Notas da autora

Yuugi se encontra...

Yuugi se surpreende, quando Atemu...

Capítulo 40 - Medo e surpresa

Ele suspira e consente, mesmo que no seu íntimo não estivesse inclinado a acreditar nas palavras dele.

Afinal, eram amigos de infância do Faraó.

Mesmo assim, decidiu ocultar a sua descrença pelas palavras deles, pois eles foram muito gentis e o adolescente de cabelos tricolores confessava a si mesmo que passou um momento agradável com o quarteto e que quase o fizeram se esquecer da sua condição atual.

Ele volta a caminhar até Atemu que se retirava do salão seguido por sua escolta, com Yuugi aproveitando o fato de estar de costas para o grupo para exibir um olhar baixo e igualmente temeroso, lutando arduamente contra os tremores que o tomavam, enquanto os seus olhos perdiam um pouco do brilho que havia adquirido, conforme se recordava da postura e da voz barítono implacável que o fazia ficar atemorizado, sendo que temia o que aconteceria quando ficasse sozinho com o Faraó e frente a este pensamento, o treinamento da tarde surge abruptamente em sua mente, juntamente com a voz do mercador de escravos que rugia com violência, acompanhado das punições que faziam o seu corpo se encolher, provocando um temor incontrolável, ainda mais ao se lembrar de como foi forçado a satisfazer o mercador até que fizesse na perfeição o tal de sexo oral, como o outro se referiu ao ato.

Se arrastando atrás do soberano de Kemet, com um condenado a morte, ele se aproxima do Faraó e passa a andar atrás dele, olhando para os pés dele, sem se atrever a erguer o rosto.

Enquanto isso, o quarteto orava aos Deuses para que Atemu conseguisse reverter o que o mercador fez, pois, eles queriam ver o seu amigo de infância feliz, além de desejarem que o jovem fosse feliz, também, pois, haviam se afeiçoado a ele.

Então, Mariku comenta com um sorriso de canto:

- Pelo visto, não é somente o nosso amigo de infância que está perdidamente apaixonado. – o moreno com cabelos loiros cor de areia comenta com um sorriso de lobo, acompanhado dos demais, enquanto Ryou abanava a cabeça com o sorriso compartilhado pelos outros.

- Verdade. Seto está apaixonado pela Kisara-chan, pelo visto. – o moreno fala, sorrindo.

- De fato. Vocês viram a forma como ele a tratava? Está implícito o quanto ele está perdidamente apaixonado por ela – o loiro comenta com um sorriso.

- Bem, eu espero que ele consiga reverter todo o mal que aquele desgraçado fez contra eles. Nossos amigos merecem serem felizes com aqueles que amam, sendo visível o fato, principalmente com a Kisara-chan, de que ela sente algo por Seto. Perceberam o rubor nas bochechas dela quando o seu olhar cruzava com o dele?

- Com certeza.

- Agora, resta saber se o Yuugi compartilha desse sentimento por Atemu. – Jounouchi comenta – Eu estou preocupado com esse aspecto.

- Se ele for o jovem das visões dele, com certeza, após ser espanado o medo, irá compartilhar desse sentimento. Afinal, senão fosse assim, porque o Sennensui dele faria tanta questão de mostrar aquele jovem? – Ryou comenta esperançoso.

- Agora que você falou... De fato, eu não consigo imaginar outro motivo para que ele tivesse tais visões e acredito que Yuugi é o jovem dessas visões. – Mariku fala pensativo.

- Idem. Eu também acredito nisso. – Honda fala, consentindo.

- Bem, eu espero que ambos tenham êxito em romperem o medo deles. – o loiro fala, enquanto observava Yuugi seguindo Atemu e Kisara seguindo Seto.

O Faraó sai do salão, com todos permanecendo prostrados, enquanto ele passava e após sair do salão real, faz um gesto com as mãos dispensando sacerdotes, general e administrador, sendo seguido apenas pelos seus guardas pessoais e o jovem atrás dele que o seguia em uma postura submissa, com o grupo entrando no labirinto de paredes de arenito e corredores em arco, sustentados por enormes pilares, com escadas de arenito que forneciam acesso a diversas câmaras e quartos subterrâneos, sendo que as paredes variavam de arenito simples a decorações elaboradas retratando o Nilo com peixes e pássaros, além de flores em desenhos intricados, animais, bestas selvagens, animais sagrados, as batalhas que Kemet teve no passado e batalhas dos deuses ou acontecimentos diários do povo, além de várias gravuras pintadas nas paredes representando o Faraó e o Deus Ra, assim como uma naja sagrada chamada Uraeus, representando a deusa Wadjit, que era a divindade tutelar do Baixo Egito e um abutre representando a deusa Nekhbet, que era divindade do Alto Egito, representando assim a unificação, no passado, do Baixo e Alto Egito, sendo que ambos protegiam o Faraó.

Quanto ao teto, assim como havia aqueles de arenito simples, tinha aqueles que continham ilustrações da cobra Uraeus cuspindo fogo ou do abutre, sendo que ambos usavam o cocar do Faraó em suas cabeças, enquanto exibiam postura, ora de ataque, ora defensiva, sendo que estavam intercalados por animais sagrados e dentre eles, os gatos, que simbolizavam a deusa Bastet, protetora do lar.

Os corredores e tetos que continham ilustrações eram aqueles que davam acesso a alas importantes do palácio, combinando com as paredes dos cômodos, enquanto que os demais corredores que forneciam passagem a quartos simples ou usados apenas para se deslocar de uma ala para a outra do palácio, eram de arenito simples.

Enquanto seguiam pelos corredores suntuosos guardados pelos guardas que se prostravam, juntamente com os escravos de cabeças raspadas que usavam um simples chanti e braceletes de metal no pulso, que procuravam se afastar para as sombras das pilastras, sumindo como se desaparecessem por mágica, conforme o governante de todo o Kemet passava com a sua escolta, seguido de Yuugi que estava demasiadamente aterrorizado para notar a exuberância em seu entorno.

O seu coração batia descontroladamente em seu peito, sendo evidente o forte terror que o tomava em seus olhos expressivos que refletiam a sua alma, assim como em sua postura, lutando arduamente contra os temores que o tomavam, com Atemu percebendo pelo canto dos olhos o estado de terror em que o adolescente se encontrava e o olhar sem vida, estando ciente de que os seus amigos haviam conseguido restaurar o brilho, mas, era somente para eles, algo que ele já esperava e acreditava que eles devem ter tentado persuadi-lo a mudar a forma como o via, sendo que o monarca não condenava o fato daquele que amava continuar tendo aquelas reações em sua presença, após testemunhá-lo com a máscara do Faraó.

Porém, mesmo que ele agisse daquela forma em torno dele, as palavras dos seus amigos, assim como a forma como ele foi tratado, deixou marcas, por assim dizer, nele, com o soberano as identificando, sendo que fazia parte do seu plano, pois ele desejava que o jovem ficasse mais aberto as palavras do monarca, aumentando as chances de modificar a visão dele e de espanar o medo que habitava aquele que amava com todo a força do seu coração.

O soberano de todo o Kemet chega à ala do castelo destinada à família real, enquanto os guardas dos corredores adjacentes à entrada do corredor se curvavam a sua presença ao mesmo tempo em que Kesi abria a fresta das portas duplas que eram idênticas ao do Faraó, para observar detalhadamente o jovem, sendo que naquele cômodo onde ela se encontrava, o príncipe descansava, dormindo placidamente.

As portas duplas douradas e com maçanetas na forma de uma naja e de cabeça de abutre são abertas pelo soberano de Kemet e revelam um quarto imenso e luxuoso com moveis em mogno, contendo detalhes dourados e objetos feitos de ouro, sendo que havia a cama imensa e os armários luxuriosos em tom dourado com maçanetas em rubi, juntamente com cômodos que eram intercalados por passagens que eram fechadas com cortinas de seda.

No cômodo destinado ao descanso do Faraó, havia armários ricamente adornados, assim como moveis requintados, além de uma mesa com entalhes esculpidos e ornamentados com detalhes dourados e prateados, além de joias, juntamente com dois sofás dourados contendo entalhes elaborados em conjunto com pequenas joias encrustadas no encosto, além de ter almofadas de seda bordadas com fios dourados e prateados em desenhos intrincados.

No centro deste cômodo havia uma cama que era maior do que uma cama King Size, cujos pés tinham formato de cabeças de leão, com o encosto de cabeça possuindo entalhes que representavam divindades domésticas e protetoras em detalhes prateados por cima do entalhe, possuindo joias encravadas que compunham os olhos das divindades retratadas.

A cama era de dossel e contornando os quatro lados da cama, na parte de cima, onde as cortinas de seda eram sustentadas, havia a serpente sagrada, uma naja chamada Uraeus, representando a deusa Wadjit, que era a divindade tutelar do Baixo Kemet, cujo corpo dourado era ricamente trabalhado em escamas sobressalentes e intercalado com penas em ébano contendo detalhes prateados em suas penas, pois ao lado da cabeça da serpente, havia um bico e patas com garras em cima das duas primeiras colunas, projetando o pescoço e cabeça da deusa abutre, Nekhbet, que era a divindade do Alto Kemet e que juntamente com Uraeus, protegia o Faraó, sendo que a existência de ambos representava a união ocorrida entre o Baixo e o Alto Kemet há muito tempo, atrás.

Ambos possuíam ametistas no lugar dos seus olhos, uma vez, que a ametista era uma das joias mais preciosas de Kemet, sendo que a postura das cabeças foi entalhada para assumir uma postura defensiva, como se estivessem vivos, defendo o soberano daquele império de algum perigo inerente.

Os lençóis eram da mais pura seda na cor carmesim e os travesseiros eram extremamente macios, confeccionados em seda e com preenchimento de penas, contendo bordados delicados em fios dourados e prateados.

Uma passagem adjacente com detalhes dourados e prateados contendo uma cortina de seda usada como porta, fornecia acesso ao quarto de banho imenso que possuía uma grande banheira dourada encravada no chão e com ornamentos de prata em forma de cabeça de leão com olhos de rubi, além de um lavatório com uma bacia dourada com detalhes prateados e um armário ricamente adornado onde se encontrava toalhas de banho, óleos e um sabonete em barra, sendo que sabonetes eram caríssimos e somente os nobres abastados os possuíam.

Adjacente ao cômodo onde o Faraó dormia, separado por cortinas de seda, se encontrava disposto uma mesa, cadeiras e poltronas de ébano ricamente dourado e assentos feitos de almofadas de seda com detalhes dourados ou prateados, contendo nas bordas, costuras delicadas ornamentadas com joias, cujos encostos eram cobertos por linhos de seda e estofamento feito de penas.

No canto, havia armários de ébano com tesouros pessoais do Faraó e que contemplavam diversos jogos recebidos em seus aniversários, inclusive do atual, levados anteriormente pelos escravos para o armário e que foram ajeitados cuidadosamente. Nas prateleiras adornadas em detalhes dourados, havia uma mesa baixa ao lado de uma bandeja de prata com copos de ouro cravejados de pequenos rubis, sendo que este quarto dava acesso a uma varanda imensa, proporcionando acesso e uma vista espetacular dos jardins privados e do pátio, sendo que se podia ver a cidade fervilhante em torno do palácio.

Havia outra sala de tamanho considerável localizada na entrada oposta, atrás de uma cortina de seda na cor ametista e que dava acesso à antecâmara com sofás sem encosto e com almofadas de linho, sendo que nesta mesma sala imponente e luxuosa, havia uma mesa comprida de ébano com detalhes prateados e com contornos trabalhos em entalhes precisos e harmoniosos, com cadeiras do mesmo material e adornos de ouro com almofadas de seda em seus assentos.

Em frente à cabeceira da mesa havia um pequeno pedestal que se elevava acima do chão, contendo um trono dourado com encosto imponente e entalhes bem elaborados, cujos encostos para os braços eram de cabeças em forma de leão com olhos de safira, sendo este uma réplica menor daquela do Salão real. Nesse local eram realizadas reuniões privadas entre o Faraó e aqueles que detinham a sua maior confiança para elaborarem estratégias confidenciais envolvendo a segurança de Kemet ou assuntos referentes à diplomacia e que precisavam ficar em segredo.

Em todos os cômodos luxuriosos e igualmente imponentes, as paredes eram de tijolos de barro branco, possuindo murais coloridos que representavam as belezas de Kemet, intercaladas com as imagens das divindades protetoras e animais sagrados, sendo que os pisos eram adornados com exuberantes tapetes.

Yuugi estava tão aterrorizado que sequer tinha interesse em olhar o ambiente que se encontrava, sempre se encontrando olhando para os pés do Faraó, enquanto tremia como uma folha ao vento em virtude do fato de estar aterrorizado sobre a ideia de cuidar de forma íntima do seu mestre, pois, conforme o treinamento que teve naquela tarde, ele devia satisfazer plenamente o seu mestre e ter relações sexuais era uma das suas obrigações, sendo algo que o aterrorizava e quando se recorda do treinamento em sexo oral que ele e Kisara tiveram, tal recordação o enche de medo e de asco.

Instintivamente, ele abraçou a si mesmo, buscando algum conforto, enquanto buscava a parte remanescente de Yukiko que iria proteger a mente dele durante o ato, anulando quaisquer recordações. Era uma promessa que ela fez e confiava plenamente nela.

Afinal, a dragoa sempre o protegeu e embora ele desejasse retribuir o favor a protegendo, sentia que não havia como fazer isso, pois não tinha poderes como ela. O poder do Kiei dele, não era de muita utilidade, considerando que ele nunca tiraria uma vida e muito menos, machucaria alguém. Mesmo que fosse estuprado diariamente pelo Faraó e exposto a situações brutais, ele nunca usaria o seu poder para feri-lo.

Ele é tirado dos seus pensamentos quando ouve um pequeno gongo, percebendo que Atemu bateu em um pedaço de metal dourado com um martelo belíssimo a conjunto e em questão de minutos, Yuugi arriscou um olhar para o lado e observou que três escravas surgiram abruptamente no cômodo do quarto do mesmo, se dirigindo até o Faraó.

O jovem ergueu a cabeça para olhá-las, percebendo que elas usavam um simples chanti longo que envolvia os corpos, enquanto que o dos homens era apenas um saiote de costura simples, sendo que escravos usavam somente a cor branca. As escravas usavam cabelos curtos, com braceletes de metal no punho e ao ousar olhar para frente, mantendo o seu olhar baixo, evitando subir o olhar para o rosto do Faraó, pois era um crime gravíssimo olhar para o rosto de um Deus, ele observa duas jovens tirando a roupa dele e joias, enquanto que a terceira entrava no cômodo imenso para preparar o banho, com o jovem de orbes ametistas olhando para as portas duplas atrás dele e que foram abertas para que escravos fortes, usando um chanti preso na cintura e com braceletes de metal, entrassem carregando água em vasos grandes, com ele notando o vapor neles, acreditando que iriam despejar na imensa banheira que lembrava uma piscina.

De fato, eles despejam o conteúdo dos vasos de barro na banheira e após fazerem isso, eles se retiram, conforme surgia um perfume agradável no ambiente.

Quando o adolescente olhou para o seu mestre, evitando olhar para o rosto dele, acabou encontrando o seu corpo bronzeado nu e corou intensamente, enquanto engolia em seco, com os seus olhos se dirigindo para a virilha sem qualquer controle, esbugalhando os seus olhos ao ver o tamanho e grossura, mesmo em seu estado relaxado, chegando a conclusão que ele era bem dotado ao mesmo tempo em que notou que o Faraó não se importava de ficar nu, expondo a sua pele ocre profundo, conforme as escravas olhavam de forma natural para o corpo, terminando de retirar as últimas joias, as depositando com cuidado em uma das mesas, com Yuugi acreditando que elas agiam dessa forma por ser algo natural, provavelmente, por terem feito isso centenas de vezes.

Atemu notou os olhares discretos do jovem, percebendo a surpresa em seus olhos, assim como o medo que enevoava os orbes ametistas expressivos e que cuja cor envergonhava a mais bela ametista, fazendo com que ficasse triste, sabendo que precisava banir, urgentemente, o medo naqueles olhos que envergonhavam o mais belo lótus.

O jovem torna a baixar o olhar, olhando para os pés do Faraó e das escravas se dirigindo para o banho, enquanto sentia o suor frio em sua pele e o tremor que nunca lhe abandonou em virtude do único motivo, a seu ver, de estar no quarto do seu mestre e que era para satisfazê-lo, fazendo-o ficar atemorizado com esse pensamento.

Ele percebe que não ouve nenhum som, sendo que esperava ouvir o soberano de Kemet estuprando as escravas e o fato de não ouvir qualquer som, o deixou surpreso.

O adolescente vivencia minutos aterrorizantes, temendo que fosse chamado para dar prazer ao monarca, enquanto o mesmo era banhado, com o jovem passando a se abraçar, enquanto orava as divindades para que o seu mestre não tivesse interesse em tomá-lo, embora duvidasse que pudesse se livrar desse fardo.

Nos minutos agonizantes que se seguiram, com o seu coração martelando em seu peito, enquanto o suor frio se acumulava em sua pele, conforme ouvia os sons de passos e de tecidos, ele percebe que as escravas saíram ao olhar para os pés pequenos que se retiravam, com ele percebendo que levavam as roupas do Faraó, provavelmente, para lavá-las, sendo ciente de que o seu mestre falou algo para elas e o motivo de não ter ouvido a ordem, foi porque se encontrava demasiadamente apavorado, com o som do seu coração aterrorizado martelando em seus ouvidos, enquanto se amaldiçoava por não ter se preocupado em ouvi-las.

Yuugi ouve um suspiro triste e igualmente cansado, o deixando surpreso e após engolir em seco, reunindo a parca coragem que possuía, ele ergue timidamente os olhos, se limitando até o tórax, percebendo que o Faraó usava a pirâmide dourada invertida no pescoço e abaixo da cintura, jazia um chanti branco e com costuras elaboradas, preso por uma faixa dourada na cintura, contendo joias encrustadas, sendo que havia um rubi no centro e presa a esta faixa da cintura, além do saio curto, se encontrava uma faixa de seda que ultrapassava em três dedos a bainha do chanti. Ela era vermelha com fios dourados e ornamentados com bordados de escaravelhos, cujos olhos e patas continham joias encrustadas na seda.

O jovem observa o imperador se sentando em um dos bancos ricamente adornados em uma postura relaxada, sendo que havia abaixado o olhar quando o seu mestre sentou, visando evitar que os seus olhos se encontrassem, para depois, ouvir a voz do mesmo, que faz o seu coração bater em um solavanco, apesar do tom gentil:

- Sente, Yuugi.

O escravo se prepara para sentar no chão em posição submissa de joelhos e cabeça abaixada, quando cessa o seu ato ao ouvir o seu mestre falar, observando um braço bronzeado que indicava um assento, quase na frente dele:

- Nessa cadeira.

Yuugi fica confuso, pois, ele era um escravo e em tese, devia sentar-se no chão.

Porém, mesmo confuso com o pedido inusitado, ele decide cumprir prontamente a ordem dada para que não fosse punido, enquanto se recordava do tom que foi usado por Atemu e que era muito diferente do que ouviu no salão. Era a sua voz barítono usual, mas, foi pronunciado gentilmente, sendo o oposto do que ouviu no salão real.

Após se sentar, o adolescente de cabelos tricolores ouve o Faraó suspirar de alívio e mesmo estando curioso para saber o que ele faria, o seu olhar não abandonou os pés dele.

- Erga o rosto, por favor.