Notas da autora
Yukiko decide...
Jounouchi e Honda se encontram...
Atemu se encontra...
Yuugi fica...
Capítulo 18 - O término da investigação de Atemu
De repente, surge uma neblina misteriosa que os envolve e ao olharem para trás, eles vem dois olhos brilhantes e de tamanho anormal, não conseguindo ver que pertenciam a um dragão até que avistam um focinho enorme e presas afiadas que desvanece em uma névoa, os fazendo ficarem aterrorizados, fazendo-os imaginar que estavam vendo coisas que não existiam.
Afinal, ao ver deles, dragões não existiam.
Então, eles notam que surge no lugar do dragão um vulto com capuz e o mesmo exibe uma foice imensa, os fazendo gritar de terror, com ambos correndo desesperadamente do local, exibindo o mais puro pavor em seus semblante enquanto ficavam ainda mais aterrorizados ao não encontrarem nenhuma porta ou edifício dentre a névoa que se estendia como uma caverna na frente deles, para depois, ficarem aterrorizados ao verem que o vulto voava com o capuz negro tremulando. Yukiko havia usado mágica para fazer as suas asas ficarem negras, além de se cobrir com um manto negro para simular que era um ceifador da morte.
Ela os perseguia animadamente, se deliciando com o odor de medo que eles exalavam e que chegava as suas narinas. A princesa dos dragões podia persegui-los à vontade porque eles estavam presos em sua névoa mágica e apesar de parecerem estar correndo para frente, ambos estavam correndo em círculos porque a neblina modificava drasticamente a orientação deles, dando a impressão que sempre corriam para frente.
O loiro e o moreno gritavam de terror e procuravam desesperadamente alguma casa ou local para se abrigarem, não conseguindo avistar nada, com a visibilidade estando reduzida a distância de um nariz, fazendo com que somente conseguissem ver um ao outro, conforme choravam de medo.
Então, se ocultando em uma névoa densa, assumindo a sua forma verdadeira, decide avançar para a próxima fase da sua vingança, agarrando ambos que ficam aterrorizados ao se verem no ar, com ela abrindo a névoa para que avistassem o solo, visando encher o coração deles de medo enquanto se deliciava com os gritos de terror deles.
Quando ambos erguem os olhos repletos de terror, eles avistam uma dragoa alva e felpuda que faz o coração deles se encher de terror ao mesmo tempo em que ficavam com os olhos esbugalhados porque estavam vendo um ser que deveria pertencer aos mitos e não a realidade.
Então, a albina os leva a um local isolado da cidade, criando uma barreira mágica no entorno que bloqueava sons e odores, para depois, atirá-los perto do chão e assim que eles tocam o solo são conjurados correntes de gelo que prendem Jounouchi enquanto Honda era envolvido por outro conjunto, conforme ela continuava oculta na névoa, tornando tudo mais aterrador por eles não poderem ver nitidamente o agressor deles ao mesmo tempo em que a albina se aproximava lentamente até que notam que era o ser de capuz negro que se aproximava deles e que ao erguer a mão para o moreno, o puxa bruscamente, surgindo uma espécie de selo em sua testa quando o mesmo a toca com a ponta do dedo indicador, para depois, as correntes serem desfeitas.
- Corra! Vá buscar ajuda! – o loiro exclama desesperado.
Ele fica agoniado ao notar que o moreno não se mexia, mesmo livre das correntes, fazendo-o gritar novamente para que o seu amigo fugisse até que ouve a sua voz repleta do mais puro desespero:
- Não consigo me mexer! Eu estou imobilizado! – ele observa o vulto se curvando para pegá-lo do chão enquanto chorava e implorava desesperadamente – Por favor, não! Eu imploro!
Então, fazendo a sua voz ficar grossa, a albina pergunta em um sussurro aterrorizante:
- Quantos inocentes não imploraram para que vocês parassem enquanto os agredia fisicamente ou verbalmente, além da humilhação e mesmo assim, vocês continuaram? Quantas vezes um jovem de cabelos tricolores com olhos ametistas umedecidos pelas lágrimas não derramadas, implorou para pararem e vocês continuaram o agredindo? Agora, eu pergunto. Por que eu deveria ouvi-los?
Então, o loiro chora aterrorizado ao ver os ossos de Hiroto sendo quebrados, com a princesa dos dragões falando conforme esmagava um osso de cada vez, começando com cada um dos carpos:
- Vocês humanos possuem duzentos e seis ossos no corpo. Eu posso quebrar em torno de cem ossos. Nós temos a noite inteira para nos divertir. O som de ossos se quebrando é maravilhoso. Vocês não podem ouvir, mas eu posso ouvir nitidamente com a minha audição.
O loiro luta para se libertar, visando salvar o seu amigo enquanto ficava aterrorizado, conforme ouvia os gritos de dor lacerante de Honda ao ponto dele não ter mais voz porque a sua garganta estava em carne viva, para depois, ter os dentes arrancados um por vez após as unhas terem sido arrancadas da mesma forma.
A situação era ainda mais aterrorizante porque ele não podia mexer o corpo, se tornando meramente um boneco para ela que usava a sua magia para impedir que ele sangrasse até a morte, tanto externamente, quanto internamente.
Após terminar com Hiroto, a albina o atira como uma pilha de lixo no lado dela..
Então, a meia dragoa estende a mão para ele, o curando por completo quando uma nevoa alva divina caía sobre ele, fazendo desaparecer os ferimentos que sofreu enquanto refazia os seus dentes ao mesmo tempo em que curava a mente dele também, para que ele não enlouquecesse. Depois que terminasse com o loiro, era faria a mesma coisa.
Após terminar de curá-lo, ela voltar a prendê-lo, para depois, caminhar até Katsuya que lutava arduamente contra as correntes, embora fosse uma causa perdida enquanto o seu rosto se encontrava úmido pelas lágrimas e em seus olhos havia somente o terror. Ele estava aterrorizado com o destino do seu amigo, sabendo que em breve, aquele seria o seu mesmo destino.
Então, a albina estende a temida mão e Katsuya chora desesperado, conforme uma força invisível o puxava até o ser a sua frente enquanto o loiro tentava lutar desesperadamente contra a sua captura, ficando aterrorizado e igualmente desesperado ao ver que o seu esforço era infrutífero porque o ser de capuz não se mexia sequer um milímetro, mesmo com ele o golpeando com os pés, sentindo que havia golpeado uma parede de concreto.
Jounouchi chora desesperado ao ver o ser estender o indicador, fazendo-o tocar em sua testa, com ele sentindo uma sensação estranha que se apoderava por todo o seu corpo, se fixando em seguida na sua coluna, para depois, as correntes desaparecerem, com ele ficando aterrorizado ao ver que não podia se mexer e como o loiro temia, a mesma tortura é aplicada a ele, com o moreno assistindo enquanto ficava apavorado por se ver curado porque temia passar pelo mesmo sofrimento, novamente.
Depois que termina com o loiro, o joga no canto como se fosse lixo, para em seguida curá-lo, tornando a prendê-lo com as correntes enquanto percebia que não tardaria para o sol nascer no horizonte conforme olhava para o céu.
Ela fecha os olhos e se concentra, descobrindo que as cópias que fez do loiro e do moreno estavam nas respectivas casas deles, fazendo os seus familiares acreditarem que eles estiveram em seus quartos a noite toda.
Após abrir os olhos, a albina vai até ambos e estende a mão fazedo eles ficarem aterrorizados, para depois, sentirem uma forte e inevitável sonolência tomá-los, fazendo-os cair em um sono profundo.
Então, a meia dragoa caminha até eles e após se aproximar deles, toca ambas as testas, induzindo por magia o que aconteceu a ambos, para que eles julgassem erroneamente que fora apenas um pesadelo que parecia bem real, modificando a visão dela de uma dragoa das neves para um dragão negro de manchas azuis, pertencente a um anime popular, ajudando no caráter do pesadelo, juntamente com a aparição de capuz se basear em um filme recentemente lançado, fazendo com que fosse proposital a sua escolha de figurino.
Ela também adiciona que eles somente acordariam com o despertador deles tocando, uma vez que já estariam na cama deles, fazendo assim com que eles julgassem que era, de fato, apenas um pesadelo demasiadamente real.
Yukiko também havia usado magia para que eles nunca comentassem daquela noite um para o outro. Se um deles tentasse comentar, a magia o faria se esquecer de comentar.
Afinal, seria estranho se ambos tivessem o mesmo sonho.
Em seguida, ela usa uma magia de substituição, substituindo os clones que estavam deitados na cama com os reais e após eles serem transportados magicamente por troca até os seus quartos, a albina desfaz os clones que desvanecem em uma névoa enquanto cancelava a sua magia no entorno.
Após terminar a sua vingança, embora tivesse desejado infligir mais dor em ambos, ela sai do local que se encontrava e retorna ao centro de Domino City, passando a caminhar na rua em sua forma humana.
Porém, antes de voltar ao seu apartamento, a princesa dos dragões decide subir para um local alto, próximo a Game Shop e avista pela claraboia do quarto de Yuugi, o mesmo adormecido com a cabeça apoiada no tampão da mesa enquanto tentava montar o Sennensui (Sennen Pazuru), cujas peças douradas se encontravam na sua frente.
Sorrindo maternalmente, ela entra cuidadosamente no quarto dele usando a claraboia ao mesmo tempo em que usava magia para anular qualquer som em seu entorno e oriundo dela, para depois, caminhar até o guarda-roupa do jovem, pegando um edredom, para em seguida, cobri-lo cuidadosamente, procurando mantê-lo totalmente envolto, antes de afagar maternalmente a cabeça dele, se retirando em seguida do local enquanto se dirigia até o seu apartamento.
Dentro das peças do Sennen Pazuru, Atemu percebeu que o jovem adormeceu porque ele segurava uma das peças douradas em suas mãos.
O Faraó havia acabado de terminar a sua investigação e ficou furioso ao descobrir que a sensação era oriunda de uma das peças que se encontrava demasiadamente longe das outras.
O homem de pele bronzeada não acreditava que Yuugi seria relapso com as peças douradas, considerando o quanto ele estava focado em montar o item e conforme se recordava de quando sentiu essa sensação, percebeu que a sensação surgiu alguns segundos depois de Jounouchi pegar o seu sarcófago.
Portanto, ele acreditava que o loiro havia roubado uma das peças douradas e temia que a mesma já estivesse à venda porque valeria uma quantia considerável, uma vez que era de ouro puro.
Conforme digeria o fato de que o item nunca ficaria completo e que ele não poderia defendê-lo, Atemu sente um ódio imenso pela dupla que atormentava o jovem porque além de fazê-lo sofrer, lhe privaram da chance de trazer justiça ao adolescente ao punir aqueles que faziam Yuugi sofrer.
Ele jurou a si mesmo que caso conseguisse por algum milagre a peça de volta, os faria pagar amargamente pelo que fizeram porque a sua fúria não poderia ser facilmente contida por ter se tornado tão necessário quanto respirar.
Porém, naquele instante, não podia fazer nada, além de se deprimir, ficando desolado ao saber que nunca poderia defender o jovem ou trazer a justiça que ele merecia porque o item nunca seria completado.
Algumas horas depois, no colégio de Domino City, mais precisamente no intervalo, Yukiko comenta que gostaria de ir à biblioteca pegar um livro e pergunta se Kisara e Nuru desejavam segui-la, com as jovens concordando.
- Quer nos seguir? - a bronzeada pergunta para Yuugi que havia acabado de bocejar por ter ficado acordado até tarde, tentando montar o Sennen Pazuru.
O jovem boceja novamente e comenta, pegando um caderno de dentro da sua mochila após colocá-la em cima da mesa:
- Acho que vou ficar para terminar as questões que o sensei (professor) Omura passou.
- Você ainda não os terminou, Yuugi-kun? Tem alguma dúvida adicional? – a prateada pergunta.
- Se tiver alguma dúvida, podemos ajudá-lo.
Yukiko pergunta, sabendo que em outra linha do tempo, Yuugi protelava a realização de muitas das lições que os professores passavam como dever de casa por causa da sua obsessão em montar o Sennensui, com a albina não o condenando.
Afinal, em virtude das recordações que tinha da linha do tempo original, ele não tinha amigos e segundo o que o avô dele lhe contou, o Sennen Pazuru concederia um desejo a quem o montasse.
Portanto, desejando ardentemente ter um amigo, ele dedicaria muito tempo da sua vida para tentar montar o Sennen Aitemu, acabando por negligenciar algumas coisas, inclusive os estudos, acabando por ter que fazer as lições em cima da hora, fazendo com que ele não conseguisse assimilar corretamente a matéria e quando conseguiu o seu primeiro amigo, Jounouchi, este não se importava com os estudos e acabava arrastando Yuugi para se divertir, com ele o seguindo sem contestá-lo porque havia ficado feliz por ter um amigo.
Yukiko sabia por convivência dele com ela, Nuru e Kisara, o quanto ele era capaz de ter notas melhores do que tinha na outra linha do tempo.
Porém, o jovem de cabelos espetados e tricolores continuava com o mesmo problema que tinha na linha do tempo original e que era a falta de confiança e a depreciação por si mesmo, que havia sido reduzido até desaparecer graças à presença de Atemu, tornando-o com o tempo um duelista confiante nas suas habilidades, sem perder a bondade, a amabilidade e a gentileza em seu coração.
Inclusive, a bondade era a sua maior força.
- Eu vou refazer os últimos dois cálculos. Podem ir para a biblioteca. – ele fala exibindo o seu típico sorriso.
- Voltaremos logo, Yuugi-kun. – Yukiko fala sorrindo, antes de se retirar, com Kisara e Nuru se despedindo, também.
Conforme se afastava com as gêmeas, a albina se recordava da imensa vontade que sentia de torturar Ushio enquanto suspirava tristemente porque sabia que precisaria deixar aquela presa para Atemu.
Porém, conforme pensava no fato de não poder reivindicar essa presa em um primeiro momento, nada a impediria de reivindicá-lo em um segundo momento, permitindo que o Monitor estudantil fosse apenas um empréstimo concedido ao Faraó.
Afinal, a penalidade infligida nele não era o ideal para a albina.
Claro, seria um sofrimento imenso, mas havia meios de agravar ou então, modificar para algo bem pior e que seria um deleite para ela.
Inclusive, Yukiko sorria malignamente ao ter imaginado o castigo perfeito para o ex-Monitor estudantil.
Após elas saírem, Mutou ainda se encontrava finalizando um dos cálculos quando ouve uma voz conhecida, o fazendo olhar surpreso para a batente da porta da sala de aula.
