Notas da autora

Atemu se encontrava...

Yuugi fica...

Capítulo 14 - A preocupação de Atemu

Longe dali, indiferente aos planos que eram traçados contra ele, Yuugi conversava animadamente com as suas amigas, ignorando os olhares de inveja dos demais garotos.

Enquanto isso, dentro das peças do Sennen Pazuru, Atemu, que se encontrava sentado em uma espécie de trono que ficava dentro de uma sala, mais precisamente na câmara de sua alma em forma de labirinto e com várias armadilhas para deter qualquer intruso, sentia as suas forças voltando, assim como a sua mágica que retornava com força, embora soubesse que não conseguiria fazer surgir o seu corpo original e altura.

Portanto, ele sabia que seria obrigado a acompanhar a altura do seu anfitrião, pelo menos, por algum tempo.

Mesmo assim, o seu nível mágico chegou a um nível que poderia subjugar Yuugi para distribuir a justiça que o menino merecia.

Mesmo assim, o seu nível mágico chegou a um nível que poderia subjugar Yuugi para distribuir a justiça que o menino merecia.

Afinal, durante todos esses anos, o jovem sempre sofreu, embora tivesse as amigas dele, principalmente Yukiko, pelo que aprendeu das memórias que recebeu do jovem, que o protegia ferozmente dos valentões, junto da Kisara e da Nuru.

Mesmo assim, tinha momentos em que ele sofria bullying, com Atemu percebendo que era pela aparência dele e seu coração de ouro, que juntamente com a sua gentileza, bondade e coração puro era desprezado por muitos que o transformavam no alvo deles. O Faraó confessava que sentia uma vontade intensa de condená-los as trevas em um Yami no Game, os banindo para o reino das trevas para sempre.

Atualmente, após analisar o seu futuro anfitrião, percebeu que o corpo dele conseguiria lidar com o poder do Sennensui (Sennen Pazuru).

Portanto, o espírito decidiu que não precisava mais impedir que ele completasse o item e por isso, o bronzeado removeu a magia que impregnava uma das peças douradas após rastreá-la mentalmente, fazendo com que o seu anfitrião pudesse terminar de montar o Sennen Aitemu enquanto confessava que se encontrava demasiadamente ansioso para tomar temporariamente o controle do corpo de Yuugi o quanto porque desejava distribuir a devida justiça que o jovem merecia ao punir aqueles que invadiram a fronteira do coração de Yuugi e das amigas dele.

Conforme se passavam os anos, assimilando os pensamentos que o jovem tinha ao segurar as peças ao mesmo tempo em que as encaixava, assim como as suas recordações e sentimentos, ele sentia que o seu instinto de superproteção do seu anfitrião crescia exacerbadamente. Tudo o que ele desejava era poder protegê-lo do mundo que não merecia aquele jovem. O espírito desejava protegê-lo contra a dor e o sofrimento dando tudo de si, mesmo que tivesse que usar magia contra ele para subjuga-lo e fazê-lo adormecer a força para poder tomar o seu corpo temporariamente para punir os que ousassem transpassar a fronteira do coração do seu anfitrião.

Afinal, não tinha o seu próprio corpo e dependeria exclusivamente do corpo do jovem ao mesmo tempo em que era ciente que seria, apenas, um empréstimo temporário e que depois deveria devolver enquanto deveria manter Yuugi inconsciente ao que acontecia por causa do coração de ouro dele que nunca aceitaria o que ele desejava fazer contra os seus inimigos ao mesmo tempo em que precisava tomar o devido cuidado para evitar o uso desnecessário do corpo do adolescente que poderia começaria a perceber esses lapsos de memória e poderia não querer manter o item consigo, algo que Atemu não desejava porque ele dependia do contato do Sennen Pazuru contra o corpo do seu anfitrião para forçar a troca de mente com ele ao usar a sua magia.

Se acontecesse de Yuugi ter algum receio em levar o item próximo dele, o Faraó usaria a sua magia para fazê-lo desejar levar o Sennen Pazuru consigo para o próprio bem dele.

Tomando essas decisões de acordo com a sua crença inabalável do que era o melhor curso de ação e de decisões para com o seu anfitrião visando protegê-lo e cuidar dele, ele decide deixar a sua mente divagar enquanto se recordava da luz que irradiava do coração do jovem e que era calorosa ao ponto de se tornar um bálsamo necessário para Atemu, o fazendo jurar a si mesmo que nunca deixaria essa luz se extinguir.

Afinal, havia viciado nela e não queria perdê-la.

Porém, ele sentia que a estranha força que desejava unir ambos, acabaria por cuidar dessa parte, fazendo com que o jovem fosse incapaz de ficar sem o item, mesmo sofrendo com lapsos de memória e se de fato, essa estranha força que não compreendia de onde vinha, iria cuidar disso, o Faraó ficaria mais do que grato porque não lhe agradava a ideia de intervir em seu anfitrião, mais do que seria o necessário, ao menos no início.

Por causa dos anos de contato com Yuugi através das peças, o espírito conseguia perceber a presença do garoto próximo dele, além de ouvir os pensamentos do menino na noite anterior e que consistia de levar a caixa dourada do Sennen Pazuru até o colégio para terminar de montar porque havia sentido que conseguiria terminar.

O bronzeado confessava que não achava uma boa ideia porque havia muitos ladrões no mundo e as peças, assim como a caixa, eram de ouro e isso poderia atrair aqueles que desejavam roubar o item.

Porém, a preocupação dele não envolvia apenas ladrões, pois, havia uma dupla de garotos que praticava bullying contra o seu anfitrião sempre que Yukiko, Nuru e Kisara não se encontravam próximo dele.

Portanto, ele temia que alguém fizesse algo com a caixa dourada ou acabasse roubando-a para vender por uma pequena fortuna no mercado negro de antiguidades e ao pensar nisso, sua mente acaba se focando em Jounouchi e Honda, segundo o que descobriu dos fragmentos de memórias e pensamentos do seu anfitrião nos momentos que ele tocava nas peças enquanto ansiava ardentemente ter um acesso pleno e total as memórias do jovem para poder fazer o seu próprio julgamento em vez de se basear, atualmente, somente no julgamento de Yuugi.

Claro que havia outros que praticavam bullying, mas, o loiro e o moreno eram os que mais atormentavam Mutou, o ferindo verbalmente, além de fisicamente.

Então, ao pensar no julgamento do adolescente, ele suspira pesadamente, massageando as suas têmporas porque não podia se basear no julgamento do jovem.

Afinal, o julgamento de Yuugi era afetado pelo seu coração virtuoso, repleto de bondade e de gentileza ao ponto de perdoar os seus agressores, algo que Atemu esperava, considerando o coração nobre e cristalino do seu futuro anfitrião que o tornava uma joia rara e inestimável, apesar desse mesmo coração causar alguns apuros, principalmente no passado.

Portanto, ele desejava ser capaz de fazer o seu próprio julgamento de acordo com todas as informações para ser justo em suas decisões.

Em relação à Jounouchi e Honda, o Faraó confessava que desejava arrastá-los para um Yami no Game para fazê-los pagar pelos tormentos psicológicos e agressões físicas que fizeram o seu anfitrião passar. Ferir ou fazer uma joia tão ímpar sofrer eram atos imperdoáveis ao ver dele.

Em virtude de todos esses perigos, a decisão de Yuugi de levar o Sennen Pazuru ao colégio o havia desagradado profundamente, fazendo-o murmurar maldições contra si mesmo por não conseguir influenciar o para não fazer este ato imprudente porque ainda estava selado no item ao mesmo tempo em que ficava extremamente preocupado com ele ao ponto de temer que algo de ruim acontecesse com o jovem.

Conforme pensava na inocência do seu anfitrião em diversos assuntos, Atemu havia ficado surpreso ao descobrir que apesar de tudo o que o adolescente sofreu, ainda tinha uma inocência infantil e que essa inocência não o alertou para os perigos de carregar algo dourado para um local público.

Afinal, a caixa era demasiadamente chamativa, fazendo com que fosse um convite para os ladrões e qualquer outra pessoal mal intencionada.

Inclusive, mesmo que ele admirasse essa inocência infantil junto com o coração bondoso e gentil do menino que não possuía qualquer malícia ou maldade, o espírito concordava que essas mesmas características que tanto admirava no jovem, acabava se tornando o pivô para muitos dos problemas que Yuugi enfrentou e que somente não acabou em algo ruim por causa da intervenção das amigas dele, com o Faraó agradecendo de coração por elas não terem uma inocência infantil como o seu anfitrião tinha.

Atemu sentia que somente iria relaxar quando o garoto estivesse de volta a casa dele com o Sennen Pazuru junto dele e preferencialmente montado para que pudesse protegê-lo e distribuir a justiça que o jovem merecia.

Enquanto isso, no exterior, conforme Yuugi caminhava para a sala de aula junto de suas amigas, ele se encontrava pensativo sobre o fato de muitos o considerarem um gênio por causa de suas notas.

De fato, as notas dele estavam acima da média, mas não implicava que era um gênio ou algo assim.

Inclusive, quem tinha o direito de possuir esses títulos, a seu ver, eram Yukiko, Nuru e Kisara porque desde o ensino fundamental, as três sempre rivalizavam de forma saudável e igualmente amigável nas notas.

Yuugi acreditava que as suas notas eram boas pelo fato de dele estudar junto delas desde que eram crianças, com as suas amigas sempre explicando pacientemente os pontos que ele tinha dúvida, além de tomarem a lição um dos outros em uma ajuda mútua.

Portanto, o jovem não se achava genuinamente merecedor do título de ser inteligente e sim, elas, considerando a sua inteligência abaixo da média, a seu ver, acreditando que era um milagre ele ter conseguido uma pontuação tão boa ao ponto de ser considerado, erroneamente, inteligente e enquanto pensava em suas amigas, o adoelscente se recorda delas falarem que no quesito jogos ele era incrível, fazendo-o se sentir desconfortável porque também não se achava tão bom assim, considerando o nível dos duelistas que via na tevê e a própria fama do seu avô quando era mais jovem.

A seu ver, era um jogador regular, não sendo nada excepcional, com isso se refletindo na escola, fazendo-o acreditar que ele somente conseguia notas boas graças ao fato de estudar com as suas amigas e não por mérito pessoal.

Atemu sabia tanto quanto Yukiko, Nuru e Kisara, que Yuugi tinha um gravíssimo problema de autoconfiança e que sempre se reduzia perante os outros por mais que demonstrasse conhecimento e aptidão para jogos, por exemplo, além de ser muito inteligente com as notas altas sendo um mérito dele.

Em relação aos jogos foi algo que foi fortemente impregnado nele e que era a sua vocação natural. O seu avô o ensinou desde criança e nutriu a sua paixão pelos jogos, falando várias vezes que Yuugi tinha o mesmo amor e igual ardor que ele possuía, com ele sempre contando histórias fantásticas de quando era conhecido como o Mestre dos jogos ao ficar viajando pelo mundo em busca de qualquer jogo desafiador, fazendo-o ser famoso no mundo dos jogos desde tabuleiro, dados e até cartas, sempre vencendo, não importando o jogo, fazendo com que muitos implorassem para serem os seus discípulos.

Enfim, qualquer jogo o estimulava como um elixir e se orgulhava de ter viajado pelo mundo construindo a sua fama de Mestre dos Jogos ao ponto do criador de Duel Monster ter criado o Trap Card do tipo Continuous, o Densetsu no Gyanburaa (伝説のギャンブラー - O jogador lendário).

Inclusive, ele havia mostrado esse Card ao seu neto que ficou fascinado ao ver que a imagem era igual a uma foto do seu avô quando era jovem, balançando os dados em uma de suas mãos.

As histórias que o seu querido avô contava sempre fascinaram Yuugi desde que ele era pequeno ao ponto de fazer os seus ouvidos se aguçarem para as histórias repletas de ação, aventuras e desafios, chegando a imaginar muitas vezes as aventuras que o seu avô contava ao vivenciá-las em sua mente com o relato rico em detalhes conforme desafiava jogadores experientes para provar a sua superioridade nos jogos.

Afinal, não era a toa que ele foi chamado de Mestre dos Jogos. As suas amigas também ouviram muitas das histórias do Sugoroku junto de Yuugi.

Ao pensar nele, os seus pensamentos o levaram ao Deck de Duel Monster do seu querido avô, fazendo-o se lembrar de que ainda estava montando o seu próprio Deck e que estava no início porque apesar do jogo Duel Monster ser famoso no ocidente em decorrência do seu criador ser o milionário americano, Maximillion J. Pegasus, no oriente ele não era tão popular, ainda, fazendo com que houvesse uma considerável dificuldade em adquirir Cards, embora essa dificuldade estivesse sendo reduzida gradativamente conforme o jogo ganhava notoriedade e popularidade no oriente, com a promessa da realização de um torneio de Duel Monsters no Japão.

O seu avô sempre mostrava o seu Deck ao seu neto com Yuugi conhecendo todos os Cards dele ao mesmo tempo em que desejava ter um Deck tão bom quanto o dele, que também o ensinou sobre o coração dos Cards, comentando que não importava qual jogo era porque sempre havia o coração neles e ele precisava alcançá-lo.

O jogador, segundo o seu avô, precisava confiar e respeitar os seus dados, tabuleiro e cartas, fazendo assim com que o coração dos dados, cartas ou de qualquer outro objeto correspondesse ao coração do jogador. Era nisso que o seu avô acreditava, com eles sempre correspondendo aos seus sentimentos segundo Sugoroku.

Era esse o mesmo mantra que Yuugi acreditava porque havia sido ensinado a ele desde que era pequeno, fazendo com que fosse algo tão natural quanto respirar.

Então, o adolescente sai dos seus pensamentos quando a aula começa e passa a prestar atenção na professora. Kisara sentava na carteira do seu lado direito e Nuru na carteira do seu lado esquerdo enquanto que Yukiko sentava atrás dele, com os três desconhecendo o fato de que a albina usou os seus poderes para que nenhum dos outros alunos escolhesse aqueles lugares no primeiro dia de aula e que sempre fez isso desde que eram crianças para que ficassem juntos. A sua escolha de carteira atrás do seu amigo foi para ficar atenta a qualquer ato de bullyng, possuindo a visão tanto da frente, quanto das laterais e atrás ao virar levemente a cabeça.