Terceira parte! Finalmente! hahahah
Desculpem a demora. Fim e começo de ano são sempre meio corridos e loucos, não é? Mas enfim. Espero que curtam o desfecho! Nos falamos na nota da autora no final :)
PARTE III
Um mês depois...
— Feliz aniversário, Emmett! — digo ao encontrar o marido da minha amiga quando chego em casa do trabalho. Ele e Rosalie estão preparando um jantar para comemorarmos seu dia e me sinto inadequada perto deles, que já estão arrumados e prontos para receber alguns amigos. Precisei ficar até um pouco mais tarde no consultório do qual sou secretária há duas semanas e quase não chego a tempo.
— Obrigado, Bella! — ele me agradece ao me envolver em um abraço de urso que quase me sufoca. Emmett é o cara grandalhão mais fofo dessa vida. — Agora vá tirar esse cheiro de dentista para irmos ao que interessa. — Ele aponta para a mesa de jantar abarrotada de comida e com um bolo no centro.
— É pra já! — digo, animada, e começo a subir as escadas com pressa, acenando rapidamente para Rose antes de desaparecer para o andar de cima.
Tomo um banho rápido, escolho uma roupa legal e faço uma maquiagem leve depois de secar meus longos cabelos castanhos com um secador e deixá-los caírem por meus ombros em suas ondas naturais. Estou terminando de borrifar perfume quando ouço murmúrios vindos do andar de baixo. Os convidados começaram a chegar.
Rosalie me disse que seriam apenas alguns amigos mais próximos que trabalham com Emmett e alguns familiares que moram mais perto. Dou uma última olhada no espelho antes de voltar ao andar de baixo e encontrar quatro rostos desconhecidos, que logo me são apresentados como Mike, sua namorada Jessica, Ben e Jacob. Poucos minutos depois, a campainha toca novamente e Rosalie abre a porta para receber Carlisle e Esme, um casal de primos de seu marido.
Todos são pessoas muito agradáveis, e logo nos juntamos na sala de estar para tomar um vinho e bater um papo legal. Estou rindo da piada que Ben acaba de contar quando a campainha toca de novo e ouço Rose me chamar.
— Bella! Pode atender, por favor?
Deixo minha taça de vinho na mesa de centro e dirijo-me até a porta.
Meu primeiro pensamento ao abri-la é a gratidão por ter deixado a taça de vinho para trás, porque tenho certeza de que ela estaria esparramada no chão nesse momento caso eu a tivesse trazido comigo.
— E-Edward?
Ele me olha com pouca surpresa no rosto, como se já soubesse que me encontraria aqui hoje. Se ele estava vindo para cá, é óbvio que sabia que eu estaria aqui, já que foi aqui que ele me deixou há um mês e nunca mais deu sinal de vida.
Minha cabeça dá um nó enquanto o observo: lindo, usando jeans e camisa pólo preta, com a mão esquerda no bolso da calça, e a direita segurando a mão de uma garotinha, que me olha com curiosidade.
— Oi, Bella — ele diz, ostentando o sorriso torto da primeira vez em que nos vimos.
— Edward! Finalmente! — Emmett vem até a porta e passa por mim para
pegar a garotinha no colo. — E aí, princesa? Estava com saudades de você!
— Eu também, tio Emmett! Feliz aniversário! — A menininha joga os pequenos braços ao redor do pescoço de Emmett, que parece derretido por seu gesto. — Olha aqui o seu presente!
Ela lhe entrega o pequeno embrulho que carrega e ele a coloca no chão para receber.
— Um presente seu para mim? Ah, princesa, você é o máximo!
— Na verdade, foi o meu pai que comprou, mas fui eu que escolhi. Abre logo, abre logo, abre logo!
A garotinha bate palmas e dá saltinhos enquanto espera o tio desembrulhar o presente que acaba de lhe dar. Mal registro o que está por baixo do embrulho, porque sinto meu corpo meio dormente e um zunido em meus ouvidos enquanto minha mente tenta entender que porra está acontecendo ali.
Eu vi claramente quando a menina apontou para Edward quando disse "meu pai".
Ele tem uma filha?
Uma filha que é sobrinha de Emmett?
Ele sabia que tínhamos conhecidos em comum e, mesmo assim, me cortou de sua vida quando a viagem terminou?
Cacete, cadê a porra da taça de vinho quando preciso dela?
Não exatamente para tomar o líquido, mas sim para atirar na cabeça de Edward.
Como ele pôde?
A decepção e a confusão devem estar estampadas no meu rosto, pois ao olhar para Edward, vejo-o se preparar para se explicar.
— Bella, eu...
— Oh, olá, Edward! Que prazer recebê-lo aqui! Entre, por favor. — Ele faz o que Rosalie pede e ela fecha a porta. — Então, já conheceu a Bella? É minha irmã.
— Irmã? — ele questiona, com as sobrancelhas erguidas.
— Bom, é. Não exatamente de sangue, mas crescemos juntas em Iowa e somos melhores amigas desde sempre. Ela se mudou para cá há um mês, mais ou menos.
— Ah, sim. Muito prazer, Bella. — Ele estende a mão, fazendo-me lembrar da primeira vez que me cumprimentou. Parece ter sido eras atrás.
Olho para sua mão e para seu rosto antes de me virar e fugir para a cozinha. Apoio as mãos sobre a bancada e respiro fundo, sentindo-me tonta de tão confusa. Quero muito entender o que está acontecendo, mas estou muito decepcionada para olhar Edward na cara agora.
— Ei, Bella! — ouço Rosalie se aproximar. — O que aconteceu? Por que ignorou o Edward daquele jeito?
— Rose... quem é ele?
Minha amiga parece estranhar minha pergunta, mas se dispõe a explicar.
— Ele é ex-cunhado do Emmett. Lembra da irmã dele, Alice, que morreu seis meses atrás? Ela engravidou do Edward após poucos meses de namoro, mas eles não chegaram a se casar. Ele foi embora para Chicago um ano depois de Agnes nascer. Ele sempre a visitou e compartilhava a guarda com Alice, mas depois que ela faleceu, ele decidiu vender a empresa que tinha por lá e veio morar com a filha.
Sinto a cabeça girar conforme ela fala. De repente, as respostas vagas que Edward dava às minhas perguntas durante a viagem começam a fazer sentido, mas por que ele não queria que eu soubesse de nada? Não passamos muito tempo juntos, mas para mim foi o suficiente para deixarmos de ser completos estranhos.
Mas, ao espiar a sala rapidamente e vê-lo rir da história que sua filha está contando para todos na sala e, casualmente, arrumar o lacinho que está um pouco fora do lugar em seu penteado, penso que talvez ele nem tenha espaço para mim em sua vida. No entanto, teria sido bom saber seus motivos, e não ficar lutando todo santo dia contra a esperança idiota de que ele apareceria para, quem sabe, continuarmos de onde paramos.
Meus olhos ardem quando ele percebe que o estou observando e, como fiz há poucos minutos, desvio e fujo novamente, deixando Rosalie para trás com várias perguntas na ponta da língua e indo até a varanda dos fundos da casa. Preciso de ar.
Respiro fundo e balanço a cabeça, tentando organizar a confusão ali formada. A falta que senti dele e a euforia por vê-lo novamente junto de todo o resto estão fazendo meu coração bater tão forte que cruzo os braços contra o peito na tentativa de me manter inteira.
O medo de desmoronar fica ainda mais forte quando ouço passos cautelosos se aproximarem por trás de mim. Mantenho-me imóvel, com os olhos fechados, concentrando-me em respirar direito, até sentir Edward parar ao meu lado. Não preciso olhar para saber que é ele.
— Senti sua falta — ele murmura, e tenho vontade de esmurrá-lo. Ele não tem o direito de dizer isso.
— Você tem uma filha — comento, sentindo-me idiota por afirmar algo que, dã, ele sabe, mas a confusão e o desespero por uma explicação pinga de cada letra que sai de minha boca.
— Sim, eu tenho.
Edward fica calado pelos próximos segundos, e sinto vontade de socar minha própria cara quando não me contenho e olho para o lado, encontrando-o perdido em pensamentos, encarando o quintal da casa de Rosalie.
— Me desculpa, Bella — diz finalmente, sem especificar exatamente por qual parte ele está se desculpando. Talvez seja pelo pacote inteiro. — Por mais que eu deseje que você compreenda meus motivos, reconheço que fui um imbecil por não ter explicado nada antes, por não ter te procurado...
— É, você foi — murmuro quando ele faz uma breve pausa. Torno a olhar para frente, mas consigo sentir o momento em que ele fixa o olhar em mim. — Quer dizer, nós não nos prometemos nada e apenas nos despedimos como se fosse só isso mesmo, mas sei lá. Acho que fui idiota por pensar que... por meio que esperar que...
— Que o quê? — ele insiste, e eu continuo evitando seu olhar. — Que eu estivesse insanamente apaixonado por você?
Minha respiração fica presa na garganta diante de suas palavras. Engulo em seco, tentando não transparecer o quão afetada estou pela intensidade que pinga de cada letra proferida por sua voz, mas fica impossível quando sinto seus dedos tocarem meu queixo e delicadamente virarem meu rosto para encarar o seu. Os olhos verdes de Edward são tão intensos nos meus que, por um instante, esqueço do mundo ao meu redor. Esqueço passado, presente, futuro... só quero que ele me olhe assim para sempre.
— Se pensar isso é ser idiota, então sim, Bella, você é a maior idiota desse Universo. Porque não houve um minuto desse último mês em que eu não tenha pensado em você; que eu não tenha me arrependido de ir embora tão rápido, que eu não tenha considerado te procurar e me explicar. Mas... — ele fecha os olhos por um instante e refreio minha mão que arde para tocar seu rosto.
— Mas o quê? — É a minha vez de insistir que ele continue.
— Agnes.
— Oh. — A realidade recai sobre mim de uma vez e, apesar de ter sentido mágoa pela maneira com que tudo se desenrolou, não posso culpá-lo por colocar a filha como sua prioridade. O último mês teria sido mais fácil se ele tivesse simplesmente me explicado tudo, sim, mas nada mudaria os fatos. — Claro, humm... eu nunca iria querer atrapalhar você com a sua filha...
— Me atrapalhar? — Edward me surpreende quando começa a rir baixinho. — Bella, de certa forma, eu que não queria atrapalhar você.
— Do que você está falando? — questiono, não vendo sentido no que ele diz.
Edward então respira fundo e mantém sua atenção total em mim ao começar a falar. O desespero por me fazer compreender está estampado em sua expressão.
— Minha vida deu um giro de trezentos e sessenta graus quando Alice disse que estava grávida, há cinco anos. Estávamos namorando há poucos meses e, apesar de ter me sentido um imbecil por não termos tomado mais cuidado, estava disposto a assumir e encarar o que estivesse por vir com ela, sabe? Mas ela não quis. Até mesmo em interromper a gravidez ela pensou, mas eu não deixei. Foi um tempo bem conturbado. Éramos tão jovens, já não estávamos nos dando bem, e nem estávamos mais juntos quando Agnes nasceu e mudou tudo. Ela se tornou o centro do meu mundo, assim como o de Alice, mesmo que não quiséssemos mais viver juntos. Entramos em um acordo, passamos a ter a guarda compartilhada de Agnes e depois que ela fez um ano, me mudei para Chicago por uma oportunidade de trabalho. E estava tudo indo muito bem, sabe? Minha empresa estava dando certo, Alice ficou por aqui com Agnes, terminou a faculdade, também arrumou um emprego, e todos os meus feriados prolongados e férias eram dedicados à minha filha. Estava dando certo, sabe? Mesmo que um pedaço do meu coração ficasse com ela toda vez que eu voltava para Chicago sozinho.
Ele faz uma pequena pausa e suspira, enfiando as mãos nos bolsos da calça jeans que está usando. Estou tão focada em suas palavras, sua voz, sua presença, seu cheiro, que mal consigo piscar.
— E, então, Alice morreu. Eu mal soube o que fazer com essa notícia. Apesar de toda conturbação e dos contratempos, eu amava Alice de certa forma, sabe? Ela era a mãe da minha filha. E quando eu quis levar Agnes para morar comigo em Chicago, os pais de Alice não quiseram aceitar isso. Ela os tinha nomeado como guardiões da nossa filha caso um dia ela não estivesse mais presente, e eles disseram que iriam pedir a guarda total dela caso eu a quisesse levar embora. Vivi um verdadeiro pesadelo por semanas. Eu não podia deixar que me tirassem a minha filha. Não podia... foi então que eu decidi largar tudo em Chicago e vir morar aqui, com ela.
Seu pequeno sorriso ao dizer isso me faz sorrir um pouco, também. Fica muito claro que ele está feliz por ter tomado essa decisão.
— Quando te conheci, estava me mudando para cá. Escolhi vir de carro para eliminar ao menos o transtorno de ter que vender meu carro e depois conseguir outro... já tinha lidado com burocracia demais vendendo a minha empresa e o meu apartamento. E como eu já havia feito a mesma viagem outras duas vezes quando vim a Los Angeles de férias, já estava familiarizado com o itinerário. Estava morrendo de medo, cheio de dúvidas, apesar de não me arrepender de estar fazendo isso para poder ficar com Agnes, criá-la, vê-la crescer, ensiná-la, amá-la de perto... e, é, não estava nos meus planos acabar invadindo o quarto alheio de um hotel e conhecer uma garota linda e incrível, apesar de meio maluca, mas a vida tem jeitos engraçados de nos fazer deparar com as melhores coisas que podem nos acontecer, não é?
Seu sorriso cresce quando percebe que estou tentando reprimir o meu. Ele está soando cada vez mais como o Edward que fez meu coração bater mais forte desde o primeiro instante, e é como se somente agora eu estivesse realmente compreendendo o quanto senti sua falta. O quanto eu queria que esse momento, aqui, agora, acontecesse.
— E, depois que tivemos aquela conversa no Rosie's, depois de ver a sua vontade de reconstruir a sua vida e o brilho nos seus olhos depois que te incentivei, mesmo que por dentro eu ainda estivesse receoso devido à minha situação, percebi que talvez não fosse o melhor para você... na verdade, para nós dois, que eu cedesse à minha vontade e te pedisse para fazer parte da sua vida. Eu tinha tanto para lidar, para pôr no lugar, para aprender. Por mais que eu estivesse desesperado para te sentir acordar ao meu lado todos os dias como quando estávamos em Richfield, não queria levar de cara ao fracasso algo que mal teve a chance de começar.
Edward me encara com os olhos um tanto marejados, e a falha em sua voz quando termina de falar me faz dar meio passo em sua direção, que me deixa a pouquíssimos centímetros de distância dele. Sinto vontade de rir quando lembro da noite em que nos conhecemos, em que eu me mantive na defensiva enquanto ele tentava veemente me convencer de que não era perigoso. Seu desabafo aberto e vulnerável me faz sentir ridícula por ter pensado que ele não era do bem.
Ele é simplesmente incrível.
E eu achava que não tinha dúvidas antes, mas sinto-me repentinamente inundada pela plena certeza de que estou apaixonada por ele.
— Edward... eu... — tento articular algo para dizer, ainda mantendo minhas mãos para mim, e arrepios bons me percorrem quando ele retira as suas dos bolsos e pousa as palmas aquecidas em meus braços, fazendo um carinho leve e contínuo.
— Eu sei que não foi muito certo ter te deixado para trás cheia de dúvidas e mágoa, e talvez não seja certo eu simplesmente vir aqui e esperar que você me diga que corresponde aos meus sentimentos e queira me deixar te mostrar que o que eu mais quero nesse momento e daqui em diante é estar com você e te fazer feliz, mas... como eu poderia não lutar por você?
Minhas mãos finalmente ganham vida e vão rapidamente até seu peito, por onde deslizam até alcançar seus ombros. Estou a dois segundos de envolver seu pescoço e puxar sua boca para mim quando passos apressados se aproximam e uma voz doce, apesar de um pouco estridente, retira Edward e eu da bolha na qual estivemos imersos durante os últimos minutos.
— Papai, papai! O tio Emmett disse que vai me deixar cortar o primeiro pedaço do bolo dele! — A garotinha bate palmas, animada, aproximando-se de Edward e parecendo completamente alheia a qualquer coisa que estivesse acontecendo ali, exceto minha presença, pois ela logo percebe e me pega de surpresa quando nem hesita ao dirigir-se a mim. — Oi! Você também quer comer do bolo do tio Emmett? Ele vai me deixar cortar o primeiro pedaço!
Abro um sorriso enorme diante da pequena serelepe diante de mim, que tem uma expressão para lá de animada no rostinho muito parecido com o do pai.
Falando nele, Edward pousa a mão em um dos ombros da filha, trazendo-a para perto dele ao falar no tom mais suave que já ouvi sair de sua boca:
— Ah, ela quer sim, Agnes. Esta é a Bella — ele aponta para mim, e vejo a expressão da menina mudar de animada para curiosa. — Bella, esta é a Agnes, minha filha.
Ainda sorrindo, porque parece impossível não fazer isso ao olhar para o rosto angelical da garotinha que, mesmo tão pequena, emana uma energia maravilhosa, abaixo-me e apoio-me em um joelho, ficando cara a cara com ela.
— Oi, Agnes. Prazer em te conhecer — aceno e ela acena de volta.
— Você é a Bella? Como a Bela Adormecida? — Agnes arregala os olhos ao perguntar. Olho para Edward e ele pisca para mim, lembrando também da vez em que ele fez esse trocadilho com meu nome. Tal pai, tal filha.
— É, acho que sim — assinto, e ela começa a rir.
— É engraçado. O seu nome é Bella, mas você tem os cabelos da Rapunzel — comenta, esticando a mãozinha sem a menor cerimônia para tocar uma mecha comprida dos meus cabelos.
— Então, você gosta das princesas, hein? Qual a sua favorita?
— A Fiona! — ela responde com tanta certeza e propriedade que sinto vontade de levantar e dar uns cascudos em Edward por não ter me deixado conhecê-la antes.
— Que máximo! Shrek é o meu filme favorito de todos os tempos.
— Sério?
— Sim! Quem sabe possamos assistir juntas qualquer dia desses.
Assim que a frase escapa por meus lábios, olho novamente para Edward, com medo de estar avançando muito depressa ou sendo pretensiosa e invasiva.
— Ah, vai ser muito legal! Papai, a Bella pode ir lá em casa assistir Shrek comigo, não é? — Agnes agarra a perna do pai e a sacode ao perguntar, e ele ri das ações da filha e sustenta meu olhar ao responder.
— Por mim, ela não sairá mais de lá.
— EBA! Vai ser o máximo! O meu pai disse que não aguenta mais assistir aquele ogro verde estranho, mas sabe dizer tudo o que eles falam no filme — a menina expõe o pai, tagarelando e tropeçando em algumas palavras, e logo Edward a pega no colo e tenta conter a enxurrada de coisas embaraçosas que ela está prestes a contar.
— Escuta, querida, por que você não volta lá na sala e pede para esperarem um pouco por nós antes de cortarem o bolo, hein? Preciso dizer algo rapidinho aqui para a Bella.
— Tá bom! — ela concorda e ele beija seu rosto antes de colocá-la no chão e observá-la sair correndo.
— Ela é preciosa — comento, já sentindo falta de sua presença.
— Ela teve a quem puxar — Edward diz, dando de ombros e me fazendo rir.
— Ah, sim! Aposto que à mãe dela — retruco, e ele finge uma expressão ofendida antes de se render.
— A quem estou querendo enganar? Você tem razão. De mim, ela puxou a incapacidade de calar a boca quando deveria e o sono preocupantemente pesado.
— E os olhos lindos capazes de cativar qualquer pessoa.
— É, isso também.
Nós dois rimos após o pequeno diálogo que, sem dúvidas, reacende em nós as razões pelas quais acabamos nos dando bem e nos apaixonamos. Foi fácil, natural, confortável... foi certo, desde o primeiro instante, apesar de tudo.
— Bom, hummm... — começo, sentindo um frio gostoso na boca do estômago quando o sinto se aproximar de mim novamente. — Acho que devíamos ir lá para dentro, não é? Quer dizer, hummm, tem... bolo.
Edward ri quando termino de falar, e acabo fazendo o mesmo. Suspiro quando sinto sua mão quente e macia pousar em meu rosto, fazendo um carinho tão terno que tenho vontade de fechar os olhos e pedir que ele nunca pare.
— Ou... — ele começa, puxando-me para si ao me envolver pela cintura com seu braço livre, dando-me a oportunidade de abraçá-lo também. É incrível como nos encaixamos. Incrível.
— Ou podemos continuar de onde paramos um mês atrás — completo, deixando nossas bocas a pouquíssimos centímetros de distância.
Para minha surpresa, Edward se afasta de repente e coloca um dedo no queixo, assumindo uma expressão pensativa. Mal abro a boca para perguntar o que diabos ele está fazendo quando ele fala.
— Hummm... então, onde é que a gente estava? Oh! Acho que me lembro!
Não contenho a gargalhada quando ele cita uma fala de Shrek 2 — Agnes estava certa! — antes de tornar a me abraçar e, finalmente, juntar sua boca à minha.
Nosso beijo é lento, delicioso, com sabor de saudade e sensação de volta para casa. É incrível como tudo passa a fazer sentido depois que, com certeza, perdemos a hora do bolo quando nenhum de nós quer interromper o momento. Aqui, agora, parece o momento perfeito para darmos início à vida nova que, no fim das contas, nós dois precisávamos.
E mal posso esperar para saborear cada instante.
N/A: E é isso, pessoal! Foi o máximo escrever essa história, foi o máximo reviver os tempos das fanfics, matar as saudades de Edward e Bella... Quero deixar mais uma vez meu agradecimento à blueberrytree e à OhCarol por terem idealizado mais uma vez esse projeto de one-shot oculta. E ah, Carol, espero que tenha gostado da fic! Adorei ter tirado você :3
Obrigada a quem está lendo, acompanhando e curtindo! Muito grata mesmo :3
Essa fanfic foi um marco para mim, e estou satisfeita com o resultado, apesar de estar morrendo de vontade de transformar numa long cheia de aventuras, momentos divertidos e MUITO mais romance, hahahah.
Obrigada por lerem! Quem quiser continuar me acompanhando por essas andanças da vida, pode me encontrar lá pelo Twitter e pelo Instagram, sou (arroba)alissanayer nos dois ;)
Até a próxima, gente! Obrigada mais uma vez. Beijos!
