Notas da Autora
Atemu consegue...
O Faraó decide...
Yukiko consegue...
Capítulo 43 - Revés da sorte
Então, quando as crianças são ameaçadas pelo bandido, a parte inconsciente do jovem que lutava contra a influência de Atemu, recua e para de lutar, com o espirito conseguindo subjugar o seu amado, fazendo-o adormecer na câmara da alma dele, enquanto assumia o controle do corpo, sabendo que a visão das crianças sendo ameaçadas fez Yuugi aceitar, inconscientemente, o controle para salvá-las.
O Faraó comenta consigo mesmo em pensamento, enquanto o medo havia sido banido daquele corpo e substituído pela fúria por ele ameaçar aquele que amava e as crianças, ao mesmo tempo em que era tomado pela sua usual autoconfiança inabalável:
"Como ousa ameaçar aquele que eu amo e duas crianças inocentes? Você teve muito azar de me escolher, fugitivo."
Ele não comenta da garota, pois, notou os gestos lânguidos da morena e que ela estava apreciando o tratamento, fazendo-o revirar os olhos, sendo que se recorda da conversa que o seu amado ouviu da mesa dela e das outras amigas da garota, confirmando o fato de que era uma vadia.
Todos que estavam naquele local, desconheciam o fato de que havia uma meia dragoa das neves sagrada próxima de Yuugi e que usou a sua magia para ficar invisível e imperceptível para todos, observando os acontecimentos com atenção, sendo que Yukiko agradecia pelo fato do acidente ter trazido algo de bom. Nesse caso, a ausência de Anzu da vida do jovem, embora acreditasse que isso não duraria muito quando Mutou fosse famoso ao se consagrar como Rei dos Duelistas, considerando o caráter da morena de buscar famosos.
O motivo da albina se encontrar no local, além da óbvia preocupação daquele que via como um filho querido, mesmo sabendo do desfecho daquela situação, era para conseguir aquela presa ao pensar em uma forma de pegá-lo para si, visando ter um brinquedo novo para torturar, sem alterar os acontecimentos, pois, a seu ver, o criminoso merecia muito mais pelos crimes brutais que cometeu e que somente ela, Yukiko, conseguiria puni-lo adequadamente.
Inclusive, havia criado um clone mágico dela para acompanhar Kisara e Nuru, permitindo assim que ela pudesse vir até o Burguer World.
A meia dragoa observava Atemu enviando discretamente pelo chão a sua magia em direção as crianças, juntamente com o poder do Sennen Pazuru e quando o poder mágico chega aos pequenos, sem que ninguém percebesse, com exceção da albina, a magia invisível aos olhos humanos comuns envolve os infantes como se fosse um cobertor, fazendo com que adormecessem profundamente para que parassem de chorar, antes que o bandido atirasse neles para descarregar a sua raiva pelo choro.
Após ter êxito no seu plano de salvá-los ao observar o bandido recuando com a arma, não visando mais as crianças adormecidas nos braços dos seus genitores, ele caminha até onde o marginal se encontrava e deposita os itens na mesa, para depois, sentar no outro lado, de frente para o meliante, falando com a sua voz barítono, enquanto exibia uma pose de autoconfiança imperturbável:
- Aqui está o seu pedido.
O fugitivo fica irado pela ousadia e exclama, apontando a arma para o Faraó:
- Quem disse que era para você se sentar?!
Sem demonstrar qualquer medo, mesmo com a arma apontada para ele, Atemu sorri de canto e fala, apontando de forma casual o dedo indicador para o bandido, após, escolher o jogo ideal para o fugitivo:
- Ora... eu pensei que você poderia querer se divertir um pouco, além de usar o corpo dessa garota para relaxar, após o choro das crianças. Além disso, o que desejo propor a você não irá atrapalhar as suas atividades com ela, pois, é bem simples. Se você não for um covarde, não aceitaria fazer um jogo comigo?
A morena ouve a voz barítono profundo e sente um arrepio de prazer ao ponto de se contorcer levemente, considerando o dono daquela voz como "quente" para os seus padrões pela voz máscula e profunda que ouviu.
- Um jogo?! – o fugitivo fala, sendo evidente a surpresa em seu rosto.
"O que aconteceu com aquele jeito covarde dele? Além disso, eu acho que o rosto não era tão anguloso e os seus olhos não eram estreitos. Eram grandes e expressivos. Ademais, eu posso jurar que não havia algumas mechas da franja loira erguida contra a cabeça. Além disso, a sua altura parece um pouco diferente... – o bandido espana esses pensamentos da sua mente ao perceber o quanto eram surreais – Eu não acredito que pensei nessas besteiras! Ninguém muda a constituição física de uma hora para a outra. Isso é impossível."
Após pegar o maço de cigarros e tirar um dos cigarros com os lábios, enquanto sorria, ele fala:
- Um jogo, é? Você me deixou muito interessado.
- Só que quem perder este jogo pode morrer. – o espírito completa.
- Gostei. E como é esse jogo? – ele pergunta, enquanto pegava a bebida e começava a virar no copo, mantendo a arma apontada para Atemu com a outra mão.
Enquanto isso, o bandido comenta em pensamento, após rir mentalmente:
"Que moleque idiota. Será que acha que o meu "canhão" é de brinquedo? Uma puxada no gatilho e "bye-bye" idiota!"
Enquanto isso, não muito longe da mesa, em um canto afastado junto dos outros reféns, Jounouchi estava preocupado com o seu amigo e o motivo de não conseguir ver o que acontecia era por causa de um rapaz obeso que estava agachado na frente dele e cujas nádegas avantajadas tampava a visão do loiro que ouvia o homem na sua frente implorar a qualquer divindade:
- Socorro. Eu juro que não comerei além da conta.
"Esse gordo não me deixa enxergar nada! Mas está quieto demais! O que está acontecendo lá?"
Então, o loiro tentar erguer discretamente a cabeça para ver algo, mas, não consegue, sendo que exclama o nome do seu amigo em pensamento por estar preocupado com ele:
"Yuugi!"
De volta à mesa onde está o meliante, o mesmo está virando lentamente a bebida no copo por estar prestando mais atenção à pessoa que estava na frente dele.
- Então, escute as regras.
- Estou ouvindo.
- Nós estamos aqui, sentados um na frente do outro e vamos nos impor um limite – ele fala, estendendo ambas as mãos na sua frente – O limite é o seguinte. Só podemos mexer um dedo de nossas mãos. Cada um pode escolher o dedo que deseja mexer. Que dedo você escolhe?
O Faraó perguntou, embora soubesse a resposta do fugitivo a sua frente e de fato, após o bandido dar uma risadinha, ele fala, sorrindo cruelmente:
- Nesse caso, eu escolho este dedo indicador aqui – ele fala, esticando o dedo indicador, o afastando temporariamente do gatilho da arma – É o único dedo que eu preciso para "estourar os seus miolos"!
Atemu ergue o polegar direito e fala:
- Ok. Eu escolho este dedão aqui.
O homem ri em pensamento, enquanto pensava consigo mesmo:
"Esse moleque é idiota. O que pode fazer com apenas um dedo? Mas eu acabo com ele em um instante."
- Depois que o jogo começar, você pode fazer o que quiser. Inclusive, puxar o gatilho. Vamos lá – o Faraó falava, enquanto sorria – É hora do duelo!
O fugitivo gargalha, apontando a arma para o espírito, enquanto exclamava com o cigarro ainda apagado na boca:
- Vou acabar com o jogo agora!
Sem se alarmar, Atemu pega o isqueiro e abre com o polegar, usando o mesmo dedo para fazer surgir uma chama, sendo que este gesto detém o bandido, que fala:
- Eu tinha me esquecido do isqueiro. Fiquei o tempo todo sem poder fumar no "xilindró". Vou deixar você ascender o meu cigarro e depois, eu te mato!
O Faraó estende a mão e ascende o cigarro, sendo que a chama ainda está acessa, enquanto colocava o objeto em cima da mão que virava a bebida no copo, fazendo o meliante ficar confuso, inicialmente, enquanto Atemu falava com um sorriso de vitória:
- Pode ficar com esse isqueiro. Leve-o com você ao outro mundo.
- Hein? – ele percebe as implicações de ter o isqueiro em cima da mão que virava a bebida - O quê?!
Ele começa a fumar desesperadamente, enquanto era tomado pelo desespero, pensando consigo mesmo em meio ao terror que vivenciava ao perceber que estava em uma armadilha mortal e sem escapatória:
"Não posso me mexer! Se o isqueiro cair, a bebida vai pegar fogo e eu vou virar uma tocha humana!"
- Experimente puxar o gatilho. O isqueiro cairá com certeza. Aliais, essa bebida é vodca russa com noventa por cento de álcool.
Atemu olha para a morena e suspira, decidindo tirá-la do local, pois, já bastava o fato do seu amado tomar conhecimento da morte do bandido. Adicionar a morte da garota à contagem dos corpos faria Yuugi ficar demasiadamente triste e ele não desejava isso, bastando o fato dele ficar entristecido pela morte do bandido, pois, por mais cruel que o meliante fosse o seu amado nunca ficaria feliz com a morte de alguém por causa do seu coração puro e cristalino.
Portanto, o Faraó a pega pelo pulso, afastando-a do fugitivo, enquanto a bebida transbordava no colo do criminoso, o encharcando, com o mesmo se encontrando desesperado, acabando por soltar o cigarro aceso da boca ao abri-la levemente, para depois, ser tomado pelas chamas, enquanto gritava de agonia.
Enquanto as chamas irrompiam no corpo do meliante, Yukiko usou a sua magia para substitui-lo por um clone, enquanto o curava, colocando-o em seguida para dormir, conforme o removia magicamente do local ao colocar ele em um compartimento mágico, para depois, poder torturá-lo à vontade.
Então, após ter conseguido o que desejava, ela fica no local, observando as chamas, decidindo que sairia após Yuugi sair do local.
Ao verem o fogo, as pessoas se levantam e correm do local, sendo que a morena tira a venda do olho ao mesmo tempo em que o loiro ia até Yuugi, que havia voltado ao controle do seu corpo, embora estivesse levemente desorientado, para depois, ser arrastado para fora por Jounouchi, pois, todos temiam que o incêndio se alastrasse no local.
Enquanto isso, Mazaki, que estava ansiosa para ver o dono da voz máscula e que havia pegado em sua mão, olha em volta e percebe que estava sozinha, com as últimas pessoas saindo do local.
Ao olhar para trás, observa o corpo do fugitivo sendo carbonizado e o forte cheiro de carne humana queimada chega as suas narinas, com as labaredas intensas a aterrorizando, fazendo-a sair correndo do local, ainda nua, enquanto que os bombeiros e policiais estavam chegando ao Burguer World, com o corpo de bombeiros se encontrando aliviado ao ver que as chamas se concentraram, apenas, no fugitivo, tornando fácil para eles a extinguirem, enquanto ficavam chocados ao verem uma adolescente nua correndo em direção à rua, gritando a plenos pulmões.
No local, como havia alguns repórteres filmando a cena, as câmeras filmaram a morena nua, correndo para fora do estabelecimento, com os seios balançando pela corrida e que foi transmitida em rede nacional, pois, eles estavam falando ao vivo do local, sendo que várias pessoas que se aglomerarem para verem os acontecimentos tiraram fotos, enquanto que outros filmaram Anzu correndo nua até que uma enfermeira consegue pegar a jovem, envolvendo um cobertor em torno dela, ficando aliviada ao ver que a adolescente não estava ferida.
Enquanto isso, as pessoas começaram a postar o vídeo e fotos da morena nua na internet, sendo que se tornaram virais em questão de minutos.
Nesse ínterim, longe do Burguer World, mais precisamente no aeroporto da cidade de Dominó, um homem com vestes que lembravam a dos países árabes, seguido de uma jovem com uma saia e padrão de roupa diferente e que destoava do homem ao seu lado, desembarcavam do avião, seguido os demais passageiros, sendo que as suas vestes e pele bronzeada se destacavam dentre eles.
