Notas da Autora
Gouzaburou decide...
Seto consegue...
Yukiko decide...
Atemu fica...
Yo!
Eu peço desculpas pela demora em atualizar.
Tenham uma excelente leitura. XDDD
Capítulo 62 - Corporação Kaiba
Longe dali, mais precisamente na sala do presidente da Corporação Kaiba, Kaiba Gouzaburou olha para um dos seus filhos adotivos, Seto, que observa a pasta metálica na frente dele em cima da mesa, com ambos tendo homens ao lado deles e que eram os seus respectivos guarda-costas.
- Por que me chamou?
O CEO estala os dedos e o guarda-costas que estava ao seu lado abre a maleta, revelando várias notas de iene em seu interior.
- Nessa maleta tem trezentos milhões de ienes. Você tem que dobrar esse valor. Eu quero ver se possuí capacidade para fazer isso em trinta dias.
Ele olha friamente para o seu pai adotivo e pega a maleta, após fechá-la, para depois, sair da sala.
Alguns minutos depois, o jovem chega à mansão e entra, ignorando o seu irmão caçula que desejava falar algo e que foi cortado abruptamente com um gesto cortante da sua mão, antes que o adolescente entrasse no seu quarto espaçoso e luxuoso, colocando a maleta no lado, pegando em seguida a sua própria maleta que era toda preenchida com cards, com o chefe dos seus guarda-costas no seu lado, observando o adolescente os alinhando ordenadamente em fileiras, enquanto se encontrava compenetrado.
Então, o jovem que havia conseguido a emancipação há alguns meses, atrás, para ser legalmente um adulto aos olhos da lei, conseguindo assim assinar contratos e fazer transações comerciais, fala, enquanto observava os cards:
- É como um jogo. Eu vou vencer, custe o que custar.
- Qual o seu plano, senhor? – o homem pergunta respeitosamente.
- Pesquise uma empresa que trata os seus funcionários como se fossem da família.
O chefe dos guarda-costas fica surpreso, mas, consente e sai para cumprir as ordens, enquanto Seto voltava a alinhar os cards, exibindo um semblante pensativo.
No dia seguinte, ele está no escritório da mansão e o chefe dos seus guarda-costas entra com um dossiê em mãos, para depois, estender na direção de Kaiba que abre a pasta para ler os documentos.
Após alguns minutos, ele a abandona temporariamente para fazer outra pesquisa na internet, comentando em seguida, enquanto analisava os dados que surgiam na tela:
- A primeira empresa da lista é bem familiar. Ela é perfeita. - ele começa a digitar freneticamente, enquanto os seus olhos percorriam a tela.
- Qual é o plano do senhor?
- Você verá. – ele responde, dando um sorriso de canto ao olhar, novamente, os dados que surgiram no monitor.
Dois dias depois, Seto está sentado na sala de reuniões com todos os sócios da empresa familiar, juntamente com o diretor e outros membros, sendo que o adolescente detinha mais de setenta por cento das ações.
Os demais sócios estavam tentando descobrir como ele havia conseguido comprar tantas ações, apesar de ter sistemas de segurança que deviam impedir a compra excessiva de ações de uma empresa por uma única pessoa, juntamente com a existência de outros métodos para evitar algo assim.
Após eles se sentarem, o adolescente fala sem rodeios, fazendo todas as cabeças virarem na direção dele:
- Vou fechar essa empresa.
Todos os outros ficam alarmados e um deles se levanta, batendo as mãos na mesa, exibindo um semblante que era um misto de raiva e de desespero:
- Você não pode!
- Eu posso. Sou o sócio majoritário.
- Nossas ações foram protegidas. Não era para uma pessoa adquirir tanto! –outra sócia fala, exasperada.
- Vocês não foram devidamente cautelosos. Mas, isso não importa, pois, é passado. O importante é que eu sou o sócio majoritário e vou fechar essa empresa.
- Mas, essa empresa...! – o diretor exclama desesperado.
Kaiba sorri de canto e fala:
- Só há uma forma de impedir isso. Vocês devem comprar as ações de volta. Eu estou disposto a vender todas as ações que eu comprei.
Eles se entreolham e depois, consentem, com o diretor falando:
- Nós iremos devolver o dinheiro do senhor.
- Acha mesmo que é tão simples assim? – ele pergunta friamente, arqueando o cenho.
- Mas, o senhor disse... – outro começa a falar, exibindo confusão em seu semblante, até que um olhar frio do jovem o silencia eficazmente.
- Eu só aceito vender todas as ações e não apenas a maioria, sendo que elas vão custar o dobro do que me custaram. Paguem-me o dobro e irei vender as ações para vocês. – dentro dele, em um canto obscuro do seu coração, as sombras parecem se agitar como se estivessem despertando.
Todos ficam chocados e após passar a estupefação que imperou no recinto, um deles exclama estarrecido:
- O dobro? Mas...!
- Isso mesmo. O dobro e todas as ações que eu detenho. Caso não façam isso, vou fechar essa empresa e os seus queridos funcionários serão demitidos – ele fala, sorrindo malignamente.
Os sócios, diretor e outros membros se levantam e passam a conversar entre eles em um canto, sendo que eram conversas murmuradas, exceto nas poucas vezes que esse murmúrio era quebrado em virtude de alguma fala mais exaltada.
Após vinte minutos, o diretor se afasta do grupo e caminha até ficar na frente do jovem, para depois, falar com visível cansaço em seu rosto e com os ombros caídos em derrota:
- Nós aceitamos a proposta do senhor. Pagaremos o dobro.
Kaiba sorri vitorioso e consente.
Então, são elaborados os documentos pelos advogados de ambas as partes, sendo que eles tiveram que arranjar uma mala para colocar dinheiro vivo nela, pois, era uma exigência do adolescente.
Somente após ele se certificar do valor e ler atentamente o contrato, Seto assina e se retira do local, guardando a sua via do contrato em um dos bolsos que ficava na parte interna do terno de grife que usava, enquanto os seus sapatos italianos o levavam para fora do edifício em direção a limusine estacionada na frente da empresa, sendo que ele era ladeado pelos seus guarda-costas.
No dia seguinte, na sede da Corporação Kaiba na cidade de Dominó, mais precisamente no luxuoso e espaçoso escritório do prédio imponente, Gouzaburou está verificando alguns dados, enquanto fumava o seu usual charuto, quando ouve algumas batidas na porta.
- Entre.
A secretária dele entra e fala, após ajeitar os óculos:
- Seto Kaiba-sama deseja uma reunião com o senhor, agora. Quer que eu marque para outro dia?
Ele traga profundamente o charuto, antes de expelir pelo nariz, para depois, falar:
- Não precisa. Eu vou atendê-lo.
Ele abre a porta e se curva levemente para Seto, antes de se retirar, fechando-a em seguida, sendo que Gozaburo o observa com uma maleta maior do que ele deu e arqueia o cenho.
- Essa maleta...
Seto se adianta e a coloca em cima da mesa, abrindo o objeto, para depois, virar na direção do seu pai adotivo que fica estupefato ao ver a quantia.
- Aqui tem o dobro. Seiscentos milhões de ienes em menos de seis dias.
Gouzaburou está estupefato e após passar a estupefação, ele verifica atentamente o valor na maleta, para depois, sorrir imensamente, enquanto exclamava em um tom surpreso:
- Você dobrou em um tempo incrível! Como você fez isso?
- É o meu segredo. – ele fala dando de ombros.
- Você passou com louvor, Seto. Meus parabéns.
Ele não fala nada e se retira, enquanto Gouzaburou voltava a digitar no computador, sendo que no corredor, o moreno sorri consigo mesmo, para depois, comentar em um murmúrio, olhando para a porta que havia acabado de sair:
- Eu ainda não dei o xeque-mate. Mas, em breve, esse jogo irá terminar "otou-san". – ele se refere ao pai adotivo com escárnio, antes de se retirar.
Alguns dias depois, longe dali, no hospital da cidade, ocorre uma movimentação intensa dentro do local e nos arredores, pois, os policiais procuravam por um fugitivo que havia conseguido escapar do quarto em que se encontrava, com eles desconhecendo o fato de que uma meia dragoa usou magia para que esse criminoso pudesse escapar, sem que o mesmo percebesse, garantindo assim que nenhum inocente fosse ferido no processo.
Longe do hospital, Inogashira apoia uma das mãos na parede de um beco, enquanto arfava pesadamente, lutando para se recuperar da sua fuga que havia sido demasiadamente fácil, a seu ver, com ele não questionando a sua sorte, desconhecendo o fato de que não foi por ter sorte e sim, pelo auxílio de magia, sendo que ansiava por vingança contra as gêmeas e a albina que o derrotaram ao mesmo tempo em que detiveram os seus capangas, com o seu ódio aumentando a níveis alarmantes mediante a humilhação que sentiu na pele.
Goro olha para a sua outra mão, ainda enfaixada, pois, ela havia sido quebrada pela albina e ao se lembrar da humilhação que sofreu, não desejava, apenas, uma simples vingança e conforme se lembrava do que sabia sobre o trio de garotas, ele sorri malignamente ao se recordar do fato delas se importarem muito com Yuugi.
Então, sorrindo consigo mesmo, o marginal decide que iria torturá-lo brutalmente e depois, matá-lo, pois, seria uma vingança perfeita contra elas.
Yukiko o observa do alto e se prepara para usar a sua magia novamente, enquanto emitia um rosnado de gelar o sangue de qualquer um, conforme lia a mente dele sobre os seus planos para com aquele que via como um filho querido.
Enquanto isso, longe dali, mais precisamente no último andar do prédio da Corporação Kaiba, na sala usada para reuniões, Gouzaburou estava sozinho em uma ponta da mesa retangular extensa, enquanto que Seto se encontrava sentado na outra ponta, cercado pelo Conselho que demonstrava a sua escolha ao apoiar o adolescente como o novo CEO.
Com um sorriso de cruel satisfação, o moreno fala:
- O Conselho se pronunciou. A partir de hoje, a Corporação Kaiba pertence a mim. Aprendi o que o senhor queria, "otou-san"? – ele se refere ao pai com nítido sarcasmo em sua voz.
Gouzaburou exibe uma face de revolta, para depois, exclamar ao ser tomado pela insanidade ao perder a sua corporação:
- Seto! Eu perdi meu jogo com você! Veja agora o que os perdedores merecem de verdade!
Ele termina de falar, gargalhando de forma ensandecida, antes de se levantar da poltrona e se atirar contra uma das janelas imensas que iam do chão até o teto da sala que era toda envidraçada de um só lado, com o seu corpo despencando rumo ao chão, enquanto era possível ouvir gritos de terror e de desespero daqueles que viam um corpo caindo, para depois, se chocar contra o solo.
Seto continua com a mesma expressão de júbilo cruel e dá uma risadinha mental, enquanto falava em pensamento, ignorando a comoção dos outros conselheiros para uma cena que seria chocante para a maioria das pessoas ao mesmo tempo em que não inesperada por aqueles que conheciam Gouzaburou:
"Perder significa morrer. Obrigado por me ensinar."
Dentro dele, na parte obscura do seu coração, as sombras terminam de se agitar e um ser distorcido surge, exibindo um sorriso cruel e igualmente ensandecido, enquanto sentia um deleite imenso ao se alimentar dos sentimentos do coração de Seto ao mesmo tempo em que estimulava ainda mais esses sentimentos negativos, agradecendo ao falecido ex-CEO por tê-lo ajudado ao fomentar a escuridão no coração do jovem através da forma como o tratou e dos métodos cruéis empregados, além de humilhantes, para torná-lo o que ele era atualmente.
O ser esperava que com o tempo, conforme ficava mais poderoso, pudesse assumir o controle total do adolescente, transformando-o em sua marionete.
Algumas horas depois, longe dali, mais precisamente na Kame Game shop, Yuugi estava com o seu pijama, pronto para dormir, quando o som de algo quebrando reverbera pelo local, o alarmando.
Ao olhar para o lado, avista uma pedra com um pedaço de papel amarrado, compreendendo que o objeto havia quebrado uma das folhas da janela ao ver o vidro quebrado e estilhaços próximos da pedra.
Tomando cuidado com os cacos, enquanto percebia que o seu amado avô não ouviu nada, ele pega e desembrulha o papel que o envolvia, ficando desesperado ao ler o recado de Inogashira que ameaçava o seu avô, se ele não o encontrasse nos arredores do colégio de Dominó.
Nesse instante, Atemu assume o controle do corpo dele, o colocando para dormir, para depois, amassar com força o papel em suas mãos, cerrando os dentes no processo, pois, era inadmissível ameaçar o seu amado e conforme relia o recado, a fúria dá lugar a um semblante de felicidade quando um sorriso de satisfação se espalha pelo seu rosto.
Afinal, ele tinha a chance de se vingar de Goro.
O som do farfalhar de asas chama a sua atenção e ele observa a máscara que cobria o rosto da meia dragoa que surgiu em frente a janela, pairando no ar, enquanto as suas asas emplumadas alvas de envergadura imponente se destacam na noite, sendo visível apenas a área da sua boca, pois, o resto do rosto estava oculto por sua usual máscara.
Ele se aproxima da janela e a cumprimenta, com ela o cumprimentando também, para depois, falar:
- Eu sei da ameaça do Inogashira. – a albina detestava o fato de ter permitido que Goro lançasse a pedra, sendo que somente permitiu para que pudesse conversar com o espírito ao fazê-lo tomar o controle do corpo de Yuugi.
Agora que conseguiu o seu intento, ela usou a sua magia em Inogashira, pois, precisava fazer um acontecimento da outra linha do tempo, ocorrer, novamente.
- Eu quero entender como ele conseguiu fugir.
- Você não queria vingança?
- Sim, mas, quanto ao Yuugi... – ele suspira tristemente – Eu odeio modificar as suas memórias. Eu sinto que as estou roubando dele e esse é um sentimento que deixa um sabor amargo em minha boca.
- Eu também não aprecio isso, mas, compreendo que é o melhor para ele – Yukiko acaba se recordando de quando fez algo similar no outro universo com uma das contrapartes de Yuugi, para depois, sair das suas recordações, passando a olhar para o Faraó – É necessário apagar essa lembrança dele e colocá-lo na cama, antes de devolver o controle. Se ele acordar na cama, pode pensar que foi apenas um pesadelo, pois, eu irei consertar a janela e ao vê-la inteira, acreditará, piamente, que foi apenas um pesadelo. Eu acredito que a sua magia ainda está um pouco limitada.
Ele fica surpreso pela constatação dela, sendo visível um sorriso de canto.
- Como...?
- Eu posso sentir a sua magia. Ela ainda não está no seu auge. Acredito que não irá demorar muito para invocar mais da sua aparência e altura real. Portanto, eu vou cuidar da parte da janela.
- Obrigado. Eu não gosto de manipular a memória do Mou hitori no ore (Meu outro eu).
- Eu sei como você se sente e compreendo o motivo de fazer tais alterações, sendo que sou plenamente ciente de que só faz quando é absolutamente necessário.
- Sim. Somente quando é necessário. Eu me sinto mal toda a vez que tenho que roubar as suas verdadeiras memórias e substitui-las por falsas ou modificá-las.
Ela consente, para depois, falar:
- Agora, vamos ao outro tópico. O bastardo do Inogashira.
- Sim. Ele chantageou o Mou hitori no ore para encontrá-lo no colégio. Provavelmente, ele quer se vingar delas e pretende usar o meu amado para fazê-las sofrerem.
- Você está certo. Mesmo não tendo feito nada contra ele, o desgraçado decidiu usar o Yuugi-kun como ferramenta de punição para elas.
- Eu não vou permitir isso. Farei de tudo para arrastá-lo para um Yami no game.
- Eu vou ajudá-lo. Não se preocupe. Você terá a oportunidade de se vingar da chantagem contra o Yuugi-kun e o fato do bastardo quase ter destruído a felicidade dele ao tentar destruir tudo o que ele e os outros fizeram para o Festival cultural, através daquela chapa de ferro imensa, juntamente com os seus capangas.
- Como irá me ajudar? – ele pergunta, arqueando o cenho.
