Notas da autora

No mesmo dia, Yukiko...

Alguns dias depois, Yuugi acaba...

Capítulo 32 - DVD impróprio

Mais tarde naquele dia, em um local afastado após criar uma barreira para impedir que qualquer som e cheiro fossem ouvidos fora dela ao mesmo tempo em que ocultava os que estavam dentro, fazendo com quem olhasse para aquela direção, visse apenas o espaço vazio, Yukiko abre uma espécie de compartimento ao fazer um gesto para o lado Este era um dos vários que tinha em uma pequena dimensão privativa.

A albina puxava de dentro de um buraco arroxeado que surgiu no ar, ao lado dela, o assistente do diretor que se encontrava inconsciente e amarrado com correntes de gelo.

Após retirá-lo, ele foi arremessado no chão, com Yukiko estalando os dedos em seguida, fazendo-o despertar e ao perceber que estava preso, começa a implorar desesperadamente enquanto chorava:

- Por favor, me solte! Eu prometo não contar para a polícia! Por favor, me solte!

A albina gargalha levemente, para depois, falar enquanto sorria de canto:

- Por que eu iria soltar a minha presa?

- "Presa"?

- Sim. Eu vou me vingar por você ter golpeado aquele que eu vejo como um filho. Você pagará muito caro! Saiba que agredi-lo é um crime imperdoável.

- Eu recebi ordens! Era o meu emprego que estava em risco!

- Então, por que eu senti uma felicidade imensa em você quando batia nele? Inclusive, a lembrança de golpeá-lo lhe deixava feliz, fazendo-o sentir um intenso prazer cada vez que erguia o punho conta ele – o assistente arregala os olhos ao mesmo tempo em que sentia o sangue gelar nas veias – Se alguém fosse forçado a fazer algo que odiaria fazer, sentiria asco e raiva ao cumprir a ordem dada. Ou seja, essa pessoa odiaria fazer aquilo. Você não odiou e sim, apreciou. Portanto, mesmo sendo uma ordem, você se divertiu e em nenhum momento sentiu arrependimento ou raiva pelos seus atos. A única raiva que sentiu foi por ter sido obrigado a fingir que era um estudante para poder atrair o Yuugi-kun para o local onde iriam filmar a cena..

- Como conseguiu sentir isso? Quer dizer... O que você é?

- Oh! Enfim, você fez a pergunta certa. Permita-me responder a sua dúvida.

Sorrindo malignamente, o corpo dela brilha e fica maior, além de modificar a sua aparência sobre a face estupefata do assistente e quando o brilho cessou, seus olhos ficaram esbugalhados ao ver um autêntico dragão imenso a sua frente, só que felpudo, com orelhas e focinho, além de ser alvo e possuir orbes azuis como duas safiras ao mesmo tempo em que era evidente o sorriso maligno em suas mandíbulas.

Ademais, ele podia se ver refletido nos orbes azuis coléricos.

- Um dragão... É mesmo um dragão! – ele exclama aterrorizado após gaguejar.

Yukiko retorna a aparência humana e após murmurar encantamentos mágicos no assistente, ela faz desaparecer as correntes que o prendiam, o surpreendendo, para depois, ele tentar fugir do local, desconhecendo o fato de que era impossível fugir daquele local e que a albina apenas o soltou para se divertir com o seu desespero.

De fato, a meia dragoa sorria com prazer ao vê-lo se chocar contra a barreira invisível, para depois, apreciar o desespero dele ao vê-lo bater freneticamente com os punhos na espécie de parede invisível ao mesmo tempo em que gritava desesperadamente por ajuda.

Então, antes que o assistente pudesse se afastar dela, que se aproximava gradativamente dele enquanto ele golpeava a espécie de barreira que o prendia, o assistente sente um toque na sua coluna cervical, mais precisamente, na área da nuca.

Em questão de segundos, o homem caiu no solo, ficando aterrorizado ao notar que não conseguia movimentar o seu corpo do pescoço para baixo.

Movimentando os seus olhos porque era a única coisa que o assistente conseguia movimentar, com exceção da boca, o humano observa um sorriso de puro deleite na albina enquanto era visível um olhar extremamente sádico, com a meia dragoa, falando:

- Eu também intensifiquei a sua sensação de dor. Veja.

Ela se agacha e pressiona levemente o punho dele. Apesar de ser um toque demasiadamente leve, o homem sente uma dor intensa, fazendo-o arregalar os olhos ao mesmo tempo em que gritava de dor.

O sorriso dela se torna sádico e ela pergunta com uma face repleta de sadismo:

- Let´s play a game?

O assistente grita imerso no mais puro terror enquanto a albina se preparava para se divertir com ele.

Primeiro, ela arranca lentamente o couro cabeludo dele e em seguida, a sua pele, para depois, arrancar cada um dos dentes e após extrair todos, com a magia dela o mantendo vivo, a albina começa a esmagar cada um dos ossos dele, um de cada vez, com o humano ficando aterrorizado por não morrer pelas dores excruciantes que o tomavam e que levariam qualquer um a insanidade e depois, a morte.

Após várias horas, restando apenas um corpo desfigurado, com ele estando vivo e gritando em decorrência de um dos vários encantamentos colocados nele, embora nenhum som saísse dele porque a garganta se encontrava em carne viva, ela o cura, deixando-o aterrorizado ao ver que não iria morrer, para depois, ser amarrado novamente, com a albina o pegando conforme voava do local após desfazer barreira e enquanto se afastava, executava um feitiço para ficarem invisíveis e outro para deixá-lo inconsciente.

Quando a meia dragoa viu as recordações dele, descobriu qual era o seu apartamento e após encontrá-lo, entra pela janela após abri-la com magia, o depositando no sofá, usando magia para mudar as suas roupas.

Em seguida, encosta a mão na testa do assistente e começa a manipular a sua mente para apagar da sua mente o encontro com Yuugi e seus amigos, assim como a existência dela ao mesmo tempo em que dava pesadelos para o resto de sua vida ao aprisioná-lo em sua mente enquanto usava magia adicional para que ficasse vivo até morrer de velhice.

Então, a albina se afasta e estala os dedos, fazendo-o reviver a tortura que foi imposta a ele, só que em seus pesadelos, onde o assistente era curado apenas para ser torturado novamente, com esse ciclo se repetindo em sua mente até que ele morresse de velhice ao mesmo tempo em que a sua mente foi protegida para que a loucura não o alcançasse.

Os gritos lacerantes alarmaram os vizinhos que ligaram para a polícia enquanto a albina acessava o futuro do homem a sua frente, que seria internado em uma instituição psiquiátrica para o resto de sua vida.

Sorrindo com satisfação, ela se retira, observando alguns carros de polícia que chegavam ao local ao mesmo tempo em que os moradores fugiam do prédio por não saberem o motivo dos gritos excruciantes que ouviam do seu vizinho.

Então, a albina voa do local rumo ao seu apartamento, se sentindo satisfeita por poder vingar a surra que Yuugi levou.

Alguns dias depois, o jovem Mutou se encontrava em sua cama, vestindo um pijama com estampas de estrelas e enquanto dormia profundamente era assistido por Atemu, que sempre o observava quando ele adormecia, com o espírito se limitaando a afastar gentilmente as franjas loiras do adolescente, para depois, acariciar gentilmente a pele acetinada do rosto, procurando memorizar cada mísero detalhe da feição serena e igualmente fofa.

Ademais, quando ele afagou gentilmente os cabelos macios e sedosos do jovem, o mesmo sorriu imensamente e se inclinou ao toque gentil, fazendo o Faraó sorrir imensamente enquanto ministrava afagos gentis dentre as mexas do cabelo tricolor.

Enquanto o observa adormindo, Atemu se recordou do filme que o seu amado anfitrião pegou emprestado de Jounouchi no dia anterior e que ficou assistindo por quase duas horas seguidas, deixando para assistir o resto do filme quando Sugoroku adormeceu, para que o seu querido avô não visse o filme que ele estava assistindo.

Afinal, era um filme erótico e ele iria morrer de vergonha se fosse pego vendo esse vídeo, além de não querer encarar a fúria do seu avô porque era um filme para maiores de dezoito anos e ele tinha completado dezesseis anos.

Portanto, não podia estar assistindo ao filme.

Abanando a cabeça para os lados enquanto sorria de canto, ele volta a acariciar amorosamente os cabelos do jovem enquanto velava pelo sono dele.

Na manhã seguinte,Yuugi não ouviu o despertador tocar porque havia ficado quase que a noite toda assistindo ao filme ao rever o mesmo, algumas vezes, acabando por restar apenas algumas horas de sono.

Alguns minutos depois, mais precisamente na cozinha, o seu avô terminou de preparar a mesa com o café da manhã e reparou que o seu neto não estava se dirigindo para a cozinha.

Então, Sugoroku suspira ao perceber que o seu neto havia perdido a hora porque este não era um comportamento usual do jovem.

Ele sobe as escadas e abre a porta do quarto, vendo o jovem dormindo com uma face serena enrolado em sua colcha enquanto que não conseguia ver Atemu, que se encontrava ao lado do seu neto e que havia se afastado, para depois, entrar no item ao ver que o avô de Yuugi se aproximava do seu anfitrião.

Após se aproximar dele, sacode levemente o ombro do adolescente, com Yuugi murmurando algo ilegível, para depois, virar para o outro lado, com Sugoroku resolvendo falar após abanar a cabeça para os lados, com um sorriso de canto ao prever a reação do seu neto com as suas próximas palavras:

- Yuugi, você está atrasado.

O adolescente abre os olhos, despertando rapidamente de seu estado sonolento, com o avô vendo o seu neto gritar ao ver as horas no relógio.

Então, ele sai do quarto enquanto o jovem corria freneticamente de um lado para o outro se trocando desesperadamente, com Sugoroku ouvindo os sons da cozinha ao mesmo tempo em que o sorriso persistia em seu semblante, sabendo que o motivo dele perder a hora era por ter ficado acordado até tarde, embora não soubesse o motivo porque não havia entrado no quarto do jovem.

Afinal, confiava no seu neto e respeitava a sua privacidade.

Quando Yuugi terminou de se trocar, ele olha para a tevê que estava desligada e depois, para o tocador de DVD, se recordando do DVD que Katsuya havia emprestado. Ele pega o disco do aparelho, guardando-o rapidamente na sua respectiva caixa, para depois, colocá-lo em sua mochila porque precisava devolver ao seu amigo ao mesmo tempo em que corava ao se recordar de algumas cenas.

Então, o jovem abana a cabeça para os lados, tentando dissipar as imagens eróticas que surgiram em sua mente e conforme se recordava de trechos do filme, ele também se recorda da sensação de ter alguém junto dele naquele cômodo, embora fosse um pensamento demasiadamente estranho porque quando surgia essa sensação, o adolescente olhava para todo o quarto e não via ninguém, passando a julgar, erroneamente, que era apenas a sua imaginação imersa em nervosismo pelo temor do seu avô entrar no seu quarto e ver o filme que estava assistindo e que era impróprio para a sua idade. A visão do seu avô enfurecido era algo que ele não desejava ver novamente.

O jovem não sabia que Atemu havia saído algumas vezes para olhar o filme, mediano na sua opinião e que mesmo não se recordando do seu passado, o Faraó tinha a sensação que havia tido relações com pessoas, tanto do sexo feminino, quanto masculino e que as cenas pareciam demasiadamente forçadas, além de não achar aqueles movimentos tão bons para gerar tanto prazer.

A sensação de ter feito sexo com outros, era demasiadamente forte nele, levando-o a questionar que tipo de vida ele tinha, antes de ter sido selado no Sennen Pazuru. Ou melhor, o que havia feito para ter a sua alma selada em um item mágico juntamente com as suas memórias. Essa era a pergunta que sempre vinha na sua mente, embora tivesse a estranha sensação de que não era um selamento oriundo de uma punição ou algo similar a isso, fazendo-o sentir algum conforto com essa sensação.

Quando Yuugi termina de guardar o DVD na mochila, ele a coloca nas suas costas e ao olhar para o relógio fica demasiadamente preocupado ao ver que estava atrasado porque não queria perder o ônibus.

O jovem de cabelos tricolores desce as escadas de dois em dois degraus, estranhando o fato das suas amigas não terem passado na sua casa, até que se recorda de que Yukiko havia avisado que precisava passar em um lugar, antes de ir para a escola e que as gêmeas iriam faltar no colégio naquele sábado para treinar para o Torneio Nacional de Kung Fu e de Kenjutsu porque iriam representar a escola dos seus pais e a cidade, também. Nuru havia escolhido Kung Fu e Kisara o Kenjutsu. No ano passado foi invertido. A bronzeada havia pegado o Kenjutsu e a prateada o Kung Fu.

Enquanto se recordava do motivo delas estarem ausentes naquela manhã, o adolescente sorri ao se lembrar de que ele, Yukiko, Katsuya e o seu avô, tinham convites para assistir aos torneios que seriam realizados no domingo, com todos eles agradecendo que aquele domingo não tinha aula, com Sugoroku planejando fechar a loja para poder assistir aos Torneios Nacionais que seriam realizados consecutivamente, com ambos sendo sediados em Tóquio e que somente os melhores que se destacaram nas competições regionais iriam participar. Na parte da manhã até parte da tarde era o Kung Fu e da parte da tarde até parte da noite, era o Kenjutsu e todos eles iriam assistir ambos.

Quanto ao Jounouchi, ele havia falado que iria ao colégio junto de Honda, uma vez que o moreno continuava sendo cabeça-dura, segundo as palavras do loiro.

O adolescente de orbes ametistas havia decidido ir ao doujo das suas amigas para ver o treinamento delas após o término das aulas e pensava em convidar Katsuya para ir junto dele.

Todos eles desconheciam o fato de que Yukiko havia influenciado a antecipação desse torneio, alguns meses atrás, para que as gêmeas não estivessem juntas de Yuugi naquela manhã, sabendo que Jounouchi não estaria com ele no ônibus porque estaria andando com o Honda e que o jovem só o veria na sala de aula.

Afinal, havia um evento que precisa ocorrer e a albina tinha que evitar qualquer interferência, uma vez que havia as gêmeas e ela mesma, com a meia dragoa preferindo adiantar dois eventos a inventar desculpas para separar as irmãs daquele que via como um filho, visando que os acontecimentos seguissem o seu curso.

Ademais, influenciar várias pessoas magicamente era algo demasiadamente simples por causa de sua idade e magia.

Quanto à meia dragoa, ela se encontrava no seu lugar usual e que ficava de frente para a Kame Game Shop, onde era possível ver através da claraboia, o quarto de Yuugi.

A meia dragoa estava sentada no parapeito de um prédio, usando magia para ficar invisível enquanto suspirava tristemente porque sabia o que iria ocorrer com ele e confessava que desejava ardentemente punir o bastardo que iria maltratar aquele que via como um filho querido.

Porém, a albina sabia que a punição de Atemu seria demasiadamente boa porque seria uma tortura que duraria a vida inteira enquanto que ela somente daria o seu toque pessoal, por assim dizer, para não permitir que ele se suicidasse por causa do tormento infernal que sofreria, além de garantir que nunca morresse sem ser de velhice ao dar resistência ao mesmo para que vivesse por muitos anos em intenso tormento.

Afinal, a seu ver, o desgraçado deveria sofrer pelo resto de sua vida miserável porque a morte era boa demais para um canalha como ele.

Suspirando novamente, a meia dragoa sai de seus pensamentos e observa a loja, conseguindo ouvir os sons de pratos e xícaras, além de identificar que Yuugi estava na cozinha após ela ver a correria dele para se arrumar, com ela sorrindo maternalmente enquanto o achava fofo.