Notas do Autor

Yuugi e Jounouchi se encontram...

Honda está...

As gêmeas e Yukiko ficam...

Atemu decide...

Capítulo 55 - Yami no Game - Chouno

Conforme passava entre as carteiras, ela continuava exibindo um falso semblante sorridente que omitia o seu verdadeiro rosto oculto sobre uma pesada maquiagem.

Então, ela para ao lado da carteira de Miho Nosaka que estava corada, enquanto ficava cabisbaixa.

Chouno pega em uma de suas mãos o presente e pergunta:

- O que é isto, Nosaka-chan?

Enquanto pegava o objeto, a professora pensava consigo mesmo, sentindo-se satisfeita por conseguir encontrar algo para se divertir, após dar uma risada maligna mental:

"Encontrei uma boa desculpa para me divertir!"

Ao ver o presente nas mãos da sensei, Honda, que estava corado, começa a suar frio, enquanto demonstrava desespero em seu semblante ao mesmo tempo em que Jounouchi e Yuugi exibiam semblantes exasperados.

Ao verem tais semblantes em Katsuya e Mutou, as gêmeas reagem de formas diferentes, assim como a albina. Kisara, que não tinha ouvido os murmúrios entre eles, tentava compreender as reações deles, enquanto que Nuru gemia em pensamento ao mesmo tempo em que fechava as mãos conforme era tomada pela raiva, pois, as suas suposições estavam corretas, infelizmente, fazendo-a se preocupar com o amigo de infância dela. Quanto a Yukiko, ela procurava simular uma face igual ao da prateada, pois, seria o esperado.

Miho, que estava corada e cabisbaixa, responde com a voz falha, gaguejando pela vergonha e nervosismo de ser o centro das atenções:

- Eu não sei. Estava dentro da minha carteira.

Enquanto explicava, Hiroto, que se encontrava extremamente corado e suando frio, coloca a mão em seu rosto, conforme ficava exasperado pelo que estava ocorrendo.

Sorrindo falsamente, enquanto gargalhava malignamente em sua mente perversa, Chouno caminha até a sua mesa e rasga o papel de presente sobre o semblante repleto de raiva e de indignação de Honda e Katusya, sendo que o loiro apoiou as palmas das mãos na carteira e falou com a voz repleta de indignação:

- Que megera.

Após abrir o presente, a loira o coloca em cima do tampão da sua mesa e comenta, controlando com muito custo a sua voz para que as palavras não destilassem o seu prazer doentio em ferir as pessoas de todas as formas possíveis, enquanto se divertia com o sofrimento dos outros, principalmente se fosse provocado por ela mesma:

- Ora... Isso é um quebra-cabeça! – a sensei se inclina sobre a mesa, apoiando um dos cotovelos, enquanto continuava ocultando o seu verdadeiro semblante de deleite perverso – Que interessante. O texto vai se formando enquanto o montamos.

Chouno começa a montá-lo e conforme terminava, procurava ler o texto para humilhar quem escreveu e para fazer as pessoas rirem do mesmo, juntamente com a intenção de fazer Miho se sentir ainda mais desesperada e envergonhada, para completar o seu deleite perverso.

- "Minha querida Lacinho, o seu lacinho amarelo está lindo como sempre. Eu te amo mais do que qualquer outra coisa no universo". Mas que carta pobre e infantil. – quando a loira termina de falar o final, ela emite uma risada de escárnio.

Nisso, todos da sala gargalham, sendo que Yuugi estava corado e igualmente chocado, enquanto que Jounouchi se encontrava com o rosto de lado, com uma das mãos cobrindo parcialmente a face ao mesmo tempo em que Honda estava deprimido e igualmente envergonhado tal como o loiro e Mutou, enquanto que uma pessoa atrás de Katsuya exclamava com estupefação:

- Que horror!

Conforme observava Miho ficando intensamente envergonhada e igualmente corada, sendo que se encontrava cabisbaixa pela humilhação vexatória proporcionada por Chouno, Honda exibe um semblante corado e de raiva, sendo que pensava consigo mesmo com a voz repleta de indignação:

"Isso é sujeira! Quem mais se machucou com essa história é a Miho-chan!"

A sensei para de montar no final e exclama, enquanto ria levemente:

- A minha grande dúvida agora é quem escreveu essa declaração de amor! Como todos sabem, a regra da escola diz claramente que é proibido namorarem no recinto. Este quebra-cabeça é o estopim para atos de pouca-vergonha em nosso colégio! Quem escreveu isto, apareça já! Posso deixar passar se confessar agora!

Enquanto isso, ela exclamava em pensamento:

"Só vou suspendê-lo!"

Honda fica cabisbaixo, enquanto cerrava os dentes, tomado pela vergonha e raiva ao mesmo tempo em que pensava tristemente consigo mesmo:

"Droga! Eu não queria que a Lacinho passasse por isso. Quando descobrirem que o presente é meu, estará tudo acabado. Afinal, não posso me esconder. Adeus Miho-chan!" – ele exclama o final em pensamento, enquanto cerrava os olhos, inspirando profundamente, conforme se erguia para confessar a sua autoria do presente.

Porém, antes que abrisse a boca para assumir a culpa e encarar a punição, Yuugi se ergue, abruptamente, se encontrando intensamente corado e exclama, enquanto gaguejava por estar envergonhado:

- Fui eu que escrevi a carta!

Honda abre os olhos e fica estarrecido ao ver que Mutou estava assumindo a autoria para livrá-lo de problemas e exclama em pensamento, visivelmente chocado pelo gesto inesperado:

"Yuugi!"

Kisara e Nuru ficam estarrecidas ao verem o seu amigo se levantar e assumir a culpa, pois, nunca o viram prestar atenção em Miho, fazendo com que o presente fosse descabido, juntamente com o ato dele.

A prateada passa a compreender o que ocorreu e tal como Nuru, começa a se preocupar com o amigo de infância delas, enquanto que Yukiko seguia o semblante da prateada para que não houvesse qualquer desconfiança.

Então, as três se entreolham e tomam uma decisão, após murmurarem uma para a outra, consentindo em seguida, enquanto Jounouchi se erguia, com as mãos nos bolsos, enquanto falava:

- Calma! Fui eu que coloquei na carteira!

Nisso, todos os outros riem, sendo que o loiro falava em pensamento, ficando corado pelos risos renovados dos colegas:

"Não importa o fato de sermos alvo de riso. Também não importa se a Miho-chan ficar louca com a gente! Você terá outra chance, Honda!"

Nesse interim, o moreno se encontrava pensativo, enquanto estava corado e após refletir sobre os acontecimentos ao mesmo que se encontrava comovido pelo sacrifício que eles se propunham a fazer por ele, Hiroto coloca uma das mãos do bolso, enquanto fazia um sinal de ok com a outra mão, falando:

- Parem com isso. Jounouchi e Yuugi.

- Não, sua anta! – o loiro exclama estarrecido pelo gesto do moreno, enquanto que Yuugi exibia uma face estarrecida pelo gesto inesperado de Honda.

- Essa mensagem é o que eu sinto realmente por ela!

Os três continuaram de pé, sendo que Yuugi estava um pouco cabisbaixo pela vergonha, corando intensamente, enquanto que o loiro e o moreno ocultavam com muito custo um semblante de fúria e revolta para a professora na frente deles.

Então, os três ouvem um som de cadeiras sendo arrastadas e observam estarrecidos as gêmeas e a albina se erguerem, sendo que a bronzeada fala:

- Nós três tivemos a ideia do presente para o nosso colega, sensei. Afinal, como mulheres, podemos dar dicas do que uma jovem gostaria de ganhar.

Hiroto está estarrecido pela reação delas, enquanto compreendia que era por causa do Yuugi. Por ele, o trio se ergueu das suas cadeiras para encarar a vergonha junto dele, enquanto que Mutou se sentia mal e igualmente culpado por elas serem alvo dos risos, também.

Quando as risadas começam a se renovar, novamente, a albina dedica o seu melhor olhar assassino que mesclava uma fúria sem precedentes, fazendo os outros estudantes pararem de gargalhar, abruptamente, enquanto sentiam que a temperatura parecia cair vários degraus, sendo que o olhar sádico e igualmente homicida fazia surgirem calafrios na espinha deles que engolem em seco, enquanto suavam frio ao mesmo tempo em que começavam a tremer de medo, para em seguida, ficarem cabisbaixos por serem incapazes de olhar diretamente para Yukiko, que sorri de canto, ficando satisfeita ao ver que os silenciou apenas com o olhar.

Chouno não percebeu o silêncio anormal e abrupto da sala por estar imersa em sua própria bolha de felicidade cruel.

Então, ela exclama, enquanto sorria, pensando em meios de punir os outros que se ergueram, pois, a seu ver, somente podia haver um responsável pelo presente:

- Como pode haver seis culpados? Cinco de vocês só podem estar mentindo!

- Sensei... Nós não estamos mentindo. – o loiro fala, contendo com muito custo o desejo intenso que tinha de espancar a megera na frente deles.

"Bem, só a parte das gêmeas e da Yukiko que é mentira." – ele completa em pensamento.

Ocultando um sorriso maligno, sendo que a leve risada a denunciava parcamente por causa da imensa felicidade perversa que a tomava, ela fala:

- É só completar o quebra-cabeça. Aqui deve estar o nome da pessoa que enviou a mensagem. E quanto descobrir o nome desse estudante, ele será expulso!

Sem conseguir conter a sua satisfação perversa pela punição que estava prestes a aplicar, ela acaba deixando escapar em sua nova risada maligna.

Jounouchi exibe uma face desesperada, enquanto que Honda abaixava a cabeça, fechando os olhos e se preparando para a expulsão, conforme ouvia a professora contar peça por peça encaixada, cada vez que encaixava uma, visando completar o quebra-cabeça.

"Adeus pessoal. Valeu pela amizade de vocês, Jounouchi e Yuugi. Mas, é o fim..." – ele pensa consigo mesmo, exibindo um semblante cabisbaixo e imerso em profunda tristeza.

Quanto a Yukiko, Kisara e Nuru, as três demonstravam intensa raiva em seu semblante, enquanto cerravam os punhos, sendo que desejavam trucidar a megera na frente deles, enquanto que a albina estava ansiosa para intensificar a punição e aprimorar aquela que seria dada por Atemu.

- Segunda peça... Terceira peça...

A professora contava, enquanto gargalhava e exclamava em pensamento com a voz repleta de jubilosa maldade:

"Vou dar uma expulsão!"

O jovem de olhos ametistas fica indignado pela situação do moreno e exclama em pensamento:

"Honda!"

Atemu decide assumir o controle do corpo do seu amado, não por causa de Hiroto e sim, por respeito ao desejo daquele que amava e que estava desesperado pelo destino do moreno, mesmo depois de tudo o que ele fez, sendo que tal reação não surpreendeu o Faraó.

Claro, além do fato de Yuugi se encontrar desesperado pelo destino de Honda, o espírito era plenamente ciente de que precisava deter Chouno de alguma forma, pois, acreditava piamente que ela iria punir o seu amado de alguma forma pela ousadia de ter tentado assumir a culpa do moreno aos olhos da sensei. Quanto a Katusya, o destino dele lhe era indiferente. Quanto à albina e as gêmeas, ele se encontrava preocupado pelo destino delas, considerando a crueldade que emanava da professora.

Também havia Miho, uma jovem inocente que havia sido humilhada e envergonhada por Chouno pela necessidade perversa dela de provocar sofrimento e dor aos outros. A seu ver, ela era um ser maligno que precisava ser punido e conforme acessava as recordações do seu amado sobre a megera, enquanto estava na câmara da alma de Yuugi, ele sabia como detê-la e de quebra, dar a pior punição possível para alguém como ela.

Após tomar o controle por completo, depois de colocar o seu amado para dormir na sua câmara da alma, Atemu exibe um semblante de raiva, enquanto pensava consigo mesmo:

"Sensei Chouno, você machucou os sentimentos da jovem Miho, além de ameaçar e humilhar ao nível vexatório o meu amado Yuugi, Nesse quebra-cabeça reside o sentimento de todos, inclusive das suas vitimas do passado – nisso, o olho de Wadjet no item brilha intensamente, sendo que nenhum dos estudantes conseguia ver o brilho mágico que emanava do item – O poder do meu Sennen Pazuru acabou de transformar esse quebra-cabeça em um Yami no Game. Ao montá-lo, você aceitou os termos. Aprenda que quanto mais você machuca os outros, mais você sairá machucada!"

O som das peças se encaixando cessa, quando a última é encaixada.

- Eu descobri o nome! O aluno expulso será...! - enquanto exclamava, a punição do Yami no Game ocorria, com a maquiagem dela se tornando um quebra-cabeça e conforme ela começava a pronunciar o nome, as peças se soltavam do seu rosto – Hir...

Ela para de falar perante o som de peças se desencaixando, com a sua maquiagem caindo do rosto, expondo o seu verdadeiro semblante, causando alvoroço entre os estudantes que se encontravam estupefatos por verem a verdadeira face da professora deles, sendo que alguns se levantavam, apontando o dedo em riste para ela, enquanto exclamavam:

- Vejam!

- Que cara feia!

- Nossa! – uma jovem exclama com um semblante estupefato.

O resto da sala estava zumbindo por falarem quase que ao mesmo tempo, juntamente com os comentários para os colegas que estavam sentados ao lado deles, para a fúria de Chouno.

Enquanto isso, Atemu pensava consigo mesmo:

"Sensei Chouno, a maquiagem do seu coração foi desfeita. Esse é o seu verdadeiro rosto! Nenhuma maquiagem vai ocultar a feiura do seu caráter, novamente!"

O Faraó decidiu que a perda da beleza falsa, expondo para sempre o verdadeiro rosto dela seria a punição perfeita para uma megera como ela, pois, iria sofrer intensamente pelo resto de sua vida.

Afinal, para aqueles que vivam da beleza, perder a beleza e de quebra, expor a podridão em seu interior era um castigo indescritível de tão abominável na visão dessas pessoas, principalmente para as mulheres como Chouno.

Em um misto de desespero e fúria, ela recolhe rapidamente o seu material e se retira da sala, enquanto exclamava para os estudantes, antes de abandonar o recinto:

- Mas que porcaria! Vamos fazer de conta que esta aula não existiu! Se alguém espalhar o meu segredo vai estar muito encrencado! – ela não sabia que essa era uma punição que irá repercutir para a sua vida inteira, pois, nenhuma maquiagem irá se fixar em seu rosto, novamente, tornando-a impossível ocultar a feiura do seu caráter.

Ela se despede e sai correndo pelos corredores, enquanto exclamava furiosa:

- Alguém vai pagar por isso!