Notas da autora
Após quatro anos...
Yukiko decide...
Três anos depois...
Capítulo 12 - Brinquedos temporários
Então, após algumas horas, Yukiko volta a assumir uma aparência de uma criança e pousa na varanda do apartamento, se recordando de quando teve que desviar de um avião de passageiros ao cruzar uma rota usada por voos comerciais, com ela ficando aliviado por ter desviado com sucesso, sabendo que graças a sua magia o avião nunca soube que havia algo na sua frente.
Após entrar no apartamento, ela retira magicamente a sua roupa e põe o pijama através da sua mágica ao mesmo tempo em que se recordava da sua vida antes que fosse tomada dela ao se sacrificar duas vezes.
Ela abana a cabeça para os lados enquanto suspirava porque aquela não era mais a sua vida.
Afinal, havia tomado as suas decisões e não se arrependia.
Inclusive, se fosse necessário, faria tudo de novo e sem ressentimentos.
Então, após esvaziar a sua mente, se sentindo cansada de ter usado consecutivamente o seu símbolo de lua e em grande intensidade, uma vez que raramente o usava, ela acaba adormecendo em questão de segundos, esperando que conseguisse acordar cedo para ir a aula junto dos seus amigos.
Quatro anos depois, Yuugi estava com doze anos e se encontrava voltando para casa com algumas sacolas do mercado próximo de onde morava. O jovem havia combinado com as suas amigas de encontrá-las em sua casa porque naquele domingo eles não tinham aula e apesar de não ser um dia letivo, precisavam terminar alguns trabalhos que o sensei Yamada havia passado no dia anterior.
Como o jovem de olhos ametistas se encontrava distraído, pensando sobre os trabalhos que o professor havia dado para a classe fazer no final de semana, ele não percebeu que alguém caminhava em sentido oposto ao dele.
Então, ambos se chocam um contra o outro, com o menino indo para no chão enquanto que a pessoa que ele trombou, apenas deu alguns passos para trás.
Após massagear a bunda, o menino fica de pé e recolhe as sacolas.
- Eu peço desculpas. - ele falava enquanto se curvava.
- E por que eu iria perdoá-lo, idiota?
Yuugi ergue os olhos e sente o sangue gelar ao ver que era um garoto com uma face séria e que estava rodeado de outros garotos que acompanhavam o semblante deste, com ele jurando que havia visto um taco atrás de um deles.
O rapaz fala enquanto curvava a cabeça para frente ao mesmo tempo em que fuzilava o jovem com o seu olhar:
- Novamente, eu pergunto. Por que eu deveria perdoá-lo, seu nanico?
- Por que não foi intencional. Foi um acidente. – ele fala fracamente enquanto se encolhia ao perceber que era cercado pelos outros garotos.
Todos eles gargalham com risos desprovidos de qualquer humor, fazendo o sangue de Yuugi gelar, para depois, o Líder da gangue, estalar os dedos.
Então, em questão de minutos, muitos estavam armados com bastões ou pedaços de madeira enquanto que os outros posicionavam socos ingleses em suas mãos, batendo em seguida os punhos um no outro conforme exibiam sorrisos malignos.
Porém, antes que pudessem bater nele, com Yuugi se encolhendo enquanto tremia de medo, surge Kisara, Nuru e Yukiko que chegam com uma voadora, os jogando para longe dali, para depois, socarem os outros ao usarem golpes de artes marciais.
A aparição do trio surpreende o líder enquanto que a albina acessava as suas memórias, descobrindo que era para aquele homem ter sido assassinado há um ano, atrás.
Porém, como o futuro assassino e mandante morreram na explosão, ele não foi morto. A consequência dessa mudança fez com que surgisse aquela gangue quando ele juntou membros, acabando por fazer Yuugi se chocar contra ele. Na linha do tempo original, o seu amigo não se chocaria com ninguém neste dia.
- Levem o Yuugi-kun daqui. Eles são as minhas presas.
As gêmeas se entreolham e depois consentem, sendo que puxam Yuugi do local, que após se refazer da aparição inesperada delas, fala desesperado para ambas:
- A Yukiko-chan estará sozinha contra eles! Nós não podemos...!
- Não se preocupe com isso Yuugi-kun.
- Mas...!
- Ela quer ter liberdade para agir. Por isso, vamos deixá-la lidar da sua maneira com esses bastardos. Ainda bem que nós decidimos tomar esse caminho. – a prateada fala em um suspiro de alívio.
- Sim. Graças a isso, vimos esses marginais cercando você, Yuugi-kun. – Nuru fala enquanto exibia alivio por terem feito aquele desvio.
Elas não sabiam que Yukiko havia usado a sua magia para influenciá-las a tomarem aquela rota junto dela sem qualquer questionamento quando a proteção mágica dela avisou que Yuugi estava em perigo ao mesmo tempo em que a informava do local onde ele se encontrava.
Após a albina rastreá-los com magia, se certificando que estavam longe dali, o Líder fala, demonstrando raiva em seu semblante:
- Como ousa, sua bastarda?! Quer morrer?
- Então, vocês querem me matar... Vocês iam atacar o Yuugi-kun com intenção de matá-lo. Certo? – ela pergunta enquanto continha um rosnado feral que queria brotar de sua garganta.
- Isso mesmo! Nós íamos bater naquele bastardo até a morte. Mas se deseja tomar o lugar dele, que seja. Até parece que uma menina como você pode lutar contra nós! Caso não tenha percebido, nós somos a maioria.
Então, eles notam que a albina gargalha, os fazendo olharem consternados para ela, com o Líder perguntando enquanto exibia um semblante furioso:
- Por que está rindo?
- Por que são apenas vocês contra mim. Eu queria me divertir. Você tem mais membros? Eu não me incomodaria de esperar a chegada deles.
- Você é louca, por acaso? – um dos bandidos pergunta visivelmente confuso com a reação inesperada dela.
Ela ignora a pergunta e torna a questionar:
- Então, tem mais membros?
- Não.
- Que pena... – a meia dragoa fala em um suspiro.
Nenhuma deles percebeu que uma parede mágica invisível para eles havia sido erguida em torno deles, fazendo com que as pessoas fora da barreira não conseguissem ver e nem ouvir nada, além de garantir que as suas presas não iriam fugir.
Inclusive, se olhassem na direção deles, veriam a rua vazia.
- Podem me atacar. Eu permito que vocês façam o primeiro movimento.
- Você vai se arrepender!
Então, eles avançam contra ela e ficam estupefatos ao verem a menina desviar facilmente dos golpes para depois derrubar todos eles em questão de segundos ao chutá-los no estômago, os fazendo serem jogados para longe, com todos se chocando contra a parede mágica dela enquanto eles vomitavam um pouco de sangue e suco gástrico ao mesmo tempo em que seguravam os seus abdomens, arfando.
Ela faz um gesto de espanar algo de suas roupas e pergunta, arqueando o cenho:
- Isso é tudo? Vocês são patéticos.
- Sua...!
Eles se levantam e ela revira os olhos enquanto comentava:
- Achei que me divertiria mais. Acho que não conseguirei nenhuma diversão adicional de vocês.
Eles ficam de pé e alguns pegam as suas armas e apontam para ela que arqueia o cenho, para depois, sorrir, deixando-os consternados, com os bandidos ficando ainda mais estarrecidos ao ouvirem a voz jovial dela:
- Quem diria que vocês teriam armas! Bem, usem contra mim. Vamos.
- Sua louca! Se você deseja tanto assim levar chumbo, que seja feita a sua vontade. Homens!
Nisso, eles disparam e ficam horrorizados ao verem que as balas eram amassadas em contato com o corpo dela, caindo no chão como se fosse uma chuva de metal até que os tambores dos revólveres ficam vazios.
Então, os bandidos recarregam e tornam a atirar, vendo-a bocejar e quando usam todas as balas que possuíam os marginais ficam estupefatos enquanto tentavam assimilar o acontecimento que era surreal para eles.
Ela pega as armas das mãos deles, fazendo questão de quebrar os dedos indicadores que estavam nos gatilhos e enquanto eles seguravam a área lesionada, a meia dragoa amassava as armas como se fossem feitas de manteiga, formando uma bola de metal retorcido, deixando-os com os olhos esbugalhados, com ela desprezando a espécie de esfera metálica ao lado dela.
Tomados pelo desespero, eles tentam correr e ficam aterrorizados ao sentirem que havia algo duro na frente deles como se fosse uma parede, os prendendo no local, fazendo com que golpeassem a barreira invisivel desesperadamente e ao verem algumas pessoas andando próximos dali, os bandidos começam a clamar por ajuda, mostrando um misto de confusão e de desespero em seus rostos ao perceberem que as pessoas passavam por eles, os ignorando.
Então, eles sentem o sangue gelar ao ouvirem a voz repleta de sadismo da jovem:
- Eu envolvi esse local em uma espécie de domo mágico. Sons, cheiros e visão foram bloqueados. Ninguém irá ouvir ou ver vocês, além de mim – eles voltam suas faces apavoradas para a menina que tinha a aparência de doze anos e que exibia uma face sádica, possuindo um sorriso que não chegava aos olhos - Então, vocês desejavam surrar o meu querido amigo até a morte... Saibam que ele é o meu amigo mais precioso, ou melhor, o vejo como o meu amado filho. É um crime imperdoável qualquer um que ouse agredi-lo, mesmo verbalmente. Agora, imaginem tentar matá-lo. Creio que não preciso falar mais nada, certo?
Ela se desloca velozmente e em um piscar se olhos derruba todos eles, usando magia para imobilizá-los ao ponto deles não conseguirem mexer o seu corpo, os fazendo ficarem mais amedrontados ao verem ela se aproximar com um sorriso extremamente sádico, para depois, a face de todos eles ficarem assombradas, exibindo olhos esbugalhados ao verem surgir uma cauda com porrete, além das unhas dela se alongarem, se tornando garras levemente curvadas e afiadas que lembravam diamante.
Eles começam a implorar por clemência e muitos gritam por socorro em completo desespero apesar de saberem que ninguém os ouviria em decorrência do domo mágico que circundava o local e que também inutilizava os celulares deles.
Porém, ela para ao se recordar de Yuugi e que não teria tempo suficiente para fazê-los pagarem por tentarem matar o seu querido amigo.
Suspirando por ter que adiar a sua diversão porque seria um prazer e um dever torturá-los, ela os envolve em esquifes de gelo azul que não matava quem estava envolto neles.
Então, ela coloca os criminosos na dimensão particular que ela tinha ao abrir um pequeno portal, acomodando junto deles a bola de metal confeccionada com as armas juntamente com as outras armas deles, fechando-o em seguida e após terminar de condicionar os bandidos, ela desfaz a sua parede mágica e se prepara para encontrar o quanto antes com Yuugi e as gêmeas ao desfazer a sua aparência atual ao voltar a assumir a aparência de uma criança humana.
Próximo dali, o menino estava desesperado, temendo pela vida da sua amiga. O jovem somente relaxou ao vê-la bem e sem qualquer ferimento.
Após se certificar que ela estava bem, ele suspira de alívio, com a prateada falando:
- Nós dissemos que ela ficaria bem.
- Sim. Você nos viu lutando nos Doujos. Portanto, não precisava se preocupar. – a jovem com a pele bronzeada comenta.
- Eu sei... Mas não consegui deixar de ficar preocupado.
- É como elas disseram. Lixos como eles nunca seriam páreo para mim. – ela fala, pondo gentilmente a mão no ombro dele enquanto sorria.
Yuugi consente, sendo que a prateada fala:
- Bem, precisamos adiantar o trabalho.
- Sim. O sensei Yamada é muito exigente. – a bronzeada de olhos rubros comenta após suspirar.
- Verdade. É melhor adiantarmos esses trabalhos. – o menino comenta após se recordar da quantidade de trabalhos que eles tinham.
- Isso mesmo. Vamos!
Ela envolve um dos braços no ombro dele e o outro procura envolver uma das gêmeas enquanto se dirigiam até a casa dele.
Quando a noite cai, todos estão em suas respectivas moradias, com exceção de Yukiko que voa invisível até um local isolado.
Após erguer o mesmo domo mágico de antes, fechando-o em forma de cúpula, ela abre o espaço dimensional privativo dela e retira os esquifes de gelo azul.
Então, ela estala os dedos os fazendo despertarem do sono profundo em que se encontravam enquanto o gelo desaparecia e ao se recordarem do que ocorreu, voltam a gritar de desespero, implorando por clemência conforme surgia um semblante extremamente sádico no rosto da meia dragão, os fazendo ficarem aterrorizados, ainda mais ao ouvirem a albina perguntando com um sorriso extremamente sádico:
- Let´s Play a Game?
A albina faz surgir uma roupa azul com gola e mangas peludas brancas, possuindo uma joia azul por cima de um laço na altura da clavícula. Ela também possuía cabelos alvos compridos e espécies de presilhas circulares azuis em duas mechas compridas, com eles vendo duas orelhas brancas peludas felinas surgirem na cabeça dela enquanto exibia garras curtas e curvadas elegantemente com aparência de diamante em seus dedos juntamente com caninos afiados em sua boca.
Era um vestido azul e comprido que chegava três dedos abaixo do joelho, possuindo uma barra peluda branca, assim como usava calças folgadas da mesma cor por baixo da espécie de vestido que tinha uma espécie de manto cujas bordas eram peludas brancas e que cobriam parte do tórax por cima da vestimenta, que por sua vez, era presa na cintura por uma espécie de cinto coberto com uma faixa azul.
Eles não sabiam que aquela roupa era um reflexo de sua pelagem e que era capaz de regular a temperatura corpórea dela, assim como possuía a mesma resistência dos seus pelos e capacidade de cicatrização em caso de corte, tal como a pele dela. Ou seja, era uma espécie de complemento biológico que assumia a função de pelagem.
A aparência meiga e fofa dela, somente a deixava mais aterrorizante frente ao sorriso extremamente sádico que enfeitava o seu rosto enquanto que os orbes azuis como duas safiras brilhavam de puro sadismo ao olhar para as suas presas rendidas na frente dela.
Yukiko os impregna com magia para mantê-los vivos, sãos e conscientes durante todo o processo, procurando aumentar a sensibilidade deles para ampliar a dor extenuante que sentiriam, além de usar magia em torno do seu próprio corpo para que o sangue imundo deles não a sujasse enquanto se encontrava ansiosa para colorir de carmesim o lugar onde se encontravam.
Após prepará-los para poder se divertir a noite toda, a albina começa a torturar cada um deles ao escolher o primeiro a ser torturado, decidindo deixar o Líder por último para que vivenciasse o máximo de terror ao saber o que o aguardava.
Yukiko começa furando os olhos, para depois, arrancar cada um dos dentes da forma mais lenta possível, prolongando ao máximo o sofrimento.
Em seguida arranca o couro cabeludo dele lentamente, quebrando em seguida cada um dos ossos do homem, um de cada vez, começando com cada uma das falanges enquanto evitava os pontos vitais e somente após se divertir o suficiente, ela arranca lentamente a pele dele com ele vivo.
Os outros que assistiam toda aquela tortura não conseguiam mais gritar por terem a garganta lesionada pelos gritos de terror que deram enquanto eles exibiam em suas faces o mais puro horror ao assistirem a tortura lenta do colega deles que gritava em profunda dor lacerante e desespero ao mesmo tempo em que choravam em um misto de agonia e de desespero.
Após terminar com cada um deles, ela torna a fazer o mesmo processo após curá-los, para desespero dos criminosos, com a tortura durando a noite toda porque ela o praticava lentamente, um por um, com os outros ficando desesperados ao verem o que os aguardava.
Então, quando ela fica satisfeita, sabendo que teria novos brinquedos dali a alguns meses, a meia dragoa usa os seus poderes ao conjurar uma neve branca, fazendo a temperatura cair centenas de graus negativos, os congelando ao ponto de se tornarem gelo e que são facilmente esmigalhados em milhares de pedaços lançados em uma espécie de bueiro próximo dali, uma vez que se encontrava em uma área de porto que estava desativado, para depois, usar magia para limpar o sangue do chão.
Após limpar o que fez, não deixando nenhum rastro da existência deles para que a polícia não realizasse qualquer investigação sobre um possível assassinato pela quantidade de sangue no local, ela desfaz a sua magia e se afasta do lugar.
Quanto à pequena bola de metal feita com revólveres retorcidos ao ponto de estarem disformes, a albina decidiu aproveitar a viagem de volta para o apartamento onde morava, fazendo um pequeno desvio para um local especifico visando desprezar aquela esfera distorcida de metal após molhá-la no oceano para inutilizar qualquer pólvora residual nela.
Nesse caso, ela decidiu deixar o objeto onde tinha somente sucatas, procurando colocá-lo no compactador de metal junto de um carro que estava para ser compactado e quem visse aquilo, não conseguiria identificar como sendo armas de tão deformadas que se encontravam.
Após três anos, chega um dos dias que Yukiko mais odiava porque era um acontecimento que ela não podia impedir de acontecer e que precisaria de todo o seu autocontrole para não interceder, a não ser no momento que era necessário para compensar uma das mudanças daquela linha do tempo.
