Notas da Autora
Bakura fica surpreso quando Kura revela...
No palácio, Atemu e Yuugi...
Akhenaden se encontra...
Yo!
Eu peço desculpas pela demora.
Tenham uma ótima leitura.
Capítulo 52 - Começo do jogo
Eles avistam vários homens usando joias e mantos, além de usarem armas em suas cinturas, cavalgando em cavalos, com alguns deles carregando bebidas alcóolicas, sendo visível o fato de muitos estarem embriagados.
O povo fugia da frente dos cavalos que galopavam ao comando de seus mestres, irrompendo o chão abaixo dele com os seus cascos e levantando uma densa nuvem de poeira, conforme os sons dos cascos se chocavam no solo e revibravam pelo local, sendo que todos param em frente ao seu rei ao puxarem as rédeas, fazendo com que alguns empinassem pela freada brusca, para depois, curvarem o dorso em cima dos lombos dos animais, com Kura arqueando a sobrancelha ao ver que Akeifa massageava a testa, para depois, suspirar e falar, cruzando os braços na frente do tórax, passando a exibir um semblante furioso:
- Que ideia é essa de beberem até ficarem embriagados? Vejo que a maioria está longe de estar minimamente sóbrio. Vocês estão pensando o quê? Não estamos no nosso acampamento. Estamos em uma vila e quando ficam bêbados, seus reflexos ficam lentos. O que vocês fariam se houvesse soldados aqui? Além disso, no estado que muitos de vocês se encontram atualmente, mesmo um aldeão sem qualquer treinamento conseguiria derrubá-los! – ele exclama o final com raiva.
Nesse interim, enquanto ele dava bronca aos que não se encontravam sóbrios e que haviam abaixado a cabeça por vergonha, conforme concordavam com as palavras contundentes do seu rei, os outros ladrões que beberam, mas, que não estavam bêbados por terem tomado, apenas alguns copos, decidindo saquear as bebidas para beberem livremente no acampamento, olhavam com censura para os que se embriagaram.
- Mas, queríamos... – um dos bêbados tenta debilmente argumentar, até que um olhar de aviso de Bakura, o silencia eficazmente.
- Saqueassem as bebidas e as levassem ao acampamento. Aí, poderiam beber até se embriagarem! Mas nunca se embriagar longe do acampamento!
Todos pedem desculpas, sendo que o Rei dos ladrões olha para os lados e avista alguns cavalos presos em um cercado com um anúncio de venda. Ele se vira para o prateado que estava de braços cruzados e fala, apontando para os animais:
- Escolha o que você gostar. Eu irei levar o resto para o meu acampamento. Tivemos novos membros e eles precisam de cavalos.
Kura pula com maestria a cerca e escolhe aquele que ele mais gostava, montando no pelo do mesmo, enquanto segurava a crina, demonstrando a sua escolha. O bronzeado faz um sinal para alguns dos seus bandidos que vão até os cavalos e amarram os cabrestos em uma única corda para levá-los.
O prateado se aproxima de Bakura, enquanto o mesmo colocava dois dedos nos lábios, para depois assobiar, fazendo surgir um cavalo de manto castanho que trota até o seu cavaleiro ao surgir da periferia da vila e passa a se posicionar ao lado dele para ser montado.
Após apeá-lo habilmente, o Rei dos ladrões nota o olhar deles para o prateado e fala:
- Ele será o meu braço direito. O seu nome é Kura.
Todos ficam surpresos com o anúncio e ao verem o sorriso extremamente sádico do novato, eles passam a sentir calafrios na espinha, para depois, olharem a felicidade dos olhos do seu rei e se ele estava feliz, eles deviam ficar também, por mais assustador que fosse o recém-chegado.
- Vamos, homens!
Nisso, eles gritam consentindo, erguendo os punhos no ar, enquanto alguns deles faziam os cavalos empinarem, para depois, fazerem os animais partirem a galope do local em direção ao deserto que se estendia à frente deles, levantando uma densa nuvem de poeira em seu rastro.
Bakura sai das suas recordações quando Kura fica no lado dele. Ele usava joias saqueadas de tumbas, além de usar um chanti de costuras requintadas, ornamentado com pedras preciosas e ouro, enquanto que no pescoço usava um oskh, gola larga coberta por joias, cobrindo o peitoral, juntamente com anéis e tornozereiras douradas, possuindo em seus pés sandálias de papiro, sendo que somente Faraós, sacerdotes e nobres usavam calçados, além de serem visíveis armas presas em sua cintura. Todos os itens eram oriundos do saque da tumba de um nobre abastado.
- Um homem que representa o mesmo nobre que nos abordou naquele dia, está aqui.
- Hunf! Pelo visto, não desiste fácil e enviou um representante dele para um provável abate. É um covarde nojento. Bem, ele é um nobre. Eu não esperaria outra conduta.
- O idiota diz que o senhor dele tem uma proposta tentadora e acredita, piamente, que não irá recusar. Será que o meu Ka também irá se divertir, se aceitamos a proposta do nobre?
Kura havia conseguido criar o seu Ka com os ensinamentos do Rei dos ladrões, sendo que o monstro dele não devia nada para o do Rei dos ladrões e ao contrário daquele que habitava o coração do bronzeado, o Ka do adolescente era tão sádico quanto o seu mestre para diversão do egípcio, pois, ambos tocavam o terror. Os ladrões do seu séquito também tinham um Ka, embora eles fossem fracos se comparados aos monstros de Kura e de Bakura.
- Veremos... O homem parece estar confiante na proposta que trouxe consigo. Eu imagino como ele encontrou o nosso acampamento.
- Aceitou ser trazido amarrado e vendado, conforme ordens expressas do seu senhor.
- Um tolo obediente.
- Ele foi trazido coberto por um capuz. Portanto, não conhece o caminho para o nosso acampamento. Insistiu com um dos nossos ladrões que aceitou o seu pedido, após ouvir a proposta.
- Esse ladrão também sofrerá as consequências se eu não apreciar a proposta.
- Ele está junto desse idiota. – o prateado fala.
- Ótimo. Irei vê-lo.
O bronzeado se levanta e caminha para fora da sua tenda, se dirigindo ao representante do nobre e o ladrão que o trouxe, acompanhado pelo seu braço direito, que também era o seu amante.
No Palácio do Faraó, mais precisamente na Ala Real, Yuugi era conduzido por Mahaado. O adolescente, assim como Kisara, queria compreender o motivo dos olhares de surpresa que todos dedicavam a ambos ao olharem para os pés deles, sendo visíveis olhares perplexos, enquanto que outros ficavam embasbacados e quando ia perguntar o motivo, o shinkan detém os seus passos e o ex-sacerdote percebe que estavam em frente a uma porta dupla ladeada por guardas em ambos os lados.
Quando o chefe da corte dos magos olha para o jovem, percebe que o mesmo demonstrava curiosidade ao olhar para os lados.
Então, ele explica, chamando a atenção do adolescente de cabelos tricolores:
— O filho de Hórus deu ordens que eu o trouxesse até a sua câmara. Agora, vou levar Kisara até o shinkan Seto.
Ele apoia gentilmente a mão no ombro do adolescente, para depois se afastar do local, seguido pela prateada que se despede do seu amigo, sendo que Yuugi viu pelo canto dos olhos os guardas abrindo as portas duplas, para depois, retornarem a sua posição usual.
Ao entrar, ele sente o cheiro de comida e seguindo o odor aprazível, encontrou uma mesa lindamente adornada e igualmente farta contendo vários alimentos. O ex-sacerdote somente reconheceu alguns, sendo que não se importava de desconhecer do que eram feitos os demais, pois, era ciente que eram provenientes da culinária daquele império.
Porém, pelos cheiros que desprendiam dos deliciosos alimentos, conseguiu identificar, ao menos, alguns ingredientes usados no preparo.
Conforme o maravilhoso cheiro o inebriava, o seu estômago roncava de fome, fazendo-o corar intensamente para o prazer de Atemu que apreciava imensamente a cor carmesim nas bochechas de coração do adolescente. A seu ver, era uma cor linda e lutou com muito custo para não relar o dedo das bochechas coradas, conforme se aproximava do seu amado.
O jovem de orbes ametistas se surpreende ao ver que o Faraó estava ao seu lado, pois, estava tão entretido pelo farto e opulento banquete que não havia percebido o imperador, que se movia com a imponência de um tigre na opinião de Yuugi.
- Sente-se e vamos comer. – ele pegou uma cadeira e a afastou para que o adolescente pudesse sentar nela.
- Não precisava... – o jovem fala sem jeito, pois, havia compreendido o status do Faraó para aquele povo e que era acima dos títulos reais que havia presenciado em outras culturas.
Ademais, podia sentir um calor aprazível surgir nele, assim como borboletas no estômago, enquanto o seu coração batia rapidamente com a aproximação dele, sendo que as suas bochechas se encontravam coradas.
O adolescente de cabelos tricolores não compreendia o que eram aquelas reações que sentia na presença do seu mestre, sendo que elas eram aprazíveis, além de tentar compreender porque havia pensado várias vezes em Atemu, enquanto seguia Mahaado.
Ele sai dos seus pensamentos com a voz barítono ressoando no ambiente:
- Eu faço questão. Aqui, dentre essas paredes, somos Atemu e Yuugi. Portanto, relaxe.
- Obrigado. – ele agradece e senta, vendo o governante de todo o império retornar para a sua cadeira.
- Não quero ser indelicado, mas, qual a ocasião especial para esse banquete?
Atemu arqueia o cenho e pergunta, após servir vinho para Yuugi em uma taça de ouro, antes de servir a si mesmo:
- "Ocasião especial"?
- Bem, é um banquete demasiadamente farto e opulento. – ele fala, fazendo um gesto abrangente com as mãos para a mesa, visando enfatizar o que estava falando.
- É o banquete usual servido nas refeições.
O jovem fica surpreso e enquanto processava o que o nobre disse, se recordou da noite passada, na festa em que foi dado de presente a Atemu, pois, era o aniversário do Deus vivo de todo o Kemet.
De fato, aquela era uma refeição usual. A mesa do banquete na festa de aniversário dele era mais farta e imensa, com alimentos que foram moldados pelos cozinheiros em forma de decorações quase que artísticas e que eram tão lindas, que o jovem quase sentiu dó de comer por estarem impecáveis.
Yuugi pega a taça e beberica da substância de cor semelhante ao rubi. Apesar de ser doce, ele sentia o gosto do álcool e conforme provava aquela bebida, agradecia mentalmente ao fato de ter se acostumado no passado, a provar bebidas quando a sua vila natal fazia as festas em homenagem aos Deuses e como filho do Sumo sacerdote, ele tinha que provar da mesma bebida do genitor.
Além disso, conforme sorvia o liquido agridoce, descobriu que era mais adocicado do que as bebidas que a sua vila fazia.
Após tomar alguns goles, o jovem se põe a comer e enquanto enchia o seu prato, desejando provar de tudo um pouco, ele cora ao ver que Atemu estava olhando para ele e que exibia um olhar de genuína diversão.
Mesmo que o Faraó demonstrasse diversão, Yuugi pergunta com hesitação em sua voz ao mesmo tempo em que a sua mão detinha o seu ato, vendo o imperador arquear o cenho para o seu gesto:
- Desculpe. Eu deveria ter esperado que se servisse.
Ao compreender a preocupação daquele que amava com toda a força do seu ser, o governante fala:
- Aqui, não somos servo e mestre. Aqui, eu não sou um Deus, como tenho que ser e agir para com o meu povo. Aqui, nesse lugar, somos apenas Yuugi e Atemu. Sou um homem e não o Deus vivo, filho de Rá. Portanto, fique a vontade, pequeno.
Yuugi cora levemente frente ao apelido, sendo que percebeu que não achava ruim e de fato, ele tinha uma estatura bem baixa se comparada a do Faraó.
O imperador fica feliz ao ver que o seu amado não se importou com o apelido e sorri ainda mais, com o coração do adolescente falhando uma batida frente ao sorriso do governante de todo o Kemet.
Então, ele volta a se servir e enquanto começava a se banquetear, Atemu passa a comer, ficando admirado pelo apetite voraz do jovem, cujos orbes envergonhavam a mais bela ametista.
Horas mais tarde, longe da Ala real, mais precisamente em um dos Ueju no Shinden, Akhenaden estava no alto de uma pequena pirâmide que continha degraus, sendo que se encontrava no centro de uma pirâmide imensa que guardava as placas de pedras contendo os Ka selados. Ele exibia um semblante pensativo, quando uma voz o saúda, o tirando dos seus pensamentos, com o portador do Sennengan passando a olhar para o recém-chegado.
- Fico feliz em encontrá-lo, Hem-netjr Akhenaden.
Notas finais.
Yo!
Eu quero agradecer a unknown90000 por favoritar a fanfiction.
