Notas da Autora

Atemu decide...

O quarteto começa a...

Yuugi fica...

Yukiko se encontra...

No final da festa, Yuugi está...

Capítulo 39 - O plano de Atemu

Rapidamente, os três se aproximam, sempre colocando o pé direito na frente, para depois, se prostrarem.

- Yuugi – o jovem olha na direção de Atemu, mas, sem ousar erguer o rosto, enquanto o olhar estava vazio, olhando para o chão – Os acompanhe. Ouça o que eles falam e siga a orientação deles. Nobres Jounouchi, Honda e Ryou, além de Mariku, garantam que ele se alimente e beba. Está é a ordem do Deus de todo o Kemet. Vocês estão dispensados.

O soberano fala o final, olhando para o quarteto que consente, para depois, curvarem ainda mais a cabeça, sendo que Yuugi se encontrava de joelhos e havia curvado a fronte até tocá-la no chão, demonstrando que ouviu a ordem dada pelo seu mestre.

Nisso, eles se retiram, com o jovem os seguindo e após se afastarem do Faraó, Ryou fala gentilmente para ele:

- Vamos comer. Você deve estar faminto. O banquete está delicioso.

Yuugi consente, sem olhá-los, sendo que vira o rosto levemente na direção da sua amiga que o observava atentamente.

Yukiko tentava compreender a decisão inusitada do Faraó que a deixava confusa, para depois, ela dissipar tais pensamentos de sua mente, pois, não poderia se esquecer da ameaça dele e de todas as suas palavras, assim como, o que ele representava.

De volta ao grupo de amigos, Jounouchi pede em um tom gentil, fazendo o jovem de cabelos tricolores sair dos seus pensamentos:

- Poderia erguer a cabeça e olhar para nós, Yuugi?

Ele pisca os olhos, assimilando o que ouviu e exibindo confusão em seu semblante, ergue o rosto, inicialmente temeroso, para depois, olhar para os quatro que sorriam gentilmente, com Honda falando:

- A cor dos olhos é da mesma cor da ametista. Isso é incrível!

- Sim. São olhos distintos.

- Com certeza.

- De fato, são como duas gemas preciosas.

Então, eles chegam à mesa e o loiro coloca um prato nas mãos de Yuugi que é surpreendido pelo ato, com Jounouchi ficando empolgado ao ponto de começar a pegar comida para colocar no prato do adolescente sobre o olhar estupefato de todos, até que Honda detém o ato dele, antes que o primeiro alimento fosse colocado no prato do adolescente de orbes ametistas, enquanto falava:

- O Yuugi é que deve escolher.

- É que eu me entusiasmei. – ele fala sem graça, enquanto ficava ligeiramente envergonhado – Desculpe Yuugi.

O jovem fica boquiaberto ao ver um nobre se desculpar e após se refazer da surpresa, sorri timidamente e consente, enquanto falava gentilmente:

- Tudo bem.

Enquanto isso, o albino fala em direção ao moreno com um sorriso de canto:

- Honda, você também é assim.

- O Ryou está certo. – o moreno com cabelos cor de areia fala, sorrindo, enquanto consentia.

- Mas, eu sei quando parar. – ele fala ligeiramente envergonhado, enquanto coçava o queixo com o dedo.

- O Ryou está certo. Até parece que você sabe quando parar. Lembra-se daquela vez em que...

O loiro ia continuar falando, quando o moreno tampa a sua boca, falando em um sussurro ameaçador:

- Se ousar falar isso...

Jounouchi tira a mão dele da sua boca e fala, sorrindo de canto:

- "Cão que late não morde".

- Vou mostrar o cão...

Então, eles seguram na roupa um do outro até que Ryou interfere:

- Os dois não têm direito de censurar um ao outro. Honda age como Jounouchi e o que ele disse para Honda, se encaixa para ele também. A meu ver, os dois não tem qualquer mérito. Ademais, o Yuugi já está assustado com o que aconteceu com ele. Dá para se comportarem?

- Desculpe Yuugi.

- Sim. Pedimos desculpa. Nós somos dois idiotas, ás vezes. – eles se viram para o jovem e curvam a cabeça levemente em um pedido de desculpas, deixando o adolescente estupefato ao ver nobres pedindo desculpas a um simples escravo.

Então, após se refazer, ele consente e sorri gentilmente, para depois, falar, sendo que no íntimo, não podia se impedir de se divertir ao ver a interação entre eles:

- Tudo bem.

- Pelo menos, compreenderam o seu erro. – o loiro de cabelos cor de areia fala, com os braços cruzados na frente do tórax.

- O Ryou é o único que não é idiot "mais certinho" e responsável do grupo, com exceção do atual Atemu, pois, quando ele era apenas Iry-pat (príncipe herdeiro) e não Per'a'ah...

- Jounouchi! – o albino exclama em tom de censura – Eu acho que as pessoas não desejam saber o que o Nsw fazia no tempo que era apenas o príncipe. Vocês falam alto demais.

Jounouchi, Honda e Mariku coçam a nuca sem jeito, enquanto Ryou abanava a cabeça para os lados, após suspirar, massageando as têmporas, sendo que Yuugi se encontrava estupefato pelo dialogo entre eles, conforme assimilava o que ouviu e viu, assim como o tratamento de igualdade que estavam dando a ele, apesar dele ser um escravo, além de serem divertidos, fazendo com que um pequeno sorriso surgisse em seu rosto ao mesmo tempo em que os seus olhos ganhavam um pouco de vida, sendo algo que não passou despercebido para o quarteto, com o loiro falando:

- Veja, Ryou, ele gosta da forma como agimos.

- Sim. Mas, isso não justificava voltarem ao tópico anterior.

- Bem, isso é verdade.

- Infelizmente. – Mariku fala em um suspiro.

O jovem de orbes ametistas sentia que podia confiar neles, embora não soubesse o motivo, sendo que os olhos deles eram gentis e não o olhavam como algo e sim, como alguém, além de se importarem com ele e ao ver de Yuugi, eles poderiam ser bons amigos, pois, eram muito distintos dos demais e com exceção de Yukiko e Kisara, ele não tinha mais nenhum amigo, sendo que adoraria ter mais amigos.

Porém, o treinamento da tarde retorna para a sua mente e ele decide conter o seu entusiasmo, decidindo que sempre deveria manter o que havia aprendido atrás da sua mente para que não sofresse, caso descobrisse que eles não eram os seus amigos e que tudo fazia parte de alguma brincadeira doentia entre os nobres.

Claro, uma vozinha dentro dele achava essa ideia surreal de tão absurda, mas, ele tinha um receio natural e que não poderia ser removido tão facilmente.

Afinal, as palavras do mercador de escravos e o treinamento que passou ressoavam fortemente em sua mente, forçando-o a ouvi-lo, independentemente do seu real desejo.

Ademais, eles eram nobres e ele era um escravo do Faraó, fazendo-o se recordar da conduta e modo como o monarca de todo o Kemet falava, além do seu olhar. Tal conhecimento o empurrava a ouvir o que o mercador de escravos falou, obrigando-o a encarar a realidade cruel. Ele era um escravo e o Faraó podia tratá-lo e tê-lo como desejasse, sendo que este último pensamento o enchia de terror.

Afinal, a desconfiança e medo que foram entranhados nele durante o treinamento estavam marcados em seu âmago como ferro e fogo, sendo impossível de ser esquecido, a seu ver, considerando o fato de que era escravo do Faraó e não daqueles nobres.

Porém, mesmo com tais pensamentos, o jovem havia decidido que iria enterrar, temporariamente, esses temores, pois, aqueles nobres estavam se dedicando a ajudá-lo e o mínimo que podia fazer era se juntar a eles, mas, sempre mantendo a hipótese de que toda a aparente gentileza e respeito era apenas uma espécie de jogo doentio que os quatro jogavam com ele.

Conforme sentia intensa preocupação e medo pelo que aconteceria quando estivesse sozinho com o seu dono, Yuugi se recorda das palavras de sua amiga sobre protegê-lo, mesmo que estivessem longe um do outro, com ele acreditando que os anos em que ele e Yukiko estavam juntos, criaram um vínculo forte entre ambos, fazendo com que a proteção dela fosse possível, embora fosse realizada com algumas restrições, com ele se recordando da espécie de projeção mágica colocada dentro dele para que ela pudesse intervir, caso fosse necessário.

Ademais, conforme se encontrava em um estado reflexivo, o jovem sentia uma espécie de vínculo com alguém e conforme pensava nisso, se recordava dessa sensação ser atrelada ao homem que via em seus sonhos e que estava sempre embaçado, somente conseguindo ver precariamente o contorno e por algum motivo desconhecido ao jovem de orbes ametistas, se sentia estranhamente unido a esse vulto e de uma forma igualmente intensa.

Claro, era algo bizarro, mas, o homem misterioso sempre estava em seus sonhos, com o adolescente de cabelos tricolores desejando ver nitidamente quem era aquele que povoava os povoava.

- Ei, Yuugi?

Ele sai de seus pensamentos com a voz de Jounouchi, erguendo o seu rosto para olhar o semblante repleto de preocupação, sendo o mesmo para o resto do grupo, fazendo Yuugi ficar internamente feliz, após passar a surpresa, com o loiro segurando gentilmente o seu ombro, enquanto perguntava:

- Você está bem? Estávamos preocupados.

- Isso mesmo. Você ficou cabisbaixo e parecia sofrer pelas feições que demonstrou em um determinado momento.

- Está sentindo alguma dor? – Ryou torna a perguntar em um tom de voz preocupado, pondo a mão na testa de Yuugi.

- Você quer que o levemos a curandeira real?

O jovem sente seu coração ficar aquecido pela preocupação daqueles nobres para um simples escravo, fazendo com que brotassem lágrimas de felicidade dos seus orbes ametistas, fazendo os outros ficarem ainda mais preocupados com o adolescente ao mesmo tempo em que o loiro afastava as mãos do ombro dele ao ser tomado pela estupefação, enquanto murmurava com a voz repleta de preocupação:

- Yuugi...

Ele seca as suas lágrimas e fala, sorrindo timidamente:

- Estou feliz pela preocupação de vocês por um simples escravo.

O semblante deles muda de preocupação para de alívio, para depois, Jounouchi falar com um sorriso nos lábios:

- Você é nosso amigo, agora.

- Isso mesmo. – Honda fala bagunçando os cabelos dele.

- Para nós, você não é um escravo.

- Isso mesmo. É como eles disseram. Somos seus amigos. – o moreno com cabelos cor de areia falava, enquanto sorria.

Yuugi pisca os olhos e olha para eles, exibindo surpresa em seu semblante, fazendo os seus olhos readquirirem vida, sendo que a presença deles abafava a voz cruel do comerciante de escravos e do seu treinamento.

Claro, não abafava por completo, pois, essa voz ainda existia e continuava ressonando em sua mente em decorrência dele ser um escravo, sendo que não podia se esquecer desse fato e que o seu proprietário era o Faraó.

Nisso, o estômago dele ronca, fazendo-o corar, com Ryou falando, enquanto exibia o seu típico sorriso gentil:

- Vamos ajuda-lo a escolher a comida.

Então, eles explicam o que era cada alimento e Yuugi começa a se servir timidamente, decidindo saborear tudo o que pudesse, pois, não sabia quando poderia provar, novamente, comidas tão saborosas.

Afinal, havia visto o que o mercador dava de alimento aos escravos e acreditava que era igual em todo o lugar, sendo que a comida não passava de uma espécie de massa endurecida e água.

Inclusive, conforme pensava nisso, se recordava dos alimentos ofertados a ele nas outras vezes em que foi escravo, com a comida não sendo diferente daquela ofertada pelo mercador.

Portanto, decidiu aproveitar ao máximo o banquete, pegando um pouco de cada para provar, enquanto surgia um sorriso em seu rosto ao ver mais uma pequena discussão entre Jounouchi, Mariku e Honda, percebendo que era algo amigável, com Ryou precisando aplacar os ânimos a todo o momento.

Eles também explicaram sobre as bebidas e o jovem decide não testar o álcool, passando a se dedicar a provar os outros líquidos.

Após se servir, se sentou em um banco sobre orientação deles, ficando agradavelmente surpreso com esse gesto, para depois, começar a comer, saboreando cada pedaço sobre o sorriso do quarteto que o achava fofo enquanto comia, sendo que eles procuravam conversar com o jovem, conseguindo descobrir algumas coisas sobre ele, enquanto Yuugi omitia muitas coisas importantes, tal como a segunda forma de sua amiga e como eles se conheceram, assim como outros detalhes que achou condizente guardar para si mesmo.

Eles também contaram sobre algumas aventuras que tiveram, fazendo Yuugi sorrir o tempo todo, retornando o brilho em seus olhos, apesar de duvidar piamente de que o Faraó havia se envolvido em tais confusões, pois, parecia destoar da presença que ele evocava.

Nesse interim, Atemu observava discretamente do seu trono tudo o que ocorria com o jovem, enquanto era servido por servos, sendo que havia ficado aliviado ao ver que o seu plano tinha sido um sucesso, se felicitando por deixá-lo com os seus amigos, pois, os conhecia bem e sabia que eles conseguiram espanar, um pouco, o medo e a tristeza dos olhos que eram como duas gemas preciosas.

Depois, seria a sua vez de falar com Yuugi sem a máscara de Faraó que moldava seu rosto e voz quando se recolhesse em seus aposentos, o chamando para ir junto com ele.

Enquanto isso, Yukiko observava o desenrolar da cena e podia sentir os sentimentos daquele que via como um filho querido, sendo que ficava preocupada dele confiar tanto assim neles por mais que percebesse que o jovem mantinha o receio atrás da sua mente por precaução.

Mesmo assim, ainda estava preocupada por ele se permitir ser envolto nessa sensação de segurança por causa da condição de ambos, com a albina torcendo para que o seu amigo não confiasse demais, pois, não queria vê-lo sofrer.

Ademais, havia o Faraó e ao pensar nisso, faz um movimento de chicote com a sua cauda contra o chão de arenito quando ela foi tomada pela frustração e que ascendia além dos seus limites, obrigando-a a silenciar a sua revolta, suprimindo-a brutalmente ao forçar a si mesma a se acalmar, algo que era quase impossível, a seu ver, sendo que era plenamente ciente de que precisava se acalmar.

Afinal, não se preocupava somente com ela e sim, com Yuugi e Kisara.

Portanto, pelo bem deles, devia manter os seus sentimentos e revolta para si mesma.

Após alguns minutos, ela consegue abrandar a sua fúria, para depois, suspirar, decidindo se concentrar em Kisara, sentindo que ela havia aberto mais facilmente o seu coração do que Yuugi, embora mantivesse uma pequena parte da desconfiança e medo que foram adquiridos durante o treinamento na parte de trás da sua mente, compreendendo o motivo dela fazer isso, conforme analisava a situação e a forma como era tratada pelo sumo sacerdote, que a fazia ficar disposta a ignorá-los de maneira mais displicente do que Yuugi, sendo que o egípcio ainda detinha o desafeto da dragoa por tudo o que fez com o seu amigo.

Quanto a Yukiko, não lhe restava mais nada, além de torcer para que a sua amiga não se arrependesse da sua decisão, embora ela duvidasse que isso não ocorresse, pois, não mudava o fato dele ser o mestre da prateada e como proprietário, poderia fazer o que desejasse, sendo este um pensamento demasiadamente perturbador.

Então, os seus orbes azuis se voltam para as servas que realizavam uma dança cerimonial na frente do Faraó, fazendo-a revirar os olhos, com ela decidindo repousar seu pescoço peludo sobre as suas patas, pois, não podia fazer mais nada pelos seus amigos, além de protegê-los quando fosse necessário, com ela acreditando que isso não tardaria a acontecer.

Algumas horas depois, a festa é encerrada quando o Faraó se ergue e fala, após erguer a mão, silenciando todos, enquanto falava com a sua voz barítono implacável:

- A festa se encerrará agora, antes que o glorioso Ra percorra o céu com a sua carruagem. Kemet agradece a vinda de todos. Eu, o filho do Deus Sol, Deus de todo o Kemet, encerro oficialmente a festa. Aqueles que foram convidados a ficar no palácio até a partida da carruagem do Deus Sol pela abóboda celeste serão levados aos seus respectivos aposentos pelos escravos do palácio. Quanto aos demais que irão partir agora, os escravos do palácio estão de prontidão para ajudá-los no que for necessário para que possam partir com tranquilidade e conforto.

Então, um servo surge com uma almofada onde repousava o hega e o mangual, com Atemu os pegando, um em cada mão, para depois, cruzá-los na frente do seu peitoral, com a maioria dos seus dedos sendo ornamentado com anéis dourados, enquanto caminhava lentamente pelo tapete em direção à saída do Salão real, com todos se prostrando enquanto ele passava na frente deles, sendo que Jounouchi põe a mão no ombro de Yuugi, falando:

- Você deve seguir o Per'a'ah.

Os três notam os olhos dele se arregalando de medo, os fazendo suspirarem, pois, infelizmente, ele havia visto a máscara que Atemu usava em público e não o Atemu, pessoalmente, sem agir como um Deus de Kemet e sim, como um homem.

Enquanto isso, ao ouvir que deveria seguir o seu dono, Yuugi começa a amaldiçoar a si mesmo por haver se esquecido, momentaneamente, da sua verdadeira situação, pois, conforme ficava com o quarteto, ele acabou se distraindo da sua situação atual ao interagir com eles, inicialmente, timidamente e depois, adquirindo um pouco mais de confiança, embora mantivesse um leve receio que desapareceu, gradativamente, conforme interagia com eles, além do fato de Kisara ter se reunido com eles, após pedir autorização do sumo sacerdote.

Seto havia permitido que a prateada ficasse junto de Yuugi, pois, percebeu que eles eram amigos, juntamente com o fato de desejar que a jovem ficasse mais relaxada em torno dele, sabendo que seria auxiliado pela conduta do quarteto.

Então, enquanto a jovem segurava gentilmente o ombro de seu amigo, olhando tristemente para ele, pois, confessava que o Faraó era intimidante, um servo se aproxima e fala com a adolescente que vira o corpo na direção dele:

- O Hem-netjr Seto-sama solicita que a senhorita o acompanhe. Ele a está aguardando.

Ela consente e fala gentilmente:

- Obrigada pelo recado.

O servo se curva mais uma vez, após se refazer da surpresa pela voz angelical dela, para depois, se retirar, sendo que Yuugi confessava que havia ficado surpreso pelo fato do dono da sua amiga não ordenar que se juntasse a ele.

Afinal, ela era uma escrava e propriedade do mesmo, fazendo com que o normal fosse ordenar que a prateada se juntasse a ele e não, solicitar, com o adolescente acreditando que o servo não iria modificar as palavras do sumo sacerdote, fazendo-o acreditar que fora uma solicitação e não uma ordem.

De fato, Seto havia solicitado a sua companhia, alguns minutos antes do Faraó fazer um sinal discreto aos demais, indicando que iria se retirar aos seus aposentos.

Após Kisara dar um abraço ao seu amigo, visando confortá-lo, ela se despede dele, passando a caminhar na direção do sacerdote.

Yuugi suspira tristemente e com os ombros caídos, após se despedir do quarteto, começa a caminhar em direção ao Faraó como se fosse um homem condenado a morte, sendo que uma mão gentil pousa em seu ombro, antes que ele se afastasse por completo, com o jovem seguindo o braço, identificando-o como sendo de Ryou, que fala com um olhar de súplica que era compartilhado pelos demais membros do grupo:

- Você apenas viu o Per'a'ah que é Deus vivo e senhor de todo o Kemet. Você não conheceu o Atemu. Ou melhor, você desconhece o homem que reside por baixo da máscara divina que ele é obrigado a usar em público. Portanto, não se preocupe. Não há motivos para isso. Acredite em nós, por favor.

- Ryou está certo. Portanto, se acalme Yuugi.

- É como ele disse. Acredite em nós, Yuugi. Somos os seus amigos. Nunca mentiríamos para você.

- Isso mesmo. Você não tem nada a temer dele. – o loiro com cabelos cor de areia fala, colocando gentilmente a mão no ombro do jovem atemorizado.