Disclaimer: Não me pertencem.
Nota da autora: VenusHalation de presente para você! HAHA
— A senhora deseja fazer o cartão da loja?
Minako virou o corpo com tanta força que era visível o ódio que estava emanando dela naquele momento. Era a vigésima quinta vez que alguém perguntava aquilo para ela desde que tinha entrado naquela loja – há 20 minutos atrás. Não, ela não queria um cartão. Quando ela foi responder, encontrou um rapaz bonito. Daqueles bonitos que não eram tão bonitos assim – que faz as pessoas virarem a cabeça para continuar a ver – era daqueles bonitos que a cada instante ficava mais bonito. E, claro, ela estava olhando para ele já alguns instantes sem falar nada.
— Senhora? – ele inclinou a cabeça, confuso. Ótimo, bonito e distraído.
— Por favor, senhora não.
Ele sorriu nervoso. Já estava esperando uma resposta atravessada.
— Tem interesse no cartão? Se você fizer agora, preencher o cadastro comigo, você ganha 10% de desconto na primeira compra.
— Eu já tenho o cartão da loja. – ela retrucou rápido.
— Ah, é? – o rapaz bonito perguntou, uma das sobrancelhas tão arqueadas que Minako ficou assustado como o rosto dele estava cheio de expressão de uma hora para outra. – Qual é a cor do cartão?
— Sério que você está me perguntando isso?!
— Claro, se você tiver o cartão... – Minako abriu a bolsa e começou a procurar a carteira. – Ei, ei, eu estava brincando...
— Agora eu vou te mostrar o cartão! – Minako respondeu – Você não vai me chamar de mentirosa!
— Eu não te chamei de mentirosa, moça. – ele respondeu, olhando nervoso para os lados. – Era uma brincadeira...
— AHA! – ela puxou o cartão e quase jogou em cima dele. – Viu?
— Sim, vi... – o rapaz respondeu – Você tem o cartão, logo não vai ter o desconto de...
— 10% na primeira compra. – ela completou – E?
— E o que?
— Repita comigo: "e você não é mentirosa, Minako".
— E você não é mentirosa, Minako. – ele repetiu, sorrindo.
— Por que você está sorrindo?
— Honestamente?
Ela acenou com a cabeça. Claro que ela queria saber honestamente o porquê de ele estar sorrindo. Caso contrário não tinha perguntado.
— Eu já tinha visto você recusar o cadastro do cartão com os outros funcionários...
— E achou que eu ia tirar sua meta da lama por quê é fofo?
Ele sorriu mais uma vez e Minako quase se chutou por ter chamado o cara de fofo.
— Não era bem na minha comissão que eu estava pensando, mas já que você me acha fofo...
— Não comece a ficar convencido. – ela o interrompeu.
— Não estou... – ele levantou a prancheta e mostrou para ela um dos campos do cadastro – É que, Minako, eu queria preencher esse campo aqui.
Minako olhou para ele e para o papel. Do papel e depois para ele.
— Cadê o seu celular? – ele olhou meio surpreso – Rápido, cara, seu celular desbloqueado.
Ele fez o que ela mandou e ficou maravilhado ao ver ela adicionando um contato na agenda dela.
—Custava a preencher o cadastro? – ele perguntou, pegando o aparelho de volta.
— Claro. Eu tenho certeza que você ia fazer um cartão no meu nome mesmo já tendo um. – ela respondeu, mandando um beijinho para ele no ar e saindo da loja o mais rápido que conseguiu antes de falar mais alguma coisa comprometedora.
Só depois de quase estar passando pela porta principal do shopping que ela lembrou que não tinha perguntando o nome do rapaz. Nem pegado o número dele. Como ela ia saber quem era ele quando ligasse? No outro dia, ela recebeu uma mensagem do "atendente da loja" perguntando se ela realmente não queria o cartão e ela deixou de se preocupar.
