Notas da Autora

Yukiko usa...

Os bandidos...

Yukiko comenta...

Jounouchi decide...

Capítulo 45 - Ryoushi Kyuubu

Quando a noite caiu, após se despedir dos seus amigos, a albina entrou em seu apartamento e fez um gesto com o punho ao esticá-lo lateralmente ao corpo, abrindo uma espécie de pequeno portal.

Então, ela coloca a mão dentro dele, buscando algo, para depois, retirá-la, enquanto segurava o Ryoushi Kyuubu (Quantum Cube).

A trinca que havia nele estava desaparecendo, graças ao fato da meia dragoa usar os seus poderes para restaurar o item e mesmo restando um pequeno vestígio, Yukiko sentia que era seguro usá-lo, pois, estaria usando a sua magia e não toda a magia do item, visando poupá-lo.

Afinal, apenas queria usar a sua habilidade de criar dimensões de acordo com o desejo do portador.

Então, a albina fecha os olhos e se concentra, fazendo surgir um brilho no entorno, irradiando a partir do objeto, enquanto criava o local que ansiava e após o mesmo está pronto, sendo que havia depositado uma pequena parte dos seus poderes no item, visando poupá-lo, ela é transportada para a dimensão privativa.

A meia dragoa abre os olhos e fica entusiasmada ao ver que conseguiu criar um calabouço repleto de ferramentas de tortura que idealizou, além de várias correntes e equipamentos, fazendo-a abrir um sorriso imenso, se sentindo como uma criança em uma loja repleta de brinquedos e confessava que estava ansiosa para experimentar tudo aquilo.

Yukiko faz outro movimento com o pulso e retira o fugitivo, ainda inconsciente, para depois, jogá-lo no chão, sendo que retorna a fazer os movimentos em seus pulsos, abrindo outro pequeno portal, após o anterior fechar.

Ela estende a mão e a retira em seguida, segurando uma espécie de semente, para depois, o portal fechar, enquanto ficava satisfeita ao se lembrar de ter conseguido algumas delas há alguns dias, atrás, quando tomou ciência da sua existência e mesmo que tivesse sido cansativo achar o povo que criava aquelas plantas, a busca compensou.

Afinal, era uma semente mágica de uma planta de um planeta bem longe da Terra e de outra dimensão, sendo que aquela semente gerava uma planta belíssima que fornecia frutos maravilhosos e igualmente saborosos.

Porém, se alguém daquela raça comesse a semente, ficaria saciado por vários dias e o motivo de não a comerem regularmente, limitando-se apenas aos frutos era por causa do gosto rançoso e igualmente amargo, sendo o oposto do sabor adocicado da fruta.

Segundo as pesquisas dela, com Yukiko testando em alguns ladrões que tentaram assaltar o dojo dos pais da Nuru e da Kisara, ela descobriu que quando um humano engolia aquela semente, ele não teria qualquer necessidade fisiológica, além de se sentir saciado e sem sede.

Inclusive, conforme analisava a magia gerada pela semente, acreditava que os efeitos durariam cem anos, antes do hospedeiro viesse a falecer, envelhecendo todos os anos que não envelheceu em vinte e quatro horas, sendo que ficaria vivo até o processo terminar, com a albina acreditando que seria uma dor imensurável.

A semente para ela era muito prática, pois, cuidaria de garantir os seus brinquedos vivos, com a albina precisando apenas curá-los, após brincar com eles, sendo que se lastimava de não ter descoberto sobre essa semente, antes.

A meia dragoa pega a semente e abre a boca do bandido, a jogando em direção a sua garganta, forçando-o a engolir, enquanto ficava feliz ao ver o semblante de tormento do mesmo pelo sabor pútrido e amargo, sendo que fica satisfeita ao ver a magia agindo, pois, a albina fez os seus olhos brilharem, permitindo assim enxergar a magia agindo desde o estômago para depois, irradiar para o resto do corpo.

Ao segurar o Ryoushi Kyuubu com a sua cauda ao envolvê-la envolta do item, permitiu que as suas mãos ficassem livres, com ela usando a sua magia na coluna cervical dele, o deixando paralisado, para depois, se concentrar na mente do meliante, visando evitar que enlouquecesse, além de ampliar o seu senso de dor, sendo que daria o mesmo pesadelo que deu para Ushio e os outros.

Então, após preparar tudo, estala os dedos na frente do criminoso que abre os olhos, ficando confuso em um primeiro momento, para depois, gritar, ou melhor, tentar gritar ao se recordar do fogo em sua pele, ficando demasiadamente assustado ao perceber que não conseguiria gritar, pois, a sua boca não abria, sendo que somente conseguia mexer os seus olhos, enquanto se sentia preso em seu próprio corpo, fazendo com que ficasse ainda mais aterrorizado.

Em um misto de terror e confusão, passa a olhar para os lados e seus olhos ficam esbugalhados ao ver a estranha mulher que tinha cabelos alvos e orelhas da mesma cor, só que felpudos, além de asas de penas brancas e olhos azuis como duas safiras, além da roupa felpuda ser na cor azul com gola e barra das mangas felpudas alvas, tendo uma joia azul por cima de um laço na altura da clavícula, possuindo além dos cabelos alvos compridos, duas mechas compridas que partiam das orelhas e que repousavam na frente do corpo, contendo uma presilha circular azul em cada uma delas.

Era um vestido azul e comprido que chegava três dedos abaixo do joelho, sendo a barra desta felpuda, assim como usava calças folgadas da mesma cor por baixo da espécie de vestido que tinha um manto, cujas bordas eram felpudas e que cobriam parte do tórax por cima da vestimenta, que por sua vez, era presa na cintura por uma espécie de cinto, coberto com uma faixa azul.

Inclusive, em um primeiro momento, ao ver as asas de penas, achou que era um anjo, embora não compreendesse o que um ser angelical iria querer com alguém como ele, até que fica aterrorizado ao ver o sorriso sádico e o brilho de sadismo nos orbes azuis como safira em contraste com a pele albina da mulher, além de ficar atemorizado com os caninos afiados e alvos que ela exibia ao abrir a sua boca de contorno delicado.

- Vejo que acordou... Agora, eu posso me divertir! – ela exclama animada, como uma criança entusiasmada com um presente que desejava imensamente, enquanto o bandido ficava estarrecido ao ver uma cauda peluda alva com um porrete na ponta.

Após ver o semblante de terror dele, se deleitando com o pavor que demonstrava em seu semblante e pelo odor que liberava, ela fala, enquanto sorria:

- Não precisa ficar triste, pois, você terá amigos para lhe fazer companhia. Mais tarde, irei apresentá-los. Eu prometo! – ela continua falando em um júbilo infantil que apenas o aterrorizou ainda mais, enquanto exibia o mais puro sadismo em sua face.

Então, a albina aproxima as suas mãos dele e ele fica aterrorizado ao ver garras afiadas em vez de unhas, com a meia dragoa falando:

- Bem, vamos começar a brincadeira. Quanto mais cedo terminamos, mais rápido você conhecerá os seus amigos – o criminoso começou a julgar que estivesse no inferno, sendo que desejava se encolher, enquanto chorava de medo com o sorriso sádico no rosto dela, conforme se aproximou, com a mesma perguntando com um sorriso que não chegava aos olhos – Let´s play a game?

Após falar, ela se aproxima lentamente, visando deixá-lo ainda mais, aterrorizado, sabendo que a mente dele disparava em pensamentos aterrorizantes, sendo um pior que o outro, com Yukiko confessando que amava ver a expressão de puro terror e igual desespero em suas presas.

Ao chegar perto do meliante, que se encontrava atemorizado por não poder mexer nada com exceção dos seus olhos, além de não poder gritar, a meia dragoa começa a torturá-lo lentamente, arrancando o couro cabeludo, depois os dentes e em seguida, a pele, que eram arrancados gradativamente, com o bandido não conseguindo ficar inconsciente, enquanto que o seu senso de dor foi ampliado em três vezes, tornando-o ultrassensível, para depois, ter os seus ossos esmagados, com ela evitando pegar partes que seriam fatais, enquanto usava a sua neve azul para curá-lo, visando mantê-lo vivo.

A tortura durou várias horas, pois, ela fez de forma lenta, enquanto se divertia, curando-o totalmente, antes de fazê-lo ficar inconsciente.

Então, a albina toca na testa dele e usa, novamente, a sua magia para dar o mesmo pesadelo que deu aos outros e que seria extremamente vívido, consistindo da mesma tortura que fez, apenas modificando a parte dos ossos, pois, como era a mente, poderia quebrar todos os ossos, lentamente, sem se preocupar de serem pontos vitais, após os músculos serem arrancados de forma gradual, mantendo os seus órgãos, fazendo-o assistir tudo, para depois, ele ser curado, passando a ser estuprado no ânus e na boca por seres monstruosos com monstros no meio das pernas, fazendo-o sentir a dor lacerante de ser rasgado brutalmente, enquanto era estocado violentamente, com o pesadelo durando até que acordasse, sendo que se recordaria dele e mesmo temendo dormir, dormiria a força, garantindo a tortura e estupro noturno dentro da sua mente para o resto de sua vida, com este ciclo se repetindo todos os dias.

A albina tinha envolvido a si mesma em uma magia que circundava o seu corpo, protegendo-a do sangue, pois, não queria se sujar com o sangue imundo dele, para depois, limpar o sangue que jazia no local por prezar a limpeza ao concentrar a sua magia e estalar os dedos, fazendo sumir o sangue carmesim que havia impregnado o chão.

Então, ela faz um movimento para o lado com a sua outra mão, abrindo outro compartimento ao fazer surgir uma espécie de pequeno portal, tirando os dois bandidos que sofriam com os pesadelos.

Após retirá-los, com o pequeno portal fechando, para depois, desaparecer, a meia dragoa os posiciona um do lado do outro, presos na parede pelos punhos e tornozelos, enquanto que eles vivenciavam os seus pesadelos, pois, apesar de não se mexerem, a albina sabia que estavam vivendo o que colocou em suas mentes como forma de punição adicional.

Afinal, quando leu a mente deles, descobriu que eles pretendiam estuprá-las, após renderem a família ao atirar neles com silenciadores em regiões não fatais, sendo que também havia outros atos cruéis e igualmente perversos que praticaram com outras vitimas no passado.

Yukiko confessava que lamentava não poder ficar mais tempo, sendo que decidiu brincar com eles, durante uma parte da noite, quando estivesse aborrecida, enquanto pensava em formas de inovar as suas torturas, sabendo que eles sofreriam em seus pesadelos, sendo que ela os forçaria a dormirem presos em suas mentes, quando não estivesse os torturando.

Então, ela se retira do local, sendo que conseguia manter aquela pequena dimensão que criou através do Ryoushi Kyuubu, pois, como o estava restaurando com a sua magia, havia adquirido um vínculo com ele, garantindo que poderia manter aquela dimensão, mesmo de forma inconsciente, além de não precisar ficar segurando o objeto.

Após retornar ao apartamento, ela coloca o Ryoushi Kyuubu no compartimento destinado ao item, para em seguida, tomar um banho, antes de se deitar na cama para dormir.

Alguns dias, depois, Yuugi e Jounouchi estavam andando juntos até o colégio, enquanto que Yukiko, Kisara e Nuru haviam decidido passar em uma loja de roupas que ficava no caminho para trocar uma roupa que a albina comprou, com a meia dragoa arrastando as gêmeas junto dela para pedir conselhos sobre alguns modelos, fazendo com que os dois adolescentes continuassem o seu caminho, sendo que a meia dragoa fez isso de forma proposital, para que ambos andassem sozinhos em decorrência de um acontecimento durante o trajeto deles.

Quando viram o loiro pela manhã e notaram o machucado em seu rosto, perguntaram o que ocorreu.

Então, Jounouchi explicou que foi cercado por uma gangue de estudantes e apesar de levar um soco, ele disse que conseguiu "fazer um estrago", segundo as palavras dele, nos quatro que o cercaram, sendo que exibia orgulho no rosto quando contou que os nocauteou com os seus punhos.

Conforme andavam, Katsuya comenta, tocando o curativo em seu rosto, após suspirar:

- Eu estou azarado nesses últimos dias.

- Eu acho que é impressão sua, Jounouchi-kun.

Ambos detêm os seus passos abruptamente quando uma placa de metal com fusíveis de um poste de luz cai na frente de do loiro, os fazendo ficarem assustados, sendo que um funcionário que trabalhava no poste de luz ao lado deles, fala em um tom de culpa, enquanto estava no alto:

- Eu peço desculpas. Vocês estão bem?

Katsuya exclama com as feições aterrorizadas, desde que o objeto caiu na frente deles e que por poucos centímetros, não os atingiu:

- Eu estou falando que estou azarado!

"Pelo menos, nós tivemos sorte que não caiu em cima de nós." – o jovem de cabelos tricolores comenta em pensamento ao ver o quanto estiveram próximos de serem atingidos pelo objeto, passando a ver um lado positivo, mesmo naquela situação.

- Ei! Tudo bem? – o funcionário da companhia de luz torna a perguntar.

- Sim! Estamos bem! – o adolescente de orbes ametistas é o primeiro a se recuperar do susto, enquanto notava que o seu amigo continuava petrificado de medo.

Mais tarde, no intervalo, após Yukiko, Kisara e Nuru ficarem aliviadas ao saberem que Mutou estava bem, apesar do susto daquela manhã, a albina comenta, sendo que sabia que teria que agir em alguns momentos para que certos eventos ocorressem e este era um desses momentos, uma vez que na linha do tempo original, seria Anzu que iria fazer aquele comentário:

- Vocês escutaram falar no Kokurano da sala A? Parece que ele está ficando bem popular.

- Por acaso, é aquele rapaz metido que usa uma espécie de capuz e tem uma espécie de símbolo em uma faixa? – a morena pergunta com os braços cruzados em frente ao corpo, controlando o rubor que queria surgir em suas bochechas com a proximidade do loiro.

- Bem, eu ouvi algumas garotas comentando sobre ele. No caso, aquelas que sentam próximas de mim. Dizem que ele é um médium. Mas, não sei se isso é verdade – a prateada comenta, ignorando o olhar inquietante de Seto na sua direção.

Então, quando olhou de volta, o mesmo desviou o olhar dela e passou a observar a tela do seu notebook, digitando freneticamente nas teclas, a ignorando, enquanto mostrava aborrecimento em sua face, sendo que a prateada tentava compreender porque o seu coração batia acelerado ao vê-lo, além de surgir borboletas em seu estômago frente à visão dele e quando Kaiba ficava olhando para ela com um olhar incompreensível para a adolescente.

Em relação à Kokurano, Nuru também tinha o mesmo pressentimento da irmã, sendo que elas haviam comentando sobre isso, um dia, ao vê-lo cercado pelas duas assistentes dele.

- O quê?! Um garoto médium! – Jounouchi e Yuugi exclamam estupefatos.

- Sim. Ele é da classe A. Parece que ele lê o futuro e geralmente acerta nas previsões que faz. Bem, foi o que eu ouvi. – a albina comenta.

- Eu também ouvi sobre isso. – a prateada comenta, voltando a olhar para os seus amigos ao ver que Kaiba não voltou a olhar para ela.

- Vocês não perceberam que as garotas somem no intervalo? É porque vão lá para ler a sorte, sendo que sempre voltam para a sala de aula, comentando sobre as previsões dele – a bronzeada comenta pensativa.

- Bem... Eu não acredito nisso, se querem saber a minha opinião. – a albina falava, enquanto ajeitava o seu rabo de cavalo baixo, uma vez que alternava entre deixar seus cabelos soltos ou presos, enquanto deixava as duas mexas compridas que repousavam na frente do seu corpo, contendo uma presilha circular azul em cada uma delas.

- Idem.

- Eu também não acredito.

As gêmeas concordavam com a meia dragoa e por sua vez, as três perceberam que o loiro não concordava, enquanto que o jovem de cabelos tricolores parecia concordar com elas.

- Eu vou pedir para ele ler a minha sorte! – o loiro exclama com um brilho nos olhos, fazendo os seus amigos ficarem com uma gota.

Então, ele segura a mão de Yuugi e da bronzeada, sendo que esta corava intensamente pelo toque, enquanto ambos são puxados por um Katsuya empolgado, com a albina e a prateada correndo atrás deles, enquanto o mesmo exclamava com animação:

- Vamos lá, Yuugi, Nuru-chan, Kisara-chan e Yukiko-chan!

Elas notaram o sufixo "-chan" em seus nomes, mas, não se incomodaram.

Enquanto isso, Atemu, que se encontrava na sua própria câmara, sentando em uma espécie de trono, massageava as suas têmporas por estar preocupado com o incidente daquela manhã e ao ver o seu amado ser puxado pelo loiro, ele ficou com um leve ciúme, apesar de Jounouchi não demonstrar nenhum interesse amoroso no jovem, confirmando a preferência dele por garotas, conforme se recordava de algumas das conversas de ambos, para depois, ficar preocupado, pois, tinha um mau pressentimento sobre o tal médium, sendo esta sensação oriunda de sua magia, além de sentir que tinha muita experiência em julgar as pessoas, embora não compreendesse a origem das percepções que possuía e que pareciam demasiadamente naturais.

Afinal, não possuía qualquer recordação, antes daquelas que surgiram a partir do seu despertar quando o Sennen Aitemu foi montado por Yuugi.

Portanto, decidiu ficar demasiadamente atento, passando a se concentrar em ver e ouvir tudo o que o seu anfitrião via e ouvia, para que agisse o mais rapidamente possível, caso fosse necessária alguma ação rápida.