Notas da autora

Yuugi decide...

Jounouchi fica...

Katsuya decide...

Capítulo 20 - A decisão de Jounouchi

Enquanto Yuugi estava sendo surrado, ele se recordava das peças douradas do Sennen Pazuru e o seu desejo, repetindo-o mentalmente:

"Eu quero um amigo de verdade. Alguém que não me desaponte e a quem eu não vou desapontar. Um amigo verdadeiro."

Quando ele caiu no chão, Ushio acerta mais um chute no estômago de Mutou, fazendo-o se recolher em posição fetal por causa da dor pungente em seu corpo e abdômen, enquanto falava:

- Eu vou deixar assim por enquanto. Traga Vinte mil ienes até amanhã – ele pega a sua faca e lambe a lâmina, falando com uma face que era insana ao nível da crueldade – Se não trouxer, vai descobrir que existem dores piores... Como esta minha amiga aqui. Entendeu?

Então, ele guarda o canivete e se afasta com as mãos no bolso, gargalhando malignamente enquanto o jovem de orbes ametistas se arrastava até o outro lado, para depois, exclamar mentalmente:

"Maldito Ushio! Você que é o verdadeiro bandido!"

Então, ele suspira, para depois, continuar falando em pensamento, enquanto gerenciava as dores intensas que o tomavam:

"Mas eu não posso fazer nada. Ele é grande e forte. Eu não tenho a mínima chance e não quero arriscar que a Yukiko-chan acabe ferida porque eu não sei se ela poderia enfrentá-lo e mesmo que pudesse, eu não suportaria vê-la cometendo um assassinato. Afinal, se eu considerar a sua ira com os atos de Jounouchi-kun e Honda-kun, ela provavelmente espancaria Ushio-san até a morte. Ademais, não quero que ninguém morra por minha causa. Eu não quero mais essa violência. Além disso, se a Yukiko-chan não for forte o suficiente, pode acabar sendo morta nas mãos dele – nisso, ele treme ao imaginar a sua amiga de infância sendo morta na sua frente – Não! Não posso envolvê-la e muito menos, a Kisara-chan e a Nuru-chan, mesmo que elas pratiquem Kung Fu, sendo mestras substitutas no estilo do Dragão e da escola de Kenjutsu, Hiten no Mitsurugi Ryuu. Eu não quero ver nenhuma delas ferida por minha causa. Portanto, eu tenho que dar o dinheiro sem resistir enquanto que não posso falar o que aconteceu para elas.

Após alguns minutos, surgem sons de passos se aproximando do local, com o jovem reconhecendo a voz de suas amigas de infância:

- Yuugi-kun! Yuugi-kun!

- Yuugi-kun, onde você está?

- Yuugi-kun, responda!

Jounouchi, que estava parcialmente acordado, ouve as vozes de Yukiko, Nuru e Kisara enquanto estava olhando para o adolescente menor que havia assumido uma postura defensiva para protegê-los do Monitor Estudantil e conforme o observava, percebeu que Mutou estava muito machucado e que lutava para se levantar.

Conforme olhava para ele, o loiro se recordava das palavras dele e do fato de considerá-los seus amigos.

Amigo era uma palavra que Katsuya não dava a devida profundidade até aquele dia.

Claro, Honda era o seu amigo. Mas ouvir de Yuugi aquela palavra, justo daquele que eles viviam praticando bullying na ausência de Yukiko, Nuru e Kisara, com Mutou sempre as detendo para que não batessem neles, o deixava desorientado.

Se bem, que "desorientado" não era a palavra certa para o que o loiro sentia naquele instante. Talvez fosse culpa ou uma sensação que não conseguia descrever e que deixava um gosto amargo em sua boca como o fel ao se recordar do tratamento que deu ao Yuugi e que mesmo após ser humilhado, sofrendo algumas agressões leves, reagiu a um adolescente muito maior e mais forte apenas para protegê-los junto do fato de Mutou nunca reagia por mais que o provocassem.

Porém, quando eles estavam em perigo e com ferimentos, ele se levantou e reagiu, usando o seu corpo como escudo para poupá-los de novos golpes, acabando por ser surrado no processo, ainda mais ao se oferecer como um saco de pancada para Ushio, visando que ele não os atacasse mais.

Jounouchi tentava compreender Yuugi e o seu gesto ilógico.

Inicialmente, eles pensaram que Ushio os espancou a pedido de Mutou, para depois, descobrir que o jovem nunca pediria algo assim ao ver o quanto ele desejava protegê-los, mesmo que isso o fizesse sofrer e sentir dor.

Sua mente queria registrar o que era o sentimento, mas o seu coração não desejava naquele momento porque se sentiria mais miserável do que já se sentia e não tinha pressa em agravar esse quadro, ainda mais pelo fato de ter roubado uma das peças dele sem que o adolescente menor percebesse, apenas por desforra.

Então, ele sai dos seus pensamentos com as vozes do trio de amigas de Mutou que exclamavam desesperadas conforme corriam até o seu amigo após avistá-lo.

- Yuugi-kun, o que aconteceu?

- Yuugi-kun, fale comigo!

- Qual foi o bastardo que fez isso, Yuugi-kun?

Ele as observa ajudando Yuugi a se levantar, demonstrando preocupação em seus semblantes ao olharem o estado dele e passa a refletir sobre os seus atos para com ele. Tudo o que fez. Toda a humilhação e agressões físicas que aplicou nele quando estava muito irritado com tudo e com todos, desejando descontar em alguém enquanto considerava a gentileza e a bondade de Mutou como algo revoltante e igualmente asqueroso ao ponto de irritá-lo demasiadamente.

Conforme analisava atentamente os seus sentimentos, ele havia descoberto que a raiva que sentia não era pelo Yuugi ter esses sentimentos que Jounouchi julgava serem menos do que lixo e algo vergonhoso para qualquer um. Ou seja, não era por causa dos sentimentos em si, mas porque ele era incapaz de ter tais sentimentos junto do fato de estar revoltado com os golpes que levava na vida como a perda do pai que idolatrava e a preferência de sua genitora por Shizuka.

Portanto, ele decidiu descontar a sua raiva, dor e frustação no mundo e em Yuugi por causa do coração cristalino, gentil e amável dele que transbordava bondade, tornando-o a personificação do oposto que vivenciava em sua vida, o fazendo sentir mais raiva do mundo, acabando por escolher Yuugi como o seu alvo favorito.

Ele acreditava que era o mesmo com Honda.

Afinal, tal como ele, Hiroto odiava o mundo e sempre estava batendo em algo ou alguém para descontar a sua amargura, fosse em um armário, poste ou em uma gangue, assim como Jounouchi fazia. Nesse aspecto, ambos eram iguais e provavelmente, por causa disso, se tornaram amigos após ele se afastar da gangue de Hirutani ao entrar no colegial.

Katsuya sai dos seus pensamentos e recordações conforme observava Yuugi que ficava de pé ao ser auxiliado por Kisara, Yukiko e Nuru que estavam horrorizadas ao verem os seus machucados, tocando-o com as mãos trêmulas enquanto exibiam olhos lacrimosos.

Então, Mutou surpreende todos quando caminha em direção a Jounouchi e Honda. Mesmo sem saber o que ocorreu, Nuru e Kisara notaram que eles não estavam envolvidos no espancamento do amigo delas porque se encontrar mais feridos do que o amigo delas.

Ao se aproximar de ambos, ele pergunta com evidente preocupação em sua face ao mesmo tempo em que demonstrava a dor que estava sentindo em seu corpo:

- Está doendo muito? Querem ajuda?

Katsuya fica chocado ao ver a feição de genuína preocupação e gentileza para com ele e Honda, justamente os dois alunos que o humilhavam e que o agrediram, não no nível que Ushio fez enquanto se recordava do fato de que mesmo o agredindo, Yuugi sempre procurava deter Yukiko, Nuru e Kisara de espancá-los, embora elas os fizessem pelas costas dele quando o encontravam na rua.

Mesmo assim, não mudava o fato de que ele as impedia de atacá-los apesar de tudo o que fizeram e conforme pensava nisso juntamente com o ato dele de roubar a peça dourada de Mutou apenas por maldade, além do fato de Yuugi se preocupar com eles apesar da dor que estava sentindo, fez Jounouchi sentir uma intensa vergonha pelos seus atos crueis para com o jovem de cabelos tricolores.

Então, sem ter coragem de erguer o rosto para encarar a face gentil imersa em preocupação enquanto se sentia o pior lixo do mundo, ele fala:

- Não. Nós estamos acostumados com isso. Afinal, sempre estamos em alguma briga. Você não está acostumado. Vá para casa.

- Você o ouviu, Yuugi-kun. Vamos levá-lo até a sua casa. – Yukiko fala, o ajudando a andar.

- Sim. O seu jii-chan vai ficar horrorizado ao vê-lo assim. O que aconteceu? O que Hiroto-kun e Katsuya-kun têm a ver com isso?

Nisso, eles se afastam e Jounouchi ouve Yuugi responder:

- Já foi resolvido. Não se preocupem.

- Claro que estamos preocupadas. Por favor, fale quem fez isso com você. Pelo estado deles, é evidente o fato de que não foram eles que o agrediram. – a prateada pergunta desesperada.

- A Kisara-chan está certa. Por favor, nos dê um nome ou o descreva. Nós vamos caçá-lo. – a morena fala com o semblante triste ao ver os ferimentos dele.

- Eu prometo não matá-lo, Yuugi-kun. Vou apenas quebrar alguns ossos. Talvez, deixá-lo paralitico, por exemplo. – Yukiko começa a lista o que faria.

- Eu sei que vai cumprir o que prometeu. Mas ele não vai mais importunar. Podemos nos esquecer dele? Eu só quero descansar e tomar algum remédio para dor. – ele tenta desesperadamente convencer Yukiko a esquecer o assunto.

- Será que devemos levar o Yuugi-kun a enfermaria do colégio? – a prateada pergunta preocupada.

- Eu acho que devemos levá-lo à enfermaria.

- Eu também acho.

- Eu não quero ir para a enfermaria. Eles vão exigir um nome e não quero dar. Eu vou para casa.

O trio de garotas se entreolha, com a albina perguntando:

- Quer passar no médico, Yuugi-kun? Tem uma clínica aqui perto. Você está ferido.

- Eu estou bem. Obrigado por se preocuparem. – ele fala timidamente – O jii-chan pode me ajudar. Não estou tão ferido.

- Você tem certeza?

- Eu tenho certeza, Kisara-chan. Inclusive, eu acho que posso ir para sozinho para casa. Não é justo vocês perderem a aula. – ele fala procurando dar o seu típico sorriso radiante e igualmente adorável.

- Não vamos deixa-lo sozinho no estado em que você se encontra. – a bronzeada fala, negando veemente com a cabeça.

- Mas...

- Sem "mas", Yuugi-kun. Você não estará andando sem ter uma de nós junto de você. – a prateada fala sem ceder.

Ele olha para o trio que exibia determinação em seus olhos e suspira, consentindo.

- Eu vou levá-lo até a casa dele. Vocês podem levar nossos materiais, depois? Daqui a pouco, o intervalo termina e o próximo professor não sabe que estávamos no colégio. - Yukiko fala enquanto olhava para as horas em seu relógio de pulso.

- Eu só espero que nenhum dos outros alunos comente sobre isso. – a prateada comenta, massageando as têmporas.

- Verdade. Se eles comentarem, teremos problemas. – a morena fala, massageando a nuca após suspirar.

- Eu vou assistir às aulas! Não quero trazer problemas e...

Ele começa a falar desesperadamente, mas é calado perante o olhar delas, para depois, a albina sorrir maternalmente enquanto falava gentilmente:

- Não se preocupe, Yuugi-kun. Não teremos problema. Se você quer ir até o seu jii-chan, nós iremos. Depois, ele pode conversar com o diretor.

- Tem certeza?

- Sim. Vá para casa, Yuugi-kun. Vamos levar o seu material e o da Yukiko-chan. – Nuru fala sorrindo de forma confortadora ao apoiar a mão em um dos ombros dele.

- E estaremos em sua casa com as lições e com o conteúdo das aulas. – Kisara fala sorrindo gentilmente, apoiando a mão no outro ombro dele.

- Obrigado. – ele agradece emocionado.

Então, ele percebe o olhar entre elas após olharem para a dupla caída ao longe, compreendendo de imediato as intenções das suas amigas, fazendo com que o adolescente se desesperasse.

- Por favor, esqueçam isso. Eu imploro. - o jovem começa a chorar enquanto olhava com angústia para elas.

- Mas, Yuugi-kun... - a bronzeada murmurava tristemente enquanto se sentia mal por fazer o se amigo chorar.

De fato, o trio havia decidido silenciosamente que iria arrancar de Jounouchi e Honda, o nome de quem fez isso com ele, uma vez que Yuugi não queria contar.

- Por favor, me prometam. Por favor. - ele implora com lágrimas nos olhos enquanto exibia um semblante angustiado.

Suspirando, o trio acena com a cabeça entre si porque não desejava deixar o seu amigo ainda mais angustiado.

- Nós prometemos. - a prateada falava enquanto as outras concordavam.

- Muito obrigado! - ele exclama exibindo o seu típico sorriso radiante e igualmente adorável.

- Vamos, Yuugi-kun. – a meia dragoa fala sorrindo, o ajudando a andar.

Antes que ela se afastasse por completo, a albina lança uma magia na sala de aula deles, fazendo com que os alunos se esquessem de comentar sobre a ausência de ambos.

Inclusive, quando alguém tentasse comentar sobre isso, a magia o faria esquecer no mesmo segundo.

Na linha do tempo original, Yuugi havia ido para a sala de aula após limpar os ferimentos no rosto enquanto ocultava a dor que sentia em seu rosto e corpo, procurando manter a cabeça baixa para evitar que alguém reparesse que havia algo de errado com ele.

Yukiko confessava que estava sendo demasiadamente difícil para ela não ir até Ushio para vingar o que ele fez ao seu amigo. Era preciso toda a sua força de vontade para deixar aquela presa para Atemu, somente podendo reivindicá-lo como sua presa, depois do Yami no Game.

Afinal, a albina era plenamente ciente que havia acontecimentos que não podia altera enquanto que em outros, podia intervir parcialmente e em algumas situações, a albina poderia alterá-las ao seu bel prazer.

No caso de Ushio, ela tinha que deixar os acontecimentos fluírem como deveria ser na linha do tempo original, concordando que era um autêntico exercício de autocontrole e só podia esperar que a sua força de vontade fosse suficiente para não modificar os eventos que envolviam aquele acontecimento, tal como o atual.

De fato, este seria uma grande provação para ela e a albina esperava conseguir passar com exatidão nesse teste dificílimo.

Yuugi se afastava com a ajuda de Yukiko enquanto que Nuru e Kisara retornavam ao pátio para irem até a sala de aula, deixando o loiro e o moreno caídos no local conforme a vontade de Katsuya.

- Eu tenho certeza, Kisara-chan. Inclusive, eu acho que posso ir para sozinho para casa. Não é justo vocês perderem a aula. – ele fala procurando dar o seu usual sorriso radiante e adorável

- Não vamos deixa-lo sozinho no estado em que você se encontra. – a bronzeada fala, negando veemente com a cabeça.

- Mas...

- Sem "mas", Yuugi-kun. Você não estará andando sem ter uma de nós junto de você. – a prateada fala sem ceder.

Ele olha para o trio que exibia determinação em seus olhos e suspira, consentindo.

- Eu vou levá-lo até a casa dele. O intervalo está prestes a terminar e o próximo professor não pode saber que nós estávamos no colégio. - Yukiko falava enquanto olhava para as horas em seu relógio de pulso.

- Eu só espero que nenhum dos outros alunos comente sobre isso. – a prateada comenta, massageando as têmporas.

- Verdade. Se eles comentarem, teremos problemas. – a bronzeada falava enquanto massageava a nuca após suspirar.

- Eu vou assistir às aulas! Não quero trazer problemas.

- Não se preocupe, Yuugi-kun. Não teremos problema. Se você quer ir até o seu jii-chan, nós iremos. Depois, ele pode conversar com o diretor. - a albina falava gentilmente enquanto sorria maternalmente.

- Tem certeza?

- Sim. Vá para casa, Yuugi-kun. Vamos levar o seu material e o da Yukiko-chan. – Nuru fala sorrindo de forma confortadora ao apoiar a mão em um dos ombros dele.

- E estaremos em sua casa com as lições e com o conteúdo das aulas. – Kisara fala sorrindo gentilmente, apoiando a mão no outro ombro dele.

- Obrigado. – ele agradece emocionado.

Então, ele percebe o olhar entre elas após olharem para a dupla caída ao longe, compreendendo de imediato as intenções das suas amigas, fazendo com que o adolescente se desesperasse.

- Por favor, esqueçam isso. Eu imploro. - o jovem começa a chorar enquanto olhava com angústia para elas.

- Mas, Yuugi-kun... - a bronzeada murmurava tristemente enquanto se sentia mal por fazer o se amigo chorar.

De fato, o trio havia decidido silenciosamente que iria arrancar de Jounouchi e Honda, o nome de quem fez isso com ele, uma vez que Yuugi não queria contar.

- Por favor, me prometam. Por favor. - ele implora com lágrimas nos olhos enquanto exibia um semblante angustiado.

Suspirando, o trio acena com a cabeça entre si porque não desejava deixar o seu amigo ainda mais angustiado.

- Nós prometemos. - a prateada falava enquanto as outras concordavam.

- Muito obrigado! - ele exclama exibindo o seu típico sorriso radiante e adorável

- Vamos, Yuugi-kun. – a meia dragoa fala sorrindo, o ajudando a andar.

Antes que ela se afastasse por completo, a albina lança uma magia na sala de aula deles, fazendo com que os alunos se esquessem de comentar sobre a ausência de ambos.

Inclusive, quando alguém tentasse comentar sobre isso, a magia o faria esquecer no mesmo segundo.

Na linha do tempo original, Yuugi havia ido para a sala de aula após limpar os ferimentos no rosto enquanto ocultava a dor que sentia em seu rosto e corpo, procurando manter a cabeça baixa para evitar que alguém reparasse que havia algo de errado com ele.

Yukiko confessava que estava sendo demasiadamente difícil para ela não ir até Ushio para vingar o que ele fez ao seu amigo. Era preciso toda a sua força de vontade para deixar aquela presa para Atemu, somente podendo reivindicá-lo como sua presa, depois do Yami no Game.

Afinal, a albina era plenamente ciente que havia acontecimentos que não podia altera enquanto que em outros, podia intervir parcialmente e em algumas situações, a meia dragoa poderia alterá-las ao seu bel prazer.

No caso de Ushio, ela tinha que deixar os acontecimentos fluírem como deveria ser na linha do tempo original, concordando que era um autêntico exercício de autocontrole e só podia esperar que a sua força de vontade fosse suficiente para não modificar os eventos que envolviam aquele acontecimento.

De fato, este seria uma grande provação para ela e a princesa dos dragões esperava conseguir passar com exatidão nesse teste dificílimo.

Yuugi se afastava com a ajuda de Yukiko enquanto que Nuru e Kisara retornavam ao pátio para irem até a sala de aula, deixando Jounouchi e Honda caídos no local conforme a vontade do loiro.

Jounouchi tinha ouvido a conversa deles e ficou estarrecido com o que ouviu juntamente com o desespero de Yuugi para que Yukiko não atacasse Ushio, fazendo de tudo para salvá-lo da fúria da albina ao não denunciar quem o havia ferido.

Afinal, os eventuais socos e chutes que davam no jovem de cabelos tricolores nunca haviam sido fortes. Se eles quisessem, poderiam ter ferido gravemente Mutou, caso o socassem como faziam contra outras gangues.

Em relação a Ushio, o mesmo estava em um nível diferente porque ele bateu com força em Mutou várias vezes e de um jeito brutal. Mesmo assim, o jovem de cabelos tricolores estava fazendo de tudo para salvar o Monitor Estudantil da fúria das três amigas dele e considerando a fama de Yukiko fora dos muros da escola e o fato de terem experimentando uma amostra grátis da força dela, segundo o que ela explicou a eles após retribuir os socos e eventuais chutes que eles deram em Yuugi, ele passou a comparar a força dos punhos de Ushio com os da albina, com Katsuya chegando à conclusão do resultado de uma luta entre ambos. O resultado era que o Monitor estudantil teria muitos ossos quebrados e isto era a coisa mais suave que aconteceria a ele.

Afinal, mesmo a albina possuindo uma aparência meiga e delicada, era surpreendente a força que ela tinha e que surpreendeu ambos quando foram golpeados pela primeira vez. Era simplesmente assustador porque de tanto eles brigarem, ambos tinham experiência para analisar a capacidade do soco de um oponente e a sua postura.

Portanto, sabiam que Yukiko quebraria Ushio como se fosse um graveto e este era um pensamento demasiadamente assustador, considerando a aparência meiga e delicada dela.

Jounouchi ajuda Honda a se levantar quando ele recobra a consciência porque Honda se encontrava no limiar da inconsciência quando Mutou chegou, com ele ficando inconsciente em virtude dos golpes, depois da chegada do jovem de cabelos tricolores.

Enquanto ajudava o seu amigo a se levantar, Katsuya olha na direção da piscina da escola e após refletir sobre tudo o que aconteceu e os atos de Yuugi, ele toma uma decisão para tentar reduzir a sensação que sentia de ser o pior lixo do mundo.

Após o término das aulas daquele dia, com os professores não se incomodando com o estado dos dois, uma vez que isso era quase que usual, limitando a perguntar se eles desejavam passar na enfermaria do colégio, Jounouchi se despediu de Honda na porta do colégio, com Hiroto comentando que iria tomar um remédio quando chegasse em casa e ao questionar o seu amigo se ele não queria mesmo acompanhá-lo, Katsuya dá uma desculpa qualquer e depois que o seu amigo se afastou com um aceno, o loiro vai até a piscina da escola.

Conforme se dirigia até a piscina, ele se recorda que Honda não queria ouvir o que aconteceu após ele ficar inconsciente e somente aceitou ouvir a parte de que Yuugi não havia mandado Ushio bater neles.

Porém, mesmo não querendo ouvir, o loiro o obrigou a escutar, fazendo com que surgisse uma carranca na face do moreno depois do término do relato.

Jounouchi sabia que o seu amigo considerou o que Mutou fez e disse, mas sabia, também, que Hiroto era muito mais orgulhoso do que ele, assim como, cabeça-dura.

Portanto, sabia que mesmo que ele tenha considerado algo, ainda não era o suficiente para ter alguma consideração para o jovem de orbes ametistas.

Katsuya espana esses pensamentos para longe ao se aproximar da área da piscina e aproveitando o fato de que não tinha ninguém no local porque havia acabado de anoitecer, ele mergulha na água e após vários minutos, apalpando o chão ao mergulhar, se limitando ao local que ele havia visto a peça dourada cair, Jounouchi fica surpreso ao ter a visão de algo brilhando próximo dele e tomado pela curiosidade, se aproxima do brilho, percebendo que vinha da peça dourada enquanto a pegava com uma de suas mãos.

Ao nadar para a superfície, Katsuya percebe que o objeto não estava brilhando e passa a julgar que estava vendo coisas porque não havia motivo para algo brilhar por si mesmo e conforme pensava nisso, acreditava que fora o brilho da lua que incidiu no objeto.

Afinal, esta era uma explicação mais plausível do que o objeto brilhar por si mesmo, sem ele saber que o objeto emitiu um brilho por si mesmo.

O loiro sai da piscina e mesmo sentindo frio, Katsuya ignora essa sensação enquanto pulava o muro ao usar uma árvore para escalá-lo, decidindo que não iria passar em casa para se secar porque precisava entregar aquela peça ao seu dono o quanto antes, com Jounouchi planejando encontrar o avô de Yuugi para que este entregasse o objeto ao jovem de cabelos tricolores porque ele não tinha coragem, ainda, de olhar nos olhos ametistas dele após tudo o que fez contra ele, além de não desejar explicar como encontrou o objeto.

Afinal, o loiro sentia muita vergonha dos seus atos contra o adolescente de cabelos tricolores e confessava que não tinha coragem de encará-lo depois de tudo o que fez contra ele.

Portanto, ao usar o avô de Yuugi para entregar o objeto, Jounouchi iria garantir que o jovem não soubesse quem entregou a peça a Sugoroku, além de pedir para que ele não revelasse quem foi que lhe entregou o objeto. Ele também explicaria o motivo do neto dele estar machucado porque ele acreditava que Mutou não contou ao seu avô sobre quem o feriu e o motivo, considerando o seu ato de ocultar Ushio das suas amigas.

Pelo que o loiro compreendeu, ele sempre protegia os outros por ser altruísta e o ato de não revelar o culpado, iria impedir que o seu avô reclamasse do Monitor Estudantil porque Yuugi temia que houvesse alguma retaliação, acabando por ferir quem ele amava.

Pelo menos, era nisso que Katsuya acreditava e ele teria a confirmação da sua hipótese assim que conversasse com Sugoroku.