Notas da autora
Yuugi mostra...
Yukiko decide...
Capítulo 10 - O tesouro do Yuugi
No dia seguinte, Kisara, Nuru e Yukiko foram até a casa de Yuugi para que pudessem aproveitar o dia para brincarem, sendo que naquele domingo não tinham aula porque que as aulas eram em domingos alternados.
Naquele instante, elas estavam brincando com o seu amigo que pegou um jogo para jogarem enquanto que o seu avô preparou uma jarra com suco gelado e biscoitos, deixando no quarto do seu neto junto de alguns copos, descendo em seguida para arrumar a loja, antes de abri-la.
Enquanto posicionavam as peças em um tabuleiro, Yuugi exclamava animado ao se lembrar de algo:
- Eu ganhei um presente do meu jii-chan, ontem!
- O que ganhou de presente? – Kisara pergunta curiosa.
- Incrível! Eu quero ver! – Nuru exclama animada.
- Nos mostre, por favor. – Yukiko simula não saber o que era.
- Vocês são as minhas amigas. Claro que eu vou mostrar. O jii-chan disse que é do antigo Egito!
Elas o observam pegando algo da mesa, para depois, sentar na frente delas com as pernas cruzadas enquanto mantinha a caixa dourada do Sennen Pazuru em suas mãos, com elas olhando com admiração o objeto, para depois o menino abrir a espécie de urna, exibindo as peças feitas de ouro, sendo que Kisara, assim como a Nuru, pegaram algumas delas nas mãos, com Yukiko se limitando a roçar de leve as mãos enquanto que a prateada murmurava, olhando maravilhada para as algumas das peças em suas mãos:
- Elas são lindas. Parecem ser de ouro.
- Verdade. É um quebra-cabeça? – a morena pergunta enquanto admirava algumas das peças que tinha em suas mãos.
- Sim. Ele se chama Sennen Pazuru e é do antigo Egito segundo a explicação do meu jii-chan.
- Com certeza, ficará muito bonito após ser montado. – Yukiko fala enquanto sorria – Imagino que o considere como sendo o seu tesouro.
- Sim. É o meu tesouro e mal vejo a hora de montá-lo.
A dragoa olha para ele, para depois suspirar porque sabia da implicação de montar o Sennensui.
Afinal havia o espirito de um Faraó dentro do item e seria acrescida uma segunda câmara na alma do seu amigo ao mesmo tempo em que Atemu poderia usar magia para influenciá-lo, colocando Yuugi em um sono profundo enquanto distribuía justiça em jogos chamados de Yami no Game envolvendo punição para os perdedores, algo que o seu amigo nunca concordaria porque era incapaz de ferir qualquer um, não importando o que faziam contra ele porque tinha um coração bondoso, gentil, amável e cristalino com a bondade sendo a maior força de Yuugi.
Saber de tudo isso não a agradava enquanto que era plenamente ciente de que precisaria aturar os momentos que o Faraó subjugasse a mente do seu amigo, o fazendo dormir, para que pudesse tomar o seu corpo.
Ela sabia que isso duraria algum tempo até que Yuugi tomasse ciência do seu "Mou Hitori no Boku" e que depois, a coragem dele iria fazê-lo conhecer Atemu pessoalmente.
Porém, até chegar esse dia, ela precisaria de todo o seu autocontrole para lidar com essa situação que não a agradava.
Então, Yukiko sai dos seus pensamentos quando Yuugi deposita a urna de ouro puro contendo as peças do Sennen Pazuru em cima do tampão da sua mesa do quarto antes que pudesse provar o suco e comer os doces, conforme jogavam no tabuleiro.
Enquanto jogavam, a mente da albina se recordava do que aconteceu ao Ryo Bakura na noite anterior, com o pobre menino sendo escravizado pelo espirito maligno do Sennen Ringu (Millennium Ring).
Claro, ela podia ter impedido que o item caísse nas mãos dele e de quebra, destruir o espirito maligno de uma só vez ao ter o Sennen Aitemu em suas mãos.
Porém, ela sabia que em um determinado momento, ele faria Yuugi tomar a coragem de conhecer o espírito que habitava dentro dele e que serviria para fortalecer o vínculo entre ambos.
Infelizmente, era um acontecimento necessário e em decorrência desse fato, ela foi obrigada a suprimir o desejo de eliminar o espirito maligno do Sennen Ringu ao compreender a importância de certo evento.
Afinal, ao esquadrinhar as memórias que possuía daquele universo, ela havia descoberto amargamente que não podia alterar o acontecimento onde Yuugi conhece Atemu, além de ser útil para outra finalidade, igualmente necessária.
Porém, conforme analisava os acontecimentos futuros, os atos do espirito maligno dentro do item não teriam tanta importância se pudessem ser supridos, não ocasionando quaisquer problemas, desde que tivesse o devido cuidado.
Conforme refletia, ela fica aliviada ao saber que poderia agir, pelo menos, dali a alguns anos e que seria como esmagar uma barata, sendo que você podia vencer um exército de baratas se assim desejasse.
A albina confessava que baratas eram nojentas e precisavam ser exterminadas. O espirito maligno do Sennen Ringu era uma barata demasiadamente cascuda e ela confessava que sentiria um grande prazer de esmagá-lo e ao pensar nisso, não pode deixar de sorrir imensamente.
Afinal, para poder exterminar o parasita demasiadamente inconveniente, bastava muita magia e uma técnica indicada para exterminá-lo, algo que ela possuía, sendo que havia tomado precauções para garantir o extermínio total.
Yukiko confessava que adorava um desafio e depois que fizesse isso, modificaria as memórias de Bakura e de sua família sobre o item porque ele ficaria em suas mãos temporariamente porque ela já tinha em mente alguém para entregar aquele item. Ou melhor, ela o devolveria para o seu verdadeiro dono.
Ela sai de seus pensamentos quando eles começam a jogar ao mesmo tempo em que sorria maternalmente ao olhar para o Yuugi.
As crianças ficam brincando a manhã inteira até que param para almoçar junto de Yuugi e do seu avô, para depois, eles decidirem adiantar alguns exercícios que os professores haviam dado porque eles formavam um grupo de estudo.
Mais tarde, elas se despedem dele antes de voltarem para casa.
Naquela noite, o jovem tenta montar, novamente, o Sennen Pazuru, ficando chateado ao ver que sempre parava naquele ponto ao pegar aquela determinada peça por não conseguir encontrar a forma correta de encaixá-la, sem saber que era em decorrência da magia impregnada naquela peça que o impedia de prosseguir em seu intento de montar o Sennen Aitemu.
Dentro do item, sentado na espécie de trono, Atemu estava com os olhos fechados enquanto a conhecida luz acalentadora irradiava no cômodo em direção a ele, sendo que havia viciado nessa luz.
Ele estava ordenando os fragmentos das memórias da criança porque as recebia em cada toque dele nas peças. O espírito havia sentido anteriormente o toque de duas meninas.
Uma delas possuía pele da cor do marfim com cabelos prateados enquanto que outra possuía pele bronzeada e cabelos negros, com a cor dos olhos dela sendo carmesins como os dele enquanto que os olhos da primeira eram azuis. Ademais, a cor da pele da jovem de olhos carmesins era a mesma cor da pele dele.
Conforme procurava por informações delas nas parcas recordações que recolhia sempre que o menino tocava as peças do Sennen Aitemu, ele as identificou como sendo Kisara e Nuru, duas das amigas dele, com ele percebendo um terceiro relar em uma das peças, identificando como sendo Yukiko, outra amiga dele, com as três sendo protetoras para com Yuugi.
O Faraó confessava que estava aliviado pelo menino ter quem o protegesse, uma vez que ele não poderia cuidar disso pessoalmente ainda porque um corpo infantil nunca suportaria o poder do Sennen Pazuru.
Portanto, não podia protegê-lo como desejava e isso o irritava porque pelo que compreendeu das recordações da criança, ele precisava ser protegido e não havia qualquer meio dele fazer algo em relação a isso na sua situação atual enquanto questionava o motivo de ser super protetor com a criança, desejando protegê-lo e cuidar dele, além de punir implacavelmente aqueles que ousassem machucá-lo fisicamente, emocionalmente ou psicologicamente.
Inclusive, o Faraó sentia uma força desconhecida que desejava uni-los enquanto não compreendia a origem, acreditando que esse poder ficaria mais intenso quando o menino terminasse de montar o Sennen Aitemu em algum momento do futuro.
Afinal, quando ele percebesse que o garoto poderia suportar o poder do item, Atemu iria liberar a magia que havia impregnado naquela peça e confessava que estava ansioso para poder protegê-lo e cuidar dele o quanto antes.
Então, a luz diminui de intensidade, sendo um indicio que a criança não segurava mais as peças em suas mãos, com Atemu abrindo lentamente os orbes carmesins enquanto suspirava, confessando que ele precisava de toda a sua paciência para aguardar o momento certo de permitir que Yuugi terminasse de montar o item.
Do lado de fora, o menino se dirige até a sua cama, afastando as cobertas para depois deitar, sendo que sempre ficava triste ao não conseguir encaixar a peça dourada que o impedia de avançar, com ele sentindo que algo sempre o estimulava a pegar o Sennen Pazuru para montar ao mesmo tempo em que surgia um sentimento intenso de montá-lo o quanto antes ao ponto de ser quase uma necessidade e que isso o impulsionava a sempre tentar montar o item enquanto o fazia ficar mais triste do que seria o esperado ao constatar que não conseguia avançar.
Suspirando, ele fecha os olhos, passando a dormir profundamente, após alguns minutos.
Enquanto isso, longe da casa do Yuugi, mais precisamente em uma viela, um homem andava de forma trôpega, sendo evidente o fato de que estava alterado, pois, havia acabado de sair de um bar.
Ele havia começado a beber há alguns meses atrás por causa da perda de um negócio com um cliente importante.
Porém, a ida ao bar após sair da firma, havia se tornado gradativamente a sua rotina noturna, acabando por se embriagar todas as noites, sentindo que cada vez mais, ele aumentava a quantidade de álcool que ingeria.
Naquela noite, ele estava andando com uma dificuldade adicional por ter tomado uma quantidade maior do que vinha tomando regularmente enquanto gesticulava para um ser imaginário ao seu lado, com a sua mente se encontrando empapada em álcool.
Do alto de um muro, usando magia para ficar invisível, Yukiko o observava atentamente, sendo que ele era a sua presa e ao vê-lo tropeçar em seus próprios pés, ela murmura com uma face de desprezo:
- Humano patético...
Aquele homem era o pai de Jounouchi e conforme prolongava o seu horário nos bares, mais a sua esposa se ressentia e a meia dragoa sabia que era questão de tempo para ela pedir o divórcio levando Shizuka junto dela, uma vez que era uma menina e a favorita dentre os seus filhos enquanto deixaria Jounouchi com o pai que iria mergulhar profundamente na bebida por causa da separação, se tornando um bêbado incorrigível que não se importaria com o seu filho, além de agredi-lo enquanto que a única importância na vida dele seria a próxima garrafa de álcool ao mesmo tempo em que faria dívidas em vários estabelecimentos por causa do seu vicio incontrolável.
A albina havia debatido internamente se devia intervir, pois mesmo que desse um jeito naquele homem desprezível e igualmente patético, Jounouchi ainda seria um idiota, com o diferencial de certos eventos acontecerem por outro motivo.
Inclusive, mesmo alterando o destino daquele homem, o loiro faria amizade com o Honda, mas não seria tão rebelde e revoltado com a vida ao ponto de se envolver com a gangue de Hirutani e o mesmo.
Inclusive, mesmo alterando o destino daquele homem, o loiro faria amizade com o Honda, mas não seria tão rebelde e revoltado com a vida ao ponto de se envolver com a gangue de Hirutani e o mesmo.
O motivo de Katsuya sentir raiva do mundo com aquela alteração que seria ocasionada por Yukiko se ela seguisse com os seus planos, seria por causa da sua mãe e a preferência dela pela filha ao demonstrar uma diferença evidente de tratamento entre ambos e que machucava Jounouchi ao contrário do motivo da linha original que era pelos seus pais, principalmente pelo seu pai bêbado que o agredia ao atirar garrafas de álcool nele.
Porém, mesmo sendo machucado com essa distinção de tratamento, ele não deixaria de amar a sua irmã porque a seu ver, a única culpada seria a sua mãe e como nessa época o seu pai não ficava bêbado ao ponto de ser agressivo com Katsuya, o menino sequer percebia qualquer alteração no seu genitor ao mesmo tempo em que se sentia mais unido ao pai, que por sua vez, demonstrava a sua preferência pelo filho.
A albina pretendia matar o pai do loiro antes que ele mergulhasse de vez na bebida, ocasionando o divórcio e consequentemente a separação dos irmãos.
Após refletir por muito tempo, ela tomou a sua decisão ao recordar algumas das suas memórias adquiridas, vendo o pai surrando o filho após estar com a mente empapada álcool, sendo algo recorrente, isso quando não atirava garrafas de bebida nele, com algumas acertando o jovem que precisava cuidar dos seus ferimentos enquanto amaldiçoava a sua vida e o mundo, desejando despejar sua raiva e igual amargura em alguém ou algo.
O homem a sua frente seria um monstro incorrigível e se ela livrasse o mundo dele, estaria fazendo um grande favor porque ele era um desperdício de espaço.
Antes que o bêbado percebesse qualquer coisa errada em seu entorno, ele é erguido no ar em questão de segundos e quando resolveu gritar de medo, ele já se encontrava bem alto no céu, fazendo com que nenhum outro humano ouvisse os seus gritos, pedindo para soltá-lo enquanto gritava por socorro, ignorando a altura em que se encontrava.
Ele olha pelo canto dos olhos para os seus ombros e arregala os olhos ao avistar garras curvadas grandes e afiadas que pareciam ser feitas de diamante e ao tomar coragem de seguir as patas que o seguravam, ele fica aterrorizado e igualmente estarrecido ao avistar uma dragoa peluda alva de olhos azuis porque era algo, praticamente surreal.
Afinal, dragões não existiam. Ou melhor, não deveriam existir ao ver do homem que torna a gritar de terror enquanto se debatia inutilmente contra os dedos fortes e igualmente poderosos.
Então, ao olhar para baixo, o bêbado percebe que ela voava com ele até o oceano para que se afastasse da costa, com eles se encontrando há centenas de quilômetros do litoral mais próximo, com o homem desconhecendo o fato de que a meia dragoa usava magia para mantê-lo vivo por causa da altura em que se encontravam ao mesmo tempo em que usava outra magia para abafar os gritos dele captados por suas orelhas felpudas que eram sensíveis ao som por causa da sua audição apurada.
O homem nota que o seu corpo brilhava conforme a dragoa parecia murmurar algo, com uma espécie de vapor saindo dos seus poros, detectando o cheiro de álcool naquela espécie de fumaça para depois ouvir uma voz vinda do dragão, o fazendo ficar estupefato ao constatar que um dragão podia falar e que era uma fêmea pelo tom de voz:
- Eu quero você totalmente sóbrio para a experiência que irei proporcionar – ela fala com um sorriso sádico em suas mandíbulas, o fazendo suar frio - Por isso, procurei retirar cada miligrama de álcool em seu corpo.
Ele pergunta o motivo após engolir em seco, não conseguindo falar mais alto pela rouquidão que o estava acometendo, com a albina ignorando todas as perguntas desesperadas que a sua presa fazia.
Então, após alguns minutos, com a névoa de seus poros cessando, com ele se sentindo totalmente sóbrio, o homem ouve a voz gélida e retumbante da dragoa que falou ao parar no ar a mais de quinze mil pés de altura, com ele não conseguindo gritar por causa da rouquidão que o acometeu enquanto mantinha os seus olhos esbugalhados ao notar que eles haviam ascendido ainda mais em direção ao céu:
- Eu irei atender a um dos seus pedidos e vou soltá-lo. Que seja feito a sua vontade. – ela fala o final com um sorriso extremamente sádico em suas mandíbulas e um olhar repleto de sadismo, fazendo o homem suar frio, para depois chorar desesperado.
Então, antes que ele pudesse implorar para ela não fazer isso, a meia dragoa o solta sem qualquer cerimônia ao abrir a sua mão poderosa que o mantinha preso, fazendo-o cair rumo ao oceano e como eles se encontravam a trinta mil pés de altura, quando o seu corpo se chocasse contra a superfície do oceano, seria destroçado ao ponto de se tornar quase pó, com a albina desejando que o humano visse a sua morte ao se aproximar cada vez mais do seu destino, sem poder fazer nada para impedi-lo a não ser implorar por clemência, sendo algo que iria agradá-la imensamente.
Ela o observa implorar roucamente por clemência conforme mergulhava em um ângulo de noventa graus para acompanhar a queda dele, usando magia para impedi-lo de perder a consciência e para evitar qualquer dano em seu corpo ao protegê-lo durante todo o trajeto rumo ao seu fim porque desejava que ele vivenciasse o sofrimento e igual terror até morrer ao se chocar contra a superfície enquanto que a meia dragoa se divertia imensamente conforme observava o terror e o desespero de sua presa.
Afinal, a albina confessava que era um deleite indescritível.
De fato, o homem fica vivo durante toda a sua queda, observando aterrorizado a superfície do oceano se aproximando cada vez mais dele até que o seu corpo se choca, se fragmentando em pedaços demasiadamente pequenos em virtude do impacto enquanto fazia surgir uma mancha de sangue, com a dragoa detendo o seu voo há apenas alguns metros da água, admirando a mancha rubra como se fosse uma obra de arte ao mesmo tempo em que sorria sadicamente.
O motivo de tê-lo matado no oceano foi para que ele constasse como desaparecido pela polícia, pois, os seus restos iriam se espalhar pelo mar e para que nenhum inocente visse o estado de um corpo ao se chocar em uma superfície após cair de uma altura elevadíssima.
Afinal, podia ser considerada uma visão grotesca, principalmente para os mais sensíveis.
Ademais, ao garantir que o corpo dele nunca seria encontrado, o seu plano seria um sucesso porque o desaparecimento abrupto do pai de Jounouchi da sua vida acabaria rendendo alguns frutos inesperados para o loiro sem que ele soubesse, pelo menos, dali a alguns anos, com ela tendo a confirmação do êxito do seu plano ao acessar as memórias daquele mundo depois da morte do pai do jovem.
Após ficar satisfeita com o término da sua missão, a albina se afasta do local, voltando para onde morava para poder dormir porque amanhã teria aula, sendo que a única reclamação da albina e que guardava para si mesma por ter que frequentar a escola com os seus amigos, era o fato dela rever conteúdos que ela já sabia. Pelo menos, a maioria esmagadora deles.
