Notas da autora
Kesi acorda com...
Atemu fica...
Yukiko decide...
Capítulo 14 - A confirmação de Atemu
Algumas horas depois, Kesi desperta por causa de um brilho que irradiava em suas pálpebras e ao abrir os olhos, fica surpresa ao ver que o príncipe havia voltado a colocar o Sennensui após fazer sexo selvagem e brutal com as duas jovens do Harém dele, com o objeto emitindo uma luz dourada intensa através do olho de Wadjet enquanto o nobre parecia estar sonhando ao murmurar palavras ininteligíveis.
Rapidamente, ela olha pelo canto dos olhos e percebe que as jovens do Harém dele estavam dormindo profundamente após Atemu ter tratado delas ao usar óleos terapêuticos, aplicando pessoalmente nelas, tal como fez com Kesi.
Nisso, o brilho cessa e a bela mulher de pele bronzeada observa pelos cantos dos olhos, os orbes carmesins de Atemu se abrindo, para depois, olhar para o seu lado e ao vê-la acordada, exibe preocupação no seu semblante em decorrência da amizade e cumplicidade que possuíam juntamente com o fato de ter sido ela que lhe ensinou os prazeres do sexo ao perder a virgindade nas mãos dela por ordens do seu pai porque ele a havia mandado ao seu quarto por ser a melhor concubina dele, com ela lhe ensinando a ser respeitoso e nunca forçar ninguém a ter relações ou atender aos seus caprichos, com a relação tendo que ser sempre consensual e que o estupro era um ato hediondo.
- Está tudo bem, Kesi?
Ela sorri com a preocupação dele, para depois falar:
- Sim. Eu acordei com o seu Tesouro Sagrado brilhando. Ou mais precisamente, o Olho de Wadjet.
- Ele estava brilhando? É sério? – ele pergunta com ansiedade ao pegar o item em suas mãos, passando a analisá-lo atentamente com o olhar enquanto que era visível a intensa felicidade no semblante do príncipe.
Kesi arqueia o cenho ao ver a satisfação nos orbes carmesins, para depois, perguntar:
- Sim. Por quê?
Ela nota que Atemu olha para o lado, vendo as duas jovens que dormiam profundamente, com a bronzeada percebendo que ele estava usando magia nelas ao levantar a mão em direção a ambas para fazer sair uma névoa mágica dos seus dedos em direção as escravas sexuais, as cercando, para depois, desaparecer enquanto ele falava:
- Eu as fiz adormecerem magicamente porque não desejo ouvintes adicionais e também para elas poderem dormir sem serem despertadas pela nossa conversa. Eu dei um sono sem sonho. Assim, vão dormir tranquilamente até amanhã.
- Fez bem. Elas podem acordar enquanto conversamos.
- Sim. Ademais, elas têm que repor as suas energias para voltarem ao Harém amanhã.
Então, ele se senta e pergunta à Kesi:
- Se lembra do sonho que eu contei e que tenho desde que era criança, com ele ficando cada vez mais nítido depois que eu recebi o Tesouro Sagrado do meu pai para aprender a dominar os seus poderes?
- O sonho com aquele garoto misterioso que parece com você? – ela pergunta em tom de confirmação.
- Isso mesmo. Eu acabei de sonhar com ele. Na noite anterior, eu tive a impressão que o meu Tesouro Sagrado brilhou, mas, eu não tinha certeza se de fato ele brilhou ou se foi a luz da lua que entrou pela sacada e que fez reluzir a superfície dourada do item.
- Olha Atemu, eu já vi esse objeto brilhando ao refletir na sua superfície uma fonte de luz. Mas esse brilho que eu testemunhei era oriundo dele. Mais precisamente do Olho de Wadjet. Não tinha como ser de qualquer outra luz refletida pela superfície dourada dele.
- Então, eu estava certo... Por algum motivo, os meus sonhos ficaram mais nítidos quando o meu pai me entregou esse Tesouro Sagrado.
- Com certeza deve ter alguma relação com esse jovem misterioso e exótico. Pela descrição da pele dele, ele deve viver longe daqui.
- Eu espero encontrá-lo. – o príncipe herdeiro murmura enquanto olhava para o item em suas mãos.
Kesi deita de lado, apoiando o seu cotovelo e antebraço esquerdo na cama macia para que olhasse para o nobre que parecia absorto em pensamentos enquanto que ela gerenciava as dores prazerosas embaixo da sua cintura porque também haviam feito sexo anal, além de vaginal, usando um óleo que Atemu mantinha próximo da cama e era o mesmo para as outras duas escravas.
Sempre que fazia um sexo intenso ou brutal, o príncipe procurava passar um óleo terapêutico nelas, tanto nos anéis internos de seu ânus, quanto no corpo, onde ele havia batido para que diminuísse a dor e as deixassem confortáveis, com Kesi sorrindo perante o zelo que ele demonstrava, tanto antes, quanto após o ato, com ela se orgulhando de ter ensinado a ele a ser zeloso e a cuidar da parceira ou parceiro, ainda mais após um sexo selvagem e brutal.
Ela se senta e o abraça para confortá-lo, sem ter qualquer interesse sexual, apoiando o queixo no ombro dele enquanto falava, sorrindo imensamente e de forma sincera ao mesmo tempo em que o tirava dos seus pensamentos:
- Com certeza, você vai encontrá-lo. Eu ouso dizer que vocês estão predestinados a se encontrarem. Você merece ser feliz, Atemu. – ela dá um beijo gentil na bochecha dele após falar.
O príncipe sorri e afaga uma das mãos dela que estava em seu ombro enquanto falava:
- Obrigado, Kesi. Jounouchi, Mariki, Mahaado, Honda e Ryo também falaram a mesma coisa e eles estão tão ansiosos quanto eu para verem esse jovem. Eu espero encontrá-lo.
- Tenha esperança, Atemu. É como eu disse. Vocês estão predestinados a se encontrarem. Por isso, esse item mágico está reagindo dessa forma.
Ele sorri após fechar os olhos, refletindo sobre as palavras dela, para depois falar ao abri-los:
- Eu vou ter esperança – nisso, ele olha para a lua e fala – Creio que podemos dormir mais um pouco. Vai amanhecer em breve.
- Com certeza.
Nisso, eles voltam a dormir, com o príncipe esperando sonhar novamente com o jovem exótico porque esse era o único motivo de dormir com o item mágico em seu pescoço.
Há centenas de quilômetros de Kemet, mais precisamente onde Yuugi se encontrava com Yukiko magicamente dentro dele, a albina decidiu que havia chegado o momento que ela aguardava ansiosamente.
Aproveitando que o seu amigo foi visita-la e encostou-se à sua pelagem para adormecer, ela usou os seus poderes para fazê-lo dormir profundamente, tomando em seguida o controle do seu corpo, com as unhas se tornando garras e quando os olhos expressivos de Yuugi abriram, não havia mais a ametista neles e sim, a safira que brilhava de felicidade sádica conforme se recordava dos planos para os mercadores de escravos. Planos estes que era cultivou por dias.
Com a audição do corpo do seu amigo ampliada em virtude dela assumir o seu corpo juntamente com um olfato apuradíssimo, ela conseguiu detectar o silêncio no acampamento que somente era quebrado pelos soluços dos escravos, com o ar ficando impregnado pelo odor salgado das lágrimas derramadas junto com o cheiro de fogueira e de carne assada.
Após esquadrinhar todo o local, Yukiko sorri sadicamente ao perceber que com exceção de dois homens que trabalhavam com os mercadores e que haviam sido colocados como guarda, todos os outros dormiam, inclusive o Líder deles, provavelmente por considerarem que os escravos não ofertavam perigo e que não podiam fugir por causa dos grilhões em seus tornozelos e pulsos naqueles que eram atados a carroças durante o dia e a noite em árvores grossas, além dos escravos confinados em jaulas, incapazes de abrir as suas prisões de ferro.
Ela se concentra e cria várias esferas de gelo que possuíam um tamanho considerável, para depois, tomarem a forma de feras de vários tipos, só que feitos de gelo ao mesmo tempo em que os dotava de inteligência enquanto que ela podia manipulá-los a distância se desejasse.
Seguindo as suas orientações, eles passam a se esgueirar nas sombras ao mesmo tempo em que procuravam ficar ocultos dentre as folhagens ao seguirem mentalmente as ordens de Yukiko e somente após ela posicioná-los estrategicamente, os rastreando para determinar a posição deles, visando se certificar que estavam todos posicionados, ela ordena o ataque que consistia de acordarem as suas presas ao aterrorizá-las e depois capturá-las ao reterem eles sobre as suas patas possantes.
De fato, eles acordam e ao verem as feras os espreitando, passam a correr desesperados após as suas armas quebrarem em contato com a superfície congelada, com eles não conseguindo se afastar por serem rendidos rapidamente ao serem aprisionados sobre patas que continham garras afiadas.
Nesse interim, ela criou uma criatura de gelo bem forte e imensa para quebrar as barras de ferro da sua jaula, fazendo com que ela pudesse sair enquanto ignorava estoicamente a virilha do seu amigo.
Afinal, ela era uma mulher.
O motivo de não tentar quebrá-las por si mesmo foi porque não conhecia por completo a resistência de Yuugi quando ela controlava o seu corpo porque não tinha certeza absoluta que o corpo dele assumia parte de sua força e resistência enquanto o controlava ou se continuaria do mesmo nível de um humano.
Por precaução, ela preferiu se abster de tentar entrar em um confronto fisico ou forçar aquele corpo além dos limites humanos respetivos para a constituição do corpo do seu amigo.
Após sair da jaula, as feras de gelo arrastam as suas presas até Yukiko que começa a concentrar o Kiei de Yuugi, invocando a forças das árvores que agarram as suas presas em seus galhos, as comprimindo lentamente para prolongar o sofrimento deles ao esmagar partes não vitais enquanto quebrava gradativamente os ossos sobre gritos lacerantes de dor e de sofrimento que eram intensamente prazerosos para a audição da dragoa, com ela se deleitando com os gritos e os semblantes de intenso sofrimento, com os seus olhos brilhando ao olhar o liquido carmesim que brotava dentre os galhos, formando uma cascata que escorria para a encosta, formando um espetáculo aprazível para ela.
Somente após eles perderem a consciência, ela os esmaga de uma só vez ao usar os galhos, fazendo jorrar sangue para todos os lados enquanto surgia um sorriso sádico em seu rosto.
Para evitar que o sangue esguichasse no corpo do seu amigo, ela usou o seu poder para criar uma barreira mágica que a protegeu do sangue e enquanto se divertia com o que fez aos mercadores de escravos, os outros escravos que estavam intocados, assistiram atemorizados o massacre daqueles que os capturaram porque temiam serem os próximos.
Porém, mesmo estando com medo de serem os próximos apesar das criaturas os ignorarem, passando perto deles e na frente sem demonstrarem qualquer sinal que iria atacá-los, era visível o olhar de prazer que os escravos tinham ao verem os escravistas e seus subordinados sendo eliminados sumariamente sobre uma agonia lacerante.
Ela faz as suas criaturas recolherem qualquer objeto de valor dos corpos deles, para depois, eles se dirigirem até um pequeno lago ali perto para lavar os objetos antes de colocarem em um saco considerável, entregando em seguida para a criadora deles.
Após neutralizar o líder e os seus subordinados, ela liberta os demais ao usar os seres que criou para quebrar as correntes e as argolas, além das trancas presentes nas gaiolas, falando em seguida enquanto as famílias se reencontravam:
- Fujam para longe. Peguem tudo o que precisarem com exceção desse cavalo, cujas rédeas eu estou segurando.
Então, eles fogem desesperados, pegando os cavalos dos mercadores de escravos, com Yukiko reservando um ao pegar em suas rédeas ao mesmo tempo em que nenhuma neles tentou pegar o animal dela, tanto por ela ter libertado eles, quanto pelos seus poderes, embora vissem um garoto, uma vez que a albina estava usando o corpo de Yuugi.
O motivo de manter aquele cavalo firmemente preso nas rédeas era para que o seu amigo não precisasse ficar andando, uma vez que iria devolver o corpo para ele.
Afinal, somente ela tinha asas, além do fato de ainda estar estudando uma forma de invocá-las no corpo do seu amigo.
Então, Yukiko monta no animal, para depois, fazê-lo galopar, se afastando do local enquanto as suas criaturas eram desfeitas, somente parando após se distanciar e ao raiar do dia, desmonta do cavalo, deixando-o beber água de um riacho que ficava na frente dele enquanto devolvia o controle daquele corpo que havia acabado de despertar.
Quando o jovem abre os olhos, percebe que não está na gaiola e frente a este fato, exibe estupefação e decide ver a sua amiga ao retornar para dentro dele.
Yukiko fica alarmada ao mesmo tempo em que uma culpa intensa a tomava ao ver o semblante aterrorizado dele que pergunta desesperadamente enquanto lutava arduamente para buscar qualquer recordação do que ocorreu porque esse lapso de tempo lhe assustava demasiadamente:
- Eu não me lembro de nada! Como estamos nesse local?
Ela suspira profundamente enquanto ficava cabisbaixa ao perceber que não poderia ocultar o que fez e que até aquele momento não havia percebido que aquele ato não passaria incólume para ele.
Inclusive, quando a albina decidiu reagir a situação desesperadora em que se encontravam, não pensou nas consequências em longo prazo e somente agiu dessa forma porque sabia que o seu amigo nunca faria mal a ninguém ao contrário dela que não encontrou dificuldade em machucar e torturar.
Inclusive, ela sentiu um intenso prazer ao torturá-los lentamente antes de matá-los quando eles perderam a consciência.
Portanto, o tempo que ele ficou dormindo profundamente por causa da magia da albina até o momento do seu despertar, gerou um lapso de tempo que o assustou demasiadamente.
Após suspirar pesadamente, Yukiko fica cabisbaixa e conta o que fez, ocultando os seus atos mais brutais como a tortura que praticou, mentindo que ela os matou rapidamente porque não era necessário que o jovem a sua frente soubesse tudo o que fez ao tomar controle temporário do seu corpo, considerando o coração de ouro dele.
Depois que ela termina o relato, a dragoa aproveitou para explicar tudo o que ocorreu nos dias anteriores enquanto mantinha a sua cabeça abaixada para não ver os orbes ametistas e expressivos do seu amigo por temer o que encontraria neles e em seu rosto.
