Notas da Autora
Todos descobrem...
Kokurano fica...
Alguns dias depois...
Yo!
Eu quero pedir desculpas pela demora.
Tenham uma ótima leitura.
Capítulo 50 - O medo de Kokurano
Então, quando olham para frente, com os outros estudantes voltando a se aglomerarem atrás de Mutou, ele e os seus amigos ficam surpresos ao verem Kokurano inconsciente, sendo que todos apontavam para as dezenas de papeis com premonições que o falso vidente mantinha embaixo do manto, indicando assim a sua fraude.
Muitas garotas se encontravam consternadas ao verem que ficaram ansiosas por previsões de um charlatão, sendo que os semblantes das duas estudantes que agiam como auxiliares do adolescente são tomados pela mais pura fúria, conforme assimilavam o quanto foram tolas.
Ao mesmo tempo, a maioria dos rapazes achou engraçada a situação ao se recordarem da ânsia das mulheres e igual animação a uma previsão de Kokurano, com eles comentando entre si o quanto as garotas foram idiotas por idolatrarem um falso vidente, com exceção daqueles que namoravam algumas dessas garotas e que procuravam consolar as suas namoradas, apesar de concordarem com a maioria em seu íntimo, enquanto que alguns rapazes se encontravam revoltados, tal como as mulheres, por terem sido enganados pelo estudante.
Então, todos os olhos se voltam para um lado do corredor onde se encontrava o diretor acompanhado de policiais e que caminhavam na direção do grupo, que abria passagem automaticamente para eles.
Nesse interim, o falso vidente despertava lentamente, sendo tomado por uma breve confusão em virtude da magia e do clorofórmio.
Após passar o ligeiro atordoamento e posterior vertigem, os seus olhos se focam no diretor e nos policiais que exibiam semblantes sérios, sendo que ele percebe a movimentação no entorno e fica estupefato ao ver a fúria no rosto das garotas e de alguns rapazes, enquanto que muitos estudantes achavam graça e ao olhar para as duas adolescentes que eram as suas atendentes, elas exibiam olhares repletos do mais puro ódio, o fuzilando com os olhos.
O estudante arqueia o cenho, tentando compreender o que estava ocorrendo, quando percebe que o seu manto está aberto, revelando as dezenas de previsões que escreveu para usar quando houvesse algum evento, fingindo que era um vidente.
O charlatão passa a olhar para os policiais novamente e sente o sangue gelar ao mesmo tempo em que começa a suar frio conforme era erguido, para em seguida, ser retirado do local sobre vaia dos demais estudantes contra Kokurano que chorava, pois, aquele era o seu pior pesadelo, embora estivesse inclinado a considerar a polícia como sendo um forte rival, após ouvir um dos policiais falando:
- Conseguimos um mandato judicial para verificarmos a sua casa e quarto. Graças às dezenas de papéis com previsões embaixo do seu manto, foi comprovado a sua falsa vidência.
O adolescente fica desesperado ao saber do mandato, enquanto era levado em direção ao carro dos policiais.
Nesse interim, ocorriam murmúrios dentre os estudantes por alguns terem ouvido sobre o mandato, sendo que esta notícia é espalhada pelos demais, com muitos deles acreditando que era referente ao incêndio, fazendo com que surgisse a hipótese de não ter sido um acidente, uma vez que Kokurano era um falso vidente, sendo que a queda das estantes ainda não havia se espalhado por completo no colégio.
- Eu não acredito que ele era um charlatão... E pensar que eu fui um perfeito idiota por acreditar em previsões. – o loiro murmura consigo mesmo, consternado.
- Bem, você não foi o único. A maioria esmagadora das garotas desse colégio agiu como você. A diferença é que ele apreciava a companhia feminina e por isso, não lhe deu muita atenção. – Nuru falava, enquanto corava levemente ao olhar para o loiro.
- Veja pelo lado bom, Jounouchi-kun. Você não foi o único. – Yuugi comenta com uma voz consoladora, dando tapinhas, confortadores, nas costas dele, enquanto o loiro se encontrava com os ombros caídos e a testa debruçada contra a parede ao lado dele.
- De fato, ele não foi o único. – a prateada consente.
- Sim. Mesmo dentre os homens, você não era o único que acreditava naquele charlatão. Portanto, não tem motivo para sentir vergonha de ter desejado ler a sorte com ele. – a albina comenta.
Então, o diretor ordena com uma voz altiva, não permitindo qualquer margem para contestação:
- Muito bem! O show acabou! Entrem nas suas respectivas salas de aula. O sinal já vai tocar.
Todos fazem o que o diretor mandou e enquanto saia do local com os seus amigos, após o loiro se recuperar, Yuugi avista Hanasaki saindo da aglomeração, sendo que parecia envergonhado consigo mesmo.
Após o acontecimento com Sozoji, ele e Yuugi conversavam de vez em quando, sendo que a albina e as gêmeas também faziam isso, com Katsuya conversando algumas vezes com o jovem quando estava com Mutou.
Então, enquanto se dirigiam para a sala de aula, o adolescente se aproxima dele e o cumprimenta:
- Ohayou, Hanasaki-kun!
- Oh! Ohayougozaimassu, Yuugi-kun. – ele fica surpreso por ele lhe dirigir a palavra e como não tinha amigos, ainda se sentia envergonhado quando alguém lhe prestava atenção, mesmo que fosse o jovem de cabelos tricolores que conversava regularmente com ele, assim como os amigos deste.
Os amigos de Yuugi se aproximam e cumprimentam o loiro acastanhado, enquanto andavam até a sua respectiva sala de aula.
- Por que está assim, Hanasaki-kun? – o adolescente de orbes ametistas pergunta, exibindo preocupação em seu semblante.
Após suspirar, o estudante responde:
- Eu também acreditava em Kokurano. Inclusive, consegui que ele lesse a minha sorte. Não acredito que eu fui tão estúpido!
Mutou dá tapinhas, confortadores, nas costas dele e fala gentilmente:
- Não se sinta assim. Ele conseguiu enganar muitas pessoas e dentre nós, homens, você não foi o único. Teve um número considerável que acreditava nele e que conseguiu que ele lesse a sorte.
- O Yuugi-kun está certo, Hanasaki-kun. O Jounouchi-kun é um desses exemplos. – a albina fala sorrindo, enquanto apontava com a sua mão para o loiro.
- Isso mesmo! Eu... – ele inicialmente exclama com orgulho, até que percebe o que fez e exclama indignado para a albina – Ei!
Hanasaki sorri levemente, enquanto a meia dragoa falava, dando de ombros:
- Eu só disse a verdade.
- É como dizem... A verdade dói. – a prateada fala consentindo, com os braços cruzados na frente do corpo, enquanto caminhavam pelo corredor.
- E como dói. – a bronzeada falava, enquanto consentia, controlando o rubor em suas bochechas ao olhar para Katsuya.
O loiro se encontrava agachado, parecendo ter uma nuvem de depressão em torno de si, enquanto batia os dedos indicadores um no outro, com Yuugi procurando confortar o seu amigo, junto de Hanasaki.
Após conseguirem confortar o loiro, eles chegam à sala de aula, segundos antes do sinal tocar e sentam em seus respectivos lugares, sendo que Nuru controlava o rubor em suas bochechas conforme o loiro passava por ela para sentar no seu lugar, enquanto que Jounouchi sempre olhava discretamente para a morena sempre que ela estava distraída, conversando com outra pessoa e quando a bronzeada olhava na direção dele ao se sentir observada, o adolescente desviava o rosto, controlando o leve rubor em sua face.
Conforme havia planejado, Yukiko usou a sua magia para fazer com que um aluno que sentava próximo deles, pedisse para trocar de lugar com Hanasaki, sabendo que o mesmo concordaria e de fato, ele consente, trocando de lugar, passando a se sentar próximo deles, com Mutou passando a puxar conversa com o loiro acastanhado e que é finalizada, assim que o professor entra na sala de aula, com todos se levantando da cadeira conforme o educador entrava na sala, para depois, se sentarem em seus respectivos lugares.
Alguns dias depois, a albina estava de costas para o quadro-negro e enquanto esperava todos se sentarem, após voltarem do intervalo, se encontrava pensativa sobre os acontecimentos que iriam se suceder dali a alguns dias, mais precisamente no dia anterior ao Festival do colégio, sendo que havia planejado o método que usaria para lidar com alguns desgraçados e o seu líder bastardo.
Afinal, seria complicado fazer os eventos acontecerem o mais próximo possível da linha do tempo original, conforme analisava o seu plano sobre todos os ângulos possíveis.
Após todos se sentarem, ela sai dos seus pensamentos, sendo que havia assumido a tarefa que seria de Anzu na linha do tempo original. Nesse caso, ela se tornou representante da Sala B da Comissão Organizadora do Festival Cultural no colégio, sendo que cada classe irá preparar alguma atividade.
Então, a albina exclama:
- Está na hora de escolhermos o que iremos fazer no Festival cultural do colégio. Quem tiver alguma ideia boa, levante a mão.
Nisso, ela começa a ouvir várias propostas, sendo que Yuugi estava com os cotovelos apoiados na mesa e o rosto entre as mãos, enquanto pensava consigo mesmo:
"Daqui a uma semana, nós teremos o festival cultural! Será tão emocionante."
- Que tal uma casa mal assombrada? – um estudante pergunta.
- Não podemos. A sala C disse que vai fazer.
- Por que não vender só yakissoba? – Honda pergunta, com o rosto apoiado em uma das mãos.
- Alguma outra ideia? – a albina pergunta, revirando os olhos com a sugestão simples dele.
Então, Jounouchi se levanta com uma pose determinada, enquanto exclamava empolgado:
- Escutem todos a minha ideia! O festival cultural é um momento de grande diversão! Temos que fazer algo espetacular que ofusque as outras turmas da escola! – surge um sorriso safado em seu semblante pervertido, sendo que a albina revira os olhos por saber, antecipadamente, a proposta do loiro – Por isso, acho que devemos apelar para o erotismo! Devemos realizar o "Cabaré das colegiais"! Cada uma das alunas prepara uma roupa que atraia clientes e...
Várias garotas começam a exclamar revoltadas, enquanto atiravam objetos nele:
- Cale a boca, Katsuya!
- Morra!
- Por quê? – o loiro pergunta estupefato, sendo que a albina perguntava a si mesma, como alguém podia ser tão idiota para não perceber o motivo de estar sendo alvejado por vários objetos, após fazer uma proposta tão ultrajante.
Elas passam a fuzilar o loiro com um olhar homicida, fazendo o mesmo se encolher na cadeira frente à emanação assassina, oriunda das mulheres.
Então, após a sala se acalmar, nesse caso, as mulheres, Yukiko pergunta:
- Alguma outra ideia?
Então, os estudantes voltam a exclamar as ideias que surgiam em suas mentes.
- Show de luta livre!
- Concurso de cosplay!
- Takoyaki!
- Um de cada vez! – ela exclama autoritária em virtude de todos exclamarem quase que ao mesmo tempo.
A albina sabia pelos eventos da linha do tempo original, que Anzu iria perguntar a Hanasaki se ele tinha alguma ideia e o mesmo iria propor um "ídolo", que seria um show de calouros, sendo algo que faria todos ficarem consternados, enquanto que o adolescente passaria vergonha, se arrependendo amargamente de ter comunicado tal proposta para todos.
Decidindo que era um acontecimento sem qualquer importância relevante e desejando poupá-lo de se sentir envergonhado, passa a olhar para a sala, sabendo que em breve, graças a um toque de influência do Faraó, sem que Yuugi sentisse qualquer mudança, Atemu daria coragem ao seu amado para expor a ideia que ele teve, mas, que não tinha coragem de falar para todos com medo da reação dos outros estudantes.
Ela se vira para a lousa e começa a escrever as ideias mais populares, citando as mesmas em voz alta, conforme escrevia no quadro-negro:
- Luta-livre, Ioiô, Cosplay e Yakissoba.
Jounouchi comenta com as costas apoiadas na cadeira e os braços cruzados atrás da nuca:
- Não sinto firmeza em nenhum deles.
A albina continua com os acontecimentos na linha do tempo original e pergunta para a sala, primeiro:
- Alguém ainda não deu uma opinião? – ela olha para a sala inteira, para depois, se focar no jovem de cabelos tricolores, perguntando, enquanto sorria maternalmente – Yuugi-kun, não tem nada que queira propor?
Dentro do item, Atemu estava ciente do que estava ocorrendo do lado de fora, assim como sabia da ideia que o seu amado teve e que não tinha coragem para expor por temer a reação de todos.
Portanto, sorrindo consigo mesmo, aproveitando o momento que a albina perguntou diretamente para o jovem, o espírito usa a sua magia de forma sutil, insuflando a coragem em Mutou de forma imperceptível para não assustá-lo, ficando satisfeito ao ver que teve êxito no seu plano, com o jovem falando timidamente, enquanto corava:
- Eu pensei... Acho jogos legais. Aqueles de parques de diversões. Tipo tiro ao alvo, bingo, argola e outros.
Todos ficam pensativos, enquanto refletiam na proposta do jovem de orbes ametistas, sendo que começam a conversar entre si.
- Gostei.
- É legal.
- Pode ser uma boa.
- Vai ser bem animado!
Jounouchi apoia um pé na cadeira e outro na carteira, exclamando com animação para insuflar ainda mais os seus colegas na ideia do seu amigo:
- É isso aí! Vamos de jogos!
- Então, vamos ficar com os jogos! – a albina exclama – Agora, precisamos escolher quais jogos iremos fazer.
Alguns estudantes começam a erguer a mão, enquanto explanavam as ideias para os jogos.
- Tem que ter tiro ao alvo!
- Que tal aquele de derrubar garrafas?
- Tem aquele de acertar a cesta de baquete.
Enquanto alguns estudantes davam ideias para os jogos, Yuugi apoiava o rosto na mão, conforme pensava consigo mesmo, sorrindo, ao mesmo tempo em que se encontrava corado ao ver que a sua ideia foi aceita com animação:
"Isso está começando a ficar bem divertido."
Após a albina realizar uma votação na sala de aula, os três jogos que foram os vencedores e que se encontravam dentro do orçamento destinado para cada classe foram o pula-pirata humano, derrubar garrafas e tiro ao alvo.
Yukiko, a representante da classe C na Comissão organizadora do Festival Cultural, havia conseguido o melhor lugar de todo o festival e enquanto todos ajudavam a erguer a barraca de jogos, a meia dragoa se encontrava pensativa, sendo que também estava ajudando:
"Como esperado, aquele bastardo ficou irado quando eu consegui o lugar que a sala dele costumava usar todos os anos e eu sei o que o desgraçado irá fazer, junto com outros bastardos... Bem, eu terei novos brinquedos." – ao pensar na adição de novos brinquedos para as suas torturas sádicas, ela sorri consigo mesma, sendo que sabia da necessidade de usar a mesma técnica de outrora para pegar o bastardo do Goro Inogashira.
Afinal, a meia dragoa sabia o que aconteceria e conforme havia planejado o que iria fazer, decide que algumas modificações não iriam alterar o curso dos acontecimentos ao considerar um evento novo que iria ocorrer em virtude das mudanças da linha do tempo original.
Notas Finais
Takoyaki: espécie de salgadinho redondo muito popular no Japão e recheado com um pedaço de polvo.
Ohayougozaimassu – forma formal de falar Bom dia.
Ohayou – forma informal de falar Bom dia
