra uma corda e amarra, colando o jet-ski com o barco. Em seguida, Eddie começa a conferir como está a Shelly, inconsciente.
- Porra, ela está desacordada – vê Eddie – usaram um clorofórmio para adormecer. Ainda bem que eles não violaram senão seria um "Boa noite Cinderela" – Eddie pensa – e atiraria no saco deles.
Eddie começa a pensar de que forma tentará levar a Shelly ao bordo do jet-ski, ainda desacordada: "Como vou tentar levar ela desacordada até de volta à praia?". Até que...
- Uhhh... – acorda Shelly – aonde eu estou? Eddie?
- Você está no barco, ainda, e está sã e salva.
- Cadê aqueles merdas que...
- Fugiram, Shelly, eles fugiram, e o barco está sem gasolina.
- E como você conseguiu vir aqui? Nadando?
- Peguei um jet-ski e cheguei para te resgatar, já que o barco está no meio do rio – afirma Eddie – você já pode se mover?
- Sim, eu acho... – deduz Shelly – que bom te ver de novo, Eddie.
- Vamos sair daqui e voltar para a praia.
- Vamos, Eddie.
Eddie retorna ao jet-ski, se embarca, enquanto a Shelly desamarra a corda que estava pendurando o jet-ski com o barco, e depois embarca atrás do justiceiro, no qual ambos deixam o local, retornando para a praia.
[Orla da Matriz, Centro]
- Tem certeza que vai avisar ao nosso chefe?
- Tenho, Sombra! Não vê que esse cara está a procura do responsável pelo assassinato do primo dele? Agora o Eddie Peugeot não só quer informações, mas quer justiça, e essa justiça dele significa MORTE a nós! – disse Almeida, discando o orelhão.
- Nós podemos conseguir um grande reforço para poder acabar com ele...
- Reforço, Barros? Foda-se o reforço, porque o Eddie tem muitas armas contra a gente! Ele invade banco de dados, servidores... É o Edward Snowden brasileiro!
O trio Almeida, Sombra e Barros acabaram de chegar, todos ensopados de água, depois de tantos nados até chegar à areia da praia em frente da orla. Depois, o trio subiu pela escadaria do antigo prédio abandonado e encontraram um orelhão no qual Almeida está tentando ligar para alguém.
- Pessoal, o Partido Vermelho não pode ser destruído por ele sozinho. Mas ele pode arrumar um grupo para poder destruir a gente e as nossas alianças – diz Almeida.
- E cadê o Renan Hawking? – pergunta Barros.
- Tentamos ligar para ele e ele não atendeu – responde Almeida – parece que sequestraram ele.
- Provavelmente o Eddie Peugeot deve ter caçado – duvida Sombra.
- Pessoal, fiquem calados porque estou atendendo uma ligação – avisa Almeida – Alô?
- (Almeida?)
- Sim, chefe.
- (O que houve?)
- Foi ele, chefe. Eddie Peugeot acabou com a gente, tivemos que abandonar o barco porque acabou a gasolina.
- (Vocês deveriam ter abastecido a gasolina antes de terem parado no porto, merda! Gastei uma puta grana para comprar esse barco e vocês não reabastecem a porra da gasolina!)
- Tem razão, chefe.
- (Vocês estão dispensados! Voltem para o diretório porque eu e o meu companheiro faremos um outro plano.)
- Ok, chefe – encerra a ligação – vamos, pessoal. Vamos pegar um táxi pra voltar pra base.
- Nada? – questiona Barros.
- Ele não dará mais ajuda pra nós, sem mas. Só em segundo plano.
[Lugar desconhecido]
- Você acha que o Eddie pode estar armando um plano contra a gente? – disse um homem, de físico cheio, cabelo castanho e de roupa social, sentado em numa cadeira em frente de diversos monitores.
- O que você pensa, Eric? Você sabe que o Eddie Peugeot é um homem estrategista, consegue invadir dados e servidores, faz dossiê, e ainda tem uma gordinha gostosa como acompanhante que está investigando os nossos comparsas! – disse outro homem, de pele pálida, com sarnas, cabelos ruivos, camisa branca e calça marrom.
- Eddie ainda está no nosso radar, Davin. A vadia dele está em São Paulo, enquanto ele está aqui em Maués. Os dois ficarão juntos só depois da eleição, provavelmente no final do mês quando pintará o segundo turno. Enquanto isso, Eddie trabalha com a gente para nos reforçar.
- Mas você só deu dois servicinhos ridículos para ele, Eric! O primeiro, você pediu pra levar três médicos cubanos para o hospital; o segundo, você pediu pra levar três membros do diretório do Partido Vermelho.
- O segundo serviço era pra deixa-lo putinho da vida, isso foi muito engraçado, ver a cara dele ao levar três caras do Vermelho para o diretório – ri.
- Eric, escute, nós precisamos fazer uma reunião para saber dos nossos futuros planos para conferir as campanhas eleitorais. Nós conseguimos finanças da Overbrexit, da OCA...
- Davin Miller, a gente tem uma forte parceria com o Partido Vermelho. Você é o representante deles. Nós temos além deles, uma parceria com diversos grupos juvenis e gangues, representados pelo nosso amigo; e uma forte parceria com o pessoal do exterior com a outra nossa representante.
- Essa nossa representante entrou no lugar do nosso...
- Não fale dele, ele traiu a gente e jogamos lá dentro de um túmulo do cemitério pra nunca mais voltar. Chamamos a avó dele pra poder representar os gringos e as minorias em negócios.
- Mas ela não está tão idosa com quase 100 anos de vida?
- Ela bebe guaraná, Davin, que está dando mais longevidade e saúde pra ela.
- Ainda bem que estamos nesta cidade de onde tem essa fruta nativa que eu adorei de beber esse suco.
- Quando iremos fazer a nossa reunião, você sabe, Davin?
- Provavelmente na segunda-feira, depois das eleições do primeiro turno. Você, os nossos dois colegas, e eu. Concorda?
- Concordo.
- E o Eddie Peugeot? E o Renan Hawking?
- O Eddie Peugeot... deixe ele pra lá. Já o Renan, infelizmente está desaparecido, porque nessas últimas horas, depois da ligação de ontem, não mais falou com a gente.
- E agora acredito que o Eddie acabou capturando ele, servindo-se de peça de interrogatório, porque provavelmente ele desconfiou dele.
- Beleza, deixe esse incompetente pra lá porque agora o nosso foco é as urnas neste domingo.
- E agora, Eric, confirmado a nossa reunião?
- Confirmadíssimo – aperta as mãos os dois.
- Até a segunda?
- Se você vier aqui no domingo pra acompanhar a apuração, que seja. Mas, até a segunda.
(CONTINUA)
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