Notas da Autora

No Festival Cultural...

Goro acaba...

Os seus capangas se encontram...

Capítulo 52 - Humilhação no Festival Cultural

Ao piscar os olhos, percebe que estava na frente de Nuru, sendo que se encontrava temporariamente desorientado pela visão inusitada, embora pudesse sentir a sua pele úmida pelo suor e a sensação de medo que ainda persistia dentro dele pela visão atemorizante:

- Ostenta que é valente, mas não passa de um rato covarde. Somente um covarde patético atacaria alguém incapacitado no momento. Você não passa de um mero lixo, Inogashira. Não vou chamá-lo de rato novamente, pois, estaria ofendendo o pobre animal. Ele não merece essa comparação.

Essa fala desperta a fúria dentro dele, dissipando quaisquer vestígios de medo remanescentes da visão aterradora:

- Sua...!

Ele se prepara para dar outro golpe, quando a bronzeada o golpeia no rosto, quebrando o nariz dele, para depois girá-lo, arremessando-o pela porta para não quebrar nada, fazendo-o cair aos pés dos seus capangas que seguravam uma chapa enorme de ferro e que exibiam semblantes embasbacados, enquanto olhavam para o seu chefe caído aos pés deles e que havia apanhado de uma garota.

O que eles não sabiam é que Nuru havia treinado arduamente o controle de sua força imensa para não matar ninguém ou mutilar por acidente, sendo que procurava mantê-lo ao nível de um ser humano. Se ela não tivesse treinado arduamente a sua força, velocidade e reflexos sobre-humanos, ela teria esmigalhado todos os ossos do punho do estudante como se não fossem nada.

Claro que a morena confessava, internamente, que havia sentido um grande desejo de fazer exatamente isso ao prender o punho dele em sua palma e que precisou de todo o seu autocontrole para não ceder ao seu desejo, tanto por ele atacar quem ela amava quanto pelo ato covarde dele. A bronzeada odiava covardes, tal como a sua irmã e Yukiko.

- Fez bem de retirar o lixo, irmã! Ele estava fedendo. – a prateada prende o nariz com os dedos e abana o ar na frente dela com a mão, simulando o mau cheiro.

- Verdade. Põe fedor nisso. – a albina fala sorrindo, enquanto consentia, com as mãos em ambos os lados da cintura.

Após socá-lo, a morena cora ao olhar para o loiro que estava maravilhado pelo que presenciou e ao se recordar dos torneios que assistiu, percebeu que devia ter esperado algo assim.

Afinal, Goro não era nada para as gêmeas ou para Yukiko, mesmo trazendo um reforço através dos seus capangas e ao se recordar que ainda estava preso no barril, ele começa a lutar para sair, sendo que Hiroto vai até o seu amigo para ajudá-lo.

- Valeu, Honda!

- É para isso que servem os amigos, certo? Vamos brigar com eles. Vai ser divertido.

- Com certeza!

Na frente da barraca, Goro estava de pé e havia colocado a mão no nariz, para depois afastá-la, vendo o sangue em seus dedos, enquanto sentia que o seu nariz estava quebrado ao mesmo tempo em que começava a doer de forma pungente, sendo que fica estupefato por alguns segundos, processando o fato de que apanhou de uma garota.

Então, ao se recuperar, o seu semblante é tomado pela fúria que o assolava, com ele avançando contra a morena, enquanto ordenava aos seus capangas, sendo que é interceptado por Yukiko:

- Tropa da chapa de ferro! Derrubem as paredes! Vamos acabar com a atração dessa classe!

- Certo! – todos exclamam em usino, avançando com a chapa, mirando as paredes da barraca.

- O bastardo é meu! Se divirtam, amigas! – a albina exclama com um sorriso no rosto, enquanto desviava do gancho de direita de Inogashira.

- Com certeza!

As gêmeas se deslocam e consentem quando se entreolham como se lessem os pensamentos uma da outra.

Se posicionando em cada um dos lados da tropa, elas se agacham e giram as pernas em sentido horizontal, acertando as pernas deles, fazendo-os cair com a chapa no chão, sem conseguirem chegar à parede e quando alguns deles se levantam, sendo aqueles que não tiveram muitos ferimentos, eles tentam golpeá-las.

Porém, são derrubados sumariamente e quando os demais se refazem dos ferimentos e se erguem, juntamente com aqueles que foram golpeados, todos passam a retirar objetos dos seus bolsos e que consistiam de canivetes com lâminas, fazendo os estudantes ofegarem ao verem as armas deles.

As gêmeas reviram os olhos e depois, olham com destemor, agindo de forma inabalável, desviando facilmente dos golpes até que ficam entediadas ao ponto de simular propositalmente um bocejo para irritação dos capangas, cujos golpes falhavam, para depois se entreolharem, com ambas consentindo uma para a outra.

Então, elas começam a nocauteá-los com um golpe certeiro no abdômen, fazendo-os se curvarem, enquanto caíam inconscientes, sendo que tal ato durou menos de dois minutos e após terminarem de surrá-los, ambas erguem um dos braços e chocam as palmas entre si.

- Eu esperava um pouco mais de diversão, irmã... – a bronzeada comenta em um suspiro.

- Concordo. Eles eram patéticos e olha que é um eufemismo. – a prateada fala suspirando, para depois, olhar para a amiga delas.

Yukiko apenas desviava, enquanto sorria imensamente, sentindo grande satisfação ao ver o quanto Goro estava furioso e frustrado por não acertá-la, com o estudante acreditando que ela estava brincando com ele, sendo que ficou ainda mais possesso, se era possível, quando a albina finge um bocejo, colocando uma das mãos na frente da sua boca.

- Sua bastarda! – Inogashira exclama irado ao ver que errou um gancho de esquerda, sendo que não havia acertado um mísero golpe nela.

- Você é patético e sabe disso, certo?

- Sua...!

A bronzeada pergunta sorrindo, enquanto se aproximava de ambos:

- Ainda está brincando e humilhando esse desgraçado, Yukiko-chan?

- Sim. Mas, estou começando a ficar aborrecida.

- Eu imagino. – a prateada se junta a irmã – Os capangas dele não eram de nada. Eu queria algum desafio.

- Bem, vocês venceram vários torneios e são autênticas mestras em ambos as escolas, a de arte marcial e de kenjutsu. É normal que simples estudantes não seriam páreo para vocês. – a albina comenta, enquanto desviava de um golpe.

- Verdade. – Kisara fala em um suspiro.

- Infelizmente. – Nuru deprime os ombros, para depois, flexionar os braços na frente do tórax – Pelo menos, poderiam ter dado um mínimo de diversão. Foi entediante e igualmente patético.

O ato do trio de conversar entre si como se Goro não fosse sequer uma ameaça, aumentava ainda mais a fúria dele e o deixava ainda mais cego, fazendo os seus golpes se tornarem menos precisos em virtude da fúria intensa que o tomava naquele instante, sendo que mesmo anteriormente, em condições normais, não havia acertado nenhum golpe nela.

Ademais, ele podia ouvir risos dos estudantes, não somente daquela sala, assim como das outras e ao olhar pelo canto dos olhos para aqueles que riam, Inogashira notou a diversão em seus rostos, sendo que alguns conseguiram, inclusive, pipoca para assistir um show, ao ver deles e ao olhar para trás, vê os seus capangas caídos no chão por terem sido nocauteados.

Naquele momento, o seu ódio era intenso em virtude da humilhação que estava passando e passou a desejar matar a albina.

Ele se afasta dela e pega um canivete, tirando a lâmina, para depois, apontar a arma para Yukiko que arqueia o cenho, enquanto os outros estudantes ofegavam, para em seguida, avançar nela, pois, havia decidido matá-la, sendo que um dos estudantes que viu os acontecimentos, desde que os capangas dele tiraram os canivetes, correu do local para chamar o diretor.

A meia dragoa faz questão de desviar de todos os movimentos, olhando-o como se fosse patético, com Inogashira xingando a albina o tempo todo.

- Você já me cansou. Fala sério. Ainda continua patético. Você é um lixo covarde e bem irritante.

Antes que ele abrisse a boca, ela agarra o punho esquerdo dele que tinha a arma e enquanto quebrava os ossos da mão, fazendo-o soltar o canivete, torcia violentamente o punho dele, com o som de ossos sendo quebrados revibrando pelo local ao gerar estalos secos que fez todos ofegarem, pois, quebrou o punho e a mão dele como se fosse um mero graveto.

Goro passa a segurar o seu punho que estava em um ângulo estranho, sendo que a mão inchava ao mesmo tempo em que gritava pelas dores lacerantes, caindo de joelhos como reflexo.

Respirando profundamente, enquanto cerrava os dentes, ele se ergue e tenta acertá-la com o punho direito, com a mesma bloqueando como se não fosse nada, para depois, acertá-lo com um soco violento no rosto, fazendo questão de quebrar alguns dentes dele, enquanto o mesmo caía inconsciente no chão com a boca sangrando e vários dentes quebrados em torno dele.

Todos estavam chocados, inclusive Yuugi, apesar de saber que ao contrário das gêmeas, a albina não era gentil em qualquer batalha e que para piorar, ele a havia provocado ao xingá-la.

Inclusive, soube de situações em que ela quebrou vários ossos, além de quebrar mandíbulas e dentes dos seus inimigos.

No caso de Inogashira, ao ver da albina, além de tê-la provocado por xingá-la, a meia dragoa havia ficado ainda mais furiosa por Goro tentar acabar com a felicidade daquele que via como um filho querido, quando desejou quebrar a barraca que eles fizeram com tanto esforço, sendo que Yuugi estava muito animado, além do fato de ter sido ideia do jovem. Quando se lembrava do seu rosto sorridente e da genuína felicidade pela escolha dos jogos e dele trabalhando na cabeça do palhaço, empenhando tanto esforço com uma face feliz, o seu ódio aumentou exacerbadamente, conforme se recordava do intento dele de colocar abaixo a barraca de jogos.

Inclusive, ela não estava satisfeita, ainda, sendo que sabia que teria uma grande mudança nos acontecimentos, enquanto que o evento da linha do tempo original ainda iria ocorrer, de certo modo.

Atemu, que estava sentado no seu trono de pedra em sua câmara, demonstrava fúria em seu semblante, pois, havia sentindo a imensa felicidade do seu amado com a barraca e os preparativos.

Inclusive, podia ver o genuíno sorriso em seu rosto de coração e os olhos ametistas brilhando de tal modo que envergonhava a mais bela ametista. Era um semblante de genuína felicidade e que o fazia feliz.

Portanto, sentir essa felicidade sendo prejudicada por Inogashira quando o mesmo surgiu na barraca deles e o intento do estudante de destruir a barraca que fazia Yuugi tão feliz, fez o Faraó desejar punir o estudante, pois, tal como Yukiko, era imperdoável, a seu ver.

Mesmo após a humilhação e surra de Goro, Atemu não estava satisfeito. Para ele, não era o suficiente.

Afinal, desejava ter a sua chance de se vingar dele e acreditava que a dragoa alva e peluda iria aparecer. Pelo menos, ela costumava aparecer regularmente quando ficava preocupada com Yuugi, para avisar do compartilhamento das presas ou separação dos alvos para ambos.

Nesse caso, ele não conseguiria abrir mão de se vingar de Goro, embora soubesse que albina tinha métodos bem mais eficazes e que após se vingar, concordava da dragoa reivindicar Inogashira para si. Só esperava poder conversar com ela para combinarem os termos.

Afinal, não queria que a dragoa intervisse na justiça que o seu amado merecia e para aplacar a sua raiva pelo ato imperdoável de Goro, sabia que teria que esperar para que surgisse uma situação oportuna para por em prática o que havia planejado.

Enquanto isso, no local do festival, o diretor havia visto tudo, inclusive quando Inogashira avançou com a arma em punho contra a albina, sendo que os estudantes contaram o que ocorreram e apontaram para os estudantes caídos próximos de uma chapa com armas idênticas ao seu lado, comprovando o que o estudante havia contado para ele.

Prontamente, o diretor chama a polícia e ambulâncias para socorrê-los.

Após alguns minutos, eles chegam à escola. Goro e seus capangas são levados para o hospital com policiais junto deles, sendo que ficariam algemados aos leitos, enquanto que os outros policiais ficaram para trás, colhendo o depoimento das testemunhas e do trio, além de terem ensacado as provas, nesse caso, os canivetes.

Algumas horas depois, os estudantes terminaram de montar a barraca, pois, haviam terminado de fornecer o seu depoimento do que aconteceu, enquanto que o trio contava tudo o que ocorreu, com os relatos dos demais corroborando o que elas disseram, sendo que os estudantes odiavam Inogashira e achavam merecido o que ocorreu a ele e aos seus capangas.

Após a polícia sair do local, o ambiente no festival volta a ser descontraído, sendo que o trio é parabenizado por todos que passam a vê-las como heroínas, com elas agradecendo educadamente os aplausos, elogios e cumprimentos.

Honda sentiu que um pouco do seu orgulho foi ferido por ter sido protegido por garotas, sendo que Jounouchi se incomodou, inicialmente, para depois, ignorar em virtude de amar a bronzeada, sendo que havia ficado extasiado com a demonstração dela e das outras perante Goro e os seus capangas.

Ademais, ter sido nocauteado por garotas era uma humilhação que seria adicionada a surra. Se fossem eles que tivessem lutado, não seria a mesma coisa e de fato, foi uma punição adicional o trio ter cuidado de tudo.

Inclusive, nem se importou de Nuru ter bloqueado o golpe que iria atingi-lo por estar admirado com a demonstração de domínio sobre Inogashira, detendo o golpe como se não fosse nada, para depois, arremessa-lo para fora como se fosse um mero lixo.

Foi uma ação bem quente, a seu ver e confessava que havia sentido o seu amigo se animar em sua virilha e passou a agradecer o fato de ter conseguido acalmar a sua ereção, antes de sair do barril com a ajuda do seu amigo.