Notas da Autora
Yukiko decide...
Yuugi consegue...
Sugoroku se encontra...
Atemu decide...
Capítulo 40 - A preocupação de Sugoroku
Sozoji se encontrava inconsciente quando Yukiko entra no local, após Mutou sair com Hanasaki, sendo que demonstrava o mais puro ódio em seu semblante, enquanto os seus olhos azuis faiscavam de pura fúria, conforme observava o monstro abominável que havia feito o seu querido Yuugi sofrer.
Após ficar na frente dele, ela dobra uma das pernas, enquanto concentrava a sua magia, para depois, sorrir de forma extremamente sádica ao visualizar a punição adicional que ele recebia pelo seu crime que era imperdoável, a seu ver.
Então, a sua mão direita é envolta em um brilho azulado, com ela encostando dois dedos na testa do mesmo, começando a entranhar a sua magia na mente dele e corpo, dando a mesma punição que deu a Ushio, fazendo com que ele ficasse preso diariamente em seu sono, durante a noite, somente acordando de manhã, sendo que teria pesadelos demasiadamente vívidos, dele sendo torturado de forma lenta ao ter o seu couro cabeludo, depois os dentes e em seguida, a pele, arrancados lentamente, sem conseguir ficar inconsciente e com o seu senso de dor ampliado em três vezes, tornando-o ultrassensível, para depois, ter os seus músculos arrancados, mantendo os seus órgãos, sendo que cada um dos seus ossos seria esmagado lentamente, para depois, ele ser curado, passando a ser estuprado no ânus e na boca por seres monstruosos com monstros no meio das pernas, sentindo que era rasgado, enquanto era penetrado, com o pesadelo durante até que acordasse, sendo que se recordaria dele e mesmo temendo dormir, dormiria a força, a noite, garantindo as doze horas de tortura e estupro noturno dentro da sua mente para o resto de sua vida, com este ciclo se repetindo todos os dias.
A magia da albina protegeria a sua mente para que não enlouquecesse e para garantir que sofreria todas às vezes, além de não conseguir falar para qualquer pessoa sobre os seus pesadelos, sendo que também impediria que alguém o matasse ao protegê-lo, assim como evitaria que ele se suicidasse, com Yukiko permitindo que ele morresse de velhice, após os cem anos.
Com o pesadelo vívido se iniciando naquele momento, sendo que ele não conseguiria acordar e ninguém conseguiria acordá-lo nesse momento, além de não demonstrar no seu semblante o seu tormento ao mesmo tempo em que não conseguiria gritar, ela se afasta, sorrindo satisfeita com a magia que usou nele, para depois, se retirar do local, sendo que o Unmei no Batsu Geemu de Atemu iria continuar para o resto de sua vida, quando ele ficasse acordado, garantindo assim que ele sofresse quando estivesse acordado e dormindo, tal como era com Ushio.
Usando magia para ficar invisível aos outros, ela abre as suas asas emplumadas no lado de fora e voa em direção ao céu, passando a acompanhar aquele que via como um filho querido e que lembrava a sua querida imouto, tanto nos olhos expressivos, quanto no seu rosto delicado e coração.
Ela avista Yuugi chegando até o hospital e prontamente, desce em direção ao solo, passando a usar magia para ficar invisível, enquanto seguia ambos pelas portas duplas da entrada.
Então, a albina observa Hanasaki sendo atendido pela equipe médica, enquanto Yuugi perguntava para o seu colega ao mesmo tempo em que ele era colocado em uma maca:
- Hanasaki-kun, qual o telefone da sua casa?
O jovem de cabelos castanhos claros estava parcialmente consciente e consegue compreender a pergunta, murmurando o número, antes que voltasse a inconsciência, com a equipe médica se retirando do corredor com a maca dele para trata-lo.
Decidindo ligar para os pais do seu colega primeiro em vez de ligar para o seu avô, ele pega o seu celular e liga, sendo que no quarto toque, surge a voz de uma mulher:
- Moshi moshi?
- É a okaa-san do Hanasaki-kun?
- Sim.
Yuugi começa a contar sobre o beco onde encontrou o colega inconsciente e ferido, fazendo a mulher do outro lado da linha ficar desesperada, para depois, surgir uma voz masculina, com o jovem acreditando pela entoação que era o pai do seu colega e que a mulher era a mãe.
- Eu não sei o que aconteceu. Eu estava andando quando o vi caído em um beco.
- Meu bebê! – a mulher exclama do outro lado da linha, tomando o telefone do marido – Em que hospital ele está?
Mutou informa o hospital e os pais se despedem, agradecendo pela ligação, antes de desligar o telefone.
Suspirando, ele liga para a sua casa e no sexto toque, o seu avô atende com uma voz sonolenta:
- Moshi moshi.
- Jii-chan.
- Yuugi?! O que está fazendo fora de casa? Não o vi sair. De onde você está falando? Que vozes são essas? – ele pergunta o final ao ouvir as vozes de pessoas indo até a recepção e de outros profissionais de saúde que passavam, conversando entre si.
Decidindo ignorar as primeiras perguntas, pois, não queria falar do real motivo de ter saído sem avisar, ele decide responder as duas últimas:
- Eu estou no hospital, pois...
- Você está bem? O que aconteceu? Está ferido? Como...? – ele começa a perguntar, demonstrando desespero em sua voz.
- Eu estou bem, jii-chan! Eu encontrei um colega ferido em um beco e o trouxe para o hospital. Eu já liguei para os pais dele, pois, antes de ficar inconsciente, eu consegui descobrir o número de telefone da casa dele – ele fala rapidamente, interrompendo as indagações do seu querido avô, visando acalmá-lo, antes que tivesse um enfarte.
O adolescente ouve um suspiro de alívio do outro lado da linha, com a voz de Sugoroku demonstrando calma, enquanto perguntava:
- Qual hospital você está? Vou me encontrar com você.
Yuugi fornece o endereço e o seu avô se despede, com o jovem sentando em um banco próximo da recepção, para depois, olhar atentamente para as portas duplas do hospital, enquanto suspirava ao pensar na punição que enfrentaria nas mãos de Sozoji por não ter comparecido ao local do "All Night Solo Live".
O adolescente não percebe que gradativamente, passa a ignorar a punição que ele achava que sofreria, fazendo assim com que a sua angústia reduzisse de forma gradual, sendo que Atemu fazia isso da forma mais lenta e sutil possível, para que o seu amado não percebesse a mudança em sua percepção, fazendo com que o pensamento de punição ficasse cada vez mais retido em um canto da sua mente, de modo que o jovem julgasse que era ocasionado pela preocupação com o seu amigo.
Alguns minutos depois, um homem e uma mulher entravam apavorados pelas portas do hospital, com o adolescente notando que o homem lembrava o seu colega e rapidamente, se aproxima do casal que estava se dirigindo para a recepção:
- São os pais do Hanasaki-kun?
O casal olha para Mutou e acenam afirmativamente, sendo que o homem pega nos ombros do adolescente, sem apertar, embora segurasse firmemente e pergunta:
- O que houve?
- Eu não sei. Apenas o vi ferido e o trouxe até o hospital. Eu consegui que ele falasse o número de vocês para que eu pudesse ligar. O médico e a enfermeira estão com ele, agora.
O homem olha nos olhos expressivos do jovem que refletiam a sua alma, percebendo que de fato, o adolescente de orbes ametistas disse a verdade e suspira, para depois, consentir ao olhar para a esposa, que responde sem falar nada, enquanto consentia, fazendo com que qualquer hipótese do jovem a frente dele estar envolvendo com os ferimentos do filho de ambos, fosse disperso vigorosamente da mente de ambos.
Então, o adulto fala com lágrimas nos olhos, enquanto olhava para Yuugi:
- Muito obrigado, jovem. Muito obrigado mesmo.
- Sim. Muito obrigada! Eu temo o que aconteceria se você não o tivesse visto. – a mãe de Hanasaki abraça Mutou, após o marido dela se afastar do jovem.
Yuugi não consegue deter os seus pensamentos em relação aos seus falecidos genitores, fazendo com que se sentisse triste pela saudade que sentia deles, sendo que procura dispersar a tristeza o quanto antes, ficando aliviado ao fazer isso, pois viu o seu avô entrando no hospital, o procurando com os olhos até que o encontrou, passando a caminhar na direção do seu querido neto, após a mulher se afastar, se dirigindo com o marido para a recepção em busca de notícias do estado do filho deles.
Mutou evitava ficar triste na frente do seu avô, pois, Sugoroku sofria ao vê-lo triste e como tinha uma idade considerável, o adolescente queria, desesperadamente, poupá-lo de qualquer nervosismo.
Após abraçar o seu neto, ele se afasta e pergunta:
- O que estava fazendo fora de casa? Por que está com o uniforme do colégio? Se você queria sair, deveria ter me avisado.
O jovem suspira, sabendo que não tinha como ele ocultar os acontecimentos, embora tenha decidido não revelar o nome de Sozoji por temer o que ele podia fazer com o seu querido avô, caso o mesmo o confrontasse pelo que fez ao seu amado neto, além de ocultar que isso envolvia Hanasaki, também.
Afinal, não era o segredo dele para contar, pois, acreditava que o seu colega havia ocultado dos seus pais sobre Sozoji, assim como ele fez em relação ao seu avô.
Mutou olha rapidamente para os pais do seu colega e depois, olha para o seu avô, falando:
- Podemos falar naquele canto? – ele aponta para um local mais afastado.
Sugoroku consente e após se afastarem, Yuugi conta o que ocorreu, desde o dia do ônibus, quando encontrou Sozoji, ocultando o nome do adolescente, assim como os acontecimentos dos ingressos do Hanasaki até a noite que ele saiu escondido de casa, acabando por encontrar o seu colega inconsciente.
O mais velho havia ficado em silêncio, enquanto ouvia o relato do seu querido neto, sendo que torcia os punhos ao ver o quanto Yuugi sofria nas mãos de um monstro, pois, a seu ver, qualquer um que ferisse ou atormentasse o seu neto de alguma forma, era um monstro e não, um humano.
Ele inspira profundamente, enquanto observava o rosto de Yuugi sendo tomado pela ansiedade, mesclada ao receio e após suspirar, fala, colocando gentilmente as mãos nos ombros do jovem cabisbaixo a sua frente:
- Qual o nome desse monstro? Eu não ouvi o nome dele.
- Eu não quero contar. Desculpe, jii-chan. – ele fala cabisbaixo, não querendo encarar o olhar do seu querido avô.
- Yuugi...? – a voz sai em um tom próximo da súplica.
- Por favor, eu não quero, jii-chan. – ele fala um murmúrio, sendo implícito o seu desejo de não ser questionado sobre o nome do seu atormentador.
Os braços de Sugoroku caem no lado do seu corpo e ele suspira, sabendo que quando o seu neto desejava manter algo oculto, ele conseguia fazer isso, com ele acreditando que o motivo dele ser reticente em dar essa informação era para protegê-lo, sendo ciente que nada faria Yuugi mudar de ideia, pois, ele sempre protegia aqueles que lhe eram queridos.
O senhor suspira, para depois, falar, colocando uma das mãos em um dos ombros de Yuugi:
- Eu peço para me avisar se ele vier atrás de você. Ele pode feri-lo demasiadamente. Eu temo o que esse bastardo pode fazer com você.
- Eu sei... Mas, não se preocupe, jii-chan. Eu vou evitá-lo. – ele fala, forçando um sorriso, sabendo que seria impossível evitá-lo e que devia se preparar mentalmente para a punição que sofreria nas mãos dele.
Sugoroku se preparava para insistir com o seu neto, quando sente uma mão no seu ombro e ao virar o rosto, vê um homem com cabelos castanho claro, usando óculos no rosto:
-O senhor é o ojii-san dele?
- Sim. Eu me chamo Sugoroku.
- Nós somos os pais de Hanasaki, o jovem que o seu neto trouxe para o hospital – ele fala, apontando para ele mesmo e a sua esposa, antes de falar os seus nomes.
O avô de Yuugi os cumprimenta, para depois, a senhora falar com lágrimas nos olhos:
- Nós seremos eternamente gratos ao seu neto por ele ter encontrado nosso filho. Eu temo o que poderia ter acontecido com ele até que outra pessoa o visse desde que esta fosse tão bem intencionada e amável como o seu neto.
- O Yuugi é assim mesmo. Ele sempre irá socorrer os outros.
- Ele tem um bom coração. O senhor o criou bem. – o homem fala, sorrindo – Eu também estou em divida com o seu neto.
Nisso, as famílias conversam, assim como Yuugi, até que Hanasaki é levado para um quarto, após, as suas feridas e contusões serem tratadas, sendo que Sugoroku e seu neto se despedem deles, depois de se certificarem que o jovem estava bem, com os pais do mesmo os agradecendo novamente com lágrimas de gratidão nos olhos, antes de se sentarem ao lado da maca do filho deles.
A albina sabia o motivo de Yuugi ocultar do seu avô o nome de Sozoji, sendo que havia percebido que ele não estava mais angustiado, compreendendo que Atemu estava usando o seu poder mágico em conjunto com o do Sennen Aitemu para modificar a percepção do jovem, visando fazê-lo se esquecer da punição e sorri frente a este pensamento, pois, não suportava ver aquele que via como um filho querido ser atormentado por um bastardo que não oferecia mais qualquer perigo, uma vez que não podia mais atormentar ninguém por estar incapacitado para sempre.
Yukiko passa a voar, novamente, acompanhando o retorno de ambos até a Kame game shop.
Meia hora depois, neto e avô estão de volta à loja e após se certificar que ambos entraram na segurança da casa deles, a albina voa até o seu apartamento e pousa na varanda do mesmo.
Após recolher as suas asas imensas, ela entra na sala e se dirige até o seu quarto, usando magia para trocar as suas roupas pela camisola comprida que usava para dormir, dormindo em seguida com um sorriso no rosto ao se deleitar com a punição de mais um bastardo, sabendo que teria outros para punir, após o Faraó executar o Unmei no Batsu Geemu, com exceção daqueles que não o enfrentariam em um Yami no Game, se tornando presas exclusivas dela.
Enquanto isso, dentro da Kame game shop, na parte onde ficava a casa, Yuugi sobe ao seu quarto e fala ao avô que se dirigia para o quarto dele:
- Oyasumi, jii-chan.
- Oyasumi, Yuugi. – ele fala, sorrindo paternalmente, bagunçando os cabelos do jovem que sorri, para depois, entrar no seu quarto.
Após o jovem entrar no seu quarto, ele tira o seu uniforme e coloca o seu pijama, sem perceber que o pensamento da punição de Sozoji por não ter ido ao local do show, não surgiu em sua mente, desde que os pais de Hanasaki chegaram e sem perceber a ausência dessa preocupação, ele deita na cama e se cobre, sorrindo, enquanto dormia profundamente.
Alguns minutos depois, Atemu sai do item e deita ao lado do seu amado, afastando gentilmente a franja dourada do rosto do jovem, enquanto falava, exibindo um sorriso em seu semblante, conforme se preparava para velar o sono daquele que amava com toda a força do seu coração:
- Oyasumi, meu amado Yuugi.
Não conseguindo conter o seu impulso ao ser tomado pela visão angelical do adolescente, ele beija gentilmente a testa do jovem ao desviar dos lábios macios como pétalas de flor do seu amado anfitrião, pois, não queria roubar o primeiro beijo do jovem, para depois, envolver protetoramente um dos seus braços na cintura de Yuugi, enquanto apoiava a cabeça no cotovelo que estava dobrado, para ele ficar com a cabeça parcialmente erguida, visando velar o seu sono.
