Notas da autora

Yuugi acaba...

Jounouchi e seus amigos ficam...

O Diretor do programa decide...

Yukiko decide...

Atemu se prepara para...

Capítulo 30 - Dividindo as presas

Atrás do ginásio, o diretor do programa e um cinegrafista estavam ocultos atrás de arbustos altos que margeavam uma área em forma de corredor e que possuía parcas árvores em seu entorno.

Após alguns minutos, o homem estava preocupado que o estudante não aparecesse e pergunta para o seu assistente:

-Tem certeza que o garoto vai vir?

- Acho que sim... – o assistente responde enquanto gaguejava, demonstrando a sua incerteza.

- Está demorando! – o seu superior esbraveja, mantendo-se oculto atrás de alguns arbustos.

O subordinado olhou para o seu relógio, para depois, olhar para trás, com uma carranca em seu rosto enquanto falava consigo mesmo:

- Venha logo, moleque! O meu emprego depende de você!

Então, ele sente um misto de surpresa e alívio ao ver o estudante se aproximando dele, segurando um buquê de flores, fazendo com que ele exclamasse em alívio:

- Ele veio!

Yuugi exibia bochechas coradas enquanto se encontrava ansioso ao mesmo tempo em que imaginava uma artista imaginária conforme carregava um buquê de flores que comprou em uma loja que ficava perto do colégio.

Ao avistá-lo, o diretor do programa exibe uma felicidade perversa e ordena ao seu cinegrafista:

- Beleza! Comece a gravar!

Então, conforme a câmera gravava a cena, o assistente que tinha as mãos nos bolsos, comenta:

- Que bom que você veio! Você demorou.

Mutou olha para os lados e pergunta com evidente preocupação em sua fala:

- Cadê a estrela, Fujita-san?

O assistente se inclina para falar próximo de seu ouvido enquanto o jovem de cabelos tricolores arqueava o cenho ao mesmo tempo em que se inclinava lateralmente em direção ao homem para ouvir melhor:

- Nem te conto! Escuta aqui...

Então, o assistente golpeia a bochecha direita de Yuugi que fica desorientado em um primeiro momento, tentando compreender o que ocorreu ao perguntar mentalmente a si mesmo:

"O quê?"

Ainda oculto atrás dos arbustos, o diretor do programa ordena com um sorriso ensandecido ao mesmo tempo em que se encontrava imerso em um prazer cruel:

- Muito bem! Dá outro mais bonito!

Yuugi é segurado firmemente pela cabeça enquanto se encontrava tonto pelo golpe que sofreu, com o assistente decidindo cumprir a ordem dada ao se preparar para dar outro soco.

- Você é retardado, por acaso? Não tem nenhuma artista... Aqui! – ele exclama o final, para depois, golpear novamente o jovem.

Um dos olhos de Mutou estava um pouco inchado e parcialmente fechado enquanto que o outro estava parcialmente aberto quando ouve uma voz familiar:

- Pare com isso!

Jounouchi avança furiosamente na direção do assistente ao mesmo tempo em que exclamava:

- O que você está fazendo com ele?

Então, com um braço, ele empurra o homem para trás enquanto pegava o seu amigo ferido com o outro braço, exclamando com a sua voz imersa em preocupação:

- Yuugi! Você está bem?

Após sentá-lo cuidadosamente no chão ao perceber que o seu amigo estava desorientado pelos dois golpes violentos que sofreu, ele se vira para o agressor e o ergue pelo colarinho, erguendo o seu punho ao mesmo tempo em que exclamava furioso:

- Por que você fez isso com o meu amigo? Eu vou acabar com você!

Aterrorizado com a postura do adolescente enfurecido, ele finge uma face de arrependimento imerso no medo que era o único sentimento real enquanto falava gaguejando:

- Eu não queria fazer nada disso... O diretor do programa ordenou que eu fizesse isso.

- "Diretor do programa"? – Katsuya pergunta exibindo confusão em seu semblante.

- Beleza. Já é o suficiente. Você pode ir, Fujita. – o diretor fala, saindo do seu esconderijo.

Jounouchi exibe uma face que era um misto de nojo e de raiva enquanto perguntava em tom de confirmação ao largar o agressor, acreditando erroneamente que o assistente havia feito tudo aquilo por ter sido forçado, desconhecendo o fato de que o homem havia sentido prazer ao golpear Yuugi ao mesmo tempo em que havia ficado feliz pelo fato do adolescente ter acreditado em sua mentira:

- Você é o diretor bastardo que mandou aquele homem golpear o Yuugi?

Enquanto o homem se afastava do local após ser solto pelo loiro, Yukiko e as gêmeas chegam a tempo de ouvir a pergunta dele.

O homem não respondeu e apenas sorriu cruelmente enquanto o adolescente ouvia um gemido de dor que o fez se aproximar do seu amigo, para depois, pegá-lo com um braço.

- Fale comigo, Yuugi!

- Yuugi-kun! – a albina exclamou, correndo até eles, fingindo estar surpresa.

- Yuugi-kun! O que aconteceu? – a bronzeada corre até o seu amigo.

- Oh! Kami-sama! Yuugi-kun! – a prateada exclama seguindo a sua irmã.

Yuugi estava muito fraco por causa dos golpes que levou e murmura ao ver o loiro e as amigas dele o rodeando:

- Me desculpem. Parece que não tem nenhuma artista aqui... Eu ia implorar, inclusive de joelhos, para que ela permitisse que vocês a vissem após prometer que iria encontra-la sozinha. Por isso, eu ocultei de vocês. Perdoem-me...

- A culpa não é sua! A culpa é desses mentirosos! – o loiro exclama com evidente fúria em seu semblante.

Elas arqueiam o cenho para Katsuya que explica resumidamente o que ocorreu enquanto que o diretor ordenava ao seu cinegrafista, que ainda estava oculto ao contrário do seu superior:

- Pare de gravar que é perda de tempo! Essa amizade cafona não dá audiência!

Então, olhando para os adolescentes como se eles fossem lixo ao mesmo tempo em que limpava um dos ouvidos com o dedo, ele decide responder a pergunta feita anteriormente.

- Foi muito azar dele ter sido escolhido para fazer o papel de vítima. Foi um mero acaso. É como jogar um dado e tirar um logo de cara. – ele dá uma risadinha de escárnio no final.

Então, exibindo uma face repleta de satisfação enfeitada com um sorriso maligno, diretor do programa fala demonstrando intensa felicidade em sua voz:

- Mas, graças a você, eu consegui ótimas cenas. Os telespectadores vão feel pity de você e vamos ter uma grande audiência! Yuugi, você vai ser o herói de nossa rede de tevê!

- Não me provoque seu canalha! – Jounouchi exclama enfurecido.

Yukiko, Nuru e Kisara demonstravam a mais pura fúria em seu semblante enquanto o fuzilava com os olhos, se preparando para golpeá-lo junto de Katsuya que havia se adiantado, agarrando a blusa do diretor para dar um golpe nele, Diretor do programa fala com escárnio em sua voz após dar um risinho:

- Vocês ficaram bravos? Saiba que a violência de vocês contra mim vai ficar gravada em vídeo.

Katsuya olha surpreso ao olhar para o cinegrafista, assim como as gêmeas e a meia dragoa que se preparavam para golpeá-lo.

Quando o diretor vê o adolescente distraído com a câmera, ele dá uma forte joelhada no abdômen do mesmo, fazendo Katsuya cair no chão enquanto assimilava a intensa dor em seu abdômen e a inconsciência que ameaçava tomá-lo.

- Jounouchi-kun! – Yuugi exclama, se erguendo, para depois, correr até o seu amigo que havia caído no chão.

- Jounouchi-kun! – Nuru exclama indo até o seu amigo.

- Não! Jounouchi-kun! – Kisara se aproxima dele, ficando ao lado da sua irmã.

Yukiko olha para o diretor do programa e exclama, torcendo os punhos:

- Bastardo!

- Uh! Vejo que está brava. É uma pena que tenha raiva de mim. Você é muito bonita e faria sucesso na tevê, assim como aquelas duas. Bem, depois desse acontecimento, eu acho que é besteira propor algo a vocês três.

Elas olham em um misto de asco e de fúria para o homem ao mesmo tempo em que a albina passa a exibir raiva em seu semblante enquanto falava:

- Não passa de um rato covarde que usa a câmera para impedir que as pessoas o golpeiem. Sem aquele cinegrafista, você não seria corajoso.

- Como ousa...!

Então, ele para de falar ao mesmo tempo em que surgia uma estranha névoa que envolve o local, fazendo as gêmeas exibirem olhos vidrados, assim como Katsuya e antes da névoa envolver o local, o Sennen Pazuru havia brilhado discretamente conforme Atemu assumia o controle do corpo do seu anfitrião após fazê-lo adormecer, com Yuugi se encontrando dormindo na cama da sua câmara da alma.

Antes que terminasse de assumir o controle, o Faraó havia entrado no quarto e viu Yuugi que se encontrava dormindo placidamente na cama.

Ele se aproxima do mesmo, se ajoelhando na frente dele, demonstrando fúria em seus olhos ao visualizar mentalmente os ferimentos do seu amado que o faz torcer os punhos ao mesmo tempo em que se erguia, se dedicando a escovar gentilmente a bochecha do jovem, para depois, se afastar, saindo da câmara da alma do adolescente enquanto sentia a mais pura fúria ao se recordar dos ferimentos em uma alma tão gentil e pura.

Ao abrir os olhos, com um olho dourado aparecendo na sua testa enquanto surgiam dois Ankh, um em cada pulso, para ajudar na conexão com aquele corpo, ele olha para os lados, percebendo a névoa conhecida que envolvia o local em uma espécie de manto mágico.

Então, o Faraó arqueia o cenho ao olhar para o loiro curvado, demonstrando dor em seu semblante pela joelhada violenta em seu estômago enquanto que as amigas do seu anfitrião ao lado deles, exibiam olhos vidrados, assim como Jounouchi, com o espírito desconhecendo o fato de que a Yukiko que ele via era falsa porque a verdadeira havia criado um clone que era uma réplica sua para que a sua identidade verdadeira não fosse revelada.

Atemu nota a névoa que lhe era familiar ficando mais densa e ao olhar para Katsuya novamente, fica pensativo sobre os atos dele até que sai dos seus pensamentos porque tinha assuntos mais urgentes para tratar.

O espírito olha para o seu lado direito e avista o diretor aterrorizado, para depois, avistar o cinegrafista que se encontrava caído inconsciente no chã.

- Por que não mostrou a sua presença, assim que conjurou essa névoa mágica? - ele pergunta sem olhar para nenhum ponto em particular.

Então, Yukiko, que havia voltado ao seu corpo original de adulta, oculta na mesma máscara e manto de outrora após modificar o seu cheiro e presença mágica.

- Ora... Qual é o problema de eu me divertir com uma presa? - ela fala em uma falsa voz alegre porque o Faraó sabia que ela estava furiosa pelo que fizeram a aquele que via como um filho querido.

Afinal, ele havia ouvido falar sobre a fúria dos dragões. Somente um louco ou suicida provocaria a ira de um dragão.

Atemu revira os olhos e olha para a albina que havia surgido no seu lado direito ao sair da névoa que circundava o entorno.

- O problema é que esse bastardo é a minha presa, assim como o que golpeou o mou hitori no ore.

- Você sabe que não teria qualquer chance contra mim em um confronto direito. Ademais, não vejo motivo para brigarmos quando há duas presas. Basta dividirmos entre nós.

Apesar de sorrir de canto, ele ainda estava furioso pelo que fizeram ao seu amado anfitrião.

Porém, era plenamente ciente sobre a diferença de nível entre eles e que deveria ficar grato por poder fazer a desforra em um deles porque o ser ao seu lado queria dividir as presas.

Após suspirar, o espírito fala:

- De fato, tem duas presas e podemos dividi-las. Você sabia que eu estou surpreso por permitir que eu tenha um dos bastardos para poder me vingar do que fizeram ao mou hitori no ore?

- Eu não sou fominha e compreendo que precisa da sua vingança pelo que fizeram ao meu amado filho. Eu quero o assistente que o golpeou. Você fica com o mandante. O que acha?

Após alguns minutos, Atemu suspira e consente.

- Tudo bem. Eu aceito a divisão.

- Ótimo! Eu vou criar uma ilusão de que ele está no estacionamento da emissora e que o programa teve uma grande audiência. Assim, você conseguirá aplicar o Yami no Game nele porque ele não estará mais com medo e irá desconhecer o fato de que está em uma névoa mágica e não no estacionamento da emissora. Vou modificar, também, a percepção e pensamentos dele. Ademais, irei modificar a memória dos amigos de Yuugi para se esquecerem do diretor. Para todos os efeitos foi um aluno que o atacou. Vou fazer com que eles não se lembrem do diretor e do cinegrafista. Eles somente irão se recordar do rosto do assistente, mas farei eles pensarem que era um aluno e que fugiu após um comparsa surgir e golpear Jounouchi, permitindo que ambos fugissem. Essas serão as memórias deles. Quanto ao Yuugi, ele não viu o comparsa por estar desorientado por causa dos golpes que levou. Portanto, você deve fazer as memórias dele ficarem confusas após ele ser golpeado pela segunda vez, fazendo com que não pudesse perceber o segundo comparsa, permitindo assim que soubesse do motivo de estar aqui e o que falou para os seus amigos, evitando qualquer lapso de memória, para que ele não fique assustado. Depois que você aplicar o destino reservado para este bastardo após ele perder o Yami no Game, eu o levarei magicamente a algum lugar. Afinal, seria estranho ele estar aqui no colégio. Quanto ao cinegrafista, eu vou fazer algo com as suas memórias e irei desloca-lo para outro lugar ao mesmo tempo em que irei apagar a filmagem. Quanto às memórias dele, eu vou dar novas memórias. Pode deixar que eu limpo essa bagunça porque não desejo que o Yuugi e os outros tenham qualquer problema por causa desses desgraçados.

- Eu compreendo. Irei criar essa memória para ele. De fato, é melhor evitarmos os lapsos de memória e qo surgimento de muitas perguntas, acabando por chamar a atenção da polícia, ainda mais pelo fato de que iremos vingá-lo.

- Sim. É o melhor que podemos fazer. Agora, eu vou caçar o bastardo que golpeou o fofo do Yuugi e você, lida com o diretor.

Nesse interim, desde que a meia dragoa conjurou aquela magia na área, o diretor do programa que se encontrava aterrorizado havia tentado se afastar do local ao correr para longe, com a névoa mágica de Yukiko o fazendo voltar ao mesmo ponto que ele havia acabado de sair, fazendo-o ficar ainda mais aterrorizado, para depois, o homem perceber que o ambiente em torno dele mudava ao ficar turvo, passando a clarear após alguns segundos conforme assumia a aparência de dentro do estacionamento da emissora de tevê e que o carro do mesmo estava na sua frente, com a chave em suas mãos, para depois, sentir uma dor intensa em sua mente.

Após a dor cessar, ele se esqueceu da mesma e que estava dentro de uma névoa, passando a acreditar que já era de noite e que estava saindo do trabalho, com a princesa dos dragões procurando recriar com exatidão a cena dos acontecimentos originais, mais precisamente onde Atemu aplicaria o Yami no game porque a existência dela e das gêmeas havia provocado algumas alterações e ela precisava corrigi-los.

No caso, a cena consistia do diretor do programa se aproximando do seu carro com as chaves nas mãos ao mesmo tempo em que um homem passava por ele, comentando sobre o programa porque Yukiko havia sido fiel a cena, inclusive nas falas:

- Parabéns por aquele programa. Tivemos uma boa receptividade.

- O segredo é ter una boa isca. Assim, fisgamos a audiência facilmente. - ele responde enquanto colocava a chave na porta do carro após rir.

- Até amanhã. – o outro homem criado por ilusão se despede.

- E se matasse alguém na frente da tevê? Seria melhor ainda! - o diretor comenta consigo mesmo ao mesmo tempo em que sorria malignamente após rir de forma maligna.

Sorrindo, o Faraó se aproxima de sua vítima após ter decidido qual Yami no Game aplicaria no mesmo ao se recordar de um dos comentários dele.

Então, o diretor do programa se vira para trás ao ver o reflexo do adolescente se aproximando dele através do retrovisor lateral do seu carro.