Notas da Autora

O Faraó decide…

Ryou reconhece…

Jounouchi, Honda e Mariku decidem…

Capítulo 37 - O passado de Seto e de Kisara

Seto fala, se virando para a dragoa que o olhava atentamente, sendo que o sacerdote tinha a impressão de ver os orbes de Kisara por trás dos olhos do dragão:

– Tire a sua cauda que está em volta de mim.

O ser olha para ele e consente a retirando obedientemente, com todos ficando estupefatos ao ver o domínio que ele possuía sobre o dragão.

– Eu disse que ela não era uma ameaça. – Yukiko fala, enquanto sorria.

- Ela? – Karim aponta para o dragão.

- Claro, é a alma da Kisara-chan. Portanto, é a Kisara-chan. Por algum motivo, mesmo após tudo o que sofreu, ela o defende e eu não compreendo o motivo de defender alguém como você. Ademais, eu percebi que você não ficou tão surpreso quanto os outros, pelo menos, não da mesma forma, ao ver essa dragoa e mesmo agora, vejo em seus olhos que parece conhecê-la.

Todos ficam surpresos com o conhecimento e a observação da albina, que erguia a cabeça orgulhosamente, ficando feliz ao ver que o tio de Atemu trincava os dentes, enquanto olhava furiosamente para ela, que balançava, indolentemente, a cauda ao seu lado.

Nisso, ele suspira e começa a falar, conforme as lembranças dolorosas surgiam em sua mente:

- Quando eu era criança, eu vivia com a minha mãe em uma das vilas na parte baixa do Rio Nilo. Uma noite, eu salvei uma jovem de mercadores de escravos ao libertá-la da espécie de gaiola em que se encontrava, sendo que eu forneci um cavalo para que ela fugisse, enquanto eu corria em direção a minha vila para encontrar a minha mãe. Porém, quando consegui chegar na minha vila, ela havia sido atacada, sendo que os mercadores estavam me procurando, pois queriam saber o paradeiro da jovem que eu libertei. Ao olhar em volta, todas as moradias estavam em chamas. Eu corri desesperado em direção a minha casa por estar preocupado com a minha okaa-san. Porém, eles me encontraram e me seguraram, para depois, incendiarem a minha casa com a minha mãe dentro dela e enquanto eu gritava desesperado pela minha genitora, esse dragão surgiu no céu, acima das chamas, rugindo e ao avistar os mercadores que tentaram fugir tomados pelo terror de verem o dragão, o ser concentrou o seu poder e liberou de suas mandíbulas possantes uma rajada poderosa de luz contra eles, os obliterando com esse ataque. Depois, o dragão rugiu novamente, antes de desaparecer. Eu encontrei o corpo da minha mãe, após alguns minutos, sendo que fui um dos poucos sobreviventes do massacre.

Todos ficam surpresos com o relato, sendo que o sumo sacerdote olha na direção da prateada que ainda estava inconsciente e se aproxima dela, se agachando para ficar o seu lado, falando:

- Eu não tinha percebido o quanto ela era parecida com aquela jovem. Acho que o evento foi tão traumático que ficou em uma parte inconsciente do meu cérebro. Ao ver esse dragão, as memórias ressurgiram. Agora, eu me lembro de tudo. – ele ergue o rosto e percebe que a dragoa a olhava, com ele conseguindo ver os olhos da prateada por trás daqueles orbes azuis.

Então, eles notam que Kisara começa a acordar e conforme as suas pálpebras tremiam, indicando que em breve, a jovem acordaria, o dragão começava a desaparecer ao ficar gradativamente transparente até desaparecer por completo, quando ela desperta, inicialmente confusa, para depois, se recordar do julgamento, ficando surpresa ao ver a mão de seu mestre na sua frente, que a auxiliava a ficar de pé.

Após alguns minutos, Atemu fala ao dar o seu veredito, com todos prestando atenção nas palavras do seu Deus vivo:

- Como a dragoa é o Ka e o Ba dela, não podemos extrai-lo. Se fizermos isso, mataremos uma inocente. Afinal, o julgamento dos itens mostrou o quanto a alma e o seu coração são puros. Inclusive, o seu coração era um pouco mais leve do que a pena de Maʽat. Ademais, é um fato inegável de que o Hem-netjr Seto detém controle sobre esse dragão. Portanto, eu deixarei essa jovem e a dragoa aos cuidados dele, sendo a sua obrigação manter esse Ka e Ba sobre controle. - ele fala o final, olhando para o seu primo.

O sacerdote fica aliviado e imensamente feliz pela decisão dele de não permitir a extração da dragoa, com o portador do Sennen Shakujou curvando a cabeça em respeito, enquanto consentia.

- Agora, devemos fazer o julgamento dos Sennen Aitemu nesse homem que ousou tirar a vida do Deus vivo de todo o Kemet. - o monarca fala para todos, enquanto os soldados davam um chute atrás dos joelhos do homem que estava preso por cordas, fazendo ele se prostrar na presença do Faraó ao forçarem a cabeça dele contra o chão.

Os membros do Rokkusumo sacerdote assumem a sua posição, para depois, eles começarem, com Karim erguendo o seu Sennenbakari, falando ao ficar na frente do homem mantido em prostração pelos soldados:

- Eu, o Hem-netjr Karim, julgarei o coração desse homem – ele tira uma pena de dentro das vestes e a coloca em um dos pratos da balança dourada – Essa é a pena de Maat. Veremos se o seu coração pesa mais do que a pena.

Nisso, o item brilha e demonstra que a pena de Maʽat é mais leve que o coração do homem, com a balança demonstrando que o coração do assassino pesava demasiadamente, pendendo a balança.

Karim retorna ao seu lugar, enquanto Shada tomava o seu lugar na frente do bandido, para depois falar:

- Eu, o Hem-netjr Shada, usarei o meu Sennenjou para revelar o ser que habita o seu coração.

O item brilha e ele adentra o coração do homem, avistando um monstro com dois pares de braços e corpo deformado, para depois, sair do coração do homem, enquanto falava:

- Há um monstro dentro dele.

O sumo sacerdote se afasta, com o tio de Atemu se aproximando, até ficar na frente dele, falando, enquanto concentrava poder no seu Sennen Aitemu:

- Eu, o Hem-netjr Akhenaden, usarei o meu Sennengan para revelar a verdadeira forma do Ka!

Ao fazer isso, a criatura sai de dentro do homem, fazendo muitos no salão ofegarem ao verem o Ka que assumia uma postura agressiva, sendo que nesse ínterim, era trazida uma placa de pedra sagrada que foi posicionada atrás de Seto.

O primo do Faraó ergue o seu item, falando em um tom de voz firme e autoritário, enquanto encarava com destemor o ser a sua frente, sendo que Kisara estava encolhida atrás dele, com ele percebendo o temor dela ao ver o Ka:

- Eu usarei o poder do meu Sennen Shakujou para selar o Ka em uma pedra de tábua sagrada – o Sennen Aitemu começa a reluzir, fazendo o ser avançar contra o sacerdote, desejando feri-lo – Ka maligno! Espirito negro do caos! Vá embora e seja selado nesta placa de pedra sagrada sem demora!

O item dele resplandece, mais precisamente, o olho do cedro e o ser é sugado para dentro da placa de pedra e após terminar o selamento, aparece o contorno da figura na placa, sendo que o Ka poderá ser invocado pelos sumo sacerdotes quando fosse necessário, através dos cânticos sagrados.

Então, enquanto a Placa de pedra sagrada era retirada do salão por alguns soldados, o bandido é tomado pelo medo pela primeira vez desde que estava sendo mantido prostrado na frente do Faraó, sendo que não havia sentido medo quando tinha o seu Ka.

Atemu fala com a sua voz barítono:

- Antes do veredito dos Deuses, rastreie a alma dele e verifique quanta escuridão há no coração dele, Hem-netjr Shada, usando o seu Sennen Bakari (Balança do Milênio).

- Como desejar, Per'a'ah. - ele fala respeitosamente, se curvando levemente.

Nisso, ele se concentra e o objeto brilha, com um dos pratos caindo, para depois, o sumo sacerdote se afastar, enquanto o soberano de Kemet falava em um tom autoritário e igualmente implacável:

- Você estava plenamente ciente dos seus atos. A criatura não o forçou a nada. O seu coração nutriu esse monstro e você o utilizou para invadir o palácio, visando tirar a minha vida. Eu que sou o próprio nascer e por do Sol. Eu o condeno a morte por chibatadas por tentar matar o seu Deus vivo, senhor de todo o Kemet, sendo este o pior crime que pode cometer. Guardas. - ele os chama e faz um gesto para retirá-lo da frente dele.

O homem é arrastado do local, enquanto implorava por clemência, com os seus gritos ecoando no corredor, até que eles diminuem gradativamente, desaparecendo.

Os amigos de Atemu concordavam com o castigo, pois, o bandido havia tentando tirar a vida do amigo deles, sendo que era o mesmo para os amigos de Akhenamkhanen.

O monarca bate ambas as palmas uma única vez, fazendo as comemorações retornarem, novamente.

Após alguns minutos, Mana se encontrava perto da mesa, comendo animadamente, até que ouve uma voz conhecida e igualmente gentil:

- Você está animada como sempre, Mana.

Ela se vira e percebe que era Ryou, que se aproximava com o seu típico sorriso gentil.

- Como não consegui me decidir qual comida eu queria provar, eu decidi provar um pouco de cada.

- Uma excelente decisão. O que achou?

- Gostei da maioria e me arrependi de provar algumas.

- E quanto às bebidas?

- Estava indo provar essa daqui – ela mostra um corpo.

Ryou sente o cheiro e fala, preocupado:

- É a bebida mais forte do Egito.

- Tenho muita curiosidade em provar!

Nisso, ela ia virar, quando o albino tira o copo da mão dela, com a mesma perguntando amuada, enquanto fazia biquinho:

- Você é mau, Ryou. Eu queria provar.

Ele ia falar algo, quando um jovem de cabelos negros espetados, olhos negros, pele escura e razoavelmente musculoso, trajando vestes nobres e possuindo uma aparência de dezoito anos, se aproxima dele, comentando:

- Foi indelicado da sua parte tomar o copo dessa bela jovem. – ele fala em tom de repreensão, sendo que havia se apaixonado a primeira vista e agradecia mentalmente a si mesmo por ter decidido visitar o palácio.

O albino fica pensativo e comenta, reconhecendo aquele jovem:

- Você deve ser o primo do Nobre Maahes. Seu nome é Seiginoyami.

Ele fica surpreso, para depois, comentar:

- Como você se lembrou? Senão me engano, só nos vimos uma vez.

- O seu nome é distinto. O nobre Maahes disse que você era estrangeiro.

- Entendo… Bem, você devia devolver o corpo a essa bela moça.

Mana cora ao ouvir como ele se referia a ela, sendo que o albino comenta, após suspirar cansado:

- A última vez que a Mana provou álcool, a sua magia saiu do controle e ela conseguiu executar um feitiço acima de sua capacidade em um estado sóbrio.

Ela exibe surpresa em seus olhos e pergunta curiosa:

- O que eu fiz?

Seiginoyami fica surpreso e pergunta com fascínio, olhando para a jovem, que percebe e cora:

- Você domina Heika (magia)?

- Eu estou aprendendo com o meu mentor, o Hem-netjr Mahado. Ele faz parte do Rokusumo sacerdote, do Faraó Atemu e é super intendente da Corte dos magos. Mesmo com as suas obrigações, ele encontra tempo para me treinar. Eu ainda sou uma aprendiza.

- Incrível.

Então, a jovem maga olha para o seu amigo Ryou e pergunta:

- Aonde eu lancei esse feitiço? Eu não me lembro.

- Você nunca perguntou o motivo da Esfinge recém-construída e protegida com um grande poder mágico, perder o nariz? – ele pergunta, arqueando o cenho – Mesmo o Hem-netjr Mahaado não conseguiu desfazer o vestígio da sua mágica e sempre que tentava restaurar, o nariz, ele caía automaticamente e como você teve amnésia alcoólica, é impossível saber com exatidão a demanda do seu feitiço para ser feito um contrafeitiço.

Ela fica surpresa e depois, põe a mão em frente a boca, ficando sem graça.

- Ops.

- Põe "ops" nisso. Eu não acho que conseguirei dissolver o vestígio do seu Heika no nariz da Esfinge.

Mana se vira para a origem da voz em tom de censura e ao se deparar com o semblante de censura do seu mestre, ela se encolhe, ficando sem graça, enquanto falava:

- Me desculpe?

Ele suspira cansado e fala, massageando as têmporas:

- Ainda bem que o honorável pai de nosso atual Faraó era benevolente e que compreendeu que você fez inconscientemente por estar sobre efeito do álcool.

- Mas, eu só provei um terço do copo.

- Se ficou alterada com essa quantidade, imagine se tomasse o copo inteiro, como tinha planejado, agora. Ainda bem que o nobre Ryou a deteve. – ele olha para o albino – Eu agradeço a sua ajuda, Ryou. Tem momentos que ela parece uma criança que tenho que ficar de olho para não fazer arte.

Enquanto isso, Seiginoyami pensava consigo mesmo:

"O antigo Per'a'ah era muito justo e benevolente, pelo visto. O atual parece ter herdado essa natureza. Se ela tivesse feito isso no meu país de origem, o rei não seria indulgente. Provavelmente, essa bela jovem seria condenada a uma das piores formas de castigo que possuímos."

- Eu acho que agora ela não vai tentar beber, de novo, Hem-netjr Mahaado.

- Eu espero Hemt-netjr Isis. – ele responde, olhando para a mulher que se aproximava, sorrindo para ele, para depois, desviar o olhar para Mana, mostrando um semblante gentil.

- O que acha de me acompanhar, Mana? Eu gostaria de uma companhia feminina para conversar, uma vez que estou cercada de homens.

A aprendiza de maga abre um imenso sorriso e exclama, animada:

- Eu adoraria Hemt-netjr Isis!

A jovem sorri e olha para Seiginoyami por cima do ombro, com o mesmo sorrindo, fazendo-a corar, enquanto Isis falava em um murmúrio, próximo do ouvido de Mahaado:

- Vou ficar de olho nela, para impedi-la de provar álcool novamente. Nosso Faraó não precisa do stress adicional de uma magia catastrófica. Afinal, ele terá um grande trabalho em organizar muitos dos presentes que recebeu. Ele não precisa de problemas adicionais.

Mahaado sorri e fala, consentindo:

- Com certeza. Obrigado.

Então, quando ela afasta o rosto do ouvido de Mahaado, tendo aproveitando para sentir o odor daquele que amava com toda a força do seu coração, enquanto decorava as mínimas linhas do rosto másculo, ela vira levemente a cabeça e percebe o olhar de Mana para o moreno e vice-versa, fazendo-a sorrir.

Enquanto isso, o Líder da corte dos magos podia sentir o doce perfuma dela que o inebriava, acompanhado da bela voz que ela tinha, decidindo dedicar um olhar atento ao rosto da dona do seu coração, procurando decorar cada mínimo detalhe pela proximidade de ambos, chegando ao ponto de erguer inconscientemente a mão, visando tocá-la e ao perceber o que ia fazer, ele abaixa rapidamente a mão, pois, ambos eram sacerdotes e membros do Rokusumo sacerdote que era composto de seis sacerdotes poderosos, escolhidos para servir ao Faraó e que eram capazes de portarem os Sennen Aitemu.

Conforme Seiginoyami observava a jovem que havia cativado o seu coração, se afastando acompanhada da Hemt-netjr Isis, ele decidiu que visitaria o palácio de forma recorrente, sendo que estava determinado a encontrar a jovem chamada Mana mais vezes, enquanto ficava fascinado pelo fato dela ser uma aprendiza de mago.

Afinal, ao contrário do seu pai e irmão mais velho, ele era fascinado pela magia desde que era jovem e havia ficado feliz quando foi enviado ao Kemet, pois havia ouvido vários rumores sobre a mística daquele império e que o povo via com naturalidade a magia.

Então, ele se afasta, decidindo buscar mais informações onde podia ver a jovem maga.

Após Mana se afastar junto de Isis, Ryou se preparava para se servir de um pedaço de um doce delicioso, pois ele adorava comer, quando Jounouchi envolve o seu braço no pescoço dele e fala, com Honda e Mariku atrás dele:

- Nós decidimos nos aproximar da Yukiko. Queremos ver melhor o rapaz que lembra Atemu e que será servo pessoal dele. O que acha de vir conosco?

- Ele está dormindo. É maldade acordá-lo.

- Nós só vamos olhar. Não acordaremos o pobre coitado. Ele deve estar exausto. Apenas queremos vê-lo de perto. – Honda comenta.

- Sim. É nesse sentido. Apenas vamos vê-lo. – o loiro torna a firmar.

- Por que eu acho que o acordaremos? – Ryou pergunta mais para si mesmo, enquanto massageava a nuca – Bem, não adianta falar isso, pois, como sempre, vão me arrastar junto, enquanto ignoram as minhas preocupações.

Então, enquanto era puxado pelos seus amigos, o albino se recordava das aventuras deles e de Atemu, quando ele era apenas um príncipe e do desespero de Akhenamkhanen, Shimon, dos Rokkusumo sacerdote e dos guardas com a sua ausência que alarmava todo o palácio, até que o príncipe aparecesse, sendo que ele, Ryou, sempre tentava fazê-los verem a consequência dos seus atos, falhando todas as vezes, sendo que Atemu tinha um pouco de responsabilidade, desde que era jovem, pois, estava sendo treinado para herdar o trono de um império e havia ficado cada vez mais responsável, conforme crescia, enquanto que Jounouchi, Honda e Mariku continuavam irresponsáveis, embora essa irresponsabilidade havia sido reduzida um pouco, conforme ficavam mais velhos.

- Você disse algo, Ryou? – Jounouchi pergunta, arqueando o cenho.

- Não disse nada. Vamos. – ele fala suspirando.

Eles se aproximam de Yukiko que havia decidido tirar um cochilo, sendo que o loiro exclama, admirando a albina:

- De perto, ela é ainda mais magnífica! Vejam o porte dela!

- Põe magnífico nisso! Ela exala a poder.

- Bem, ela derrotou dois Deuses. Somente caiu para Raa no Yokushinryuu. - Mariku comenta, fascinado.

- O cabelo do garoto lembra o de Atemu, com exceção da cor nas pontas e o fato de não ter alguns fios dourados erguidos, sendo que todos os fios estão caídos. - o loiro comenta consigo mesmo, olhando atentamente para o jovem que estava adormecido.

- Verdade. Além disso, ele é bem menor que o nosso amigo. - Honda comenta.

- Ele é fofo. - o irmão de Isis comenta.

- Verdade.

- Eu concordo.

- Falem baixo. Vocês falaram que não o acordariam. – Ryou fala em um tom próximo do murmúrio, sendo audível o medo em sua voz e que se refletia em seu semblante, por se encontrar alarmado pelo fato deles estarem falando demasiadamente alto.

- Não acho que eles vão acordar. – o loiro fala, olhando para Ryou.

- O Jounouchi está certo. Ambos estão dormindo profundamente, sendo que o jovem parece dormir como uma pedra. – o moreno fala olhando para o albino.

- Eu também acho que não tem problemas em falarmos no nosso tom normal. Você precisa relaxar, Ryou. - Mariku comenta, olhando para Ryou.