Notas da Autora

O Faraó decide...

Yuugi fica...

Os amigos de Atemu...

Kisara fica...

Yukiko decide...

Capítulo 60 - A surpresa inesperada de Kisara

O monarca falou com uma voz gentil, enquanto mantinha um semblante impassível:

- Podem se levantar. Eu irei fornecer um transporte até Per-bast, após terminar o Qenbet. Afinal, vocês falaram que esgotaram todos os seus recursos para buscarem a justiça que mereciam.

A mulher ficou estupefata, assim como os seus avôs, enquanto assimilavam a oferta, sua voz e semblante, para depois, consentirem em usino, com os três se levantando, sendo que procuravam não olhar diretamente para o rei sem autorização expressa.

O monarca faz um sinal discreto a um dos soldados que estavam ali perto, que prontamente se aproxima do governante, para depois, se curvar em respeito, com o rei transmitindo as suas ordens em relação ao casal e a mulher, com o soldado se curvando, novamente, enquanto os orientava a segui-lo.

Após abraçarem a sua neta grávida, eles se curvam em gratidão ao soberano de todo o Kemet, sendo visível a emoção em seus olhos, juntamente com um imenso sorriso que exibiam em seus semblantes cansados, sendo que também demonstravam um misto de alívio e de choque pela sentença do Faraó para o homem que os atemorizou e roubou tudo deles, pois, o que eles receberam se encontrava acima do que haviam pleiteado e isso os deixou agradavelmente chocados.

Afinal, nem nos seus sonhos mais surreais, eles conseguiriam imaginar tal sentença.

Então, eles se retiram, tomando o devido cuidado de não virarem as costas para o monarca, enquanto seguiam o soldado que os posiciona próximo dele e após se retirarem, Atemu retorna ao seu trono e faz um aceno discreto a Shimon, o Tjaty (Grã Vizir), que se se aproxima, enquanto se curvava levemente.

- Mande o Medjay investigar o superintendente e os subordinados responsáveis pelas terras em Per-bast.

- Sim, Per'a'ah.

Então, os julgamentos e decisões recomeçam, sendo que durante todo o tempo que durou o Qenbet, o monarca manteve os seus dedos entrelaçados com os de Yuugi que corava intensamente, enquanto sentia o seu coração bater freneticamente, além da sensação agradável em seu corpo e das borboletas esvoaçantes em sua barriga perante os breves olhares que o Faraó dedicava a ele, passando a afagar gentilmente com o polegar a pele acetinada do adolescente, provocando arrepios prazerosos no local.

Algumas horas depois, o Qenbet foi encerrado, com Atemu se levantando do trono, para depois, o ex-sacerdote se levantar, com Kisara se levantando para se juntar ao sumo sacerdote que a aguardava próximo da porta secreta que ficava atrás do trono, enquanto que os demais sumos sacerdotes formavam uma linha respeitosa, sendo que o primeiro a entrar em um pátio externo atrás do trono, cujo acesso era realizado por uma porta secreta, foi o Faraó com Yuugi atrás dele, que fica maravilhado ao ver que era um jardim exuberante com uma bela lagoa e plantas diversas.

Havia almofadas amontoadas em cima de uma espécie de altar e que eram destinados ao rei, sendo que o jovem notou que havia outras almofadas ao lado desta, além de mesas baixas e outras almofadas dispersas no entorno, provavelmente usadas pelos membros do Rokkushinkan e convidados.

Após todos se acomodarem, Kisara senta ao lado do seu mestre em uma das almofadas macias posicionadas ao lado dele, assim como Yuugi sentava ao lado do seu senhor que passa a ser servido prontamente por uma serva que serve vinho em uma taça dourada cravejada de joias, sendo que é fornecida uma taça dourada bonita ao jovem de orbes ametistas que é prontamente servido, enquanto eram trazidas bandejas com petiscos.

A prateada também sorvia um gole em uma requintada taça de ouro, enquanto Seto conversava com ela, se servindo da bebida em sua própria taça dourada, também.

Após o superintendente das dançarinas e músicos fazer um discreto sinal com a cabeça, as dançarinas assumem as suas devidas posições, para depois, começarem a dançar em padrões atraentes ao som dos instrumentos dos músicos que prontamente sentaram em um canto.

O adolescente fica surpreso ao ver que Yukiko apareceu no outro lado, após alguns minutos, seguida de alguns soldados, sendo que o adolescente acreditava que a sua amiga havia sido obrigada a tomar outra rota para acessar aquele local em decorrência do seu tamanho imenso e conforme o esperado, todos os sons no ambiente cessam pelo estupor generalizado provocado pela aparição imponente dela, que deita placidamente em um canto destinado para a mesma e somente após ela se deitar, a música e as dançarinas recomeçam ao mesmo tempo em que as conversas em forma de murmúrios retornavam ao ambiente.

Yuugi observa a entrada de quatro homens e uma mulher por outra porta, sendo que eles eram escoltados por um servo que ao se aproximar do Faraó, se curva em respeito, antes de se retirar com um aceno discreto do monarca. A pele clara deles, com um discreto tom de bronzeado, os destacavam dentre os outros que tiram pele bronzeada mais escura, podendo chegar a um tom negro. A exceção entre eles era o homem de cabelos cor de areia e olhos violetas que exibia uma pele bronzeada, que era distinta dos seus amigos que andavam ao seu lado.

Os homens, seguidos de uma jovem de cabelos ônix compridos e olhos rubi, cuja pele era bronzeada, evidenciando a sua herança kemética, se curvam a Atemu, com o jovem notando a felicidade dos olhos do seu mestre ao olhar para eles e conforme os observava se recordava de que eles foram os mesmos que lhe fizeram companhia na noite em que foi dado de presente ao governante de todo o Kemet, sendo que haviam falado que eram amigos do Faraó e ao ver a reação do rei à presença deles, a afirmação deles havia sido confirmada.

O jovem sabia que o faraó não podia demonstrar mais do que um discreto sorriso em seu semblante pela presença deles por estar em público, sendo o mesmo para os seus amigos que se posicionam em travesseiros próximos do imperador, procurando conversar de forma respeitosa, com exceção do loiro que se chamava Jounouchi, se a memória do jovem não lhe faltava, que se levanta junto da bronzeada que o seguia mais atrás, indicando que era a serva pessoal dele.

O jovem de orbes ametistas arqueia o cenho ao ver que eles se dirigiam até o shinkan Seto e a sua amiga Kisara, sendo que ambos se encontravam entretidos em uma conversa agradável, embora a prateada buscasse manter um tom e postura submissa, assim como respeitosa, para o portador do Sennen Shakujou.

Ao olhar pelo canto do olho, o adolescente de orbes ametistas notou que o seu mestre também demonstrou curiosidade em seu semblante até que Honda se curvou na direção do seu rei, falando, enquanto apontava para o loiro e para a bronzeada, com o ex-sacerdote deduzindo que estava explicando a Atemu a conduta dele, percebendo uma face de agradável surpresa e depois, um aceno discreto por parte do rei.

"Eu sinto que Kisara e aquela bronzeada têm um cheiro semelhante. Isso evidencia que são parentes bem próximos. Provavelmente irmãs. Agora, eu tenho certeza." – a voz amável da albina surge na mente de Yuugi que ficou surpreso, pois, estava imerso em seus próprios pensamentos até alguns instantes, atrás.

"Como assim, "agora, eu tenho certeza"?"

"Eu consegui ouvir o que Honda explicava para esse desgraçado." – ela termina de falar o final com um grunhido de raiva à menção do Faraó, fazendo o amigo dela exibir uma gota.

"Eu não a culpo por pensar assim, considerando tudo o que ocorreu com você amiga."

"Fico feliz em saber disso. Além disso, ainda tem aquela maldita exibição pública. Provavelmente, será feito após esse descanso." – o jovem pode sentir a sua amiga revirando os olhos mentalmente, para depois, bufar.

"Você disse que conseguiu ouvi-los... Isso é incrível, considerando as conversas murmuradas e a música nesse local!" – o adolescente exclama mentalmente com animação, conseguindo detectar um sorriso gentil mental da albina.

"Seres que possuem uma audição sensível ao ponto de captar sons que a audição humana não consegue captar, precisam ser capazes de reduzir a cacofonia de sons nos ambientes. Um dos métodos que usamos é nos focar em determinados sons, isolando os demais ao ignorá-los. É algo que podemos fazer, inclusive, de forma inconsciente. Eu decidi me focar no que aquele bastardo e Honda conversavam entre si, ignorando o resto dos sons."

"Oh! Isso é bem prático." – Yuugi fala animado, podendo sentir um sorriso proveniente da sua amiga.

"Com certeza."

Nisso, eles começam a conversar mentalmente, com a albina explicando que não chamou Kisara para a conversa mental, pois, a prateada se encontrava demasiadamente entretida com o sacerdote desgraçado, segundo a opinião da dragoa que não havia perdoado o ato do shinkan ao ameaçar cortar a garganta de Yuugi com a lâmina escondida dentro do Sennen Shakujou, sendo que o jovem acreditava que ela nunca iria perdoá-lo.

Seto interrompe a conversa com a sua amada ao ver Jounouchi se curvando respeitosamente para ele, assim como a bronzeada um pouco atrás dele, com o loiro falando:

- Hem-netjr (sumo sacerdote e chefe dos templos) Seto.

Kisara, que estava entretida na conversa, embora procurasse manter uma postura subserviente e respeitosa, vira o rosto para frente visando ver os recém-chegados e fica sem palavras, enquanto exibia um semblante estupefato ao ver a sua meia irmã, sendo que julgava que nunca mais conseguiria vê-la, após a saída da sua família do vilarejo onde viviam.

A meia irmã dela sorri gentilmente ao mesmo tempo em que eram visíveis as lágrimas em seus olhos rubros, sendo o mesmo para a prateada que se encontrava em um misto de alívio e felicidade. Alívio por ver a sua meia irmã bem e felicidade por reencontrá-la, sendo algo agradavelmente inesperado.

- Nuru... – ela murmura com a voz embargada.

- Kisara...

O loiro explicou a situação ao sumo sacerdote que consente, para depois, falar, enquanto sorria gentilmente para a sua amada que estava à beira das lágrimas.

- Tem um local atrás de onde estamos. Pode ir para lá, junto da serva pessoal do Jounouchi.

A prateada fica agradavelmente surpresa pela autorização do seu mestre e se levanta, se curvando respeitosamente para ele, antes de pegar na mão da irmã que se curva ao seu mestre por estarem em público, para depois, se retirarem do local.

O loiro comenta com um sorriso no rosto ao ver ambas se afastarem:

- Após tudo o que passaram, fico feliz de poder juntar as irmãs.

- Concordo. Você a comprou, também?

- Sim. Consegui salvá-la do mercador e depois, salvei a égua que ela tinha desde que era criança. Também procurei garantir ritos funerários dignos aos pais dela. O superintendente daquelas terras e os seus subordinados serão investigados pelo Medjay.

- Os de Per-bast também, assim como aqueles Sepetas.

- Eu desconfiei.

Nisso, eles conversam mais um pouco até que Shada se aproxima de Seto para falar algo, com o loiro se curvando em respeito, para depois, retornar para junto dos seus amigos.

No local atrás de onde o portador do Sennen Shakujou se encontrava sentado conversando com o outro Hem-netjr, mais precisamente atrás de uma coluna com afrescos em sua superfície, as irmãs se abraçaram, chorando de felicidade, para depois, começarem a conversar animadamente entre si, contando tudo o que ocorreu com elas desde que as famílias as separaram.

Nuru ficou horrorizada com o treinamento que a sua meia irmã passou, sendo que ficou feliz por saber que o bastardo estava sendo punido pelo Faraó e pelo sumo sacerdote nas masmorras, antes que fosse enviado para trabalhar nas minas como escravo pelo resto dos seus dias. Kisara ficou feliz por Jounouchi ter salvado a bronzeada e comenta que tinha vontade de conhecer a amada égua dela, a Ebonee.

A meia irmã da prateada fica surpresa ao saber da amizade da dragoa imensa alva com Kisara e Yuugi, sendo que a meia irmã dela não fala das conversas mentais ao se recordar da promessa que fez para Yukiko.

Então, a morena pergunta em tom de confirmação com um semblante hesitante por não saber como a sua meia irmã se sentia sobre o ser dentro dela:

- Kisara, você sabe sobre a dragoa dentro de si, né?

- Sim. Mas, nunca a vi. Eu fico inconsciente quando ela aparece. Segundo o meu mestre, é porque ela é o meu Ba, além de Ka.

- É o mesmo no meu caso, mas, eu consigo manter uma consciência parcial e acredito que se treinar bastante, poderei me fundir a minha dragoa. Se eu conseguir fazer isso, ela será mais poderosa e eu ficarei plenamente consciente. Claro, é apenas uma suposição baseada em algumas observações pessoais.

Os olhos da prateada se arregalam e ela fala visivelmente surpresa:

- Isso é possível?

- Sim. Pelo menos, é o que eu acredito. O meu mestre e os seus amigos tem um Ka dentro de si, assim como cada um dos Hem-netj tem o seu. O Per'a'ah também tem um Ka. Todos eles conseguem controlá-los. Parece que Rishido, o general e superintendente do Medjay, também possuí um Ka e está treinando os seus melhores homens a usarem um Ka, caso o tenham dentro de si, após o julgamento dos itens no candidato para receber ou não a autorização para portá-los. Diiva, o imi-r ḫtmt (Superintendente do selo) possuí um Ka e a irmã dele, Sera, a superintende dos curandeiros, também possuí um.

- Nossa... Como você sabe disso tudo?

- Através do meu mestre e amigos dele que estavam comentando, enquanto imaginavam como seria o treinamento dos soldados para controlar os seus respectivos Ka – a bronzeada fala sorrindo.

- De fato, isso prova o quanto são amigos do Nsw. Eu não acredito que é uma informação divulgada para qualquer um.

- Verdade.

- Sobre a autorização de manter o Ka... Antes, somente alguns conseguiam permissão para mantê-los. Bem, foi o que eu ouvi há algum tempo, atrás – a prateada comenta pensativa.

- Sim. Porém, com o rei dos ladrões e o seu braço direito usando Ka, juntamente com os ladrões do séquito dele, pelo menos, a maioria, fez-se necessário a presença de um Ka dentre os melhores soldados e treinamento específico para invocá-los e controlá-los. Parece que também teremos esse treinamento. Seria bom se pudéssemos treinar juntas. Bem, eu tenho que passar, ainda, pelo julgamento dos itens.

- Eu já passei. A minha dragoa é bem protetora com o meu mestre. Além disso, me falaram que ela ouviu as ordens dele. Eu também adoraria que pudéssemos treinar juntas.

A bronzeada exibe surpresa em seu semblante e depois, fala pensativa:

- É interessante o comportamento dela. Penso em ver como é o comportamento da minha para com Jounouchi, apesar de permanecer parcialmente no controle. – a jovem cora intensamente ao se referir ao loiro, fazendo a sua irmã sorrir.

- Você gosta do seu mestre, né?

Nuru exibe uma leve surpresa em seu semblante, sendo que ainda estava corada, enquanto consentia, para depois, sorrir ao olhar para a sua meia irmã:

- Eu notei que você corou na menção do seu mestre.

O rubor nas bochechas da prateada retorna e ela fala, esfregando levemente as mãos uma nas outras:

- Sim. Eu gosto muito dele. Acredito que esse sentimento irá se tornar amor. Mesmo eu sendo somente a sua serva pessoal, Seto me trata muito bem, além de ser gentil e amável. Eu notei que ele raramente sorri para os outros, mas, parece sorrir facilmente na minha presença ao olhar para mim. Além disso, me deu essas roupas e joias, isso sem contar o tratamento que tive no banho. Me senti como se fosse uma nobre.

- Eu também fui tratada assim por Jounouchi, além de usar essa roupa e joias. Também acredito que um dia esse sentimento será amor. Além disso, ele deu para mim a minha amiga de longa data, além de bancar os custos funerários dos meus pais.

- Nós tivemos sorte.

- Com certeza.

Nisso, elas voltam a conversar.

No local em que Atemu se encontrava, ele comenta para o seu amigo, após sorver um pouco de vinho:

- Após a exibição pública, será feita o julgamento dela. São as regras. Todos que solicitam manter o Ka dentro de si, precisam passar pelo julgamento. Pelo que me falou, ela detém controle parcial sobre a sua dragoa.

- Sim, Per'a'ah – ele se dirige respeitosamente ao seu amigo de infância – Ela consegue manter parcialmente a sua consciência. Quanto ao julgamento, embora eu acredite que ela vá passar, eu solicito que não extraíam a dragoa dela, caso não passe. Sei que o senhor pode fornecer uma concessão especial.

- Pode ficar tranquilo. Se ela não passar, darei a concessão. Você a ama e quer vê-la feliz. Pelo que me contou, a dragoa é amiga dela. Além disso, considerando que ela consegue manter parcialmente a consciência, esse ser é um Ba, além de Ka. Se fosse apenas um Ka, não haveria motivo para a jovem ter que lutar contra a inconsciência.

- Sim. Eu desconfiei que era o Ba dela, também.

- Isso torna a extração impossível, sendo que nunca terei essa intenção para aquela que você ama com toda a força do seu coração, amigo. Eu notei a trocar de olhares entre vocês e acredito que é recíproco. É o mesmo em relação ao meu primo e a Kisara.

- O senhor também em relação ao Yuugi, sendo o mesmo para ele, pois, a forma como ele o observa, evidencia o quanto os sentimentos dele são recíprocos.

O monarca sorri, para depois, comentar:

- Assim eu espero. Afinal, se os nossos sentimentos forem, de fato, recíprocos, pretendo torná-lo a minha Nmt nswt wrt (Grande esposa real).

Mariku, Ryou, Honda e Jounouchi exibem surpresa em seu semblante, com o bronzeado falando ao olhar para o Faraó, sendo que todos buscavam manter uma postura respeitosa:

- Nunca teve na história um Nmt nswt wrt homem.

- Com certeza. – o moreno fala consentido.

- Vai surpreender a todos. – o albino consente, sorrindo.

- Vai ser o assunto da corte por muitos anos. Eu prevejo as fofocas nos corredores e câmaras. – o loiro acrescenta, enquanto consentia.

- Infelizmente, isso é inevitável. Já tive muita dor de cabeça no passado com os falatórios murmurados que permeavam o recinto do palácio e os seus arredores – o monarca espana rapidamente as recordações amargas como o fel que desejavam se formar em sua mente - Quando chegar o momento, eu vou treinar o meu amado para saber lidar com a corte. Além disso, quero que ele comece a ter aulas especificas para prepará-lo para o papel. Afinal, há muitas obrigações e conhecimentos necessários para quem ocupa esse título.

- Ele vai precisar urgentemente de treinamento e de aprendizado. De fato, é melhor começar o quanto antes as aulas. – o bronzeado de cabelos cor de areia fala, enquanto esperava a sua taça ser preenchida por uma escrava.

Atemu olha para o seu amado que estava alheio à conversa murmurada entre ele e os seus amigos, desconhecendo o fato de que o jovem se encontrava imerso em uma conversa mental com a dragoa.

Nesse interim, a albina havia ouvido os comentários, pois, era capaz de dividir eficazmente a sua atenção entre a conversa mental e o exterior ao contrário de Yuugi. Ela arregalou os olhos ao perceber a profundidade dos sentimentos do Faraó ao mesmo tempo em que ficou aliviada ao saber que o monarca não via o seu amigo como escravo.

Porém, a albina também ficou muito preocupada que o governante se forçasse nele, caso não correspondesse aos seus avanços e em virtude dessa preocupação, decidiu ficar atenta ao que acontecia ao seu amigo ao agir de forma precavida ao mesmo tempo em que iria ocultar essa informação do Yuugi por não saber como ele reagiria.

Após um período relaxante, Atemu se levanta e ao fazer isso, as dançarinas cessam os movimentos e se prostram, assim como os músicos, com a música sendo cessada abruptamente ao mesmo tempo em que todos olhavam respeitosamente para o Faraó, com exceção de Akhenaden que disfarçava o seu olhar raivoso para o soberano de todo o Kemet.