Notas da Autora

Jounouchi fica...

Nuru se encontra...

Yuugi está...

Kisara se encontra...

Yuugi se encontra com Atemu e...

Yo!

Eu desejo um Feliz Natal repleto de felicidade e saúde para vocês e as suas famílias.

Tenham uma boa leitura XDDD

Capítulo 45 - Apreciação

O loiro fica preocupado ao ver que o semblante dela estava umedecido em lágrimas e prontamente, a acompanha, para depois, torcer os punhos ao ver que a sua amada estava ao lado do corpo de um casal que havia sido jogado de qualquer jeito, como se fossem lixo.

O adulto com olhos cor de mel emite algumas ordens para os seus guardas que consentem, com um deles pegando um tecido que avistaram em um varal ao lado da casa, para depois, jogar em cima dos corpos dos pais dela, sendo que a morena estava agachada ao lado deles e observava com evidente surpresa em seu semblante, os guardas erguendo delicadamente os corpos deles, levando-os em seguida para a carroça, os ajeitando com cuidado.

A bronzeada olha para o lado, ainda exibindo um misto de surpresa e dor, observando o loiro se aproximando e ao ficar na frente dela, seca gentilmente as suas lágrimas com o polegar, falando:

- Vou pagar pela mumificação deles e conseguirei uma tumba para eles. Eles merecem ter a vida além da morte. Não se preocupe. Eu garantirei isso ou não me chamo Jounouchi.

Ele afasta as suas mãos dela, com a jovem sorrindo, enquanto agradecia de coração pelo ato dele ao mesmo tempo em que sentia as suas bochechas se aquecerem.

O nobre fala, sem jeito, enquanto estava corado:

- Eu fico feliz em poder ajudar. Você passou por tanta coisa. Se eu puder aliviar o seu sofrimento, eu ficarei feliz.

- Eu acredito que quando começar a trabalhar para o senhor, poderei ressarci-lo do custo da mumificação, pois, quero repor o que gastou com os meus pais.

Ele sorri gentilmente, enquanto falava:

- Use o que receber para comprar o que deseja. Se bem, que desejo a liberdade de comprar algumas coisas para você. Inclusive, precisará de um guarda-roupa a altura de uma serva pessoal. Assim que sairmos daqui, vou levá-la até algumas lojas para comprarmos alguns itens. Você permite que eu compre algumas coisas para você? Você pode usá-las ou não.

- Está perguntando para mim? – ela pergunta, demonstrando surpresa em seu semblante.

- Claro. Você não tem que usar o que não gosta. Além disso, estamos falando de você. Você não é algo. É um ser humano.

Ela cora intensamente, para depois, consentir, com ele confessando que a achava fofa quando corava.

- Você quer pegar algo da casa? Afinal, você deve ter bens pessoais. Ademais, precisamos pegar os bens dos seus pais para colocarmos na câmara mortuária deles. Mesmo que seja, apenas, algumas coisas, é preciso que os acompanhem.

Ela consente e fica surpresa ao ver que ele a ajudava, colocando em um canto da carroça os itens que tiravam da casa, juntamente com a ajuda dos guardas, para depois, eles partirem do local, sendo que o loiro fez algumas perguntas sobre o administrador daquelas terras e a qual sacerdote ele respondia.

Após obter as respostas, ele fica ansioso para falar pessoalmente com o seu amigo, pois, havia detectado alguns procedimentos errados que foram adotados contra a bela bronzeada.

Afinal, ele e os seus amigos odiavam bastardos aproveitadores, que se aproveitavam da ignorância de muitos ou do poder que possuíam para poderem tirar proveito, agindo de forma errônea e igualmente contrária as leis.

Jounouchi é ciente de que Atemu ficará muito feliz de mostrar a sua fúria divina, enquanto que o loiro sorria de canto ao imaginar o que aconteceria com os responsáveis que se aproveitaram de uma inocente, sendo que a bronzeada não compreendia o motivo do loiro sorrir consigo mesmo, olhando um ponto qualquer, como se estivesse imaginando algo.

Mais tarde, com os pais dela sendo entregues aos mumificadores, eles se retiraram do local e tudo o que pertencia a genitora e padrasto de Nuru foi colocado em um quarto dentro do palácio dos pais do loiro, temporariamente, para depois, serem levados para a câmara mortuária dos pais da bronzeada quando o mesmo estivesse pronto, juntamente com os corpos mumificados e o que pertencia a Nuru foi colocado no quarto dela.

Os genitores do adulto com olhos cor de mel estavam ausentes, juntamente com a irmã mais nova dele, pois, os três resolveram fazer um passeio a margem do rio Nilo, frustrando os planos dele de apresentar a sua amada para eles. Somente o escriba da família estava no local e olhava com curiosidade para a jovem que estava ao lado do nobre, que a puxou delicadamente pela cintura para ficar ao lado dele e não atrás, fazendo-a corar intensamente, enquanto sentia calafrios prazerosos onde a mão do loiro a tocou.

O filho do Grã Vizir orientou o escriba sobre as pessoas que viriam pegar o dinheiro, a quantidade e os documentos que esses mesmos homens deveriam entregar, frisando o fato dele pegar todos os documentos inerentes a compra, com o escriba anotando, para depois, se afastar, pois precisava fazer outros relatórios.

O motivo de frisar os documentos e que não revelou ao homem a sua frente era para que esses documentos se juntassem as provas da investigação do Faraó, quando o informasse do ocorrido.

Enquanto isso, os guardas do loiro devolveram os animais aos mercadores, enquanto que a bronzeada levou a sua amiga para um dos cercados que ficavam próximos das cocheiras que pertenciam à família de Jounouchi, para que ela pudesse relaxar, com a mesma apreciando o local espaçoso que lhe permitia correr.

Após ver que a sua amiga estava apreciando o local, ela se vira para Jounouchi e sorri, agradecendo-o pela ajuda, com o nobre falando, enquanto sorria:

- Não precisa agradecer. Eu fico feliz em ver o seu sorriso – a bronzeada cora quando ele fala isso - O que acha de fazermos compras, agora? Assim, terá roupas e joias para usar mais tarde, pois, eu e os meus amigos vamos visitar outro amigo e temos tempo até nós encontrarmos. Eu falo isso, pois você deve desejar um banho, depois de tudo.

Ela fica surpresa pela consideração dele e sorri timidamente, falando:

- Acho melhor fazermos compras. Mas saiba que quero pagar pelo que o senhor esta gastando.

- Quando estivermos longe do público, pode me chamar de você ou pelo meu nome. É uma pena que em público, precisamos manter a etiqueta por eu ser um nobre. – ele fala em um suspiro.

A bronzeada nota o pesar sincero dele e sorri, ouvindo o loiro falar:

- Eu quero dar presentes para você. Portanto, não desejo retribuição. Inclusive, eu quero comprar algumas coisas. Saiba que é livre para recusar o uso. Claro, você vai escolher a roupa que preferir, mas eu queria dar algumas joias.

Ela fica surpresa e comenta:

- Eu entendo... Por mim, tudo bem.

- Ótimo, vamos.

Ele sorri e ela consente, o seguindo.

Enquanto isso, no Palácio de Atemu, Yuugi se encontrava intensamente corado, enquanto estava na grande banheira do seu quarto, pois, algumas servas e escravas foram até o seu quarto sobre ordens do Faraó para dar um tratamento da nobreza para ele e como se tivesse voltado de uma longa viagem, precisando de cuidados adicionais, sendo que isso consistia delas banhá-lo, além de tratarem dos seus cabelos e pele. Nesse último caso, havia jovens no quarto que eram excelentes em massagens para massagear o corpo dele com óleos perfumados, após o banho.

Ademais, também tinha outras servas que traziam vestimentas em seus braços escolhidos pessoalmente por Atemu para que ele usasse, além de algumas maquiagens em uma mesinha, assim como havia o rímel para fazer o detalhe dos olhos, como qualquer egípcio.

Após o susto inicial pela quantidade de escravas e servas que adentraram o seu quarto, o acordando, ele estava quase que paralisado pelo inesperado, enquanto corava intensamente, com a cor carmesim sendo uma cor insistente em suas bochechas, desde que começaram a despi-lo, após alguns escravos trazerem água quente para a banheira, para depois saírem do quarto, sem antes se curvar para o jovem.

Afinal, em termos de hierarquia de servos, Yuugi estava acima de qualquer um deles por ser servo pessoal do Faraó e mesmo um simples servo, estava acima de qualquer escravo.

O jovem de cabelos tricolores nunca sentiu atração pelo sexo feminino desde que entrou na puberdade, sendo algo que ocultou dos seus pais e dos demais membros da vila em que nasceu. Apenas era curioso e desde que ficou mais velho, reparou que somente tinha algum interesse em corpos masculinos.

Portanto, mesmo com os toques delas em sua pele, ele não sentia qualquer excitação e o motivo de ficar extremamente corado pelos toques era por ser tímido, juntamente com o fato de não estar acostumado a ser banhado, sendo que suspirava em desalento ao saber que a "tortura", por assim dizer, continuaria após o banho, com massagens e óleos perfumados, para depois, colocarem a roupa nele, penteando os seus cabelos e o maquiando da mesma forma que os egípcios.

Não muito longe dali, Shamun estava olhando para o céu, sendo que havia decidido deixar o imperador dormir até mais tarde, tanto pelo horário que terminou a festa, quanto pelo fato da dor de cabeça e cansaço futuro que o soberano teria quando precisasse organizar os presentes e decidir a sua localização definitiva, além do início da punição do mercador que estava preso na masmorra, embora este último fosse uma total satisfação para o Faraó, tanto quanto para Seto ao contrário dos outros compromissos anteriores, neste caso, do monarca.

Como era Grão Vizir e Conselheiro real, ele usou a sua autoridade na ausência de Atemu para decidir, temporariamente, onde os presentes seriam colocados e como deveriam ser tratados, sendo que o mais fácil foi em relação as novas escravas sexuais recebidas de presente e que foram levadas provisoriamente ao harém público para os visitantes, sendo que havia outro harém, o real, para uso exclusivo do Faraó.

Quanto a enorme dragoa da neve sagrada que ainda estava no Salão real, o idoso havia ficado aliviado ao ver que ela não havia se mexido e estava comportada, por assim dizer, olhando esporadicamente para os servos, escravos, guardas, sacerdotes e outros nobres que passavam um pouco longe dela, com o Conselheiro percebendo que a maioria esmagadora resolveu tomar o caminho mais longo para o destino deles, apenas para verem o imenso dragão que gerou um murmúrio em todo o palácio ao mesmo tempo em que criou um frenesi entre todos, fazendo-os desejarem ver o ser que derrubou dois Deuses, apenas para ser subjugado por Raa no Yokushinryuu.

Shimon acreditava que Yukiko se mantinha comportada para evitar problemas ao Yuugi, pois, acreditava piamente na ameaça do Faraó, que nada mais era do que um engodo bem planejado e perfeitamente executado para obter obediência dela sem precisar usar a coleira.

O ex-portador do Sennenjou conhecia o Faraó desde que era um bebê e sabia como era o coração do imperador.

Portanto, era plenamente ciente de que Atemu odiava usar a coleira e por isso, preferiu ameaçá-la ao usar alguém especial para ela, visando a sua obediência.

Ele sai dos seus pensamentos e volta a examinar um papiro que tinha em mãos para se certificar de que todos os presentes recibos estavam devidamente anotados para a reunião com o Faraó, visando definir o destino deles.

Enquanto isso, próximo do palácio, na mansão do shinkan Seto, Kisara se encontrava na mesma situação de Yuugi, pois, ela também estava na grande banheira do seu quarto, sendo banhada por servas, enquanto que no quarto havia escravas que iriam fazer massagem com óleos perfumados e outras que iriam vesti-la. Também havia uma serva que era a responsável por aplicar a maquiagem egípcia nela e tal como o jovem de orbes ametistas, a prateada se encontrava com uma cor carmesim permanente na bochecha, desde que foi acordada e assim como o adolescente de cabelos tricolores, suspirava ao saber o que a aguardava, após o banho.

Afinal, Seto mandou que fosse dado o tratamento de um nobre que havia voltado após uma longa viagem e como tal, as servas e escravas agiam de acordo com a ordem emitida.

No palácio do Faraó, após a massagem que o relaxou, sendo auxiliado pelo fato de suas nádegas terem sido cobertas por um tecido semelhante a uma toalha, Yuugi foi trocado com esmero, enquanto que o seu cabelo era escovado.

Após estar devidamente massageado, trocado e penteado, o jovem de orbes ametistas se sentou em um banquinho e foi maquiado por uma serva, para depois, o adolescente agradecer timidamente as mulheres que murmuravam o quanto ele era fofo, com o jovem tendo absoluta certeza que elas procuraram tocar a pele dele, além do que era necessário em virtude dos olhos brilhantes delas e murmúrios de como ele era fofinho, principalmente quando corava.

O jovem se aproxima do espelho e observa a pintura de rímel embaixo dos seus olhos, parecendo esticá-los através do traço escuro feito com pincel, percebendo que haviam usado uma espécie de pó em seu rosto, para depois, descer os seus olhos para o seu corpo, ficando estupefato ao ver a transformação.

Ele usava um kalasiris e um chanti simples, mas, não menos bonito, confeccionado com detalhes dourados e cuja faixa na cintura era em tom lilás com detalhes prateados. No seu pescoço jazia um oskh formado por anéis dourados e que cobria o peitoral, enquanto que os seus antebraços e tornozelos estavam cobertos por tiras douradas, sendo que as sandálias eram feitas de papiro trançado, ornamentado com uma joia ametista na parte de cima, além de ter detalhes dourados.

Então, após se encontrar pronto, elas se retiram, com Yuugi se dirigindo timidamente até as portas duplas do quarto de Atemu, conforme orientação das servas.

Os soldados que guardavam a porta e que possuíam uma aparência intimidante, o reconhecem de imediato e permitem a sua entrada.

Antes de entrar no quarto do imperador, os orbes ametistas voltam a olhar para o lado, na direção do quarto dele, avistando os guardas que estavam em ambos os lados da porta, sendo que havia ficado surpreso ao descobrir que tinha a proteção de dois guardas, também, assim como o Faraó, desconsiderando o fato de haver mais guardas que franqueavam o corredor extenso e que estavam atentos a qualquer barulho suspeito.

Após entrar, ele passa a admirar o quarto imenso dividido em cômodos por divisórias de tecidos até que avista em um dos cômodos, o mais espaçoso e luxuoso, a enorme cama do imperador e que era maior do que uma cama King size, sendo que o nobre estava dormindo profundamente com o Sennensui próximo dele.

Com as bochechas coradas, o jovem observa os traços másculos do rosto do governante, sendo que o leve brilho do objeto dourado em virtude dos raios de sol que adentraram dentre algumas cortinas da imensa janela, incidindo sobre a pirâmide invertida, faz os seus olhos se voltarem para o Sennen Aitemu.

Então, um movimento na cama chama a sua atenção e Yuugi cora ainda mais intensamente, se possível, ao ver Atemu se levantar, exibindo o olhar predador de um tigre que fitava um pequeno gatinho, sendo que o jovem se sentia como se fosse esse gatinho sobre o olhar intenso dos orbes carmesins que o observavam com apreciação, parecendo duas chamas intensas repletas de luxúria.

Ele engole em seco, sendo que o seu coração parecia querer sair do peito em virtude das suas batidas frenéticas, enquanto que as palmas de suas mãos se encontravam úmidas ao mesmo tempo em que sentia borboletas em seu estômago, além da fraqueza momentânea em suas pernas, conforme se perdia nos olhos rubis e que cuja incidência dos raios de sol os faziam brilhar, com o jovem sentindo que era devorado pelo olhar intenso, conforme via as esferas carmesins o observando com deleite dos pés a cabeça.

Inclusive, se fechasse os olhos, poderia ver um tigre imponente e voraz na cama, com orbes carmesins profundos e lascivos, enquanto que se encontraria no chão, enrolado em uma bola peluda como um pequeno gatinho felpudo e fofo sobre o olhar intenso do majestoso felino e seu porte imponente.