Notas da Autora
Yukiko se encontra...
Ryou, Jounouchi, Honda e Mariku tentam...
Atemu decide...
Capítulo 38 - Exibição
Eles notam o olhar aterrorizado do albino e arqueiam o cenho, com Jounouchi perguntando:
- O que houve Ryou? Parece que você viu um monstro.
- Bem, ela não parece feliz nesse momento.
- "Ela"? - o loiro arqueia o cenho.
Nisso, Jounouchi, Mariku e Honda se entreolham, começando a suar frio ao compreenderem a quem ele se referia, enquanto olhavam lentamente e ao mesmo tempo para trás, engolindo em seco ao se verem refletidos nas íris coléricas de Yukiko, que os fuzilava com os seus olhos safira que faiscavam em pura fúria, para depois, soprar pelo seu focinho um ar frio feito de pequenos cristais que os envolvem como uma brisa gélida.
Os amigos caíram de bunda no chão, enquanto tremiam de medo, conforme o focinho felpudo se aproximava deles, que avistavam as garras afiadas dela se mexerem no solo ao mesmo tempo em que a cauda com um porrete na ponta se mexia lentamente para os lados, com o quarteto não sabendo para o que deviam olhar primeiro. O focinho cheio de caninos alvos que estraçalhavam o seu oponente, as garras afiadíssimas e elegantes que podia rasgar o que desejasse ou o porrete ameaçador capaz de quebrar qualquer coisa, possuindo especialidade contra ossos, com eles se lembrando do estrago em Oberisuku no Kyoshinhei.
Então, ela fala em um tom de voz cortante e igualmente gélido como a nevasca mais mortal, enquanto era possível ouvir rosnados provenientes de sua garganta:
- Yuugi-kun está esgotado. Portanto, precisa dormir. Não vou permitir que ele seja despertado com a cacofonia de vocês. Afinal, não precisa ser mergulhado no inferno, antecipadamente.
Quando percebem que ela não ia atacá-los e sim, apenas aterrorizá-los, os batimentos cardíacos se normalizam, enquanto eles se erguiam, embora exibissem receio em seus olhos, sem saberem que o motivo dela não atacá-los não era somente pelo fato deles não ofertarem uma ameaça imediata e sim, pelo fato de sentir que eles eram amigos do Faraó, conforme se recordava deles não fugindo junto dos outros quando ela começou a lutar contra o soberano daquele império e seus shinkans, em conjunto com o fato de demonstrarem genuína preocupação para com o soberano daquele império.
Portanto, sabia que nada de bom viria se os atacasse, juntamente com o fato de apenas agravar a situação dela e de Yuugi, mais do que já se encontrava, caso atacasse os amigos do mestre deles.
Por isso, se limitou a aterrorizá-los, sabendo que era o máximo que podia fazer, sendo que ela não havia deixado de perceber o velho decrépito que possuía o Sennengan. Mais precisamente, o olhar deste, além de sentir que ele poderia ser uma ameaça, pois sentia uma áurea densa em torno dele e o seu olhar, ao observar o Faraó, demonstrava um rancor profundo, assim como inveja e ira.
Jounouchi processa antes dos demais o que ela comentou e pergunta, exibindo confusão em seu semblante, fazendo-a sair de seus pensamentos:
- "Afinal, não precisa ser mergulhado no inferno, antecipadamente". O que quis dizer com isso?
Eles a observam revirando os olhos, demonstrando em seu semblante que achava a pergunta, no mínimo, ridícula, para depois, tornar a olhar para eles, falando com visível desgosto em seu semblante e voz:
- Ele é um escravo e não posso poupá-lo de enfrentar o inferno que será a sua vida, pois…
Ela fecha as mandíbulas para não falar mais nada, suprimindo um rosnado em sua garganta ao mesmo tempo em que flexionava as suas garras no chão de arenito, enquanto exibia um olhar que era um misto de fúria e asco velado para Atemu, xingando-o mentalmente de todos os palavrões que conhecia, para depois, desviar o olhar para eles, exibindo o mais puro ódio, sendo visível nas profundezas dos orbes azuis coléricos, a tristeza profunda e igual pesar que habitava a profundidade daqueles olhos que envergonhavam a mais bela safira.
Nesse interim, o monarca viu pelo canto dos olhos os seus amigos de infância se aproximando da dragoa e inicialmente, ficou alarmado que ela os atacasse, embora ocultasse essa preocupação embaixo da máscara do Faraó que usava em público para manter o controle de um império ao usar uma mão divina autoritária e igualmente implacável.
Então, ele relaxa ao ver que ela se limitou a assustá-los, confessando que queria saber o motivo mais tarde ao mesmo tempo em que notava que Yuugi ainda dormia profundamente, sendo que havia embrulhado os seus braços ao redor do pescoço felpudo de Yukiko, embora fosse parcialmente pelo fato dela ser imensa, enquanto exibia uma feição tranquila, com o soberano de Kemet o achando fofo enquanto dormia e a sua aparência exótica somente cativava ainda mais a sua atenção, enquanto pensava em meios de fazer retornar a vida naqueles belos olhos que envergonhavam a mais bela ametista, para que voltassem a ser como o dos seus sonhos, além de haver o fascínio por eles serem semelhantes, embora houvesse diferenças entre eles, com o monarca agradecendo o fato de que o jovem era menor do que ele, pois, sempre se incomodou com a sua estatura perante os padrões de um egípcio e de seus ancestrais.
Não muito longe do trono, os três amigos se entreolham e Jounouchi comenta:
- De fato, os escravos têm uma vida sofrida, sendo que possuímos algumas leis que os protegem e inclusive, os escravos podem ter propriedade. Alguns deles juntam dinheiro para compram a sua liberdade. A propriedade de um escravo não pode ser retirada pelo seu mestre, pois se este o fizer, será punido. O escravo pode realizar outros serviços para terceiros, se o seu mestre autorizar, sendo que o mestre não poderá reter todo o saldo que o escravo recebeu e sim, apenas uma parte. Comparada à vida de escravos em outros países, Kemet é o melhor país para um escravo. Claro, não deixa de ser uma vida sofrida, mas, pelo menos, pode ter a chance de comprar a sua liberdade, além de ter leis que garantem alguns direitos. Poucos, mas já é algo. Além disso, há regras para converter alguém em escravo e a escravidão tem que ser aprovada por uma equipe de juízes. Claro, a escravidão ainda é desprezível.
- Eu também acho. – Honda fala, enquanto consentia.
- Eu também compartilho dessa visão. - Ryou fala, consentindo.
- O mesmo para mim. - Mariku fala, concordando com os outros.
Ela fica surpresa ao ver que eles falavam de forma sincera, para depois, se refazer do que ouviu, passando a olhar para Yuugi que ainda dormia profundamente, sendo que as suas orelhas se mexem ao ouvirem as palavras do albino:
- Muitas dessas leis surgiram durante o reinado de Akhenamkhanen, antecessor do Faraó atual e foram aprimorados pelo seu sucessor, Atemu. Ele já estava governando há alguns anos e conseguiu adicionar novas leis para dar alguns direitos adicionais aos escravos. Além disso, ele não aprecia a escravidão, mas sabe que não pode acabar com ela, inclusive por fatores políticos e econômicos, além de não ter apoio popular e de muitos nobres. A maioria esmagadora deseja que a escravidão continue, assim como muitos setores influentes. Claro, o Faraó tem poderes e autoridade divina, mas, estamos falando do campo econômico. É uma mudança demasiadamente drástica para ser implantada do dia para a noite, além de termos a preocupação da invasão por parte dos nossos vizinhos.
Ryou fala de forma sincera e esperava que isso entrasse na mente da dragoa para diminuir a sua fúria e ódio para com Atemu e que era visível pelo seu olhar, semblante e postura, por mais que ela buscasse ocultar, sendo que gostaria de poder falar que a ameaça fora um engodo do seu amigo de infância.
Porém, não acreditava que era uma boa ideia. Pelo menos, naquele momento, embora duvidasse que a dragoa acreditasse nele, mesmo que ele e os outros falassem que era uma mentira para fazê-la concordar com os seus termos, além de ter sido feito para que evitasse futuras punições, pois provocavam dor, sendo visível esse sentimento nos olhos do amigo de infância deles quando a coleira a puniu com o choque ao se rebelar, com Yuugi recebendo uma parcela dessa punição de forma indireta por estar junto dela, na época. O olhar de dor dele surgiu antes que percebesse que o jovem foi atingido como efeito colateral por estar junto da pelagem da dragoa.
Afinal, ele e os outros sabiam o quanto Atemu fora hábil em convencê-la de que seria capaz de matar um inocente, ainda mais de forma brutal, graças a sua personalidade extremamente autoconfiante e que se refletia em seu exterior, com ele intensificando essa sensação com uma excelente oratória e postura, sendo algo que fazia diariamente, tornando-o um mestre na área de autoconfiança ao ponto de convencer o outro de suas palavras, por mais vazias que elas fossem.
- O que o Ryou disse é verdade. – o loiro comenta confiante.
- Com certeza. A escravidão é ruim, mas os escravos podiam ter uma vida pior ainda. – o moreno comenta, olhando para a dragoa a sua frente.
- Com certeza, teriam uma vida mais sofrida, senão tivessem algumas leis para ajudá-los a suplantar essa vida. - Mariku comenta, olhando atentamente para a dragoa alva e peluda.
Os quatro ficam desanimados ao ver que a animosidade dela e fúria imensa pelo amigo deles não haviam diminuído, com eles concordando que Atemu tinha feito um trabalho formidável ao convencê-la do seu engodo e que fora um trabalho tão perfeitamente executado, que eles duvidavam que conseguissem remover essa impressão dela.
A albina passa a procurar Kisara com o olhar e a encontra, próxima do dono da jovem, sendo que se recorda do que presenciou, antes de cochilar. No caso, a interação dela com o shinkan que detinha a sua fúria, sendo que havia ficado confusa com as atitudes dele perante ela, pois, não era o que esperava considerando o que ouviu durante o treinamento deles, acreditando que a prateada também estava sentindo confusão pelo tratamento que o sacerdote dispensava para ela, conseguindo perceber nos olhos dela que a adolescente parecia se recuperar gradativamente da experiência com o mercador ao contrário de Yuugi.
Então, ela percebe uma movimentação no lado dela e se depara com os quatro adolescentes olhando para o jovem, sendo visível a curiosidade em seus semblantes.
Bufando com indignação, pois não achava que o seu amigo era uma atração a terceiros, ela estica as suas asas para depois fechá-las em torno do seu dorso, conseguindo ocultá-lo dos demais, além de garantir o calor aconchegante das suas penas no corpo do seu amigo, conforme sentia uma brisa de ar frio proveniente de uma das imensas janelas do grande e luxurioso salão.
O grupo foi surpreendido pela envergadura das asas dela ao vê-las de perto, para depois, perceberem que ela as fechou de modo a ocultar o adolescente deles, com Jounouchi falando desanimado ao olhar para a dragoa que os encarava atentamente:
- Só queríamos vê-lo de perto.
- Ele não é um objeto para ser usado como uma atração.
- Nós só estamos surpresos com a aparência dele. Senão notou, ele é uma versão do Atemu. Só que é mais baixo e tem uma pele como a nossa, com exceção de Mariku, sendo que as suas franjas douradas não se irradiam pelos cabelos como os do Faraó, além dos seus olhos serem da mesma cor da ametista que é considerada uma das joias mais preciosas de Kemet. Ademais, ele é fofo.
- De fato, a aparência dele é fascinante. É quase uma sósia do nosso amigo, com as suas devidas diferenças.
- Sim.
- Com certeza.
Então, percebendo que não conseguiriam mais vê-lo, além dela demonstrar que encerrou a conversa ao ignorá-los, eles se afastam desanimados.
Meia hora depois, a albina sente que Yuugi se remexe contra a sua pelagem, com ela abrindo levemente as asas, tornando a alinhar ambas contra o seu corpo, enquanto o seu amigo bocejava, esfregando os olhos, sendo visível o seu olhar sonolento, com ela o achando fofinho, sendo que Atemu havia tido a sensação do jovem ter despertado e ao virar o rosto na direção da dragoa, passou a observar o despertar do jovem de cabelos tricolores, achando-o fofo enquanto acordava.
Então, ao despertar por completo, o jovem exibe surpresa em seu semblante por estar no lombo de sua amiga, enquanto as suas memórias alteradas pela albina surgiam em sua mente, com ele saindo dos seus pensamentos com a usual voz maternal dela:
- Eu vejo que você acordou. Dormiu bem?
Ele sorri brilhantemente para ela, feliz por estar junto dela, enquanto percebia que os ferimentos não pareciam sérios e que estavam cicatrizando, desconhecendo o fato de que as suas memórias foram alteradas demasiadamente:
- Sim. Eu fico feliz em ver que os seus ferimentos já estão cicatrizando e que eles não parecem tão graves, quanto eu pensei que seriam.
- Sim. Eles não foram tão graves. As chamas daquele monstro, apenas me enfraqueceram.
Atemu fica aliviado ao ver que aquele que amava com toda a força do seu coração, se encontrava fisicamente bem, acreditando que o cansaço que ele havia apresentado era pela extração e posterior stress durante a batalha de Yukiko.
Então, ele estala os dedos e surge um escravo usando apenas um shenty curto e que prostra na sua frente, com o soberano de todo o Kemet falando em um tom barítono autoritário, pois, estava exercendo o seu papel de Faraó:
- Traga o meu servo pessoal até aqui.
Após abaixar a cabeça, tocando a testa no chão, ele se afasta para cumprir com a demanda, indo até o jovem que havia acabado de despertar e que estava sentado no lombo da dragoa.
Yuugi percebe a aproximação de um dos escravos do palácio, com o mesmo falando, sendo visível o olhar de medo que ele dedicava a dragoa, que por sua vez, exibia uma feição tranquila, pois percebeu que o jovem era apenas um escravo e ela apenas assustava os que eram livres ou nobres:
- O seu mestre o convoca para ficar na frente dele.
O adolescente suspira, exibindo medo em seu corpo, segurando inconscientemente, de forma vigorosa, alguns dos pelos de Yukiko, enquanto lutava para controlar o tremor em seu corpo.
A albina podia ouvir os batimentos cardíacos alterados e o odor de medo que o seu amigo liberava, combinado ao tremor que ele demonstrava, sendo que os seus olhos expressivos demonstravam o forte medo que o tomava, fazendo-a olhar com pesar para ele.
Após suspirar, ela aproxima gentilmente a sua cabeça dele, afagando maternalmente a sua bochecha com a ponta do seu focinho, para depois, falar próximo de um sussurro para que mais ninguém ouvisse o que ela falava, além do jovem de cabelos tricolores:
- Não se preocupe. Eu disse que mesmo nessa situação, posso protegê-lo, de certa forma. É melhor obedecê-lo, pois não quero que seja punido por desobediência. Afinal, eu não suportaria ver a sua punição.
- Eu não quero ser punido. Portanto, não vou desagradá-lo, Yukiko-chan. Da mesma forma que eu sofro ao vê-la sendo punida, eu sei que você também sofrerá se eu for punido. Eu farei de tudo para que isso não acorra. Afinal, não quero ver os meus amigos sofrendo. - ele fala com a sua usual voz gentil.
- Ótimo. - ela sorri, consentindo, para depois, empurrá-lo levemente com o seu focinho – Agora, seja corajoso e lembre-se. Eu sempre estarei com você. Vou protegê-lo, custe o que custar.
- A Kisara-chan também será protegida?
- Sim. Você tem a minha palavra, Yuugi-kun. - ela fala, demonstrando um olhar gentil e confiante, visando estimular a confiança e determinação do seu amigo para ir até o mestre deles.
Então, motivado pela sua amiga, gerenciando o seu medo ao confiar plenamente nas palavras dela e não desejando fazê-la sofrer, ele encontra forças para se levantar e caminhar até o trono, se prostrando em frente ao Faraó.
- Levante-se. – ele ordena em sua usual voz barítono.
Yuugi se levanta, ainda sem olhar nos olhos do Faraó, se recordando do treinamento, sendo que sai de suas recordações com a voz firme e autoritária de Atemu:
- Desejo uma demonstração do tal Kiei que você possuí. Você disse que podia manipular elementos e animais. – ele estala os dedos duas vezes e quatro escravos carregavam dois recipientes. Um tinha água e o outro, tinha chamas que crepitavam intensamente.
O jovem suspira e fecha os olhos, se concentrando, para depois, abri-los, se focando nos dois recipientes que consistiam de vasos consideravelmente grandes, esticando uma mão na direção de cada um deles.
Todos ficam surpresos ao verem a água sair em forma de uma rajada que assume a aparência de um dragão de corpo esguio que circunda Yuugi, sendo que do outro vaso que continham chamas ardentes, o jovem as faz saírem em forma de um jorro, alarmando os guardas que se movimentam para se posicionarem na frente do Faraó, acompanhados dos shinkans, cujos itens brilhavam, com Atemu falando ao ver que o jovem não tinha nenhuma intenção de atacá-los, além das chamas estarem apontadas para o adolescente de orbes ametistas e não para ele:
- Podem voltar para os seus lugares. Ele não pretende me atacar. Além disso, as labaredas estão curvadas na direção dele.
Os guardas se entreolham, para depois, consentirem, se curvando para o seu Faraó, retornando em seguida aos seus lugares, com os shinkan seguindo o exemplo deles.
Então, todos observam um gesto sutil da mão do jovem que faz as labaredas se aglomerarem, fazendo-as assumirem a forma de um pássaro flamejante do tamanho de um cisne feito puramente de chamas e que sobrevoa o teto por alguns minutos, para depois, pousar elegantemente ao lado do seu invocador ao mesmo tempo em que o dragão de água contornava obedientemente o adolescente de orbes ametistas.
Então, ele manda, silenciosamente, o dragão e o pássaro circundarem o teto, deixando todos embasbacados pelas habilidades e domínio dele.
Quando Yuugi sente que estava ficando cansado e que isso poderia fazê-lo perder o controle dos dois elementos, acabando por ferir alguém, principalmente através das chamas, caso desabassem em cima de uma pessoa, ele decide encerrar a apresentação, os fazendo entrarem em seus respectivos vasos, com ambos voltando ao seu estado original.
Ele se encolhe de forma tímida quando ouve aplausos, pois, a maioria esmagadora havia ficado fascinada pela apresentação e mesmo os Shinkan, também batiam palmas, com exceção de Akhenaden, enquanto que Seto limitava-se a um breve aplauso, pois, era o mais comedido dentre eles.
Atemu estava maravilhado, mas, mantinha tal sentimento embaixo da máscara do Faraó, não demonstrando as emoções que o tomavam ao manter uma pose impassível, para depois, falar em sua voz barítono profunda:
- Uma habilidade interessante. Porém, há um limite, certo?
- Sim, mestre. Eu não consigo manipular por muito tempo dois elementos ao mesmo tempo. Se fosse apenas um, eu conseguiria manter por mais tempo. – ele fala com a voz sem emoção.
- Nobres Jounouchi, Honda e Ryou. Mariku também. Compareçam a minha presença. – Atemu os chama com a sua voz barítono e igualmente autoritária por estar em público.
