Notas da Autora
Yuugi descobre...
Yukiko e as gêmeas ficam...
Jounouchi e Yuugi decidem...
Capítulo 41 - Burger World
No dia seguinte, após tomar o café da manhã e se trocar, Yuugi pega o ônibus, não percebendo que desde que acordou, ele não pensou sobre a punição de Sozoji, sendo que encontrou no caminho para o ponto de ônibus, Yukiko, que o cumprimenta, com ambos conversando sobre vários assuntos e quando eles chegam o colégio, eles encontram Kisara e Nuru que os cumprimentam e conforme eles se dirigiam para a entrada, a prateada fala:
- Eu e a Nuru-chan, vamos até a secretária do colégio. Nós nos encontrarmos na sala de aula.
Yuugi e Yukiko consentem, com ambos andando pelos corredores, acabando por passar por um grupo de estudantes que pareciam demasiadamente animados, sendo que ao passar próximo deles, eles ouvem um deles comentar, com a albina fingindo que estava curiosa, embora soubesse antecipadamente qual era o assunto em decorrência do fato de ter uma audição apurada:
- Vocês ouviram? Aquele bastardo do Sozoji está internado em uma clinica psiquiátrica!
- Sim. Isso é uma notícia maravilhosa. E eu que pensei que não teríamos outra boa notícia como àquela do Ushio internado em uma instituição psiquiátrica. Agora, mais um desgraçado, enlouqueceu!
- Isso é maravilhoso!
- Mas, não acham isso estranho? – um deles perguntou.
- E alguém se importa? Eles eram bastardos! A meu ver, foi um benefício ao mundo, eles estarem confinados em hospícios.
Então, o jovem se afasta, digerindo a surpresa pelos acontecimentos, passando a ficar aliviado ao saber que não seria punido, enquanto arqueava o cenho ao perceber que desde aquela manhã, o pensamento de punição sequer passou pela sua mente, com o jovem acreditando que isso era ocasionado pelo que aconteceu a Hanasaki, fazendo Atemu suspirar aliviado ao detectar os pensamentos do jovem.
Afinal, ele conseguiu conter essa preocupação de forma sutil, sem que Yuugi percebesse, conscientemente, a sua presença.
- Eu fico feliz em saber que mais um bastardo não pode mais ofertar qualquer ameaça a terceiros. Ushio era um bastardo, tal como esse Sozoji – a albina comenta com um imenso sorriso no rosto – A Kisara-chan e a Nuru-chan vão ficar felizes, também. Quem dera que mais desgraçados se ferrassem.
O jovem de cabelos tricolores não compartilhava da felicidade da sua amiga, pois, não conseguia odiar ninguém e inclusive, sentia pena dos adolescentes que foram parar em instituições psiquiátricas. Mesmo em relação à Ushio, ele tinha pena.
Afinal, era incapaz de odiar alguém. Poderia ter raiva, mas, esta passava e mesmo tomado pela raiva, nunca desejaria qualquer mal ao seu agressor.
O Faraó não estava surpreso pela linha de pensamento do seu amado, sendo plenamente ciente que ele protegia o inimigo, se fosse necessário, pois, sabia do coração cristalino e puro que Yuugi tinha, fazendo com que tais pensamentos e ações fossem esperados.
Inclusive, ele ficaria surpreso se o jovem agisse e pensasse de forma diferente e ao mesmo tempo em que esse coração cristalino era lindo, a seu ver, também era preocupante, pois, pessoas com esse coração se tornavam alvo fácil da maldade de monstros que torturariam e machucariam uma alma gentil, sem titubear.
No exterior, Yuugi comenta:
- Eu estou com pena dele. Também tenho pena do Ushio-kun. Eu sei que é um absurdo, pois, ambos eram malvados e que isso faz com que eu seja estranho para os outros, considerando o mundo em que vivemos, mas... – ele fala sem jeito, se atrapalhando com as palavras, enquanto comentava cabisbaixo.
A albina sorri maternalmente e fala, pondo a mão no ombro do seu amigo:
- Se você pensasse de forma diferente, eu iria me surpreender. Eu já esperava tal reação, Yuugi-kun.
Orbes ametistas expressivos se voltam para o rosto gentil da albina que fala, sorrindo maternalmente:
- Você tem um coração cristalino e consequentemente, uma alma gentil, pura e linda. Você é lindo tanto por fora, quanto por dentro. Não sinta vergonha de pensar dessa forma. Você é como uma joia preciosa nesse mundo, que não merece alguém tão precioso. O mundo é que não é digno de você e não o contrário, Yuugi-kun. – ela termina o final, o afagando de forma maternal.
Mutou cora levemente e pensa o quanto aquele semblante recordava o da sua mãe, assim como o toque em seus cabelos, pois, o fazia se recordar da sua genitora, percebendo que sempre tinha a sensação, quando estava com a albina, de que ela era como uma mãe.
Claro, era um pensamento estranho, mas, o adolescente não podia negar a estranha sensação de ser envolto em um calor maternal quando estava junto de Yukiko, sendo algo que ele sempre sentiu e que não falava para a sua amiga, pois, achava demasiadamente estranho.
Atemu também conhecia esses pensamentos e concordava com o seu amado que eram estranhos, mas, não tinha qualquer reclamação.
Claro, no início, ficou com ciúmes da albina até que percebeu pelos gestos dela, que ela não tinha interesse amoroso nele e que o seu amado a via como uma mãe, algo que o deixou estarrecido, considerando o fato de que Yukiko era uma das amigas de infância de Yuugi e conforme observava a interação dela com ele, o espírito descobriu o quanto esse sentimento maternal era impossível de ser confundindo com uma grande amizade, como era com as gêmeas. Os sentimentos eram puramente maternais, algo que agradou o Faraó, ao mesmo tempo em que o deixou surpreso.
Ao chegar à sala de aula, Jounouchi o cumprimenta, antes de se sentar com Honda, sendo que o loiro havia avisado que iria andar com Hiroto, conforme havia prometido ao moreno.
Assim que Mutou e Tsukishiro sentaram, as gêmeas apareceram e se sentaram nos seus respectivos lugares, enquanto eles esperavam o professor entrar na sala de aula.
O jovem olhou discretamente para o assento que era de Hanasaki, percebendo que ele estava ausente e considerando os ferimentos dele, Yuugi não estava surpreso, sendo que acreditava que demoraria alguns dias para que o colega voltasse para o colégio.
Algumas horas depois, durante o intervalo, o jovem de orbes ametistas estava junto das suas amigas, enquanto que o loiro, fiel a sua palavra, estava com o seu amigo, um pouco longe dali.
Então, enquanto comiam os seus obentou, o jovem de cabelos tricolores conta sobre ter encontrado Hanasaki na rua, conforme voltava para casa ao encontrar um motivo para estar fora de casa ao mesmo tempo em que não precisava dar maiores explicações.
Ele também contou sobre o estado dele e a ida ao hospital, fazendo as garotas ficarem surpresas, sendo que a albina conseguia fingir com perfeição a sua surpresa, com a morena comentando:
- Você fez uma boa ação, Yuugi-kun.
- Com certeza. Ainda bem que você o encontrou. – a prateada comenta, exibindo uma face de alívio.
- Provavelmente, pode ter sido alguma gangue. Eles amam atormentar aqueles que são mais fracos do que eles e agem em grupo, demonstrando o fato de que não passam de covardes. – a albina comenta, fingindo estar pensativa.
Os outros consentem e depois, Yukiko conta sobre o que aconteceu a Sozoji para as gêmeas, fazendo-as sorrir, enquanto achavam que era uma excelente noticia, sendo algo que não surpreendeu o jovem, que ainda continuava sentindo pena dele e de Ushio.
Então, eles passam a conversar outros assuntos e após, terminarem os obentou, eles voltam para a sala de aula, conforme o sinal do término do intervalo ressoava por todo o colégio.
Alguns dias depois, durante a madrugada, mais precisamente no presídio de Dominó, as sirenes são tocadas, indicando a fuga de um bandido e no lado de fora do presídio, próximo de uma das paredes, o fugitivo com cabelos espetados e com tatuagem na testa de três setes, juntamente com a palavra fever tatuada na bochecha esquerda, segurava um revólver em uma de suas mãos e na frente dele, jazia um guarda do presídio que foi morto, sendo que o criminoso gargalhava, enquanto sorria imensamente, falando consigo mesmo ao mesmo tempo em que erguia a arma rente ao rosto:
- Eu li no horóscopo de hoje que é o meu dia de sorte! Portanto, ninguém vai me impedir de fugir dessa gaiola.
Então, ele gargalha novamente, enquanto fugia, gritando consigo mesmo em êxtase pela sua fuga bem sucedida:
- Eu estou com sorte! Não vão me pegar!
No presídio, o responsável pelas comunicações envia uma mensagem de rádio para a polícia de Dominó para alertar da fuga, após identificarem o detento que fugiu:
- O presidiário setecentos e setenta e sete escapou do presídio! Ele matou um guarda e está em fuga! O fugitivo está armado e seguindo em direção à cidade! Ele é perigoso! Tomem cuidado!
No dia seguinte, no colégio, Yuugi, Yukiko, Kisara, Nuru e Jounouchi estavam conversando, após o término das aulas, sendo que o loiro exclamava, enquanto se espreguiçava:
- Ufa! Acabou! Acabou! – ele olha para o seu amigo e depois, para as outras – O que acham de passarmos em algum lugar na volta?
- Por mim, tudo bem. – o jovem de orbes ametistas fala sorrindo.
- Infelizmente, não poderemos. Eu, a Kisara-chan e a Nuru-chan temos que ir a um lugar agora à tarde. Tudo bem? – a albina pergunta, sendo que sabia o que aconteceria e por isso, havia usado a sua magia para convencer as gêmeas a seguirem ela, após dar uma desculpa para a presença de ambas junto dela.
- Oh! Tudo bem. – ele consente, sorrindo.
- Tudo bem mesmo, Yuugi-kun?
- Sim, Kisara-chan.
- Jounouchi-kun, você vai acompanhá-lo até em casa, certo? – a morena pergunta ao loiro, corando levemente.
- Claro! Pode deixar comigo.
Yuugi coça o queixo levemente, pois, elas sempre eram protetoras, sendo que ficava feliz ao ver que estavam começando a confiar nele, principalmente a albina.
Afinal, era um voto de confiança imenso.
Então, elas se despedem, deixando Yuugi e Jounouchi sozinhos, com o jovem de cabeça de estrela, exclamando animado:
- Abriu uma lanchonete nova chamada Burger World! Dizem que o hambúrguer de lá é delicioso! – ele exclama, demasiadamente, empolgado.
Jounouchi ri levemente e depois fala, com um imenso sorriso no rosto:
- Você gosta mesmo de hambúrguer, hein?
- Claro! – o jovem consente, sorrindo brilhantemente.
- Combinado! Vamos para o Burguer World! – o loiro exclama com o braço para cima, animado.
- Yes! – o adolescente de cabelos tricolores ergue os dois braços com animação.
Então, eles saem do colégio em direção ao estabelecimento, enquanto conversam assuntos diversos e ao chegarem na entrada do estabelecimento, surge uma garçonete de cabelos ruivos que exclamava animada:
- Sejam bem-vindos! Vocês querem uma mesa para dois? Acompanhem-me, por favor!
- Claro.
- Com certeza.
Nisso, eles a seguem, sendo que na linha do tempo original, eles teriam seguido Anzu até o local e acabariam recepcionados por ela.
Então, eles são levados até uma mesa, sendo que próximo deles, no lado direito, havia uma família com duas crianças pequenas que não possuíam mais do que sete anos e em outra mesa, no lado esquerdo deles, se encontrava um grupo de garotas da mesma idade de Jounouchi e Yuugi.
Elas conversavam de forma estridente, enquanto riam, com a morena de olhos azuis, comentando:
- Eu fico feliz de termos conseguido vir para essa lanchonete com drive thru. Eu ouvi falarem muito bem desse lugar. Os meus pais são meio neuróticos com a segurança, depois daquele incidente de quase dez anos, atrás, quando se mudaram para a cidade vizinha. Eu iria morar nessa cidade, se aquela explosão misteriosa não tivesse acontecido.
- De fato, ainda é um mistério. Você tem alguma suposição, Anzu-chan? – uma das garotas pergunta.
- Nenhuma. Acho que ninguém tem uma explicação plausível. Afinal, ninguém consegue explicar como ocorreu aquela explosão imensa, o que torna tudo ainda mais bizarro.
- Sim. Inclusive, isso gerou algumas lendas urbanas.
- Bem, era o esperado, considerando que é o maior mistério de Dominó.
- Mudando de assunto, o que acharam do novo professor?
- Ele é tão quente!
- Põe quente nisso! É uma pena que ele é casado. – uma loira comenta desanimada, tomando um corpo de suco.
- Você não namorou no mês passado com aquele músico, Anzu-chan?
- Sim. Mas era um fracassado. Eu pensei que ele seria famoso. Mas, no final, foi uma decepção.
- Você não dá sorte, Anzu.
- Se bem, que não conseguiríamos competir com a poderosa Anzu Mazaki (Téa Gardner). Você sempre consegue pegar os mais bonitos, pois, os homens não conseguem resistir a você. – uma das garotas fala com um leve ciúme em sua voz, olhando para a jovem de olhos azuis e cabelos castanhos, para depois, suspirar, olhando para as outras amigas – Nunca conseguiremos competir com a Anzu-chan, meninas.
A morena sorri arrogantemente e fala:
- De fato, eu sempre consegui seduzir quem eu desejava. Afinal, também posso seduzi-los com a dança. No caso, uma dança suja para provocá-los em todos os níveis. Quem sabe, não consiga um homem interessante. Esse professor é interessante. Eu posso tentar. Até agora, não encontrei nenhum homem que resistisse ao meu charme. Tudo começa com a segunda cabeça deles, a de baixo. É simples pegar a cabeça de cima, depois.
Nisso, todas gargalham, até que uma delas comenta, após tomar um pouco do seu suco:
- Mesmo que ele não fosse casado, seria inacessível. Ele não parece ser do tipo que arriscaria seu emprego por uma aluna. – outra comenta – Eu tenho as minhas dúvidas se a sua sedução funcionaria, Anzu-chan.
- Por acaso, duvida das minhas capacidades de sedução? Fiz muitos homens caírem de joelhos – Anzu comenta arrogantemente – É fácil demais seduzir um homem e eu sou bem experiente nisso.
- Nós sabemos. Mesmo assim, eu duvido que você consiga seduzir esse professor – outra fala sorrindo.
- Eu aceito o desafio!
As outras abanam a cabeça para os lados, sorrindo, com uma delas comentando:
- Podemos fazer uma aposta.
- O que temos para apostar? Eu acredito que ela conseguirá seduzi-lo.
- Idem.
- Bem, eu acho que não.
- Acho melhor rever o seu julgamento. Afinal, nós a conhecemos a mais tempo do que você e vimos como ela consegue conquistar um homem. Eu duvido que exista algum homem que consiga resistir ao charme e sedução da Anzu-chan.
- Idem.
- Eu também.
- Com certeza.
A jovem que se encontrava parcialmente descrente no êxito da morena decide rever a sua decisão e fala:
- Bem, vendo a convicção de vocês, eu acho que ela conseguirá seduzi-lo.
- Uma escolha sábia.
- Isso mesmo.
- Fez bem.
- Podemos fazer uma aposta envolvendo quando tempo irá demorar para o professor cair na sedução da Anzu-chan.
- Por mim, podem apostar meninas. Eu não vou falhar. – a morena fala, sorrindo imensamente.
Próximo dali, Jounouchi e Yuugi olhavam para a mesa das garotas, sendo que o loiro comenta com uma careta no rosto:
- Ela não parece ser nada de mais. Não compreendo como ela pode seduzir alguém. Já vi mulheres mais bonitas do que ela. Além disso, ela parece uma vadia. Nem todos os homens operam nesse nível básico.
- Vai saber – o jovem de orbes ametistas dá de ombros – Afinal, eu concordo com você. Talvez seja por causa dessa tal "dança suja" que ela fala. Eu não sabia que uma dança podia ser suja.
Yuugi fala o final de forma inocente, enquanto percebia que no íntimo, não sentia muita atração pelas mulheres.
Claro, prestava atenção nelas, porém, tinha a estranha sensação que como era um homem, deveria sentir ainda mais atração e que os sentimentos eram mornos na melhor das hipóteses e que o prazer que havia sentido ao ver aquele filme pervertido que o loiro emprestou, não pareceu tão intenso quanto o que leu em muitos lugares, escondido do seu avô, enquanto que costumava prestar uma atenção considerável aos corpos de homens, principalmente aqueles que possuíam vozes em um barítono profundo e com uma boa constituição física, fazendo-o questionar se ele era bissexual ou não.
Mesmo assim, preferia não expressar as suas suposições, pois, havia feito um amigo e não queria que ele o achasse estranho.
Afinal, era implícito o quanto o loiro adorava mulheres ao contrário dele.
Então, eles voltam a conversar, enquanto esperavam os seus pedidos, sendo que Jounouchi estava surpreso com a inocência do seu amigo, pois, ele sabia o que era uma dança suja, enquanto que o jovem de orbes ametistas não fazia ideia do que era com Katsuya ponderando se devia explicar ou não, até que decide não explicar.
Na saída da floresta que o fugitivo havia percorrido em sua fuga, ele se encontrava arfante e chegou a se apoiar em uma árvore, enquanto falava consigo mesmo, ainda empunhando o revólver que roubou do policial morto:
- Maldição... Estou morrendo de sede. Não aguento mais. Quero fumar e tomar vários "gorós" até não aguentar mais!
