Notas da autora
Todos ficam surpresos quando...
Atemu decide...
Em uma floresta, Yuugi e Yukiko...
Capítulo 19 - Cumprindo uma promessa
A porta abre e surge Kesi, fazendo todos relaxassem, com o jovem monarca retirando a sua máscara enquanto ela fechava a porta com um sorriso maroto, fazendo todos arquearem o cenho.
Nisso, surgem batidas frenéticas na porta e antes que Atemu voltasse a ser o Per'a'ah, Shimon decide sair e conversa com os guardas, que se encontravam envergonhados por terem sido enganados por Kesi, que os ludibriou para conseguir acessar as portas duplas ao seduzi-los, com ambos demorando em perceber os atos dela.
Frente a esse erro, eles pediam por clemência, implorando para que o Nsw-bity os perdoasse, com ambos não ousando entrar na sala enquanto que o Conselheiro real se encontrava na atrás das portas duplas, bloqueando a vista e o acesso ao cômodo. O tjaty (Vizir) somente havia deixado uma fresta para que eles pudessem ouvir a conversa.
O monarca arqueia o cenho para a bela morena que corresponde ao sorrir de forma marota, levando as mãos até a frente dos lábios enquanto controlava um leve riso que desejava se apoderar de seus lábios vermelhos, fazendo surgir um sorriso involuntário no semblante de Atemu, para depois, ele abanar a cabeça para os lados e sendo seguido pelos outros que estavam divididos entre a pena que sentiam pelo evidente medo dos soldados perante uma punição por seu erro, quanto pela vontade de rir ao imaginarem Kesi usando as suas armas sensuais para ludibriar os guardas.
Shimon os dispensa, garantindo que o Per'a'ah não estava nervoso e que não haveria punição, fazendo-os relaxar, para depois, eles voltarem a assumir os seus postos.
Quando ele entra, o Tjaty abana a cabeça para os lados e comenta, sorrindo para a morena:
- Coitado dos guardas.
- Bem, eles pensaram com a cabeça de baixo. Eu não tenho culpa quanto a isso. Foi tão fácil brincar com eles. – ela fala sorrindo marotamente.
Jounouchi e os outros riem levemente porque estavam acostumados com a belíssima bronzeada que os cumprimenta, para depois, abraçar Atemu, depositando um beijo em seus lábios.
- Você não tem dó dos meus guardas, pelo visto. – o monarca comenta sorrindo com os orbes rubros como rubi brilhando levemente de diversão quando ela separa os seus lábios dele e fica ao seu lado, mantendo o seu abraço.
- É divertido brincar com eles.
Eles abanam a cabeça para os lados novamente e Mariki pergunta:
- O que não é divertido para você, Kesi?
- Até agora eu não descobri.
Atemu fica pensativo por alguns minutos, para depois, falar:
- Quando o meu filho ou filha nascer, a colocarei como babá real. O que acha? Eu confio em você e me lembro de que você gosta de crianças.
Eles ficam surpresos, inclusive ela, que não disfarça o brilho em seu olhar ao se imaginar com uma criança, para depois, perguntar:
- Tem certeza, Atemu?
- Sim. Eu quero deixar o meu futuro filho nas mãos de pessoas que detém a minha confiança. Além disso, apesar de ser brincalhona, você é responsável. Ele ou ela estará em boas mãos.
- Bem, de fato, Kesi será a melhor escolha. – o loiro comenta.
- Concordo. – o albino fala.
- Eu também concordo – o loiro com cabelos cor de areia consente.
- De fato, é uma boa escolha. – Honda fala, consentindo.
- Kesi é responsável quando deseja. Ademais, concordo em deixar o futuro herdeiro do império nas mãos daqueles que confiamos. Eu confio em Kesi. – o Tjaty (Vizir) comenta sorrindo, consentindo com a escolha do seu soberano.
- Quando chegar esse dia, você deverá escolher uma das garotas para sucedê-la como Líder do meu Harém para administrá-lo e se desejar, eu removerei o selo que a impede de ter filhos.
- Eu prefiro manter o selo porque eu gosto de brincar com você. Afinal, eu sei que escolheu a sua esposa menor pelo dever e não pelo coração ao mesmo tempo em que sou ciente que precisará se unir a outras mulheres por acordos comerciais ou para manter a paz. Porém, com a exibição de poder, não creio que será preciso se casar para manter a paz ou por acordo comercial. Quando você tiver a sua alma metade, ou seja, a metade do seu coração junto de você, o completando, eu irei me afastar do seu corpo e nesse dia, eu pedirei pela remoção do selo. Até chegar esse dia, podemos brincar bastante. – ela fala o final sensualmente e é correspondida por Atemu enquanto os outros abanavam a cabeça com a atitude brincalhona e sensual dela que falava sensualmente.
- Você não muda mesmo, Kesi. – Shimon comenta enquanto sabia o quanto a bela bronzeada era leal a Atemu.
- Acho que eu nunca mudarei.
- Talvez, pela pessoa correta, você mude. – Ryo comenta.
- A pessoa correta não vai desejar que eu mude. – ela fala sorrindo – E não vai se importar que eu não seja mais virgem.
- Um dia você vai conhecer alguém especial, Kesi, que vai valorizá-la como a mulher incrível que você é. – Atemu fala com a sua voz barítono enquanto sorria.
- Você é tão fofo e gentil, Atemu! – ela exclama o abraçando.
- Eu não consigo ver Atemu como sendo fofo. – Shimon comenta.
Então, todos concordam e riem, com o monarca revirando os olhos enquanto dobrava os braços na frente do corpo, para depois compartilhar do riso de todos, com Kesi se juntando a ele após distribuir beijos no rosto dele.
Após beijar os lábios aristocráticos, ela se afasta e quando percebe que o som de risos fica brando, ela exibe uma face séria, fazendo o imperador arquear o cenho, perguntando com evidente preocupação em seu semblante seguido dos demais porque raramente a bela bronzeada exibia tal rosto:
- O que houve, Kesi?
- Bem, sabe as novas jovens do seu harém?
- Sim.
- Algumas delas estão ansiosas para compartilhar a sua cama e por isso se encontram demasiadamente ansiosas. Elas imploraram para que fossem as próximas a serem chamadas quando desejasse se divertir. Mas a maioria se encontra aterrorizada. Eu procurei confortá-las, assim como as outras, falando que você nunca as forçaria e que respeitaria se elas não quisessem. Inclusive, eu comentei que havia outras jovens no harém na mesma situação delas e que se encontravam no harém há vários anos, procurando fazer algumas atividades de lazer e que nunca se deitaram porque não desejavam, com você respeitando a decisão delas ao mesmo tempo em que procurava libertar aquelas que se apaixonam por algum servo ou soldado para que pudessem amá-los livremente. Também comentei que podemos escolher alguma atividade para o lazer, como muitas faziam.
- Mesmo falando isso, elas ainda estão com medo? – ele pergunta chateado porque não desejava ver ninguém que estivesse sobre os seus cuidados, aterrorizado.
- Sim. Nós não conseguimos acalmá-las.
- Shimon – o Conselheiro real olha para o seu sobrinho neto – Reserve um horário ainda hoje para eu ir ao meu harém. Vou conversar com elas para tranquilizá-las.
- Farei isso, Atemu. Eu já tinha reservado um horário para amanhã porque você precisava fazer o selo no ventre delas. Eu irei antecipar para hoje.
- Eu agradeço Shimon. Não podemos deixar as pobres coitadas aterrorizadas até amanhã. Devo acalmar os temores delas ainda hoje para que elas se tranquilizem ao saberem que eu nunca forcei nenhuma mulher e não pretendo começar a fazer isso.
- Com certeza, se ouvirem pessoalmente de você, as jovens irão se acalmar. Elas precisam saber que não há nada para temer no seu harém. – Kesi comenta.
- Sim. Eu quero dar esse conforto a elas, aplacando os seus medos o quanto antes.
Os amigos dele sorriam ao ouvirem a conversa porque Atemu era gentil e estava genuinamente preocupado com as jovens recém-chegadas.
Então, eles conversam mais alguns assuntos até que Shimon verifica a pauta de reuniões e obrigações do jovem monarca, conseguindo encaixar um horário após o almoço, com o jovem de orbes carmesim agradecendo por ele ter conseguido um horário em sua agenda.
Os amigos do monarca saem após planejar uma cavalgada na tarde do dia seguinte, depois que Shimon conseguiu um horário vago para a alegria deles.
Atemu volta a usar a máscara do Per'a'ah enquanto eles saíam, inclusive Kesi, com ele retornando ao ato de ler os papiros, tomando decisões sempre que fosse necessário e conforme observava os acontecimentos, Shimon notou que ele conseguiu relaxar com a visita dos seus amigos e decidiu que sempre procuraria conseguir algum horário para que o monarca pudesse relaxar um pouco, para não ficar sobrecarregado com as demandas de um império.
Após o almoço, ele se dirige até o seu harém que ficava em um edifício anexo ao palácio e que era composto de uma sala imensa com portões e protegido por soldados, um belo jardim com um lago, área de entretenimento, área de estudos que envolviam dança e outros ensinamentos e quartos de tamanho considerável.
Havia servos e escravos responsáveis pela limpeza, manutenção e alimentação, além de atenderem demandas das mulheres, com os membros do harém possuindo a liberdade de andar por vários lugares enquanto que alguns eram proibidos para elas.
Mesmo havendo locais e acessos proibidos, as garotas tinham muita liberdade e inclusive, havia aquelas que praticavam alguma atividade como jardinagem, tecelagem, costura, costura, canto, assim como outras ocupações a titulo de lazer, com o harém possuindo o seu próprio quarto de banho e que era imenso, com tudo sendo mantido limpo e organizado por servos e escravos dedicados ao local.
Elas também podiam solicitar passeios para fora dos muros do palácio, desde que fossem acompanhadas por guardas fortemente armados.
Atemu chega até a construção destinada ao seu harém, usando a máscara do Faraó.
Ao entrar, todas se prostram no chão, ouvindo a voz barítono profunda do monarca:
- Podem se levantar.
Elas se levantam, mantendo os seus olhares para baixo, com ele se virando para Kesi que se curva levemente enquanto o Faraó falava:
- Quero na minha frente e em fileira, as novas escravas sexuais.
Ela consente e se dirige até as jovens que estavam apavoradas, sendo visíveis as lágrimas e o tremor em seu corpo enquanto ficavam com a cabeça abaixada, se aproximando lentamente até ficarem na frente do Faraó e em fileira ao mesmo tempo em que era visível o fato de que as outras novatas estavam ansiosas, olhando discretamente com deleite para o mestre delas Era visível o fato de que as outras novatas estavam ansiosas e olhavam discretamente com deleite para o mestre delas.
- Como vocês devem ter ouvido das outras, eu nunca tomei uma mulher a força e não começarei a fazer isso. Todas sabem que quando desejo uma companhia, todas que se apresentam a minha frente fazem porque assim desejam. Aquelas que não desejam ficar aqui no Harém e que não querem fazer sexo, como devem ter notado, podem fazer atividades paralelas. Se desejarem ter alguma atividade para ocupar o seu tempo, basta solicitar que será fornecido o que deseja.
Ele nota que elas exibiam estupefação e que conforme ele falava, os tremores cessavam enquanto que o medo nos orbes delas desaparecia gradativamente.
- Eu compreendo a confusão de vocês porque eu acredito que dificilmente iriam encontrar um harém igual ao que tenho aqui. Portanto, não há motivo para terem medo. Claro, há regras que vocês devem seguir. Porém, qualquer punição ocasionada pela transgressão das regras tem que ser aprovado por mim, para que eu determine o castigo apropriado e ele nunca envolverá um estupro. – ele fala o final ao ver que algumas começaram a ficar com medo, para depois, o medo desaparecer ao saberem que a punição não envolveria estupro - Outra coisa que vocês devem saber. Aqui em Kemet lidamos diariamente com magia. Eu tenho uma Corte de mágicos, mas sou proficiente em magia, também. Portanto, vocês irão receber um selo em seus ventres para não engravidarem.
Ele nota o medo delas e volta a falar com a sua voz barítono profunda e inflexível:
- Vocês não irão sentir qualquer dor. É um selo indolor e todas recebem esse selo por precaução. Há uma versão temporária dele e uma definitiva, no sentido que somente irá desaparecer se for removida por quem colocou o selo. Agora, ire colocar o selo definitivo. Mas, se vocês se apaixonarem por alguém e desejarem se unir a essa pessoa, irão receber a liberdade e o selo será desfeito.
Ele se aproxima da primeira da fila, escolhendo aquela que não exibia medo, para que as outras que estavam temerosas percebessem que era indolor.
Atemu concentra magia em suas mãos, murmurando palavras incompreensíveis enquanto encostava a mão no ventre dela, fazendo surgir uma marca escura que parecia uma tatuagem.
As que tremiam de medo do selo mágico param de tremer ao ver que era um procedimento indolor porque a primeira que passou por isso, não exibiu qualquer indício de dor ou de desconforto quando o Per'a'ah usou a sua magia, fazendo com que o monarca ficasse aliviado ao ver pelo canto dos olhos que o medo em seus olhares havia desaparecido após terem a confirmação que o procedimento era indolor.
Então, ele passa para a próxima e após fazer o selo nelas, ele se afasta, com elas se prostrando, antes que ele saisse do local, com Kesi sorrindo feliz ao ver que as jovens recém-chegadas não estavam mais com medo e que começaram a se juntar com as outras.
Quando a noite cai, Atemu e a sua esposa menor, que havia adorado todo o luxo do seu título, se recolhem aos aposentos dela para que consumassem a união ao fazerem sexo porque a saúde de Akhenamkhanen estava se agravando e o jovem monarca temia não conseguir um filho para apresentar ao seu pai, visando confortá-lo ao fazê-lo feliz.
O soberano daquele império descobriu que a jovem era bem receptiva na cama, perdendo os seus parcos pudores em questão de minutos ao mesmo tempo em que havia descoberto durante o ato que ela não era mais virgem.
A prima havia preocupada com a reação dele após o ato carnal e quando ele a questionou gentilmente sobre a perda da virgindade dela, a surpreendendo pelo tom gentil que usou e que a acalmou, ela começou a contar sobre um homem que amou ao ponto de entregar a sua virgindade para ele e antes que pudesse pedi-la em casamento aos seus pais, ele foi morto durante um roubo.
Visando buscar a verdade, o rei usou discretamente a sua magia para confirmar a versão dela juntamente com a análise do olhar da jovem.
O monarca havia tranquilizado a sua prima, falando que não iria falar nada ao seu pai e que mais ninguém saberia que ela não era virgem, com a sua esposa ficando surpresa pela inesperada compreensão dele.
No dia seguinte, há centenas de quilômetros dali, Yuugi estava andando dentre uma mata densa enquanto conversava mentalmente com a sua amiga.
"Seria tão bom se pudéssemos voar em vez de continuarmos seguindo a pé".
O jovem de cabelos tricolores não tinha mais o cavalo porque em uma das fugas de mercadores de escravos, uma semana após a albina libertá-lo, o animal acabou morrendo durante a fuga.
Yuugi havia cavalgado para fugir dos homens que queriam capturá-lo e durante a corrida, o cavalo tropeçou em uma raiz protuberante, acabando por cair com um baque no chão, fazendo com que o jovem fosse atirado violentamente para frente, sofrendo vários ferimentos, inclusive internos.
Prontamente, Yukiko conseguiu injetar a sua magia no corpo do seu amigo para curá-lo em questão de segundos, permitindo que ele se levantasse e quando ele se aproximou do seu cavalo para que a amiga dele tentasse curá-lo, o adolescente de orbes ametistas descobriu que o animal morreu ao quebrar o pescoço na queda, o obrigando a fugir a pé porque os mercadores e seus subordinados estavam se aproximando do local.
Durante a sua fuga, ao olhar para os inúmeros galhos, ele concentra o seu Kiei, fazendo os mesmos se tornarem chicotes, derrubando os homens no chão enquanto prendiam os outros dentre os ramos que se fechavam como mãos.
Alguns conseguiram escapar e o jovem passou a correr pelo riacho, vendo alguns homens a cavalo se aproximando dele.
Portanto, ele usa novamente o seu Kiei na água, fazendo surgir uma onda imensa que cobre a superfície e atinge os mercadores de escravos que são engolfados pela água.
Yuugi volta a correr pelo riacho para apagar qualquer rastro dele ao mesmo tempo em que a albina doava os seus poderes mágicos para o corpo do seu amigo, visando que ele aguentasse a corrida para que se afastassem do local, antes que surgissem novos mercadores ou caso alguns escapassem dos galhos que haviam voltado ao normal sem o Kiei do jovem de cabelos tricolores.
Algumas horas depois, acreditando que havia se afastado consideravelmente, o jovem de orbes ametistas pega alguns gravetos do chão da floresta, embora começasse a sentir cansaço, tanto pela corrida esbaforida, quanto pelo uso do seu poder.
Após amontoar os galhos, ele esfrega um graveto no outro, conseguindo criar uma pequena chama, usando em seguida o seu Kiei para ampliá-las, fazendo com que a fogueira ardesse enquanto sentia fome.
"Permita-me assumir o seu corpo. Eu conseguirei comida. Você pode aproveitar esse tempo para descansar."
"Não precisa pedir. Eu confio em você. Eu sei que somente assume o meu corpo em momentos de necessidade." – ele fala sorrindo.
Yukiko sorri, trocando de lugar com ele enquanto o fazia dormir profundamente para assumir o seu corpo, com as suas íris assumindo a forma de fendas ao mesmo tempo em que os orbes ametistas se tornavam azuis conforme as unhas eram substituídas por garras afiadas.
A dragoa suprime a culpa que sentia porque permitiu que ele pensasse erroneamente que precisava adormecê-lo para controlar o seu corpo.
Afinal, isso não era necessário.
Portanto, ele poderia ficar acordado o tempo todo que ela assumia o seu corpo, desde a troca.
O motivo para fazê-lo ter essa ideia errônea foi para que tivesse mais liberdade para protegê-lo, poupando-o dos métodos dela por saber como era o coração dele.
Afinal, Yuugi nunca aprovaria os seus métodos e ela não queria chocá-lo com eles porque desejava protegê-lo do sofrimento e da dor.
Ademais, caso acabasse escravizado e fosse punido, Yukiko poderia trocar de lugar com ele, o adormecendo para que não sentisse qualquer dor, suportando o sofrimento no lugar dele.
Então, ela caminha até um riacho ali perto e ao se aproximar dele, passa a se concentrar, fazendo os seus olhos brilharem azuis, passando a ver os peixes que nadavam.
A albina cria habilmente uma lança de gelo e começa a espetar os peixes, conseguindo pegar vários até que fica satisfeita com a pescaria. Nesse interim, conforme ela pegava os peixes, a jovem acaba se lembrando do tempo deles na vila, com ambos se divertindo enquanto pescavam.
A dragoa seca uma lágrima que brota dos seus orbes, para depois, pegar os peixes que depositou um pouco afastado da margem.
A albina começa a usar as suas garras para limpar a barriga deles, para depois, lavá-los no riacho, voltando em seguida para onde estava a fogueira.
Então, ela pega vários gravetos finos para espetá-los, dispondo todos eles em volta da fogueira ao espetar os gravetos no chão.
Yukiko decide pegar mais galhos, os amontoando próximos do corpo emprestado de Yuugi enquanto procurava alimentar o fogo, quando sente odores de outros humanos no ar, com a sua audição captando as vozes, percebendo que eram dos mercadores de escravos e pensa consigo mesmo:
"Eles são persistentes. Bem, está na hora de remover a ameaça deles."
Ela concentra os seus poderes e cria seres de gelo na forma de feras quadrupedes de presas e garras afiadas.
Então, sem deixar de olhar para o fogo, ouvindo o crepitar das chamas, ela consente após passar as ordens mentais para eles que correspondem consentindo, também.
Os seres sorriem malignamente e correm até os humanos. Ao longe ela ouve os gritos de dor e de terror, com eles não compreendendo que feras eram aquelas enquanto Yukiko sorria de canto, com ela assistindo através dos seus olhos, eles quebrando a coluna cervical deles, os deixando paralisados do pescoço para baixo.
Como ela havia fechado os olhos ao mesmo tempo que se concentrava desde que eles haviam partido do lado dela, a dragoa conseguia acessar a visão das suas criaturas que eram dotadas de grande velocidade. Tudo o que eles avistam e sentiam era compartilhado com a criadora deles.
As feras de gelo dão o mesmo tratamento para os demais que encontram no caminho e ao encontrarem o acampamento deles, fornecem o mesmo tratamento, os imobilizando do pescoço para baixo, com Yukiko confessando que amava o som dos ossos sendo quebrados graças à audição apurada deles.
Após imobilizarem todos os mercadores de escravos e seus subordinados, eles libertam os escravos de seus grilhões e gaiolas, com os mesmos ficando estarrecidos ao verem feras que tinham corpos feitos de gelo.
Mesmo com medo dos seres, os escravos libertados andam entre as feras gélidas, respirando aliviados ao verem que não faziam qualquer movimento ofensivo contra eles enquanto fugiam desesperados do local.
Então, a albina sai da mente de suas criações ao mesmo tempo em que sentia o cheiro de sangue que surge nas suas narinas em decorrência do seu olfato apurado quando sopra uma leve brisa, fazendo-a sorrir de deleite.
Afinal, ao verem humanos indefesos caídos no solo em decorrência da fratura da sua coluna cervical, as feras que viviam naquela floresta decidiram se banquetear deles, com os mesmos chorando desesperados enquanto ficavam aterrorizados ao verem os animais se aproximando deles com um olhar faminto e lambendo os beiços, para depois, sentirem dores extremas conforme seu corpo era estraçalhado por presas e garras, com os ossos sendo quebrados pelos caninos vorazes ao serem comidos vivos.
Os homens no acampamento teriam o mesmo fim porque a albina havia visto pelo canto dos olhos das suas criações, vários pares de olhos que observavam da mata para o acampamento, ocultos dentre as sombras das densas copas de árvores, esperando que as criaturas de gelo se retirassem do local para poderem se banquetear porque era a presença deles que os impedia de se aproximarem.
Enquanto isso, Yukiko sorria satisfeita consigo mesmo porque havia mantido a promessa ao seu amigo ao mesmo tempo em que se divertia.
De fato, ele a proibiu de matar e ela manteve a sua promessa porque os seres que criou com os seus poderes apenas os deixaram imóveis, mas, vivos. Quem matou os homens foram as feras que habitavam aquela floresta.
Portanto, ela não matou ninguém.
Após estar satisfeita, ela os faz desvanecerem em uma névoa de gelo enquanto voltava para dentro de Yuugi ao mesmo tempo em que o despertava, com o jovem retornando ao seu corpo e ao abrir os seus orbes ametistas, ele vê que os peixes estavam limpos e assados, passando a sentir o cheiro maravilhoso deles e sem saber o que ocorreu no período que a albina tomou o controle do seu corpo, o jovem de cabelos tricolores agradece mentalmente:
"Obrigado, Yukiko-chan."
"Por nada, Yuugi-kun. Agora, coma e descanse. Eu peguei alguns galhos adicionais e gostaria de pedir para assumir o seu corpo em alguns momentos para manter o fogo acesso porque a temperatura pode cair durante a madrugada, assim como para evitar a aproximação de feras. Afinal, eu ouvi uma movimentação estranha na floresta."
"Obrigado, Yukiko-chan"
"Por nada, Yuugi-kun. Agora, durma."
"Sim. Boa noite"
"Boa noite, amigo."
