Notas da Autora:
Gente!
Esqueci de postar ontem! Me perdoem!
Acho que vcs entenderam como eu estou mantendo as postagens de 2 em 2 dias, ne? Mas acontece que nos fins de semana eu não consigo postar nada! Então, caso o dia da atualização caia no sábado ou no domingo, ele só estará disponível na segunda, tá?
Sobre o capítulo... bom... ele é um pouco extremo. Mas isso vai ser necessário para algumas pessoas acordarem sobre o que estão fazendo de suas vidas.
Beijos e boa leitura =*
"Now, let me go. 'Cause I just can't look!
It's killing me and taking control."
Mr. Brightside - The Killers
"Ohayou gozaimasu." A Hyuuga cumprimentou aproximando-se da mesa com um sorriso gentil.
"Ohayou gozaiamasu, Hinata san. Por favor, sente-se." Sai puxou a cadeira para a noiva sentar-se e, logo em seguida, fez o mesmo à sua frente.
Naquela manhã de domingo, Sai havia convidado Hinata para tomarem café-da-manhã juntos em um restaurante panorâmico de Tóquio. O lugar era refinado, porém, conseguia manter um clima aconchegante para primeira refeição do dia.
"Perdoe-me por convidá-la para algo tão cedo, porém a melhor vista deste lugar é sem dúvida nas primeiras horas da manhã."
"Não se preocupe com isso, Sai kun. Fiquei feliz com o convite."
O garçom os serviu com o menu mais completo da casa. Pães, doces, salgados, frutas e, claro, café e vários tipos de chás. Apesar da fartura da mesa, o mais delicioso daquela refeição estava sendo a companhia um do outro. Hinata nunca havia imaginado que, após todos os percalços pelos quais havia passado, ela e Sai teriam uma relação tão saudável e amigável como a que estavam desenvolvendo nos últimos meses. Conversavam sobre tudo com naturalidade e fluidez. Haviam se tornado, de fato, bons amigos. A honestidade sobre seus sentimentos havia operado um verdadeira milagre entre os dois.
O tópico daquela manhã havia sido a última vez que Sai havia encontrado Sakura e tentado ficar "mais próximo" da Haruno dando-lhe um apelido carinhoso.
"Sai kun, você não sabe como ela é forte quando está com raiva. Não deveria se arriscar daquele jeito." Hinata tentava segurar o riso enquanto advertia o noivo sobre a personalidade da melhor amiga.
"Não sei o porquê de ela ter ficado tão brava. Mulheres gostam de serem chamadas de magras, não?"
"Porque existe uma diferença grande entre ser chamada de magra e de puro osso." Ao ouvir novamente o apelido que havia dado para a rosada, Sai começou a rir e comentou:
"Mas eu ainda acho que combina direitinho com a Sakura san." Hinata sacudiu a cabeça negativamente, mas não resistiu à risada ao lembrar-se da reação da Haruno ao ouvir as palavras do Shimura...
"Se bem que depois daquele soco, acho que mudaria o apelido para She-Hulk..." Sai disse massageando o próprio queixo.
"Shitsureishimasu." O garçom aproximou-se e recolheu alguns dos pratos vazios da mesa abrindo um espaço vazio entre Sai e Hinata.
A Hyuuga apoiava delicadamente o punho esquerdo sobre a mesa enquanto levava a xícara com chá preto e leite aos lábios. Em um movimento inesperado, o Shimura cobriu a mão pequena de Hinata com a sua, causando-lhe um leve espanto. Instantaneamente, seus olhos buscaram o rosto do rapaz que olhava fixamente para a mão alva embaixo da sua. Sai segurou seus dedos da moça e os ergueu para analisar o anel de noivado que Hinata usava. Dourado e cravejado com um enorme diamante: O anel dos sonhos de muitas mulheres. Sem expressão, disse:
"Esse anel é muito bonito... Mas não tem significado algum." Hinata o olhava sem entender. Sai soltou sua mão e abriu a pasta de couro que estava na cadeira ao lado, tirando de dentro desta, um estojo quadrado preto de couro camurça.
"Já há algum tempo eu estou querendo consertar isso, mas ainda não havia aparecido a oportunidade." O moreno disse abrindo o estojo e revelando seu conteúdo: Um medalhão. Um círculo dourado vazado que abrigava em seu interior uma árvore feita de vários fios delicados dourados. Mais grossos no caule e finos nos galhos. Galhos, estes, que eram cravejados com pequenas esmeraldas e alguns rubis que representavam folhas e frutos.
"Este medalhão não representa o meu coração, como deveria representar este anel, mas representa a minha amizade e o meu respeito. Que nos próximos anos, nós possamos construir uma vida tão firme quanto o caule desta árvore, tão bonita quanto suas folhas e, quem sabe, também ter belos frutos."
Hinata olhava para o medalhão sem piscar. Estava espantada com o que estava ouvindo. Não esperava uma atitude como esta vinda de Sai.
"Gostou? Eu desenhei especialmente para você." Os olhos perolados da Hyuuga se encontraram com os olhos castanhos de Sai que esperavam ansiosos por uma reação.
"E - eu... Adorei, Sai kun." O Shimura sorriu e disse:
"Vou colocá-lo em você."
Hinata juntou os longos cabelos azulados para que Sai pudesse fechar a joia ao redor de seu pescoço. Após fazê-lo, o moreno disse em voz baixa perto do ouvido da jovem enquanto segurava seus ombros:
"Quero que confie em mim, Hinata san. A partir de hoje, não somos mais apenas noivos de um compromisso forçado. Somos cúmplices. Apoiaremos um ao outro no que for necessário. Independente da situação..."
Após soltar os longos fios, Hinata levou a mão ao objeto que Sai lhe havia dado. Subitamente, suas costas começaram a doer como se estivesse carregando toneladas de alguma coisa não definida. O Shimura sentou-se a sua frente e disse com um sorriso satisfeito:
"Ficou lindo! Não que eu esperasse o contrário, claro." Hinata não sorriu, em vez disso, segurou firmemente a mão de Sai e disse com uma expressão séria:
"Sai kun. Existe algo que eu preciso lhe contar..."
~x*X* *X*x~
Usando óculos escuros, um chapéu de pesca e uma máscara para resfriados, Sasuke entrou no restaurante esgueirando-se pelos cantos e, antes que a recepcionista pudesse lhe dar o típico irasshaimase dos estabelecimentos japoneses, entregou-lhe um papel onde se lia:
"Quero uma mesa próxima a do último casal que entrou e um café executivo." A pobre jovem, mesmo confusa, cumpriu a exigência do estranho cliente que adentrava o lugar.
Na noite anterior, durante o jantar, havia ouvido Hinata atender um telefonema de seu noivo. Ouvira também a jovem dizer que seria um prazer tomar café com o Sai kun...Argh! Não aguentava ouvir aquilo. Não sabia exatamente o porquê, mas a relação de Hinata com seu noivo o deixava de estômago embrulhado. Ambos nem ao menos gostavam um do outro! Só conviviam por obrigação e para cumprir aparências.
Apesar de saber que não deveria estar ali, afinal, em poucas horas sua peça estrearia e ele devia descansar para garantir um bom desempenho, Sasuke havia decidido seguir sua amante e descobrir de uma vez por todas o que esse tal de Sai tinha de tão maravilhoso.
A recepcionista havia conseguido uma mesa excelente, poucos lugares atrás do casal. Sasuke não conseguia ouvir o que falavam, mas tinha uma clara visão de suas ações. Abriu o jornal que havia comprado no caminho em uma página qualquer, apenas para poder tirar os óculos e olhar mais atentamente à cena a sua frente. Infelizmente, o tal de Sai estava de costas para o Uchiha, que não conseguia ver seu rosto, mas pode tirar várias conclusões apenas observando suas costas: Terno Armani azul marinho, risca de giz, cortado sob medida. Cabelo castanho escuro com gel, sem brincos ou anéis, bons modos, pele clara e bem hidratada. Com certeza era rico! Não havia errado quando antes imaginou que deveria ser algum engomadinho da alta roda, fresquinho e cheio de não-me-toques... O Garçom aproximou-se trazendo o café executivo do Uchiha e lhe tirando de seus pensamentos com um leve susto.
O tal de Sai e Hinata conversavam sobre algo que os fazia rir e a atmosfera ao redor de ambos era mundo boa... Onde diabos estava o motivo pelo qual a Hyuuga chorava como uma criança meses atrás? Encontrar com ele devia ser uma tortura para a garota. Ela devia ficar envergonhada, cabisbaixa e desconfortável! Então, o que significavam esses sorrisos?! Ela só ria assim quanto Sasuke fazia ou dizia algo engraçado para ela. Tipo, panquecas pela manhã, ou quando implicava com seu jeito fofo de falar, quando gaguejava, quando a acordava com beijos no pescoço e nos lóbulos da orelha, ou quando invadia o chuveiro durante seu banho... A sirene indicando perigo foi disparada definitivamente dentro da cabeça do Uchiha no momento em que o outro rapaz segurou a mão da jovem e sua expressão mudou completamente. Hinata parecia surpresa... As sobrancelhas de Sasuke se franziram e ele bebeu um gole do café preto que o garçom havia servido... Mas que droga! Havia esquecido novamente de colocar o açúcar! Despejou 3 pacotinhos do cristal adocicado dentro da xícara e misturou com o líquido, quando seus olhos se voltaram novamente para a mesa do casal, o tal de Sai estava segurando um estojo para colares preto em frente à Hyuuga. Sasuke revirou os olhos em desaprovação. Que amador! Tentando prender uma mulher dando-lhe uma joia... Qualquer um que a conhecia bem sabia que Hinata não era o tipo de garota se rendia a um golpe tão baixo!
Depois de abrir, o tal de Sai falou mais algumas coisas e novamente a expressão da jovem mudou. Ela parecia incrivelmente surpresa e tocada... O Uchiha venderia um rim para saber do que estavam falando! Então, quando pensou na possibilidade de mudar para uma mesa mais próxima, aconteceu: Sai levantou-se e colocou o colar que estava no estojo no pescoço de Hinata, permitindo a Sasuke ver claramente o seu rosto e uma onda de fúria tomar conta do Uchiha.
Não esqueceria aquele sorriso cínico e nojento nem em mil anos. O tal de Sai era simplesmente o mesmo maldito que havia conhecido na época da escola. O desgraçado que fora namorado de Ino! Os punhos de Sasuke se fecharam com tanta força que sua mão ficou branca devido à falta de circulação. Colocou o dinheiro da conta em cima da mesa e saiu do lugar sem olhar para trás. Se ficasse ali por mais um minuto sequer, não poderia mais responder por si mesmo.
Sasuke corria o mais rápido que suas pernas podiam. Precisava se apressar, afinal, sabia que era uma questão de tempo. Cada segundo que se passava maior era a chance de Ino já estar morta.
"Ino! Ino!" Gritou chamando o nome da loira assim que alcançou o começo da ponte mal iluminada.
"Você me achou, Sasuke kun. Parece que nós realmente temos alguma conexão de alma..." Mais ou menos na metade do caminho, ouviu a voz da loira. Ela estava sentada do lado de fora das ferragens velhas e meio enferrujadas, olhando a iluminação noturna sobre a água negra.
Durante todo aquele dia Ino havia estado especialmente estranha. As outras pessoas não ligaram dizendo que isso era normal, afinal, ela havia acabado de romper com o primeiro namorado. Era uma simples fossa adolescente que com o tempo se curaria. Porém, Sasuke sabia que tinha algo além disso. Uma sensação ruim havia acompanhado o Uchiha a tarde inteira e, após telefonar para a casa da amiga antes do jantar e descobrir que ela não estava, as lembranças de uma conversa estranha e uma forte intuição o impeliram para a ponte que ficava próxima à casa da loira.
"Para de brincadeira! Desce daí" Sasuke disse se aproximando lentamente.
"Você acha que eu estou de brincadeira?! Acha mesmo que eu estou tentando chamar atenção aqui?!" A loira gritava raivosa enquanto olhava para o amigo com um olhar vidrado e o rosto completamente molhado de lágrimas.
"Mas o que diabos você tem?! É só aquele maldito que importa? Não se importa com o sofrimento dos seus pais? Não se importa com o meu sofrimento se você se jogar?!" O Uchiha gritou de volta. Sempre foi uma pessoa isolada e difícil de fazer amizades. Ino foi o seu laço mais forte e não permitiria que terminasse daquele jeito.
"Eu estou grávida, Sasuke kun..." A loira disse com uma voz fraca e voltando o olhar para o horizonte escuro. Aquelas poucas palavras foram como um soco forte na boca do estômago do Uchiha. Não sabia o que fazer nem o que dizer...
"Ele sabe disso?" A voz pesarosa do Uchiha foi respondida com uma risada contida e um tom sarcástico vindo da Yamanaka.
"Deve saber... Em uma das milhares de vezes que eu tentei falar com ele, deixei recados, mensagens, telefonemas, ele deve ter ficado sabendo." O vento soprou forte e as lágrimas de Ino correram mais intensas.
"Meus pais lutaram muito para que eu entrasse naquela escola e tivesse uma boa educação. Pudesse ser uma pessoa de referências e não levasse a mesma vida dura que eles levaram. E o que eu fiz? Joguei tudo fora! Vou ser a mãe solteira adolescente do filho bastardo de um mentiroso. Eu prefiro morrer a que ter esse destino..." A loira olhou para a água escura abaixo de si e respirou fundo. Sasuke, percebendo sua intenção, continuou o assunto enquanto se aproximava lentamente:
"Vai matar essa criança também? Ela não tem culpa alguma do que aconteceu..."
"Esse vai ser meu primeiro e único ato de amor como mãe: Vou poupá-la de uma vida de humilhação e desprezo... Obrigada por vir até aqui, Sasuke kun. Foi bom ver seu rosto pela última vez." E quando fez menção de pular, o Uchiha foi mais rápido: agarrou-a pela cintura puxando para a parte segura da ponte novamente. A loira esperneava e se debatia até que ambos caíram no chão. Ino, com as costas no asfalto, chorava compulsivamente e Sasuke, ao seu lado, dizia ajoelhado no chão:
"Nós vamos nos casar. Vou dizer que você está grávida de mim e nós vamos nos casar. Ninguém vai duvidar, afinal, estamos sempre juntos e eu e aquele cara não somos muito diferentes. Mesmo que a criança nasça parecida com ele, não irão desconfiar." Ino riu e disse em uma mistura de lágrimas e risos:
"Obrigada, você realmente é um amigo de verdade... Mas eu não poderia correr o risco de sobreviver à ponte..."
"O que você fez?" Sasuke perguntou sacudindo a loira pelos ombros que não respondeu, apenas desviou o olhar. Sem perder tempo, o moreno discou o telefone da emergência que, em poucos minutos chegou ao local. Porém, encontraram a Yamanaka desacordada e o Uchiha atônito sem saber responder o que havia acontecido. No hospital, soube através de uma enfermeira que a loira havia tomado uma superdose de calmantes.
"Por acaso você é o pai do bebê?" A jovem questionou Sasuke que respondeu em um tom firme, quase como se quisesse convencer a si mesmo desta nova realidade, afinal, não era o tipo que fazia promessas em vão:
"Sim. Sou eu."
"Lamento dizer, mas ela sofreu um aborto espontâneo devido aos remédios e, provavelmente, à pressão emocional que passou."
O vento úmido e abafado do fim da primavera já começava a dar sinais dos dias quentes de verão que viriam e não contribuía em nada para que o Uchiha arejasse a cabeça. Subiu na Harley Davidson Road King, moto que comprara com o valor pago pelo seguro por perda total da anterior, e seguiu pelas ruas sem um rumo definido.
Nem se lembrava de quanto tempo já havia se passado, mas não iria perdoar Shimura Sai nem depois um século! Aqueles dias foram extremamente difíceis. Ino estava deprimida e fisicamente debilitada. Sasuke fazia de tudo para ajudá-la: visitas frequentes, conversas longas, mesmo que apenas ele falasse, mas tinha consciência de que nunca conseguiria compreender totalmente os sentimentos da loira, afinal, não havia sido ele quem fora machucado. Apesar de respeitar sua dor, ao mesmo tempo fazia de tudo para resgatá-la. Acabou jurou nunca perdoar Sai e, um dia, se reencontrasse o Shimura, garantir que ele sentisse todo o sofrimento pelo qual fez Ino passar.
~x*X* *X*x~
"Oooi, Hinata!" Uma voz masculina aguda e animada chamou a herdeira Hyuuga em frente ao teatro da Universidade Hinokuni.
O teatro da faculdade de Artes Cênicas da Hinokuni era enorme e estava tomado de espectadores, grandes nomes do meio acadêmico, cênico e, logicamente, aluna e alunos fãs do ator que interpretaria o vilão da história.
"Naruto kun, Ohisashiburi desu." Com um leve sorriso elegante, a jovem cumprimentou o loiro que correu em sua direção.
Hinata havia esquecido-se da possibilidade de encontrar Naruto naquele dia apesar de saber que era ali que o loiro Uzumaki estudava. Sasuke não havia dito-lhe nada sobre convidar o loiro, e mesmo que tivesse dito, não haveria muita coisa que ela pudesse fazer a respeito.
"Você veio sozinha? Achei que viria com seu noivo..." Naruto comentou inocentemente.
"Ele é muito ocupado. Se o convidasse, iria acabar atrapalhando algo importante. Não quis incomodá-lo."
A meia verdade saiu tão naturalmente de sua boca que a própria Hinata surpreendeu-se. Sim, Sai era um homem ocupado, mas não o havia convidado porque, ter seu amante e seu noivo no mesmo ambiente, seria algo extremamente desconcertante.
"Então parece que eu vou ser sua companhia hoje." Com um largo sorriso, o loiro Uzumaki ofereceu o braço para que a jovem encaixasse o seu. A Hyuuga o fez um tanto desconcertada e, então, seguiram juntos para o teatro.
Antigamente quando pensava na possibilidade de rever Naruto, Hinata costumava ficar agitada, porém, de uma maneira boa. Era uma ansiedade que lhe deixava feliz. Entretanto, naquele momento, experimentou pela primeira vez uma sensação diferente: A visão do loiro sorridente, amante de seu amante, trouxe a tona um sentimento feio e amargo: Naruto se relacionava com o Uchiha há muito mais tempo do que a jovem. Seria natural que Sasuke convidasse o Uzumaki. Contudo, algo dentro da morena rejeitou essa lógica e lhe trouxe um sentimento de posse sufocantemente desgostoso.
Os lugares marcados ficavam em uma área privilegiada do teatro: bem em frente ao palco. Após alguns avisos ao público, tudo ficou escuro e as cortinas se levantaram indicando o início da apresentação. Como todo japonês, Hinata conhecia aquela história de cor. O Shinsengumi havia sido um grupo de samurais que serviu ao xogunato durante os anos em que o Japão se manteve isolado do resto do mundo. A personagem interpretada por Sasuke seria o vilão da história, Serizawa Kamo, o homem que fundou o Shisengumi, porém, devido às suas atitudes extremistas e egoístas, acabou perdendo o respeito de todos e sendo assassinado por seus antigos companheiros.
Quando Sasuke subiu ao palco uma onda de gritos contidos invadiu o ambiente. Era óbvio que ele seria a atração principal da noite e o fato não passaria despercebido pelos críticos ali presentes. Hinata e Naruto acompanharam cada ato com um sentimento parecido com o orgulho que os pais sentem ao ver um filho bem sucedido. A atuação do moreno era tão natural, marcante e impecável que capturou os olhos de todos na platéia. Durante o primeiro intervalo o nome do Uchiha foi a palavra mais ouvida em meio dos espectadores e, duas horas após o início de tudo, uma nova onda de aplausos iniciou-se, desta vez, para despedir-se dos atores que sumiam aos poucos detrás das cortinas.
"Sasuke pediu para nos encontrarmos com ele no camarim." Naruto comentava enquanto puxava Hinata pela mão em direção aos bastidores do lugar.
Então, O Uchiha havia se encontrado com o loiro antes? Ele não havia comentado nada, aliás, naquele dia ela nem ao menos o havia visto antes de sair de casa... de novo a sensação de incômodo invadiu Hinata.
As cenas seguintes seguiram com um amargor que a Hyuuga jamais imaginou que sentiria. Naruto abraçando Sasuke. O sorriso satisfeito do moreno. O clima de flerte entre os dois... Odiou aquilo mais do que tudo pelo qual já havia sentido raiva na vida... Respirou fundo... Não estava se reconhecendo! Ter ciumes de alguém sendo que ela própria estava em uma relação dupla? Deveria esforçar-se para eliminar esse sentimento despropositado o mais rápido o possível e aproveitar a noite, afinal, ela estava apenas começando. Não haveria motivos para estragar tudo com amargores sem razão.
Quando o diretor da peça entrou no camarim, Sasuke lhe apresentou os dois amantes como se fossem apenas velhos amigos. O homem mais velho elogiou a beleza de Hinata e convidou ambos para unirem-se ao elenco na comemoração que aconteceria logo em seguida, em um clube noturno no centro da cidade. Naruto foi o primeiro a concordar em alto e bom som. Saídas e baladas eram algo que ele raramente fazia, mas isso não queria dizer que não gostava. Quando uma confirmação tímida veio da Hyuuga, todos seguiram para os carros que já estavam esperando nos fundos do teatro.
Durante todo o percurso e mesmo após chegarem ao clube noturno, Naruto exibia toda a sua habilidade de sociabilização com o restante do elenco. Em poucos minutos já havia feito amizade com praticamente todo mundo e era o centro da maioria das conversas. Sempre cercado de risadas e atenção, definitivamente o loiro e a Hyuuga eram tão diferentes que fez a jovem imaginar que, mesmo se Naruto gostasse de garotas, nunca combinariam um com outro. A morena exalava uma aura de reserva e sobriedade que diferia totalmente da espontaneidade e simpatia do Uzumaki.
Dentro da boate, pessoas dançavam iluminadas pelas luzes neon que pulsavam embaladas pela música eletrônica. Os risos e conversas eram regados a muita bebida alcoólica e alguns tipos de drogas não lícitas. Não demorou muito para a Hyuuga começar a sentir-se sufocada no ambiente do agitado do lugar... Não sabia dizer que, se por conta da falta de interesse ou da leve irritação que sentia no momento, mas, realmente, não estava no clima. Sabia que aquela boate era conhecida por ter um enorme e belo terraço com uma vista panorâmica esplêndida. Durante o dia, alguns clientes endinheirados costumavam reservá-lo para pool parties particulares. Talvez fosse um bom lugar para fugir durante alguns instantes.
Do alto do vigésimo andar, céu e terra pareciam ter trocado de lugar. Na terra, o mar negro brilhava cravejado de pontos de luzes cintilantes e, no céu, o manto negro sem nuvens, não exibia nenhuma estrela. Este era o preço a ser pago por viver-se em uma das maiores metrópoles do mundo: suas luzes 24 horas por dia acabavam por ofuscar as estrelas no céu. Encostada no para-peito do terraço, perdida em seus devaneios a respeito do loiro Uzumaki, Hinata, pela primeira vez pensou em como Naruto poderia sentir-se caso descobrisse o que acontecia entre ela e o Uchiha. O loiro confiou-lhe algo precioso e ela lhe roubou... Subitamente sentiu-se culpada. Gostaria de pedir perdão e dizer que não faria de novo, como fazia quando era criança e seu pai a repreendia, mas sabia que, por mais que tentasse somente a presença de Sasuke perto de si seria o suficiente para fazê-la quebrar essa promessa.
"Um drink por seus pensamentos" A voz masculina soou atrás de si. Hinata sorriu e respondeu com um leve tom sarcástico.
"De qual mangá shoujo meloso você tirou isso?" E foi a vez de Sasuke responder sarcasticamente enquanto estendia a taça com o coquetel alaranjado na direção da jovem:
"Olha só! Parece que você está mesmo convivendo muito comigo. Está ficando tão malvada quanto."
"Pode ser." A Hyuuga respondeu enquanto bebericava alguns goles do drink adocicado que lhe foi oferecido.
"Porque está sozinha aqui? Os fãs que você fez essa noite estão te procurando lá na pista" O moreno dizia enquanto envolvia a cintura de Hinata pela costas e lhe beijava o pescoço.
"Desculpe. Sei que é a sua festa, mas estou sem clima para aglomerações."
"Então que tal nós dois voltarmos para casa e comemorarmos do nosso jeito..." Sasuke sussurrou as últimas palavras nos ouvidos da garota que virou-se e quando ia responder, viu a silhueta de alguém aproximando-se da entrada do lounge. Rapidamente afastou-se do Uchiha que a olhou surpreso.
"Aí estão vocês! Por que tão aqui sozinhos?..." Era Naruto que aproximava-se com um ar levemente desconfiado.
"Hinata resolveu fugir dos caras que estavam dando em cima dela." O moreno inventou uma desculpa qualquer.
"Eu estava pensando em ir embora, na verdade." A Hyuuga revelou e Sasuke respondeu quase imediatamente.
"Então, eu vou com você!"
Naruto franziu a testa e disse com um tom lamentoso que escondeu a súbita desconfiança que aquela situação lhe causou.
"Ah... Poxa. Por quê? Eu queria passar mais um tempo com vocês. A gente raramente se encontra pra conversar..."
"Bom... podemos ir para minha casa, então! Vamos beber e conversar um pouco. Vai ser bom ter você conosco essa noite, Naruto kun." Hinata sorriu inocentemente enquanto convidava o loiro.
Não sabia exatamente porque havia feito aquilo, já que seu real desejo era afastar Sasuke de Naruto o máximo possível, mas achou que se fizesse exatamente o contrário poderia melhorar seu humor.
~x*X* *X*x~
"HAHAHAHAHA! Aí ele saiu correndo pelado do alojamento com uma mão cobrindo as bolas e, a outra, a bunda! HAHAHAHA!" Naruto ria como se não houvesse amanhã sentado no tapete da sala do apartamento de Hinata.
Na mesinha de centro estava uma garrafa vazia de whisky, outra que já aproximava-se da metade e, também, várias doses de tequila com sal e limão já finalizadas. A conversa do trio havia passado por todos os assuntos possíveis: infância, amores passados, desafetos, situações embaraçosas, inseguranças futuras, entre outros. Aquela era a vez de Naruto contar como um amigo havia escapado da casa de uma mulher mais velha com quem havia passado a noite, instante após descobrir que ela era casada e seu marido estava chegando em casa.
'Tentava' porque o excesso de álcool no sangue o impedia de pronunciar mais de duas frases sem cair em um ataque de risos. Hinata, apesar de mais contida, ria delicadamente das histórias do loiro. Com o mesmo comportamento calado de sempre, Sasuke bebericava sua dose de whisky com gelo enquanto observava seus dois amantes em um momento de interação amigável. Uzumaki, hiena risonha de sempre e Hyuuga, a princesa elegante de sempre... Conhecia muito pouco da relação dos dois, na verdade, conhecia apenas, por alto, a versão de Hinata. Naruto nunca havia lhe dito o que pensava da garota, muito menos, o que sentiu por ela durante aquele tempo de adolescente...
"Que tal um jogo? Verdade ou conseqüência..." O Uchiha sugeriu enquanto tirava os copos e as garrafas, abrindo espaço na mesa de centro.
"Adoro esse jogo! Qual vai ser a regra?" Naruto perguntou em voz alta.
"Duas verdades e uma conseqüência. Gargalo faz a pergunta e o fundo responde." Sasuke explicou referindo-se a garrafa de whisky vazia.
"Parece justo." Hinata comentou enquanto tomava lugar em outra extremidade da mesa.
Após a fácil aceitação de sua ideia, Sasuke sentou-se em frente à Hyuuga e ao Uzumaki, formando o desenho de um triangulo, e pôs-se a girar a garrafa que indicou que a primeira pergunta seria feita por Hinata para o moreno Uchiha.
"Sasuke kun..." A jovem fez uma pequena pausa, como se pensasse no que deveria perguntar. "Você ama ou já amou alguém alguma vez?"
"Não." Respondeu de imediato.
Não precisava pensar muito para este tipo de pergunta. A resposta sempre fora óbvia, não? No que Hinata estava pensando ao questionar-lhe isso? Lançando mão à garrafa vazia, definiu a pergunta seguinte como Naruto indagando à morena.
"Hinata! Você é uma garota tão recatada... Sempre quis saber se, por acaso você ainda é virgem?" O rosto da garota Hyuuga, que já estava corado devido ao álcool, ficou ainda mais vermelho e ela respondeu em uma voz baixa e gaguejante:
"N-não. Nã-ão sou mais..."
"Eh?! Sério? Quando foi?"
"Uma pergunta de cada vez, Naruto! Se quer saber mais vai ter que esperar a próxima pergunta. Gire a garrafa, Hinata"
Por coincidência o objeto de vidro apontou para situação inversa à anterior: Hinata perguntaria para o loiro. Ainda bastante corada, a morena indagou:
"Naruto kun, o que você seria capaz de fazer por amor?"
O sorriso faceiro do Uzumaki vacilou por alguns instantes. Pensativo e sério, respondeu logo em seguida decidido:
"Qualquer coisa. Se meus sentimentos fossem verdadeiros e a pessoa que eu amo desejasse, eu faria qualquer coisa." Os olhos azuis do loiro logo encontraram com a escuridão dos do Uchiha em uma mensagem subentendida.
"Ótimo! Agora gire." Sasuke ordenou autoritário sem emoção.
A pergunta seguinte finalmente trouxe a vez do Uchiha perguntar algo a Naruto.
"Durante o tempo de escola, Hinata gostava de você, certo?"
"Sasuke kun..." A Hyuuga interrompeu o moreno com uma voz que, apesar de gentil, mantinha o tom de desaprovação.
"Está tudo bem Hinata. Conhecendo o Sasuke, tenho certeza que ele só sugeriu esse jogo para perguntar isso. Vamos lá, deme, me dê o seu melhor." Naruto tentou aliviar o clima desconfortável com uma piada tipicamente sua.
"Você já me disse que, quando era mais novo, ficou com algumas garotas. Então, por que a rejeitou?" Naruto respirou fundo e, apesar da embriaguez, respondeu com uma voz coesa e firme, como se o assunto o deixasse desconfortável e irritadiço:
"Porque naquela época eu tinha uma quedinha pela amiga dela, Haruno Sakura. Tentei de tudo para ficar com ela, inclusive me aproximei da Hinata, achando que seria mais fácil chegar na Sakura chan também. Mas ela sempre me esnobou e, quando Hinata me disse que tava a fim de mim, eu entendi o porquê... Desculpe ter me tornado seu amigo com segundas intenções... Não me orgulho disso." O loiro disse as últimas frases olhando diretamente para a morena.
O sentimento que brotou no coração da Hyuuga ao ouvir as palavras do Uzumaki ainda não havia sido nomeado. Era um misto de frustração, decepção, raiva e tristeza que reviraram o estômago da jovem. Naruto apenas a usou e ela, inocente, acreditou que o que tinham era uma amizade verdadeira e honesta. Se fosse como Sakura, já teria jogado a bebida de seu copo na cara do loiro, o xingado de todos os palavrões possíveis e o expulsado dali... Porém, esta era a questão: Não era como Sakura. Nunca foi e nunca seria e, por isso, Naruto nunca se interessara por ela.
"Está tudo bem, Naruto kun... Não era para ser mesmo." Hinata colocou um sorriso falsamente gentil no rosto para convencer o rapaz de que estava tudo bem. Pelo visto, também estava aprendendo o estilo de Sai de lidar com pessoas. E isso não era algo exatamente bom...
Naruto girou a garrafa e descobriu seria sua vez de perguntar a Sasuke. Decidindo vingar-se do Uchiha que o havia feito confessar um 'crime' do passado, questionou abertamente na tentativa de constranger o moreno:
"E então? Você e a Hinata já transaram?"
A Hyuuga fechou os olhos como se pudesse extinguir existência da situação somente pelo fato de não poder vê-la. A tensão na sala aumentava a cada pergunta e Naruto havia acabado de deixar tudo ainda mais complicado. Hinata sabia que não adiantaria torcer, sinalizar, mudar de assunto, pois o Uchiha não mentiria...
"Sim! Quase todo dia, na verdade." ...como, de fato, não o fez.
"Ah! Hahaha! Bem que eu desconfiei do jeito de vocês mais cedo... Eu… de alguma forma sempre soube que acabaria assim... Gire a garrafa, Sasuke deme! Quero ir logo para a rodada de consequências!" O sorriso sempre aberto e espontâneo de Naruto estava fraco e forçado e sua voz soava artificialmente firme.
"Na-Naruto kun..." Hinata começou, porém Sasuke a interrompeu:
"Você responde uma pergunta minha, Hinata!" A Hyuuga olhou irritadiça para o moreno. Sasuke estava conduzindo aquele jogo intencionalmente da pior forma possível e, até o final de tudo, sabia que sairiam todos magoados.
"Você vai se casar com um cara que não ama e que só te enxerga como uma obrigação. Por que não desiste e tenta ser feliz?"
"Você o está julgando muito rápido, Sasuke kun. Podemos não nos amar, mas isso não quer dizer que não temos consideração um pelo outro. Tenho certeza de que serei feliz ao lado dele... da nossa forma."
"Tem certeza ou está só tentando se convencer disso?" O moreno replicou e antes que Hinata pudesse responder, Naruto girou a garrafa e disse interrompendo o clima tenso entre ambos:
"Olha só! Pelo visto vai ter consequência dupla logo de primeira!"
A garrafa havia parado exatamente no espaço vazio entre Naruto e Hinata.
"Como assim?" O moreno perguntou.
"Você escolhe uma consequência e nós dois vamos pagar juntos." Naruto explicou inocentemente.
"Ok! Então, beije a Hinata, Naruto."
"Que?!" A Hyuuga protestou.
"Beije-a. Você não disse que faria qualquer coisa que seu amor quisesse? A menos que tenha mentido para mim durante todo esse tempo, eu sou o seu amor e quero ver isso.
"Sasuke kun! Já chega! Naruto kun, você não precisa fazer nada que..."
Antes que a jovem pudesse completar a frase na qual tentava livrar Naruto de qualquer obrigação, o loiro puxou a Hyuuga para perto de si e tomou seus lábios com intensidade. Um beijo molhado e intenso. Sem desejo ou paixão, porém, cheio de mágoa e amargor. Muito diferente de qualquer um dos inúmeros beijos com os quais a jovem havia sonhado em receber do loiro anos atrás...
Sasuke esgueirou-se até o casal e interrompeu o beijo tomando os lábios de Naruto para si. Já havia se passado um bom tempo desde a última vez que o Uchiha o beijara... Quando sentiu a mão do rapaz invadir sua calça a procura de seu membro, Naruto sentiu a sangue correr mais rápido. A língua do moreno explorando sua boca, suas mãos lhe dando prazer. Qualquer raiva que havia sentido do Uchiha desaparecera quase que por completo! Estava tão eufórico que havia praticamente esquecido que Hinata estava ali, há poucos centímetros de distância. Sem pensar muito e entre gemidos de prazer, abriu os olhos e viu: A Hyuuga com o rosto extremamente corado enquanto segurava delicadamente o braço do Uchiha. A outra mão de Sasuke, dentro de sua saia, estimulando-a... No mesmo momento, Sasuke interrompeu o beijo com Naruto e, após abrir a blusa de Hinata, passou também a sugar-lhe os mamilos.
Uma onda gélida percorreu a espinha de Naruto. Era isso que Sasuke queria? Olhou para sua própria ereção e contemplou as mãos do Uchiha em movimento contínuo. Seria capaz de se envolver em algo deste tipo só para satisfazer alguém que obviamente não lhe respeitava? Com a mão que antes estava sob a saia de Hinata, o moreno conduziu suavemente o rosto da garota em direção a própria ereção. Os longos cabelos da jovem formaram uma cortina e Naruto só percebeu que ela a estava sugando quando Sasuke jogou a cabeça para trás após um alto gemido de prazer. Novamente puxou o loiro Uzumaki para si e o beijou com ardor. Um beijo molhado e excitado que provocou em Naruto uma sensação que nunca pensou sentir pelo moreno: repulsa.
Pela primeira vez, via Sasuke como ele de fato era: Frio, vazio, vulgar. Sua vida não tinha outra finalidade a não ser satisfazer seus próprios desejos. Para isso, usava aquele que estivesse pelo caminho. Qualquer um que se submetesse a ser usado... Não havia amor dentro dele por nada, nem por si mesmo! Sasuke era uma alma errante com uma mentalidade egoísta que caminhava para o abismo arrastando consigo qualquer inocente que caia em suas teias.
"Agora o Naruto..." Sasuke sussurrou nos ouvidos de Hinata que, sem hesitar, segurou a ereção total do loiro e passou a estimulá-la com a língua. Lambeu todo o comprimento do membro e, após alguns movimentos circulares na ponta da glande, abocanhou todo o membro e passou a sugá-lo e massageá-lo. Naruto estava em choque. Nunca imaginaria Hinata em uma situação como aquela. Mesmo que quisesse segurar seus ombros e sacudi-la gritando para que ela acordasse, seu corpo não reagia. Pelo visto não era apenas a ele que Sasuke estava arrastando consigo para o abismo... Quando a boca da garota passou a subir e descer por todo o corpo do pênis do loiro, a excitação chegou ao ápice e, controlando-se para não gozar, ele a afastou dizendo:
"Pare Hinata! Essa não é você..."
"Não estrague as coisas, Naruto dobe. Dá para ver que você também gostou da brincadeira" Sasuke repreendeu o loiro enquanto apontava para sua ereção ainda pulsante. Envergonhado, o Uzumaki gritou enraivecido para o moreno:
"Mas que mxrda, Sasuke! Você não se importa com ninguém mesmo! Sabe como estou me sentindo vendo você transar com uma garota e, ainda mais, me fazendo transar com ela também?" O sorriso sécio sumiu do rosto do Uchiha. Sasuke aproximou-se do loiro e o beijou dizendo:
"Este sou eu! Desde o começo você sabe que eu sou assim, certo? Por que não pára um pouco com essas histórias românticas e tenta jogar pelas minhas regras ao menos uma vez? Garanto que vai gostar muito mais..."
Sasuke aproximou-se ainda mais e beijou novamente o loiro. Suas ereções se encostaram e o Uchiha as friccionou uma contra a outra arrancando um novo gemido do loiro. Porém, Naruto olhou no fundo dos olhos de ônix e, juntando todas as suas forças, afastou-se do moreno e disse antes de levantar-se:
"Eu te amo, mas esse é o fim da linha para mim."
Então, vestiu suas roupas e foi embora.
Notas finais:
"Agora deixe-me ir. Pois eu simplesmente não posso olhar!
Isto está me matando e tomando o controle."
Mr. Brightside - The Killers
VOCABULÁRIO:
Ohayou gozaimasu - Bom dia (polido)
Shitsureishimasu - Com licença
Irasshaimase - Seja bem vindo
Ohisashiburi - "Há quanto tempo não nos vemos"
Xogunato - Sistema de governo reinante durante o período em que o Japão esteve com as fronteiras fechadas
