Notas da Autora

O lojista acaba...

Atemu começa a...

Jounouchi e Honda se encontram...

Yukiko se encontra...

As amigas ficam...

Capítulo 61 - Yami no Game - Junky Scorpion - final

- Você acha? Essa é uma carta perigosa de se jogar – Atemu comenta, apontando o dedo para o comerciante, enquanto sorria com satisfação – A ganância subiu a sua cabeça e você encheu a sua mão de moedas.

O lojista começa a lutar inutilmente para tirar as mãos, enquanto exclamava desesperado:

- Minha mão está presa! – ele exclama embasbacado.

Então, o escorpião começa a chiar de dentro do tênis, com o Faraó comentando, enquanto sorria com satisfação:

- E será que o escorpião está realmente morto?

"Esse som! Esse chiado! Não pode ser...!" – ele pensa desesperado, enquanto o seu coração batia freneticamente pelo medo, com o suor frio empapando a sua roupa ao perceber que não o havia matado como julgou erroneamente antes.

Por causa da ganância que se apoderou dele, a sua mão se tornou igualmente gananciosa, pois, era um Yami no Game e em virtude dessa ganância, a mão dele se recusava veemente a abrir os dedos por desejar manter as moedas, fazendo com que continuasse presa, mesmo sobre a ameaça iminente de uma picada, enquanto que o pensamento de abrir a mão para tentar liberá-la, sequer passou na mente do seu dono, também.

Dentro do tênis, o escorpião corre até a mão do lojista e o pica, fazendo-o gritar, com o Yami no game sendo encerrado com a derrota do homem que passa a sofrer com a agonia da toxina em seu sistema ao mesmo tempo em que o espírito usava a sua magia e a do item para manipular a memória dele, fazendo-o esquecer do jogo ao mesmo tempo em que o fazia ter a lembrança de pegar de forma errônea o escorpião, sendo que a magia iria garantir que ele contasse para a polícia o que Atemu desejava, pois, queria se certificar de isentar o seu amado de qualquer culpa pela picada ao usar a sua magia, enquanto garantia que o mandante teria pesadelos para o resto da sua vida com os pensamentos que aterrorizavam o seu inconsciente.

Ademais, o Faraó era ciente de que a dragoa alva e peluda também iria querer a sua parte na vingança, pois, ela sempre parecia saber o que acontecia com Yuugi.

Em seguida, ele retira o escorpião do calçado ao virar o tênis para o animal sair e prontamente, pega um pote de vidro que estava próximo dele e rapidamente, o coloca em cima do animal peçonhento, o prendendo, pois, seria o esperado se alguém encontrasse um animal andando.

Afinal, a pessoa pegaria algum recipiente para colocar em cima, visando prendê-lo.

Então, em seguida, ele chama a emergência e ao encerrar a ligação, fala, olhando para o homem agonizante:

- No Yami no Game, aqueles que têm um coração fraco sempre perdem. Se você tivesse algum amor pelo seu escorpião ou por aqueles tênis, eu não poderia ter previsto como este jogo iria terminar.

Então, os médicos chegam e Atemu explica o que aconteceu:

- Eu vi esse homem caído e esse escorpião no lado dele.

- Onde está o escorpião? – o paramédico pergunta, olhando cuidadosamente para o entorno.

- Eu o prendi naquele pote de vidro – ele aponta o pote onde se encontrava o escorpião - Esse vendedor tinha um escorpião de estimação pendurado no pescoço.

- Entendo. Provavelmente, ele cometeu um erro e o animal o picou. Ele teve muita sorte que o senhor entrou na loja.

Enquanto um dos paramédicos socorria o vendedor, o outro colheu os dados dele, para depois, chamar os profissionais responsáveis para recolherem o escorpião, com eles saindo do local com o mandante em uma maca, para em seguida, partirem velozmente em direção ao hospital mais próximo.

O Faraó pega os tênis em suas mãos, enquanto manipulava as memórias do seu amado para que ele pensasse que havia acabado de chegar à loja e que encontrou o lojista caído no chão, com o escorpião próximo dele, fazendo com que o jovem tivesse a memória de pegar um pote para prender o animal que estava andando, além de inserir a conversa que teve com os paramédicos.

Então, após se certificar que essa seria a memória oficial do seu anfitrião, ele troca de lugar.

Atemu detestava o ato de ter que alterar as memórias daquela forma, pois, sentia que estava roubando as memórias do seu amado e esse era um pensamento demasiadamente deprimente ao mesmo tempo em que sentia o gosto amargo como o fel na boca.

Portanto, evitava ao máximo manipular as memórias dele, somente fazendo tais manipulações quando era estritamente necessário.

Na câmara clara e iluminada da alma do Yuugi, ele vai até o seu amado que dormia placidamente na cama, desviando dos brinquedos e jogos espalhados pelo chão. Ao sentar na beirada da cama dele, o espírito se inclina e o beija amorosamente na testa, afagando gentilmente a bochecha do jovem angelical com o dorso das mãos, antes de se levantar, saindo em seguida para retornar a sua própria câmara da alma, cuja porta ficava na frente da porta da câmara da alma do jovem de orbes ametistas.

No lado de fora, o adolescente abre os olhos e pisca ambos, demonstrando uma ligeira confusão em seu semblante, enquanto procurava identificar o local onde se encontrava.

Então, Mutou percebe que estava na loja que o seu amigo comprou o tênis e enquanto questionava a si mesmo como chegou até o local, olhando para o ambiente, as memórias alteradas surgiam gradativamente, fazendo-o arregalar os olhos após assimilar os acontecimentos, com os seus orbes ametistas passando a olhar os tênis do seu amigo em suas mãos e por mais que forçasse as memórias para tentar se lembrar como o calçado acabou com aquele corte peculiar em um deles, ele não conseguia se recordar de como sucedeu o dano, fazendo com que ficasse chateado por um deles se encontrar ligeiramente danificado, conforme se lembrava da imensa felicidade do seu amigo ao calçá-los.

Ao passar a tristeza pelo estado do tênis, o jovem passa a ficar alarmado ao constatar que não se lembrava do que ocorreu, após os ladrões confessarem que o mandante deles era o lojista, assim como não se recordava de como chegou ao estabelecimento, juntamente com o fato de não conseguir se lembrar de como sucedeu o corte no calçado, fazendo com que ficasse intensamente preocupado com os lapsos de memória que o acometiam, fazendo-o questionar a si mesmo se ele tinha alguma doença que afetava a sua memória.

Então, ele estranha o fato de ouvir sirenes, pois, o vendedor já havia sido socorrido pelos paramédicos.

Exibindo um misto de confusão e curiosidade em seu semblante, o adolescente sai da loja com o cenho arqueado, para depois, avistar dois carros da polícia que estacionavam em frente ao estabelecimento.

Então, um dos policiais sai do veículo, com Yuugi arqueando o cenho, para depois, Jounouchi e Honda surgirem do outro carro, com ambos correndo até o amigo, demonstrando intensa preocupação em seus semblantes, enquanto procuravam por quaisquer ferimentos nele, sendo que eles ficam aliviados ao não detectarem qualquer machucado, para depois, questionarem se ele estava bem e o que ocorreu.

Mutou conta tudo o que ocorreu, ocultando o fato de não se recordar de algumas coisas, visando não preocupá-los e ao terminar o relato, o loiro exclama estarrecido:

- Você entrou e encontrou o lojista caído no chão, sendo que ele foi socorrido por paramédicos e levado ao hospital por causa de uma picada de escorpião?!

- Sim. – ele fala consentindo.

- A gente queria dar uma lição nele sem envolver a polícia... – Honda comenta em um murmúrio, com evidente aborrecimento em sua face.

- Não sei o motivo. Mas... tem um buraco neste tênis. – Yuugi ainda estava chateado pelo rasgo no calçado, enquanto o mostrava a Katsuya.

Após passar a surpresa, o loiro sorri, enquanto pensava consigo mesmo, ficando comovido pelo ato do seu amigo de buscar os seus tênis por si mesmo e por mostrar tristeza pelo corte em um deles:

"Mas, Yuugi... Você recuperou os tênis sozinhos e isso foi incrível. Claro que também foi algo bem imprudente. O que importa é que está bem e salvo."

O trio de amigos vira a cabeça na direção de outro carro que chega ao local e os policiais o reconhecem como sendo do controle de zoonose, com os profissionais se identificando aos policiais, para depois, entrarem na loja, carregando uma espécie de caixa de transporte pequena. Eles saem alguns minutos depois com o escorpião dentro dela, sendo audível o chiado que o animal emitia enquanto era levado para o veículo, que parte em seguida do local.

- Era questão de tempo até ser picado por ficar carregando o animal daquela forma. – o loiro comenta sem sentir qualquer pena do lojista – Afinal, é um animal selvagem.

- Eu sempre achei cruel a forma como o animal ficava preso pela cauda. – Yuugi comenta, ficando triste ao imaginar o quanto o escorpião sofreu por ficar pendurado daquela forma.

Nisso, os policiais se aproximam e colhem o depoimento do jovem de cabelos tricolores, sendo que haviam identificado o hospital onde o lojista foi levado.

Após finalizarem o depoimento do adolescente e a coleta dos dados dele, os adolescentes recebem autorização para se retiram dos arredores da loja.

O trio de amigos sai do local, visando irem ao Burguer World para encontrarem as amigas, sendo que o loiro exibia o tênis com orgulho, dando uma risadinha, enquanto falava, olhando para o seu amigo:

- Yuugi, eu vou cuidar bem destes tênis. Vou deixar esse buraco como uma cicatriz de batalha!

O jovem de cabelos tricolores consente feliz, enquanto que Hiroto comentava, olhando para o lado:

- Ainda não entendi...

Meia hora depois, no hospital, o comerciante se encontrava algemado na maca, enquanto era tratado por causa da picada, sendo que foi descoberto o fato de que ele tinha alergia a picada.

Do alto de um prédio, com vista para a janela do quarto em que o mandante se encontrava, Yukiko olha de forma predadora, enquanto sorria sadicamente, falando:

- Você e os outros são as minhas presas e consequentemente, meus novos brinquedos. Vocês vão pagar caro pelo que fizeram ao Yuugi. Não se preocupe, vou garantir que você se cure o quanto antes. Afinal, estou ansiosa demais para me divertir.

Ela concentra a sua magia da invisibilidade e entra no local, passando pelos corredores e escadas até que chega ao andar em que a sua presa se encontrava, entrando em seguida no quarto dele e ao se aproximar da marca em que ele se encontrava, a mão dela começa a brilhar e ao posicioná-la na direção dele, ela faz cair uma neve alva divina e com propriedades de cura em cima do corpo do criminoso, com os flocos sendo absorvidos pela pele dele e prontamente, o seu quadro melhora, com a albina evitando curá-lo por completo, pois, iria levantar muitas dúvidas, além de não desejar dados errôneos de tratamento médico.

Portanto, só usou o suficiente para garantir que ele se curasse mais rápido do que foi na linha do tempo original.

Após terminar o procedimento, a meia dragoa se afasta, sendo que olha para trás, falando:

- Em breve, eu irei caçá-lo. Farei você desejar nunca ter nascido. Mas, não se preocupe que os seus capangas vão se juntar a você. – ela fala exibindo um sorriso sádico, olhando para a sua presa, antes de se retirar do quarto.

Ainda invisível, a albina se retira do local, evitando esbarrar nas pessoas e ao sair do edifício, abre as suas asas imensas e voa do local, sendo que Yukiko confessava que estava muito ansiosa para conseguir os seus novos brinquedos.

Enquanto isso, no Burguer World, Kisara, Nuru e o clone de Yukiko demonstravam estupefação em seus semblantes conforme era narrado o que havia acontecido, sendo que elas ficaram furiosas com o lojista e os subordinados dele, demonstrando abertamente o desejo de surrá-los, apenas para ficarem desanimadas ao saberem que o escorpião o havia picado e que os capangas dele estavam nas mãos da polícia.

Ademais, Jounouchi e Katsuya descobriram que quando os três criminosos foram confrontados com o relato de outras pessoas que foram roubadas por eles, a fisionomia deles correspondeu perfeitamente aos dos retratos falados, fazendo com que as pessoas que foram roubadas fossem chamadas pela polícia, para fazerem o reconhecimento deles.

- Droga! Queria tanto quebrar os ossos desses desgraçados! – Nuru exclama, batendo o punho um no outro.

- Nem me fale, imouto. Foi uma pena que a polícia chegou ao local. Eles foram muito sortudos.

- Infelizmente. – o clone de Yukiko suspira profundamente, pois, era uma cópia da original.

Então, o trio de amigas começa a arrulhar em torno de Yuugi que fica corado com a atenção, sendo que as suas amigas sempre foram extremamente protetoras com ele e não escondiam o fato de achá-lo fofinho.

- Com certeza, muitos homens invejam o nosso amigo. – o moreno comenta com um sorriso.

- Bem, os rapazes do nosso colégio, pelo menos, a maioria, sempre demonstraram inveja dele ao andar ao lado das três maiores beldades do colégio. – o loiro comenta, sendo que olhava para Nuru que corava com o olhar dele, olhando rapidamente para Katsuya, antes de voltar a arrulhar o jovem de orbes ametistas, junto da sua irmã e do clone de Yukiko.

A original entra no banheiro, fazendo com que o seu clone detectasse a chegada dela e dando a desculpa de usar o banheiro, se afasta da mesa animada e entra no local, sendo que a albina havia ocultado previamente as suas asas, além de usar magia para impedir que alguém entrasse naquele momento.

Então, o clone desaparece em forma de neve que some no ar, com a albina assimilando tudo o que ocorreu desde que deixou o seu clone com as suas amigas, para que pudesse apressar o processo de cura do criminoso.

Então, ela sai e caminha até a mesa, sendo que todos estavam sentados, comendo os lanches, enquanto conversavam animadamente, com a meia dragoa se juntando a eles.