Notas da autora:
Nuru fica...
Yukiko luta arduamente para...
Seto se encontra...
Atemu fica...
Capítulo 65 – O card estimado
Porém, é detida pela irmã que fala:
- Eu também sinto vontade de humilhar verbalmente este bastardo. Porém, esta é a loja do jii-chan e do Yuugi-kun. Talvez, ele compre algo. Portanto, não podemos fazer nada.
Elas olham para Yukiko que consente, sendo que o sorriso em seu rosto dedicado para as gêmeas se esvanece quando olha para o CEO, fazendo com que elas ficassem surpresas ao verem um olhar homicida direcionado para Seto, pois, desconheciam o fato de que o ódio da albina era pelo que irá ocorrer no colégio no dia seguinte e pelo Death-T que será aplicado em Yuugi e nos outros, com ela se obrigando a conter arduamente o desejo de transformá-lo em seu brinquedo de tortura.
Mesmo que houvesse vários atenuantes a favor dele, Yukiko não conseguia perdoar facilmente quem machucava aquele que via como um filho querido, pois, Kaiba iria impor a dor nele ao fazê-lo presenciar o seu amado avô sendo torturado ao ponto de ter um problema cardíaco, sendo que somente irá liberar Sugoroku da tortura quando Yuugi prometer participar do Death-T, cujas provas irão proporcionar stress emocional e tortura psicológica, fazendo com que os atos dele fossem imperdoáveis, a seu ver.
Mokuba era outro que detinha o seu ódio e se seguisse o seu desejo, ignorando a importância dos irmãos Kaiba para o amadurecimento de Yuugi e pelos acontecimentos futuros, ela os tornaria seus brinquedos de tortura, sendo que iria envelhecer o mais novo para facilitar a execução das suas torturas e jogos sádicos.
Afinal, a meia dragoa era uma sádica e amava os gritos de desespero e dor das suas presas.
- Volte a falar comigo depois que tiver conseguido, pelo menos, dez mil cards – ele dá uma risada de escárnio, enquanto o loiro ficava furioso.
- Tudo bem... Eu jogo com você, Jounouchi-kun! – o jovem de cabelos tricolores fala, tentando aplacar o seu amigo que havia cerrado os punhos ao se preparar para golpeá-lo.
- Cara! Ele me deixa furioso!
"Eu não perderia se fosse uma briga!" – o loiro exclama em pensamento.
O CEO se vira para Sugoroku e pergunta:
- Tem algum card que preste nesta loja? Poderia me convencer a comprá-lo.
Sem se incomodar com a forma como ele falou e ignorando a atitude dele para com Jounouchi, embora não concordasse com tal comportamento, o avô de Yuugi volta a assumir a postura e semblante de um comerciante, exibindo o seu melhor sorriso, pois, precisava pagar as contas no final do mês.
- Sim! Um minuto!
Enquanto Sugoroku pegava algumas caixas atrás do balcão, Kaiba olha para os lados, avistando os vários jogos arrumados em prateleiras, com os seus olhos azuis se dirigindo, em seguida, para o tampão de vidro transparente da loja visando observar a diversidade de jogos arrumados ordenadamente no mostruário.
Então, ele fica estupefato ao avistar um card que nunca imaginou ver em um local como aquele, fazendo com que demonstrasse um semblante estupefato:
- O quê?! Não pode ser!
"E... Este card é o lendário Buruuaizu Howaito Doragon (Blue-Eyes White Dragon - Dragon branco de olhos azuis)!" – ele exclama em pensamento.
Prontamente, Sugoroku retira o card de cima do tampão de vidro do balcão, o segurando com ambas as mãos de forma protetora, enquanto se afastava do CEO que exclamava desesperado:
- Senhor! Onde conseguiu esse card? O que ele está fazendo aqui? Deixe eu dar uma olhada nele!
- Bem, só uma olhada. – o lojista fala, decidindo que deveria deixar o jovem ver o card.
Kaiba o pega com as mãos trêmulas e lentamente processa o que estava vendo, pensando consigo mesmo, enquanto permanecia estupefato pela descoberta inusitada:
"Eu nunca tinha visto um pessoalmente e nunca pensei que teria um em minhas mãos, algum dia. É um card de nível oito. Os seus pontos de ataque e defesa são altíssimos, além de ser extremamente raro! Se eu tivesse este card... Eu seria invencível!"
Conforme o observava, Seto confessava que desde que tomou conhecimento da sua existência, sentia sentimentos inexplicáveis que o deixavam desnorteado, fazendo-o recordar dos seus sonhos de quando era pequeno e que eram povoados por um majestoso e imponente dragão branco de olhos azuis, assim como, do vulto de uma mulher de longos cabelos prateados com roupas simples e igualmente surradas, distintas das roupas atuais e por mais que tentasse ver o seu rosto, ele não conseguia, sendo que ele nunca sentiu qualquer medo do dragão. Eles sempre apareciam em seus sonhos que com o advento dos anos se tornaram gradativamente escassos ao ponto de não ter esse sonho novamente desde que foi adotado por Gouzaburou, onde passou por humilhações e torturas sobre o pretexto de ser preparado para herdar um império nos negócios.
O adolescente confessava que havia ficado estupefato ao identificar o quanto o dragão dos seus sonhos era semelhante ao do card criado recentemente, fazendo com que ficasse atônito, enquanto sentia que os sentimentos incompreensíveis e igualmente indescritíveis se tornaram mais intensos ao tê-lo em suas mãos, sendo que o CEO estranhava o fato do rosto de Kisara surgir em sua mente ao ver a arte do dragão impressa na superfície, além do fato de sempre tê-la achado familiar, desde que a viu pela primeira vez.
- Certo, já chega! – Sugoroku tira abruptamente o card das mãos de Seto.
O gesto dele retira o adolescente dos seus pensamentos, com ele decidindo ter aquele card a qualquer custo.
Então, Seto ergue a maleta de aço que trazia em suas mãos e a coloca em cima da bancada.
Após abri-la, ele vira o conteúdo para o lojista que observa embasbacado os inúmeros cards ordenados, sendo que não parecia ter cards repetidos, com Yuugi e os outros compartilhando um semblante genuinamente perplexo, com exceção da albina, pois, já tinha visto essa cena nas suas visões.
- Uma maleta cheia de cards! – o loiro exclama abismado.
- Senhor, se me der esse Buruuaizu Howaito Doragon (Blue-Eyes White Dragon), eu lhe dou todos estes cards!
Surogoku se afasta da maleta, mantendo protetoramente o card em suas mãos, enquanto falava:
- Sinto muito, mas não posso trocá-lo.
- O jii-chan recusou a proposta dele?! – Jounouchi exclama estupefato.
- Não é o suficiente? – o CEO pergunta, enquanto exibia irritação em seu semblante, para depois, trincar os dentes.
"Faz sentido... Eu não o trocaria por nada. Então, esse velho sabe o valor deste card!"
Surogoku dá uma risada risonha e fala, gentilmente, se aproximando do estudante:
- O seu nome é Kaiba-kun, né? Eu sei o motivo de você desejá-lo nessa intensidade. Entretanto... Eu tenho uma boa razão para mantê-lo comigo. Não é somente pelo fato dele ser poderoso e raro. Um amigo meu que é um jogador importante dos Estados Unidos me deu este card, fazendo com este card seja tão importante para mim, assim como o meu amigo. Eu não abriria mão dele por nada desse mundo. Eu teria o mesmo sentimento se fosse um card comum – ele baixa o olhar para o objeto em suas mãos, exibindo carinho e saudade em seus olhos – Quanto você realmente estima algo é como se essa coisa ganhasse um coração. Você não trocaria esse coração por nada. Então, cuide muito bem de todos os cards desta maleta, Kaiba-kun. Assim, você aprenderá o verdadeiro poder desse jogo.
Ele termina o final, olhando para Seto, enquanto exibia um semblante gentil.
Kaiba fecha os olhos e a maleta, a segurando em uma mão, enquanto colocava a outra no bolso, virando as costas, enquanto exclamava:
- Certo... Eu entendi! Até mais.
Ele vira lateralmente para olhar o lojista, sendo que os seus olhos traidores se dirigem até a prateada que exibia uma face aborrecida e os braços cruzados em frente ao tórax pela fala anterior dele e descaso para com os cards do loiro, sendo que ela procurou ocultar o máximo possível o rubor em suas bochechas e o coração traidor que insistia em bater pelo CEO.
Rangendo os dentes pelo fato dos seus olhos buscarem avidamente a bela prateada, independentemente do seu desejo, ele se amaldiçoa mentalmente pelos pensamentos e sentimentos que lhe veem a mente e no coração ao olhá-la, julgando que ela tivesse algum poder magnético por mais surreal que fosse tal pensamento, pois, a seu ver, somente essa hipótese justificaria essa atração indesejada e inexplicável que ela exercia nele, além da sensação de conhecê-la de algum lugar quando a viu pela primeira vez.
Conseguindo afastar os olhos com muito custo, Kaiba se vira para a porta e sai da loja, com a sineta fazendo o som característico ao ser aberta e após a saída dele, Jounouchi exclama com admiração, olhando para Sugoroku:
- Foi um grande discurso, jii-chan! – o lojista dá uma risada risonha.
- Com certeza, foi um grande discurso. – a bronzeada fala sorrindo.
- Tirou as palavras da minha boca, imouto.
- Foi um discurso emocionante, jii-chan. – Yuugi fala, sorrindo.
Dentro da câmara da alma, o Faraó se encontrava sentado em seu trono, enquanto sorria perante as palavras de Sugoroku, sendo que ele também compartilhava da opinião dele.
De fato, o discurso foi emocionante, pois, era visível para qualquer um que o avô do seu amado Yuugi havia colocado o seu coração em suas palavras. A importância do card não era por causa da raridade e poder que detinha, tornando-o um dos mais poderosos e sim, pelo fato de ter sido o presente de um amigo querido, tornando-o tão importante quanto este estimado amigo, sendo que Atemu estava preocupado que houvesse alguma retaliação contra aquele que amava, pois, ele não acreditava que Kaiba aceitaria tão facilmente a negação da venda ou troca do card pela forma como olhava o objeto, assim como o fascínio extremo, além do fato de se dispor a entregar todos os cards na maleta apenas para tê-lo.
Claro, poderia ser apenas impressão dele, mas, o espírito não acreditava que Seto permitiria que o avô de Yuugi mantivesse o card para si e conforme refletia sobre a sua capacidade de julgar as pessoas, passa a considerar a hipótese de que é um reflexo do seu passado que não conseguia se recordar e que consistia da impressão de ter um grande conhecimento em interpretar reações e semblantes das pessoas, como se tivesse interpretado muitas vezes por algum motivo desconhecido, apesar de sentir que foi demasiadamente importante.
Atemu perdeu as contas das vezes em que se aventurou no labirinto da sua alma em busca das suas lembranças e o quanto se ressentiu por ser incapaz de encontrar alguma porta útil.
Afinal, além da confusão natural que um labirinto gerava, ainda mais um tão surreal quanto o dele, cujas escadas podiam se projetar para a parede e pelo teto, havia armadilhas e portas falsas para impedi-lo de acessar as suas memórias, fazendo com que a sua exploração nunca desse qualquer fruto por mais que tentasse buscar qualquer recordação, por menor que fosse. Viver sem lembranças era demasiadamente doloroso e o fato de sequer saber o seu próprio nome, apenas intensificava a dor e a desolação.
De fato, Yuugi é a sua luz, fornecendo calor, esperança e amor perante a solidão naquelas paredes e no labirinto sem fim. Era uma luz cálida e aconchegante que lhe confortava, sendo que o jovem de orbes ametistas era belo tanto por fora, quanto por dentro, com o espírito desejando manter essa luz para sempre.
Conforme pensava na ameaça que Kaiba podia se tornar em virtude da riqueza e poder que detinha em suas mãos, pois, a cidade de Dominó pertencia a Corporação Kaiba, o Faraó esperava estar errado em sua desconfiança e suposição pelo bem do seu amado Yuugi e também por Sugoroku.
Ele decide que ficaria demasiadamente atento quando Seto se aproximasse daquele que amava ou do avô dele, sendo que sempre questionou o motivo de achar o avô do seu amado estranhamente familiar ao vê-lo pela primeira vez, pois, havia a sensação nele de que não era a primeira vez que o via.
Inclusive, as suas memórias de quando o salvou de cair eram nubladas e igualmente confusas, fazendo-o não se recordar o que disse para ele ao estender as suas mãos e mesmo com as lembranças demasiadamente confusas, a sensação de familiaridade e de saudade ainda persistia.
Enquanto isso, Yuugi e os outros voltam a conversar sobre os cards, que havia sido interrompida momentaneamente com a chegada inusitada do CEO.
Yukiko olha discretamente para a porta e suspira silenciosamente, pois, teve que deixar ocorrer a cena da descoberta do Kaiba e as próximas que surgiriam referente ao card ao mesmo tempo em que deixaria os irmãos incólumes, por mais que ela sentisse uma raiva imensa e desejo de destroçar Seto por causa do Death T, assim como sentia em relação ao Mokuba pela dor e sofrimento que iria proporcionar a aquele que via como um filho querido.
Afinal, a dor que Yuugi iria sentir em seu coração e o seu intenso sofrimento, assim como a tortura mental, principalmente durante o Death T, rasgariam o seu coração e por mais que houvesse um desejo intenso nela de poupá-lo, assim como de poupar Sugoroku ao evitar que fosse arrastado para aquela cabine de duelo, quando Kaiba o enganou para fazê-lo entrar e aceitar o duelo, ela não poderia fazer nada para impedir tais acontecimentos, pois, era uma experiência necessária.
Afinal, era parte da jornada que Yuugi precisava passar.
Inclusive, se a albina não permitisse que ele passasse por essa experiência, as consequências seriam graves, sendo que havia eventos que não podia impedir de ocorrer e o Death T era um deles.
Portanto, contrário aos sentimentos do seu coração maternal, ela não iria impedir que esse evento ocorresse, assim como aqueles relacionados ao Mokuba.
Porém, isso não significava que não poderia ajudar de alguma forma, desde que os eventos principais ocorressem da forma como deveriam ocorrer, com a albina garantindo tais eventos ao possuir o conhecimento necessário.
De fato, esse conhecimento era uma benção e uma maldição ao se tornar um fardo demasiadamente pesado. Mas, considerando o que ocorreu no passado, por mais que não pudesse ser considerada sua culpa, ela ainda se sentia extremamente culpada. Nada e nem ninguém, nem mesmo o tempo, pode mudar esse sentimento dentro de si.
No dia seguinte, mais precisamente no intervalo, Yuugi estava jogando contra Jounouchi, com os colegas assistindo ao duelo, sendo que Honda pergunta, enquanto cruzava os braços:
- Ei... O que é isso, Jounouchi?
O loiro ri animado e exclama com empolgação em sua voz ao virar o rosto lateralmente para olhar o seu amigo:
- É um novo jogo de cards chamado Duel Monsters! – ele torna a virar o rosto para frente, olhando para o jovem de cabelos tricolores - Yuugi, eu vou atacar com o meu Zonbi (Zombie – Zumbi)!
- Eu vou me defender com este. Agora é a minha vez!
Ele tira um card da sua mão e o coloca em posição de ataque, enquanto exclamava animado:
- Legal! É o Ankoku no Doragon (Blackland Fire Dragon - Dragão de Fogo da Terra Negra)! Ele é forte!
Jounouchi fica chocado e exclama com visível desespero em seu semblante:
- Não dá para competir!
- Eu ataco o Zonbi do Jounouchi-kun e ele é destruído! Isso abaixou os pontos de vida do Jounouchi-kun de dois mil para mil e quinhentos!
Katusya olha em completo desespero os seus cards, enquanto exclamava ao escolher um deles:
- Droga! Eu tenho que usar a minha arma secreta!
- Parece um jogo interessante – o moreno comenta.
- Gostaria de saber as regras e como se joga? – Kisara se aproxima e pergunta gentilmente, sendo que ela, Nuru e Yukiko assistiam o duelo.
A prateada sorri ao ver as bochechas coradas da sua imouto enquanto olhava Katusya jogar, sendo que estava satisfeita ao ver a mudança visível no loiro ao se tornar alguém digno da sua querida irmã.
- Eu gostaria.
Nisso, a prateada começa a explicar as regras, assim como, os elementos presentes nos cards ao pegar um dos seus como exemplo, com o moreno consentindo com a cabeça, enquanto ouvia atentamente a explicação dela.
Após algumas voltas, os pontos de vida do loiro são zerados e Yuugi exclama:
- Legal! Eu venci!
- Droga! Fiquei sem vida de novo! – o loiro exclama desesperado frente a sua segunda derrota.
Um dos estudantes ri, para depois, exclamar:
- Até a sua arma secreta é fraca!
- Katusya, você é tão fraco!
- Você tem que conseguir cards melhores!
Os que estavam exclamando sentem o sangue gelar em suas veias ao verem o olhar homicida da jovem de pele marrom dourada que os fuzilava sumariamente com os olhos carmesins, fazendo todos eles se encolherem perante a intensidade do seu olhar, enquanto engoliam em seco, silenciando eficazmente todos aqueles que estavam zoando com aquele que amava, sendo que os estudantes estranhavam o fato de terem a ilusão de que um dragão negro imenso de olhos vermelhos rugia em pura fúria, enquanto eram refletidos nos olhos rubros como sangue e que se encontravam coléricos.
Yukiko e Kisara sorriam imensamente, pois, esperavam algo assim e ao ver delas, já bastava os estudantes encararem um par de olhos homicidas. Juntar mais dois pares seria demasiadamente exagerado.
Então, Nuru desfaz o semblante aterrador e coloca gentilmente a mão em um dos ombros do loiro, fazendo-o olhar para ela, sendo que ambos coram, enquanto a bronzeada falava:
- Você só precisa melhorar o seu deck. Yuugi-kun pode ajudar você a montar um deck bom. Além disso, é questão de treino. O Yuugi-kun joga contra o seu avô, vários jogos, há anos, sendo que eles jogam Duel Monsters há algum tempo.
- Verdade, Yuugi? – o loiro pergunta animado.
- Sim. Quando o meu avô voltou dos Estados Unidos, ele trouxe vários envelopes e eu montei o meu deck. Claro que adicionei novos cards, conforme foi sendo ampliada a exportação deles no mundo, inclusive aqui no Japão. Eu jogo há quase um ano contra o meu jii-chan.
- É um jogo que está ficando muito popular, né? – Honda pergunta com curiosidade em seu semblante.
- Sim e em um ritmo espantoso. A ascensão desse jogo é incrível! Os jogadores estão ficando cada vez mais famosos e igualmente conhecidos, sendo que o título de melhor jogador de Duel Monsters é do criador do jogo, Pegasus J. Crawford e era esperado que possuísse tal título. Se há alguém que conhece o jogo profundamente, é ele.
O loiro se encontrava em estado reflexivo conforme ouvia as palavras do seu amigo.
Então, ele pergunta, exibindo um semblante ansioso:
- Yuugi, eu posso me tornar um excelente jogador? Não acho que chego ao topo, mas, eu desejo ter, ao menos, uma fama considerável.
- Com bastante treino, juntamente com um deck melhor é possível alcançar um nível muito bom ao se tornar um duelista profissional. Além disso, há o fator equilíbrio do deck. Se um deck não for bem equilibrado, será difícil vencer com ele. Claro que com o coração dos cards tudo é possível. Se você deseja se tornar um jogador profissional, eu o ajudarei com prazer. Por que você perguntou sobre isso? – ele pergunta, inclinando a cabeça fofamente para o lado.
