— Swan, seus pais — Emmett disse abrindo a porta e Charlie Swan entrou seguido de sua mãe.

Sua mãe era uma mulher muito elegante, usava sempre saias ou vestidos de marca e joias discretas, mas que custavam mais do que muita gente ganhava em um ano.

— O que vocês fazem aqui? — Bella falou levantando-se da sua cadeira e indo cumprimentar seus pais.

— É bom te ver também, sabe, filha — Renée disse manhosa.

— Desculpe mamãe, como está? — Bella a abraçou rapidamente.

Sua família nunca foi muito carinhosa, de demostrar afeto, mas Bella sabia que seus pais a amavam, do próprio jeito deles.

Sua mãe era uma mulher muito forte e Bella se orgulhava muito de ser filha dela.

...

Renée tinha sido criada em orfanato e ninguém nunca quis adotá-la, com dezoito anos ela arrumou um emprego como garçonete em um restaurante (o dono era irmão da diretora do orfanato e ela conseguiu isso para Renée) com um adiantamento, pode alugar um pequeno apartamento para ela.

Mas, depois de alguns meses o senhorio começou se insinuar e dizer que poderia ter outros métodos dela para pagar o aluguel.

Ela não gostou nada daquilo e conseguia sempre se esquivar.

Em uma noite ficou até tarde ajudando a limpar o restaurante para ganhar um extra.

Só não esperava que o dono do apartamento estivesse esperando por ela quando saiu.

Ele a ameaçou com uma faca e a levou para um beco escuro atrás do restaurante.

Ele a estuprou.

Naquela época, ela trabalhava em um dos restaurantes preferidos de Charlie e ele frequentou ainda mais o local quando ela começou a trabalhar ali, algo nela o atraía.

Ela era quase vinte anos mais nova que ele, jovem e inocente, eles conversavam rapidamente entre os pedidos, flertavam e ela sempre fugia de suas investidas.

Apesar de ele mexer sentimentalmente com ela, Renée tinha medo de se envolver assim. Charlie parecia bem mais velho, experiente e misterioso, mesmo não querendo ele a envolveu completamente.

Naquela noite, ele teve que trabalhar bem tarde e não pode ir no restaurante, mesmo assim quando estava voltando para casa decidiu passar em frente a ele para ver se ainda estava aberto.

Foi nesse momento que ele viu o homem saindo do beco desconfiado e arrumando as calças.

Sabia muito bem quem o homem era e pediu para seu motorista parar.

Afinal, tinha mandado um amigo seu investigar o passado dela, para saber mais sobre a vida dela.

Ele sentiu um raiva enorme dentro dele quando encontrou Renée encolhida no chão, atrás de um contêiner com as roupas rasgadas.

Quis ir imediatamente atrás do homem, mas sabia que ela precisava dele naquele momento.

Ele a levou para sua casa e cuidou dela.

No dia seguinte, mandou seus capangas sequestrarem o homem, Charlie deu uma morte bem dolorida para ele, o capou e o deixou sangrar até morrer, depois de torturá-lo.

Ele cuidou de Renée e deu todo o conforto que precisava, a levou para morar com ele e meses depois eles se casaram.

Mesmo com tudo que aconteceu Renée mostrou como era uma mulher forte e determinada, não deixou aquele episódio destruir sua vida, mas com o carinho de Charlie ela conseguiu superá-lo e hoje levava uma vida muito boa ao lado do seu marido.

Eles se amavam e ela era a única que sabia domá-lo.

Quando descobriu no que ele trabalhava, ela ficou assustada, mas era tarde demais, ela já estava completamente apaixonada por ele. E desde que nunca precisou matar ninguém ela conseguiu conviver com aquilo.

Ela não se arrependia nenhum só momento de nada do que tinha ocorrido em sua vida, pois tudo tinha a levado ao poderoso chefe da Família, Charlie Swan, o homem da sua vida.

...

— Ótima querida e você?

— Bem — disse apenas pensativa, sabia muito bem o que seu pai tinha ido fazer ali.

— Eu não mereço um abraço? — ele perguntou.

— Estou pensando nisso — ela falou.

Charlie rolou os olhos para a filha.

— Já arrumou um namorado? Tenho alguém que gostaria que conhecesse — falou.

— Não preciso conhecer ninguém — retrucou ela.

— Então, está com alguém? — Insistiu.

— Talvez — ela suspirou e se sentou de volta em sua cadeira.

Sabia que não tinha como escapar.

Estava acabando o prazo que seu pai tinha dado e ela não conseguia imaginar como ele reagiria ao saber que ela estava apaixonada por um policial.

Sim.

Completamente e fodidamente apaixonada por Edward Cullen.

— Ah querida como ele é? É forte? É bonito? É um traficante? — sua mãe perguntou animada.

— An.. Não...

— Traga ele para almoçar em nossa casa esse final de semana — Charlie disse em um tom duro — quero conhecê-lo, sabe que ele tem que passar por minha aprovação, mas se não gostar dele...

— Vai matá-lo? — ela perguntou sentindo algo dentro dela se apertar.

— Talvez — respondeu no mesmo tom petulante da filha.

Ambos eram muito parecidos, por isso, sempre se batiam de frente.

Bella balançou a cabeça.

Sabia que não podia esconder isso dele, tinha que contar.

E teria que ser agora.

— Ele é um policial — ela disse de uma vez.

Sua mãe arfou.

— Bella como pode?

— O que? Endoidou de vez? Ficou maluca?

— Não, papai, eu me apaixonei — Bella falou pela primeira vez o que tinha torcido para não acontecer, mas aconteceu.

Ela o amava.

Amava aquele sorriso torto, aqueles olhos dourados, amava seu jeito, sua voz, seu toque, amava acordar e dormir ao seu lado, amava seus beijos, seus abraços, amava aquela pintinha sexy em suas costas e amava até mesmo quando ele deixava a toalha molhada em cima da sua cama.

— Apaixonou-se? Até dias atrás você faltou enfiar uma faca em mim porque eu exigi que se casasse.

— Eu sei...

— Não pode se casar com um policial que não saiba sobre o que você faz — ele balançou a cabeça.

— Eu sei — ela soltou.

— E o que você vai fazer?

— Não sei.

— Isabella, sabe que não pode casar com um policial que não faça parte da Família, se ele descobrir sobre o que faz, vai prendê-la imediatamente.

— Mas... mas e se ele aceitar? Se aceitar o que eu sou e quiser ajudar? — ela falou.

Tinha pensando tanto naquilo.

Sabia que era o único jeito deles conseguirem ficar juntos.

Mas Edward, parecia tão honesto, integro, um homem bom.

Será que ele gostaria dela o bastante para se bandear para o lado do mal?

— Se ele aceitar, for bom para você e passar no meu teste eu terei orgulho em vê-la casada com alguém que a faça feliz — seu pai falou — Se ele souber o que você faz e não aceitar, sabe o que terá que fazer...

Bella fechou seus olhos por um momento lembrando-se dela o matando Edward em seu pesadelo.

— Eu farei isso, papai — prometeu firme — e casarei com quem o senhor quiser para mim, mas... me dê uma chance só isso.

— Uma chance é a única coisa que tem, Isabella. A Família vem sempre em primeiro lugar — seu pai disse fazendo um gesto com a mão.

— A Família vem sempre em primeiro lugar — ela o imitou e sua mãe também repetiu.

— Espero que se lembre disso filha — Charlie falou — Preciso beber algo.

E ele saiu dali deixando Bella e sua mãe sozinha.

— Mãe, eu não quero perdê-lo — ela disse baixinho.

— Eu imagino filha, mas se não fizer isso ele pode acabar morto se não por você será por seu pai ou qualquer outro. Pense nisso — Renée falou antes de sair, deixando Bella sozinha em seu escritório que nunca tinha parecido tão frio e vazio como naquele momento.

Sabia que tinha chegado a hora de Edward saber toda a verdade.


Notas da Autora:

III, 3, tree, TRÊS capítulos em IV, 4, four, QUATRO dias, depois não me chamem de malvada kkkk

Continuem comentando para os capítulos saírem ainda mais rápido

Está chegando a hora...

Como será que Edward vai reagir?

Será que ele vai entregar a Bella? Terminar com ela?

Façam suas apostas ;)

Logo saberemos,

beijos e comentem

lalac