Notas da Autora:
Yo, people~~

E cá estamos com mais uma atualização! Era para eu ter voltado a postar na segunda, mas as coisas estavam muito movimentadas e eu acabei ficando sem tempo

T-T De qlr forma, aqui está o terceiro capítulo, espero que gostem~~

Beijos e boa leitura^^


"I can't escape this hell.

So many times I've tried, but I'm still caged inside."

Animal I have become - Three days grace

Sasuke estava terminando de fazer mais uma panqueca para o café da manhã quando ouviu um estrondo vindo do interior do apartamento. Riu para si mesmo. Já até sabia o que havia acontecido...

"Itaaaai..." Hinata entrava na cozinha massageando a coxa direita. Havia acordado atrasada e, na correria para se arrumar, tropeçou em alguma coisa e caiu no chão de seu quarto.

"Se você continuar colecionando hematomas assim, as pessoas vão achar que seu noivo é alguma espécie de agressor."

"Hum… Eu preciso aprender a acordar mais cedo." A Hyuuga respondeu com desânimo enquanto sentava-se a mesa.

"Hai! Panquecas. Tem mais saindo daqui a pouco." O moreno Uchiha disse lhe entregando um prato fumegante com cheiro de mel e manteiga.

"Arigatou, Sasuke kun! Você realmente foi um presente na minha vida." A garota respondeu com um olhar iluminado. Adorava panquecas, ainda mais, bem quentinhas logo cedo pela manhã.

"Presente que você fez questão de passar por cima, ne?" Comentou irônico. Sabia como Hinata se sentia culpada por aquele incidente.

"Mou…" Ela murmurou com a boca cheia, porém deixando escapar um leve sorriso no canto da boca.

Desde o dia do acidente até o presente momento já havia se passado 3 meses. Apesar de muita resistência, o Uchiha havia se tornado colega de quarto da herdeira Hyuuga logo após ter alta do hospital. Após a recusa inicial do Uchiha, Ino lhe passou um sermão longo e cheio de verdades, tais como o fato de ele não ter para onde ir, que fez Sasuke enfim aceitar ficar na casa de Hinata. Porém garantindo que, até próximo da data de seu casamento, já estaria longe de lá.

Apesar de ter aceitado a contragosto, dentro de si reconhecia que estava satisfeito com o rumo que as coisas tomaram. Hinata era uma garota agradável, gentil e educada, aliás, o esperado de uma futura dama da alta sociedade. Quando olhava para ela, Sasuke realmente não conseguia acreditar que já havia sido apaixonada por Naruto.

"Como está sua perna hoje?" A Hyuuga perguntou enquanto via o colega de quarto sentar-se à sua frente.

"Pronta para outra, mas eu agradeceria se você evitasse." Respondeu enchendo a xícara com café preto.

O tempo do repouso para o Uchiha foi uma tortura sem igual. Sua vida havia parado completamente. Claro que não era como se estivesse muito movimentada antes, mas sentia que, enquanto estivesse ali, nada podia fazer para retomá-la. Então, para compensar o tempo em que seria hóspede, resolveu que cuidaria de algumas refeições do dia para a Hyuuga. Não seria nada muito complicado, apenas coisas que havia aprendido com sua mãe quando era mais novo, mas ajudaria a aliviar sua sensação de peso morto na casa.

"Não se force muito. Seu corpo perdeu um pouco do ritmo, então pode se cansar facilmente." Hinata comentou enquanto mexia o açúcar no fundo da xícara. Há cerca de um mês Sasuke havia tirado os pinos da perna e, no dia anterior, o gesso. Hoje seria o primeiro dia de retomada da rotina.

Entre o moreno Uchiha e a bela Hyuuga havia brotado naturalmente uma amizade singela. Suas personalidades discretas e quietas se completavam no conforto do silêncio uma da outra. Também, a inocência de Hinata era o alvo perfeito para o sarcasmo do Uchiha nos dias em que o mesmo se sentia inspirado a perturbá-la.

"Ah, por favor, não me espere para o jantar hoje. Depois da aula vou encontrar meu noivo." Hinata avisou.

Sasuke já sabia que Hinata era comprometida com alguém, mas não sabia exatamente com quem. Nas poucas vezes que Hinata se referia ao rapaz, nunca o chamava pelo nome e sempre usava palavras formais. Sasuke também nunca lhe perguntou o nome ou qualquer informação do tipo, afinal, não era da sua conta, mas sabia que algo não estava certo entre os dois. Os compromissos entre eles eram sempre programados com hora e data marcada com vários dias de antecedência. Eles também pareciam não ter muito assunto, afinal a Hyuuga nunca comentava de suas conversas ou experiências. Seu tom soava bem longe do de uma garota apaixonada que está prestes a se casar. O que, na opinião do Uchiha, era uma pena, pois, uma garota bonita como Hinata não deveria perder tempo com um cara que não a fazia feliz.

O telefone tocou e a jovem levantou-se para atender.

"Ah, Sakura chan. Ohayou..."

Sasuke também já conhecia Sakura e não exatamente simpatizava com a fotógrafa. Sakura tinha um olhar que o Uchiha conhecia bem e detestava. O mesmo olhar de fome que algumas garotas atiradas lhe lançavam sem o mínimo pudor. Nas poucas vezes que conversaram a sós, Sakura sempre se tentava passar uma imagem sensual e falava coisas de duplo sentido que facilmente poderiam ser interpretadas como um convite para sexo. Não gostava de mulheres assim. Homens interessantes, mulheres mais ainda era o seu lema. Ficava com caras que considerava apenas atraentes, mas exigia muito mais quando se tratava de mulheres. Odiava aquelas vulgares, barulhentas e atiradas que confiavam apenas na sua aparência para conquistar alguém. E esse era exatamente o tipo da rosada.

Após uma conversa rápida, Hinata devolveu o aparelho para o gancho, pegou sua bolsa e acenou despedindo-se do Uchiha antes de sair correndo. Estava atrasada, como sempre. O Uchiha também se apressou para terminar o café da manhã e ir tomar banho, afinal, uma vez recuperado, não havia mais desculpas para não ir às aulas, não ler os roteiros de peças e comerciais que, estranhamente, começaram aparecer aos montes para ele. Talvez Hinata fosse alguma espécie de hare onna que chegou e espantou todo o azar da vida do moreno com seu sorriso iluminado.

~x*X* *X*x~

"Mas não depende da minha vontade estar perto de ti nesta hora; se Deus o permitisse, já estaria ocupada a curar o teu mal. Amigo, eis o fim de um sonho! Pensava morrer nos teus braços e repousar contigo no mesmo túmulo. Ai de mim! É mais uma ilusão que temos de perder... E então? O que achou? Esse trecho ainda está difícil de compreender..." A loira perguntava ao seu único expectador após uma pequena encenação no palco do teatro da escola.

"Hum? Desculpe, Ino. Você disse alguma coisa?" Ele perguntou distraído. Era óbvio que não havia escutado uma palavra sequer.

"Sai kun! Não acredito! Te peço para prestar atenção e você me ignora! O que está rabiscando aí?"A loira desceu do palco em direção ao namorado furiosa.

Faltava duas semanas para o festival escolar e, conseqüentemente a apresentação da peça principal do clube de teatro. Ino estava no papel da heroína de uma história clássica: Tristão e Isolda. Naquela tarde, como não estava se entendendo muito bem com as falas do texto, havia pedido a opinião da pessoa mais sincera que conhecia: seu namorado, Shimura Sai. Porém, o rapaz parecia muito mais interessado em seu caderno de rascunhos do que no monólogo da loira.

"Se fosse para você ver, eu já teria te mostrado." Ele disse em tom de brincadeira erguendo o caderno acima da própria cabeça. A diferença de altura entre eles permitia ao rapaz manter seus desenhos seguros apenas com esse movimento simples. Porém, Ino não se deu por vencida, ficou pulando e esticando-se na ponta dos pés na tentativa de alcançá-lo quando teve a cintura laçada pelo moreno que lhe deu um beijo apaixonado e disse em seguida:

"Está péssimo. Tente visualizar esse trecho como dito por alguém que está totalmente sem perspectiva, perdendo o seu grande amor. Se compreender esse sentimento de desorientação, tenho certeza que fará bem melhor. Aliás, como sempre..."A loira sorriu e o beijou novamente. Sabia que, no fim, sempre podia contar com o apoio de seu amor.

Sai estacionou carro em frente ao teatro. Manteve os vidros fechados como sempre fazia. A película escura garantiria seu anonimato. Admirou mais uma vez o cartaz da peça que estrearia em poucos dias. Seria uma comédia romântica e Yamanaka Ino era a protagonista. Seus lindos olhos azuis se curvavam enquanto ela sorria dividindo o cartaz com o ator que seria seu par romântico. Sai sorriu internamente. Então, ela estava conseguindo realizar seu sonho. Estava seguindo em frente sem ele...

Poucos anos haviam se passado desde que terminara com a loira, mas na cabeça do jovem Shimura, era como se fossem séculos. Sem explicações, sem motivos prévios, ele simplesmente pôs fim a um primeiro amor que parecia ser o único que viveriam até o fim da sua vida, e até hoje não se perdoava por isso!

Desde então, passou a observar Ino de longe. Assistiu às suas peças, escreveu elogios anônimos para incentivá-la, comprou todos os ingressos da temporada de uma peça com um enredo péssimo e distribuiu entre seus funcionários só para garantir a lotação da casa. Nos últimos tempos, o nome da loira estava se tornado cada vez mais reconhecido pelos diretores e pelo público no meio cênico da cidade. Ela estava se tornando uma atriz mais e mais requisitada e, aos poucos, o "apoio" de Sai se mostrava totalmente desnecessário. Ela estava se tornando uma estrela e, conseqüentemente, caminhando para um lugar cada vez mais distante dele...

O telefone tocou, anunciando que sua secretária iniciara mais uma maratona de papéis e compromissos atrás dele. Suspirou entediado. Definitivamente aquela não era a vida que havia desejado para si.

~x*X* *X*x~

Naruto olhou pela janela da sala de aula e suspirou entediado. Detestava o tempo nublado, sempre preferiu os dias ensolarados e calorosos. O céu estava tão cinzento que dava desânimo até para viver. Para piorar a situação, o professor havia adoecido e fora substituído por uma senhora de idade cujo tom de voz era tão monótono, e sua explicação era tão cansativa que metade da classe estava dormindo. O Uzumaki só não havia pegado no sono porque noventa por cento de seus pensamentos estavam focados em Uchiha Sasuke, afinal, já não o via a mais de três meses e as notícias de que tinha eram esporádicas e superficiais.

Suspirou mais uma vez antes de, furtivamente, um de seus colegas de classe entregar-lhe um pedaço de papel amassado:

"Cara, você tá legal?"

Naruto encarou o rapaz que jogara o bilhete com uma sobrancelha erguida. Era o ruivo Sabakuno Gaara, um rapaz quieto e misterioso, como seus olhos verdes, totalmente o oposto do Uzumaki, mas que por um capricho da vida, acabaram tornando-se relativamente próximos.

Gaara também era popular no curso, porém de uma forma diferente do loiro: Enquanto Naruto era o rosto das discussões, Gaara fazia o papel do cérebro por detrás de tudo. Era tido como inteligente, centrado e sereno. A boa aparência também lhe rendia diversos elogios, mas o desempenho como estrategista sempre se sobressaía. Quando essas duas personalidades complementares se encontravam, eram imbatíveis. Dessa forma, entre um trabalho e outro, uma amizade tímida surgiu entre os dois. Não eram totalmente íntimos, mas seria injusto dizer que eram apenas conhecidos. O loiro pegou sua lapiseira, escreveu e devolveu o pedaço de papel.

"Por que quer saber?"

Gaara leu o escrito e encarou com descrença o colega por longos segundos a ponto de o Uzumaki sentir as orelhas ficarem vermelhas e, em seguida, devolveu o papel, sem mais anotações como se esperasse que ele tomasse a iniciativa de contar por si mesmo.

Claro, Naruto não podia sair contando seus problemas para os quatro ventos, mas precisava desabafar com alguém. Afinal, a prima Karin, sua única família, havia se mudado para a França a fim de seguir com a promissora carreira de modelo. O loiro não tinha mais os pais vivos para que o pudessem ouvir e apesar de ser alguém extrovertido e fácil de fazer amizades, os verdadeiros amigos lhe eram raros. Importava-se com as pessoas, mas, infelizmente, eram bem poucas as que se importavam de verdade com ele. Para piorar a situação, por ter passado três meses longe de quem amava, estava se sentindo sozinho, abandonado, entregue aos ratos e as baratas para morrer miseravelmente já que ninguém o amava mesmo... Tudo bem! Tendia a ser um pouco dramático de vez em quando, mas era assim que estava se sentindo; sem ninguém para poder desabafar, contar seus verdadeiros segredos e os pesadelos que o atormentavam. Por esse motivo, quando Gaara lhe passou aquele bilhete bobo, sentiu que não poderia carregar aquele peso nas próprias costas para sempre. Precisava desabafar com alguém, e mesmo que esse alguém fosse o Sabakuno, já iria ajudar. Escreveu com uma caligrafia rápida e desajeitada:

"Nada legal..." E devolveu o bilhete por debaixo da carteira para que a professora não visse.

Gaara sorriu discretamente, porém deixando transparecer a satisfação de sentir-se alguém confiável. Arrancou outra folha do fichário, já que o pequeno pedaço de papel provavelmente não seria suficiente para o rumo que aquela conversa iria tomar.

"Alguma coisa em que eu possa ajudá-lo?"

Naruto pegou a folha dobrada e a leu, seu estômago embrulhava dentro de si como se alguém estivesse remexendo com um garfo, mas ainda assim ele desabafou, contou que tinha alguém muito especial que não lhe dava a mínima, e que não se viam a mais de três meses. Falou sobre as falhas tentativas de ligar, de encontrá-lo novamente. Apesar de não ter dito quem era, Gaara provavelmente associou essa pessoa a uma mulher e lhe devolveu o papel, ansioso pela resposta.

"Nossa… Você tá mesmo mal… Acho que essa garota não vale tanto a pena assim." O loiro deu uma risada seca, totalmente amarga e desgostosa antes de amassar o papel e jogá-lo na mochila.

Quando, finalmente, a aula acabou, o céu ainda estava nebuloso e o vento soprava em rajadas fortes como se quisesse arrancar as roupas do corpo a força. Chuvas do início da primavera. Naruto deixou a universidade rapidamente e caminhou para a estação de metrô, fazendo o mesmo percurso de sempre quando ouviu a voz de Gaara atrás de si.

"Naruto!" Disse o rapaz atrás de si fazendo o Uzumaki parar e esperar o colega alcançá-lo.

"Não sabia que você pegava o mesmo metrô que eu…" Comentou o loiro um pouco surpreso.

"É, eu não pego. Mas eu queria conversar com você sobre aquele bilhete…"

Um raio cortou o céu tempestuoso e uma chuva forte começou a cair. Merdx! A estação ainda ficava a duas quadras! O Uzumaki levantou uma sobrancelha, já ouvindo o barulho de chuva.

"Sabe o que é… Valeu pela preocupação, mas eu preciso… Eu queria ficar sozinho, entende?"

"Ahn... Claro." Gaara parecia desapontado.

"Valeu mesmo, cara." O loiro forçou um sorriso para o ruivo.

Naruto viu o amigo se distanciar, protegendo-se o máximo que conseguia da chuva, e suspirou desanimado. Já estava completamente encharcado! A estação não era muito longe, mas isso não lhe servia de consolo... Começou a caminhar em passos rápidos pela calçada, cobrindo a cabeça com o casaco, que não era de muita ajuda, mas pelo menos a cabeça não estava sendo alvo dos pingos gelados e fortes. Parou apenas quando esbarrou em alguém por não estar prestando atenção no caminho, e sim, na chuva que não dava trégua. Sentiu seu coração pular uma batida quando ouviu aquela voz conhecida lhe chamando:

"Naruto?!" Era Sasuke.

Ao contrário de todas as expectativas, o primeiro instinto de Naruto foi cerrar o punho e voar com ele na face do Uchiha, porém, o golpe foi interceptado antes. Sasuke o olhou com ar de reprovação.

"Tsh, Usuratonkachi…"

"O quê?" O loiro berrou sentindo o sangue ferver. Estava feliz, claro, mas também estava muito irado com tudo aquilo… Com os três meses em que Sasuke sequer mandou uma mensagem.

"Você está todo molhado!" Constatou o moreno e suspirou como se não houvesse outra atitude a ser tomada:

"Vai acabar pegando um resfriado desse jeito. Vem!"

Naruto olhou para o céu nublado, sentindo as gotas geladas caírem no seu rosto, e entrou no prédio de onde Sasuke havia acabado de sair. Ele seguiu o Uchiha até o elevador sem dizer nenhuma palavra. Sasuke também não se esforçava para iniciar qualquer coisa que se parecesse com um diálogo. E esse silêncio entre os dois sufocava e torturava Naruto.

"Três meses…" Sussurrou com raiva. Sasuke não respondeu.

"Seu bastardo inútil… Você ficou três meses sem me dar uma noticia sequer!" Naruto disse, agora, com mais firmeza e a voz mais alta.

"Poupe o fôlego. Você sabe o que aconteceu." Sasuke retrucou laconicamente enquanto saia do elevador e encaminhava-se para o corredor logo após a porta abrir-se.

"Por acaso você digita números em celulares com a perna? Você não podia pelo menos ter me mandado uma mensagem? Um sinal de vida?" Mais uma vez, o Uchiha se manteve calado. Não queria ter que dar explicações para o loiro Uzumaki, mas sentia que este não iria desistir enquanto não ouvisse alguma resposta que considerasse satisfatória.

Sasuke abriu a porta e adentrou ao apartamento, Naruto foi logo atrás.

"Eu tive que ficar em repouso. Sabe? Pinos, gesso…"

"Mas não podia ter me ligado ou pelo menos ter atendido as minhas ligações?" A voz de Naruto tinha um tom frustrado de acusação. Estava com frio, completamente encharcado no genkan de uma casa desconhecida tentando entender o porquê de ter sido ignorado quando só queria saber se a pessoa que amava estava bem após um acidente tão sério. Porém, o Uchiha respondeu sem delongas enquanto dava as costas para o loiro:

"Iie. Fique aqui. Vou pegar uma toalha pra você."

Sasuke caminhou até o quarto de Hinata, onde ficavam as toalhas e lençóis. Ele nunca havia entrado no cômodo antes, pois Hinata sempre lhe entregava o que ele estava precisando. Ficou estranhamente agitado ao adentrar o ambiente. As paredes tinham um tom de lilás suave, as cortinas eram brancas, assim como os lençóis perfeitamente arrumados na cama de casal dela. Não conseguia imaginá-la dormindo sozinha num espaço tão amplo quanto aquela cama...

Afastou alguns pensamentos libidinosos que subitamente brotaram em sua mente. Precisava pegar as toalhas. Foco! Abriu algumas portas do armário encontrando apenas roupas. Mexeu nos maleiros até que resolveu procurar nas gavetas. Ao puxar a primeira, ao invés de roupas de banho, deparou-se com as roupas íntimas da Hyuuga. Apesar de óbvio, simplesmente havia esquecido-se da possibilidade de encontrar algo tão íntimo quanto as calcinhas da garota ao revirar seu armário. Céus... Hinata usava mesmo aquelas calcinhas? Eram todas deveras ousadas para a imagem que o Uchiha tinha de sua anfitriã... Foco! Fechou a gaveta com força. Toalhas! Precisava de toalhas secas para o Uzumaki que estava morrendo de hipotermia na entrada da sala! Por fim, após abrir mais algumas gavetas, encontrou as tais que tanto precisava.

Sasuke voltou para a sala, onde Naruto o esperava distraidamente olhando através da porta da varanda o arco íris que se formava no céu. A chuva havia passado fazendo o Uchiha lembrar-se que estava indo comprar alguma porcaria pra comer quando encontrou o Uzumaki e acabou desistindo para poderem ficar juntos... Ok, não era exatamente isso, afinal, os dois não tinham nada de tão profundo, mas Naruto não parecia querer largar de Sasuke tão cedo. Lembrou-se das palavras do loiro: três meses... É! Ele próprio admitia que fora um pouco demais, mas não sentia remorso. Sempre deixou bem claro o que sentia e como conduziria esse 'relacionamento' se Naruto esperava mais, era algo completamente unilateral.

"Doumo!" O loiro agradeceu quando Sasuke entregou a toalha, e enxugou-se desajeitadamente. "Mas ainda tô puto com você!"

Um silêncio desconfortável instalou-se no lugar. Após alguns minutos tentando se secar, Naruto tirou os sapatos e finalmente entrou no apartamento. Jogando a toalha sobre o ombro, perguntou:

"Porque você me trouxe aqui?"

"Porque sabia que você não ia desistir de falar comigo tão cedo, boke" O Uchiha disse aproximando-se do loiro. "As coisas foram muito duras para mim desde aquele acidente..."

Parou perigosamente a poucos centímetros de Naruto, olhando-o nos olhos, falando com firmeza. Na realidade, nem Sasuke sabia ao certo o motivo para ter levado o rapaz até ali. Ao ver o loiro encharcado correndo na chuva, simplesmente agiu sem pensar muito bem. Talvez movido por algum sentimento de culpa por tê-lo ignorado durante todo esse tempo ou, o mais provável, por conta dos três meses longe do seu parceiro sexual. Naruto devolveu o olhar intenso, os orbes azuis reluziam algumas lágrimas que ele tentou reprimir ao máximo. Murmurou um senti sua falta para em seguida levar as mãos até a nuca do moreno e puxá-lo para um beijo. Um beijo que começou cálido e, aos poucos, foi se tornando mais e mais urgente.

Sasuke apalpou e comprimiu as nádegas de Naruto com vontade, sem pudor algum, arrancando gemidos roucos dele durante o beijo sôfrego. O Uzumaki levou às mãos aos cabelos da nuca do Uchiha, e puxou com força indicando que suas intenções eram exatamente as mesmas do moreno. Após arrastar Naruto para seu quarto, Sasuke arrancou suas peças de roupa sem se importar aonde iriam parar. Tudo o que queria naquele momento era apertar as nádegas de Naruto, separando-as, arranhando-as e se sentindo cada vez mais excitado a cada movimento que o loiro fazia em seu colo, friccionando sua virilidade.

Separaram-se pela falta de oxigênio e, em um movimento rápido, Naruto teve o corpo girado, ficando frente a frente com o Uchiha, totalmente exposto a seus caprichos. Sasuke lambeu os lábios antes de contornar os mamilos do loiro com a língua, e depois, a barriga. Tais carícias estavam deixando Naruto em êxtase, completamente excitado e inebriado. Seu coração acelerou quando pensou que o Uchiha abocanharia seu membro, que já estava em completa ereção, mas o moreno não o fez. Ao invés disso ele desviou e beijou-lhe a parte interna da coxa.

"Sas… Suke…" Naruto rosnou, praticamente implorando, mas o Uchiha ignorou o pedido, lambendo, com a ponta da língua, sua coxa.

O loiro gemeu novamente, Sasuke sempre o torturava dessa forma. Quando levou as próprias mãos ao membro na intenção de iniciar uma masturbação, foi impedido pelo Uchiha que prendeu seus punhos ao lado da perna e lambeu ponta da ereção do loiro arrancado-lhe mais gemidos contidos. Lambia e friccionava a língua contra a glande olhando o Uzumaki dentro dos olhos sem pudor algum. Naruto tinha o rosto em brasas. A forma como Sasuke lhe olhava era hipnotizante. Sentia-se a presa de um hábil caçador. O prazer, a excitação que ele lhe causava, eram algo de que o loiro não conseguia escapar. Com a cabeça pendendo para trás, gemeu alto quando o Uchiha abocanhou seu membro grosso e roliço.

Soltando uma das mãos que o moreno prendia, levou-a aos cabelos negros e espetados, empurrando cada vez mais pra baixo, a outra mão servia para tampar a própria boca, uma vez que ele não queria que, se alguém chegasse, soubesse exatamente o que estava acontecendo naquele quarto. Sasuke descia de maneira lenta e provocante, sugando, lambendo e sempre mantendo contato visual, ou melhor, apenas observando as reações de seu parceiro, uma vez que os olhos de Naruto estavam semicerrados de prazer. Continuou deslizando a boca ao redor do membro. Hora passando os dentes de leve na glande, hora chupando toda a ereção enquanto acariciava com a língua. Os esforços de Naruto para disfarçar os próprios gemidos se mostraram inúteis quando o orgasmo se aproximou. A respiração do loiro ficou mais alta e seus gemidos impossíveis de sufocar.

"Sa-Sasu...ke... Pare eu... vou..." Tentou alertar o moreno, porém, quanto mais Naruto se segurava para não gozar, mais forte Sasuke o sugava.

"Temeee…" Naruto não conseguiu mais se segurar, ejaculou todo o seu liquido na boca do parceiro, o qual sorriu satisfeito e partiu para beijá-lo logo em seguida. A respiração do loiro se normalizava, porém a do moreno ficava cada vez mais sôfrega devido às mãos hábeis do Uzumaki que deslizavam sobre seu pênis e friccionava as duas ereções uma contra a outra.

Após alguns minutos, Sasuke não aguentou e, sem pedir permissão, o penetrou de uma só vez. Naruto desistiu de tudo naquele momento, e gritou sem pudor nenhum, sem importar-se se havia alguém em casa, ele gemia e mordia o ombro suado e forte do Uchiha, que começou a estocá-lo, cada vez mais rápido, cada vez mais fundo.

O cheio de sexo havia tomado conta do lugar. Transar com Naruto sempre era muito bom, Sasuke reconhecia isso, porém, durante um instante muito breve, imaginou como seria se embaixo de si naquele momento, ao invés do corpo másculo do loiro, estivesse o corpo delicado de Hinata. A ideia o excitou a tal ponto que precisou se controlar para não gozar no mesmo instante. Tentou afastar esse pensamento o mais rápido que pode. Seria uma péssima ideia ficar com tesão por uma garota como ela: Comprometida, meiga e inocente. Seria problema na certa. Guardou o pensamento na parte mais obscura de sua mente e se concentrou na realidade: Sexo. Cama. Prazer.

Apertou a cabeça do pênis de Naruto enquanto o seu próprio deslizava para dentro e para fora do canal anal do Uzumaki. Os sons de suas respirações ofegantes e o barulho de pele com pele aumentava, até que, Naruto envolveu as pernas sua cintura do Uchiha, procurando por mais contado e o obtendo de imediato. Gritou quase que como uma prostituta quando Sasuke alcançou a sua próstata. Gozou na mão do Uchiha, que ao sentir as contrações do canal estreito do loiro comprimindo-se ainda mais volta do seu membro, ejaculou todo seu esperma dentro do Uzumaki.

Sasuke ainda estocou até ter certeza de que tinha gozado até a última gota de prazer antes de sair de dentro de Naruto e, quando o fez, apenas deitou-se ao lado do loiro esperando seu corpo se acalmar do que havia acabado de fazer. Instantes depois, o moreno apenas se levantou e seguiu na direção do banheiro.

Sasuke nunca era gentil. Sexo com ele era sempre cheio de desejo e libido e vazio de carícias e afeto, mas Naruto estava satisfeito. Apesar de dizer que não o amava, seus braços foram o primeiro lugar para onde ele correu após se recuperar. Sasuke estava finalmente de volta e isso bastava para fazê-lo feliz. Acreditava que, um dia, o Uchiha iria perceber que era Naruto o único que o amava de verdade.

~x*X* *X*x~

Hinata respirou fundo e entrou no restaurante prometendo a si mesma que a partir de daquele dia tudo seria diferente. Deixaria claro suas intenções de tornar o que existia entre ela e Sai real.

"Hinata, tem certeza de que é isso que você quer? Tipo, não estou dizendo que você não deve tentar, afinal vocês, de fato, estão comprometidos, mas... Como posso dizer? Não parece natural. Parece que você está se forçando a algo, entende?"

A voz de Sakura na manhã daquele dia ainda soava clara na cabeça da morena. Não, a verdade é que não estava certa de sua decisão. Estava insegura, ansiosa e nervosa, mas nunca saberia se não tentasse. Que mal poderia haver? Sai era homem e ela uma mulher. Se casariam em breve. Nada mais natural do que tentar ser um casal de fato.

"Hinata san, konbanwa." Sai se levantou e disse ao ver a jovem aproximando-se.

"Konbanwa, Sai kun." Cumprimentou com um sorriso iluminado.

"Aconteceu algo de bom? Você parece... feliz hoje." O moreno disse sem encontrar a palavra certa para definir a noiva.

"Iie. Nada de especial. O que você gostaria de comer hoje?"

"O que for do seu agrado." Ele respondeu retornando ao seu lugar.

Somente após alguns dias, Hinata contou a Sai sobre o acidente de carro. Porém, a reação do jovem Shimura foi completamente inesperada: Ficou extremamente preocupado e reclamou várias vezes por Hinata não ter lhe telefonado enquanto estava na emergência. Mesmo vários dias após a batida, telefonava diariamente para saber como Hinata estava, se precisava de algo, sempre demonstrando sua preocupação com poucas e simples palavras como "Cuide-se", "Fique bem" e etc. Essas demonstrações sinceras, apesar de discretas, fizeram uma chama de esperança nascer no coração da Hyuuga que, há algumas semanas, já havia posto em prático seu plano de conquistar Sai. Estava tão focada nesse assunto que esqueceu-se completamente de contar sobre Sasuke. Bom, não era nada demais mesmo. Morar com o Uchiha era como morar com outra garota, afinal, Sasuke não gostava de mulheres, certo?

"Como foi o seu dia hoje?" Hinata puxou a conversa.

"O de sempre. Ponpon continua atrás de mim com milhares de papéis para eu assinar o tempo todo." O rapaz respondeu enquanto colocava o celular no modo silencioso.

"Sai kun. O nome dela é Tenten." Hinata ria discretamente enquanto corrigia o noivo. Sai havia trocado de secretária há mais de seis meses e ainda não havia conseguido decorar o nome da moça. Sempre que falava dela, a chamava por um nome diferente.

Os esforços de Hinata em aproximá-los estavam dando resultados. Havia um clima bem melhor durante as refeições, apesar de ainda ser formal demais para um casal. Porém, a jovem estava determinada a mudar isso também!

~x*X* *X*x~

Sasuke voltou para casa carregando uma pequena sacola de plástico branca. Estava com preguiça de cozinhar, então, depois de deixar Naruto na estação, decidiu comprar um bentou no caminho de volta para casa. Hinata não deveria em casa àquela hora, provavelmente iria dormir na casa do noivo ou algo do tipo, então certamente não precisaria nenhuma comida... Imaginou como seria o cara com quem a Hyuuga iria se casar. Apesar de não ter perguntado, pode concluir pelo seu estilo de vida que a jovem que ela vinha de uma família abastada, então seu noivo deveria ser alguém do mesmo nível. Acabou visualizando uma versão rica e engomada do loiro Uzumaki. Torceu o rosto. Era algo irreal demais para ser pensado.

Chegando ao apartamento, encontrou a porta destrancada. Achou estranho. Entrou e chamou pelo nome da morena sem obter resposta. Deixou os sapatos no genkan e entrou. Como a porta da varanda estava aberta e foi conferir o que estava acontecendo.

"Ah, você está aqui? Voltou cedo." Comentou ao ver Hinata sentada no sofá abraçando os joelhos e olhando para o nada.

O apartamento da herdeira Hyuuga era amplo e confortável. Móveis modernos e refinados decoravam os ambientes. Mas o lugar mais agradável era, sem dúvida, a varanda. Grande, mobilhada com um conjunto de sofás e uma mesinha de centro, tinha vista para a imponente e vermelha Torre de Tóquio.

"Mudança de planos." Ela comentou com um sorriso pequeno enquanto olhava as luzes da cidade. Sasuke debruçou-se no parapeito de costas para Hinata e apreciou a paisagem também. Durante a noite a cidade se tornava um festival de luzes e a torre brilhava acima de tudo.

"Achei que não voltaria para casa esta noite. Já que foi jantar com seu noivo." O Uchiha comentou virando-se em direção a garota, mas mantendo as costas e os cotovelos apoiados na sacada. Hinata o olhou sem compreender.

"Bom, você sabe... Casais apaixonados costumam passar a noite juntos. Ainda mais vocês que vão se casar..."

Hinata sorriu novamente, desta vez, um sorriso dolorido e amargo. Esticou as pernas apoiando os pés no chão. Fitou durante alguns segundos a pele alva dos pés descalços lembrando-se do que houve após o jantar.

Após terminarem a sobremesa, Sai, como o devido cavalheiro que era, pagou a conta e os dois caminharam em direção à entrada. Enquanto esperavam o manobrista, trazer o Jaguar Xfr prateado do rapaz, Hinata perguntou:

"Que tal uma caminhada pelo parque Ueno, Sai kun?"

"Um convite? Claro que aceito." O rapaz disse com seu sorriso de sempre.

Ambos seguiram rumo ao famoso parque sugerido por Hinata no coração de Tóquio. Durante o caminho falaram pouco. A música clássica que tocava no mp3 amenizava a ansiedade da Hyuuga que repassava mentalmente tudo o que iria dizer. Daria mesmo certo? Acreditava que sim, ou ao menos, queria acreditar que sim...

"Está um pouco frio. Quer meu casaco?" O Shimura ofereceu. Hinata balançou a cabeça em um sinal negativo, então os dois seguiram pelo caminho lado a lado. O famoso caminho cercado de cerejeiras ainda não estava rosado como nos dias de meio da primavera. Apesar de as folhas já haverem brotando, os botões das flores ainda estavam tímidos por conta do vento frio que ainda soprava. Havia poucas pessoas no lugar, a maioria casais de mãos dadas admirando o belo luar de início de primavera. Seria romântico, não? Um amor que começa na estação das flores é tido como verdadeiro e duradouro, então, quem sabe... Caminharam em silêncio alguns metros até que Hinata timidamente segurou a mão de Sai que olhou a morena com surpresa.

"Sai kun... Você acha que algum dia iremos nos amar de verdade?" O rosto sempre inexpressivo de Sai esboçou um leve sorriso antes de perguntar:

"Por que me pergunta isso?" Hinata parou de caminhar e viu Sai fazer o mesmo antes de virar-se para ela.

"P – por que eu gostaria de tentar fazer isso ser real. Q - quero dizer... Vamos nos casar, então por que não tentar de verdade?" Hinata aproximou-se do Shimura e o abraçou. "Sei que pode parecer repentino, mas e - eu venho pensando nisso há vários dias. Gostaria muito de poder dizer sim de verdade para você no altar."

Sai ouviu as palavras de Hinata em silêncio até o fim. Após alguns poucos instantes ele segurou seus braços no que Hinata pensou ser um abraço, mas que, na verdade, era apenas uma forma gentil de afastá-la dele.

"Lamento, minha querida, mas receio que isso seja impossível. Eu nunca tive a intenção de te ter como minha mulher de verdade. Esse casamento é apenas um negócio para nós dois. Não pretendo nem ao menos ir para a cama com você, quanto mais, me apaixonar. Obviamente, não vou exigir que você seja fiel à mim. Se quiser ter algum caso, sinta-se livre. Só peço que seja discreta para evitar escândalos, no ramo dos negócios eles podem ser prejudiciais às empresas."

Sasuke viu o rosto triste da Hyuuga desmoronar em lágrimas enquanto dizia esforçando-se para manter o sorriso:

"Não somos um casal apaixonado. Somos apenas duas pessoas que vão se casar por conveniência. Só isso... Mas sabe, eu realmente pensei que, se me esforçasse, poderia ser feliz. Eu realmente estava disposta a fazer dar certo. Mas... não importa o que eu faça, parece que estou destinada a ficar sozinha..." Com o dorso das mãos delicadas, Hinata tentava parar as lágrimas que rolavam cada vez mais intensas.

"Eu só queria ser amada, Sasuke kun. Será que isso é pedir demais? Só queria poder sentir no beijo de alguém alguma espécie de afeição por mim e ser feliz com isso. Eu só qu..."

Sem dizer nada Sasuke havia parado à sua frente, erguido seu rosto e lhe calado com um beijo. Gentil e morno ainda banhado pelas lágrimas da jovem de cabelos azuis.

A mente de Hinata protestou dizendo que isso era errado, mas seu corpo não respondeu e, ao sentir a respiração morna do Uchiha tocando delicadamente seu rosto, como que por reflexo, fechou os olhos e deixou-se levar por essa sensação tão acolhedora. Havia pensado em beijar Sai desta mesma forma mais cedo no parque...

Sai... Inevitavelmente as lágrimas rolaram ainda mais e Sasuke disse afastando seus lábios dos dela por um momento:

"Eu posso te dar o que você quer sentir, mas já te aviso: Se quer alguém para amar, ame a si mesma!"


Vocabulário:

"Eu não consigo escapar deste inferno.
Várias vezes eu tenho tentado, mas ainda estou preso."
Animal I have become - Three days grace

Itai - Dói, está doendo

Arigatou - Obrigada

Mou - Algo como poxa, caramba

Hare Onna - Mulher do tempo firme (LOL) é uma expressão japonesa que descreve uma pessoa que trás o sol para a vida das outras. Qnd vc tah com essa pessoa sempre acontece algo bom. O contrário tbm existe, é Ame Onna (mulher das chuvas) qnd vc tah com essa pessoa, só acontece desgraça. Ela trás a chuva para a vida das pessoas.

Usuratonkachi - Inútil

Doumo - Valeu, obrigada(o) informal

Boke - Idiota

Teme - Você (no sentido pejorativo, tipo, seu bastardo)

Bentou - Refeição pronta, marmita

Konnanwa - boa noite