Notas da autora
Yuugi decide...
Atemu fica...
Sugoroku se encontra...
Yo!
Eu também queria comentar que é impossível o Yuugi ser reencarnação de Atemu porque é explicado no mangá que Atemu selou a sua alma dentro do Sennen Pazuru ao selar Zorc Necrophades, com Atemu usando o seu nome como parte do selo, explicando o fato do nome dele ter sido apagado de qualquer inscrição e por consequência, na religião egípcia, quando o nome de alguém é apagado de qualquer inscrição, a pessoa não pode ir para a vida após a morte.
Inclusive, esse era uma das penalidades aplicadas aos criminosos no Egito antigo. O seu nome era apagado de todos os lugares como punição, para impedir que a alma fosse para o além. Para os egípcios, era a pior punição que alguém podia ter.
No caso de Atemu, foi necessário ele se autocondenar ao se sacrificar, tanto fisicamente quanto em relação ao seu nome, para selar Zorc Necrophades, salvando o mundo da destruição.
Além disso, para uma alma reencarnar, ela não pode estar selada em algo.
Foi mostrado que Atemu estava preso ao item e que foi preciso que ele fosse derrotado, para depois, falar o seu nome na frente da porta, para que a sua alma fosse para a vida após a morte. Sem o seu nome junto da derrota, ele não poderia partir.
O motivo de Yuugi ser semelhante à Atemu no quesito cabelo é em decorrência do fato de Sugoroku ser reencarnação de Shimon, Tjaty (Vizir) e Conselheiro real do Per'a'ah (Faraó) porque no mangá, quando Sugoroku consegue resolver os enigmas da pirâmide do Faraó inominável e acaba baleado, a alma de Atemu surge, com a sua vestimenta e coroa de quando era Faraó, esticando a sua mão para Sugoroku, visando salvá-lo da queda ao mesmo tempo em que fala: "Eu estava esperando por você, Shimon."
Inclusive, foi o próprio Shimon que colocou todas aquelas armadilhas na pirâmide de Atemu para impedir que fosse saqueada por ladrões de tumbas e em um determinado momento, enquanto decifrava as pistas, Sugoroku comenta consigo mesmo que tinha a estranha sensação de já ter estado naquele local e que por algum motivo, sentia certa familiaridade com as armadilhas e isto nada tinha a ver com o fato de ser o "jogador lendário", como era conhecido dentre os jogadores.
Isso por si só, comprova que de fato, ele é a reencarnação de Shimon, explicando também o fato dele ser uma cópia do seu corpo na sua vida passada como egípcio.
No Antigo Egito havia o costume dos parentes do Faraó ocuparem altos cargos, tal como tios, primos e etc.
Inclusive, era tradição o Faraó se casar com uma de suas primas ou irmãs para gerar um herdeiro ao manter a linhagem sanguínea.
Portanto, eu acredito que Shimon tinha algum parentesco com Atemu. Talvez, ele fosse um tio-avô, por exemplo, ou um primo do pai de Atemu, Akhenamkhanen, justificando a aparência de Shimon e sua reencarnação atual, Sugoroku, com Yuugi herdando esses traços porque é mostrado que quando era jovem, ele tinha franjas douradas e os seus cabelos eram pontudos, com estas sendo as características que Yuugi herdou.
Além disso, para uma alma reencarnar ela não pode estar selada dentro de algo. A alma de Atemu estava selada no Sennen pazuru.
Eu também quero explicar sobre o fato de Atemu se referir a Yuugi como "mou hitori no ore".
O ore é "eu" em japonês, tal como o boku.
Porém, a diferença entre ambos consiste no fato do "boku" ser informal enquanto que o uso do "ore" é formal e usado por pessoas mais velhas quando conversam com pessoas mais novas do que eles ou por superiores ao conversarem com um subordinado. Nesse caso, pode ser usado quando se referem a alguém mais novo ou a um subordinado.
Somente quando Yuugi junta forças com Atemu, no cânon, para derrotar o baralho do mundo da fantasia de Pégasus, ele passa a se referir ao Yuugi como "aibou", parceiro em japonês e não mais "mou hitori no ore" porque ambos batalharam juntos ao usarem a técnica Mind Shuffle.
Inclusive, se perceberem, Atemu torna a usar o termo "mou hitori no ore" quando Yuugi tira o Sennen Pazuru para enfrentar Jounouchi sozinho enquanto o entregava ao loiro, que teve a mente escravizada por Mariki, impedindo assim que o Faraó forcasse a troca com ele.
Afinal, se o item não estiver tocando o corpo, não ocorre à troca.
Nesse momento, enquanto Atemu pede para que ele não morra, o Faraó se refere à Yuugi como "mou hitori no ore" porque eles não estavam mais, lutando juntos.
Após o término dessa batalha, ele volta a se referir a Yuugi como "Aibou".
Essas diferenças somente são possíveis no áudio e mangá em japonês.
Era só isso que eu queria explicar e comentar.
Tenham uma boa leitura XD
Capítulo 25 - Vestuário
- Moshi moshi.
- Yuugi-kun, você está melhor?
- Sim, Kisara-chan.
- Está mesmo melhor? – outra voz surgiu no telefone.
- Sim, Nuru-chan.
- Você está bem para andar?
- Com certeza.
- Então, vamos todos juntos para o colégio.
- Vou esperar vocês.
- Em alguns minutos estaremos aí.
- Vamos ligar para a Yukiko-chan e avisá-la que ele está bem, Kisara-chan.
- Sim, Nuru-chan.
Yuugi sorria enquanto ouvia elas se alternando na ligação, com ele conseguindo imaginar ambas compartilhando o telefone, uma do lado da outra.
- É uma boa ideia. – o jovem de cabelos tricolores fala – Ela também estava muito preocupada.
Após conversarem por alguns minutos, eles encerram a ligação, com Yuugi se despedindo de ambas e após guardar o smartphone em seu bolso, o jovem torna a observar a sua gargantilha de couro preto no pescoço, para depois, cogitar a hipótese de usar a parte de cima da sua roupa de Halloween do ano passado para combinar com o item, uma vez que notou o quanto apreciou usar alguns apetrechos diferentes do usual, uma vez que estava no colegial.
Portanto, decidindo testar se ficaria melhor se ele adicionasse o colete composto por cintos e que grudava em seu tórax por baixo do uniforme, o adolescente se dirige até as gavetas e após revirá-las, consegue encontrar a parte de cima.
Então, ele veste o colete após retirar o casaco e a blusa do uniforme.
Yuugi olha para o espelho por alguns minutos, para em seguida, colocar a blusa e a jaqueta do colégio, deixando-a aberta, olhando em seguida para as suas roupas no espelho, percebendo que havia caído bem nele enquanto procurava uma palavra que se adequasse melhor ao que estava sentido ao usar aquele colete repleto de cintos e rente à pele por baixo do uniforme e que combinava com o cinto de pescoço.
Ele sai dos seus pensamentos ao ouvir o seu avô, o chamando da cozinha:
- Yuugi, você precisa tomar o café da manhã antes de sair!
O adolescente olha as horas em seu despertador e percebe que estava um pouco atrasado, considerando o fato de que precisava comer antes de sair.
Após pegar a sua mochila, o jovem desce correndo as escadas de dois em dois degraus.
- Faz alguns minutos que eu o estou chamando. Você sequer ouviu o despertador. Você está bem? – ele pergunta com evidente preocupação em seu semblante ao vê-lo bocejar conforme entrava na cozinha.
Yuugi coloca a mochila em uma cadeira, bocejando novamente, para depois, falar dentre vários bocejos enquanto estranhava o fato de se sentir sonolento, de repente, conforme descia as escadas:
- Só estou com muito sono, jii-chan. Acho que eu não dormi direito. Eu devia estar concentrado na ligação da Kisara-chan e da Nuru-chan para não ouvir o senhor. Depois da ligação, eu coloquei uma roupa adicional, além do meu usual uniforme.
- O que elas queriam?
- Saber se eu estava bem o suficiente para ir à escola. – ele explica enquanto bocejava – Como eu estou bem, nós vamos juntos para o colégio. Elas iam avisar a Yukiko-chan.
- Depois que voltar do colégio, aproveite para descansar. Você não deve ter dormido bem na noite retrasada e está com sono atrasado. E os seus ferimentos? Quer que eu pegue um remédio para a dor? Afinal, já passou às doze horas de intervalo entre as doses.
- Eu estou bem. Eu não sinto mais dor. Pelo visto, eu não sou muito suscetível à dor porque bastou uma noite de sono para eu me recuperar.
- Pelo visto sim. – o avô fala consentindo enquanto olhava discretamente para o Sennen Pazuru e depois, para o seu neto.
"A única explicação que eu consigo encontrar para o meu neto estar sem ferimentos é o poder desse item e talvez, de algo mais... Porém, creio que é cedo demais para que eu possa confirmar a minha suposição. Caso eu confirme as minhas suspeitas, o meu amigo, Arthur Hopkins (Arthur Hawkins) ficará maravilhado ao saber que as nossas suposições sobre esse item estavam corretas e que a sua relação com o Egito Antigo, se encontra além do trecho do Livro dos mortos." – ele pensa consigo mesmo.
- Yuugi, esse colarinho e roupa por baixo do uniforme... – ele comenta, exibindo surpresa em sua face ao notar o novo adereço e roupa.
O seu neto exibe receio em seu semblante por achar que não havia caído tão bem nele quanto pensava e pergunta, exibindo ansiedade em seu semblante:
- Ficou ruim, jii-chan?
- Não ficou ruim. Você é um adolescente, agora. Portanto, é normal buscar a sua individualidade. Ficou uma roupa bem cool. – ele fala sorrindo enquanto piscava.
- Oh! O senhor é descolado quando deseja! Eu achei que o gosto do senhor pelo Egito Antigo, repercutisse no presente. – o jovem fala em tom de brincadeira.
- Yuugi, eu posso adorar o Egito Antigo. Porém, peço para não me comparar com uma múmia. – Sugoroku finge estar dando bronca enquanto que o sorriso crescente em seu rosto, o entregava.
Nisso, ambos riem, com os risos cessando ao ouvirem batidas na porta da cozinha, com o seu avô se levantando para abri-la, revelando as gêmeas e a albina que cumprimentam Sugoroku e Yuugi, para em seguida, serem cumprimentadas paternalmente pelo avô do jovem de cabelos tricolores e depois, pelo adolescente.
Yukiko, Kisara e Nuru se sentam junto deles na mesa do café da manhã, para depois, conversarem animadamente.
Enquanto o seu anfitrião tomava o seu café da manhã e conversava com o seu avô e amigas, Atemu estava em uma das suas salas, mais especificamente em uma espécie de trono de pedra ao mesmo tempo em que se encontrava em um estado reflexivo.
O motivo do jovem se encontrar sonolento é porque ele exagerou na magia que o fez adormecer para que pudesse controlar o seu corpo ao mesmo tempo em que realizava a modificação da memória dele sobre alguns dos acontecimentos.
Agora que ele se afastou da câmara da alma do jovem, depois de manipular a sua memória e incentivá-lo a usar a gargantilha de couro preto no pescoço, ficando surpreso pelo súbito interesse do seu anfitrião de usar por si mesmo, o colete colante de cintos por baixo do uniforme, algo que o agradou imensamente, o efeito retardatário da sua magia surgiu com força total.
De fato, ele não precisava ter usado o seu poder naquela intensidade por temer que ele despertasse durante o Yami no Game porque não desejava tornar um hábito subjugá-lo a toda a hora apesar de ser algo necessário para preservar ao máximo o bem estar do adolescente.
Agora, ele sabia a dosagem que deveria usar, sem excedê-la, além de ficar aliviado de ter conseguido apagar a recordação da ameaça de Ushio porque ele estava incapacitado para sempre, preso na ilusão da ganância, fazendo com que não fosse mais uma ameaça para Yuugi e os outros.
Atemu confessava que ao ver os ferimentos provocados pelo Monitor Estudantil, ele sentiu uma vontade imensa de torturá-lo brutalmente, além de socá-lo, quebrando os seus ossos por ter feito o seu anfitrião fofo sofrer.
Afinal, o Faraó o amava com toda a força do seu coração e desejava ardentemente protegê-lo do mundo que não merecia uma alma tão nobre e gentil. O espírito havia se apaixonado pelo adolescente conforme se passavam os anos ao mesmo tempo em que sentiu a natureza e coração ímpar que se refletiam na luz cálida e quente que emanava dele e que havia se convertido em seu bálsamo.
Então, ao ter acesso as suas lembranças e recordações, podendo entrar na câmara de sua alma que refletia a pureza dele e o seu âmago, o amor que sentia por Yuugi havia sido fortalecido porque todas as suas suposições sobre a natureza do jovem eram verdadeiras e ao vê-lo pessoalmente, deitando tranquilamente na sua cama com uma feição serena, ele passou a admirar a sua estatura e aparência, sentindo o seu coração falhar uma batida ao ver o rosto de beleza angelical. O adolescente era tão lindo por dentro quanto por fora e a sua aparência delicada insuflava um forte desejo de protegê-lo em seus braços e de punir todo aquele que ousasse fazê-lo sofrer.
Conforme se recordava dos acontecimentos após tomar o controle do corpo do jovem, Atemu acaba se recordando da mulher misteriosa e da sua presença opressora de uma forma que ele nunca imaginou ser possível enquanto sentia a intensidade da magia dela e seu nível, acreditando que estava muito além do que havia sentido.
De fato, ela seria uma ameaça impossível de ser detida, se assim desejasse e isso era um pensamento demasiadamente perturbador para o Faraó porque mesmo que a albina não se revelasse uma ameaça ao ponto de atacá-lo, além de não fazer qualquer menção de se converter em uma inimiga, o fato dos seus poderes serem imensos, provocava um temor natural, com ele se recordando do quanto precisou usar a sua determinação ferrenha e igualmente intensa para não deixar a mostra o seu medo natural perante um ser tão poderoso.
Pelo menos, o ser tinha sentimentos maternais por Yuugi, fazendo com que o jovem não corresse perigo de vida com ela e isso era algo que o deixava tranquilo, além do fato dela ter permitido que ele tivesse a sua vingança e de uma forma melhor do que havia imaginado, com Atemu acreditando que não iria libertá-los do sofrimento noturno por anos.
Afinal, não acreditava nas palavras dela porque era demasiadamente surreal a ideia deles se converterem em aliados do seu anfitrião, principalmente Jounouchi, em algum momento do futuro apesar da absoluta convicção que ela exibia em sua voz e postura ao acreditar em algo tão surreal para ele.
Então, conforme se lembrava da primeira vez que viu Yuugi, pessoalmente, o espírito começa a se lembrar do quanto à pele do jovem era acetinada ao toque, assim como os seus lábios e cabelos ao deslizar as suas mãos pelos cabelos sedosos e depois, por toda a epiderme exposta ao mesmo tempo em que se encontrava imerso na face angelical e serena enquanto o jovem se encontrava vulnerável, incitando nele o desejo de protegê-lo, mais do que já sentia.
O espirito fecha os olhos e com um sorriso no rosto, começa a vivenciar através das recordações, as sensações que experimentou e do quanto os pequenos lábios eram convidativos, prometendo o mais puro deleite, com a sua mente chegando ao ponto de imaginá-lo sem todas aquelas vestes, acreditando que o seu corpo seria perfeito porque ele era uma perfeição em todos os sentidos enquanto que era como um anjo que devia ser protegido com unhas e dentes.
Portanto, o Faraó jurou a si mesmo que iria proteger o jovem que refletia a mesma preciosidade e pureza de uma gema preciosa, assim como era a ametista em seus olhos grandes e expressivos.
Então, conforme percebia onde os seus pensamentos o estavam levando, ele sacode a cabeça para os lados, tentando dissipá-los ao mesmo tempo em que sentia um incômodo em sua virilha, o forçando a fechar os olhos e acalmar o seu membro parcialmente desperto enquanto agradecia o fato dele fazer dezesseis anos em breve porque não apreciava a ideia de sentir atração por alguém tão jovem, com a idade de dezesseis anos sendo parcialmente aceitável para Atemu.
Após fazer o seu membro voltar ao normal, ele decide manter a sua mente sobre o seu controle, voltando a manter o foco do que estava fazendo antes de tais pensamentos surgirem e que ocasionaram uma situação desconfortável em sua virilha.
O seu foco consistia em estar atento ao que acontecia ao seu amado, decidindo que deveria manter a sua concentração para que captasse qualquer problema através dos sentimentos que seriam enviados a ele de forma inconsciente porque o Faraó só teria alguns segundos para assimilar tudo o que ocorreu enquanto colocava a consciência do jovem adormecido na cama da câmara da alma dele ao mesmo tempo em que tomava o controle do seu corpo, usando a sua magia e a do item para substituir o corpo de Yuugi pelo dele, pelo menos, parcialmente, uma vez que não podia modificar o rosto e a estatura, ainda, fazendo com que qualquer ferimento que viesse a sofrer fosse direcionado apenas para ele e não para o jovem.
Afinal, cuidar do seu anfitrião era o mínimo que podia fazer em troca do empréstimo de um corpo físico, mesmo que temporariamente, o fazendo ter a sensação de estar vivo, algo que ele não tinha quando estava na forma de um espirito e que podia ser uma sensação demasiadamente viciante em uma mente mais fraca, algo que não acontecia com Atemu porque a sua mente era suficientemente forte para resistir à tentação juntamente com a determinação férrea que possuía, o fazendo se recordar que era um empréstimo temporário e que deveria devolver o corpo o quanto antes enquanto que precisava cuidar dele no período que estava sobre o seu controle.
Por isso, o Faraó procurava transferir o seu corpo ao tomar controle do corpo de Yuugi porque além de protegê-lo, poderia curar qualquer ferimento anterior que ele tivesse, assim como fez com os ferimentos provocados por Ushio, confessando que desejava invocar o seu corpo real, pelo menos, em termos de estatura e rosto em algum momento no futuro.
Conforme pensava nesses momentos em que assumiria o controle, era plenamente ciente que o jovem começaria a sentir lapsos de memória por mais que ele procurasse devolver o corpo o quanto antes, procurando reduzir ao máximo esse tempo de ausência de memória no adolescente de olhos ametistas.
Portanto, Atemu era plenamente ciente de que precisava ficar atento aos outros sentimentos vindos do jovem, principalmente no caso de haver uma mudança no coração dele em relação ao Sennen Aitemu, caso ele passasse a desconfiar que os seus lapsos de memória pudessem ter alguma relação com o item, o fazendo ficar desconfortável ou ter receio em usá-lo, algo que o espirito não podia permitir.
Afinal, o Faraó precisava do contato do item com o corpo dele para fazer a troca e por isso, o afastamento do Sennen Pazuru do corpo do seu anfitrião não era uma hipótese aceitável e ao pensar nisso, se recorda da sensação que havia sentido e que era oriunda do item.
Ao se recordar dessa sensação, o espírito sente que havia um poder externo que parecia uni-lo ao jovem e que estava influenciando na decisão de Yuugi de manter o item e não somente por ser um tesouro na visão do adolescente. Era um sentimento intenso, além de ser ciente que estavam unidos de forma intrínseca, que se o adolescente morresse, ele morreria junto porque ambos não podiam viver se um deles fosse morto ou destruído em decorrência do destino unir ambos de uma forma inquebrável ao mantê-los unidos através do item, embora o Faraó sentisse que havia algo mais e que era demasiadamente profundo e igualmente poderoso.
Inclusive, ele sentia que esse poder havia unido eles muito antes do item ser montado, fazendo o Faraó cogitar a hipótese de ambos terem sido predestinados a ficarem juntos, fazendo com que o encontro deles não fosse ao acaso do destino e sim, algo predestinado porque isso também explicaria a sensação que vinha do seu anfitrião na forma do desejo de manter o item, além do fato de Yuugi se sentir seguro e calmo ao tocar a superfície dourada, o fazendo sorrir ao sentir que podia passar os seus sentimentos de amor e de proteção para confortá-lo quando a superfície dourada fosse tocada pelo jovem.
Com esse pensamento em sua mente e com um sorriso brotando em seus lábios, Atemu reclina em seu trono e permite a si mesmo cochilar, embora a sua mente estivesse conectada aos sentimentos do jovem para protegê-lo no instante que estivesse em perigo, com ele decidindo diminuir ao máximo a troca de corpo para tornar a vida do seu amado o mais confortável possível ao reduzir os períodos de lapsos de memória porque odiaria fazer alguém tão ímpar e que detinha o seu coração, sofrer com medo pela ausência de memórias.
Claro, ele não poderia evitar essa sensação no futuro, mas podia reduzir o máximo possível.
Conforme pensava no aspecto de evitar que o seu anfitrião ficasse com medo, o Faraó havia decidido que somente sairia na sua forma de espírito quando o jovem estivesse dormindo.
Afinal, se saísse quando Yuugi estivesse acordado, o seu anfitrião conseguiria vê-lo em decorrência do fato de portar o Sennen Pazuru e se isso ocorresse, o jovem ficaria aterrorizado e com razão, além de fazer as pessoas pensarem que estava louco porque somente o adolescente poderia vê-lo e ouvi-lo.
Ademais, não havia motivo para se manifestar quando o adolescente estivesse acordado porque podia sentir e observar tudo o que ele via e sentia se assim desejasse, além de conseguir assimilar rapidamente qualquer informação.
Claro, o ideal seria ele ficar do lado de fora.
Porém, se fizesse isso, o faria ficar assustado, acabando por fazê-lo ter problemas em decorrência da sua aparição junto dele juntamente com o fato de não desejar que o adolescente tomasse ciência da sua existência, pelo menos, no início.
