Notas da autora

O grupo consegue...

Nuru decide...

O trio de amigas decide...

Yo!

Enquanto passo os capítulos para o inglês, eu também estou aproveitando para revisar ortografia.

Atualmente, revisei até o capítulo 18. A revisão dos capítulos sempre irá acompanhar a postagem em inglês.

Tenham uma boa leitura.

Capítulo 73 – Em busca de Jounouchi – parte 2

Eles observam com evidente curiosidade em seus semblantes, uma funcionária do fliperama se aproximando deles, exibindo nervosismo em sua postura e semblante enquanto murmurava ao se aproximar deles, com eles ficando surpresos ao ouvirem a mulher falar em inglês e não em japonês, com eles decidindo responder em inglês para facilitar a conversa:

- Eu acho que vi um dos homens que estava com esse tal de Jounouchi. O rapaz alto e loiro de olhos cor de mel, certo?

- Isso mesmo. Onde ele está? – Yuugi pergunta com esperança em seu semblante.

- Ele está atrás daquela parede, fumando um cigarro – a funcionária aponta a direção – Dá para ver de dentro da loja. Eles parecem perigosos. Por favor, não falem que eu contei sobre ele.

- Não vamos fazer isso. Tem a nossa promessa, certo? – Yuugi pergunta aos seus amigos ao olhá-los, com eles consentindo, para depois, olhar para ela – Muito obrigado!

- O que a fez contar para nós? É evidente que está com medo.

- Não resisti em ver alguém tão fofinho com um semblante desesperado. Eu me senti mal. – ela fala olhando para o jovem de cabelos tricolores, fazendo-o corar – Você é muito fofo. É um crime ver alguém tão fofo com o rosto imerso em angústia. Eu não podia ficar calada. Além disso, vocês pareciam confiáveis e eu reconheci vocês duas como campeãs do torneio de Kung Fu e de Kenjutsu, também li sobre o doujo de vocês que saiu em alguns jornais após o torneio. Com certeza, vocês conseguem lidar com eles.

Ela termina o final olhando para as gêmeas que exibem um sorriso enquanto consentiam.

- Eu preciso voltar ao trabalho. Eu espero que vocês encontrem o seu amigo. – ela se inclina e rouba um beijo da bochecha de Yuugi que cora intensamente, com a mulher murmurando após se afastar – Tão fofo.

Dentro da câmara da alma do Faraó, Atemu gerenciava o sentimento que o tomou perante a reação da mulher que era compreensível e igualmente previsível porque Yuugi era muito fofo e esse era um fato inegável.

Ele sentiu o ciúme tomá-lo quando ela beijou o seu amado e ao perceber o seu ciúme, inspirou profundamente para tentar se acalmar porque foi apenas um beijo no rosto.

Ademais, o espírito sabia que precisaria lidar com este sentimento porque, atualmente, Mutou era apenas o seu anfitrião, fazendo com o seu ciúme fosse indevido na atual situação em que se encontravam.

O problema era conseguir se controlar e conforme pensava nisso, massageava a sua testa enquanto inspirava profundamente para conter esse sentimento ao mesmo tempo em que o faraó esperava conseguir lidar com aproximações indesejadas. Ele não se incomodava com as demonstrações de afeto de Yukiko e das gêmeas porque sabia que elas o viam como um amigo querido e eram demonstrações oriundas do fato de serem amigos de infância. O Faraó também não sentia ciúmes da aproximação delas. Mas quanto ao de outras pessoas, ele precisava controlar esse sentimento.

Atemu decide sair dos seus pensamentos para voltar a se concentrar porque aquele não era um momento propício para ficar pensativo.

Afinal, ele precisava se concentrar e se preparar para agir caso o pior acontecesse.

No lado de fora, a albina murmura pensativa:

- Se ela não falasse nada e somente agisse dessa forma, seria evidente que ela não era japonesa.

A princesa dos dragões sabia que os japoneses não demonstravam afeto em público e que isso era feito somente em privado. No máximo, eles davam as mãos, com isso ocorrendo apenas com os jovens.

Portanto, o ato da mulher de se inclinar e beijar a bochecha dele indicava que ela era estrangeira junto do fato dela falar em inglês com eles.

Honda, Yuugi, Kisara e Nuru conseguiram falar em inglês com a atendente porque a meia dragão era ciente de que os japoneses dominavam este idioma desde o ensino fundamental enquanto que ela conseguiu falar em inglês graças a sua magia.

- Eu também acho. – Honda comenta, com as gêmeas consentindo, assim como Hanasaki – Bem, vamos até ele e...

O moreno para de falar ao mesmo tempo em que arregala os olhos ao olhar na direção que foi apontado pela funcionária.

Nuru havia se adiantado, caminhando com passos determinados e quando se aproximam do local, eles ouvem gritos de dor e pedidos desesperados para parar, com eles ouvindo o som pungente de ossos sendo quebrados e novos gritos de dor.

Ao olharem para os lados, percebem que não havia muitas pessoas e que ao ouvirem os sons, procuram se afastar discretamente do local.

Ao virarem a esquina, observam o rapaz sangrando, com eles avistando alguns ossos que romperam a pele, com ela fazendo questão de colocá-los no lugar, arrancando novos gritos dele, antes de rasgar pedaços da blusa do meliante para estancar os sangramentos.

- Agora, você irá falar onde está o Jounouchi-kun!

- Eu não sei! Por favor, eu não sei! Eu estou nesse beco desde ontem curtindo o meu baseado! – ele exclama desesperado, com lágrimas escorrendo dos seus olhos enquanto era visível o ranho escorrendo do seu nariz quebrado em mais de um local.

Yuugi está com os olhos arregalados, assim como Hanasaki enquanto Kisara comentava com um olhar neutro:

- Eu acho que ele está sendo sincero, imouto.

- Eu acho que agora ele está. Antes, ele agiu com sarcasmo e eu não acho que aquilo é um cigarro regular. – a bronzeada comenta.

- Eu não ficaria surpreso se fosse um entorpecente. – o moreno comenta enquanto suava frio porque nunca imaginou que elas cumpririam a ameaça de quebrar ossos, como ouviu uma vez quando ele e Katusya agiam como idiotas.

- Nuru-chan, já chega, por favor. – Yuugi fala se aproximando, exibindo olhos lacrimosos porque odiava a violência.

A bronzeada olha para o seu amigo e é tomada pela culpa ao ver ele triste enquanto largava o marginal no chão, com o mesmo chorando de dor porque os ossos do seu braço esquerdo e das duas pernas foram quebrados pela estudante.

- Eu ouvi dizer que vocês só podem usar as artes marciais para se defenderem. – Hanasaki pergunta timidamente ao se aproximar delas, evitando a todo o custo o contato visual com o criminoso ferido.

- Eu não usei nenhum golpe de artes marciais. Simplesmente, dei alguns socos no rosto e quebrei um braço e as duas pernas dele, provocando uma fratura exposta no braço apenas para curvar os ossos para o local correto após imobilizá-lo na coluna. Eu nunca mancharia o Kung Fu, mesmo contra um marginal e drogado como este bastardo. – a bronzeada fala virando as costas para ele enquanto permitia que o seu amigo a afastasse.

Então, a albina se aproxima dele e pergunta com um sorriso que não chegava aos lábios, aproveitando o fato de Yuugi ter sido afastado do local pelas gêmeas:

- Onde o seu grupo se encontra? Se não falar, o que a minha amiga fez com você não será nada comparado ao que vou fazer com você assim que conseguir afastar o meu amigo do local.

Temendo o pior, ele confessa onde o seu grupo se reunia, com a albina sabendo que era verdade antes de se afastar e dar a informação para eles, com Kisara buscando prontamente a localização em seu celular.

- Vamos. Precisamos encontrá-lo. O desgraçado disse que eles se reuniam em um local chamado J"Z", certo?

- Sim. Eu já tenho a rota no celular. Devemos ir naquela direção – a prateada apontou para a rua que deviam seguir.

Todos consentem e se afastam do local para encontrar o loiro o quanto antes porque temiam que ele estivesse em perigo de vida, considerando a periculosidade daquela gangue.

Após Yuugi e os outros se afastarem, Yukiko, que estava olhando do alto, olhando o seu grupo de amigos e o seu clone mágico se afastando do local, pousa na frente do marginal que fica estupefato ao ver que nevava em cima dele, para depois, ficar maravilhado ao ter os seus ferimentos curados apenas para gritar ao ver uma mulher surgir de repente na sua frente, com ela lembrando uma versão mais velha da jovem albina que arrancou a informação dele, fazendo com que ficasse estupefato ao ponto de ser incapaz de falar algo.

- Eu vi em sua mente as crueldades que você praticou. Inclusive o estupro daquela jovem que não conseguiu identificá-lo por causa da máscara que você usou.

- Como...! – ele exclama atordoado.

- Eu estou precisando de novos brinquedos. Um desgraçado criminoso como você e drogado vai servir. Além disso, eu achei os seus gritos de dor lindos. Parece que quanto mais cruel é a pessoa, mais belos são os seus gritos. Claro, pode ser apenas uma coincidência. Let´s play a game? - ela pergunta com um semblante sádico, fazendo com que o bandido urinasse ao perder o controle dos esfíncteres.

Antes que ele pudesse gritar por ajuda, não se importando com a pena no seu país por posse de droga e uso, ele é silenciado com uma onda mágica proveniente dela que o pega de qualquer jeito, para depois, envolver o seu gelo especial nele antes de condicioná-lo em um compartimento circular que surgiu ao seu lado com um movimento das suas mãos ao mesmo tempo em que o bandido ficava inconsciente por causa da sua magia.

Após aguardá-lo, ela abre as suas asas e voa do local para seguir o grupo.

Quando eles chegam ao local, observam um meliante encostado na entrada da porta e quando Hiroto ia falar algo, Nuru o corta, falando:

- Eu imagino que deseja ir sozinho. Mas, como deve saber, eu e a minha irmã junto da Yukiko-chan somos perfeitamente capazes de enfrentá-los.

- Ademais, se esses criminosos estiverem reunidos no local, eles irão surrá-lo e não vão se limitar a socos. Eles têm armas. – o clone mágico da albina comenta enquanto cruzava os braços.

- E quanto ao Yuugi-kun e o Hanasaki-kun? Não é bom deixá-los sozinhos. – a bronzeada fala.

- Nesse caso, você fica com eles e nós três vamos entrar. Além disso, conhecendo a minha imouto, ela está muito furiosa e vai precisar descontar a sua fúria. Aquela surra não foi suficiente. Ela conseguirá arrancar facilmente quaisquer informações deles. – a prateada fala enquanto olhava da sua irmã para Honda.

Hiroto sabia que era melhor o trio entrar enquanto que ele deveria proteger Yuugi e Hanasaki, os vulneráveis do grupo e ao se lembrar do estado que o criminoso anterior ficou após enfrentar a bronzeada, Honda concordou com a prateada. Nuru precisava liberar a sua fúria e surrar bastardos ajudaria nisso.

Claro, isso era um golpe para o seu orgulho masculino porque ele era um homem e era ele que deveria entrar e não três mulheres.

Porém, o moreno sabia que para aquela situação, era melhor que as três entrassem enquanto ele ficava de guarda.

Empurrando os outros dois para trás da parede ao mesmo tempo em que mantinha uma distância considerável da entrada do local, Hiroto observa o trio se afastar enquanto se dirigiam até o meliante encostado próximo da entrada.

Yuugi murmura preocupado porque mesmo que soubesse das habilidades delas, ele nunca deixaria de ficar preocupado ao ver as suas amigas de infância entrando em um local repleto de bandidos:

- Kisara-chan, Nuru-chan e Yukiko-chan...

- Não se preocupe. Elas são mais do que capazes de enfrentar uma gangue inteira.

- Eu sei... Mas, não vou deixar de me preocupar com elas.

O trio se aproxima do meliante que estava distraído olhando para o outro lado e quando ele nota a aproximação, é tarde demais. Ele recebe um golpe violento no abdômen que o faz segurar o local enquanto vomitava o conteúdo no chão na frente dele, antes de cair.

Porém, antes que tocasse o vômito, ele é pego pela gola da camisa e jogado no canto.

- Você evitou que ele caísse para usar o plano B caso o A falhasse, certo?- a prateada pergunta em tom de confirmação ao olhar para a sua irmã.

- Sim. Seria nojento surrá-lo se ele estivesse sujo de vômito. Não saiu muito, mas, mesmo assim, seria nojento.

- Concordo. Vamos. – o clone mágico fala enquanto consentia, com a bronzeada consentindo também.

O trio se aproxima da entrada e entra enquanto Yuugi observava tudo com angústia ao mesmo tempo em que Hanasaki e Honda se encontravam preocupados.