Notas da Autora

Na organização do Festival Cultural...

Jounouchi descobre...

Yukiko, Kisara e Nuru se preparam...

Yo!

Eu peço desculpas pela demora.

Tenham uma ótima leitura.

Capítulo 51 - Confusão no festival

- A placa ficou legal, não acham? – um dos estudantes pergunta a albina, tirando-a dos seus pensamentos.

- Está ótimo.

Ela sabia que eles estouraram o orçamento com a placa e que foi feita através da doação realizada pela maioria dos estudantes ao doarem um pouco de dinheiro, cada um, além do fato de estarem trabalhando juntos para montarem a barraca da turma.

Inclusive, apesar de Yukiko estar no cargo de organizadora, ela auxiliava como podia, fosse com sugestões ou ajudando no que fosse necessário.

A meia dragoa decide olhar como Yuugi e Jounouchi estavam se saindo, pois, eles ficaram responsáveis pelo pula pirata. Ao chegar no local destinado ao brinquedo, dedica um sorriso maternal ao jovem de orbes ametistas ao vê-lo segurando a cabeça do palhaço coberta de papel marche e pintada com caneta por ele mesmo, sorrindo imensamente, enquanto exclamava feliz, sendo que estava sujo pelas colagens e pinturas:

- Está pronta a cabeça do pirata!

A albina olhou para os lados, vendo Kisara e Nuru ao lado dela, sendo que estavam ajudando na organização geral, sendo visíveis alguns restos de cola nas mãos da prateada e um pouco de glitter nas mãos da morena, pois, elas auxiliavam onde era necessário, não possuindo uma ocupação especifica.

- O Yuugi-kun é sempre fofo. – Nuru comenta, sorrindo gentilmente.

- Verdade. Põe fofinho, nisso. – Kisara fala consentindo, enquanto olhava para os lados, apesar de saber que Seto sempre estava ausente de qualquer evento e ao perceber o que fazia, censura a si mesmo, pois, não compreendia o motivo de amá-lo, apesar de nunca ter falado com ele.

Ao mesmo tempo, a irmã gêmea da prateada corava levemente conforme olhava para o loiro, sendo ciente de que o amava, pois, as gêmeas conversaram entre si há alguns dias, atrás, expondo os seus sentimentos perante aquele que cada uma amava, para depois, jurarem guardar o segredo uma para a outra.

A bronzeada queria compreender como ela havia se apaixonado por Jounouchi, sendo que Nuru sempre se sentiu balançada por ele.

Porém, em virtude da sua conduta para com alguém tão fofo que também era o seu grande amigo de infância, a bronzeada conseguia suplantar esse sentimento com a raiva que beirava ao ódio.

Agora que Katsuya havia mudado, ela não possuía mais a raiva ou ódio contra ele, pois, o adolescente havia mostrado o quanto mudou, se tornando alguém digno de confiança e que nunca voltaria a ser como antes.

Livre desses sentimentos pela mudança do loiro, o amor que sentia por Jounouchi aflorou plenamente e agora, ela precisava fazer um esforço descomunal para tentar não demonstrar o quanto a presença dele a afetava.

Quanto a Yukiko, ela havia percebido a reação das duas e sabia dos sentimentos delas, mas, decidiu fingir que não sabia.

Então, a albina olha para Jounouchi que estava mexendo com martelos e pregos, pois, era o responsável pelo barril de madeira que tinha algumas fendas em sua extensão e o observa virando para Yuugi, falando com alguns pregos presos aos lábios:

- Que bom, Yuugi! O barril vai estar pronto daqui a pouco também.

- Que incrível! – o adolescente de cabelos tricolores exclama feliz, sem perceber a presença das suas amigas de infância.

Quando Katsuya vira o rosto para voltar ao trabalho de pregar uma das tiras de madeira, ele percebe a presença do trio de amigas e seu olhar se encontra com o da bronzeada, quase que instantaneamente, como se fosse um movimento natural. Quando os olhos se conectam, o mundo parece parar para ambos que ficam perdidos no olhar um do outro.

O transe é quebrado quando Yuugi comenta inocentemente, sem perceber o que acontecia, fazendo com que Kisara e Yukiko comentassem em um sussurro o quanto o amigo delas era fofinho e inocente:

- Eu não sabia que você era tão habilidoso com as mãos, Jounouchi-kun!

O loiro consegue sair da espécie de transe em que se encontrava, passando a corar levemente, para depois, se recordar do que o seu amigo disse ao mesmo tempo em que a bronzeada corava intensamente e ao olhar para a irmã pelo canto dos olhos, observa a mesma sorrindo, enquanto abanava a cabeça, fazendo a morena cutucá-la com o ombro, enquanto revirava os olhos.

Jounouchi sorri e fala, ainda mantendo alguns pregos presos nos lábios:

- Desde moleque, eu adoro montar modelos e coisinhas.

Após colocar os pregos que tinha na boca em cima de um banquinho, juntamente com o martelo, Katsuya abre a tampa e começa a entrar no barril, sorrindo com orgulho para a sua criação.

- Dá uma olhada – o adolescente entra, ficando até a parte de cima do tórax dentro do barril, exclamando em seguida – No tamanho exato!

- Que legal! – Yuugi exclama, segurando a cabeça do pirata feita de papel marche, enquanto se aproximava do seu amigo.

Então, o loiro põe uma das mãos na frente da boca e após dar um risinho, pergunta:

- Quem vai fazer o papel do pirata? Vou rir da cara do coitado.

Yukiko se vira para ele e fala ao se aproximar, junto das suas amigas:

- Como assim? Vai ser você, Jounouchi-kun.

- Eu já fiz a cabeça do pirata no tamanho da sua cabeça. – Mutou comenta animado, estendendo o objeto em suas mãos para o seu amigo dentro do barril.

- Como é que é?! – Katsuya exclama em um misto de confusão, descrença e estupefação.

- Está decidido! – a albina exclama, enquanto sorria imensamente.

- Vai ser um bom pirata! – a prateada bate as palmas umas nas outras com satisfação – O corpo do Jounouchi-kun se encaixou com perfeição no barril.

- De fato, não posso contestar essas afirmações, irmã. – a bronzeada falava ao mesmo tempo em que controlava o leve rubor em suas bochechas ao olhar para o loiro, enquanto balançava a cabeça afirmativamente.

Quanto aos demais estudantes que passavam perto do local, eles se encontravam divididos entre sentir pena de Katsuya ou sorrir com a escolha acertada, na visão deles.

Claro que as mulheres eram as que mais sorriam, pois, se recordavam da sugestão estapafúrdia do loiro delas fazem um cabaré e as ideias eróticas dele. Elas achavam um castigo merecido e comemoravam a escolha da albina.

Quanto a Yukiko, ela confessava que sentia certo prazer em elegê-lo como palhaço pela sugestão de cabaré e das ideias de erotismo que o loiro falou, sabendo que o resto do corpo feminino da sala estava comemorando a sua escolha e que consideravam uma punição merecida.

- Espera aí! Isso por acaso é vingança pela minha sugestão na sala de aula? – Jounouchi pergunta com o cenho estreitado, enquanto olhava para a albina.

- O que acha? Observe em volta. – ela comenta, fazendo um gesto amplo com os braços.

Nisso, ele observa as garotas da sala sorrindo com satisfação, enquanto que alguns estudantes que não tinham namoradas olhavam com pena para a situação dele e aqueles que possuíam namoradas, sorriam com satisfação pela punição orquestrada por Yukiko. Quanto ao Yuugi, ele olhava com pena para o seu amigo, pois, fez a cabeça de palhaço na inocência, sem saber que seria uma forma de punição, embora fosse ciente de que as garotas da sala tinham a sua razão de desejar algum castigo em decorrência das suas sugestões descabidas.

Ao mesmo tempo, na câmara da alma de Atemu, mais precisamente no cômodo onde havia o trono e que o mesmo se encontrava sentado nele, o Faraó achava a punição de Katsuya perfeita e adequada pelas ideias absurdas e igualmente pervertidas do loiro, passando a congratular a albina pelo seu plano bem orquestrado e executado com um toque de ironia.

Afinal, Jounouchi acabou construindo o próprio local para a sua própria punição. Foi um belo toque no final, ao ver do espírito.

No lado de fora, o adolescente comenta indignado, sendo evidente o fato de que não aceitava a decisão.

- Quem disse que eu...

Então, o adolescente para de falar ao ver o olhar e sorriso quase que homicida do corpo feminino da sala dele, como se o desafiassem a recusar a sua função de ser o pirata que pula, prometendo um mundo de misérias para ele, caso se recusasse a executar o seu papel.

Engolindo em seco, a cabeça dele cai em derrota, enquanto as garotas comemoravam para desalento do loiro.

De repente, um odor conhecido chega as narinas da albina, fazendo-a se afastar um pouco do local, enquanto olhava atentamente para a porta da barraca deles, cruzando os braços na frente do tórax, enquanto que Kisara e Nuru se juntaram a ela, ficando cada uma ao lado da meia dragoa, assumindo a mesma posição da albina, sendo que a bronzeada havia conseguido sentir o odor do estudante que chegava com os seus subordinados e não colegas, pois, ele dominava a sua turma ao utilizar a sua força e truculência como armas recorrentes de intimidação ao mesmo tempo que um grupo se juntava em torno dele, tornando-os seus subordinados no colégio e capangas nas horas vagas.

A bronzeada tinha o olfato e audição acima do nível humano em decorrência do fato de ter se unido por completo com a sua dragoa interior ao sentir que ela era uma extensão dela por mais estranho que fosse estranho esse pensamento, sendo algo que ocorreu recentemente, com ela trabalhando para gerenciar isso, assim como a força, velocidade e resistência extra que adquiriu, após meditar e se unir a esse ser dentro dela ao ver que essa dragoa negra de olhos vermelhos não era uma ameaça e sim, uma parte de sua alma e corpo.

Inclusive, com os seus sentidos elevados, ela podia sentir que a sua irmã gêmea também tinha uma dragoa dentro dela e pretendia ajudá-la com isso no próximo momento oportuno.

Ademais, a bronzeada acabou descobrindo que havia um card de Duel Monsters, cujo desenho era igual à aparência desse ser dentro dela e que ao vê-lo, se sentiu estranha, de certa forma. Era o card Reddoaizu Burakku Doragon (Red Eyes Black Dragon), sendo que esta descoberta a deixou estupefata.

O recém-chegado estava com os braços cruzados na frente do tórax, exibindo uma postura intimidante e uma faixa branca com caracteres escritos nela que circundava a sua cabeça na altura da testa e que era usada por cozinheiros japoneses no preparo das refeições, sendo que atrás dele se encontrava os seus capangas, segurando uma chapa de ferro imenso.

Então, ele pergunta, exibindo uma face de desagradável surpresa:

- O que é isso? Jogos e diversões? Que estranho... Tem alguém ocupando o nosso espaço.

Então, ele exclama com raiva para a albina que havia ficado na frente da entrada com Nuru e Kisara em cada um dos seus flancos, sendo que o trio estava atento aos movimentos dos recém-chegados:

- O que vocês estão fazendo aqui?!

A albina arqueia uma das sobrancelhas e fala, fingindo não saber o que aconteceria em seguida:

- Como assim? Estamos preparando a nossa barraca.

- Não brinquem! Este lugar sempre foi da turma 3-D em todos os festivais anteriores!

Yuugi olha para a confusão e comenta em pensamento, desanimado:

"Esses estudantes parecem encrenqueiros."

Não era segredo que Mutou odiava brigas, confusões e tumultos. Ele era pacifico e seu desânimo era pela confusão que estava surgindo, sendo que sabia que qualquer problema seria resolvido por suas amigas, de um jeito ou de outro.

Afinal, elas não eram e nunca seriam donzelas em perigo.

Nisso, os colegas de Yuugi ficam atrás do trio, enquanto observavam o desenrolar dos acontecimentos, com todos sabendo que estavam protegidos com o trio de amigas.

Afinal, duas delas eram artistas marciais e de kenjutsu, sendo mestras em ambos os estilos ao dominarem os ouji (奥義 - técnica secreta) dos respectivos estilos e que venceram vários torneios, desde o nível estadual e até nacional, enquanto que a albina conseguia manter uma luta entre ambas se desejasse.

Inclusive, muitos acreditavam que elas eram as três estudantes mais fortes e hábeis de todo o colégio dentre os alunos do sexo masculino e feminino, apesar de alguns homens contestarem esse título por orgulho masculino, tal como Goro Inogashira, responsável pela turma 3-D, com eles sabendo que ele sempre conseguiu esse título não por votação, como foi com a sala deles ao delegarem para Tsukishiro a função de organizadora e representante deles na Comissão Organizadora do Festival e sim, pela intimidação e truculência, usando-a novamente entre a maioria dos estudantes para conseguir o título de Chefe da comissão organizadora do Festival.

Ademais, era sabido que Yukiko não foi afetada pela postura intimidadora dele e que foi a única a enfrentá-lo com destemor durante a eleição para o cargo de Chefe da Comissão Organizadora do Festival.

Porém, em decorrência da maioria esmagadora dos votos oriundos do medo que os outros sentiram por Goro, ele conseguiu ganhar a votação, sendo que a albina foi à única que votou contra a eleição dele para o cargo.

Claro, ela podia ter usado os seus poderes para manipular o resultado da votação e somente não usou a sua magia para intervir, pois, deveria deixar Goro se tornar o chefe, assim como foi na linha do tempo original.

- Não tem essa de "sempre", Inogashira. Nós conquistamos esse lugar em um sorteio justo.

- "Sorteio"? – ele finge estar pensativo, para depois exclamar de forma intimidante, conseguindo que muitos se encolhessem, com exceção do trio que o olhava normalmente, sem titubear, aumentando a raiva de Goro – Escutem aqui! Este é o lugar onde a nossa sala sempre monta a barraca de Okonomiyaki! Tirem fora esses joguinhos ridículos!

- Pelo visto, além de surdo é um imbecil. – a bronzeada comenta com os braços flexionados na frente do tórax.

- Com certeza, irmã. – a prateada exibe a mesma postura.

- Isso é um fato incontestável.

Os colegas delas olhavam para o trio em um misto de admiração e estupefação, pois, elas agiam normalmente, além de olharem para Inogashira como se ele fosse um inseto, com os alunos acreditando que Goro não passava de um mero inseto perante elas, mesmo com os capangas atrás dele.

- O quê?! – o estudante exclama possesso de fúria, ficando ainda mais furioso ao ver a forma como olhavam para ele.

- Podem sair daqui se não quiserem se machucar! – uma voz irrompe no ambiente e Goro olha para o lado, identificando Jounouchi como sendo o dono da voz e que ainda estava no barril, sorrindo imensamente, enquanto ria – Sempre tem briga em uma festa! Não pense que eu sou de fugir de uma boa briga!

Honda se aproximava do amigo para se juntar a briga, pois, não se sentiria bem se fosse protegido por três garotas.

Então, o loiro exclama ao perceber que estava entalado, enquanto olhava para o barril:

- Droga! Não consigo sair!

Goro decide humilhá-lo ao exclamar:

- Você fala bonito, mas, está ridículo nesse barril!

Então, ele corre abruptamente na direção do estudante para socá-lo, erguendo o seu braço, enquanto flexionava o mesmo para desferir o soco.

Porém, antes que Honda pudesse interceptar, enquanto considerava Inogashira um covarde por atacar alguém incapacitado no momento, a bronzeada se desloca velozmente e bloqueia o soco desferido contra o loiro ao segurar o punho com a palma de uma das mãos como se não fosse nada, deixando todos estupefatos, com exceção de Yuugi, Yukiko e Kisara que esperavam algo assim.

Inclusive, a morena mantinha facilmente o domínio do punho do seu adversário que se encontrava, ainda, preso em sua mão quando os dedos se fecharam para reter a mão dele ao mesmo que exibia raiva em seu semblante.

Quando Goro olhou para os orbes rubros da bronzeada, teve a ilusão que se encontrava na frente de um enorme dragão negro de olhos vermelhos, cujas mandíbulas estavam escancaradas, exibindo as fileiras de presas alvas e igualmente afiadas, enquanto via-se refletivo nos olhos vermelhos como sangue e que se encontravam coléricos, sendo evidente o fato de que o dragão se encontrava enfurecido.

Então, o ser ruge contra o estudante que se encontrava paralisado pelo terror e que suava frio ao mesmo tempo em que o seu sangue gelava. Era uma visão absurdamente real, a seu ver, pois, ele podia sentir o deslocamento abrupto do ar perante o rugido furioso do dragão.

Notas finais.

Yo!

Eu quero agradecer a unknown90000 por favoritar a fanfiction.